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Malfeitores fazem se passar por técnicos do SUSTENTA para burlar empresas

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) neutralizou, na última quarta-feira (17), uma quadrilha que se dedicava a burlas em estabelecimentos comerciais sedeadas na cidade de Nampula, fazendo se passar por trabalhadores do projecto governamental SUSTENTA.

Um dos estabelecimentos vítima das investidas do referido agrupamento criminal é a Casa do Camponês, vocacionado na venda de insumos agrícolas na cidade de Nampula.

Segundo apuramos, na última segunda (15) os meliantes se dirigiram a empresa, onde fizeram a requisição de insumos agrícolas constituídos por bombas, insecticidas, sementes de diversas culturas, entre outros, avaliados em cinquenta e dois mil e trezentos meticais (52,300.00MT), mas que, no acto de pagamento, apresentaram um talão de depósito falso. Na altura do fecho do negócio a proprietária do referido estabelecimento não tinha prestado a atenção, pelo que fez a entrega do produto.

“Eles chegaram na loja no dia 15 e apresentaram-se como trabalhadores do projecto SUSTENTA e disseram que queriam o produto para fazerem uma doação às pessoas necessitadas, então eu fiz a cotação até eles chegaram de falar as partes de comissões porque iriam levar grandes quantidades e acertamos”, contou a proprietária da Casa do Camponês, que preferiu não se identificar.

“No dia seguinte, acabei ligando para eles porque na cotação havia um pequeno erro e eles corrigiram o erro. No final do dia eles ligaram para que nós não fechássemos e ficássemos à espera deles, então eu e o meu trabalhador ficamos aguardando por eles, e as 17:15h eles apareceram com o talão de depósito que nós havíamos facultado a conta na altura que estávamos a fazer a cotação, então eles fizeram o depósito e nós acabamos fazendo a separação dos produtos que pretendiam levar na cotação, mas no andar do tempo fomos nos apercebendo que algumas quantidades que pretendiam levar nós não tínhamos disponíveis, só tínhamos no armazém, então pedimos para que eles voltassem no dia seguinte, mas eles insistiram e levaram aquelas quantidades disponíveis, eram mais de 75%”, continuou a empresária.

A fonte disse, por outro lado, que “no dia seguinte fui advertida que poderia tratar-se de uma burla com o talão de depósito, mas eu não vi hipótese nenhuma, mas depois acabei ligando para o gerente do banco que me ajudou a abrir a conta, comuniquei a situação e foi daí que ele me alertou e disse que já se tinha feito o depósito, mas de um outro cheque. Então, dali começou a suspeita e ele sublinhou que poderia tratar-se de uma burla uma vez que eles exibiram um cheque de um outro banco, e quando é assim demora três dias a ser processado. Então, ele pediu para que eu pudesse entregar a mercadoria só depois de ter a confirmação da disponibilidade do valor na conta e fiquei mais assustada ainda, porque já tinha dado mais de 75% da mercadoria”, contou.

M. Alberto é um dos integrantes da quadrilha. Falando aos órgãos de comunicação disse ser inocente no acto. “Eu fui entregue um depósito de factura para liquidar uma conta, quando eu cheguei lá entreguei a factura e o talão de depósito que estava no envelope e logo estou a ver a fecharem a porta, mas a dona conhece a pessoa que estava a negociar, até tenho o nome e o contacto da pessoa. A pessoa me usou só para ir levantar, essa pessoa vivia aqui, mas agora já mudou para Quelimane”, referiu.

“Na verificação feita, descobriu-se que os mesmos não fazem parte do SUSTENTA, apenas pretendiam burlar e o cheque que depositaram não tinha lá o nome do proprietário”, disse Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC em Nampula, durante a apresentação pública dos indiciados na última sexta-feira (19).

Raptores detidos

Na ocasião, o SERNIC em Nampula apresentou dois dos integrantes de um outro grupo que semeava terror na província mais populosa de Moçambique, sobretudo no capítulo de rapto e assalto a residências e escritórios de agentes económicos.

Os dois indiciados, conforme contou Enina Tsinine, são reconhecedores e recolhedores de informações para posterior fornecimento aos executores que, por sinal, residem fora da província, concretamente na província de Maputo. Aliás, segundo apuramos, os mesmos “foram flagrados numa altura em que davam relatório aos mandantes para posterior assalto a dez residências ou escritórios de igual número dos agentes económicos”.

“Tivemos informação de que um grupo pretendia assaltar algumas residências, mas estava na fase de execução. Eles iam seguindo os itinerários, reconhecimento de residências, reconhecimento de escritórios de alguns empresários de renome da nossa cidade de Nampula, bem como no posto administrativo de Namialo, distrito de Meconta, que não posso citar por preservação da imagem”, referiu a porta-voz do SERNIC.

“Fez-se aquilo que é o seguimento que culminou com a detenção do grupo quando se encontravam a comunicar com os mandantes, nesse caso que se encontram na província de Maputo, e os alvos seriam os familiares, bem como os próprios funcionários ou mesmo proprietários de algumas empresas de renome. Estamos a falar de proprietários de peixaria, empresas de segurança privada, proprietários de algumas escolas privadas na cidade de Nampula e, quando foi neutralizado o grupo acabaram fornecendo o nome das pessoas que são mandantes em que um encontrava-se em Maxixe a caminho de Nampula para a execução do caso e o outro na província de Maputo”, precisou a fonte, para quem “feitas as diligências descobrimos que um dos mandantes que se encontra na cidade de Maputo consta no assalto do banco Millennium Bim, no ano passado e, o mesmo, preparava-se para mais um assalto na cidade de Nampula”. (Constantino Henriques)

Nampula prevê reflorestar mais de 600 hectares de terra com espécies diversas

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, no norte do país, prevê, nos próximos tempos, efectuar o reflorestamento de pouco mais de 600 (seiscentos) hectares de terra com espécies diversas, dando prioridade as nativas.

De acordo com o director do Serviço Provincial do Ambiente, Luís Sande, anualmente, na província, mais de 70 (setenta) hectares de florestas são desmatados em consequência da exploração florestal.

Segundo esta fonte, o governo tem se dedicado para sensibilizar os intervenientes do sector no sentido de fazerem uma exploração sustentável, porque “o desmatamento em Nampula é preocupante”, por isso, há a previsão de aumentar-se o número de viveiros de produção de mudas para 5, com uma capacidade de produção de mais de 20 mil plantas para cada.

“A causa do desflorestamento tem sido a acção humana para vários fins, precisamente a busca de espaços para novas habitações, abertura de machambas, produção de combustível lenhoso e exploração madeireira”, explicou o Eng. Sande, por ocasião do dia mundial de Florestas, celebrado neste domingo, 21 de Março.

Falando na comunidade 7 de Abril, no distrito de Meconta, o director do Serviço Provincial do Ambiente disse que “é preciso que a gente faça o reflorestamento e a gestão da reprodução da própria árvore”, reconhecendo que “o conhecimento sobre gestão do plantio é ainda fraco, tanto na comunidade assim como nos próprios exploradores, e é nossa missão ensinar essas pessoas”.

“O recurso florestal é renovável, mas quando a pressão for demais não vai poder renovar-se”, concluiu Luís Tomás Sande na sua intervenção, abordando que durante o ano de 2020 mais de 10 exploradores furtivos foram levados a barra do tribunal.

Por seu turno, o administrador de Meconta, Melchior Focas, disse que a circunscrição que dirige prevê reflorestar, pelo menos, mais de 54 hectares, sendo que neste domingo 11 hectares beneficiaram do plantio de chanfutas, jambirre e outras espécies.

“Estamos perante a situação de mudanças climáticas e todos sabemos o que significa isso. Uma das coisas que acontece no mundo são as secas, e elas só podem ser mitigadas através do plantio de árvores”, disse esta fonte, reforçando que “a floresta nos dá toda vida”.

Para Focas este “é um momento de reflexão, e a população deve estar sensibilizada para o uso sustentável dos recursos florestais”. (Aunício da Silva)

Director da Agricultura e Pescas não aceita que há fome em Nampula por ver farinha, milho, açúcar e óleo nas lojas

Nampula (IKWELI) – O director da Agricultura e Pescas de Nampula, Ernesto Joel Pacule, desmente os rumores sobre a eclosão de fome que assola a população de alguns distritos da província mais populosa do país, causada pela fraca produção agrícola em consequência da escassez de chuvas durante a primeira época da presente campanha agrícola.

Para este dirigente, esta situação é recorrente e neste período acontece em todos os anos, ainda que os registos oficiais não tratem o assunto como sendo cíclico.

Os distritos de Monapo e Muecate são os que, actualmente, apresentam situações críticas de fome, e há até o registo de mortes, ainda que oficialmente não se assuma. O capim e tubérculos venenosos tem sido o recurso para aguentar a fome.

Falando a margem da Vª Sessão Ordinária do Conselho Executivo Provincial, Pacule, descomovido com a situação da população, entende que isto não deve ser motivo de alarme, porque aos seus olhos a província dispõe de produtos alimentares.

“Os níveis de produção do ano passado davam a entender que as nossas famílias teriam reservas suficientes para superar o ano de uma forma geral, mas devido a estiagem verificada nos meses de Outubro e Novembro a província sofreu porque não choveu, ressentiu que as famílias sofreram perdas de áreas de cultivo, uma vez que semearam e não choveu e, consequentemente, teríamos um período transitório em termos de produção, porque estamos a iniciar uma nova campanha e ao mesmo tempo estamos a acabar os excedentes da campanha anterior”, disse esta fonte.

De forma insistente, a fonte convencesse que “a província de Nampula está bem, em todas as lojas e armazéns tem farinha, milho, arroz, açúcar, entre outros produtos de primeira necessidade, mas a maior parte da nossa população não tem poder de aquisição desses produtos. Agora estamos a dizer que as reservas nas famílias é que escassearam nestes períodos. Todos os anos as famílias passam por isto. Repito, todos os anos há este problema de menos uma refeição para a passagem deste período”, por isso prossegue que “estamos a falar das reservas alimentares das famílias, não estamos a falar de reservas alimentar da província porque a província de Nampula tem reservas alimentares suficientes e estão disponíveis a nível da cidade de Nampula, sede dos distritos, postos administrativos, localidades até as feiras, o que significa que existe comida suficiente para a satisfação das necessidades básicas da população”.

Quando questionado de forma insistente em relação a possível eclosão de fome que assolou algumas famílias, o governante reagiu nos seguintes termos: “estamos a crer que dentro das comunidades possam existir uma e outras famílias sem reservas suficientes para suportar o período de transição, então com este paradigma não podemos dizer que aqui temos problemas de fome, mas sim problemas de insegurança alimentar e que as famílias procuram formas de sobreviver”. Aliás, avançou que “com as poucas chuvas que vinham caindo de forma extemporânea a nível das comunidades, algumas famílias foram superando. É certo que houve momentos críticos de grandes precipitações, mas estamos a dizer que nos meses de Fevereiro e Março está a chover normalmente e a nossa situação melhorou consideravelmente. Portanto, de uma forma geral referimos que a província está com uma situação de segurança alimentar e reconhecemos que algumas famílias possam ter situações de insegurança alimentar”.

Outrossim, de forma pretensiosa o director Pacule respondeu ao Ikweli quando questionado sobre as zonas mais críticas da insegurança alimentar ao referir que “eu fiz uma retrospectiva e fui muito claro, não falei de regiões, falei de uma forma geral. A situação que está a se viver, neste momento, é que toda a província está numa situação crítica, mas não é o que eu falei, eu disse algumas zonas e essas zonas podem ser Malema, Ribáuè, etc., dentro das nossas comunidades uma e outras famílias podem ter problemas de insegurança alimentar, é isso que eu estou a dizer. Não temos uma zona crítica para dizer que se está a morrer, há problemas sérios de desnutrição crónica e as famílias estão a morrer, não existe nada disso”.

Num outro desenvolvimento e para aliviar o sofrimento das famílias afectadas pela situação, o director provincial da Agricultura e Pescas fez saber que o sector que dirige está a distribuir ramas de batata-doce, feijões e estacas de mandioca. Até a este momento já fez a distribuição de cerca de 36.603 (trinta e seis mil e seiscentos e três) quilogramas de ramas de batata-doce para os distritos de Muecate, Meconta e Monapo como também 20.000 (vinte mil) estacas de mandioca, isto a nível das comunidades.

“Esses produtos não é para distribuir para as famílias, é para mandar em campos de multiplicação das estacas para que não tenhamos problemas cíclicos de falta de material vegetativo nestes distritos. Portanto, no dia em que teremos situações graves de fome todos vão saber que a final de contas a situação é mesmo grave, não é neste momento que se pode afirmar”, concluiu. (Esmeraldo Boquisse)

AQUA desgovernada em Nampula: Ausência de um comando competente leva estado a perder receitas com a fiscalização florestal

Nampula (IKWELI) – Há mais de 3 anos que o governo moçambicano decidiu por atribuir a competência de fiscalização florestal e faunística a Agência Nacional para Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA), e na província de Nampula a actuação da instituição tem recorrido na perda de receitas para o estado, devido a fraca fiscalização do sector.

As brigadas moveis tornaram-se inoperantes e mais burocráticas, ao que mesmo com o aumento da população e os níveis de consumo de produtos florestais e faunísticos, também, aumentaram, mas as receitas caíram consideravelmente.

Dados em nosso poder, não oficiais, mas estimados pelos técnicos da instituição indicam que, anualmente, o estado perde mais de 25.000.000,00mt (vinte e cinco milhões de meticais) com o contrabando de produtos florestais.

Para compulsar esta situação, o Ikweli, depois de denúncias sucessivas sobre o funcionamento da AQUA em Nampula, monitorizou várias actividades de exploração e venda ilegal de madeira. O principal entreposto comercial é a cidade de Nampula.

A estratégia em uso é algo inusitado. Nos bairros de Namicopo e Carrupeia são os principais pontos onde foram instaladas as cerrações precárias, e a madeira cerrada manualmente é carregada, principalmente, em bicicletas para estes locais.

A ideia da utilização de bicicletas para esta prática ilegal tem, em vista, não chamar atenção nos postos de controlo, sendo que, com facilidade, passam perante os fiscais florestais ali presentes.

AQUA monopolizada?

 O ambiente que se vive na delegação da AQUA em Nampula, no norte de Moçambique, é de cortar a faca, e o respectivo delegado é exposto de estar a tomar decisões que ferem a lei, incluindo o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE).

Há mais de dois anos que o Ikweli vem recebendo denúncias sobre a actuação pecaminosa deste dirigente, e das nossas investigações apuramos que o mesmo vem actuando a margem da lei, respectivamente na venda de bens da instituição, apoderamento de imoveis e movimentação de quadros sem a observância da base legal.

Em relação a venda de bens da instituição, há o registo da venda de uma viatura de marca Nissan Hard Body com a chapa de inscrição MMH 55-92, a qual tinha sido uma doação de parceiros do extinto Centro de Desenvolvimento Sustentável – Zonas Urbanas (CDS).

Ainda neste contexto, informações em nosso poder indicam que viaturas que tinham sido transferidas do CDS – Zonas Urbanas para o AQUA foram todas vandalizadas e parte de suas pessoas, a mando do delegado, vendidas no mercado negro.

Nossas fontes garantem que uma residência da mesma instituição, na Ilha de Moçambique, foi usurpada pelo respectivo delegado, o qual na transição de ano de 2020 para 2021 a utilizou para fins pessoais, numa viagem suportada com fundos do estado.

O número 1 do artigo 3 do Decreto 2/2016, de 10 Fevereiro, que altera o Decreto nº 80/2010, de 31 de Dezembro, que cria a Agência Nacional para Controlo da Qualidade Ambiental e revoga os Decretos nº 5/2003, 6/2003 e 7/2003, todas de 18 de Fevereiro, define que a AQUA é tutelada pelo Ministro que superintende as áreas da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, por isso, no seu número 2 estipula que a “tutela compreende a prática dos seguintes actos: homologar programas, planos de actividades, orçamentos e relatórios do sector; nomear os órgãos directivos; aprovar o regulamento interno da AQUA; acompanhar e avaliar os resultados das actividades; assinar acordos com parceiros de cooperação; suspender, revogar ou anular actos dos dirigentes da AQUA, que violem a Lei ou outros instrumentos normativos; exercer acções disciplinares sobre membros dos órgãos da AQUA e respectivos dirigentes; e ordenar inquéritos aos serviços da AQUA”.

Todavia, a delegação de Nampula tem vindo a actuar de forma autónoma e em clara violação do EGFAE.

O artigo 19 da Resolução Interministerial da Função Pública nº 5/2012, de 16 de Julho, estabelece que “os funcionários da AQUA regem-se pelo Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE), pelo presente Estatuto e demais legislação aplicável”, mas o tratamento que se dá aos funcionários afecto a instituição em Nampula são de clara violação deste instrumento legal.

Confiança da Directora – Geral

O Ikweli contactou o delegado da AQUA em Nampula, Egídio Armando. Depois de uma conversa rápida na sua viatura, o mesmo deixou claro ser da confiança da Directora-Geral da instituição e que actuava como lhe apetece por essa mesma confiança.

De forma intimidatória e arrogante deixou claro que tem poder e influência no sistema político e governativo nacional, por isso concluía que as denúncias e apurações do Ikweli não passavam de mera especulação, por isso desejou que lhe endereçássemos uma carta de pedido de resposta, ao que fizemos.

As 5 perguntas que constatam do pedido de informação, formulado ao AQUA, não foram respondidas, mas parte da carta-resposta endereçada a nossa redação avança que se trata de “matérias acusatórias sem nenhum embassamento factual e outras de interesse público”.

É neste contexto que a carta-resposta manifesta a ideia de o Ikweli actuar como se de uma inspecção se tratasse.

Relações com o Secretário de Estado

Igualmente, apuramos que Egídio Armando alega ser amigo pessoal de Mety Gondola, Secretário de Estado da província de Nampula, em virtude de terem sido colegas de residência universitária na cidade de Maputo, quando estudantes, o que eleva a convicção de poder ao delegado do AQUA em Nampula.

Segundo nossas fontes, bem posicionadas, depois de constatações sobre a situação sombria porque a instituição passa, Egídio foi solicitado pelo Secretário de Estado Mety Gondola, cuja conversa, acredita-se tê-lo deixado ainda mais poderoso e com disponibilidade de “maltratar” os seus colegas.

É neste contexto que, segundo apurámos, cessou as funções ao chefe do departamento de Fiscalização. Em termos legais, o delegado da AQUA não tem competências para este acto.

Compulsados todos os elementos legais, conclui-se que apenas o delegado da AQUA em Nampula é o único funcionário que a instituição tem na província, pelo facto de, para os restantes, não se ter efectuado a mobilidade segundo regem os EGFAE, facto que faz com que os ordenados destes funcionários ainda constem da folha de salários dos Serviços Provinciais do Ambiente.

É neste contexto de desgovernação que o responsável pelo departamento de Recursos Humanos da instituição submeteu uma carta de demissão da posição. (Aunício da Silva)

Serviços Provinciais do Ambiente de Nampula arborizam centro de deslocados de Corrane

Nampula (IKWELI) – Os Serviços Provinciais do Ambiente (SPA) de Nampula, no norte do país, procederam ao plantio de, pelo menos, duas mil mudas de Jambirre e Chanfuta, na manhã desta quarta-feira (17), no centro de deslocados da guerra de Cabo Delgado fixado no posto administrativo de Corrane.

De acordo com o Eng. Luís Tomás Sande, director do SPA, “o que estamos a fazer é a arborização, a criação de sombras para os moradores desta área”, por isso “estamos a plantar estas espécies por serem espécies que outrora foram exploradas aqui. O solo e as condições são próprios para que essas espécies cresçam”.

Por outro lado, a fonte assegurou que no futuro serão plantadas acácias e moringas, de forma a aumentar a quantidade de árvores no local e diversificar a flora.

“Estamos a incentivar aos jovens a aderirem esta actividade para que tenham consciência que é preciso plantar para poder colher amanhã”, referiu Sande.

Por seu turno, o administrador de Meconta, Melchior Focas Situte, apontou que “este é um centro muito aberto, mesmo quando estávamos aqui a instalar as pessoas sabíamos que era um lugar aberto. Com este programa que nós temos vai dar vida o próprio meio ambiente e vai trazer sombra para essa população que aqui se encontra”.

“Com estas árvores vamos proteger essas casas de ventos fortes que tem se sentido aqui”, disse Situte, reconhecendo que “neste momento estamos com problemas de mudanças climáticas, por isso com este programa vamos arborizar e vamos mitigar os efeitos das mudanças climáticas”. (Aunício da Silva)   

Iniciou hoje o pagamento dos ordenados em atrasos dos mais de 500 ex-trabalhadores da extinta empresa avícola de Nampula

Nampula (IKWELI) – Iniciou na manhã desta terça-feira (16), na cidade de Nampula, o pagamento de salários em atraso, horas extras e indemnizações aos 566 ex-trabalhadores da extinta empresa Avícola EE, encerrada há mais de trinta anos em consequência do advento da economia de mercados e da privatização de empresas estatais no país.

Segundo os factos do enredo, o processo que durou perto de 30 anos só teve sucesso pela persistência dos ex-trabalhadores que sempre manifestaram pela reparação do direito em causa.

O acto simbólico do início do processo mobilizou o Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, que se deslocou ao recinto dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas a fim de testemunhar.

A senhora Maria Isabel Juvêncio Vocieque foi a primeira ex-trabalhadora a receber um cheque compensatório no valor nominal de 84.000,00Mt (oitenta e quatro mil meticais). Satisfeita, pelos olhos (pelo uso da máscara não foi possível contemplar o sorriso) e sem direito a palavra, recebeu o pagamento das mãos de Mety Gondola.

Jaime Chissico, director dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas de Nampula, foi o primeiro governante a usar da palavra na ocasião, aliás foi ele que, por várias vezes, viu-se impedido de aceder ao seu gabinete de trabalho por este grupo de ex-trabalhadores vedaram o acesso ao local.

“De forma estruturada, estes nossos colegas tem estado a reivindicar os seus direitos desde 2006. No entanto, carecia de algum comprovativo na medida em que estamos a falar de uma reivindicação que, inicialmente, era de 566 ex-trabalhadores que revindicavam todos estes direitos que depois da privatização da empresa e da falência da empresa eles tinham o direito de receber”, disse Chissico, reconhecendo que “de forma recorrente recebíamos estas reclamações. No entanto, no dia 19 de Novembro de 2018 iniciaram com manifestações de forma ininterrupta. Essas manifestações duraram mais de um ano”.

Para pôr termo a situação, segundo a fonte “em 2019, num período de 15 dias, uma equipa do nível trabalhou ao nível da província e averiguou mais factores no sentido de apurar quem, de facto, tem o direito de ter essas indemnizações. Tínhamos um total de 566 trabalhadores, no entanto, apenas 75 é que tinham algum comprovativo e esse comprovativo era, basicamente, as provas que pagavam o seguro. Nós ao nível da província solicitamos a intervenção da Procuradoria Provincial para nós ajudar neste caso, e a Procuradoria orientou ao Ministério da Economia e Finanças para poder pagar todos os trabalhadores”.

Na sua vez, Mety Gondola, com pouco palavras como não é o habitual, começou por “agradecer a paciência que tiveram e pedir desculpas por todo o transtorno que terá sido causado nas vossas vidas”.

Por outro lado, o Secretário de Estado da província de Nampula, comentou que “é um dia especial para nós, porque damos ao início do encerramento de um processo que foi bastante complexo. Um processo que afectou a vida de muitas pessoas, afectou famílias”.

Ainda assim, não se dignou satisfeito pelo tempo da demora no pagamento destes ordenados, porque para ele “é um exercício que todos nós, a partida, devíamos ter conseguido resolver com muita antecedência.

“Nós temos pais, temos mães, temos famílias, temos filhos, crianças que a morosidade desse processo foi afectando. Temos crianças que os seus sonhos, a sua esperança, o seu futuro, infelizmente, foi afectado por esse processo”, reconheceu, concluindo esta fonte. (Aunício da Silva *Foto: Ikweli)

O impacto desastroso da covid-19 no negócio desenvolvido por mulheres em Nampula

  • Com o negócio da venda de comida confeccionada, a senhora Júlia Raul tem a sua fonte de rendimento completamente afectada.

Nampula (IKWELI) – O impacto da covid-19 na economia das famílias em Nampula, a qual é suportada por trocas comerciais informais, está atingindo níveis desastrosos, pois as fontes de rendimento estão cada vez mais prejudicadas.

Nesta edição, o Ikweli traz a história da senhora Júlia Raul, cuja principal fonte de rendimento é a venda de comida confeccionada nas imediações da central eléctrica no bairro de Mutauanha, na cidade de Nampula.

Desde sempre a nossa entrevistada dedicou-se a este negócio, por forma a manter o sustento da sua família.

Os principais clientes da dona Júlia são trabalhadores do sector informal e/ou de lojas, mas com a pandemia da covid-19, alguns empregadores viram-se obrigados a despedir alguns trabalhadores, o que fez com que a receita da nossa fonte reduzisse drasticamente.

A sua simplicidade no atendimento aos seus clientes, para além da qualidade dos serviços prestados, são apontados como razões suficientes que movem as pessoas, de diversos estratos sociais, a apostarem pela sua cozinha.

“Aqui tenho tido muitos clientes que são, na sua maioria, trabalhadores das grandes empresas da nossa cidade. Tenho visto aqui alguns trabalhadores das empresas de telefonia móvel, alguns dizem que vem das finanças, outros da empresa Electricidade de Moçambique, trabalhadores dos armazéns, transportadores, trabalhadores por conta própria e muitos outros que não consigo identificar. Graças a Deus, desde que comecei a cozinhar, esses clientes nunca reclamaram pela qualidade da comida, eles mostram sinais de que se sentem bem quando comem aqui”, conta a dona Júlia, exclusivamente ao Ikweli.

Com 52 anos de idade, a dona Júlia conta que passou a dedicar a sua vida ao empreendedorismo desde os 32 anos, período que coincide com a separação do seu esposo, por diversas razões. Hoje, e com apenas aquele negócio, ela orgulha-se de ter conseguido organizar a sua vida e, acima de tudo, ter ajudado seus quatro filhos a frequentar e concluírem o ensino médio.

“Estou há 20 anos com este negócio, mas antes fazia e vendia cabanga e espeto. Depois passei a vender cerveja até chegar o tempo de vender comida. Dali, comecei a conseguir algum valor que, aos poucos ia acumulando até agora que cozinho nas panelas grandes, naqueles tempos cozinhava apenas cinco quilogramas e em panelas pequenas”, recordou a fonte, para quem “com este trabalho consegui fazer muita coisa na minha vida, através deste trabalho eu tenho ajudado meus filhos e netos a estudar, alguns já fizeram a 12ª classe, outros já estão a trabalhar”.

Entretanto, com a eclosão da covid-19, a dona Júlia conta que o seu negócio não escapou com os impactos negativos trazidos por esta doença planetária.  Segundo disse, desde o ano passado os lucros tiveram uma queda drástica, motivado em parte pela redução dos clientes, assim como a subida de preço dos principais produtos que dão corpo aquele tipo de negócio.

“Ultimamente, este tipo de trabalho não tem lucro, isso porque as coisas aumentaram, para além de que quando preparamos a comida não acaba visto que o número das pessoas que vem comprar baixou muito”, referiu, acrescentando que “estamos a gastar muito e sem retorno, não sai lucro. Por exemplo você pode levar até dez mil meticais (10,000.00MT) para fazer compra, mas não consegue ter alguma recompensa, o que estamos a fazer apenas é para girar com o nosso dinheiro uma vez que sentar em casa, sem fazer alguma coisa, a situação iria piorar.  Só estamos a aguentar”.

“Desde o ano passado é que começamos a sentir esse problema, quando começou a se falar deste coronavírus, até agora nada está a mudar. Os preços dos produtos que usamos quase todos subiram, o frango, por exemplo, passou a custar entre setecentos a oitocentos meticais (700 – 800.00MT), arroz, nós já tínhamos acostumado comprar a oitocentos meticais (800.00MT), mas agora está acima de mil e quinhentos e oitenta meticais (1580.00MT), um saco de 25 quilogramas. Não há nada que não aumentou, um saco de 25 quilogramas de farinha celeste agora estamos a comprar mais de mil meticais (1000.00MT), cinco litros de óleo comprávamos a seiscentos meticais (600.00MT) agora estamos a comprar a setecentos meticais (700.00MT), então isso não sai”, disse, lamentando que “quando tentamos baixar a quantidade da comida ou aumentar o preço nossos clientes reclamam muito, então nós acabamos não sabendo o que fazer e porque já habituamos, continuamos assim mesmo, só para manter o nosso valor”.

Com a queda do negócio, a fonte disse que as metas que tinha para este ano, que passavam por custear a formação dos seus filhos e netos (dois para o curso de saúde e uma neta para o curso de professorado), estão comprometidas. “Eu estava mesmo confiante que iria ajudar os meus filhos até onde puder. Antes de eu morrer, gostaria que eles tivessem emprego para ficarem a se recordar de mim, mas as coisas estão cada vez mais complicadas”.

Mas, mesmo assim, os conselhos às outras mulheres não faltam. “Aconselho minhas amigas, outras mulheres para que não possamos depender apenas de homens, nós também temos que fazer alguma coisa, mesmo que seja para ir no Waresta comprar e revender tomate, amendoim, ou qualquer coisa para ajudar a família”, precisou a nossa interlocutora.  (Constantino Henriques)

Ferroviário de Nacala deixa de depender de praias para os seus treinos

Nampula (IKWELI) – As obras de reabilitação e colocação da relva sintética no campo do Ferroviário de Nacala, no bairro de Mathapue, nos arredores do maior entreposto comercial do norte de Moçambique, estão na sua fase conclusiva.

Com a conclusão das respectivas obras, põe-se o fim de um ciclo de dependência de recintos desportivos de outros emblemas da província, destacadamente o campo da Bela Vista, propriedade do vizinho e eterno rival, Clube Desportivo de Nacala, bem como o Estádio 25 de Junho, pertencente ao Ferroviário de Nampula, no qual para ter acesso via-se obrigado a percorrer uma distância acumulada não inferior a quatrocentos quilómetros (400km), a cada dia de treinos ou de jogo.

Segundo apuramos, este ano, com a elevação dos índices de desentendimento entre o Desportivo e o Ferroviário, ambos de Nacala, não foi possível chegar-se a um acordo para a utilização do campo da Bela Vista, na altura o único recinto desportivo da zona económica especial em condições de acolher as partidas do campeonato nacional de futebol sénior masculino, o Moçambola. Sendo por isso, as primeiras jornadas da prova, a equipa orientada pelo mister Antero Cambaco, ter realizado na cidade de Nampula.

Por limitações de ter que percorrer a distância que separa as duas cidades (Nacala e Nampula), todos os dias, a equipa principal do Ferroviário de Nacala viu-se, também, na obrigação de recorrer a praias locais, vezes sem conta, para a realização dos seus treinos, mesmo contra a vontade da equipa técnica chefiada por Antero Cambaco.

Aliás, um vídeo publicado nas redes sociais pela turma locomotiva de Nacala, mostra o quão é o alívio da colectividade com a concretização do arrelvamento do respectivo campo. Recorrendo a música do renomado artista nampulense, Marcelo M2, no fundo do referido vídeo, a turma locomotiva de Nacala desabafou que “se você ser pobre tudo se torna complicado, nem emprego, nem casar, nem estudar você tem direito”.

Recorde-se, nas quatro primeiras jornadas do Moçambola deste ano, o Ferroviário de Nacala conseguiu uma vitória diante de Matchedje de Mocuba (1-0), um empate frente ao Ferroviário de Maputo (0-0), duas derrotas diante de ENH de Vilankulos (4-1) e União Desportiva de Songo (2-3), resultados que lhe valeu o 10º lugar na tabela classificativa.  Apesar da prestação não ser negativa, quando comparadas com outras agremiações do campeonato, a equipa técnica considerou na ocasião que se as condições de trabalho fossem favoráveis, os resultados desportivos seriam ainda encorajadores.

Hoje, treinando na sua própria casa, no bairro de Mathapue, o Ferroviário de Nacala apenas espera pelo anúncio da data para o regresso do Moçambola para mostrar o verdadeiro sentido das metodologias de trabalho do jovem treinador, Antero Cambaco.

“O clube acaba por fechar a boca para não ter espaço para reclamação, a nível de campo, tenho um campo em condições de medidas que sempre reclamei que não conseguia treinar da melhor forma. O campo favorece, tem melhores condições para a prática do futebol, há que elevar os níveis daquilo que a equipa teve no seu início do campeonato, portanto, o campo não há outra justificação senão trabalhar”, disse Antero Cambaco, treinador do Ferroviário de Nacala, em declarações a televisão pública. (Constantino Henriques)

Detidos colaboradores sazonais da EDM por vandalização de PT e burla clientes

Nampula (IKWELI) – Dois colaboradores sazonais da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), na cidade de Nampula, estão a contas com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) indiciados de vandalização de Postos de Transformação (PT’s) e de burlar clientes da instituição.

Os actos foram cometidos nos bairros de Murrapaniua e Natikiri, ambos localizados na periferia do maior centro urbano do norte do país.

Segundo a história contada, os dois indiciados exerciam a actividade de manutenção e extensão da rede no bairro de Murrapaniua, durante o dia, e nas noites vandalizavam a mesma, no sentido de que fossem recorridos, pela empresa, para o restabelecimento do fornecimento da energia da rede pública. Esta prática fazia com que a EDM fizesse a manutenção dos contratos de trabalho de ambos.

A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, Enina Tsinine, conta que ambos tinham sido contratados para um período de 3 meses, mas para garantir a manutenção do vínculo, encontraram na vandalização de PT’s como uma das garantias de solicitação dos seus serviços.

“O Serviço Nacional de Investigação Criminal, em coordenação com a empresa EDM- EP de Nampula, tem vindo a receber várias denúncias dando conta da vandalização do seu equipamento eléctrico. Recebidas as queixas, foi feito um trabalho operativo que culminou com a detenção de dois indivíduos que por sinal são trabalhadores contratados e que eram responsáveis na manutenção e extensão da rede no bairro de Murrapaniua.”, disse esta fonte, durante a apresentação dos indiciados a empresa na manhã de ontem, quarta-feira (11).

Tsinine refere ainda que estes dois fazem parte dos indivíduos que nos dias 19 e 22 de Fevereiro passado, vandalizaram dois Postos de Transformação, ao longo da via que dá acesso ao hospital ainda em construção na zona do régulo Murreveia, em Natikiri, o que deixou algumas famílias ali residentes sem a iluminação. Entretanto, “vamos continuar com a investigação porque a rede é vasta e, com isso pretendemos neutralizar os outros envolvidos que trabalham com estes”.

A fonte explica que “os indiciados foram detidos em circunstâncias em que um cidadão solicitou serviços de ligação da corrente eléctrica na sua residência. Feitos ao local, os mesmos cobraram pagamento de 5.000,00Mt (cinco mil meticais) para efeitos de instalação domiciliária, bem como extensão da rede eléctrica.

Entretanto, quando o proprietário da casa tentou recarregar o Credelec para ter acesso a corrente eléctrica, verificou que os dados existentes no recibo não eram seus, eram dados falsos. A seguir tratou de solicitar os mesmos para averiguar a situação e estes não se fizeram ao local, daí que apresentou queixa no posto policial da 3ª Esquadra da PRM.

Já nas mãos das autoridades policiais, os cidadãos confessam o acto cometido e alegam que foram, de forma insistente, contactos pelo proprietário da casa onde teriam feito o trabalho de instalação e ligação da corrente eléctrica. Eles dizem ainda que não sabiam da falsidade do contador montado, uma vez que adquiriram com um dos seus conhecidos que já perecido, em consequência de um acidente de viação ocorrido no ano passado.

“Nós colaboramos com a empresa EDM há muito tempo, através de contratos que firmamos em curto de tempo, isto para a manutenção da rede. Depois de sermos neutralizados devolvemos o dinheiro à pessoa que dizem que burlamos. Mas, nós não sabíamos que o contador que ali colocamos era ilegal, por isso estamos aqui na polícia”, disse um dos indiciados.

Entretanto, com esta acção de vandalização e roubo de material eléctrico da empresa Electricidade de Moçambique, sobretudo, cabos de cobre, alumínio assim como os Postos de Transformação, a firma já soma um prejuízo de cerca de 1.600.000,00Mt (um milhão e seiscentos mil meticais) durante os primeiros dois meses do corrente ano.

“Esta situação é muito preocupante, na medida em que nós como Electricidade de Moçambique não temos recursos humanos suficientes para vigiar toda a nossa estrutura. Por isso, só podemos contar com a colaboração da comunidade e das autoridades policiais”, disse Eduardo Pinto, delegado da EDM em Nampula, para quem “nós temos trabalhos sazonais, que é a abertura de covas, carregamento de postes, onde contratamos certas pessoas para estas actividades. São contratos precários e, infelizmente, na tentativa de ajudar essas pessoas, quando deixam de fazer parte do trabalho optam por essa parte negativa. Geralmente contratamos quando são trabalhos pontuais, não são longos”. (Esmeraldo Boquisse. *Foto: Hermínio Raja)

Nacala Logistics regista perda de 31 Milhões de Dólares em 2020

Nampula (IKWELI) – A Nacala Logistics, marca que representa as empresas CDN, CLN, CLA, em Moçambique, CEAR e VLL, no Malawi, fechou o ano de 2020 com um prejuízo de 31 milhões de dólares, no resultado líquido.

O resultado financeiro foi, demasiadamente, afectado pela redução das receitas resultantes do baixo volume de transporte e manuseio de carvão e de carga geral, no Corredor de Nacala.

“O Relatório de Produção e Financeiro do 4º trimestre de 2020 indica que o transporte de carga geral reduziu em cerca de 40%, enquanto o transporte e embarque de carvão teve um decréscimo de cerca de 20%, em relação ao ano anterior”, refere um comunicado de imprensa enviado a nossa redação, o qual prossegue que “no mesmo período, a Nacala Logistics registou um resultado operacional de 84 milhões de dólares, menos 27%, em relação a igual período de 2019”.

Segundo o Administrador Financeiro do Corredor, Fábio Iwanaga, citado no comunicado, “o desempenho dos negócios de logística de carvão e carga geral foram afectados pela retração da demanda causada pela pandemia. Para 2021, espera-se uma recuperação gradual do sector, em linha com a retoma da economia mundial”.

“Apesar de um contexto económico desfavorável, a Nacala Logistics continua a investir na modernização, como é o caso da introdução do serviço expresso de transporte de contentores. Este serviço tem um grande impacto na segurança e na redução de custos e permite localizar a carga, em tempo real, graças ao Sistema de Rastreamento de Carga”, conclui a mesma nota de imprensa. (Redação)