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Álimos levam governador de Nampula sensibilizar sobre drogas em Namicopo

Nampula (IKWELI) – O Conselho de Álimos de Nampula (CALNAM) organizou, neste domingo (11), uma campanha de sensibilização e reflexão sobre o tráfico e consumo de drogas na cidade de Nampula, tendo como principal convidado o governador Eduardo Mariamo Abdula.

Abdula lançou, neste ano, uma campanha de combate ao fenómeno, actividade que reduziu, significativamente, práticas ligadas ao tráfico e consumo de drogas na província.

“Hoje, quero falar-vos não apenas como Governador, mas também como pai. Como um pai preocupado com o futuro dos nossos filhos e com o sofrimento de tantas famílias que vêem os seus jovens perderem-se no mundo das drogas,” disse, prosseguindo que “a droga deixou de ser um problema distante. Está nos nossos bairros, nas nossas comunidades e, infelizmente, à porta das nossas casas. Há mães que já não conseguem dormir, pais que perderam a autoridade sobre os filhos e jovens que abandonaram a escola e os seus sonhos por causa da droga.”

Abdula foi perentório e disse que “não podemos aceitar que esta seja a realidade de Namicopo, nem de qualquer outro bairro da nossa Província,” pois “a nossa religião ensina-nos a proteger a vida, a família e a razão. *O consumo de substâncias que retiram ao homem a consciência e o discernimento é contrário aos ensinamentos do Islão. E quem vende droga aos nossos jovens não está apenas a cometer um crime. *Está a destruir famílias e a comprometer o futuro da nossa comunidade. Foi por isso que decidimos agir.”

Num outro desenvolvimento, o governador anotou que “com o nosso de Plano de 90 Dias de Combate à Droga, levámos esta preocupação às escolas e aos bairros, falando directamente com milhares de alunos, professores, pais e encarregados de educação.”

Igualmente, Eduardo Mariamo Abdula reconhece o empenho de instituições como a Procuradoria Provincial, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM) na implementação do plano dos 90 dias.

“Hoje quero dirigir dois pedidos muito concretos ao Conselho de Álimos e a todos os líderes religiosos aqui presentes. O primeiro é que, pelo menos uma sexta-feira por mês, o Khutba nas nossas mesquitas seja dedicado à prevenção do consumo de drogas. Que os nossos Imamos falem abertamente deste problema, alertem os pais e os jovens e ajudem a comunidade a reconhecer os perigos da soruma, da heroína e das demais substâncias que estão a destruir vidas. A palavra de um Imamo é escutada e respeitada. Precisamos de colocar essa influência ao serviço da protecção dos nossos filhos. O segundo pedido é dirigido aos Mualimos e professores das Madrassas. Peço-vos que reservem cinco minutos de cada aula para conversar com os alunos sobre os perigos da droga. Cinco minutos podem parecer pouco, mas uma mensagem repetida todos os dias pode fazer a diferença na vida de uma criança. Não vos pedimos que substituam a família ou as autoridades. Pedimos que nos ajudem a chegar onde, muitas vezes, a acção do Governo não consegue chegar.”

E por fim, um apelo foi dirigido aos jovens de Namicopo.” Quem vos vende droga não é vosso amigo. Não se preocupa convosco, com a vossa saúde ou com o vosso futuro. O traficante ganha dinheiro à custa da vossa vida e do sofrimento das vossas famílias.” (Redação)

Emanuel Impissa aperta controle das bombas de combustível para travar escassez

Nampula (IKWELI) – O administrador do distrito de Monapo, província de Nampula, Emanuel Impissa, decidiu, na esta sexta-feira (9), reforçar a fiscalização das bombas de combustível em coordenação com os operadores do sector para travar escassez do produto.

A medida acontece numa altura em que os automobilistas enfrentam dificuldades de abastecimento, longas filas, enquanto há denúncia sobre alegadas práticas de especulação de preços de combustível.

Numa interação com os gestores das bombas, Impissa manifestou preocupação com os constrangimentos que afectam os consumidores e apelou aos operadores para assumirem uma postura de responsabilidade e parceria com as autoridades na procura de soluções para a actual situação.

“O combustível é um produto estratégico para a economia do nosso distrito, para o transporte de pessoas e bens, para a agricultura e para o funcionamento das instituições. Precisamos garantir que o seu abastecimento seja regular, seguro e que obedeça aos preços oficiais. O Governo está aberto ao diálogo, mas não tolerará práticas que prejudiquem o cidadão”.

Os operadores apontaram como principais dificuldades os problemas na cadeia de distribuição, atrasos na reposição dos combustíveis, custos de transporte e falta de informação actualizada sobre a disponibilidade do produto.

Face ao cenário, as partes defenderam uma resposta coordenada para reduzir o impacto da escassez, agravada pelo aumento da procura.

Entre as medidas acordadas estão o cumprimento dos horários de funcionamento das bombas, prioridade no abastecimento de ambulâncias, viaturas da Polícia, transporte de água e recolha de resíduos sólidos, bem como o respeito pelos preços recomendados pela às autoridades competentes.

Foi igualmente decidido reforçar a transparência na gestão dos stocks e a fiscalização conjunta para combater o açambarcamento e a venda do combustível no mercado informal. (Malito João)

Mais de 200 Mutuários recebem financiamento do FDEL em Mocuba

Mocuba (IKWELI) – O governo do distrito de Mocuba, província da Zambézia, no centro do país, procedeu na quinta-feira (8), a entrega de 74 cheques a igual número de beneficiários, de um total de 259 selecionados para o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), referente a primeira fase.

Segundo a administradora daquele distrito, Adelina Tavares, os restantes 184 poderão receber os seus valores directamente nas contas.

Na ocasião, a administradora apelou aos beneficiários a fazerem uma gestão responsável, criteriosa, e transparente dos recursos disponibilizados, pelo que os valores devem ser exclusivamente usados para a implementação de actividades previstas nos projectos de modo a garantir sua sustentabilidade e a concretização do resultado projetado.

“Quero agradecer ao governo moçambicano, de modo particular ao de Mocuba por esta grande ajuda, a partir de hoje meu negócio foi alavancado, eu estava em baixo, porque sofri um roubo, não tinha onde conseguir dinheiro, agora estou muito satisfeito. Aos os meus colegas que não foram selecionados não percam a fé, um dia o sol vai brilhar para eles,” disse um dos beneficiários.

O distrito de Mocuba disponibilizou 13.227.840.00Mt para o financiamento de iniciativas no âmbito do FDEL, e concorreram ao fundo, 1.145 projectos. (Fátima Mugaveia)

Cinquenta pessoas vão beneficiar de cirurgias de fendas labiais em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 50 (cinquenta) pessoas vão beneficiar de cirurgias de fendas labiopatinas, em campanha que deverá decorrer na província de Nampula.

Operatino Smile, uma organização não governamental mundial que promove iniciativas para a recuperação da qualidade de saúde bocal, é a entidade que vai promover a actividade.

O médico-chefe provincial de Nampula, Geraldinho Avalinho, explicou que as fendas labiais são uma consequência genética e dificulta a sucção do leite materno por parte do recém-nascido e no primeiro semestre do presente ano foram operadas 15 pessoas na província.

“A nossa província é a mais populosa do país e a rede sanitária é uma das menos estável, o rácio médico-habitante, técnico-habitante, cirurgião-habitante está muito longe do alcance daquilo que é o padrão da OMS. Temos distritos onde a distância percorrida pelos pacientes que tentam alcançar a primeira unidade sanitária, são de 50 ou mais quilómetros, então estes factores concorrem para eleição da nossa província para realizar esta intervenção, e o número de cirurgiões e especialistas desta área que Nampula tem é extremamente reduzida, pelo que realizar campanhas desta natureza trazendo mão-de-obra de fora, irá reduzir aquela lista longa de pacientes mapeados.”

“Os pacientes que nos temos são provenientes de 23 distritos, já foram feito os mapeamentos e houve um trabalho, pré-rastreio, e agora vai se seguir um exercício de rastreio dos pacientes potenciais candidatos para essa operação, e a equipe que estará no bloco operatório estará entre os dia 12 e 16, reservando-se os primeiros dois dias para o processo de seleção dos pacientes electivos, porque nem todos aqueles que tem Fenda serão eletivos,” acrescentou a fonte.

A nossa fonte frisou ainda que os beneficiários da campanha daquela doença, devem apresentar uma nutrição estável, não devem apresentar nenhuma doença que fragilize o sistema imunológico, uma hemoglobina acima de 10, e parâmetros hematológicos estáveis. (Virgínia Emília)

Novos Horizontes prevê redução do preço do frango com construção de aviários automatizados

Nampula (IKWELI) – A empresa Novos Horizontes Moçambique, em Nampula, prevê que os preços do frango possam baixar nos próximos tempos, através de um novo projecto interno que visa reduzir as taxas de conversão alimentar das aves em 20 a 30%.

A directora executiva da empresa Novos Horizontes Moçambique, em Nampula, Luísa Serra, fez saber que, nos próximos tempos, o frango pode conhecer novos preços, com a construção de aviários automatizados e implementação do novo projecto interno de redução das taxas de conversão alimentar.

A novidade foi revelada no quadro da visita do Secretário de Estado da Província de Nampula, Fernando Bemane neste final de semana, ocasião em que Luísa Serra disse que a ideia da Novos Horizontes é tornar-se mais competitiva no mercado de negócio de frangos na Província de Nampula.

“Essa obra aqui é um investimento que o próprio dono da empresa decidiu fazer, para podermos ser mais eficientes na produção do nosso frango, reduzindo as taxas de conversão alimentar em 20 a 30%, para nos tornarmos mais competitivos, gastarmos menos milho, gastarmos menos matéria-prima de ração e também vermos se colocamos um frango mais acessível no mercado.”

A directora Executiva da Novos Horizontes, disse igualmente que o sonho é construir “aviários automatizados e totalmente climatizados, ou seja, a ave não recinta-se do calor, do frio, a ave está sempre na temperatura, vai beber água normalmente, vai comer normalmente e vai estar num ambiente que não sofre como sofre no aviário com rede, casas abertas onde, se dá frio, dá frio, se dá calor, dá calor, aqui não estará durante o ciclo nas mesmas condições para o crescimento”.

Luísa Serra disse que o material está a caminho. “O equipamento está no navio, aqui está-se a acabar a construção civil, o investimento só para as máquinas é de 600 mil dólares. As obras vão terminar no final de Fevereiro, começaram em Julho.”

A Novos Horizontes Moçambique em Nampula opera no distrito de Rapale, e conta com cerca de 892 trabalhadores, dos quais somente 11% são mulheres, e tem actualmente meio milhão de aves. (Malito João)

“O Governo não tem acções concretas para proteção da pessoa com deficiência,” defende Jaibo Mucufo

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Nampula (IKWELI) – O sociólogo Jaibo Mucufo entende que as pessoas com deficiência continuam reféns de diversos problemas sociais, como a falta de empregos condignos, formação profissional, assim como o acesso a serviços essenciais, devido a falta de acções concretas para a proteção da classe por parte das autoridades locais, com maior destaque para a província de Nampula.

Jaibo Mucufo explica que a falta de escolas preparadas para albergar pessoas especiais a nível da província é outro problema. “A escola é um dos locais de exclusão, há várias pessoas com deficiência, elas não têm um enquadramento no nosso sistema de educação. Em Moçambique temos escolas especiais em Maputo e Beira, mas existem crianças a nascerem com alguma deficiência em qualquer parte do país, significa que não existe um investimento nesta modalidade, apesar de que existe um centro em Nampula, mas se olharmos a extensão de Nampula para acomodar todas as crianças, aquele centro não sustenta.”

Mucufo defende que a falta de condições adequadas concorre directamente para a falta de progresso académico de pessoas com deficiência. “Acções concretas, e o que está a falhar são resultados, e não número da lei, seminários. Nós temos a legislação da pessoa deficiente, que só está no papel, porque a ideia deve ser construir o capital social dessa pessoa, e esse processo deve ser complementado não só nas famílias, mas também nas instituições e na sociedade em geral, por exemplo, qual é a escola primária que está preparada para acomodar crianças com deficiência, como a questão da exclusão relacionada ao albinismo, por causa da qualidade da luz, se é uma sala de árvore, e sala com paredes, então são várias situações que não temos condições adequadas. E não vamos ter muitos alunos com deficiência com nível mais avançado, porque o próprio sistema não tem suporte para ele continuar,” lamentou o sociólogo

O Sociólogo também referiu que “se o Estado não está preparado para integrar essas pessoas socialmente até profissionalmente, essas pessoas mesmo tendo um potencial natural e explorável vão desenvolver um espaço de isolamento e não vão ser capacitadas, e se não forem formadas para trabalhar, esse esquema de pobreza pode continuar, porque haverá pessoas dependentes em coisas que não podem contribuir, e isso também desenvolve traumas, depressão e suicídios.”

Na ocasião, a fonte apelou ao governo local a promover acções concretas, estabelecidas na legislação que defendem e protegem as pessoas com deficiência, sobretudo nas instituições públicas e privadas, com vista a garantir o acesso a serviços básicos daquela camada social. (Virgínia Emília)

Napipine quer recuperar áreas degradadas e promover reflorestamento nas escolas

Nampula (IKWELI) – A chefe do posto administrativo municipal de Napipine, na cidade de Nampula, Abiba Miguel, iniciou, na sexta-feira (9), uma actividade de recuperação de áreas degradadas e reflorestamento em algumas escolas básicas daquele posto administrativo.

Segundo Abiba Miguel, o trabalho está a ser levado a cabo em parceria com a ONU-Habitat, com o objectivo de melhorar a situação ambiental da cidade de Nampula, em particular nas escolas básicas do Posto Administrativo de Napipine.

A fonte disse, igualmente, que a ideia é incentivar os alunos e professores a fazer o plantio de árvores, numa época em que as mudanças climáticas se fazem sentir no seio das comunidades.

“Estamos aqui na Escola Básica de Napipine junto com nossos parceiros e fizemos o plantio de cerca de vinte e cinco mudas, fruteiras diversas, com destaque para papaeiras, mangueiras, ateiras e goiabeiras. Diversificamos as plantas porque, para além de sombras, queremos também trazer frutas para os alunos dessa escola básica de Napipine e nós sonhamos em estender o plano para outras escolas que estão nos arredores do nosso posto administrativo de Napipine.”

Abiba Miguel, assegurou que “esse plantio, vai depois de dar frutos, ajudar muito as crianças que estudam nesta escola, os professores e também aqueles que são pais e encarregados de educação que acompanham as crianças. Assim, estamos a iniciar, prometemos dar continuidade dessa actividade em outras escolas. Como sabem, o calor está cada vez mais intenso, então, com essas plantas, também nos próximos tempos esperamos que possa ajudar as escolas que vamos fazer o plantio.”

Ludite Sara, oficial de Engajamento Comunitário da ONU-Habitat, uma agremiação parceira do Posto Administrativo de Napipine, disse que trabalha com o Conselho Municipal de Nampula no projecto Cidade Resiliente ao Clima. “E dentro deste projecto nós temos um programa chamado Literacia Ambiental, onde queremos resgatar a nossa cidade, e trazer de novo o que já se fazia no passado e incentivar os munícipes a fazer o plantio das árvores para recuperar a nossa condição ambiental. Entendemos que começar pelas escolas básicas é uma forma de abranger maior número de crianças, professores, alunos e a comunidade que vive ao redor das escolas.” Visivelmente alegre, Antónia Xavier Joaquim, pedagógica da Escola Básica de Napipine, enalteceu a iniciativa do chefe do posto de Napipine por ter escolhido aquele estabelecimento de ensino e prometeu controlar o pomar, além de se comprometer a realizar palestras para incentivar os alunos a dar continuidade à iniciativa. “Já tem um grupo de alunos que será responsável dessas plantas para regar e nós estaremos sempre a controlar as plantas. Para além da sombra e consumo, as árvores podem servir como matéria didáctica para ensinar os meninos nas disciplinas de Ciências Naturais e Biologia.” (Malito João)

Benjamim Mabiala é o novo treinador do Sporting de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Sporting Clube de Nampula contratou Benjamim Mabiala para assumir o comando técnico da equipa, substituindo o Mr Payo Amarchande, que foi destituído por maus resultados.

O novo treinador terá a missão de orientar os “leões” na Poule Regional Norte de apuramento ao Moçambola.

Mabiala chega ao Sporting depois de duas épocas ao serviço da Associação São Simão da Faina, onde esteve à frente da equipa técnica com resultados considerados bons.

A estreia do novo treinador aconteceu ontem, domingo (11), diante do Atlético Clube de Montepuez, em partida da segunda jornada da Poule Regional Norte.

Mabiala terá como principal desafio reorganizar a equipa e melhorar o seu desempenho na competição, numa altura em que o Sporting procura afirmar-se na luta pelo apuramento ao Moçambola.

Na página oficial do Sporting, a direcção do clube manifestou confiança no novo técnico para conduzir a equipa nesta nova etapa e manter vivo o objectivo de chegar à principal prova do futebol moçambicano. (Malito João)

Ribáuè já tem combustível e população agradece intervenção do governador de Nampula

Nampula (IKWELI) – As bombas de combustível na vila de Ribáuè, na província de Nampula, já estão a abastecer diesel e gasolina desde a manhã deste sábado e a população atribui o mérito ao governador Eduardo Mariamo Abdula que intercedeu para que a situação fosse minimizada.

Na sexta-feira (9), Abdula esteve em missão de trabalho de um dia ao distrito de Ribáuè, momentos em que foi interpelado por um grupo de mototaxistas, os quais pediam a sua ajuda para resolver o problema da escassez de combustível naquela circunscrição.

“Tio Salimo, nós estamos preocupados. Gasolina, aqui não temos,” disse, na sexta-feira, Manuel Muhariua, em representação dos taxistas que interpelaram o governador.

Na ocasião, Abdula prometeu trabalhar para que uma solução chega-se a Ribáuè com maior brevidade possível.

Neste sábado, as bombas de combustível em Ribáuè estavam já a abastecer, para a alegria da população.

“Já estamos nice aqui no nosso distrito. A vida melhorou, nós estávamos mal,” gritavam, de alegria, os mototaxistas que não poupam palavras de agradecimento ao governador de Nampula. (Redação)

“Queremos que Tete passe progressivamente de um território de recursos para um território de valor,” PR na abertura da conferência internacional de investimentos de Tete   

Tete (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, disse, na quinta-feira (08), na abertura oficial da Conferência Internacional de Investimentos de Tete que a terra do Songo deve ser vista mais do que uma terra de recursos, uma terra de geração de valor. 

Na ocasião, o PR destacou que Tete, antes conhecida como a terra dos seis “C’s”, traduzidos pelo Calor, Capenta, Cahora-Bassa, Carvão, Cabrito e Chicoa, é lhe adicionada o sétimo, Criatividade. 

A localização geográfica de Tete, aliada as suas potencialidades, também rendeu homenagem do PR. “Tete liga Moçambique ao Zimbabwe, à Zâmbia e ao Malawi e aproxima os países do interior da África Austral dos corredores e dos portos moçambicanos, principalmente o Porto da Beira e de Nacala. A localização geográfica de Tete torna-a um ativo econômico. Tete é energia, Tete é logística, Tete é comércio, Tete é corredor de desenvolvimento, Tete é produção, é integração regional, é acesso a mercados, é promessa e é esta combinação entre recursos, energia, terra, água, pessoas e localização que devemos transformar numa verdadeira plataforma de investimento.”

O Estadista Moçambicano ainda chamou a acção as diferentes frentes sociais para o avanço da economia da actual terra dos 7 C’s. “Precisamos de encontrar recursos para financiar a economia produtiva. Os bancos comerciais, as instituições financeiras devem disponibilizar o crédito para quem produz, porque queremos aumentar a produção e, consequentemente, aumentar a autossustentabilidade da nossa economia e aumentar as exportações. E só com o aumento da produção e o aumento das exportações é que podemos captar mais divisas. O nosso objetivo é inverter a balança de pagamentos para começarmos a ter mais exportações e menos importações.”

Daniel Chapo reiterou também a necessidade de a economia de Tete gerar valor local e nacional. “Não queremos apenas carvão que sai, queremos uma indústria que fica, que gera emprego, gera renda, gera salários, gera imposto a nível local. Não queremos apenas energia que atravessa fronteiras, mas energia que mova fábricas localmente, irrigue campos localmente, conserva alimentos localmente e cria novas empresas em Moçambique. Não queremos apenas produtos agrícolas, mas agroindústria que gera valor aos nossos produtos agrícolas. Não queremos apenas minerais, mas cadeias de valor que esses minerais criam e, sobretudo, oportunidade de negócio empresariado local moçambicano,” declarou. (Felismina Maposse)