Início Site Página 3

Pacotes CAVAME-d vão galvanizar economia com 4.2 mil milhões de meticais

Nacala (IKWELI) – O segundo dia da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-D) foi marcado pela assinatura de 11 memorandos de investimento entre empresas que actuam no sector de minerais e enérgico, orçados num valor de 4.2 mil milhões de dólares, valor que, segundo o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, deve ser usado em benefício dos moçambicanos.

Para Daniel Chapo, os pacotes da CAVAME-d representam uma mudança estrutural da economia do país. “Do mesmo modo, a assinatura dos termos de compromisso do pacote CAVAME-d, que nós assistimos aqui, é apenas o início da transformação e mudança estrutural da economia moçambicana. Uma fase exigente de preparação e implementação do futuro deste Moçambique para os próximos 50 anos. Cada termo de compromisso deve definir com clareza as responsabilidades das partes, as etapas de implementação, os prazos, os resultados esperados mensuráveis e os mecanismos de monitoria e avaliação,” disse, e decretou que “cada fábrica que aqui vier a ser erguida deverá representar uma oportunidade para o jovem de Nacala e de Moçambique que procura emprego, para o técnico moçambicano que adquire novas competências e para o fornecedor local que passa a prestar serviço de alimentação, transporte e manutenção.”
Daniel Chapo, também, garantiu que vai viabilizar a alocação de serviços essenciais para que os investidores encontrem em Nacala um ambiente de negócios favorável aos seus investimentos.

“Um investidor quando quer investir, desculpe a redundância, aqui em Moçambique ou em qualquer parte do mundo, não quer complicações. Quer chegar, se tem um investimento de 50, 40, 70, 60 milhões de dólares, como vimos aqui, quer encontrar paz, segurança e um ambiente de negócio. E quer encontrar principalmente três coisas principais, ou quatro, para colocar a sua indústria. Quer encontrar terra já parcelada, quer encontrar que nesta terra chega estrada, chega água, chega energia. Basta encontrar estas coisas, está disposto a colocar a sua indústria na hora. E o que nós vamos fazer com este projecto na Nacala Management Company é isso. Infraestruturar o parque industrial, onde vamos colocar estrada, vamos colocar água, vamos colocar energia e no futuro vamos colocar tomas de gás. Qualquer investidor que vem a qualquer parte do mundo não precisa complicar a sua vida, vai encontrar espaços preparados para montar a sua indústria.”

O Estadista moçambicano também destacou que o CAVAME-d vai continuar a realizar-se anualmente na cidade portuária de Nacala, mas com um outro nome, Mozambique Mining and Energy Week. (Felismina Maposse, em Nacala)

CISLAMO exige responsabilização de assassinos de dois muçulmanos em Napruma

Nampula (IKWELI) – O Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO) na província de Nampula exige as autoridades competentes a investigarem e responsabilizar os autores da morte, por espancamento, de dois líderes muçulmanos por alegadamente terem rejeitado contribuir para rituais de curandeirismo na localidade de Napruma, posto administrativo de Nametória, no distrito de Angoche.

Abdulmagid António, delegado do CISLAMO na província de Nampula, repudia a atitude não só por Moçambique ser laico, mas porque ninguém deve ser perseguido ou privado de usufruir os seus direitos de religião.

“O Estado deve responsabilizar esses indivíduos pelos actos cometidos, porque tirar uma vida é punível nos termos da Lei, portanto chamamos as autoridades a agirem, a seguirem os processos para que os protagonistas sejam punidos disciplinarmente no sentido que este tipo de situações não se alastre,” apelou António.

“Esses criminosos devem ser responsabilizados porque o crime não compensa. Você não deve obrigar alguém a ir ao curandeiro, não se pode forçar porque cada um tem suas crenças, então deve haver respeito da liberdade do outro. A pessoa não deve ser perseguida por não aderir a crença do outro, por isso não pode ser um crime que deve ficar impune sob risco dos outros repetirem o mesmo acto,” frisou. (Francisco Mário)

Empresas moçambicanas instadas a organizar-se para beneficiarem das oportunidades do sector de mineração

Nacala (IKWELI) – Com a aprovação da Lei n.º 9/2026, a 3 de Junho do corrente ano, que estabelece o novo regime de gestão e valorização do conteúdo local, assente no facto de que as entidades devem dar preferência a pessoas singulares e coletivas moçambicanas no acto de contratação e/ou aquisição de bens e serviços, empresários moçambicanos foram, durante o segundo dia da Conferência de Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), instados a melhor se organizar para que acedam as diferentes oportunidades que o sector mineiro dispõe.

Falando na ocasião, Gareth Clifton, representante da Kenmare em Moçambique, referiu que há evoluções no que concerne às competências técnicas das empresas moçambicanas, mas ainda permanecem desafios.

“Temos operado a mina de Moma há 20 anos, vemos que as empresas nacionais agora têm bastante competência no conhecimento dos requisitos de segurança, ambiente e qualidade que há 20 anos elas não tinham. Mas permanecem desafios, algumas vezes é o preço, que está muitas vezes fora do controle das empresas nacionais muitas vezes influenciado por dependência de importações, custas logísticas que muitas vezes são muito elevadas, dificuldades de acesso a divisas e de acesso ao financiamento, limitada escala de produção local, o que faz com que as empresas nacionais tenham valores mais elevados em relação as estrangeiras, e limitada resposta das empresas nacionais aos concursos que lançamos, muitas vezes recebemos cinco ou duas empresas. As vezes contactamos empresas moçambicanas e elas não conseguem cumprir com o prazo de entrega,” declarou.

O representante do Conselho Empresarial Distrital de Nacala, Rukssat Moti, fala de empresas que ainda permanecem desorganizadas, factor que dificulta o acesso às oportunidades. “Elas muitas vezes não conseguem sentir aquilo que é o verdadeiro desenvolvimento, há um grande desafio por parte das empresas locais, elas muitas vezes não estão organizadas, muitas delas não estão legalizadas, há falta de mão-de-obra qualificada, o que muitas vezes acaba dando direito a preferência de mão-de-obra externa.”


Os princípios basilares que norteiam a nova lei de conteúdo local compõem a preservação do interesse local, a capacitação e integração das empresas moçambicanas, a contratação de mão-de-obra nacional, incentivo e estabelecimento de parcerias empresariais e a transferência de aquisição de bens e serviços. (Felismina Maposse, em Nacala)

Segundo o governador de Nampula: Realização de grandes encontros nacionais fora de Maputo é também manifestação da descentralização no modelo defendido por Chapo

Nacala (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, reconhece que os esforços do Presidente da República, Daniel Chapo, na concretização de um modelo de descentralização mais apropriado para a realidade moçambicana, também, consubstanciam-se na realização de grandes encontros nacionais fora da capital do país, Maputo.

“O esforço de descentralização que Vossa Excelência tem vindo a empreender também se manifesta na realização de grandes encontros nacionais fora da capital do país, aproximando os centros de decisão às províncias e à realidade que se pretende transformar,” disse Abdula na sua intervenção pela abertura oficial da semana da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d) nesta terça-feira (21) na cidade de Nacala.

Igualmente, o governador apontou que “a província de Nampula tem vindo a ganhar um peso crescente no acolhimento destas iniciativas, facto que muito nos honra, mas que também nos responsabiliza. Queremos estar à altura dessa confiança e demonstrar que Nampula reúne todas as condições para acolher grandes eventos nacionais e internacionais, promover o debate sobre as questões fundamentais para o futuro do país e, sobretudo, afirmar-se como um dos principais centros de dinamização económica de Moçambique. E a escolha de Nacala para esta Conferência faz todo o sentido.”

Nacala, segundo Eduardo Abdula, “é uma das cidades mais importantes da província de Nampula, uma província extraordinariamente rica em recursos minerais e que se encontra, tendo em conta a dimensão territorial do nosso país, a escassos quilómetros de Cabo Delgado, outra província de enorme importância no panorama mineiro nacional,” e que “a esta localização privilegiada junta-se um dos mais importantes portos de águas profundas da região, servido por infraestruturas logísticas que fazem de Nacala uma plataforma estratégica para toda a região Norte e para os países do interior do continente,” por isso “estão, assim, reunidas condições para que Nacala se afirme como um centro de excelência, não apenas de reflexão e debate sobre o futuro da actividade mineira em Moçambique, mas também de comercialização, escoamento e transformação dos recursos minerais.”

Abdula acena que a transformação deve cada vez mais mobilizar o país, para que o desenvolvimento e a independência económica sejam uma realidade, “porque a riqueza do nosso subsolo só terá verdadeiro significado quando se traduzir em riqueza à superfície: em empresas, em indústrias, em empregos, em melhores rendimentos e em melhores condições de vida para as nossas populações.” (Redação)

Reclusas vão beneficiar de formação em serralharia e corte-costura em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 50 (cinquenta) reclusas da penitenciária feminina, também conhecida como cadeia feminina da Rex, na cidade de Nampula, vão beneficiar de formações nas áreas de corte e costura e serralharia num período de três (meses).

O Centro Profissional Africano (CPA), uma instituição versada em ministrar cursos práticos, é a instituição que decidiu oferecer esses treinamentos.

Cipriano Antônio Nachico, director do centro em alusão, disse que o objetivo principal é munir as reclusas de conhecimentos práticos para que depois de serem restituídas a liberdade tenham uma ocupação e não voltarem a praticarem os mesmos actos pelos quais foram levados a prisão.

“Com esta formação, pretendemos que haja reabilitação e reinserção social. Como primeira fase na cidade de Nampula, escolhemos o estabelecimento penitenciário feminino da Rex, onde temos um total de 50 (cinquenta) reclusas, das quais algumas vão beneficiar de serralharia e outros a formação em corte-costura,” disse Nachico.

“A nível da província de Nampula é a segunda vez, tivemos a primeira experiência no distrito de Rapale, onde formamos na área de eletricidade e agora estamos na cidade de Nampula e pretendemos alastrar para os outros distritos, dependendo da coordenação dos estabelecimentos penitenciários,” frisou.

Todavia, a direcção do estabelecimento penitenciária louvou a iniciativa mostrando disponibilidade em apoiar para que a formação corra sem sobressaltos. (Francisco Mário)

Balanças viciadas fazem “chorar” compradores no mercado do Waresta

Nampula (IKWELI) – Os compradores do mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, denunciam o uso de balanças viciadas na venda de produtos como batata reno e feijão manteiga, entre outros, alegando que, em alguns casos, pagam cinco quilogramas e recebem apenas 3.5 kg.

A prática levanta preocupações na população sobre a fiscalização das balanças naquele que é um dos principais centros comerciais da região Norte do país.

Segundo contaram os compradores, a situação se agravou nos últimos tempos, prejudicando, sobretudo, os consumidores que não dispõem de meios para confirmar o peso dos produtos adquiridos.

Alguns consideram a prática como uma forma de roubo e apelam a intervenção das autoridades competentes para travar as irregularidades que se vivem no mercado grossista do Waresta.

Suraya Calisto, uma das compradoras ouvidas pelo Ikweli, afirmou que a falta de confiança nas balanças tornou-se um dos principais constrangimentos para quem procura produtos naquele mercado, e partilhou uma experiência em que o peso indicado no local não correspondeu ao confirmado noutra balança.

“Na verdade, estamos mal com essas balanças aqui na Resta. Semana passada, por exemplo, comprei batata 10 quilogramas quando fui pesar com balança do mercado do meu bairro pesou 8 quilos, então se hoje estou aqui para comprar de novo é falta de conhecer outros sítios onde vendem batata, para dizer que não sei quem deve controlar balanças, porque o que eles fazem é roubo não há diferença com entrar no bolso das pessoas, então queremos ajuda porque a gente faz negócio e o nosso lucro não é grande coisa”.

Bertonia Francisco, vendedora de comida confeccionada naquele mercado grossista, disse que os compradores desconhecidos podem ser os mais prejudicados, uma vez que nem sempre conseguem distinguir os instrumentos de pesagem. A fonte defendeu uma intervenção mais rigorosa das autoridades.

“Esses fazem isso muito mais para pessoas desconhecidas, porque nós que estamos aqui conhecemos balanças boas, mas na verdade esses vendedores pioram, até você mandar uma criança podes pensar que ele gastou dinheiro enquanto essas balanças roubam muito e isso não é bom para os compradores, por isso governo deve iniciar a fazer fiscalização e recolher balanças falsas como acontecia antigamente”.

Entretanto, Wiliam Ernesto, um dos vendedores do mercado, reconheceu a existência de irregularidades, mas atribuiu parte da responsabilidade à falta de fiscalização, admitindo que alguns comerciantes recorrem a diferentes métodos para prejudicar os compradores.

“E o que quero vos dizer é de que às balanças, também não roubam, os que roubam são às pessoas, essa verdade que eu te falo os meus colegas ouvirem posso ter problemas, sabias que essas pessoas do INAE (Instituto Nacional de Actividades Económica) pode vir tentar fiscalizar vai encontrar às balanças em forma, mas as pessoas que roubam mesmo assim, o que se faz alguns pisam, e há várias formas de roubar mesmo, mas eu não digo que é boa coisa, mas hoje em dia justiça custou quase para todos, mas vamos tentar ver se podemos mudar, também os fiscais devem fazer o seu trabalho”.

Tito Raul, também vendedor, garantiu que utiliza uma balança justa e considerou que as diferenças de preços praticados no mercado podem servir de alerta para os consumidores. O comerciante reconheceu, contudo, que existem colegas que actuam de má-fé e defendeu a realização de operações de fiscalização.

“As pessoas que são roubados as vezes olham pelo preço do produto, ora vejamos que feijão está um quilograma 50,00Mt (cinquenta meticais) então quem ver alguém a vender 30,00Mt (trinta meticais) deve saber que essa balança não está boa, isso também aqui acontece, muitas vezes é má fé que esses nossos colegas têm, por isso peço mesmo uma fiscalização aqui a maioria vão chupar multa”. (Malito João)

Corpos sem vida “sofreram” no último fim-de-semana na morgue do HCN

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 10 das 38 camaras frigorificas da morgue do Hospital Central de Nampula (HCN) registaram uma avaria no último fim-de-semana, situação que forçou famílias a realizarem funerais dos seus entes queridos de forma precipitada.

A situação criou embaraço e imparidade de conservar corpos intra e extra-hospitalares, sendo familiares que denunciaram a situação ao Ikweli.

Em entrevista exclusiva ao Ikweli, neste terça-feira (20), o porta-voz do HCN, António Carlos, afirmou que a avaria de 10 câmaras frigoríficas de conservação de cadáveres causou superlotação na morgue.

“Rapidamente foi activado o plano B,” garantiu o Dr. Carlos, assegurando “que foi possível para que os corpos fossem entregues aos parentes para realização de cerimónias fúnebres, também foi feita uma intervenção preventiva.”

Esta fonte justifica que as 10 camaras avariaram em consequência das altas temperaturas que Nampula regista nos últimos dias.

Por outro lado, o porta voz do HCN informou que a unidade necessita de adquirir mais 12 câmaras para garantir a capacidade ideal de conservação de corpos a longo prazo, ainda que no “mínimo, nós precisamos de 50 câmaras na morgue do Hospital Central de Nampula. Se tivermos mais, melhor, para responder o fluxo dos cadáveres.” (Nelsa Momade)

Governador de Sofala defende financiamento sustentável para impulsionar o sector cultural

Beira (IKWELI) – O governador da província de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, defende a criação de mecanismos sustentáveis de financiamento e o estabelecimento de parcerias entre os sectores público e privado para impulsionar o desenvolvimento da cultura, gerar rendimentos e criar oportunidades de emprego para os artistas, sobretudo os jovens.

A posição foi manifestada esta terça-feira (20), na cidade da Beira, durante a abertura da Sessão Plenária de Auscultação Provincial para a elaboração do Plano Estratégico da Cultura 2027–2036.

Na ocasião, Bulha destacou que o novo instrumento estratégico deve resultar de um processo participativo e inclusivo, capaz de responder às necessidades dos artistas e das comunidades, contribuindo para a preservação da identidade cultural moçambicana e para o desenvolvimento socioeconómico do país.

Por isso, o governador apelou aos participantes para apresentarem propostas concretas sobre financiamento, mobilização de recursos, parcerias e sustentabilidade, defendendo que a cultura deve assumir um papel relevante na criação de emprego e na melhoria das condições de vida dos fazedores das artes.

Bulha sublinhou igualmente a importância do envolvimento do sector privado no financiamento das actividades culturais, incentivando as empresas a apoiarem os artistas e as manifestações culturais e que os promotores de eventos e aos canais televisivos que reforçarem a divulgação e valorização das obras nacionais.

Na mesma ocasião, destacou o papel dos festivais culturais na promoção da identidade provincial, mencionando a realização do primeiro Festival Utse e a terceira edição do Festival de Danças Tradicionais, aliás, até porque anunciou igualmente a realização do Festival Aruângua, prevista para 21 de Novembro.

Por sua vez, a representante da Direcção Provincial da Cultura e Turismo, Sónia Lopes, apontou a insuficiência de financiamento sustentável, a carência de infra-estruturas culturais, a fraca coordenação institucional e a falta de dados sistematizados como alguns dos principais desafios que justificam a elaboração do Plano Estratégico da Cultura 2027–2036.

Segundo Sónia Lopes, o novo plano deverá dar continuidade aos aspectos positivos do instrumento anterior, referente ao período 2012–2022, e corrigir as limitações identificadas, tendo em conta os novos desafios do sector.

Entre as prioridades, destacou a transformação digital, o crescimento das indústrias culturais e criativas, a profissionalização dos agentes culturais e a articulação entre cultura, turismo, educação, inovação e desenvolvimento local.

Aquela responsável explicou que as contribuições recolhidas durante a auscultação provincial serão debatidas, priorizadas e validadas, com vista à consolidação do diagnóstico da província de Sofala e à sua integração no processo de elaboração do plano nacional. (Aunícia Avelino)

Contratação pública: Governo aposta na centralização para travar corrupção

Maputo (IKWELI) – O governo aposta na Central de Aquisições do Estado para reforçar a transparência na contratação pública, reduzir oportunidades de corrupção e melhorar a gestão dos recursos financeiros.

A medida foi anunciada por Inocêncio Impissa, porta-voz do Executivo e ministro da Administração Pública e Função Pública, no final da 30.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada nesta terça-feira.

Segundo Impissa, a plataforma permitirá divulgar os concursos numa página única, garantindo igualdade de acesso às oportunidades e facilitando o acompanhamento dos procedimentos pelos fornecedores.

O governante explicou que a medida deverá ajudar a identificar irregularidades, incluindo favorecimento e participação de empresas sem experiência adequada.

A centralização permitirá ainda realizar compras em escala, reforçar a capacidade negocial do Estado e obter preços mais competitivos, contribuindo para a racionalização da despesa pública e o reforço da fiscalização dos contratos. (Antónia Mazive)

PR defende que a riqueza mineral só tem verdadeiro sentido quando produz benefícios reais para o povo moçambicano

Nacala (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, disse, durante a abertura oficial da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), que a riqueza mineral tem maior valor quando beneficia o povo moçambicano. 

O pronunciamento do Estadista surge numa altura em que têm sido travados diferentes conflitos entre as comunidades e as empresas exploradoras de minérios em vários pontos do país, questão que também foi alvo de debate no segundo dia da CAVAME-d.

“Processar aquilo que são os recursos de Moçambique, em Moçambique, para saírem ou acabados ou semiacabados. Mas o nosso objetivo e a nossa visão são os investimentos que nós mobilizamos hoje, 4,2 bilhões de dólares, aconteçam em Moçambique, isto vai gerar renda para o povo moçambicano, vai gerar emprego, com a industrialização, principalmente para jovens e mulheres, e sobretudo vai inverter a nossa balança de pagamentos. Queremos que haja oportunidades empresariais e melhores condições de vida para todos os moçambicanos, sem qualquer tipo de distinção,” referiu

Chapo também pretende mudar a actual dinâmica económica do país, assente nas importações de produtos para exportações. “Nós queremos ter mais exportações e menos importações, por isso queremos aqui agradecer esta aposta que estamos a ver aqui de grandes empresas e grandes investimentos que querem fazer aqui em Nacala e aqui em Moçambique.”

As comunidades que acolhem os megaprojetos devem sem excepções tirar benefícios da actividade. “Através da responsabilidade social corporativa, por um lado, com a construção de escolas, carteiras para as nossas crianças, centros de saúde, hospitais com medicamento, água, expansão de energia elétrica, assistência social e várias outras formas de responsabilidade social corporativa dos megaprojetos. Em particular, para as comunidades que acolhem os projetos, para a juventude que procura emprego, para as mulheres que querem empreender e para as pequenas e médias empresas que necessitam de oportunidade para crescer. Os recursos moçambicanos não podem beneficiar a uns e não beneficiar a outros. Pertence a todos os moçambicanos, independentemente da origem étnica, da filiação política, da religião,” determinou.

O Estadista Moçambicano ainda explicou que a exploração de recursos naturais deve ter em conta a gestão responsável da água, do solo, da biodiversidade, respeitar a saúde e a segurança dos trabalhadores e deve assegurar a consulta, diálogo e o mecanismo de benefício local que sejam claros, transparentes e verificáveis. (Felismina Maposse, em Nacala)