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Chapo anuncia construção de dois parques industriais em Nacala

Nacala (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, anunciou, nesta terça-feira (20), que o distrito de Nacala vai, em breve, acolher dois parques industriais, mecanismo que vai servir para galvanizar a economia local e nacional. 

“É por causa disso que juntos vamos trabalhar para montar dois parques industriais aqui em Nacala. Nacala é a nossa primeira zona econômica especial do país e sendo a primeira zona econômica especial do país, com todos os incentivos que tem, nós não dormimos dia e noite, 24 horas de segunda a segunda, trabalhamos para transformar este Moçambique, renovar este Moçambique com acções concretas que vão transformar Nacala, transformar Nampula, transformar todo o nosso país,” referiu o PR

A ocasião também serviu para comunicar o início na próxima terça-feira (27) de um voo directo da Etiópia a Nacala. “É por isso que na próxima terça-feira, dia 27 de outubro, vai aterrar neste nosso aeroporto a primeira ligação internacional através da Etiópia Airlines. A partir da terça-feira, três vezes por semana, não precisa ir a Maputo, não precisa ir a Joanesburgo, mas a partir de Nacala tem um voo direto para Addis Abeba e da Addis Abeba para Dubai, para Portugal, para Índia, para China, para qualquer parte do mundo,” referiu, acrescentando que “Nacala é um ponto de convergência entre o potencial do nosso subsolo, a capacidade produtiva nacional e a conectividade fornecedor e o mercado, bem como as oportunidades que se abrem para Moçambique na região e no mundo.”

Chapo também definiu que a diversificação econômica de Moçambique é a visão do seu governo para a criação de emprego e que não basta conhecer o que existe no subsolo, é necessário converter o conhecimento em projetos concretos, bancáveis, gerador de renda e, sobretudo, de emprego e salários para o povo moçambicano. (Felismina Maposse, em Nacala)

Participantes fazem avaliação positiva do primeiro dia do CAVAME-D

Alguns participantes da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-D) disseram ao Ikweli nesta Terça-feira (20) que fazem uma avaliação positiva do primeiro dia do fórum que permitiu um debate ferrenho voltado aos recursos minerais no país, a disponibilidade dos mesmos para as comunidades, os incentivos ao investimento e à industrialização, entre outras temáticas.

O Director Executivo da ExportaMoz, Miguel Joia Santos, defendeu que o encontro vai dinamizar as actividades da sua empresa, no que toca a exportação dos recursos minerais e energéticos “a Exporta-moz é a principal iniciativa do sector privado que procura desenvolver o ecossistema de exportações. Portanto, não há melhor alinhamento do que estarmos aqui na CAVAME-D, visto que temos para 2027, 2028 e 2029 a implementação do programa Moçambique Exportadores. Dentro do programa Moçambique Exportadores nós vamos premiar as 100 melhores empresas do ecossistema de exportação. Nas subcategorias sectoriais, nós temos já a área de gemas e minerais envolvidas. Participar do fórum ontem foi bom para podermos nos reconectar com alguns dos nossos parceiros institucionais ao nível dos governos provinciais, mas também foi essencial porque encontramos novas empresas e sendo uma empresa do sector privado, já estamos a estabelecer laços comerciais para fazer não só crescer o nosso negócio, mas essencialmente para fazer crescer o negócio dos nossos clientes,” disse a fonte.

Mouhadji Lam, Vice-Presidente da WHC, por sua vez, vê o fórum como um espaço de oportunidades “o primeiro dia foi muito bom, este é um espaço de oportunidades para expor as potencialidades de Moçambique e encorajar o empresariado local, para que todos os moçambicanos entendam que Moçambique pode, porque muitos moçambicanos, quando ouvem falar de mineração, apenas pensam que é um assunto dos estrangeiros. É possível sim, moçambicanos se juntarem e fazerem trabalho, fazerem parceria entre eles. Imagine que alguém queira um recurso, alguém queira explorar. Nós, o que é que fazemos? Conectamos moçambicanos com o mundo a nível global, conectamos mercados. Então, o moçambicano tem que deixar de ter medo.”

Outra participante ainda referiu que “tendo em conta que no primeiro dia, se teve como foco a industrialização dos locais de exploração de minerais, acredito que se de facto se industrializassemos as zonas de exploração através da criação de recursos necessários para tal, grandes mudanças seriam geradas no sector, essas mudanças seriam geradas não apenas nos sectores de actividade, mas também na vida da população local, da província e do país.”

O Segundo dia do CAVAME-D esta terça-feira é marcado pela abertura oficial da semana CAVAME-D, pelo Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, assim como com a discussão voltada a transformação de recursos minerais em desenvolvimento, aos casos de sucesso a adição de valor em Moçambique e no Estrangeiro, os caminhos para gerar impacto real nas empresas locais, divulgação de resultados para a aquisição dos pacotes do CAVAME-D, assim como a assinatura dos resultados da aquisição dos pacotes CAVAME-D. (Felismina Maposse em Nacala)

Nampula prepara plano de Acção para responder o El Niño

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula está a preparar um Plano de Contingência para enfrentar o fenómeno climático El Niño, que poderá se caracterizar por chuvas normais com tendência a acima do normal, com vista a salvaguardar a produção e produtividade agrícola durante a presente campanha.

De acordo com o director provincial da Agricultura e Pescas em Nampula, Joaquim Tomás, o fenómeno El Niño representa uma ameaça indirecta à província de Nampula, uma vez que os seus efeitos mais severos de seca severa estão previstos para as regiões Sul e Centro de Moçambique, enquanto a região norte prevê chuvas normais com tendência para acima do normal, uma oportunidade de melhorar a produção e produtividade.

“Esta é uma ameaça ao nível nacional, daí que o país prepara-se para responder activamente através de um Plano de Mitigação orçado em 401 milhões de dólares para garantir a segurança alimentar e mitigar os riscos fiscais que ameaçam afectar cerca de 5,3 milhões de pessoas em todo o território”

A província de Nampula está a intensificar investimentos em sistemas de irrigação, incluindo a introdução de motobombas e soluções tecnológicas alternativas, para aumentar a produtividade do sector agrário familiar e responder aos desafios da campanha agrícola de 2026/2027.

Para Tomás, com forte participação do sector privado e de associações de regantes, actualmente a província dispõe de cerca de 74 mil hectares de terra irrigável com destaque para produção de hortícolas   e milho, mesmo assim, esta área é considerada muito baixa e aquém do real potencial da região.

“Da terra irrigável que a província tem, apenas estamos a explorar cerca de 19.800 hectares, uma grande parte é do sector privado. Ao nível da província temos cerca de 2600 represas e representa 3.325 hectares. Como governo estamos preocupados com o processo de irrigação em termos de terra arável, neste momento temos, pelo menos, 2.900 hectares de exploração de agricultura.”

A fonte lembrou que a província de Nampula tem recursos hídricos permanentes capazes de responder às necessidades de rega. “A província possui um potencial hídrico vasto, constituído por cerca de 29 bacias hidrográficas, onde se destacam rios de regime permanente e rios de regime periódico, por exemplo o rio Malema as famílias não precisam represas e usam águas correntes através de motobombas.”

Quanto a campanha agrícola 2026/2027, a Direcção Provincial de Agricultura de Nampula afirma que o objectivo é de tornar a província uma referência na produção de arroz, um cereal fundamental na alimentação da população. (Nelsa Momade)

Nacala Logistics reforça meios da Polícia Municipal de Nacala

Nacala (IKWELI) – A Nacala Logistics disponibilizou, no dia 9 de Outubro, viaturas de patrulha devidamente equipadas de marca Mahindra ao Conselho Municipal de Nacala.

Destinados à Polícia Municipal, estes meios visam reforçar a capacidade operacional da instituição e apoiar a prestação de serviços à comunidade.

A iniciativa enquadra-se nas acções de responsabilidade social da empresa e reflecte a colaboração com as instituições locais na procura de soluções para as necessidades da comunidade, nomeadamente no acompanhamento das actividades de fiscalização e na organização do espaço público.

Na ocasião, o presidente do Conselho Municipal de Nacala, Faruque Nuro, agradeceu à Nacala Logistics pelo apoio e destacou a importância da cooperação entre o município e o sector empresarial para melhorar a capacidade de resposta às necessidades da população.

“Este apoio tem um significado que vai além da entrega de viatura e de equipamentos. Representa um contributo para a nossa capacidade de servir a população e responder às suas necessidades. Agradecemos à Nacala Logistics por caminhar connosco neste esforço. O nosso compromisso é assegurar que estes meios sejam utilizados com responsabilidade e se traduzam em benefícios concretos para os munícipes”, afirmou Nuro.

Por sua vez, Álvaro Lobo, gerente de Administração e Infra-estrutura, que representou a empresa na ocasião, salientou a importância de traduzir a responsabilidade social em acções com impacto directo na vida das comunidades.

Com a disponibilização de uma viatura e o apetrechamento de outra, a Nacala Logistics contribui para reforçar os recursos da Polícia Municipal, apoiando o trabalho diário dos agentes e a sua capacidade de intervenção junto da comunidade. (Redação)

Combatentes da luta de libertação nacional em Nampula destacam legado de Samora Machel nos 40 anos da sua morte

Nampula (IKWELI) – Os antigos combatentes da luta de libertação nacional, na província de Nampula, recordam com emoção o desaparecimento físico do primeiro Presidente de Moçambique independente, Marechal Samora Moisés Machel, por ocasião dos 40 anos do acidente aéreo que vitimou o antigo estadista, a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul.

Os combatentes descrevem Samora Machel como uma figura marcante da história do país, destacando o seu contributo para a conquista da independência nacional, a promoção da paz e a defesa de princípios como o combate à corrupção e ao nepotismo.

Armando Isa Braga, de 72 anos, antigo combatente da luta de libertação nacional, recordou com tristeza o momento em que tomou conhecimento da queda do avião presidencial. “Eu choro muito por ele. Senti muito quando ouvi a notícia da queda do avião presidencial em que ele estava. Naquele tempo, eu fazia parte das Forças Armadas de Moçambique e aprendi muitas coisas com o falecido Samora Machel”, afirmou.

Braga acrescentou que Samora Machel apelava constantemente aos combatentes para seguirem as ideias e os princípios defendidos por Eduardo Mondlane, fundador da FRELIMO, e uma das principais figuras da luta pela independência de Moçambique.

Aquele antigo combatente recordou ainda o seu percurso durante a luta armada e o trabalho desenvolvido no distrito de Mogincual, onde afirma ter permanecido durante cerca de oito anos, como participante na luta que culminou com a independência nacional, proclamada a 25 de Junho de 1975, pelo Samora Moisés Machel.

Por sua vez, Maurício Bento Chuluma, outro antigo combatente e comandante durante a luta armada de libertação nacional, actualmente na reserva, recordou a experiência de trabalho com Samora Machel durante a luta pela independência.

Segundo Chuluma, o contacto directo com o antigo Presidente permitiu-lhe adquirir conhecimentos e experiências que considera importantes para compreender a história da libertação de Moçambique.

“Tive a honra de trabalhar com o comandante Samora Machel durante a luta armada de libertação nacional, pela independência total de Moçambique. Aprendi muito com ele e muitas missões eram-me atribuídas directamente”, recordou.

O antigo comandante acrescentou que seriam necessárias muitas horas para descrever o percurso histórico de Samora Machel, desde o período da luta armada até a proclamação da independência, em 1975, no entanto, apelo a juventude para preservar a história

Maurício Bento Chuluma lança outro apelou à nova geração que é de valorizar os testemunhos dos antigos combatentes, que considera importantes fontes vivas da história nacional.

Para Chuluma, é necessário reforçar o interesse dos jovens em conhecer o percurso histórico do país e em ouvir as experiências daqueles que participaram directamente na luta de libertação.

“É preciso que haja vontade da nossa geração actual. Naquilo que estou a observar, parece haver pouco interesse em recolher a herança que trazemos. As bibliotecas vivas estão a enfrentar muitas dificuldades na divulgação dos seus conhecimentos, sobretudo pela falta de aproximação da juventude”, afirmou.

O antigo combatente alertou ainda que a idade avançada dos protagonistas da luta de libertação torna urgente a transmissão dos seus testemunhos às novas gerações, de modo a evitar que experiências e conhecimentos importantes se percam com o tempo. (Hermínio Raja)

Cidadãos de Nampula denunciam esquecimento do legado de Samora Machel

Nampula (IKWELI) – Alguns cidadãos de Nampula consideram que o legado de Samora Moisés Machel, primeiro presidente da República de Moçambique, está a ser esquecido, defendendo o envolvimento de toda a sociedade no resgate dos valores que marcaram o seu pensamento e a sua governação.

As preocupações foram manifestadas esta segunda-feira, por ocasião da passagem de quatro décadas da morte de Samora Machel, ocorrida a 19 de outubro de 1986, num acidente aéreo em Mbuzini, na África do Sul, quando regressava de uma missão oficial.

Para os entrevistados, Moçambique perdeu precocemente uma figura que defendia a construção de uma nação desenvolvida, assente na justiça social, na honestidade e no combate aos males que afectam a sociedade.

O cidadão Juvenal Ngukavila considera que a morte de Samora Machel deixou um vazio moral no país, apontando a corrupção como um dos problemas que, na sua perspectiva, demonstram o afastamento dos valores defendidos pelo antigo estadista.

“Moçambique, depois de perder o pai da nação, ficou sem um pai moralizador como ele. O país sente a falta dele como uma figura de relevo e que representa a moral dos moçambicanos. Por exemplo, o nível de corrupção actual é assustador e dilacera o país. Para mim, a morte de Samora representa a ausência de uma figura moral e de relevo para o povo”, afirmou.

Por sua vez, Felisberto Inácio entende que os princípios defendidos pelo primeiro Presidente foram progressivamente relegados para segundo plano, dando lugar a práticas como o nepotismo, o favorecimento pessoal e a corrupção.

“Agora há muito amiguismo, nepotismo, corrupção, cada um por si e Deus para todos. Assistimos a muita incompetência de alguns dirigentes. Portanto, a morte de Samora aconteceu numa altura em que alguns moçambicanos não estavam preparados para continuar com os seus ideais”, declarou.

Na mesma linha, Luís Pedro considera que os ideais de Samora Machel estão a perder influência na sociedade, sobretudo no que diz respeito ao combate à corrupção e ao regionalismo, apesar de, segundo afirma, o seu legado continuar presente nos discursos de dirigentes.

O entrevistado aponta igualmente a necessidade de maior investimento no sector agrário, recordando a aposta de Samora Machel na produção agrícola como parte dos esforços para combater a fome no país.

“Tenta-se falar da continuidade do legado de Samora, mas há um vazio na prática. Existe muita falta de vontade para lutar contra os problemas que o primeiro Presidente combatia”, afirmou.

Luís Pedro acrescentou que a agricultura necessita de maior atenção, defendendo que os projectos destinados ao desenvolvimento do sector devem responder às necessidades da população e produzir resultados concretos.

Na sua avaliação, muitos dos compromissos assumidos em nome do legado de Samora Machel permanecem limitados aos discursos proferidos durante reuniões, comícios e celebrações de datas históricas, sem a correspondente aplicação prática.

O cidadão apelou ainda à união de esforços para que o legado do antigo estadista não se limite à evocação da sua memória em datas comemorativas.

Para esta fonte, a juventude precisa de conhecer melhor a trajectória política e os feitos de Samora Machel, considerando que o ensino da história nacional deve contribuir para aproximar as novas gerações da realidade e dos valores que marcaram a construção do Estado moçambicano.

“Eu acho que a juventude actual desconhece quem era Samora e os seus feitos. Isso acontece porque a nossa educação já não está tão ligada ao nosso país e a nossa história está a ser escondida. Há falta de interesse para que as pessoas conheçam aquilo que era a prioridade de Samora”, apelou.

Samora Moisés Machel foi o primeiro Presidente da República de Moçambique, tendo liderado o país após a proclamação da independência nacional, em 25 de Junho de 1975 e perdeu a vida a 19 de Outubro de 1986, juntamente com membros da delegação que o acompanhava, num acidente aéreo ocorrido em Mbuzini, na África do Sul quando regressava na Zâmbia. (Francisco Mário)

“Homenagear o Presidente Samora Moisés Machel significa preservar a unidade nacional,” Fernando Bemane, SdE em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Fernando Bemane, prestou, na segunda-feira (19), homenagem ao primeiro Presidente da República de Moçambique, Marechal Samora Moisés Machel, na praça dos heróis, destacando o seu legado, 40 anos após o seu desaparecimento físico, na sequência da queda do avião presidencial em Mbuzini, território sul-africano, em 1986.

Segundo o governante, a data constitui uma oportunidade para preservar a memória de Samora Machel, destacando o seu patriotismo, a sua liderança e o seu compromisso com a unidade nacional.

Para Fernando Bemane, homenagear o presidente Samora Moisés Machel significa preservar a unidade nacional, a paz e a estabilidade económica, social e política, promovendo o bem-estar da população.

“Significa pôr em prática a sua visão de que a independência política só fica completa com a independência económica, através do combate à pobreza a partir da família”, afirmou, prosseguindo que “Samora Moisés Machel deixou-nos um legado de patriotismo, coragem, amor ao próximo e dedicação, colocando sempre o povo em primeiro lugar. Hoje, devemos continuar a curvar-nos perante a sua memória, homenageando este Herói Nacional e recordando os princípios da honestidade, integridade, disciplina, combate à corrupção e amor ao trabalho, valores sempre presentes nos seus ensinamentos.”

Na mesma ocasião, Fernando Bemane defendeu que a melhor forma de homenagear Samora Machel é dar continuidade a implementação dos seus ideais de justiça e dedicação ao povo, combatendo todas as adversidades que impedem o progresso do país, nomeadamente o terrorismo, o consumo de drogas, a corrupção, as doenças evitáveis, entre outros males. (Hermínio Raja)

Waresta clama por sanitário saudáveis

Nampula (IKWELI) – A falta de sanitários em boas condições de higiene no mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, está a preocupar os vendedores, que apontam os riscos à saúde pública ao mesmo tempo que pedem ao conselho municipal local para melhorar as existentes naquele que é um dos maiores centros comerciais da região Norte do país.

Segundo os vendedores ouvidos pelo Ikweli, as poucas casas de banho existentes no mercado apresentam condições de higiene consideradas deploráveis, levando alguns utentes a recorrer a casos de banho dos residentes próximos ao mercado.

Magido Aniceto explica que a utilização dos sanitários disponíveis é mediante o pagamento de um valor na ordem dos 5,00Mt e 10,00Mt, dependendo da necessidade a satisfazer.

“Aqui temos únicas casas de banho, que estão a cobrar, mas não têm bom cuidado, muitas pessoas usam casas de banho dos bairros e os outros fazem necessidade aí na linha férrea, de forma descontrolada e isso não é bom, porque você mesmo aí na linha férrea tentar ir lá podes ter doença porque cheira muito mal, então o melhor seria o município fazer boas casas de banho até pode cobrar, mas com condições necessárias”, afirmou.

Por sua vez, Diego Carlos disse que muitos vendedores preferem utilizar os sanitários localizados fora do recinto ou pertencentes à mesquita, por considerarem que os existentes no mercado não reúnem condições de higiene. O vendedor defendeu a construção de mais casas de banho para responder à dimensão e ao movimento daquele centro comercial.

“Porque nós, a maioria, usamos casa de banho daí na mesquita, lá pagamos, porque essa casa de banho que reabilitaram agora cheira muito mal. Por isso que estamos a pedir que município faça casas de banho porque esse mercado é grande, porque aqui as necessidades menores fazem-se em qualquer sítio, porque muita gente diz não têm dinheiro para pagar, e vão fazer necessidade nas bancas e paredes e isso é muito mau, porque o ambiente não é bom”, explicou.

Entretanto, uma fonte que pediu anonimato afirmou que, após a reabilitação dos sanitários, os valores cobrados terão chegado entre 15,00Mt (quinze meticais) e 20,00Mt (vinte meticais), situação que, segundo a mesma fonte, provocou descontentamento entre os utentes, apesar de as condições de higiene continuarem a ser consideradas inadequadas.

O Ikweli tentou, por várias vezes, ouvir o responsável pelo mercado grossista do Waresta para obter esclarecimentos sobre as queixas relativas a insuficiência de sanitários, a falta de higiene e aos valores cobrados, mas não foi possível obter o seu posicionamento devido a sua ausência até ao momento em que a nossa equipa abandonou o local nesta segunda-feira (19). (Malito João)

Moçambique lança roteiro de investimento de mais de 230 milhões para reforçar a resiliência climática do sector da Saúde

Maputo (IKWELI) – O ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, lançou, esta segunda-feira (19) em Maputo, o Roteiro de Investimento Estratégico do Plano Nacional de Adaptação da Saúde às Mudanças Climáticas, avaliado em 235 milhões de dólares norte-americanos, com o objectivo de fortalecer a resiliência do sistema de saúde face aos eventos climáticos extremos.

O roteiro prevê evitar cerca de 30 mil mortes e reduzir o impacto das mudanças climáticas na saúde da população, além de assegurar a continuidade dos serviços de saúde, a resposta rápida a surtos e a confiança pública no sistema.

O instrumento foi lançado durante a abertura da III Conferência sobre o Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde, que decorre na capital do país, e estabelece as linhas de implementação do plano nos próximos cinco anos, definindo responsabilidades para o Governo e os parceiros nacionais e internacionais na mobilização de recursos e execução das intervenções prioritárias.

Na ocasião, Ussene Hilário Isse afirmou que as mudanças climáticas constituem uma das maiores ameaças globais à saúde, devido ao aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como ciclones, cheias, secas, ondas de calor, entre outras, que têm provocado perda de vidas humanas, danos socioeconómicos, isolamento de comunidades, perda de bens e destruição de infraestruturas essenciais.

Segundo o governante, o sector da saúde está entre os mais afectados, uma vez que estes fenómenos contribuem para o aumento de risco de surtos e epidemias causados por doenças infecciosas, com destaque para a cólera, agravamento da desnutrição e doenças crónicas não transmissíveis, incluindo distúrbios mentais e o trauma.

No quadro das acções em curso, o ministro destacou a aprovação em fevereiro deste ano o Plano Nacional de Adaptação do Sector da Saúde às Mudanças Climáticas.

Igualmente foi aprovado o estabelecimento de um observatório de clima e saúde para melhorar a capacidade para antevisão do risco de ocorrência de doenças sensíveis ao clima como malária e diarreias.

O governante apontou igualmente a inclusão da Saúde como uma das componentes importantes da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC3.0) e a introdução de formação pós-graduada em Clima e Saúde, ao nível da Escola de Saúde Pública de Moçambique, como medidas importantes para desenvolver competências técnicas e científicas nacionais.

Na sua intervenção, o ministro sublinhou que a resposta aos efeitos das mudanças climáticas deve estar assente na evidência científica, destacando a elaboração de uma agenda de investigação sobre Clima e Saúde, em 2024, e a realização das conferências científicas nacionais sobre a matéria, iniciadas em 2017 e retomadas em 2023. (Antónia Mazive)

No mercado de Waresta: Batata reno dispara de 8 mil para 14 mil meticais a saco de 300 quilograma

Nampula (IKWELI) – O preço da batata reno está cada vez mais alto no mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, onde o quilograma passou de 35,00Mt (trinta e cinco meticais), em Setembro, para 60,00Mt (sessenta meticais) actualmente, sendo que o saco de 300kg passou de 8.000,00Mt (oito mil meticais) para 14.000,00Mt mil meticais.

A subida é acompanhada pela escassez do produto, situação que preocupa os comerciantes, que receiam novos aumentos durante a quadra festiva.

Segundo vendedores ouvidos pelo Ikweli, a falta de batata reno tem dificultado o abastecimento dos armazéns, numa altura em que, habitualmente, o preço deste produto tende a aumentar. Os comerciantes alegam que, caso a situação se mantenha, o custo poderá aumentar ainda mais nos próximos meses.

Ali Alexandre, considera que a tendência de subida poderá agravar-se em Dezembro, período em que a procura costuma aumentar devido as festas de Natal e do fim do ano. O comerciante admite que o quilograma poderá ultrapassar os 100,00Mt (cem meticais), caso não haja melhorias no abastecimento do mercado.

“O preço real da batata é de 60 meticais por quilo. Normalmente, nesta época, tinha que custar 40 meticais. Então, isso mostra que a batata iniciou muito cedo. Um saco de 300 quilogramas custava 14 mil meticais, agora está a 13 mil meticais”.

Rui José, também vendedor em grandes quantidades do produto, revelou que a escassez já se faz sentir nos armazéns do Waresta, onde, segundo afirmou, não há reservas do produto até este tempo “a gente não tem stock no armazém, nem um saco, e isso nunca aconteceu connosco. Estamos a pensar em aumentar mais o preço da batata”. (Malito João)