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Mulheres rurais da Zambézia querem mais apoio para produzir alimentos

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Quelimane (IKWELI) – As mulheres rurais da província da Zambézia, na região centro do país, pedem mais apoio para melhorar a produção agrícola e garantir a alimentação das suas famílias.

Entre as principais dificuldades estão a falta de financiamento, o acesso limitado à água e os problemas no transporte dos produtos para os mercados.

As preocupações foram apresentadas no último fim-de-semana, durante uma cerimónia realizada no povoado de Marabo, distrito de Quelimane, no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher Rural e do Dia Mundial da Alimentação.

Na ocasião, a representante das mulheres rurais, Luísa da Silva, defendeu o reforço do apoio as associações de camponesas, através da disponibilização de sementes melhoradas, financiamento e assistência técnica para aumentar a produção.

Aquela representante destacou também as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ter acesso à água para consumo e irrigação, bem como para transportar e vender os produtos agrícolas. Pediu ainda maior participação das mulheres nas decisões relacionadas com o desenvolvimento das comunidades.

Por sua vez, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Aniceto Matias, defendeu a aposta na ciência, tecnologia e inovação para melhorar os sistemas de produção alimentar, valorizando igualmente os conhecimentos tradicionais dos agricultores.

Segundo aquele responsável, o uso de técnicas agrícolas adaptadas às mudanças climáticas, aliado à assistência técnica e aos sistemas de alerta precoce, pode ajudar os produtores a aumentar a produtividade e a enfrentar melhor os efeitos do clima.

Por seu turno, a Secretária Permanente do distrito de Quelimane, Olga Matanha, destacou o papel das mulheres rurais na produção de alimentos e no sustento das famílias, defendendo mais investimentos na agricultura e na conservação dos produtos para evitar perdas.

O director provincial da Agricultura e Pescas da Zambézia, Fernando Namucua, também reconheceu a importância das mulheres na agricultura familiar, defendendo melhores condições de acesso à terra, aos meios de produção e às oportunidades de investimento.

Namucua chamou ainda a atenção para o problema da desnutrição crónica na província da Zambézia, apelando à promoção de melhores hábitos alimentares, ao reforço da educação nutricional e à redução do desperdício de alimentos.

A cerimónia decorreu sob o lema do Dia Mundial da Alimentação de 2026, “Inovar hoje para alimentar amanhã”. (Malito João)

Polícia recupera viatura roubada e detém vigilante suspeito de envolvimento em assalto a cidadãos chineses

Beira (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em coordenação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), recuperou uma viatura Toyota Hilux roubada durante um assalto à residência de cidadãos de nacionalidade chinesa, na cidade da Beira, e deteve um vigilante suspeito de envolvimento no crime.

O assalto ocorreu por volta da meia-noite do dia 18 de Outubro, nas instalações da empresa Moz, situadas no 9.º bairro de Munhava Central, na zona de Casquinha. Segundo informações da polícia, cerca de dez indivíduos, alegadamente a convite de um vigilante de 32 anos, terão neutralizado o colega de trabalho, de 25 anos, e apoderado-se da sua arma de fogo do tipo shotgun, antes de o amarrarem e abandonarem numa vala de drenagem.

De seguida, os indivíduos invadiram a residência dos cidadãos chineses, onde agrediram fisicamente oito pessoas e subtraíram diversos bens, entre os quais passaportes, 17 telemóveis, um computador portátil, uma viatura Toyota Hilux branca e valores monetários na ordem dos 257 mil meticais e mil dólares norte-americanos.

Na sequência das diligências realizadas nos distritos de Maríngué e Caia, uma equipa multissectorial composta por agentes da PRM e do SERNIC recuperou a viatura roubada, que se encontrava abandonada numa mata, no povoado de Nhagumbe, posto administrativo de Subué, distrito de Maríngué.

Ainda no mesmo dia, por volta das 13 horas, o vigilante suspeito foi neutralizado num posto de fiscalização em Matxessa, ao longo da Estrada Nacional n.º 1 (EN1), no distrito de Caia, quando viajava num autocarro com destino à província de Nampula.

Na ocasião, foram apreendidos na sua posse dois telemóveis das marcas Huawei e Honor, um computador portátil da marca Lenovo e cinco notas de moeda chinesa. Os bens apreendidos e o suspeito foram posteriormente transferidos para a 4.ª Esquadra da PRM, em Munhava, para os procedimentos legais subsequentes.

Entretanto, as autoridades indicam que as diligências prosseguem com vista à localização dos restantes suspeitos e à recuperação dos outros bens subtraídos durante o assalto. (Aunícia Avelino)

Nampula registou a obra “o retorno dos elefantes”

Nampula (IKWELI) – Foi lançada na cidade de Nampula a obra intitulada “o retorno dos elefantes;” pertencente ao escritor e engenheiro florestal Varela Basílio Félix, que junta trinta e três (33) contos que trazem a necessidade de o ser humano não perder a esperança no meio de tantas turbulências enfrentadas.

De acordo com o autor, recorreu aos “elefantes” porque em algumas culturas moçambicanas, o animal em causa é visto como sendo sagrado e o seu aparecimento num determinado local anuncia a chegada da chuva. “O retorno dos elefantes é sobre essa esperança, o regresso dessa esperança que a população precisa. Com os problemas climáticos que nós vamos registando actualmente, problemas das guerras dentro do país e não só, enfraquece a esperança da população, tivemos um processo muito conturbado, assim como alguns problemas que apoquentam a população e que a população vai perdendo a fé,” disse Félix.

O autor afirma ainda que antigamente a terra era muito produtiva e hoje parece que a terra não ser a mesma, mas mesmo assim é preciso ter sempre esperança. “O livro pode parecer pessimista, mas a verdade é que como se os elefantes retornassem narra a particularidade da esperança,” realçou o autor. (Francisco Mário)

Seis concorrentes vão disputar a final do “Okwereta” em Quelimane

Quelimane (IKWELI) – Pelo menos eis candidatos vão disputar os três primeiros lugares no próximo sábado (24) no concurso de poesia denominado “Okwereta”, uma iniciativa dos Serviços Distritais da Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) de Quelimane, que iniciou no mês de Julho com o objetivo de levar os alunos a combaterem os diferentes problemas através da poesia.

Os finalistas foram conhecidos no passado sábado (17) depois da última semi-final. Os candidatos que vão disputar a final são das escolas secundárias de Coalane, Comunitária Nossa Senhora de Anunciação, Cooperativa Kalimany, São Carlos Lwanga, Comunitária Mártires de Inhassunge e Escola Secundária Patrice Lumumba.

Cliff Fahardine, técnico da educação e coordenador da iniciativa, disse ao Ikweli que foi difícil encontrar os finalistas por conta da qualidade competitiva dos candidatos, o que necessitou muita atenção para encontrar os detalhes em termos de performances nas apresentações.

Contudo, Fahardine espera que a final seja de muita disputa uma vez que durante o percurso os coocorrentes mostraram apresentações com grande impacto social.

“Nesta final, esperamos uma competição com muita qualidade porque todos os finalistas têm competência, criactividade e mensagem de impacto que transmitem aos participantes, têm temáticas de intervenção social muito impactantes. Então, esperamos uma competição no verdadeiro sentido de espetáculo de poesia,” disse Fahardine.

Todavia, o coordenador da iniciativa apela as escolas a se fazerem presente na final para puderem não só assistir, mas para dialogar e entender as mensagens que os concorrentes trazem, “porque são mensagem de mudança no ambiente escolar, aconselhamento e acima de tudo de transformação social.” (Francisco Mário)

Governadores colocados à prova quanto a gestão dos recursos minerais em suas províncias

O Primeiro dia da Conferência Sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-D) que decorre na cidade portuária de Nacala entre 19 a 24 do corrente mês, deu espaço a uma “prova oral” feita pelos governadores das províncias de Nampula, Cabo Delgado, Manica, Niassa e Gaza para que de forma prática esclareçam os ganhos alcançados pela população local pela exploração dos diversos recursos existentes no país. 

Falando na ocasião, o Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula, esclareceu que trabalhos têm vindo a ser feitos para superar os conflitos instalados entre as comunidades locais e as empresas de exploração mineira, “Se conseguirmos reter os 10% dos recursos minerais e ficarem na província, que é de lei e ficarem na província para o fundo do desenvolvimento local, será de forma eficaz e efectiva investir em infraestruturas nestes distritos onde é feita a exploração.  No ano passado quando assumimos esta missão e fomos tentar nos inteirar, fomos muito bem recebidos por estas empresas que operam nestes locais, dizer que conseguimos entrar e resolver inúmeros conflitos não obstante que eles ainda prevaleçam exatamente por desta percepção errada da lei e isto agora está a permitir que efectivamente com ligação directa entre mineração e a comunidade, nos últimos 2 anos tivemos a construção de escolas, postos de saúde, o que mostra que estamos a conseguir ultrapassar.”

Já a Governadora de Manica, Francisca Tomás, deitou abaixo as especulações segundo as quais a mina dos seis carros, localizada no distrito de Vanduzi, província de Manica pertence a algum membro do governo provincial, ” O que sucedeu na mina de seis carros é que estão lá muitos cidadãos de diferentes pontos do país e como acontece em qualquer ponto de exploração, as pessoas acorreram para lá. A exploração artesanal e de pequena escala, deve ser organizada, permitir que a população local possa também explorar o seu próprio recurso e depois canalizar no comércio formal para que eles também possam desenvolver, nós já tivemos mais de 12 000 pessoas a explorar e até agora é difícil controlar. O que estamos a fazer agora, é criar cooperativas para poderem fazer a exploração organizada, porque aquela exploração que estão a fazer na mina dos seis carros faz com que as pessoas estejam a morrer.”

Questionada sobre a qualidade de energia que a província dispõe para a indústria, a Governadora da província de Niassa garantiu que o seu governo não prevê a expansão elétrica para a indústria, tendo recomendado o contacto directo com a Eletricidade de Moçambique (EDM) “Com o programa do governo que até 2030 vai haver a expansão da energia eléctrica naturalmente que esta expansão não é a expansão para a indústria, quando uma empresa vai instalar uma indústria que requer uma certa potência, eles são aconselhados a ir a EDM requerer a instalação de uma energia adequada para aquele tipo de potência, porque dentro das comunidades por onde estamos a fazer a instalação de energia, não prevemos a instalação de indústrias de grande potência.”

A Primeira edição do CAVAME-D, decorre sob o lema, “Transformar Recursos, Gerar Oportunidades e Valor para Moçambique.” (Felismina Maposse)

Governador de Nampula quer que Moçambique se torne centro de exportações

O Governador da província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula declarou nesta Segunda-feira (19), durante o primeiro dia da Conferência sobre adição de valor aos recursos minerais e energéticos disponíveis (CAVAME-d) que Moçambique deve passar de um centro de importações para uma referência no fabrico de diversos produtos.

Falando na ocasião, Abdula também chamou os participantes do fórum a investirem na província, “Caros investidores nacionais e estrangeiros, Nampula está aberta, temos os recursos, temos a logística, temos mais de 6 milhões de moçambicanos trabalhadores e temos um governo que facilita não complica. Não estamos a complicar no que concerne e no que cabe e o que seja das nossas competências,”

A terra é definida por Abdula como das grandes pontencialidades que Nampula detém, “A terra está comigo. E vamos facilitar, vamos dar sem termos muita burocracia e sem corrupção. Quero-vos garantir isso. Se houver, meu número está aí a público, liguem-me e vamos tratar disso,” declarou.

“Queremos que a riqueza fique aqui. Precisamos dela para os nossos jovens, homens e mulheres. Não em números de exportações, mas em empregos para os nossos jovens. Em fábrica para a nossa província e em dignidade para a nossa população. Que esta CAVAME-d marque o fim da era em que Moçambique era apenas origem. Não queremos ser mais apenas origem, queremos ser exportadores. E marque o início da era em que Moçambique é a fábrica, é o centro de produção,
é transformação, é valor acrescentado. É isso que nós queremos. Como nos ensinou Marchal Samora Moisés Machel. Samora vive na nossa indústria. Samora vive na nossa transformação. Tudo por Nampula, tudo por Moçambique,” acrescentou a fonte. (Felismina Maposse)

Arrancam obras da fábrica que vai produzir mais de trezentas toneladas de farinha de trigo por dia em Nacala

Nacala (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, lançou, nesta sexta-feira (16), a primeira pedra das obras de construção da fábrica de trigo da Capital Food na cidade de Nampula, empreendimento que espera produzir, por dia, mais de 300 (trezentas) toneladas.

“Estamos aqui hoje para participar no lançamento da primeira pedra da unidade industrial da Capital Foods, em Nacala. E, sendo absolutamente sincero, não podíamos estar aqui com mais alegria do que aquela que nos aquece o coração neste momento. Este momento que vivemos hoje em Nacala é a materialização da visão de Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, quando afirma que a próxima grande fronteira da nossa paz chama-se transformação estrutural da nossa economia, para produzir e acrescentar valor dentro do nosso país, gerando emprego para a nossa juventude e mulheres. É exactamente isso que estamos a fazer aqui hoje.”

Segundo Abdula, “ver nascer um empreendimento industrial desta dimensão, com tudo o que representa em termos de criação de emprego, de oportunidades para os nossos jovens, de dinamização das empresas locais e de crescimento da economia da nossa Província, é das coisas que mais nos animam e entusiasmam enquanto Governador. Porque é precisamente isto que queremos para Nampula: investimento que se transforme em emprego, em rendimento para as famílias e em melhores condições de vida para a nossa população.”

Num outro desenvolvimento, o governador precisou que “a Capital Foods não é uma empresa que esteja a dar os primeiros passos em Moçambique. Está presente no nosso país desde 2010, com operações na cidade da Beira. São mais de quinze anos de experiência.

E é precisamente por isso que a decisão de investir em Nacala assume um significado especial. Quando uma empresa que conhece bem a realidade moçambicana decide expandir para Nampula, está a dar-nos uma demonstração concreta de confiança no potencial económico da nossa Província.”

 O governador apontou, na ocasião, as potencialidades da província, que são mais do que suficientes para mobilizar investimentos. (Redação)

Viatura protocolar do governador de Nampula pega fogo em plena oficina e abre espaço de suspeita de atentado contra a sua vida

Nampula (IKWELI) – A principal viatura protocolar afecta ao governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, pegou fogo na manhã deste sábado (17) em uma oficina localizada na avenida do Trabalho, na capital provincial.

Do tipo Toyota, modelo Landcruiser Prado V8, a viatura estava em reparação há algum tempo. Ontem, sexta-feira (16), foi testada e já estava, aparentemente, em condições para ser entregue ao gabinete do governador para posterior utilização por Abdula.

Contudo, na manhã deste sábado, a mesma pegou fogo, um incêndio de grandes proporções, ainda no recinto da referida oficina.

Eduardo Mariamo Abdula tem vindo a denunciar que sofre ameaças de morte, sobretudo desde que leva a cabo a campanha de combate ao tráfico e combate à droga na província que dirige.

Até a compilação desta matéria não havia ainda pronunciamento das autoridades locais, quer da Polícia da República de Moçambique (PRM), quer do Serviço Nacional de Investigação Criminal. (Redação)

Caifadine Manasse insta graduados do IFPELAC a apostarem no autoemprego

Nampula (IKWELI) – O ministro moçambicano da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, instou aos 1.262 jovens graduados pelo Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), na sexta-feira (16), a apostarem no empreendedorismo como forma de contribuir para a redução do desemprego.

O governante reconhece que o Estado não tem capacidade para empregar todos os cidadãos, razão pela qual o Governo encontrou na formação profissional e no apoio a projectos de iniciativa juvenil uma alternativa para promover o autoemprego.

“Reconhecemos a contribuição dos pais e encarregados de educação destes jovens na formação dos beneficiários. Queremos endereçar os nossos agradecimentos e pedir que continuem a apoiá-los, sem medir esforços, porque o objectivo final é o bem comum, através do empoderamento da nossa juventude”, afirmou o governante.

O ministro destacou ainda que o crescimento da população jovem em Moçambique representa um desafio para o Governo, sobretudo no que diz respeito à oferta de formação profissional.

Por sua vez, a representante dos graduados expressou a gratidão dos formandos e partilhou os desafios enfrentados durante o período de formação, os quais são importantes para aplicação dos conhecimentos adquiridos.

“Chegar até aqui nem sempre foi fácil. Houve momentos de cansaço durante a aprendizagem, avaliações exigentes e dias em que a vontade de continuar foi posta à prova. Contudo, permanecemos firmes, porque compreendemos que grandes objectivos exigem sacrifício, disciplina e determinação. Hoje, podemos olhar para trás e afirmar que cada esforço valeu a pena. Conseguimos transformar os desafios em aprendizagem e os sonhos em conquistas”, afirmou a representante dos graduados.

A cerimónia de graduação dos mais de mil jovens contou com a presença de vários convidados incluindo pais e encarregados de educação dos graduados. (Fátima Mugaveia, Foto: Hermínio Raja)

Gilberto Jamal defende mais espaço para a voz das crianças e adolescentes em Nampula

Nampula (IKWELI) – O presidente da Plataforma de Participação de Adolescentes e Jovens de Nampula, Gilberto Jamal, defendeu, na manhã de sábado (17), a valorização da participação das crianças e adolescentes nos espaços de debate e tomada de decisões, considerando que a sua presença em fóruns constitui uma oportunidade para fazer ouvir as preocupações de milhões de menores em Moçambique.

Durante a sessão de Fortalecimento de Capacidades em Liderança, Gestão e Protecção nas Plataformas de Participação do Adolescente e Jovem, um encontro realizado na cidade de Nampula, Jamal destacou que a participação dos adolescentes não deve ser entendida como uma iniciativa individual, mas como uma forma de representar outras crianças que também precisam de oportunidades para expressar as suas opiniões e contribuir para a sociedade.

O dirigente juvenil recordou que o direito à participação e à liberdade de expressão está consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança, particularmente nos artigos 12 e 13, que reconhecem o direito dos menores de idade a expressarem as suas opiniões e a partilharem informações.

Gilberto Jamal considerou que encontros desta natureza constituem oportunidades para a aprendizagem, partilha de experiências e aquisição de conhecimentos, apelando aos participantes para aproveitarem o momento de forma activa e responsável.

“É importante compreender que a nossa participação não é individual. Cada criança e adolescente aqui presente representa milhares de outras crianças que também desejam ser ouvidas. Cada um de nós carrega consigo as esperanças, os sonhos e as preocupações de milhões de crianças moçambicanas”.

O presidente da Plataforma de Participação de Adolescentes e Jovens de Nampula apelou igualmente à continuidade das iniciativas destinadas a promover o bem-estar e a protecção dos menores, reconhecendo o contributo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta área.

“Participar num fórum como este é uma demonstração concreta do exercício do nosso direito à participação, consagrado na Convenção sobre os Direitos da Criança, particularmente nos artigos 12 e 13. Gostaria igualmente de reconhecer o trabalho desenvolvido pelo UNICEF em prol da saúde, de protecção e da salvaguarda dos direitos da criança, incentivando a continuidade destas acções que contribuem para o bem-estar das crianças”.

Arlindo Hugo, Oficial de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), disse que decidir o futuro sem escutar os adolescentes é desperdiçar a maior riqueza que o país tem.

“Convecção sobre os direitos da criança afirma que, toda criança e adolescente têm direito a exprimir a sua opinião sobre assuntos que lhes dizem respeito, e essa opinião seja tomada em consideração. A Carta Africana sobre os direitos e bem-estar da criança vai no mesmo sentido, participar é também um caminho para que se compram outros direitos, o direito a educação, o direito á saúde, o direito ao nome e a crescer livremente sem violência. Decidir o futuro sem escutar os adolescentes seria desperdiçar a maior riqueza que Moçambique têm, as Plataformas que hoje se reúnem já mostraram que é possível, vimos adolescentes a levantar a voz contra às uniões prematuras, defender o direito de todas às raparigas permanecerem na escola, debater saúde sexual e reprodutiva, a prevenir a violência baseada no gênero e fazer-se de ouvir de líderes comunitários e decisores através dos meios de comunicações”.

Hugo acredita que o treinamento das Plataformas vai fortalecer às competências de comunicação, liderança e advocacia em prol do desenvolvimento saudável das crianças. (Malito João)