Balanças viciadas fazem “chorar” compradores no mercado do Waresta

Nampula (IKWELI) – Os compradores do mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, denunciam o uso de balanças viciadas na venda de produtos como batata reno e feijão manteiga, entre outros, alegando que, em alguns casos, pagam cinco quilogramas e recebem apenas 3.5 kg.

A prática levanta preocupações na população sobre a fiscalização das balanças naquele que é um dos principais centros comerciais da região Norte do país.

Segundo contaram os compradores, a situação se agravou nos últimos tempos, prejudicando, sobretudo, os consumidores que não dispõem de meios para confirmar o peso dos produtos adquiridos.

Alguns consideram a prática como uma forma de roubo e apelam a intervenção das autoridades competentes para travar as irregularidades que se vivem no mercado grossista do Waresta.

Suraya Calisto, uma das compradoras ouvidas pelo Ikweli, afirmou que a falta de confiança nas balanças tornou-se um dos principais constrangimentos para quem procura produtos naquele mercado, e partilhou uma experiência em que o peso indicado no local não correspondeu ao confirmado noutra balança.

“Na verdade, estamos mal com essas balanças aqui na Resta. Semana passada, por exemplo, comprei batata 10 quilogramas quando fui pesar com balança do mercado do meu bairro pesou 8 quilos, então se hoje estou aqui para comprar de novo é falta de conhecer outros sítios onde vendem batata, para dizer que não sei quem deve controlar balanças, porque o que eles fazem é roubo não há diferença com entrar no bolso das pessoas, então queremos ajuda porque a gente faz negócio e o nosso lucro não é grande coisa”.

Bertonia Francisco, vendedora de comida confeccionada naquele mercado grossista, disse que os compradores desconhecidos podem ser os mais prejudicados, uma vez que nem sempre conseguem distinguir os instrumentos de pesagem. A fonte defendeu uma intervenção mais rigorosa das autoridades.

“Esses fazem isso muito mais para pessoas desconhecidas, porque nós que estamos aqui conhecemos balanças boas, mas na verdade esses vendedores pioram, até você mandar uma criança podes pensar que ele gastou dinheiro enquanto essas balanças roubam muito e isso não é bom para os compradores, por isso governo deve iniciar a fazer fiscalização e recolher balanças falsas como acontecia antigamente”.

Entretanto, Wiliam Ernesto, um dos vendedores do mercado, reconheceu a existência de irregularidades, mas atribuiu parte da responsabilidade à falta de fiscalização, admitindo que alguns comerciantes recorrem a diferentes métodos para prejudicar os compradores.

“E o que quero vos dizer é de que às balanças, também não roubam, os que roubam são às pessoas, essa verdade que eu te falo os meus colegas ouvirem posso ter problemas, sabias que essas pessoas do INAE (Instituto Nacional de Actividades Económica) pode vir tentar fiscalizar vai encontrar às balanças em forma, mas as pessoas que roubam mesmo assim, o que se faz alguns pisam, e há várias formas de roubar mesmo, mas eu não digo que é boa coisa, mas hoje em dia justiça custou quase para todos, mas vamos tentar ver se podemos mudar, também os fiscais devem fazer o seu trabalho”.

Tito Raul, também vendedor, garantiu que utiliza uma balança justa e considerou que as diferenças de preços praticados no mercado podem servir de alerta para os consumidores. O comerciante reconheceu, contudo, que existem colegas que actuam de má-fé e defendeu a realização de operações de fiscalização.

“As pessoas que são roubados as vezes olham pelo preço do produto, ora vejamos que feijão está um quilograma 50,00Mt (cinquenta meticais) então quem ver alguém a vender 30,00Mt (trinta meticais) deve saber que essa balança não está boa, isso também aqui acontece, muitas vezes é má fé que esses nossos colegas têm, por isso peço mesmo uma fiscalização aqui a maioria vão chupar multa”. (Malito João)

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