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PCA do Moza Banco presente no diálogo do “Banco do Futuro” a partir da Inglaterra

Nampula (IKWELI) – O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Moza Banco João Figueiredo, foi na última quarta-feira, um dos principais convidados para fazer parte de um painel de alto nível na discussão de temas sobre sector financeiro e análise da actual situação da banca no continente africano.

O diálogo do “Banco do Futuro”, foi organizado pelo African Banker e Backbase, e realizou-se virtualmente a partir de Londres na Inglaterra. Os banqueiros discutiram de forma detalhada as tendências actuais do sector bancário, compartilhando-se planos, perspectivas para o futuro bem como traçar um roteiro para a transformação digital na banca.

Na sua intervenção, João Figueiredo começou por falar do principal desempenho do Moza em 2020, e destacou o alcance do Break Even 4 anos após a intervenção do Banco de Moçambique e o resultado líquido de 146 milhões de Meticais, facto que contribuiu para que o banco consolidasse a sua posição de Banco referência do sistema financeiro Moçambicano e reforçando a confiança dos seus clientes e demais stackeholders

Mais adiante, Figueiredo debruçou-se exaustivamente dos principais investimentos que o Moza está fazendo na transformação digital e as perspectivas para 2021. “O que se refere à actividade do banco em 2021, a nossa orientação mantém-se com o foco estratégico orientado para a melhoria da satisfação dos clientes com o objectivo de incrementar os níveis de fidelização, fazendo com que o Moza Banco seja assumido como o Banco preferencial dos seus Clientes. Iremos redobrar esforços no sentido de potenciar o processo de transformação digital com o intuito de prestar um serviço cada vez mais completo e acessível a todos os clientes, e assim, por esta via, complementar a actividade conduzida através da nossa rede de agências posicionada em todo o país”, frisou o PCA do Moza Banco. (Redação)

Nova Democracia exige negociações salariais justas em Moçambique

Nampula (IKWELI) – A margem da comemoração do dia internacional do trabalhador, assinalado no passado sábado (1), o partido Nova Democracia (ND) exige ao governo moçambicano e aos empregadores para que as negociações salariais no país sejam justas.

Em comunicado enviado a nossa redação, o ND refere que “preocupa-nos o facto de que os trabalhadores em Moçambique enfrentam um contexto já normalizado de fome, exclusão, precariedade, insuficiência de oportunidades de qualificação, marginalização, desigualdades sociais, carreiras profissionais congeladas e incertezas perante uma concertação social de posições decadente e em férias prolongadas! Enfim, um presente dificílimo para um futuro desafiante”, entendo que estamos “num país de corrupção endêmica onde se combate os pobres e não a pobreza e, onde há quem pretenda que o cartão vermelho valha mais que o BI, somos depauperados pelo défice de políticas públicas inclusivas e por um regime insensível aos problemas da classe trabalhadora já confinada à uma perspectiva distante da inserção e ausente de alternativas económicas”.

O partido reconhece que “assinalamos o 1 de Maio com milhares de empregos perdidos e muitos outros precarizados, numa condição agravada pelo terrorismo em Cabo Delgado, pela tensão militar na região Centro, pela covid19 e pelos efeitos adversos dos choques climáticos um pouco por todo o país, gerando insegurança generalizada e violentos atropelos à legislação laboral”, sobretudo porque “os últimos tempos têm naufragado a esperança de milhões de moçambicanos, variando entre os que foram brutalmente retirados do sector informal sem a criação de mercados alternativos e, os que são compulsivamente retirados das regiões ricas em recursos ou veem a promessa da economia extractivista transformada em pesadelo, elevando o exército de desempregados no país”.

A mesma nota prossegue que “de um aumento salarial em 2017 que só abrangeu quem auferia o salário mínimo, a situação da reforma da política salarial vai se deteriorando ao longo do tempo, derrapando do aumento de 6.5% correspondente à 259 Meticais em 2018, à anulação do habitual reajuste em 2020, para o adiamento das negociações incertas para este ano. Em meio à todo este cenário, o cidadão comum é o último nos benefícios enquanto os dirigentes de topo desconhecem qualquer sacrifício!”, uma situação que se agudiza porque “o sistema de discussão do salário mínimo à reboque dos empregadores, torna os trabalhadores presos a salários irrealistas, fazendo com que nem mesmo as empresas com capacidade para pagar mais o façam. Enquanto o Metical dá sinais de reanimação, os preços do pão, dos produtos de primeira necessidade, enfim da cesta básica, teimam em ameaçar subir, significando menos Meticais nos bolsos dos cidadãos e mais despesas na conta familiar. É este trabalhador depauperado com sua renda expropriada, mesmo sendo fiel nos seus impostos, que desconhece os critérios de selecção dos beneficiários do fundo de assistência no quadro da covid19, o qual ao fragmentar a pobreza por bairros, frustrou a promessa de priorizar os moçambicanos mais impactados pela pandemia”.

Na mesma reflexão, a Nova Democracia considera que “é neste Moçambique onde a ausência de contratos laborais continua a vitimizar milhares de trabalhadores, num ambiente de anarquia empresarial denunciada pela auditoria do Tribunal Administrativo à Conta Geral do Estado 2019, a qual evidencia a irregularidade das avaliações ambientais e o incumprimento dos planos de encerramento e indemnização pelas empresas do sector extractivo. Tudo isto diante da cumplicidade governamental, inconsciente do impacto de longo prazo nos domínios da higiene, segurança e saúde laboral”.

“À somar a todo este cenário, a violência, o assédio sexual, a discriminação de género, a exclusão e o extremismo político não raras vezes resultam em demissões sem justa causa camuflados no discurso de pandemia. Apesar de todos estes desafios, novas páginas se abrem na história do país com a Nova Democracia militando lado à lado com os nossos heróis do dia-a-dia na construção uma nova chama de união e libertação para trazer esperança e dignidade à gerações inteiras”, avança ainda o partido, que conclui que “lembramos aos trabalhadores moçambican@s das zonas rurais, suburbanas e urbanas, distritos, vilas e cidades que é urgente resgatar a continuidade da luta de libertação para fazer de Moçambique um país de paz, inclusão e justiça social, onde não prospere uma minoria cheia de tudo e uma maioria cheia de nada”. (Redação)

No retorno do Moçambola 2021: Ferroviário de Nampula vai apresentar uma equipa transfigurada

Nampula (IKWELI) – Artur Macassar (Turito), adjunto técnico do Ferroviário de Nampula, garante que o retorno do campeonato nacional em Futebol sénior masculino (Moçambola) será de muitas glórias para a sua colectividade, de forma a inverter os resultados desfavoráveis registados durante as primeiras quatro jornadas do certame.

Depois de sofrer uma interrupção a 7 de Fevereiro do ano em curso, com vista ao abrandamento da pandemia da covid-19 em Moçambique, o campeonato nacional de futebol regressa no próximo dia 8 de Maio, portanto próximo sábado, para o cumprimento da 5ª jornada da prova.

No entanto, o Ferroviário de Nampula, promete apresentar-se de forma coesa e agressiva para alcançar os seus desejos que passam pela conquista de mais pontos e abandonar a situação não abonatória com que se encontra na tabela geral de classificação do Moçambola 2021.

Recorde-se, nas primeiras quatro rondas do certame, o Ferroviário de Nampula conseguiu apenas três pontos, fruto de uma vitória, tornando-se no pior arranque nesta última década e, conta disso, encontra – se na zona de descida de divisão juntamente com o Textáfrica de Chimoio e o estreante Matchedje de Mocuba.

“Essa segunda fase vai ser de tudo ou nada”, começou por afirmar Artur Macassar, adjunto técnico dos locomotivas da capital do norte. “Na nossa preparação focamos muitos aspectos que falharam nas primeiras jornadas e um deles, que representavam calcanhar de Aquiles, é a finalização, isso falhou-nos bastante”, disse, reconhecendo que “tivemos muitas oportunidades de concretização, muitas vezes chegamos na baliza contrárias, mas a não conseguirmos finalizar. Agora estamos a afinar, o nosso dia-a-dia, o foco nos nossos treinos tem sido mesmo na parte de finalização, sem descorar a parte defensiva porque é preciso mesmo que a gente esteja bem e fazer golos, então vamos conciliar essas duas coisas, mas a dor mesmo é lá afrente, mas isso já está, estamos a ver jogadores muito concentrados na finalização porque eles já sabem que só ganha-se o jogo marcando golos”.

Segundo o mister Turito, o Ferroviário de Nampula mostrou-se fiel aos seus jogadores pelo que, apesar do mau início, não operou sequer uma mexida na janela de transferências e novas contratações. “Neste momento não vamos falar de contratação, vamos esperar, vamos contar com esses que temos e, esses que temos têm potencial”, disse a fonte, para quem “é só acreditar que vão marcar porque são jovens que têm muito por dar para este futebol aqui em Moçambique, então, é só se concentrarem para marcar. Para marcar não precisa, se calhar, trazer algo de fora para vir fazer a diferença, por isso acredito que esses rapazes têm muito potencial, então, temos que acreditar neles, dar força, e fazer entender que eles podem fazer muito mais do que eles fazem. Aliás, é o nosso foco melhorar a nossa classificação, então é preciso marcar golos, não tem como, não tem como”, reafirmou.

O mesmo sentimento foi manifestado por Payo, capitão da equipa, para quem “o objectivo sempre foi o mesmo, primeiro para recuperar os pontos que perdemos e o grupo está focado sempre nesse propósito de fazer todos os dias melhor para que consigamos uma melhor pontuação. Estamos trabalhando no sentido de corrigirmos aquilo que nós tivemos na fase antes da interrupção e o que estava a faltar-nos era a parte de finalização, mas neste espaço de interrupção focamos muito nesse aspecto, não descurando dos outros. Nós vamos continuar a trabalhar no sentido de darmos alegria aos nossos adeptos porque eles merecem, por isso contem connosco, estamos juntos para darmos o nosso melhor”, precisou o nosso interlocutor.

Com o Ferroviário da Beira, vai ser um jogo de tudo ou nada

No retorno da maior prova do calendário futebolístico de Moçambique, o Ferroviário de Nampula recebe, no estádio 25 de Junho, o seu homónimo da Beira para quem guarda péssimas, mas também boas recordações. Para este confronto, Turito Macassar disse que a vitória só interessa ao seu grupo de trabalho.

“Nós já esperávamos e sempre preparamo-nos para o recomeço e sempre olhávamos para o Ferroviário da Beira”, refere Macassar acrescentando que, “temos que falar do Ferroviário da Beira porque é o nosso primeiro adversário neste momento e o Ferroviário da Beira não é pêra doce, é uma equipa bem estruturada, bem treinada com jogadores que já vem neste campeonato há bastante tempo, então não é pêra doce por isso nos nossos treinos focamo-nos, essencialmente, para o Ferroviário da Beira”.

“Vai ser um jogo de tudo ou nada onde temos que entrar, primeiro, para procurar ganhar, e para isso é preciso maior concentração de modo que aquele que chegar na baliza deve finalizar com êxito. Todos os aspectos estão sendo trabalhados aqui e sempre olhávamos o Ferroviário da Beira porque não haveria outra equipa senão o Ferroviário da Beira, primeiro, depois daí vamos pensar no adversário a seguir, de maneiras que vai ser um jogo agradável, vai dar para assistir, onde vamos entrar abertamente para o ataque, isso não posso esconder, mas com cautelas defensiva”, rematou o adjunto de Chaquir Bemat.

Actualmente, o Moçambola é liderado pela equipa da Associação Black Bulls com 10 pontos, seguida pelo Ferroviário da Beira com 9 pontos. (Constantino Henriques)

Artistas de Nampula se queixam da exclusão dos projectos de assistência e patrocínio criados pelo governo

Nampula (IKWELI) – Fazedores de artes e cultura baseados na província de Nampula, no norte do país, queixam-se da sua exclusão no benefício dos projectos de assistência e patrocínio criados pelo ministério moçambicano da Cultura e Turismo.

A titular da área, Eldevina Materula, esteve em visita de trabalho no maior círculo eleitoral do país, e foi num encontro realizado com os artistas que estas queixas vieram à tona, incluindo a ideia de que apenas artista do centro e sul do país são os que se têm beneficiado.

O projecto “Arte no Quintal” foi um dos casos bastantes criticado na referida reunião havida na última sexta-feira (30 de Abril). Esta iniciativa foi lançada em 2020, por forma a alavancar os artistas dentro do período da pandemia da covid-19 que não permite a actuação destes.

Para este ano, 2021, o ministério da Cultura e Turismo se propõe a desenvolver o projecto “Cantante”.

“O que eu fiz referência é que os projectos são bem-vindos nas províncias, tendo em conta a situação da pandemia da covid-19, onde começamos a fazer o uso das tecnologias de ponta, sobretudo, a Internet para a divulgação dos nossos trabalhos. Mas, para o caso da província de Nampula, tal como as outras, temos artistas nos distritos recônditos que não usam telefones com sistema Android, não usam essas plataformas digitais, como é que será para estes artistas? E nós como Associação provincial havemos de ser questionados sobre isso. O que diremos? Então, estávamos a chamar atenção no sentido de se olhar, também, os artistas que estão nas zonas recônditas, de modo que sejam beneficiários destes projectos”, disse o músico e compositor Sebastião Damas.

Para sustentar a sua preocupação, Sebastião Damas que, também, é secretário geral da Associação dos Músicos de Nampula (AMUNA) usa o projecto “Arte no Quintal” que, segundo ele, “este projecto foi difícil. Nós tentamos concorrer e nenhum de nós conseguiu. Como sabe, o domínio da Internet alguns começaram agora, pelo menos eu não tenho nome de nenhum artista daqui de Nampula que tenha conseguido se inscrever no Arte no Quintal, por isso chamo mais atenção a ministra para que se possa rever a criação e implementação destes projectos”.

Damas que já está na carreira há mais de 20 anos, avança mais que a falta de um fundo de apoio as iniciativas culturais, constitui mais uma outra preocupação dos fazedores das artes e cultura, uma vez, de acordo com ele, os artistas precisam de editar os seus trabalhos e não têm como por falta de fundos.

Então, “se houver um fundo de apoio as iniciativas culturais, mas que esteja descentralizado a nível das províncias para permitir que o artista possa beneficiar, seria bem-vindo para os artistas. Esta é a maior preocupação, o artista quer algo que possa lhe sustentar e dar alavanca aquilo que é a sua actividade”, referiu Sebastião Damas, para quem “daquilo que é a minha experiência de pouco mais de 20 anos nunca ouvi e vi que alguém de Nampula teve acesso ao financiamento directo, por isso nos questionamos o que está a se passar. Creio que há outras províncias que devem estar na mesma situação”.

Outro artista que considera como sendo superficiais os projectos do Ministério da Cultura e Turismo é Dias Vasco Coutinho, escritor, declamador e músico da cidade de Nampula. Para ele, seria um júbilo por parte dos artistas quando se desenha um projecto, mas que tudo vai continuar na mesma porque vários projectos lançados morrem nas gavetas, ou seja, apenas são anunciados e não beneficiam aos artistas.

Com o projecto CANTANTE anunciado pela Edelvina Materula, Dias Vasco Coutinho ou simplesmente Jacaré, continua a ser pessimista ao afirmar que “em relação a este projecto digo que não sou optimista, só posso acreditar quando estiver a acontecer, isto porque já tivemos Arte no Quintal que foi lançado e que não vimos o cumprimento deste projecto. É uma tristeza saber que se fez lançamento de um projecto, mas que o mesmo não beneficia os próprios artistas”.

“Muitas vezes os projectos são lançados para os moçambicanos e, infelizmente, uma pequena parte dos moçambicanos se beneficia desses, são aqueles que não se encontram cá em Nampula, maior parte está na capital do país. Eu faço parte dos escritores e músicos, esta camada toda anda atrás dos financiamentos, mas em nenhum momento beneficiam. Temos os poetas, artesãos, músicos, modelos, entre outras manifestações artístico-culturais que não se beneficiaram. As vezes as pessoas chegam aqui na província parece uma questão de apenas cumprir uma agenda política e basta, chegam e produzem os seus relatórios triunfalistas enquanto os artistas continuam na mesma, com suas obras apenas cá em Nampula e não vão mais longe”, rematou.

Tal como os outros artistas entrevistados pelo Ikweli, Alex Júnior, músico e presidente da Associação dos Músicos de Nampula (AMUNA), é um dos que se mostra ressentido ao recordar que “nós tivemos o fundo de apoio as iniciativas culturais e o Arte no Quintal, são projectos criados pelo governo para apoiar a classe dos artistas a nível social, mas nenhum artista se beneficiou com estes projectos. Portanto, são projectos muito bem desenhados, mas que não nos beneficiam aqui”.

Para Alex Júnior a província de Nampula criou a Associação dos Músicos de Nampula no sentido de se descentralizar as actividades no sector da arte. De acordo com ele, o que acontece é que a província de Nampula está longe da capital moçambicana, o que faz com que os projectos elaborados pelos artistas desta região demorem chegar e, consequentemente, não sejam aprovados.

A estas e outras inquietações, a governante não se predispôs a responder. O Ikweli tentou entrevistá-la a respeito, mas ela se fez de rogada, limitando-se apenas a falar dos objectivos da sua visita a Nampula. (Esmeraldo Boquisse)

Médicos tradicionais reivindicam subsídio de 7 anos em Nampula

Nampula (IKWELI) – Os membros da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO), em Nampula, mostram-se agastados com as autoridades de saúde nesta parcela do país, devido a falta de remuneração pelos serviços que vem sendo prestado a este sector desde 2014.

São médicos que, segundo apuramos, desde 2014, foram convidados pelo sector de saúde a colaborarem nos processos de sensibilização das comunidades a aderirem a medicina convencional visto que, nos tempos que lá se foram, a população depositava maior confiança pelos tratamentos tradicionais para curar suas enfermidades. Nos dias que correm, com a directa colaborarão dos fazedores da medicina tradicional, o cenário tende a mudar, as pessoas passaram a olhar o hospital como um local de manutenção da saúde.

Segundo apuramos, de lá para cá, os médicos tradicionais, sobretudo membros da AMETRAMO, para além de simples palestras nas comunidades, estão lado a lado com os profissionais de saúde nas unidades sanitárias por onde exercem diversas tarefas, contribuindo assim no seu normal funcionamento. Aliás, estima-se que em cada unidade sanitária da província, existam pelo menos sete médicos tradicionais, mas a falta de incentivo por parte de quem de direito, constitui um ataque indirecto dos visados.

“O nosso trabalho é promover palestras nos bairros, nos distritos para explicar as populações sobre as diversas enfermidades, como a malária, e a importância de optares pelos centros de saúde que outras vias. Nós da AMETRAMO, estamos há sete anos a colaborar com os serviços da saúde”, refere Uazir António, um dos membros da AMETRAMO afecto no Centro de Saúde 1º de Maio, na cidade de Nampula.

“Nós trabalhamos em estreita colaboração com a saúde através dos hospitais, por isso quase todas as unidades sanitárias existem os médicos tradicionais e, quando há qualquer evento nas comunidades, também, trabalhamos ao lado da saúde, somos comunicados a fazermos parte, só que a grande nossa preocupação é de que, apesar dessa nossa livre colaboração, desde que começamos a trabalhar, há sete (7) anos, nunca fomos pagos e nunca encontramos resposta sobre as razões disso”, prosseguiu a fonte.

Segundo acrescentou Uazir, “nós fizemos parte do comité de congestão, que controla os medicamentos quando são trazidos, através de registos, controlar o tipo de atendimento dos profissionais de saúde porque, como se sabe, existem aqueles profissionais que ao invés de atender bem os pacientes comportam-se de maneira desumana, para além dos outros que não valorizam o próprio trabalho, falo de um profissional que no lugar de atender as pessoas está muito tempo no telefone, então, a nossa presença faz com que esses actos não aconteçam, nós servimos de fiscalizadores”, disse acrescentando que, “por aquilo que fizemos, desde as palestras, nós gostaríamos que fossemos pagos alguma coisa. Eu por exemplo estou no centro de saúde 1º de Maio e trabalho na farmácia, ajudo na colocação dos medicamentos nos plásticos para os pacientes, outras colegas estão na área de peso e lá, elas garantem a limpeza assim como controlar a crianças gravemente doentes que é para terem acesso ao atendimento imediato”.

O nosso interlocutor deu a conhecer que “em 2019 fomos orientados para tratarmos NUIT (Número Único de Identificação Tributária), NIB (Número de Identificação Bancária), e todos esses documentos nós tratamos e entregamos, mas até neste momento, não vimos nada”, lamentou.

Elisa Abibo é outra praticante da medicina tradicional que sente lesada com a “mão-de-obra parada” incentivada pelo sector de saúde. Aliás, para ela “no início sentíamos que as coisas estavam a correr muito bem porque a doutora Amina que trabalhava connosco valorizava muito o nosso trabalho, mas desde que ela saiu as coisas vieram se tornar mais complicadas. Naquele tempo, nos meses de Ramadão como este, ela dava alguma coisa para quebrarmos o jejum, mas com a saída dela, isso não se verifica, nenhum apoio vimos, nem aquelas capacitações não acontecem, apenas estamos a trabalhar nos hospitais sem vermos algo”, referiu.

“Já levamos essa nossa preocupação ao nosso presidente da AMETRAMO, mas ele encorajou-nos a continuarmos com o trabalho na esperança de dias melhores. Seria bom que recebêssemos porque muito tempo estamos ali no hospital e há muitas coisas que perdemos nas nossas residências. O tempo que estamos aqui no hospital estaríamos em casa a cuidar dos doentes que procuram pelos nossos serviços, entramos de manhã e saímos as 15 horas, altura em que outros funcionários largam, por isso estamos a enfrentar muito sofrimento no nosso dia-a-dia, acabamos dependendo de esmolas aos terceiros lá no bairro”, precisou a nossa interlocutora.

“O meu maior pedido é que sejamos considerados porque para irmos até no hospital fomos encaminhados. Nós não temos outra confiança senão esses chefes, por isso reitero para que não sejamos esquecidos porque eles são nossa esperança. Entramos desde 2015, por isso olhando todo este período, pedimos ajuda porque nós temos filhos que estudam e que esperam por nós mesmos. Estamos mal, mesmo seja sabão, sabemos que não fomos obrigados, mas uma pequena ajuda era necessária para nós, esse é o principal pedido”, disse Laura António, outra médica tradicional.

Até o fecho desta matéria, as autoridades de saúde na província mais populosa de Moçambique, ainda não se pronunciaram sobre esse assunto. Porem, na tentativa de ouvir a liderança da AMETRAMO, resultou num insucesso. (Constantino Henriques)

Delegado do MDM que levou Amurane a presidência da autarquia de Nampula junta-se a Nova Democracia

Nampula (IKWELI) – O antigo deputado da Assembleia da República, pela bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Rachade Carvalho, definitivamente abandonou o partido e é, actualmente, o novo rosto do recém-criado Nova Democracia (ND), na província de Nampula.

Rachade Carvalho abandonou, informalmente, ao MDM em 2018 como resultando de o mau estar no seio do partido do galo, mas oficialmente “bateu a porta a parede” no ano passado para responder a uma pressão “amorosa-política” que vinha tendo com a Nova Democracia liderada por Salomão Muchanga, “diplomata” e antigo líder do Parlamento Juvenil.

Recorde-se que foi com a liderança de Rachade de Carvalho que o malogrado Mahamudo Amurane foi eleito a presidente do maior centro urbano do norte de Moçambique, pelo MDM, em 2013.

Na sua primeira entrevista e aparição pública a respeito do seu desligamento do MDM e filiação ao ND, Rachade Carvalho justifica-se de não haver seriedade e por se estar a aproximar a extinção do Movimento Democrático de Moçambique.

“Não temos, neste momento, uma oposição forte, uma vez que todas aquelas que nós esperávamos já murcharam. Portanto, estamos numa situação em que quando tu segues uma estrada, mas sentes que ela está a terminar, mas o teu objectivo ainda não foi alcançado, então tens de mudar de rumo para encontrar outra estrada que te possa levar ao destino”, explicou.

Rachade Carvalho que, também, já foi delegado político do MDM na mais populosa província do país, referiu que quer, com a sua nova aposta partidária, contribuir na mudança de Moçambique, e de Nampula em particular.

“O nosso lema é tempo de vencer, e este lema aparece numa altura em que estamos a preparar o primeiro congresso do partido e por sinal o partido escolheu Nampula para a realização do congresso. Portanto, estamos a trabalhar na mobilização de membros e recursos, claro que o trabalho reduziu a intensidade por causa do mês do jejum, porque não está a ser fácil correr”, disse, para avisar que findo período do jejum a cidade, a província e o país todo sentirá o calor e verdadeira presença da Nova Democracia.

Carvalho, apesar de ser uma das figuras mais visíveis e destacadas, disse que não é, até ao momento, delegado político daquela formação, mas não descarta a possibilidade de assumir a posição.

“Eu não sou delegado, mas sim fui encarregue a organizar o processo todo a nível da província de Nampula. É importante salientar que ainda não temos delegado na província, mas o líder estava quase a indicar um delegado e eu aconselhei que espera-se, sob o risco de se indicar um mas, ainda cedo, e descobrir em curto espaço de tem outro melhor. Por enquanto, estou mais concentrado na mobilização”.

“Não estamos a entrar para brincadeira, vamos conquistar a victória”

Foi com Rachade que, pela primeira vez, o MDM elegeu três deputados para a Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Nampula.

Agora avisa que com o novo projecto político que assume, não haverá tempo para brincadeira, pois a intenção é de resgatar os municípios da província de Nampula, cuja gestão é partilhada pela RENAMO e FRELIMO, e colocar o seu líder Salomão Muchanga na substituição de Filipe Nyusi, na Presidência da República.

“Não estamos a entrar para brincadeiras, estamos a entrar para limpar o país. Todos os partidos, como sabe, cobiçam Nampula e nós estamos a dizer que não, o melhor partido para Nampula é a Nova Democracia”, disse.

Rachade Carvalho disse que o seu partido ficará mais reforçado com a realização do primeiro congresso que terá lugar no próximo ano na chamada capital do norte.

O novo reforço da Nova Democracia assegurou que arrasta consigo um número considerável de membros e seus admiradores, no Movimento Democrático de Moçambique, e garante apresentá-los publicamente numa conferência de imprensa a ter lugar brevemente. (Sitoi Lutxeque)

EISA defende que os partidos políticos não devem ser concebidos como empresas ou organizações particulares

Maputo (IKWELI) – O Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA) defende a necessidade de os partidos políticos não serem concebidos como empresas ou organizações particulares, uma vez que o seu último alcance é o bem público.

Na sua publicação denomina “Policy Brief”, do dia 27 de Abril corrente que reflecte sobre o financiamento político de partidos, o EISA deixa claro que em muitos casos, “não surpreende, por exemplo, o boom dos big men na esfera da governação local, mas também ao nível central, interessados em controlar as arenas do poder público como dispositivos de flexibilização dos seus negócios”, tanto que “os partidos extraparlamentares passam grande parte do tempo pouco animados e quase sem relevância no processo de governação. A tentativa de constituir plataformas extraparlamentares resultaram, muitas vezes, em fracasso”.

No mesmo documento assinado pelo Dr. Egídio Guambe, está claro que “os partidos políticos funcionam como vasos fechados e secretos, pelo de “apesar de o processo de democratização tender a se centrar no multipartidarismo, as dinâmicas dos parti- dos políticos são pouco conhecidas. É paradoxal que ao mesmo tempo que a democratização, grosso modo, equivale ao multipartidarismo, pouco se sabe sobre os partidos políticos, considerados actores fundamentais das democracias. Pouco se sabe sobre sua composição, sobre as dinâmicas de formação de suas elites, sobre as fissuras internas e, sobretudo, sobre o financiamento para a sua sustentabilidade e durabilidade ao longo do tempo”.

Uma vez que estes visam, ao fim de tudo, o alcance do poder público, segundo o mesmo documento, “os partidos são parte de instituições de interesse público e, por isso, todo cidadão tem o direito de exigir a transparência e integridade não só nos modos de seu funcionamento, bem como nos modos de gestão dos fundos público ou privados a eles concedidos”, considerando que “o regime jurídico dos partidos políticos moçambicanos, embora de forma ainda muito incipiente, define os partidos como sendo “[…] organizações de cidadãos constituídas com objectivo fundamental de participar democraticamente na vida política do país […]”. Este conceito é expressivo quanto à necessidade de difusão da actividade pública dos partidos políticos vis-à-vis o objectivo último de bem-estar da colectivi- dade, através da sua função de representação. Heuristicamente, o partido político, embora congregando um número de cidadãos juntos por uma visão comum ou por constelação de interesses, o seu objectivo de expressar-se sobre a vida pública ou, naturalmente, de dirigir os destinos de um país, fazem dele uma organização de interesse colectivo”.

É nestes termos que o EISA considera que “o financiamento dos partidos não deve ser considerado um simples acto relativo ao financiador e ao partido, mas deve ser objecto de monitoria e controlo público. O legislador moçambicano define o financiamento aos partidos políticos sob o prisma público, ou seja, na base de fundos públicos e igualmente de origem privada. No entanto, seja fundo de base privada, seja fundo público, são todos elementos de declaração às entidades publicas”.

Contudo, é da opinião do EISA que em prol da transparência no financiamento dos partidos políticos, “a transição dos regimes de partido único ao multipartidarismo não pode ser tida como um processo progressivo que, uma vez alcançado, o novo regime implante-se de per si”, porque “há momentos em que, materialmente, os ditos regimes multipartidários são mais predominados por um único partido ou por poucos, pese embora a existência de uma multiplicidade de partidos políticos. Há, igualmente, recuos em termos de acção concreta resultante da existência de múltiplos partidos políticos”.

É ainda neste entender, e baseando-se nas realidades, que a análise considera que “um dos grandes desafios de afirmação da democracia em muitos contextos africanos está relacionado com a funcionalidade dos partidos políticos. Mesmo se o debate em volta destes tende a ser marginalizado, eles continuam sendo a matriz fundamental da gestão da vida colectiva nos regimes democráticos. O financiamento é apenas uma fórmula das tantas que podem ditar a melhoria da contribuição dos partidos políticos na edificação de Estados fortes”.

Por forma a melhorar o exercício democrático através dos partidos políticos, o EISA considera a necessidade da “melhoria do regime jurídicos de financiamento dos partidos políticos, reforçar os mecanismos de controlo de cumprimentos dos indicadores de transparência de fundo dos partidos políticos, mapear interesses dos financiadores dos parti- dos políticos e potenciais efeitos negativos sob gestão do Estado, financiamento das campanhas eleitorais mais estratégico e a realização auditorias sistémicas às finanças dos partidos políticos”. (Aunício da Silva)

Autarquia de Nampula adquire novo equipamento para a melhoria das vias de acesso

Nampula (IKWELI) – O Conselho Autárquico da cidade de Nampula, no norte do país, adquiriu um novo equipamento de construção, precisamente uma máquina Bulldozer, de modelo SD22, que vai facilitar a manutenção das vias de acesso na circunscrição.

Para o efeito, a edilidade investiu, do Fundo de Investimento Autárquico (FIA), o total de 15.000.000,00 (quinze milhões de meticais).

Importando alem fronteiras, a máquina foi recebida com pompa e circunstância, tendo sido exibida pelas artérias da autarquia, para a demonstração aos eleitores e outros curiosos.

A caravana da exibição do equipamento foi liderada pelo próprio edil, Paulo Vahanle, que no fim garantiu que a aquisição observou todos os procedimentos administrativos.

“Realmente nós, na cidade de Nampula, temos acompanhado nos bairros e diferentes pontos desta urbe, as reclamações dos nossos munícipes. Já estamos há mais de 40 anos que as nossas vias de acesso nunca serviram a atenção para serviços de manutenção, e desses levantamentos, chegamos a um acordo, que tinhas de fazer investimento dos quais, o mais importante é a aquisição de niveladoras, pá carregadoras e, finalmente, está Bulldozer que acaba de chegar, adquirimos já”, disse Paulo Vahanle, para depois acrescentar que “o concurso público foi lançado no ano passado, apesar de haver falácias de que nós não obedecemos as normas. Realmente, houve uma fase que era preciso adquirirmos o equipamento de forma urgente”.

Para Vahanle, “a máquina veio para responder as necessidades dos munícipes que reclamam pela não intervenção na reabilitação das vias de acesso na cidade de Nampula. A aquisição deste equipamento faz parte daquilo que é o nosso manifesto, aquando da campanha para assumir a presidência do município. O nosso desafio é tornar a cidade de Nampula cada vez mais limpa, porque quando se fala da limpeza, muitos vê o alcatrão e o lixo, mas há muitos elementos que intervêm para tornar a urbe limpa”.

Informações avançadas pelo presidente indicam que até este momento, a edilidade não possui de um pessoal técnico preparado para operacionalizar o Bulldozer SD22 adquirido. Contudo, “já lançamos os convites para que admitamos os melhores operadores. É verdade que havia um pessoal que trabalhou no tempo colonial, mas porque o equipamento é obsoleto, deixou de funcionar e, muitos dos operadores reformaram, não temos melhores técnicos neste momento para que possamos admitir”. (Texto: Esmeraldo Boquisse *Foto: Hermínio Raja)

Mety Gondola preocupado com o impacto da malária nos sectores de produção em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, disse que o governo anda preocupado com o impacto que a malária está tendo nos sectores de produção naquela circunscrição do norte do país.

Os sectores mais afectados, segundo a fonte, são os da economia e outros como são a educação, a saúde e o quadro geral de recursos humanos que põem em andamento a administração pública e não só.

Dados nacionais indicam que o país registou uma redução de casos de malária durante o primeiro trimestre do corrente ano, comparativamente ao igual período de 2020. Ao todo foram registados dois milhões e seiscentos mil casos, dos quais mais de 520 mil foram em Nampula, representando 20%.

“A nossa província, infelizmente, foi muito bem-dito aqui, que tem um grande peso ao nível da situação geral do país, 20% é um peso bastante elevado. A nossa província regista, infelizmente, altos níveis de pressão nos serviços de consulta interna, dos internamentos resultantes da malaria e um grande peso por parte dos óbitos resultantes da malaria”, disse Gondola, prosseguindo que “registar 31% de pressão sobre as consultas, 32% de internamentos e 2% de peso de óbitos deve nos chamar todos a reflectir, a repensar sobre os efeitos que a malaria está a ter ao nível da nossa província. Sobre o que de melhor já fizemos e consolidar, sobre o que devemos mudar na nossa abordagem”.

O dirigente reconhece os esforços que estão sendo empreendidos pelas diversas esferas da sociedade, destacadamente os profissionais da saúde para a redução dos casos da doença, mesmo reconhecendo que os esforços ainda não são suficientes.

“A malária vai nos afectando como província, vai tirando grande parte dos recursos que nós temos e que deveriam ser dedicados na construção do país que todos nós queremos do ponto de vista de afectação de recursos para áreas de desenvolvimento não especifica ligadas ao combate aos males que afectam o nosso funcionamento”, concluiu Mety Gondola.

A cidade de Nampula, capital da província mais populosa do país, acolheu nesta quarta-feira (28) o workshop provincial sobre a malária, juntando na mesma sala os actores que actuam nesta área. (Constantino Henriques)

PRM renova cometimento na sensibilização dos cidadãos para o cumprimento das medidas de prevenção da covid-19 em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (P.R.M), através do Comando provincial de Nampula, no norte do país, assegura que vai fazer cumprir as medidas de prevenção da pandemia da covid-19 nos locais de culto, casinos, entre outros estabelecimentos autorizados pelo Chefe do Estado, na última comunicação à nação no âmbito da situação de calamidade pública.

“As actividades desta equipe multissectorial irão continuar. O facto de serem autorizados a reabertura destes pontos não significa que as medidas de prevenção da covid-19 estão isentas nestes locais. Ainda que abertos ao público, haverá um trabalho a ser feito por estas instituições que fazem a monitoria desta pandemia para garantir que todas as medidas estabelecidas no âmbito da pandemia sejam observadas nestes pontos”, disse Zacarias Nacute, porta-voz do comando provincial da P.R.M quando questionado sobre a prontidão da corporação nos próximos 30 dias previstos pelo governo moçambicano.

Em relação ao esgotado período da situação de calamidade pública que vigorou por 21 dias, a medida do recolher obrigatório, segundo o porta-voz da corporação, não foi observada como o esperado na mais populosa província do país.

Para Zacarias Nacute, o cumprimento do decreto presidencial sobre o recolher obrigatório em Nampula não foi dos melhores dai que, apenas na semana finda, “foram recolhidos 150 cidadãos a nível da cidade de Nampula por não observar as medidas do recolher obrigatório das 22 horas às 04 horas. Estes indivíduos ficaram retidos nos nossos estabelecimentos até as 04 horas, e antes da sua retirada foram sensibilizados sobre a necessidade de observar estas medidas”.

“Infelizmente, nós esperávamos que nesta última semana o número de interpelados pudesse reduzir a zero, demonstrando assim uma compreensão desta medida que foi estabelecida para todas as capitais provinciais e que agora foi estendida para as outras vilas municipais com estatuto de cidade”, anotou a fonte policial.

Fazendo o balanço do nível de cumprimento, o porta-voz do comando provincial da Polícia da república de Moçambique referiu que “houve renitência por parte de alguns cidadãos interpelados pela semana, mas esperamos ainda que nesta segunda fase do recolher obrigatório, para o caso particular das cidades de Nampula e Nacala-Porto observam de forma escrupulosa a medida, porque só assim poderemos garantir a redução do índice de contaminação”. (Esmeraldo Boquisse)