Início Site Página 550

Vahanle campeão de violação das normas de prevenção da covid-19

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, no norte do país, tem se destacado na promoção de eventos que registam aglomerados populacionais acima do recomendado pelas autoridades de saúde nacionais no âmbito da prevenção e mitigação da covid-19.

Nos últimos meses, a edilidade tem vindo a inaugurar diversas infra-estruturas, incluindo o lançamento de primeira pedra de construção de outras, bem como a aquisição e celebração de novos meios de trabalho.

Recorrentemente, o Ikweli tem observado que para além dos aglomerados, medidas como o distanciamento físico de, pelo menos, um metro e meio não se tem observado, incluindo o uso de máscara e a higienização das mãos.

O evento mais recente foi a comemoração pela recepção de uma máquina Buldózer adquirida pela edilidade, cujo pico foi a procissão realizada nas avenidas da autarquia.

Figuras de praxe no governo autárquico da cidade de Nampula estavam em frente da marcha, cuja maioria não usava a máscara de protecção facial. Aqui destaca-se o chefe do gabinete do presidente do conselho autárquico de Nampula, Ossufo Ulane, que cantando e dançando na caminhada tinha a sua máscara debaixo do queixo.

No recinto onde funciona a Empresa Municipalizada de Saneamento de Nampula (EMUSANA), onde foi guardada a máquina, Vahanle, acompanhado de líderes tradicionais, sem máscara, prosseguiam livremente os objectivos da sua deslocação.

É importante notar que a edilidade de Nampula, muito pouco, tem dado atenção as campanhas de sensibilização para a prevenção da covid-19. (Redação)

Clube de Leitura: Uma revolução literária que nos chega de Angoche

Nampula (IKWELI) – Engana-se quem pensa que das comunidades costeiras apenas se espera o peixe e outros produtos do mar, incluindo mulheres bonitas e comida muito bem confeccionada, com interesse sobre a literatura quase sem expressão.

Lino Mukurruza, jovem professor do ensino médio, “abandonou” as benesses que uma capital provincial pode dar, e rumou ao distrito costeiro de Angoche para exercer a mesma actividade na Escola Secundaria Hamdan Bin Rashid.

Poeta de grande gabarito não pode “sossegar” nas terras de Amina…, a então esposa de Kaúlza de Arriaga e montou um Clube de Leitura, de onde são promovidos e o hábito e o gosto pela leitura no seio dos adolescentes e jovens.

Ainda no meio desta pandemia que, desde o ano passado, fustiga o mundo, o Clube de Leitura de Angoche realizou entre os dias 20 a 23 de Abril corrente a “Semana de Livro de Angoche”.

Esta iniciativa que vai ganhando corpo, contribui na outra identidade de Angoche, tirando o velho Ínguri e as belas Ilhas daquele distrito costeiro.

No evento participaram, para além das escolas secundárias de Angoche, Ínguri, 25 de Setembro e Hamdan Bin Rashid e as primárias e completas do Bairro Central, Parapato e Ínguri, outras entidades de ensino privado.

“A semana de livro de Angoche é umas das várias actividades que o Clube de Leitura realizou e vai continuar a realizar actividades que, intimamente, estão ligadas com o livro e saber relativo à leitura”, disse ao Ikweli Lino Mukurruza, mentor da iniciativa, prosseguindo que “realizamos estás actividades a pensar nos objetivos que pretendemos atingir”, que são “o gosto pelo livro e pela leitura deste; criar uma competitividade de leitura e da busca do livro no seio de alunos, estudantes e a sociedade de Angoche; criar um espaço de troca de ideias sobre formas de leitura e do que ler nos dias que correm; incentivar a leitura e estudo de que os escritores moçambicanos estejam a escrever; criar um espaço entre o futuro leitor e o futuro escritor moçambicano; encontrar caminhos para a valorização da obra como propriedade intelectual do autor e responsabilidade do leitor”, por isso “o Clube de Leitura de Angoche (CLA) tem desenvolvido diversas actividades”, como são o caso das “oficinas de livro, oficinas de leitura; recitais de poesia; exposições de livros; conversas sobre o livro e os autores; debates sobre a necessidade de leitura dentro e fora da escola – Etc”.

A nossa fonte esclarece que “os nossos colaboradores são os alunos da Escola Secundária Hamdan Bin Rashid de Angoche, tendo em conta que o Clube é parte ou propriedade da escola”, e que “o Clube foi criado em fevereiro de 2020 com o propósito de suprir as dificuldades que leitura e sobre a leitura que os alunos tem, sobre tudo nas aulas da disciplina de Língua Portuguesa. Hoje, o CLA, consegue resolver os problemas residuais dos alunos, problemas como: a compreensão do livro como uma obra de arte e como uma matéria para a sobrevivência do nosso dia ora dia”.

Por fim, Mukurruza avança que na “Semana de Livro de Angoche”, pelo menos, 3500 alunos participaram das exposições e debates sobre o livro realizados. (Aunício da Silva)

Detida tanzaniana que lidera garimpeiros ilegais no tráfico de rubis em Montepuez

Namanhumbir (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, no passado dia 22 de Abril, uma cidadã de nacionalidade tanzaniana acusada de liderar a rede de garimpeiros ilegais, que opera na área de concessão da Montepuez Ruby Mining (MRM).

Trata-se de Aisha Assumane, que residia, até à altura da sua detenção, na vila de Nanhupo, em Montepuez. Assumane foi detida na cidade de Montepuez.

A detenção de Assumane resulta do trabalho investigativo levado a cabo pelo SERNIC, na sequência da morte de dois garimpeiros ilegais, ocorrida a 02 de Abril corrente.

“A indiciada é apontada como uma das principais líderes da rede de garimpeiros ilegais em Montepuez e, igualmente, peça-chave no comércio ilegal de rubis”, refere um comunicado de imprensa distribuído pela assessoria de imprensa da MRM.

A mesma nota de imprensa esclarece que “a cidadã tanzaniana é acusada de chefiar o grupo do qual faziam parte os dois garimpeiros ilegais que perderam a vida na sequência do desabamento de uma mina artesanal na área de concessão da Montepuez Ruby Mining. Em vida, os garimpeiros ilegais respondiam pelos nomes de Beka Mariatabo e Ntchiquitchi Ligaga e eram ambos naturais de Cabo Delgado”.

“O número crescente de incidentes, ataques e fatalidades envolvendo mineiros ilegais na concessão da MRM é uma grande preocupação para a empresa e para as comunidades locais, cujas aldeias se encontram sob pressão, devido ao afluxo de mineiros ilegais de cidades distantes, províncias vizinhas e outros países. As práticas inseguras por parte dos mineiros ilegais, que são normalmente supervisionados ou coagidos por sindicatos de contrabando ilegal de pedras preciosas, financiados por comerciantes estrangeiros que operam na região, continuam a resultar na perda desnecessária de vidas humanas na região”, conclui o comunicado, cujo conteúdo estivemos a citar. (Redação)

Delegado da AQUA em Nampula indiciado de usurpar imóvel do extinto CDS – Zonas Urbanas na Ilha de Moçambique

Nampula (IKWELI) – A situação desastrosa da gestão da coisa pública, destacadamente património do estado, na delegação provincial da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA), em Nampula, continua em alta.

Uma investigação levada a cabo pelo Ikweli, constatou que um imóvel localizado em um prédio na parte continental da Ilha de Moçambique, que outrora pertenceu ao Centro de Desenvolvimento Sustentável para as Zonas Urbanas (CDS – Zonas Urbanas), foi usurpado por Egídio Armando, actual delegado da AQUA em Nampula.

Documentos em nossa posse indicam que a 11 de Setembro do ano 2017, o Egídio Armando, substituindo o director do CDS – Zonas Urbanas, solicitou ao Conselho Municipal da Cidade da Ilha de Moçambique a devolução do referido imóvel.

Nota de solicitação de devolução do imóvel

“Estando em uso pela Entidade onde V.Excia bem dirige, um imóvel pertencente ao CDZ-Zonas Urbanas, situado no Bairro Jempesse, estrada principal S/N°, 2° Bloco – Flat, 2°, com Registo Predial N° 437, Folhas 110, B/5/A, do dia 7 de Janeiro de 1998, conforme atestam os documentos em anexo”, começa a nota de solicitação de devolução do imóvel, prosseguindo que “sendo assim, vimos por meio desta solicitar a V. Excia a devolução do referido imóvel, dentro dum espaço de tempo razoável, de modo a permitir que o funcionário que actualmente ocupa o imóvel possa encontrar um outro alternativo para habitar”.

Com esta solicitação, a 2 de Janeiro de 2019, o imóvel foi entregue ao CDS-Zonas Urbanas, e da nota de entrega na posse do Ikweli pode se ler que “o Conselho Municipal da Cidade da Ilha de Moçambique, vem por meio desta fazer a entrega o imóvel pertencente ao CDS-Zonas Urbanas, situada no Bairro Jembesse,  S/N°, 2° Bloco – Flat, 2°, com Registo Predial N° 437, Folhas 110, B/5/A, do dia 7 de Janeiro de 1998”.

A nota da edilidade foi assinada pelo então autarca local, Saíde Abdurramane Amur Gimba, dias antes da tomada de posse do edil eleito pela lista da Renamo, o malogrado Gulamo Mamudo.

Nota de devolução do imóvel

Todavia, sucede que, actualmente, este imóvel não consta do registo de património da AQUA Nampula, entidade que herdou os activos e passivos do extinto CDS-Zonas Urbanas.

Nossas fontes na instituição contam que, aquando da visita de uma equipa da AQUA Central, o delegado Egídio Armando negou a existência de um imóvel na Ilha de Moçambique, tanto que não levou a equipa chefiada pelo director geral adjunto ao local.

Recentemente, a nossa equipa de reportagem esteve na Ilha de Moçambique e o guarda do imóvel garantiu-nos que “a casa é do boss Gito e está em Nampula”, incluindo que nos disse que “se querem passar noites aqui posso dar o número do boss para telefonarem para ele para usarem a casa”.

Tal como constatamos, a placa de identificação do património do estado foi retirada da casa, e que, segundo ouvimos, “esta casa foi muito bem reabilitada no final do ano passado”. (Redação)

Perdeu a vida o treinador que levou o Sporting de Nampula ao Moçambola em 2018

Nampula (IKWELI) – Morreu na última sexta-feira (23), na província de Maputo, o técnico português Rogério Marianni, vítima de doença, que até a data da sua morte assumia o comando técnico do Desportivo de Maputo.

A notícia da sua morte colheu de surpresa os moçambicanos, em particular os desportistas de Nampula, por onde em 2017 orientou o Sporting local tendo montado uma equipa que conquistou a extinta Divisão de Honra zona norte, título que permitiu o Sporting de Nampula a ascender no Moçambola de 2018.

“Partiu o mentor do sucesso do Sporting Clube de Nampula em 2018. Seguramente um dos melhores amigos que alguma vez fiz”, refere o presidente do Sporting de Nampula, Mussito Júnior na sua página oficial no Facebook.

“Tive o privilégio de ser amigo do mister Rogério Marianni que era um grande homem e uma grande pessoa, tinha uma humanidade impressionante e valores bem consolidados como humano”, acrescenta o presidente dos leões de Nampula, para quem caracteriza o mister Marianni, como “um homem de princípios e valores, de personalidade, amigo do amigo, um homem que fazia amigos com facilidade, de experiência”.

Aliás, para Mussito Júnior, “não é só o futebol que perde, é também a sociedade que perde alguém que defendia valores e princípios fundamentais para se ter uma sociedade sã”, reiterando a sua lamentação pelo inesperado desaparecimento físico de Rogério Marianni, para quem partilhava alguns momentos. “Estivemos ainda ontem numa conversa bem animada em vídeo call”, precisou.

Mussito Júnior termina a sua mensagem instando os desportistas a serem solidários para com a família do malogrado. “Em meu nome, na qualidade de Presidente do Sporting Clube de Nampula, dos sócios, adeptos, simpatizantes, funcionários e da Direcção do Sporting Clube de Nampula, da família do desporto em geral e do futebol em particular, unimo-nos neste momento em solidariedade à sua família e amigos a quem endereçamos as nossas mais sentidas condolências”.

Para os desportistas de Nampula, para além de passar pelo Sporting local, Rogério Marianni será eternamente recordado devido à sua maior entrega no desporto nacional, sobretudo na defesa dos interesses da classe dos treinadores do futebol. Aliás, Marianni foi um dos membros fundadores da recente agremiação desportiva, a Associação de Treinadores de Futebol de Moçambique (ATFM) e consequente criação da Associação dos Treinadores de Futebol de Nampula (ATFN).

“É sentimental ouvir que perdemos um treinador que contribuía para a evolução do nosso futebol, que trabalhava ajudando aqueles que são talentos a terem conhecimento sobre o futebol num país que temos poucos treinadores formados por isso, quando perdemos um treinador formado é perdermos mesmo um livro completo. É sentimental, meus sentimentos para a família, estamos de luto nós desportistas, especialmente todos da área de futebol onze”, disse Horasto Tomás, treinador de futebol.

Para Luís Benda, secretário técnico provincial de Nampula, “Marianni foi um indivíduo muito sensível na parte do desporto, era um promotor do desporto e nós precisamos esse tipo de pessoas, mas são as mesmas que estão a desaparecer, então, o desaparecimento do mister Marianni julgo que é um sentimento para todos desportistas”.

Por seu turno, Abdul Hanane, presidente da ATFN, disse que “a morte de Rogério Marianni é um balde de água fria. Eu quando recebi esta informação não acreditei que acabávamos de perder o Rogério Marianni, sinceramente. Quando vejo a notícia nas redes sociais eu parei, não acreditei e não sabia o que dizer, não é possível, ainda um dia anterior eu acabava de ver uma foto onde estava ele e Arnaldo Salvado, Director do Gabinete técnico da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e ele a dizer que tinha ido lá para algumas negociações com Salvado para a nossa ATFM (Associação de Treinadores de Futebol de Moçambique)”, referiu.

“O nosso amigo tinha muitas virtudes, era muito forte em termos de ideias, era muito criativo, era defensor dos treinadores de Moçambique, portanto, ele e o Salvado faziam uma parede, uma grande combinação e, efectivamente, estava a levar a bom bordo a nossa ATFM, ele era um verdadeiro impulsionador, perdemos, portanto, um obreiro, um companheiro. Sinto-me lisonjeado por ele ser o primeiro treinador que contratei para vir treinar o Benfica de Nampula. Era uma pessoa não polémica e não há dúvidas que Moçambique acaba de perder uma boa pessoa, um bom profissional”, salientou a fonte.

Segundo acrescentou Abdul Hanane, a morte de Marianni deve servir como um momento de reflexão, sobretudo para os jovens que anseiam em abraçar a profissão de treinador de futebol. “Ontem faleceu o Marianni e leva uma grande bagagem consigo, o Hanane está vivo, mas, amanhã o Hanane morre e vai levar toda bagagem consigo. Quando o Marianni estava vivo, talvez nós não quiséssemos aprender com ele. Agora, estou vivo, mas não querem aprender comigo só depois de eu morrer, vão recordar-se de mim, por isso jovens, aproveitem agora”.

Na sua última aparição pública, um dia antes da sua morte, Rogério Marianni usou as redes sociais para exortar aos desportistas moçambicanos, em particular os treinadores de futebol, que a união era a chave de sucesso da recém-criada ATFM.

“No dia de hoje (quinta feira 22 de Abril) fui recebido pelo Sr. Presidente da ATFM, Arnaldo Salvado, no âmbito do plano de trabalho da ATFM para organização e planificação para eleição dos novos corpos sociais da ATFM”, refere Marianni na sua conta pessoal do Facebook na qual avança que “ entre outros assuntos da ATFM, foi abordado nessa mesma reunião e a parte, algumas questões a nível pessoal e profissional que desde já agradeço os conselhos e orientações do Sr. Arnaldo Salvado pela sua disponibilidade. Juntos seremos sempre mais fortes, valorizar e dignificar o treinador Moçambicano”, refere um texto publicado às 12:05 da última quinta-feira (22) na rede social Facebook.

Apesar de não se saber as reais causas que precipitaram o desaparecimento físico de Rogério Marianni, três dias antes da sua morte, manifestou com seu descontentamento com aquilo que seriam maus sinais na sua actividade. “A vida e a profissão é que me mostraram que não deves confiar em quase ninguém e isso me deixa triste porque eu gosto de confiar nas pessoas e aprendi nos últimos tempos que há muitas poucas pessoas de confiança. E que grande parte delas são apenas sobreviventes e que para sobreviverem não se importam nada em deitar abaixo as outras pessoas mesmo que isso represente de quem nos rodeia e depende de nós também sofra. E isso dá-me pena, porque nós não devemos apenas sobreviver, nós devemos viver com a nossa integridade e valores”, refere Marianni na sua publicação online do dia 20 de Abril de 2021 pelas 18:07. (Constantino Henriques)

EUA e Moçambique celebram parceira para prevenir, tratar e eliminar a malária

Maputo (IKWELI) – Em reconhecimento do Dia Mundial de Combate à Malária, o Governo dos Estados Unidos da América (EUA) celebra os progressos realizados por Moçambique no combate a esta doença mortal, e renova o seu compromisso para apoiar os esforços do país que visam a sua eliminação de forma completa.

Um comunicado de imprensa enviado pela embaixada americana a partir de Maputo, refere que “hoje, como a atenção do mundo está voltada para a pandemia da COVID-19, este novo compromisso é ainda mais crítico para manter os nossos esforços colectivos no sentido de acabar com a malária para que, um dia, ninguém perca a vida por esta doença”.

“Neste Dia Mundial de Combate à Malária, reconhecemos os nossos êxitos na luta contra a malária e destacamos a responsabilidade que todos partilhamos para finalmente acabar com esta doença mortal”, disse o Embaixador dos E.U.A. para Moçambique, Dennis W. Hearne, citado no comunicado em referência, “prosseguindo que “juntos, o nosso trabalho resultou numa notável redução do número de mortes relacionadas com a malária”.

Desde 2007, segundo o comunicado, que o Governo dos E.U.A. investiu 386 milhões de dólares para apoiar os esforços de Moçambique no controlo da malária. “Esta parceria, de quase 15 anos, para acabar com a malária, tem produzido resultados concretos. Ela ajudou a aumentar a percentagem de crianças moçambicanas com menos de cinco anos de idade, que dormem debaixo das redes mosquiteiras tratadas com insecticida, de 7%, em 2007, para 73%, em 2018 e ajudou de igual forma a diminuir as taxas de mortalidade infantil em 37%” – lê-se na mesma nota, cujo conteúdo temos vindo a citar.

Por outro lado, a embaixada comunica que “em conjunto com o Fundo Global, o apoio do Governo dos E.U.A. também ajudou a expandir o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento da malária a nível nacional. Como resultado, o número de mortes por malária, comunicadas nos hospitais desde 2015, foi reduzido em cerca de 75%. Estas consideráveis tendências só são possíveis devido aos esforços conjuntos do Governo moçambicano, da sociedade civil, e dos parceiros internacionais”.

A Iniciativa de Luta contra a Malária do Presidente dos E.U.A. (PMI) – liderada pela Agência dos E.U.A. para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementada em conjunto com os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças dos E.U.A. (CDC) – estabeleceu uma parceria com o Programa Nacional de Controlo da Malária de Moçambique para fornecer ferramentas que salvam vidas a milhões de moçambicanos, incluindo redes mosquiteiras tratadas com insecticida, medicamentos de efeito-rápido, tratamentos preventivos e pulverização residual intra-domiciliar para um melhor controlo da malária.  Igualmente, o apoio do Governo dos E.U.A. ajudou a formar mais de 63 mil funcionários de saúde, implementar campanhas de educação baseadas na comunidade, desenvolver redes de controlo de doenças, equipar laboratórios e assegurar que os medicamentos e artigos médicos cheguem às comunidades que deles mais necessitam.

“O Governo dos E.U.A. também se sente orgulhoso de ter feito uma parceria com Moçambique e o Fundo Global para sustentar serviços essenciais de malária no meio da pandemia da COVID-19. Apesar dos desafios colocados pela pandemia, durante o último ano, o país continuou a fornecer serviços seguros e eficazes de malária – ao testar 19,5 milhões de pessoas contra a malária, distribuir 12 milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, em todo o país e implementar campanhas de pulverização residual intra-domiciliar, em cinco províncias”, precisa o comunicado, que reconhece que “apesar deste incrível progresso, muitos moçambicanos continuam a ser afectados pela malária – muitas crianças têm atraso escolar por estarem doentes com malária, muitos adultos faltam ao trabalho devido a esta doença e perdem assim rendimentos, e tragicamente, muitos moçambicanos perdem a vida todos os anos devido à malária”.

Igualmente, detalha o comunicado que “a ciência mostra que podemos vencer a malária e podemos vencê-la durante o nosso tempo de vida. Para vencê-la, precisamos mais do que cooperação governamental; precisamos de acção individual, a todos os níveis. Quer seja uma enfermeira a prestar cuidados, um líder religioso a orientar a sua comunidade, um empresário a apoiar os seus colaboradores, ou um indivíduo a tentar manter a sua família saudável, todos nós temos um papel a desempenhar para acabar com a malária.  Proteja-se a si e aos seus entes queridos contra a malária, defenda os esforços de controlo da malária na sua comunidade e informe o seu governo de que são necessários recursos financeiros e de saúde continuados para combater a malária”. (Redação)

Contribuição para apoiar deslocados de guerra: crise financeira aperta camaradas e viram “cacatas” em Nampula

Nampula (IKWELI) – Membros séniores da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência do país, contribuíram com apenas 6.124,00 (seis mil, cento e vinte e quatro meticais) para, alegadamente, apoiar aos deslocados internos de ataques terroristas de Cabo Delgado, abrigados na província de Nampula.

Tratou-se de uma contribuição “relâmpago”, havida nesta sexta-feira (23), no decurso da reunião/balanço do fim da visita de trabalho de Margarida Talapa, membro da Comissão Política e chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, que juntou cerca de 50 participantes entre chefes e chefes-adjuntos de assistências aos distritos, alguns directores provinciais, governador e secretário de Estado da província.

Durante a contribuição notou-se a “mão de vaca” de alguns participantes que, quando abordados frontalmente com uma equipa de peditórios, decidiu ignorar e virar as costas, merce a insistência e pressão do assistente de imprensa do Secretário do Estado de Nampula, Luís Massalo, que desempenhava, no momento, a função de mestre de cerimônia.

No final das contribuições forçadas, algo pouco comum nas reuniões da FRELIMO, as contas apontavam para 6.124.00 (seis mil, cento e vinte e quatro meticais), apresentadas ao público.

Margarida Talapa, membro da Comissão Política e chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, quando questionada pelo nosso repórter o propósito daquela contribuição, afirmou que a mesma trata-se de início de um movimento de campanha de angariação de donativos para solidariedade com as vítimas dos ataques terroristas de Cabo Delgado que será, brevemente, lançada na província de Nampula.

“Cada organização social da FRELIMO, neste caso a ACLIN, OMM e OJM, vai fazer angariação de meios para podermos fazer entregas aos nossos irmãos deslocados de guerra de Cabo Delgado”, disse.

Relativamente ao balanço da sua visita, efectuada entre 19 e 23 de Abril do ano em curso, Talapa avaliou de forma positiva pelo facto, de segundo ela, ter conseguido deixar mensagens apelativas sobre o combate ao terrorismo violento em Cabo Delgado, luta contra covid-19 entre outros. (Sitoi Lutxeque)

Autarca de Nampula condenado a 18 meses de prisão convertidos em multa

Nampula (IKWELI) – A 2ª Secção do Tribunal Judicial da cidade de Nampula decidiu por condenar o presidente da autarquia local, Paulo Vahanle, a 18 meses de prisão e 12 meses de multa a taxa diária de 200,00Mt (duzentos meticais).

A pena de prisão foi convertida em multa a taxa diária de 500,00Mt (quinhentos meticais), o que significa que Vahanle deverá pagar pouco mais de 350,000.00Mt (trezentos e cinquenta mil meticais) para escapar da privação da liberdade.

Esta condenação é resultado de se ter provado, em sede de julgamento, a prática do crime de abuso de cargo ou função, dentre vários de que o autarca e outros funcionários da edilidade eram acusados.

Quem, também, foi condenado são os co-arguidos Edite Maria Vasco da Cunha José, a “8 meses de prisão e 4 meses de multa a taxa diária de 200,00Mt pelo cometimento do crime de abuso de cargo ou função” e Rosário Afonso João Pequenino, a “5 meses de prisão e 1 de multa a taxa diária de 200,00Mt”.

Entretanto, segundo a sentença proferida pelo Juiz da Causa, Dr. Mahomed Khaled Varinda, todos os co-arguidos, nomeadamente Paulo Vahanle, Edite Vasco da Cunha José, Rosário Afonso João Pequenino, Reis Chande Muamudo e Alice da Conceição Mauindo, foram absolvidos da acusação “da prática dos crimes de peculato, peculato de uso, desvio de aplicação, fraude, pagamento de remunerações indevidas e violação de normas de execução do plano e orçamento”.

A saída da sala de julgamento, Paulo Vahanle, autarca condenado, disse que “eu estou no município de Nampula eleito pelos munícipes, com uma missão especifica para trabalhar para o município, construindo estradas, fazendo pontes, melhorando a vida dos munícipes e a recolha dos resíduos sólidos”.

O advogado de Vahanle, Saimone Macuiane, entende que “a sentença não foi justa, porque o nosso presidente do município não fez nenhum erro. Tudo o que ele está a fazer está a fazer em prol do desenvolvimento da nossa cidade de Nampula”, prosseguindo que “o presidente do município de Nampula está a fazer o melhor trabalho do que muitos outros presidentes dos municípios que tem problemas graves, mas estes são intocáveis, estes não são pronunciados”.

Por fim, o causídico concluiu que “a nossa justiça não está bem. Existem cidadãos nacionais com problemas que põem em causa o nosso país, mas esses nunca são chamados para o tribunal”. (Texto: Aunício da Silva *Foto: Hermínio Raja)

Recluso testa positivo para a covid-19 na Ilha de Moçambique

Nampula (IKWELI) – Um recluso testou positivo para a covid-19, e o caso foi notificado no dia 20 do corrente mês de Abril, no Estabelecimento Penitenciário Distrital da Ilha de Moçambique na província de Nampula.

De acordo com o Dr. Geraldino Avalinho, chefe do departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde de Nampula, o paciente não apresenta sintomatologia, e neste momento “encontra-se isolado seguindo o protocolo sanitário”.

Ao nível do Estabelecimento Penitenciário Regional Norte, a fonte assegurou que 22 (vinte e dois) reclusos que testaram positivo para o novo coronavírus encontram-se, totalmente, recuperados.

“O caso da penitenciária regional, já passam mais de vinte dias”, disse o Dr. Avalinho, assegurando que assim que foram testados, “propusemos que a direção encontra-se uma cela para isolar os reclusos, e agora não temos nenhum caso activo lá”. (Aunício da Silva)

STAE quer “tentar” corrigir erros do passado nas próximas eleições em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), instituição responsável na gestão técnica e administrativa dos pleitos eleitorais em Moçambique, reconhece algumas dificuldades do passado, a nível do maior círculo eleitoral do país, Nampula, e assegura que poderá melhorar a sua prestação técnica nas próximas eleições autárquicas previstas para 2023 e presidenciais e gerais de 2024 à escala nacional.

Em quase todos os pleitos eleitorais, desde a história do multipartidarismo, lembre-se, são frequentes avarias dos mobiles, erros nos cadernos eleitorais, reclamações de subsídio ao pessoal envolvido nos processos entre outros problemas que tem gerado revolta no seio dos cidadãos, organizações da sociedade civil e partidos políticos.

O chefe do departamento de Organização e Operações Eleitorais no STAE, a nível da província de Nampula, Rachide Cheia, falando a jornalistas, disse que a sua instituição está ciente dos problemas, mas assegurou, sem precisar entrar em detalhes, que nas próximas eleições passarão para história, uma vez que haverá preparações antecipadas para o efeito.

“Partindo das situações que os jornalistas notaram no processo passado, os problemas serão acautelados. Portanto, logo que estiverem marcadas as eleições as condições serão criadas [para o sucesso do processo eleitoral]”, garantiu o responsável.

Para o chefe do departamento de Organização e Operações Eleitorais, os únicos constrangimentos que poderão influenciar no processo preparativo das eleições serão as calamidades naturais, “que são inevitáveis, mas aquilo que diz respeito à preparação técnica do STAE acho que tudo será acautelado”.

Recorde-se que o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) celebrou no ano passado, a 21 de Abril, o 25º aniversário desde a sua criação, à luz do decreto 11/95 de 21 de Abril, mas as festividades ficaram adiadas, devido a pandemia da covid-19.

Entretanto, neste ano, para fazer face as celebrações do 26º aniversário, a instituição está a desencadear uma série de actividades com destaque para palestras internas e externas, e exposições que retratam os processos eleitorais em Moçambique.

Os 25 anos do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral celebram-se sob o lema “STAE 25 anos promovendo a cidadania e democracia”.

De acordo com Rachide Cheia, “ao longo dos 25 anos, o STAE passou por várias transformações estruturais e legais para melhor responder aos desafios impostos para o cumprimento da sua missão de organizar, executar e assegurar as actividades técnicas e administrativas dos recenseamentos e processos eleitorais”, explicou.

Aquele responsável reiterou que “para os próximos anos, espera-se os desafios inerentes às tecnologias de informação e comunicação, sobretudo na garantia da manutenção da integridade nos processos eleitorais”, concluiu. (Sitoi Lutxeque)