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Turito é o novo treinador do Ferroviário de Nacala

Nampula (IKWELI) – Artur Macassar, ou simplesmente mister Turito, como é conhecido na arena desportiva, é o novo treinador da equipa principal do Clube Ferroviário de Nacala, em substituição de Antero Cambaco que foi demitido, na semana passada, devido aos maus resultados na presente edição do Moçambola.

A missão do mister Turito no Ferroviário de Nacala é clara e precisa, reverter os maus resultados e a difícil época desportiva por que a equipa está passando.

Oficialmente, a direcção do clube ainda não se pronunciou, mas de fonte bem posicionada naquela agremiação desportiva, o Ikweli teve a confirmação, em exclusivo.

Segundo apuramos, o mister Turito Macassar será apresentado oficialmente aos sócios e aos simpatizantes do Ferroviário de Nacala nesta sexta-feira (02), acto que vai culminar com o início das suas funções como treinador principal, em pleno campo do bairro de Mathapue, na cidade de Nacala-Porto.

Até a data da sua contratação nos locomotivas de Nacala, Artur Macassar (49 anos de idade) era o técnico – adjunto de Nelson Santos no clube Ferroviário de Nampula. Ainda no Ferroviário de Nampula, Turito assumiu a equipa principal na qualidade de técnico interino momentos após demissão de Chaquir Bemat por, alegadamente, maus resultados.

Como treinador interino, Artur Macassar montou e introduziu uma nova filosofia na equipa, incutindo nos atletas a pautarem pelo futebol agressivo, sobretudo em momentos ofensivos, com vista a inversão da crise de maus resultados na presente edição do Moçambola.

Como resultado, ainda no Ferroviário de Nampula, nas três partidas que orientou, Turito conseguiu o primeiro empate, quebrando assim uma série de derrotas que se assistiam há, sensivelmente, cinco jornadas. Aliás, há quem defende que as últimas duas vitórias conseguidas pelo Ferroviário de Nampula resultam no trabalho de Artur Macassar, apesar da presença física do técnico português Nelson Santos, que acabava de assumir o comando técnico da agremiação.

“Reconhecemos o trabalho do mister Turito, não há duvidas que os últimos resultados positivos do Ferroviário de Nampula são dele, por isso a nossa aposta por ele. Ele é da casa e acreditamos que vai ter sucessos em Nacala”, disse a nossa fonte anónima.

Segundo apurou o Ikweli, outros nomes que estavam na mesa destaca-se Victor Matine, actual seleccionador nacional do futebol Feminino e o mister Zulu que nas épocas anteriores esteve a comandar os locomotivas da zona económica especial, mas que, no caso de Victor Matine não se mostrou disponível.

Volvidas 11 jornadas do Moçambola, o Ferroviário de Nacala é o 11º classificado com apenas 9 pontos. Na última jornada, a equipa sofreu a sua segunda pesada derrota do campeonato, desta feita diante do Ferroviário da Beira por 0-3, jogo disputado no Estádio 25 de Junho na cidade de Nampula.

Assim, a tarefa de Artur António Macassar Ligório Charamatane, de seu nome completo, é inverter o actual cenário do Ferroviário de Nacala com objectivo último de evitar a descida de divisão da colectividade do Moçambola.

Importa referir que este é o regresso de Turito na cidade de Nacala-Porto, depois da sua passagem em 2019 pelo Desportivo de Nacala, onde de vários feitos foi de ter projectado os jovens Salas e Taimo, actualmente no Ferroviário de Nampula. (Constantino Henriques)

Demissão de Cambaco ainda não salvou o Ferroviário de Nacala das derrotas

Nampula (IKWEILI) – O Ferroviário de Nacala perdeu, neste domingo (27), diante do Ferroviário da Beira por 0-3, em desafio da 11ª jornada do Moçambola 2021, disputado no Estádio 25 de Junho na Cidade de Nampula.

Trata-se da primeira derrota na era sem o técnico moçambicano Antero Cambaco, demitido esta semana por, alegadamente, maus resultados no seio dos locomotivas da considerada zona económica especial de Nacala. Aliás, o jogo deste domingo foi interinamente orientado pelo técnico Bento António Mate, adjunto de Cambaco.

Foi um Ferroviário de Nacala irreconhecível perante o homónimo de Chiveve, com uma defesa apática, e sectores sem sincronização. Foi, na verdade, o primeiro pior jogo que os nacalenses protagonizaram este ano em pleno Santuário do 25 de Junho, no bairro de Carrupeia.

Os golos que ditaram a vitória, humilhante, do Ferroviário da Beira foram apontados por Dayo no oitavo minuto da partida, Celso aos 16 minutos, e aos 63 minutos daquele confronto.

“Penso que este foi um jogo em que nós tivemos o domínio total e pesa por aquilo que foi o resultado, com todo respeito que eu tenho pelo Ferroviário de Nacala, eu penso que devíamos ter concretizado mais oportunidades, os rapazes comportaram-se muito bem, viemos fazer um jogo muito intenso, muita intensidade nos primeiros minutos e conseguimos marcar dois golos. Na segunda parte entramos mais fortes e conseguimos fazer o três a zero, podíamos fazer mais, mas não conseguimos concretizar”, analisou Akil Marcelino, treinador do Ferroviário da Beira.

Por seu turno, Bento António Mate, treinador interino do Ferroviário de Nacala, lamentou a derrota da sua agremiação. “Infelizmente, mais uma vez fizemos um bom jogo, mas enquanto cometemos aquele tipo de erros, vai ser muito difícil. A equipa teve uma boa iniciativa do jogo, mas cometemos erros infantis, mais uma vez”, disse a fonte para quem almeja bons momentos futuros.

Com este resultado, o Ferroviário de Nacala continua na 11ª posição da tabela classificativa com os anteriores 9 pontos.

Já no Ferroviário de Nampula, o técnico português, Nelson Santos, averbou a sua primeira derrota como treinador do Ferroviário de Nampula. O baptismo foi diante da União Desportiva de Songo, derrota por 1-0, partida a contar, também, para a 11ª ronda do Moçambola da presente temporada futebolística.

Outros jogos referentes a esta jornada produziram os seguintes resultados: Desportivo de Maputo 1-1 Incomáti de Xinavane, Liga Desportiva de Maputo 2-1 Matchedje de Mocuba, Associação Black Bulls 4-1Ferroviário de Lichinga, Textáfrica de Chimoio 0-0 Costa do Sol.

A equipa da Associação Black Bulls é líder destacado do Moçambola desta época com 29 pontos, seguido do Ferroviário da Beira com 25 pontos. O Matchedje de Mocuba é o último classificado da prova com 4 pontos. (Constantino Henriques)

Até 2030 40% de famílias serão transformadas em produtores comerciais por forma a aumentar as suas rendas

Nampula (IKWELI) – O sector agrário na província de Nampula pretende projectar cerca de 40% das famílias que, actualmente, praticam a agricultura de sobrevivência familiar e torná-las em produtores comerciais, nos próximos dez anos, com vista a melhoria das suas rendas.

Actualmente, estima-se que cerca de 90% das famílias residentes nesta que é considerada a província mais populosa de Moçambique dedicam-se a agricultura de sobrevivência cujos níveis de produção não têm sido animadores, o que faz com os índices de pobreza e a fome, também, continuem alarmante.

A intenção foi manifestada nesta terça-feira (22) por Jaime Chissico, Director dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas de Nampula, no decurso da reunião de validação do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA II).

“Quando olhamos a componente de aumento de produtividade, também, temos que olhar para as transformações que isto vai implicar para as famílias, porque temos que olhar para a agricultura como uma forma de transformar as vidas das pessoas. Sabemos que mais de 90% das famílias rurais dedicam-se a agricultura familiar de subsistência, queremos tirar essas famílias nesse nível de subsistência e levá-las ao nível de produtores comerciais que possam captar receitas a partir da agricultura”, fez saber Jaime Chissico.

O PEDSA II é um documento que ainda está na sua fase de elaboração, no qual constam, como propostas, dos vários intervenientes da sociedade, desde o sector público, privado, parceiros de cooperação, académicos, sobre os caminhos a serem seguidos para a inversão dos actuais níveis da agricultura moçambicana, nos próximos dez anos e será suportado pelo Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA)

“Esta é a segunda reunião na nossa província e, dizer que, está a decorrer em todo o país, porque em Março tivemos a primeira fase onde os intervenientes contribuíram com aquilo que são as suas ideias sobre o ponto de situação actual do sector agrário e aquilo que querem ver mudado no sector agrário em Moçambique”, contextualiza o Eng. Jaime Chissico.

Segundo a fonte que temos vindo a citar, umas das preocupações levantadas por parte dos envolvidos no processo referem-se a componente de produtividade que continua um desafio no sector agrário em Moçambique, a segurança alimentar e nutricional, infra-estruturas, vias de acesso, acesso de financiamento, entre outras e, “em função disso saíram oito capítulos de suporte desta estratégia e nesses ciclo de capítulos de suporte, olhamos a componente de acesso ao mercado, olhamos para a componente de gestão dos recursos naturais porque é preciso saber que produzirmos sim, mas é preciso preservarmos a questão do ambiente e os recursos que são esgotáveis. Muitas das vezes, olharmos para a questão de participação dos jovens na agricultura, geração de emprego através da agricultura, componentes transversais como a equidade de género, sobre como é que a mulher, também, pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura, sem nos esquecermos da questão das mudanças climáticas que é uma realidade”, refere o nosso interlocutor.

“Então, essa questão de acesso dos serviços agrários é crucial para que os produtores consigam aumentar, primeiro a sua produção, mas acima de tudo a produtividade e, se aumentamos a produtividade estamos a dizer que aumentamos a eficiência de produção, significa reduzir os custos de produção e isso é que vai tornar a nossa agricultura competitiva mas, acima de tudo precisamos torna-la mais atractiva para os jovens”, sublinhou Jaime Chissico, para quem “nós queremos, com esta política, garantir que todas as famílias tenham acesso ao alimento. Nós já temos a questão da disponibilidade de alimento, mas é preciso que haja acesso, então para isso é preciso melhorar o nível de eficiência de produção e é aí que nós poderemos aumentar o nível de produção para todos”.

Refira-se que o PEDSA II, validado recentemente na sua fase provincial, é constituído por sete pilares destacadamente, Produtividade agrária, Acesso ao mercado, Investimento agrário, Segurança alimentar e nutricional, Gestão de recursos naturais, Instituições agrárias, Equidade de género e engajamento de jovens, Mudanças climáticas e desastres naturais. (Constantino Henriques)

ND exige uma nova independência para resgatar a solidariedade, unidade e consciência da mudança

Nampula (IKWELI) – O partido Nova Democracia (ND), por ocasião das comemorações do dia da independência nacional, 25 de Junho, exige que uma nova independência para resgatar a solidariedade, unidade e consciência de mudança seja construída.

“Quarenta e seis anos depois da tão ansiada independência, o país, vê-se mergulhado em uma crise sem precedentes, com desgaste do tecido social, guerras cíclicas internas, invasão de grupos armados com objectivos obscuros e associado a isso, a falta de transparência na gestão da coisa pública, a corrupção desenfreada, e a contratação ilegal de dívidas em agiotas internacionais”, caracteriza o ND a situação em que o país se encontra, prosseguindo que “mergulhado o país na gritante crise económica, a situação assistencial têm sido preterida pelo governo do dia colocando milhões de moçambicanos, mulheres e homens, de todo o país em situação de vulnerabilidade, sendo que a situação se torna ainda mais gravosa quanto mais ao norte e ao interior nos dirigimos”.

Para o partido liderado por Salomão Muchanga, “neste momento de quase abandono e de violação sistemática por quem tem o dever de proteger, lançamos a semente para a consciencialização dos cidadãos, mulheres e homens, e sobretudo dos jovens, para que unidos, iniciemos a derradeira marcha para a libertação. Uma libertação que signifique robustez económica e combate ao despotismo, a corrupção, ao desvio da coisa pública, ao clientelismo, ao abuso do poder e a interferência partidária na governação, para que Moçambique se posicione no concerto das nações como um estado autogerido, prospero e forte”.

O ND reconhece que “o momento político e económico do nosso país é complexo e exige respostas igualmente complexas”, por isso “não podemos nos dar ao luxo de continuar seguindo sem futuro, sem horizonte e sem perspectivas”.

E só para avivar a mente do povo, a Nova Democracia recorda que “não existe uma rede de estradas transitáveis de Norte ao Sul e do Zumbo ao Índico e vice-versa; a rede de transportes é deficitária e retira a dignidade e o respeito dos cidadãos, mulheres e homens”.

Olhando para estes e outros problemas que o país enfrenta, a Nova Democracia defende que “é tempo de vencer e engajar a sociedade na construção de uma nova esperança por intermédio de uma Nova Democracia capaz de reverter o quadro penoso do povo moçambicano”, apelando para que “unamo-nos numa só voz, num só caminho, para que o nosso presente mude, e para que nas próximas ocasiões digamos NÃO em coro a qualquer proposta de governação com a finalidade única e exclusiva de manter e alimentar a dominação, a exploração e a perpetuação da pobreza das populações, a contento de uma elite governativa. (Redação)

Mais 436 novas pessoas testam positivo para a covid-19 nas últimas 24h em Moçambique

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 436 (quatrocentas e trinta e seis) pessoas testaram positivo para o novo coronavírus nas últimas 24h em todo o território moçambicano, de acordo com dados tornados públicos pelo Ministério da Saúde (MISAU).

A província de Nampula, a mais populosa do país, apenas registou um único caso positivo, de um total de 136 (cento e trinta e seis) amostras testadas no período em referência.

Zambézia, a vizinha província centro-norte, não registou nenhum caso positivo, enquanto que Niassa registou 25 novos casos positivos, de um total de 173 (cento e setenta e três) amostras testadas, e Cabo Delgado registou apenas um único caso positivo, de um total de 137 (cento e trinta e sete) amostras testadas.

“Nas últimas 24 horas, quatrocentos e trinta e seis (436) indivíduos testaram positivo para covid-19. Dos novos casos hoje reportados, quatrocentos e oito (408) são de nacionalidade moçambicana, quatro são estrangeiros e vinte e quatro são de nacionalidade ainda por identificar; duzentos e vinte e dois (222) do sexo feminino (50.9%) e duzentos e catorze (214) do sexo masculino (49.1%). Todos os novos casos resultam de transmissão local”, refere um comunicado de imprensa distribuído pelo MISAU no princípio desta noite.

Por outro lado, no mesmo comunicado, o MISAU lamenta “a notificação de cinco (5) óbitos em pacientes infectados pelo novo coronavírus, quatro (4) do sexo masculino e um (1) do sexo feminino, todos de nacionalidade moçambicana”. (Redação)

 

“Moçambique irá precisar de 10 mil novas Pequenas e Médias Empresas na Agricultura”, ministro Celso Correia

Maputo (IKWELI) – O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, desafiou o sector privado sobre a necessidade do aumento de Pequenas e Médias Empresas (PME) para o sector que dirige.

“Moçambique irá precisar de 10 mil novas Pequenas e Médias Empresas (PME´s) para fazer a diferença (no sector agrícola) nos próximos 10 anos”, disse o governante, intervindo no 1º Fórum de Negócios da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), onde criticou os bancos comerciais da região no sentido de que “o sistema financeiro que deveria sustentar a nossa economia está alheio ao sector da agricultura”.

Orador principal do painel sobre o agronegócio e cadeias de valor regionais, o ministro Correia afirmou que em Moçambique “não temos ainda sector privado na Agricultura”, não concordando, assim, “que tenhamos de esperar pelas forças do mercado até surgirem as PME´S, temos de conseguir identificar talentos, transferir conhecimento e dar acompanhamento pelo menos durante 5 anos”.

De acordo com o titular da Agricultura, “está comprovado que são estas as Pequenas e Médias Empresas agrícolas que, de certa forma, funcionam como gatilho da cadeia de valor, muito dificilmente iremos tirar alguém do conforto desta sala para ir até ao campo, mais fácil é encontrar uma rede de produção já instalada, que possa abastecer e fornecer alguns produtos nesta cadeia de valor”, e por isso lançou o repto “Moçambique irá precisar de 10 mil novas Pequenas e Médias Empresas  para fazer a diferença (no sector agrícola) nos próximos 10 anos”.

Celso Correia explicou a audiência de empresários nacionais e da região sobre que tipo de PME´s devem surgir para acabar com as importações de comida na SAD: “Nós, em Moçambique, chamamos a eles de PACE´s, um Pequeno Agricultor Comercial Emergente porque ainda não tem registo, não tem acesso a financiamento, não tem acesso a mercado, a estrada que liga a unidade dele ao mercado é deficitária, mas em torno dele tem mais de 200 pequenos produtores e ele tem a sua área de produção. Muito facilmente ele pode criar uma pequena unidade de negócio, e é o que nós estamos a tentar fazer”.

A fonte explicou ainda que o número de 10 mil PME’s é porque “em média, cada uma empresa destas factura entre 100 mil a 1 milhões de USD (dólares) por ano, com 50 a 100 hectares, se nós conseguirmos 10 mil estamos a falar de um crescimento de cerca de 10 biliões de dólares e o numero de empregos que gera por unidade, cerca de 2 a 3 por hectare, em termos de integração da agricultura familiar que é a matriz da nossa base produtiva, cada um deles pode de forma directa assistir 200 famílias, estamos a falar de 2 milhões no caso de Moçambique que passariam a beneficiar destas cadeias de valor”.

Antigo banqueiro, Correia criticou os bancos comerciais da Região Austral de África, apontando que “ganhamos consciência que o sistema financeiro que deveria sustentar a nossa economia está alheio ao sector da agricultura, eu como ministro da Agricultura e ex-membro deste sistema financeiro não posso criticar muito mas costumo dizer que o nosso sistema financeiro na região vive no futuro, mas no presente ainda está ausente daquilo que são as grandes preocupações da maioria da população da região. Mas não é justo pôr esta responsabilidade só nos responsáveis pelo sector financeiro, ao olhamos para os indicadores, no caso de Moçambique só 0,6 por cento é que tem acesso ao crédito, na região não temos estatística apurada, mas os números não devem andar muito longe disso”.

“Portanto temos um sector financeiro orientado para o consumo, serviços e até para a industrialização com razões óbvias, mas a lógica de desenvolvimento, em particular do sector agrário, deve ser profundamente reflectida”, demandou o ministro.

Pragmático, Celso Correia reconheceu que não há soluções mágicas para aumentar o crédito a Agricultura, “enquanto o sector financeiro não sentir benefícios mas ao mesmo tempo obrigado para se começar a movimentar para o país real ou para a economia real que é agrícola nós continuaremos a ter um sector financeiros que maioritariamente pega na poupança do povo e vai comprar Bilhetes do Tesouro na sua essência e empresta a meia dúzia de pessoas, este modelo não é sustentável, e este problema não é da agricultura é do modelo de desenvolvimento que cada nação escolhe”. (Aunício da Silva)

 

IMD quer mais mulheres na indústria extractiva em Moçambique

Nampula (IKWELI) – O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) defende a necessidade do maior envolvimento da mulher no sector da indústria extractiva no país, uma das áreas de forte influência económica da actualidade, com vista a eliminar o desequilíbrio de género que continua a caracterizar este sector laboral.

“O sector da indústria extractiva, de um modo geral, foi sempre tido como do domínio masculino, alegadamente, por se exigir um esforço físico do qual a mulher é suposta não possuir, aliado às barreiras sócio – culturais e a uma legislação que pouco estimulava a participação da mulher neste sector”, contextualizou Lourena Mazive, gestora de projectos do IMD.

O desejo de ver a mulher na dianteira, no sector mineiro em Moçambique, foi manifestado nesta terça-feira (22), na cidade de Nampula, no decurso de uma formação aos membros das Assembleias Provinciais da zona norte do país, evento promovido por aquela organização não-governamental.

“Os membros das Assembleias Provinciais são actores importantes no quadro da governação local porque, tendo o mandato de representar, fiscalizar e aprovar instrumentos de governação locais, podem exercer uma influência positiva, no sentido de proteger os direitos das raparigas e das mulheres no contexto de exploração dos recursos naturais em geral e na indústria extractiva em particular”, continuou Lourena Mazive.

A fonte recordou ainda que, apesar da desigualdade nas oportunidades, “as mulheres têm suportado a maioria dos custos económicos e sociais da indústria extractiva, tais como as perturbações familiares ou sociais, a degradação ambiental, e os reassentamentos causados pela exploração destes, devido à sua posição subordinada e à sua dependência económica em relação aos homens”, opinando que “com uma gestão inclusiva dos recursos naturais, com uma sensibilidade de igualdade de género, o país pode contribuir para a redução das desigualdades sócio  – económicos entre homens e mulheres levando o país a altos níveis de desenvolvimento sustentável”.

Por outro lado, Mazive reconhece que a falta de educação de qualidade e consequente falta de conhecimento, as barreiras sócio-culturais, contribuem na irreconhecível participação das mulheres no sector da indústria extractiva. Aliás, segundo a fonte, “parte dos desafios, podem ser reduzidos ou eliminados se se investir no desenvolvimento de capacidades”.

No seu discurso de abertura, Mety Gondola, secretário de Estado na Província de Nampula, também, disse ser um momento oportuno para discutir-se matérias ligadas com a equidade de género em todos sectores de actividade, pelo que congratulou a iniciativa levada a cabo por aquela agremiação.

“É uma oportunidade para discutir matéria tão relevante e prioritária para a nossa província, para o nosso crescimento e para as nossas famílias, em particular, tendo em conta o papel que a mulher desempenha neste processo. Não são poucas as vezes que nas nossas discussões fizemos menção o papel da mulher, da importância do papel crucial que a mulher desempenha na protecção e desenvolvimento das nossas famílias. Não são poucas as vezes que nós discutimos a vulnerabilidade à volta da mulher moçambicana e da nossa província, em particular, em razão da restrição das oportunidades em alguns dos sectores e é vivido, também, ao nível do sector da indústria extractiva”, salientou Mety Gondola. (Constantino Henriques)

EUA concede 30 milhões de dólares para o PMA fazer face à Insegurança Alimentar em Moçambique

Maputo (IKWELI) – O governo dos Estados Unidos da América (EUA), através da sua Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), concedeu 30 milhões de dólares ao Programa Mundial da Alimentação (PMA) para combater a insegurança alimentar nas comunidades afectadas pela violência contínua em Cabo Delgado e naquelas afectadas por desastres naturais nas províncias de Sofala e Manica.

Um comunicado de imprensa enviado a partir de Maputo, pela embaixada americana, refere que “o governo dos Estados Unidos é o maior doador do PMA em Moçambique, com um total de 130 milhões de dólares em contribuições desde 2018”.

“A 15 de Junho, o Embaixador dos E.U.A. em Moçambique, Dennis W. Hearne, e o Director Executivo do PMA, David Beasley, reuniram-se para discutir a parceria entre os E.U.A. e o PMA na abordagem das necessidades dos cerca de 800.000 deslocados internos em Moçambique e das suas comunidades de acolhimento”, lê-se no comunicado, citando o embaixador Dennis Hearne que “a situação humanitária no norte de Moçambique é preocupante”.

“O Governo dos E.U.A. continua empenhado em apoiar o governo de Moçambique e o povo moçambicano na resposta a esta complexa crise”, afirmou o diplomata, prosseguindo que “isto inclui ajudar as muitas famílias e comunidades moçambicanas que têm acolhido os seus vizinhos, deslocados das suas casas devido à violência em Cabo Delgado”.

Por seu turno, o Director Beasley disse que “estamos extremamente gratos por esta generosa contribuição e pelo apoio dos Estados Unidos aqui em Moçambique.  Através da ajuda do PMA para salvar vidas de famílias afectadas pelo conflito, estamos a plantar as sementes da paz.  Mas isto não é suficiente”.

“Temos de trabalhar mais em conjunto para assegurar a recuperação a longo prazo e o bem-estar das pessoas, ajudando-as a prosseguir e dando-lhes esperança de um futuro melhor”, disse a fonte.

O PMA irá utilizar a maior parte dos 30 milhões de dólares em novos financiamentos para fornecer assistência alimentar de emergência a 116.500 moçambicanos deslocados pela violência em Cabo Delgado, oferecer apoio nutricional a crianças deslocadas, donativos de alimentos e vales de alimentos a 7.600 refugiados.  O financiamento irá cobrir também a logística crítica, coordenação e apoio à gestão da informação do Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas (UNHAS), bem como assistência alimentar de emergência a mais de 30.000 moçambicanos afectados por ciclones nas províncias de Manica e Sofala.

Os programas de segurança alimentar são uma componente crítica da assistência mais ampla do Governo dos E.U.A. em Moçambique, destinada a satisfazer as necessidades imediatas das comunidades afectadas e a construir resiliência para futuras emergências.  Em estreita colaboração com o Governo da República de Moçambique, o Governo dos E.U.A. fornece mais de 500 milhões de dólares em assistência anual para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e da educação, promover a prosperidade económica, e apoiar o desenvolvimento global da nação. (Redação)

Mais de oitenta milhões de pessoas procuram refúgio no mundo

Nampula (IKWELI) – A Oficial de Protecção no Alto Comissariado das nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em Moçambique, Inês Castanheira Pinto, disse que até 2020, mais de 80.000.000 (oitenta milhões) de pessoas procuraram refúgio em todo o mundo, quer através de fronteiras ou mesmo no país de origem, por conta de vários fenómenos, com destaque para a guerra e perseguições.

Pinto falava no Centro de Refugiados de Maratane, o único na região austral de África, localizado na província de Nampula, no norte de Moçambique, pela passagem do dia 20 de Junho, dia dos refugiados.

Esta fonte considera, olhando para os dados, que este número representa o dobro do que se registava há décadas, facto que preocupa a instituições e outros actores da sociedade.

“Este dia serve para reconhecer as experiências difíceis e os desafios enfrentados por milhões de pessoas forçadas a fugir da violência e da perseguição. Serve ainda para ressaltar a importância da inclusão, a capacidade das pessoas refugiadas em contribuir para as comunidades que as acolhem e alertar para os deslocamentos forçados, não só em Moçambique, mas em todo o mundo”, anotou Inês Castanheira Pinto, acreditando que “com a ajuda das comunidades acolhedoras e a amabilidade dos países vizinhos as pessoas podem encontrar a força para curar e construir as suas vidas na normalidade”.

No entender daquela oficial de protecção do Alto Comissariado das Nações Unidas, não se deve perder o olhar porque cada número representa uma pessoa real, seja ela, rapariga, criança ou adulto, cuja vida foi condicionada por conflitos. No entanto, sob o lema, “Quando estamos juntos aprendemos e construímos uma comunidade melhor” celebra-se o Dia Mundial do Refugiado, onde com a ajuda das comunidades se pode construir um mundo melhor sem discriminação.

Apesar dos enormes desafios encontrados no dia-a-dia, Inês Castanheira Pinto dá a entender que os refugiados e alguns cidadãos deslocados internamente têm mostrado as suas forças e a sua resiliência, trabalhando como médicos e enfermeiros, desenvolvendo soluções de higiene inovadoras e mantendo as suas comunidades a funcionar e sempre protegidas e, exemplo disso, é o Centro de Refugiados de Maratane.

“Em 2020, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), continuou a insistir na inclusão das pessoas deslocadas à força, quer através das campanhas de vacinação da Covid-19, planos de ajuda económica, bem como na inclusão de projectos inovadores de educação. Apelamos a inclusão de todas as pessoas que se viram forçadas a serem deslocadas, nas nossas comunidades optamos de nos concentrarmos nos cuidados de saúde, educação e desporto, isto porque precisamos de combater a pandemia, por causa dos milhões de crianças cuja educação foi interrompida e finalmente, no desporto, em honra dos próximos jogos olímpicos e pelo poder que o desporto tem ultrapassado os obstáculos da língua e nacionalidade, pela sua capacidade de aproximar os povos”, explicou Inês Castanheira Pinto, terminado que “quando for dada uma oportunidade os refugiados continuaram sempre a contribuir para um mundo mais forte, mais seguro e vibrante. Maratane é exemplo disso”.

Entretanto…

Para alguns cidadãos naquela condição, ser refugiado é um desafio, a partir das razões que fazem com que as pessoas abandonem as suas terras de origem, o percurso para chegar a uma zona, os meios de ganhar a vida, bem como o pedido de asilo no território de chegada.

Hirwa Bruce, do distrito de Bukavu, província de Sud Kivu, na República Democrática de Congo é um dos mais refugiados entrevistados pelo Ikweli, que deixa cair lágrimas ao recordar dos momentos difíceis que passou para chegar a Moçambique, concretamente na província de Nampula. Ele contou-nos que testemunhou a morte de seus familiares protagonizada pelos terroristas, naquela região da África Austral.

“Eu fui capturado pelos malfeitores e fiquei no esconderijo deles há cerca de uma semana. Passados aqueles dias, eles mandaram-me buscar lenha porque achava que eu já estava conformado e poderia ficar com eles, então, foi daí que, pela graça de Deus, eu consegui escapar. Quando sai neste lugar, corri muito, tendo entrado em Dodoma e Dar-És-Salam, na Tanzânia, até chegar à província de Cabo Delgado”, contou o nosso entrevistado.

Ao Ikweli, Hirwa Bruce, de 35 anos de idade e solteiro, revelou que abandonou a sua terra de origem por motivos de guerra e tendo chegado a Moçambique no ano de 2013, depois de um percurso de um mês. Igualmente, a nossa fonte lembra que na altura trazia consigo 100 dólares, dinheiro que acabou ao longo da caminhada.

“Quando eu saí do Congo nem sabia qual era o meu destino, daí que quando cheguei na província de Nampula a polícia me acolheu e enviou-me ao Centro de Refugiados de Maratane, dado que em Cabo Delgado passei a maneira”, disse ele, para quem “quando cheguei em Maratane fui dado um documento que me permite circular”.

Bruce contou ainda que enfrenta uma grande dificuldade, uma vez que ele é requerente de asilo, mas que não está a ter resposta. Ademais, a falta de assistência médica, escassez de produtos alimentares, entre outros dificuldades condicionam a vida dos refugiados residentes no Centro de Maratane, razão pela qual alguns não sabem qual vai ser o futuro.

Outrossim, para o nosso entrevistado que frequentava o curso de Ciências de Educação é que “parece que a constituição moçambicana não acredita os refugiados entrar no ensino superior. Isso, também, nos preocupa bastante. No caso de concurso, por exemplo, uma das condições é ser cidadão de nacionalidade moçambicana, então não há espaço para nós os refugiados”.

“Eu sou agricultor, sempre que puder faço as minhas actividades, não quero roubar para ir à cadeia. Ainda mais, vivo com a esperança de um dia ter uma vida melhor cá em Moçambique ou mesmo na minha terra de origem. Da minha família todos os membros foram vítimas da guerra, eu apenas consegui escapar”, referiu Hirwa Bruce que almeja voltar a Bukavu, na República Democrática de Congo, quando os conflitos terminarem. (Esmeraldo Boquisse)

SERNIC “consegue” mais metanfetamina em Namutequeliua

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Direcção provincial de Nampula, apreendeu 30 (trinta) quilogramas de droga denominada metanfetamina, na residência de um cidadão que se presume que seja moçambicano, no bairro de Namutequeliua, posto administrativo de Muhala, na cidade de Nampula.

Trata-se da primeira apreensão de droga a ser registada na cidade capital provincial, decorrida no dia 19 de Junho em curso, no quarteirão número 7, unidade comunal de Namalate onde, de acordo com a porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, em Nampula, Enina Tsinine, foi graças a denúncias dos munícipes residentes naquela área de jurisdição que o facto criminoso chegou aos operativos da instituição.

“Tudo ocorreu na manhã do dia 19 do mês em curso, porque já vínhamos recebendo informações da existência de droga numa das residências desta zona, e fazendo o trabalho subsequente de investigação culminou com a indicação desta propriedade”, disse a fonte no local da apreensão, explicando que “a droga encontrava-se disfarçada em baldes plásticos e enterrada na residência do cidadão ora amonte”.

Segundo a porta-voz, o proprietário, junto do guarda da casa onde foi encontrada a droga colocaram-se em fuga no momento em que se aperceberam do trabalho que o SERNIC estava fazendo, tendo sido apreendido o estupefaciente e uma viatura do indiciado.

Enquanto isso, a porta-voz do SERNIC garante que a investigação está no seu percurso normal, no sentido de neutralizar os envolvidos no tráfico desta quantidade de droga, para a posterior responsabilização pelo acto cometido.

“O cidadão, ora fugitivo, é de nacionalidade moçambicana e o nome que até este momento temos é único, mas por questões de segurança naquilo que é o segredo da investigação não podemos partilhar, por enquanto”, anotou Tsinine, assegurando que “o cidadão vivia apenas com o seu guarda na residência e, pelas informações que recebemos por parte da população, esta era uma residência muito movimentada na calada da noite”.

Igualmente, Enina Tsinine deu a conhecer que para desenterrar a droga foi necessário o envolvimento dos vizinhos que acorreram ao local. (Esmeraldo Boquisse)