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PRM recolhe para as suas celas um agiota em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um jovem está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, indiciado da prática de agiotagem, actividade tida como ilegal no país.

Na manha desta quarta-feira (18), a corporação exibiu o suposto agiota nas instalações da 2ª Esquadra, no bairro de Muahivire, e a imprensa o mesmo declarou-se culpado pela prática, mas diz que estava em processo de legalização de uma empresa para prestação de serviços de crédito monetário.

“Fui solicitado por uma agente que pretendia fazer um empréstimo de 120,000.00Mt (cento e vinte mil meticais), e na sua posse ostentava uma viatura. Eu não sabia que era uma agente do Banco de Moçambique”, referiu o indiciado, prosseguindo que “no momento em que eu fui ao encontro dela para poder ver a viatura, eles me disseram que eu estava a fazer um trabalho ilegal”.

Arrependido, o jovem confessa que “na verdade, eu já vinha fazendo e estava no processo da legalização da minha empresa. Eu faço este trabalho há uns seis meses. Eu sabia que estava a incorrer a um crime, por isso estava no processo de legalização da minha empresa”.

Durante o período de seis meses que desenvolveu a actividade, o indiciado afirma ter feito um leque de, pelo menos, vinte clientes.

Para este caso, Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, disse que a operação que ditou a neutralização do indivíduo contou com a colaboração do Banco de Moçambique.

“O primeiro é um caso de agiotagem, onde este indivíduo foi neutralizado quando praticava a actividade de agiotagem sem a devida autorização por parte das entidades que legalizam este tipo de actividade. E num trabalho combinado entre a PRM e o Banco de Moçambique foi possível a neutralização do indivíduo e encaminhado a nossa subunidade para que seja responsabilizado”, assegurou a fonte policial.

Na mesma ocasião, a Polícia aproveitou apresentar um segundo suposto criminoso, o qual está sendo indiciado de roubo de produtos na empresa Kenmare, que se dedica a extracção de areias pesadas nos distritos de Larde e Moma.

“O segundo caso trata-se de um indivíduo integrante de uma quadrilha que vem subtraindo bens na empresa Kenmare. Desta vez este indivíduo foi neutralizado enquanto fazia o descarregamento de 4 tambores de duzentos litros de óleo e que posteriormente este produto seria colocado nos mercados nos nossos bairros, e que poderia colocar em causa a saúde pública e colocar em perigo as pessoas que manuseiam este produto sem a devida preparação”, esclareceu Zacarias Nacute.

Mas, este segundo indiciado nega o seu envolvimento na prática do crime de que está sendo indiciado, alegando que apenas estava a tentar ajudar a um amigo com o produto.

“Eu estou aqui por receber uma encomenda que vinha de um amigo. Óleo hidráulico que vem de Moma. Ele ligou para mim para eu receber a encomenda e depois ia me indicar onde eu ia deixar, então a descarregar estava a vir um agente da polícia”, esta é a narrativa do indiciado de roubo de óleo. (Texto: Aunício da Silva *Foto: Hermínio Raja)

Nas vésperas do dia da cidade: Namicopo populoso, criminoso e “abandonado”

Nampula (IKWELI) – O bairro de Namicopo, mais populoso do país, é conhecido ao nível de Nampula, e não só, por ser uma circunscrição que se identifica com a criminalidade, desrespeito ao poder estadual e ausência de serviços essências.

Segundo dados oficiais, em Namicopo vive cerca da metade dos mais de 700 mil habitantes da maior autarquia do norte de Moçambique, e é reparando a isso que uma equipa do Ikweli visitou o bairro, a fim de colher a situação que lá se vive nas vésperas do dia da cidade, que se assinala no próximo 22 do corrente mês.

Viver em Namicopo é sinónimo de “rejeição” na cidade, ainda que a tendência esteja a mudar nos últimos anos, mas é certo que o bairro continua violento, base de residência da maioria dos malfeitores da urbe, incluindo os maiores operadores de táxi de mota.

Mesmo diante de todos estes defeitos, aquele bairro é base de dois dos quatro autarcas que Nampula já experimentou, nomeadamente o actual edil, Paulo Vahanle, e o segundo na história das autarcizações no país, Castro Namuaca.

O problema da criminalidade

Namicopo é famoso por liderar e incubar os maiores malfeitores da cidade. A medida em que as técnicas e/ou formas de ganhar dinheiro vai evoluindo, também evolui o modus operandis do crime.

Nos últimos dias, com a proliferação da actividade de moto-táxi, também, aumenta a táctica de assalto na via publica a cidadãos, principalmente naquela circunscrição geográfica. Não se circula tranquilamente em Namicopo, pois pequena distracção os larápios, sempre conhecidos com os nativos, mas acobertados, surripiam os seus pertences.

Olhando pela sua dimensão, sobretudo os altos níveis da onda de criminalidade, o governo motivou-se a instalar, pelos menos, duas subunidades da Polícia da República de Moçambique (PRM), respectivamente a 3ª e a 5ª Esquadras.

A PRM em Nampula, entretanto, reconhece que Namicopo é o bairro mais agitado e com frequentes registos de casos criminais a nível urbe, mas o chefe das Relações Públicas da corporação a nível da província, Dércio Samuel, diz que a Polícia tem feito de tudo para garantir a segurança e tranquilidades públicas e assegura que continuará a manter ordem.

“Namicopo não é um país fora de Moçambique, temos envidado esforços na segurança pública para continuar a manter a tranquilidade, razão pela qual quase em todos os nossos balanços o bairro aparece nas estatísticas”, disse.

Transportes, combustíveis e vias de acesso

O transporte semi-colectivo de passageiros, vulgo “chapa-100”, opera de forma excepcional naquele bairro, tudo porque os preços são decididos pelos utentes.

Este serviço é prestado em dois troços, sendo um de perto de 4 quilómetros, até ao posto administrativo autárquico de Namicopo e o segundo ligando a rua Dom Manuel Vieira Pinto ao centro de Saúde de Namiepe, numa extensa quase igual.

Enquanto outros troços, regulares, na autarquia cobram 10,00mt (dez meticais), o troço que liga a conhecida zona do bispo para o posto administrativo de Namicopo aplica-se o valor de 5,00Mt.

Há anos quando se registou a última subida do preço do chapa-100, os operadores naquelas rotas tentaram, também, subir, mas os utentes decidiram por caminhar, ignorando aos transportadores, que mais tarde viram-se obrigados a reduzir os preços e ainda pedir favores aos utentes.

Sem nenhuma estação de abastecimento de combustíveis (bombas), os moradores encontrar a oportunidade de comercializar estes produtos, sobretudo a gasolina, cuja origem é duvidosa.

Na verdade, segundo constatamos, os moradores instalaram bombas de abastecimento em suas próprias residências, e os preços praticados são, definitivamente, mais baixos em relação aos aplicados oficialmente. A título de exemplo, o litro da gasolina custa a 60,00Mt (sessenta meticais).

A única via acessível de Namicopo é a Dom Manuel Vieira Pinto, que separa este bairro de Carrupeia, mas todo o resto, com o problema da erosão, a transitabilidade não é das melhores.

Com esta situação, os moradores convivem com poeiras, lamas e outros problemas causados pelas vias de acesso em avançado estado de degradação.

O comércio informal é a principal fonte de rendimentos dos moradores de Namicopo, cuja maioria decidiu, perante a inoperância da edilidade, abrir novos mercados mesmo nas ruas, dificultando o acesso a alguns pontos, bem como a circulação de pessoas e bens.

A rua Dom Manuel Vieira Pinto está invadida por mercados informais, incluindo os entroncamentos que a ligam com o interior do bairro.

Saúde, água e saneamento do meio  

No bairro de Namicopo existem dois centros de saúde. Trata-se do Centro de Saúde de Namicopo e de Namiepe, mas estes não recebem muitos pacientes, nos últimos tempos. As autoridades locais suspeitam que as medidas de restrições impostas e o medo de contracção do coronavírus sejam um dos maiores motivos.

A água potável continua sendo escassa em quase todos os 23 bairros que compõem a cidade de Nampula, e o de Namicopo é um deles que depara-se com o problema. Para contornar a crise, o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) disponibilizou tanques móveis para prover aquele recurso, mas as enchentes fazem com, sem demora, esgote a água.

À semelhança de tantos outros bairros da cidade, o lixo produzido localmente continua a ser o amigo de quem produz, por conta da morosidade na remoção, por parte das autoridades camarárias. (Sitoi Lutxeque)

Falso membro do SERNIC cai nas mãos da PRM em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um jovem dos seus 31 anos de idade, natural do distrito de Angoche, está desde semana finda nas celas da Polícia da República de Moçambique (PRM) indiciado de uso de falsas qualidade durante as suas incursões nas comunidades desta parcela moçambicana.

O referido indivíduo cuja identidade omitimos, fazia-se passar como sendo um agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para extorquir as pessoas, incluindo alguns membros da PRM através de falsas promessas. A neutralização, segundo apuramos, aconteceu no distrito de Ribáuè por onde encontrava-se para mais uma missão obscura.

“Este indivíduo alegava ser agente do SERNIC, provavelmente por ânimo de lucro e, após a tomada de conhecimento por parte da PRM e um trabalho conjunto com o SERNIC foi possível a neutralização deste indivíduo mesmo quando se fazia passar por agente do SERNIC”, disse Zacarias Nacute, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, no habitual briefing semanal havido nesta segunda-feira (16).

Nacute disse, entretanto, que os reais danos causados pelo indiciado ainda não foram apurados, mas “ainda estamos em processo de investigação, porque acreditamos que ele usava essas falsas qualidades por ânimo de lucro porque dirigia-se muito em estabelecimentos onde consumia-se bebidas alcoólicas e fazia-se passar por agente, e temos informação que o mesmo indivíduo alegava fornecer ajuda aos policiais em caso de alguma coisa tivesse acontecido em algum cidadão e em troca disso exigia algum valor às pessoas”, explicou Zacarias Nacute.

Segundo a versão do indiciado “eu estava num bar com polícias do SERNIC um deles vinha passeando comigo, mas não sabia que eram do SERNIC, então, um deles pagou cerveja e começamos a tomar, dali, em forma de agitação, tirei aquela conversa de que eu era alguém do SERNIC, nunca antes teria feito isso, era pela primeira vez, comecei a mentir que já trabalhei em Angoche como polícia, falei aquilo só para ganhar amizade, mais nada”, manobrou o indivíduo.

Na ocasião, a PRM em Nampula apresentou, também, quatro indivíduos que protagonizavam assaltos à residências de particulares em diferentes bairros do maior e mais importante centro urbano da região norte de Moçambique.

Concretamente, a referida quadrilha foi neutralizada na madrugada da última sexta-feira (13) quando intensificavam uma acção de arrombamento de porta de uma habitação localizada no bairro de Natikiri, na cidade de Nampula.

“Trata-se de indivíduos que se dedicavam em roubo em residências na calada da noite, e graças a uma denúncia feita a polícia foi possível inviabilizar a acção desses indivíduos no bairro de Natikiri quando tentavam, sem sucesso, roubar numa residência, e após perceberem da presença da polícia puseram-se em fuga, e através de investigação foi possível a neutralização de todos indivíduos que estiveram no momento a fazer a incursão no momento de roubou”, contextualizou Zacarias Nacute.

A imprensa, os quatro elementos confessaram o seu envolvimento no crime. Aliás, todos disseram não ser a primeira vez que intensificam acções de caça aos inocentes. “Estou aqui através do roubo, roubamos no Marrere expansão, mas ali não roubamos nada porque acabava de chegar a polícia”, disse um dos integrante da quadrilha, por sinal vendedor informar no mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula. (Constantino Henriques)

Antigos combatentes estão a gazetar vacinação contra a covid-19 em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado (CSPRE), na província de Nampula, queixa-se da fraca aderência dos antigos combatentes da luta de libertação nacional a campanha de vacinação conta a covid-19 naquele ponto do país.

A VI sessão deste órgão, realizada na última sexta-feira (13), discutiu com preocupação esta situação, numa altura em que este grupo faz parte dos vulneráveis a pandemia.

No cômputo geral, segundo dados partilhados na referida sessão, a campanha de vacinação está sendo aderida de forma massiva na mais populosa província do país, destacadamente por funcionários públicos.

“O segundo tema que foi desenvolvido tem a ver com a apresentação do informe sobre a Covid-19, sendo que, a província de Nampula conta, até a semana passada, com um cumulativo de 42.942 (quarenta e dois mil, novecentos e quarenta e dois) casos positivos, tendo ainda no momento, 402 (quatrocentos e dois) doentes internados e 28 (vinte e oito) óbitos. E olhando para a conjuntura global, há um nível de recuperação que é de 89,7% e precisamos de melhorar este nível”, informou Jaime Roberto Chissico, porta-voz da VI sessão do CSPRE em Nampula.

Todavia, quanto a vacinação “nós notamos uma grande procura na nossa província, dado que, até a semana passada já haviam sido vacinadas 107.117 (cento e sete mil, cento e dezassete) pessoas. Mas precisamos de reforçar aquilo que é a campanha no âmbito dos antigos combatentes, porque tem se verificado baixo nível de aderência destes nossos concidadãos”, revelou Jaime Roberto Chissico, que também é director do Serviço Provincial das Actividades Económicas em Nampula.

Na mesma abordagem, este director gaba-se pelo facto de Nampula estar na liderança dos números em termos de aderência a vacinação. A título de exemplo, segundo ele, é o distrito de Nacala, onde os cidadãos, sobretudo, os jovens operadores de moto-táxi estão a aderir com afluência a vacina, a fim de serem imunizados contra esta pandemia mundial.

Igualmente, “nós estamos satisfeitos com o nível de procura, dado que estamos a pedir reforço”, avançou, prosseguindo que “estamos atentos a questões que possam vir a ocorrer para perturbar o processo. Neste momento, há uma equipa constituída pelo Serviço Provincial da Saúde, como forma de colmatar qualquer situação”. (Esmeraldo Boquisse)

Sexta-feira 13: acidente de viação faz três óbitos em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos três pessoas perderam a vida em consequência de um aparatoso acidente de viação ocorrido na manhã da última sexta-feira (13), ao longo da Estrada Nacional Número 1 (EN1) na província de Nampula.

A viatura sinistrada era um semi-colectivo de passageiros que opera na rota cidade de Nampula – distrito de Murrupula, tendo feito, também, vários feridos graves.

O acidente foi do tipo despiste e capotamento, provocado por excesso de velocidade na zona de Nanrele, e a viatura do tipo minibus tem a chapa de inscrição AAC – 705 – CA.

“O carro saia da cidade de Nampula para o distrito de Murrupula, levando passageiros e bens, mas porque vinha com alta velocidade acabou capotando num dos troços porque o pneu rebentou. No local havia corpos sem vida, sem falar ainda de feridos que são vários, incluindo crianças”, contou ao Ikweli, Joaquim Ângelo, um dos sobreviventes do acidente.

Igualmente, Jorge de Castro, outro passageiro entrevistado contou a nossa equipa de reportagem que a viatura estava totalmente carregada, para além da lotação completa de ocupantes. Mas porque a condução e o destino, segundo considera a fonte, o mal aconteceu.

O nosso interlocutor deu a conhecer que o motorista da mesma, também, contraiu ferimentos graves e recebe assistência médica. No entanto, após o sinistro, as vítimas foram levadas de imediato ao Hospital Central de Nampula, onde se encontram a receber cuidados médicos. (Esmeraldo Boquisse)

Mais de 15.000 novos postos de empregos foram criados em Nampula durante o primeiro semestre

Nampula (IKWELI) – O governo da província de Nampula, no extremo norte de Moçambique, disse ter criado mais de quinze mil (15.000) novos postos de emprego para jovens de ambos sexos ao longo do primeiro semestre do ano em curso, em diferentes áreas de actividades.

O Desemprego continua sendo um dos desafios de Moçambique, em particular na província de Nampula. Os mais de 15 mil novos postos de emprego, segundo apuramos, representam um nível de cumprimento na ordem de 48 porcento em relação a meta prevista para o presente ano económico, que passa por tirar do desemprego mais de 31.500 jovens nesta que é considerada província mais populosa de Moçambique.

Os dados foram partilhados recentemente por Evaristo Veleta, director provincial da Juventude, Emprego e Desporto de Nampula. Segundo a fonte, o sector privado é que absorveu grosso número, sendo que o sector público conseguiu contratar 4.338 novos trabalhadores, com incidência para o ramo da agricultura.

“A nível da província, nós estamos com uma média de cerca de 15.062 empregos criados, e estamos também focados com a formação profissional, esse é um grande desafio e ao nível dos programas desenhados na Secretaria de Estado da Juventude temos vindo a ver os jovens da nossa província a se beneficiar dos kits de autoemprego. Para dizer que aquilo que incide sobre as preocupações dos jovens para a nossa província, penso que é um desafio e gradualmente vamos fazer face a isso”, frisou Evaristo Veleta.

“Portanto, temos hoje várias linhas de acção por parte do governo e a visão do jovem de ontem é diferente da visão de jovem de hoje. O jovem hoje clama pela falta de emprego, o jovem clama por acesso a habitação, acesso ao crédito e tudo isso está naquilo que é a política desenhada pelo próprio governo e, de forma gradual, o jovem vai fazendo parte dessas oportunidades que o governo tem estado a dar”, continuou o governante.

Evaristo Veleta disse acreditar que com o novo normal que o país vai conhecendo, muitos jovens da província de Nampula sejam empregados. “Portanto, em 2021 temos notado algumas empresas tanto do sector privado a recuperarem aquilo que é a base da sua economia e isto indica, naturalmente, a facilidade dos jovens retomarem para as suas posições que, nalgum momento, teriam perdido por força da pandemia da covid-19”, precisou a fonte.

Na ocasião, Evaristo Veleta reiterou o seu apelo aos jovens a apostarem nos cursos profissionalizantes com vista a reduzir a dependência ao Estado, através do auto – emprego. “Um dos grandes desafios que nós temos é a formação profissional, os jovens devem estar dotados de conhecimento para não estarem só a espera das oportunidades criadas pelo governo, mas que possuam ideias que vão galvanizar a geração de emprego para mitigar aquilo que são as necessidades pessoais ao nível do sector familiar e ao nível da sua comunidade”, disse a fonte.

Numa outra versão Veleta replicou o apelo a camada jovem de não aderirem as condutas que minam o desenvolvimento do país. Aliás, “a mensagem de encorajamento vai para aqueles jovens que estão a defender a pátria, na sequência da invasão dos terroristas em Cabo Delgado. Outrossim, os jovens são chamados a tudo fazer também na sensibilização da comunidade no âmbito da prevenção e mitigação dos efeitos da covid-19. Portanto, a mensagem de forma específica para os jovens da província de Nampula é que continuemos a desencorajar outros jovens para não se filiarem aqueles grupos que vão tirando vidas em Cabo Delgados também todos de mãos dadas vamos ao combate da pandemia da covid-19”. (Constantino Henriques)

Parto no Centro de Saúde de Namiepe? : Somente com 500 paus

Nampula (IKWELI) – Utentes da maternidade do Centro de Saúde de Namiepe, no populoso bairro de Namicopo, denunciam cobranças ilícitas perpetradas por técnicas do serviço de Saúde Materno Infantil (SMI) ali afectas.

Manuel Rodrigues, governador de Nampula, nas suas deslocações a unidade sanitárias e centros de saúde para acompanhar a prestação de serviços básicos deslocou-se àquele e os utentes não perderam a oportunidade de queixarem.

Segundo disseram ao governante, um parto custa até 500,00Mt (quinhentos meticais), e as enfermeiras só prestam assistência de receber este valor, caso contrário, a parturiente passa por maus bocados.

“Nós quando estamos grávidas é preciso guardar um dinheiro para pagar as parteiras no dia de parto, isso já é uma obrigação porque se não tem elas nos deixam na cama a sofrer e vão atender outras que tiraram dinheiro, e a pessoa com tanta dor, os acompanhantes devem tentar formas urgentes de ter aquele valor e pagar”, disse uma senhora durante a conversa.

Quando o governador questionou a representante da Maternidade daquele Centro de Saúde, Inês Fabião, sobre as cobranças, esta disse não ter conhecimento de tal prática, por parte das suas colegas, tendo garantido que “nunca recebi uma queixa de alguém que tenha sido cobrado algum valor para ser atendida”.

Na altura, Rodrigues frisou que as unidades sanitárias devem ser locais onde as pessoas encontram atendimento humanizado, e não um local onde os funcionários estão para humilhar a população que lá entra para obter cuidados médicos.

“Os profissionais de saúde devem se abster de exigir favores para assistência às populações, porque eles recebem para tal. À população, pedimos para que denunciem qualquer cobrança, porque só assim iremos corrigir este tipo de práticas”, disse Rodrigues.

Para além da cobrança na altura de parto, alguns utentes apresentaram como outra preocupação, a falta de sanitários públicos naquela unidade sanitária, incluindo água corrente para as pessoas usarem, no âmbito da prevenção da covid-19 e não só, morosidade no atendimento. (Alfredo Célia)

Polícia burlado por professor com promessa de multiplicarem dinheiro em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um professor em exercício na cidade de Nampula, no norte do país, está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), naquele ponto do país, indiciado de ter burlado um membro da corporação com a promessa de multiplicar dinheiro a favor da vítima.

O indiciado, detido nas celas do comando provincial da PRM, nega as acusações que pesam sobre si, e a imprensa disse desconhecer as razões da sua detenção, reivindicando que lhe, no mínimo, seja legalizada a prisão.

“Não sei porquê eu estou aqui, tanto que ainda não fui legalizado. A minha detenção é ilegal”, reivindica o indiciado.

Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, explica que os dois indivíduos são indiciado de burla, e “provavelmente falsificação de moeda”.

“O que se sabe é que um desses indivíduos, por sinal um professor, teria burlado dois indivíduos, um para dar emprego a uma sobrinha (em troca de 14.000,00Mt pagos em parcelas) e o segundo teria burlado a um agente das Forças de Defesa e Segurança no valor de 100.000,00Mt (cem mil meticais) com a promessa de multiplicar o dinheiro”, explicou Nacute sobre a operação fraudulenta.

A fonte prossegue que após o indiciado recolher dinheiro do seu colega (polícia) sumiu do mapa, o que concorreu para que o agente vítima o denunciasse e fosse procurado pela polícia.

Nacute conclui que, ainda, estão em curso acções no sentido de neutralizar outros membros do grupo. (Aunício da Silva)

Reduz escassez de frango na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – A crise de frango com que a cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, vinha se debatendo nos últimos meses começa a reduzir com o incremento da produção e disponibilidade de pintos.

As empresas do ramo avícola, incluindo as de criação familiar, foram afectadas de forma considerável pela pandemia da covid-19, o que ditou a redução da produção.

Segundo apurou o Ikweli junto dos criadores, nos últimos meses havia uma demanda sobre pintos, mas o mercado não oferecia o suficiente, a alternativa eram outros mercados fora da região, o que dificultava os criadores.

“No tempo em referência [há 4 meses], chegava-se a ficar dois (2) meses sem receber os pintos, num número reduzido que partia de 200 a 300 pintos por cada encomenda”, conta a criadora doméstica Leia Abunda, prosseguindo que “neste momento, a situação está normalizada”, e que já é possível comprar entre 500 a 1000 pintos sem restrição.

A falta de pintos fez com que alguns criadores desistissem do negócio, tal como sucedeu com o senhor Boaventura Bernardo, mas com o restabelecimento da situação teve de voltar. “Com a redução dos preços achei por bem voltar a abraçar o negócio, há motivos de ficar sem vender e muito menos criar”.

César Momade e Carlitos André são comerciantes de frango na cidade de Nampula, e apontam que depois da crise que afectou o mercado, a situação tende a normalizar-se, tanto que o stock tem respondido a demanda.

“O preço que era praticado anteriormente, já reduziu no mercado”, afirma Carlitos André, consubstanciando que “no tempo de escassez o frango chegou a ser vendido entre 300,00Mt (trezentos meticais) a 350,00Mt (trezentos e cinquenta meticais), o que preocupava os consumidores”.

Estes dois interlocutores apontam, com a estabilização do mercado, o preço tende a baixar, chegando a custar 250,00Mt (duzentos e cinquenta meticais) o frango. (Lino Victor)

“Ser jovem em Moçambique: Um acto de heroísmo!”, considera Salomão Muchanga, líder do ND

Maputo (IKWELI) – O líder do partido Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, considera que ser jovem em Moçambique é um acto de heroísmo pelo combate diário em prol de um país de progresso e justiça social.

Em mensagem alusiva ao dia internacional da Juventude, 12 de Agosto, Muchanga considera que “comemora-se este dia para reivindicar os direitos e activar o seu papel insubstituível de força propulsora da cidadania para mudança real, na construção de um presente melhor e se constituindo como precursores da Democracia enquanto fim prioritário do desenvolvimento”.

“Os jovens em Moçambique enfrentam um contexto já normalizado de violência e terrorismo, agudizado pela ovação imposta aos mitos e símbolos do regime, pela corrupção endémica, exclusão, precariedade, pobreza, clientelismo no acesso à oportunidades, marginalização, salários de fome que só fomentam desigualdades sociais e incertezas até nos cemitérios”, lê-se na mensagem do líder do ND distribuído a partir de Maputo.

Por outro lado, o político avança que “um presente muito difícil para um futuro desafiante num país depauperado pelo défice de políticas públicas inclusivas e por um regime insensível aos problemas da juventude, esta faixa etária muito confinada à uma perspectiva recreativa de governação ausente de alternativas económicas e sob fortes ameaças externas de dominação económica e militar por conta das riquezas do país”, pelo que “apesar de todos estes desafios, novas páginas se abrem na história do país com a Nova Democracia anunciando e mobilizando a juventude para que não desista de Moçambique pois está em construção uma nova chama de libertação e união para trazer esperança e dignidade à gerações inteiras”.

“É notável e preciosa a participação do(a)s jovens e das organizações juvenis no debate público Nacional sobre questões cadentes do país nos ambientes estudantis, religiosos e profissionais, presencialmente ou pelo uso das redes sociais, assim como pela invasão das ruas por manifestações e intervenções culturais pensando “fora da caixa” e partindo a mentalidade que lhes integra na lógica do sistema”, sublinha Salomão Muchanga, reafirmando que “concordamos com os jovens moçambicanos das zonas rurais, suburbanas e urbanas, distritos, vilas e cidades que o patriotismo está em fazer de Moçambique um país de paz, inclusão e justiça social livre da corrupção e pobreza extrema onde não prospere uma minoria cheia de tudo e uma maioria cheia de nada”.

“Reafirmamos a nossa mais profunda convicção de que Moçambique, terra onde os nossos antepassados nasceram e onde os nossos netos nascerão, terra de todos(as) nós, orgulhosos(as) de quem somos e de defender a Nação, em breve será um país forte, solidário e coeso com os jovens liderando processos de governação inclusiva”, refere o documento, garantindo que “engajar a juventude nos processos decisórios é prioridade para que os jovens possam usufruir da repartição justa da riqueza Nacional, ter uma educação de qualidade, emprego digno, habitação decente, acesso à tecnologias e liberdades democráticas radiantes”.

Por fim, Muchanga endereça uma saudação especial “aos jovens nas forças de defesa e segurança que com apoio externo, dia e noite, faça sol faça chuva não poupam esforços para a defesa da soberania e integridade territorial face aos inimigos de dentro e de fora, ora cobertos pelo terrorismo”. (Redação)