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PRM recolhe para as suas celas um agiota em Nampula

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Nampula (IKWELI) – Um jovem está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, indiciado da prática de agiotagem, actividade tida como ilegal no país.

Na manha desta quarta-feira (18), a corporação exibiu o suposto agiota nas instalações da 2ª Esquadra, no bairro de Muahivire, e a imprensa o mesmo declarou-se culpado pela prática, mas diz que estava em processo de legalização de uma empresa para prestação de serviços de crédito monetário.

“Fui solicitado por uma agente que pretendia fazer um empréstimo de 120,000.00Mt (cento e vinte mil meticais), e na sua posse ostentava uma viatura. Eu não sabia que era uma agente do Banco de Moçambique”, referiu o indiciado, prosseguindo que “no momento em que eu fui ao encontro dela para poder ver a viatura, eles me disseram que eu estava a fazer um trabalho ilegal”.

Arrependido, o jovem confessa que “na verdade, eu já vinha fazendo e estava no processo da legalização da minha empresa. Eu faço este trabalho há uns seis meses. Eu sabia que estava a incorrer a um crime, por isso estava no processo de legalização da minha empresa”.

Durante o período de seis meses que desenvolveu a actividade, o indiciado afirma ter feito um leque de, pelo menos, vinte clientes.

Para este caso, Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, disse que a operação que ditou a neutralização do indivíduo contou com a colaboração do Banco de Moçambique.

“O primeiro é um caso de agiotagem, onde este indivíduo foi neutralizado quando praticava a actividade de agiotagem sem a devida autorização por parte das entidades que legalizam este tipo de actividade. E num trabalho combinado entre a PRM e o Banco de Moçambique foi possível a neutralização do indivíduo e encaminhado a nossa subunidade para que seja responsabilizado”, assegurou a fonte policial.

Na mesma ocasião, a Polícia aproveitou apresentar um segundo suposto criminoso, o qual está sendo indiciado de roubo de produtos na empresa Kenmare, que se dedica a extracção de areias pesadas nos distritos de Larde e Moma.

“O segundo caso trata-se de um indivíduo integrante de uma quadrilha que vem subtraindo bens na empresa Kenmare. Desta vez este indivíduo foi neutralizado enquanto fazia o descarregamento de 4 tambores de duzentos litros de óleo e que posteriormente este produto seria colocado nos mercados nos nossos bairros, e que poderia colocar em causa a saúde pública e colocar em perigo as pessoas que manuseiam este produto sem a devida preparação”, esclareceu Zacarias Nacute.

Mas, este segundo indiciado nega o seu envolvimento na prática do crime de que está sendo indiciado, alegando que apenas estava a tentar ajudar a um amigo com o produto.

“Eu estou aqui por receber uma encomenda que vinha de um amigo. Óleo hidráulico que vem de Moma. Ele ligou para mim para eu receber a encomenda e depois ia me indicar onde eu ia deixar, então a descarregar estava a vir um agente da polícia”, esta é a narrativa do indiciado de roubo de óleo. (Texto: Aunício da Silva *Foto: Hermínio Raja)