Parto no Centro de Saúde de Namiepe? : Somente com 500 paus

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Nampula (IKWELI) – Utentes da maternidade do Centro de Saúde de Namiepe, no populoso bairro de Namicopo, denunciam cobranças ilícitas perpetradas por técnicas do serviço de Saúde Materno Infantil (SMI) ali afectas.

Manuel Rodrigues, governador de Nampula, nas suas deslocações a unidade sanitárias e centros de saúde para acompanhar a prestação de serviços básicos deslocou-se àquele e os utentes não perderam a oportunidade de queixarem.

Segundo disseram ao governante, um parto custa até 500,00Mt (quinhentos meticais), e as enfermeiras só prestam assistência de receber este valor, caso contrário, a parturiente passa por maus bocados.

“Nós quando estamos grávidas é preciso guardar um dinheiro para pagar as parteiras no dia de parto, isso já é uma obrigação porque se não tem elas nos deixam na cama a sofrer e vão atender outras que tiraram dinheiro, e a pessoa com tanta dor, os acompanhantes devem tentar formas urgentes de ter aquele valor e pagar”, disse uma senhora durante a conversa.

Quando o governador questionou a representante da Maternidade daquele Centro de Saúde, Inês Fabião, sobre as cobranças, esta disse não ter conhecimento de tal prática, por parte das suas colegas, tendo garantido que “nunca recebi uma queixa de alguém que tenha sido cobrado algum valor para ser atendida”.

Na altura, Rodrigues frisou que as unidades sanitárias devem ser locais onde as pessoas encontram atendimento humanizado, e não um local onde os funcionários estão para humilhar a população que lá entra para obter cuidados médicos.

“Os profissionais de saúde devem se abster de exigir favores para assistência às populações, porque eles recebem para tal. À população, pedimos para que denunciem qualquer cobrança, porque só assim iremos corrigir este tipo de práticas”, disse Rodrigues.

Para além da cobrança na altura de parto, alguns utentes apresentaram como outra preocupação, a falta de sanitários públicos naquela unidade sanitária, incluindo água corrente para as pessoas usarem, no âmbito da prevenção da covid-19 e não só, morosidade no atendimento. (Alfredo Célia)

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