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Pelo menos 5 crianças internadas no HCN por outras patologias testam positivo a covid-19 diariamente

Nampula (IKWELI) – Os profissionais de saúde afectos ao Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária da região norte de Moçambique, dizem estar preocupados com a frequência de crianças diagnosticadas positivamente com a covid-19 nos últimos tempos.

Segundo apuramos, diariamente são diagnosticadas uma média de cinco crianças com a covid-19, ao nível do Hospital Central de Nampula. Aliás, o que mais preocupa aos profissionais de saúde é o facto de que os casos positivos envolvem crianças em regime de internamento nas enfermarias daquela unidade sanitária mesmo que no tempo da sua admissão eram tidas como negativas a pandemia viral.

Supõe-se que seja a causa principal da origem dos crescentes casos envolvendo pacientes em regime de internamento, particularmente as crianças, a visita desregrada por parte dos familiares estes que durante muito tempo ficam, inclusive, aglomerados no portão que dá acesso ao hospital.

“Felizmente, os casos positivos que têm aparecido, muitas das vezes as crianças vêm por uma certa doença, mas com as visitas que crianças recebem dos tios, pais, avós, acabam depois de três a quatro dias tendo manifestações e diagnosticadas positivas tanto a criança como a mãe, felizmente a criança num estado assintomático e, aqueles que tem a sintomatologia é uma sintomatologia leve”, disse Dalva Khossa, porta-voz do Hospital Central de Nampula.

“Temos tido em média de casos três, quatro a cinco crianças e isso é preocupante sim. Claro que a criança não transmite, mas os pais desses positivos devem tomar mais cautelas e cumprir com rigorosidade as medidas de prevenção”, acrescentou a cirurgiã.

No tocante a aglomeração que voltou a se assistir nas imediações do HCN, Dalva Khossa insta as autoridades municipais de Nampula no sentido de colaborarem para se evitar a enchente. Por outro lado, Khossa apelou aos familiares dos pacientes a respeitarem os horários das visitas estabelecidos por aquele estabelecimento.

“Nós temos constado muitas das vezes aglomerações no portão principal no horário das visitas dos nossos utentes, ou algumas vezes os nossos doentes acabam se deslocando ao portão. Aproveitar este momento, também, apelar ao município para ajudar-nos ou colaborar no controlo do pessoal que está a vender no portão, isto obriga com que haja aglomerados da população e faz com que a propagação do covid aumente”, referiu a fonte.

Segundo reiterou Dalva Khossa, “estamos a registar casos positivos em crianças na pediatria e pode estar associado ao aumento de aglomeração para as visitas nos nossos doentes apesar de esses casos em criança serem muitas vezes leves a moderada, mas as nossas práticas na prevenção e a nossa disciplina vai ajudar a combater esta doença”. (Constantino Henriques)

Parto humanizado à venda: “Paga-se para ter bebé no Hospital Central de Nampula”

Nampula (IKWELI) – Parturientes e seus familiares denunciam esquemas de cobranças ilícitas “forçadas” pelas parteiras, como forma de retribuir o seu esforço na assistência de serviço de partos, no Hospital Central de Nampula(HCN), a maior unidade sanitária do norte de Moçambique.

Este grito de socorro não é novo, mas, segundo apurou o Ikweli, actualmente, a situação tem vindo a ganhar contornos arrepiantes e preocupantes, uma vez que as cobranças são feitas como se elas fossem oficiais.

No centro de Saúde de Namiepe, no bairro de Namicopo, parturientes e familiares, também, denunciaram ao governador de Nampula, Manuel Rodrigues praticas do género [ver edição 757 do Jornal Ikweli, PDF, de 13 de Agosto de 2021].

Na verdade, os serviços de parto, nas maternidades dos estabelecimentos hospitalares do sector público, são gratuitos. Mas, tal como apuramos, para ter acesso facilitado e urgente, no HCN, o valor estabelecido ilegalmente inicia com um mínimo de 500,00Mt (quinhentos meticais).

Segundo apurou o nosso jornal, as serventes (agentes de serviço) têm sido as intervenientes no processo de negociação e recebimento de valores monetários, através dos familiares das parturientes.

“Normalmente, todas as mulheres grávidas em momentos de gestação sabem, e há quem saia preparada, para portar um valor monetário, caso não a pessoa não é atendida perfeitamente; deixam-te a rebolar, com dores, e o seu atendimento rápido depende de alguma parteira de boa-fé que esteja a trabalhar no mesmo turno”, disse uma cidadã que não quis identificar-se.

Uma cidadã que, também, não quis ser identificada, alegadamente para não afectar negativamente no atendimento da sua cunhada, ora parturiente com bebé no berçário, confidenciou ao nosso jornal que o seu irmão tinha de entregar 500,00Mt a ela para intermediar o processo de atendimento personalizado, a sua esposa, na noite do sábado passado.

Entretanto, recentemente, o Ikweli questionara o director-geral, Cachimo Mulina, sobre as alegadas cobranças ilegais para o parto humanizado o qual disse não ter conhecido de casos do género, tendo encorajado denúncias.

“Maternidade não se paga. Estamos a ouvir falar, nós queremos que tragam-nos o indivíduo que disse que eu paguei para ter o parto, isso é o que nós queremos. Enquanto não chegarmos a isso, dizer, por exemplo, a minha irmã, minha mãe pagou tanto e a quem pagou para ter parto não teremos como resolver isso, e aí vocês estariam a contribuir para que saiamos desses problemas”, disse.

Recorde-se que as questões relacionadas com as cobranças ilícitas no Hospital Central de Nampula sempre são rejeitadas pela direção daquele estabelecimento hospital, mas entretanto, em princípios do mês passado três funcionários teriam sido detidos indiciados num esquema de venda de sangue. (Sitoi Lutxeque)

Nova Democracia lança alerta internacional sobre rapto de refugiados ruandeses em Moçambique

Maputo (IKWELI) – O partido Nova Democracia (ND) lançou, a partir de Maputo um alerta internacional sobre a crescente onda de rapto de refugiados ruandeses em Moçambique, aparentemente com cunho político.

Uma nota de imprensa emitida pelo ND aponta que “um pouco por todo o País, temos a presença de cidadãos Ruandeses que escolheram Moçambique como destino à luz da Convenção Internacional de proteção de refugiados ratificada pelo nosso País, condição legal para acolher e proteger pessoas que sofrem de deslocamento forçado, a recomeçar suas vidas”, não entendo assim esta onda de raptos.

Cronogramamente, o partido liderado por Salomão Muchanga afirma que “no dia 12 de Agosto corrente, as 15h 30min, BYIRINGIRO WELLARS, refugiado Ruandês e que é Secretário-Geral da Associação dos Ruandeses em Moçambique e seu irmão NIYONTEZE JEAN JACQUES foram raptados (em 22 minutos) no Bairro de Zimpeto na cidade de Maputo, tendo sido levados à Matola, mantidos na Esquadra Policial de T3 e libertados 24 horas depois, após forte intervenção da Comunidade Ruandesa junto do Governo”, e “no dia 23 de Agosto, faz 3 meses que o jornalista Ruandês NTAMUHANGA CASSIEN foi raptado em Nkanhaca e entregue a Embaixada do Ruanda em Maputo, não se sabendo até hoje o seu paradeiro e sem nenhum pronunciamento das Autoridades moçambicanas”.

“Os refugiados Ruandeses no País estão expostos à sua sorte e sofrendo graves atentados à sua condição de refugiados e inerente dignidade humana”, lê-se na mesma nota de imprensa, que prossegue afirmando que “a Nova Democracia, solidária com a comunidade Ruandesa em Moçambique, quer através deste alerta Internacional despertar ao País e ao mundo sobre a violação assistida dos Direitos Humanos com a cumplicidade das Autoridades moçambicanas, permitindo que cidadãos Ruandeses, com Estatuto de refugiados, sejam raptados ou extraditados extrajudicialmente para o País de origem onde seus direitos e integridade correm risco absoluto”, por isso que “ergue a sua voz de clamor em defesa do Estatuto de refugiados e o direito a vida em Moçambique”.

“Queremos lembrar e denunciar que o embaixador do Ruanda em Moçambique o senhor NIKOBISANZWE CLAUDE foi expulso da África do Sul em Março 2014, por perseguição a refugiados Ruandeses”, avança a mesma nota, cujo conteúdo temos vindo a citar, concluindo que “a Nova Democracia repudia com veemência e desprezo estes actos macabros e exige as Autoridades moçambicanas que se pronunciem a respeito dos raptos de 23 de Maio e 12 de Agosto”. (Redação)

Detidas duas professoras em Nampula por uso de certificados falsos

Nampula (IKWELI) – O Gabinete Provincial de Combate a Corrupção de Nampula (GPCCN) ordenou a detenção de duas professoras que ingressaram no aparelho do Estado mediante certificados falsos.

A recolha das duas educadoras para as celas da polícia teve lugar na última sexta-feira, e uma nota do GPCCN enviado a redacção do Ikweli aponta que “as detidas candidataram-se para o serviço de docência em 2016, na cidade de Nampula, com certificados, alegadamente, emitidos pelos Institutos Médios de Formação de Professores de Gaza, tendo sido contratadas, e, posteriormente, nomeadas”.

Dada a denúncia, segundo a mesma nota, “e feita a devida investigação, constatou-se que os documentos são falsos”, consubstanciando a prática de crimes de “falsificação de documentos, uso de documento falso e fraude”, todos previstos e punidos nos termos da legislação criminal vigente no país.

O mesmo documento esclarece, ainda, que foi aberto um processo com o número 62/0301/P/GPCCN/2021, estando em fase de instrução preparatória. (Redação)

De plantas nativas: Comunidade de Murrua estabelece viveiro comunitário

Angoche (IKWELI) – A comunidade de Murrua, no conselho autárquico de Angoche, no norte de Moçambique, acaba de estabelecer um viveiro para a produção de mudas de espécies nativas em extinção naquele ponto.

De acordo com Lopes Cocotela Vasco, líder daquela comunidade, até ao momento, pelo menos “já conseguimos produzir 4.000 (quatro mil) mudas de espécies nativas, e esperamos produzir até ao fim do ano 100.000 (cem mil) mudas e poder plantar todas elas”.

De acordo com esta fonte, a ideia principal era restaurar os ecossistemas e habitats destruído em consequência da acção do homem, por isso “toda a comunidade, com o apoio do nosso Comité de Recursos Naturais, está engajada em ver este projecto a prevalecer para sempre”.

O régulo Lopes está ciente que a actividade é desafiante, mas “mudar e tornar a nossa comunidade resiliente as mudanças climáticas é nossa responsabilidade”. (Redação)

Nampula conta com um novo plano estratégico provincial

Nampula (IKWELI) – O Conselho dos Serviços de Representação do Estado na província de Nampula, no norte do país, aprovou na sua última sessão ordinária, realizada na passada sexta-feira (20), o Plano Estratégico Provincial para os próximos dez anos (Nampula PEP2030).

Este é o segundo plano estratégico que a província dispõe, sendo que o primeiro (Nampula PEP 2020) com metas e projecções ambiciosas não teve bastante expressão. O mesmo documento deixou de ser orientador quando o então governador provincial, Filismino Tocoli, e o Secretário Permanente Provincial, Francisco Mucanheia, deixou de dirigir a mais populosa província do país.

O PEP2030 tem por objectivo garantir a estabilidade macro económica daquela circunscrição geográfica, onde a pobreza continua a fustigar os seus habitantes.

O referido documento, segundo apuramos servirá de base de planificação durante os próximos dez anos em concordância com remoto Plano Estratégico da Província (PEP2020).

“Foram analisadas todas as actividades que foram realizadas durante a implementação do PEP2020, olhamos para os constrangimentos desse documento e para a elaboração desse documento olhamos para todo sistema nacional de planificação começando pela agenda 2025, o plano quinquenal do governo em implementação, e usamos instrumentos anuais como sendo o PES e outros sectoriais”, disse Jaime Chissico, porta-voz da 7ª sessão do Conselho dos Serviços de Representação de Estado de Nampula.

Igualmente, para a elaboração do PEP2030, foram tidos em consideração os constrangimentos económicos, sociais, ambientais da província mais populosa de Moçambique.

Aliás, “fez-se uma análise dos pontos fortes, oportunidades, ameaças, e em função disso nós temos um objectivo geral desse PEP2030 que é garantir a estabilidade macro-económica contribuindo para a redução da pobreza, atracção de investimentos e a contribuição para o aumento de empregos”, sustentou Jaime Chissico, prosseguindo que “foi feita uma actualização tendo em conta o momento político que se vive agora com destaque para a componente de descentralização, olhamos para factores que contribuem para o sucesso, a questão da partilha da visão, olhar para a sociedade civil, o sector privado, as parcerias existentes tendo em conta o engajamento da comunidade nas acções de desenvolvimento”.

Para a implementação do PEP2030, em conformidade com Chissico, foram eleitos cinco pilares de desenvolvimento destacadamente, o pilar que garante o crescimento económico para a geração de riqueza, governação participativa, o desenvolvimento de infra-estruturas, compilar o quadro de desenvolvimento de capital humano e o pilar de gestão de recursos naturais e ambientais e, por sua vez, os referidos pilares estão estruturados em programas.

“Dizer que já estão preconizados os mecanismos para monitoria e avaliação na implementação deste programa que se pretende que para o seu lançamento obedeça aquilo que são as forças da sociedade de Nampula, estamos a falar da governação descentralizada, da representação do Estado, vamos trazer a sociedade civil, o sector privado com vista a criar estrutura de articulação entre os pilares”, precisou Jaime Chissico.

“Aqui ficou a recomendação de trabalharmos com todos ministérios envolvidos no sentido de que as políticas e planos estratégicos desses ministérios puderem articular-se muito bem com esse nosso plano estratégico da província de Nampula”, rematou a fonte. (Constantino Henriques)

ADIN entrega componente de formação à UniLúrio

Nampula (IKWELI) – A Universidade Lúrio (UniLúrio) passa a ser a entidade de referência para a formação de recursos humanos na região norte de Moçambique, no âmbito das acções desenvolvidas pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).

Com efeito, as duas instituições rubricaram um memorando de entendimento, com a vigência de cinco anos, na última sexta-feira (20), na cidade de Nampula.

De acordo com Leda Hugo, Reitora da UniLúrio, esta parceria vai impulsionar o desenvolvimento das actividades investigações científicas, extensão e desenvolvimento tecnológico de transferência de tecnologias, bem como a transformação de quadros.

“A parceria que estabelecemos, hoje, permitirá as nossas instituições responderem aos condicionalismos generalizado à crise socioeconómico, sobretudo, assegurar a funcionalidade das instituições e uma rápida resposta aos anseios das populações afectadas pelo terrorismo na província de Cabo Delgado”, disse a reitora, para quem “o nosso papel como universidade é participar no desenvolvimento dos recursos humanos, na integração técnica tecnológica dos projectos de desenvolvimento e na recuperação de recursos humanos dentro das nossas capacidades e sinergias”.

Igualmente, “a UniLúrio faz dos desafios da ADIN parte das suas responsabilidades. Haverá projectos. Até porque, há alguns projectos como a nossa Faculdade de Engenharia que está na cidade de Pemba, onde estamos envolvidos na implementação do projecto Mais Emprego e a nossa responsabilidade é participar na formação técnica e tecnológica para a integração de jovens moçambicanos em situação de vulnerabilidade para a aumentar a sua empregabilidade nos vários de desenvolvimento que estão em cursos em Cabo Delgado e nas regiões onde este desenvolvimento tem impacto”, explicou.

O Ikweli soube, no local, que a parceria entre a Universidade Lúrio e a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte vai abrir o espaço de oportunidades de formação e capacitações técnicas, bem como laboratoriais aos estudantes vulneráveis dos ataques terroristas de Cabo Delgado, e a criação de estágios e trabalhos de investigação nas áreas de interesse da ADIN e, nos campus da Universidade, criar-se um espaço de referência da agência.

“A UniLúrio, como qualquer instituição de formação superior, faz parte deste instrumento importante na vida das comunidades, no caso concreto da formação do homem. Nós falamos da necessidade de criação de emprego para jovens e o seu envolvimento nos processos de desenvolvimento, mas esses jovens precisam de serem formados e terem um conhecimento técnico-científico”, disse Armindo Ngunga, director da ADIN.

Para Armindo Ngunga, os desafios de reconstrução das zonas afectadas pelos ataques terroristas, entre outros aspectos que retardam o desenvolvimento no norte do país, podem ser resolvidos pelas instituições de ensino, razão pela qual, a importância de envolver a Universidade Lúrio neste horizonte.

Segundo Ngunga, “a ADIN precisa de levar a mesa assuntos que afectam a nossa população, nós identificamos, por exemplo, a questão de infra-estruturação das aldeias rurais, como sendo um dos aspectos muito importante. Por isso, uma parceria entre a ADIN e uma universidade como a UniLúrio é uma parceria muito natural, até porque a universidades precisam do espaço onde nós actuamos”. (Esmeraldo Boquisse)

 

Aos 65 anos da urbe: Autarca de Nampula promete melhorar o saneamento do meio nos bairros

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior autarquia do norte do país, assinalou ontem a passagem dos seus 65 anos de elevação à categoria, momento que o seu autarca, Paulo Vahanle, aproveitou para garantir que continuará a cumprir com as promessas que fez durante a campanha eleitoral.

Uma dessas promessas, segundo a fonte, passa pelo melhoramento do sistema de saneamento do meio nos bairros, entendendo que este tem sido o grande desafio da edilidade, sobretudo porque com o crescimento populacional ter-se observado a construção de habitações em locais desapropriados.

“Nós, nesta cidade, estamos a um bom ritmo”, disse Vahanle, reconhecendo que “é verdade, também, que estamos empenhados no saneamento do meio, apesar de faltar algumas questões a acertar nos bairros, mas acreditamos que nos próximos tempos vamos estabilizar isso, para além de que temos adquirido equipamentos diversos, desde tractores, camiões, pá niveladora, bulldozers e pá carregadora”.

Na ocasião, o autarca fez uma radiografia que tem vindo a fazer, tendo afirmado que “estamos em festa porque estamos num momento em que temos grandes realizações de infra-estruturas no nosso município. Posso falar da ponte na rua da França, a ponte de Marien Ngouabi, a ponte de Nicutha e melhoramento da sua via, a pavimentação da rua que liga Jamila a estrada de Muatala, a construção da rua que dá acesso ao hospital geral de Marrere, a rua que liga a escola secundária de Muatala, a do hospital militar, no pavilhão já fizemos a pavimentação das três ruas”.

Por outro lado, Paulo Vahanle diz que a edilidade que preside tem se dedicado na formação técnica e profissional de jovens da urbe. “Temos jovens a formar. Neste momento estamos a formar 100 jovens nos cursos de electricidade, serralharia e culinária”.

No cômputo de apelos e reclamações, Vahanle exige que as empresas públicas e privadas na urbe que desconta aos seus trabalhadores e funcionários o Imposto Pessoal Autárquico (IPA) canalizam a edilidade, incluindo exige que a empresa Electricidade de Moçambique faça a actualização da base de dados sobre as nossas ligações para que o conselho autárquico tenha o controlo da taxa de lixo cobrada na factura de energia.

Nestas celebrações, Paulo Vahanle elaborou ainda em torno do crónico problema do abastecimento de água potável na cidade, por isso prometeu quês “vamos fazer furos de água para abastecer as nossas comunidades”. (Redação)

Bancada da Frelimo na Assembleia Municipal rende-se à Vahanle pelas infra-estruturas construídas e as em obra

Nampula (IKWELI) – A bancada do partido Frelimo, maior força da oposição no Conselho Autárquico de Nampula, mostra-se preocupada sobre a proveniência dos fundos que a edilidade chefiada por Paulo Vahanle usa para a construção de infra-estruturas sociais, sobretudo as vias de acesso nesta parcela moçambicana.

Depois de uma estreia desastrosa de Paulo Vahanle, vindo da Renamo, na condução dos destinos da cidade de Nampula, actualmente com a categoria de terceira maior cidade de Moçambique, és que nos dias que correm tem apostado na construção e melhorias das condições das vias de acesso da urbe, o que de maneira paulatina remete aos munícipes a renascerem o sonho interrompido há quatro anos.

O desenvolvimento infra-estrutural, diga-se, que a cidade de Nampula tenta a espreitar nos últimos tempos tem sido acompanhado, inclusive por lamentação da edilidade, por alegada morosidade do governo central no processo de desembolso dos fundos para as autarquias, com principal enfoque para o Fundo de Compensação autárquica (FCA) e o Fundo de Investimento Autárquico (FIA).

Entretanto, na última terça – feira (17) durante a realização da terceira Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Nampula, os membros da bancada da Frelimo reconhecem o desenvolvimento do sector de infra-estruturas ao nível da urbe, mas mostraram-se preocupados sobre a origem do dinheiro que a edilidade usa para a concretização das obras.

“A nossa autarquia tem sido, nos últimos tempos, o palco de certas obras, o que é positivo, todavia gostaríamos de ter uma explicação detalhada sobre a proveniência dos fundos para a sua efectivação”, posicionou-se Chicochi Quintino, vice-chefe da bancada da Frelimo na Assembleia Municipal de Nampula, prosseguindo que “queremos, também, saber quem financia o projecto limpa Nampula e os respectivos montantes monetários, qual é o montante resultante do projecto Mundo e para que fins”.

Outra inquietação daquele jovem político está relacionada com a recente viagem efectuada pelo Presidente do Conselho Municipal, ao Brasil. “A bem pouco tempo o edil deslocou-se ao Brasil, porque não pediu a Assembleia para a sua deslocação como manda as regras? Pois o edil é uma figura pública e as suas ausências na autarquia devem ser, devidamente, autorizadas pela Assembleia Municipal, tanto mais agora, nos tempos da pandemia global da covid-19”, disse exigindo os frutos da viagem.

Chamado a se pronunciar a respeito dos assuntos arrolados pelo principal adversário, Paulo Vahanle disse que “qualquer casa tem seus segredos sobre como é que pode fazer esta e aquela actividade, então, desde que não digam que houve desvio. Mesmo aquele julgamento provaram que Vahanle não havia desviado nenhum fundo, portanto, é um segredo de governação por essa razão há partidos diferentes e cada um concorre consoante seus projectos de desenvolvimento autárquico da sua área e é por essa razão que nós dizíamos que conhecíamos a cidade de Nampula vamos fazer a nossa diferença mas vocês nunca concordaram nisso, tinham muita pressa de ver tudo resolvido num dia, não se surpreendam, nós não vamos passar o nosso segredo ao adversário”, anotou a fonte.

Sobre os resultados alcançados na viagem ao Brasil, Vahanle respondeu que “as experiências esperem um pouco porque ainda estamos a harmonizar tudo aquilo que é necessário, mas a verdade é que foi uma viagem que valeu a pena, aprendemos como servir o munícipe”. (Constantino Henriques)

Pesquisa de hidrocarbonetos em Angoche divide governo e sociedade civil

Nampula (IKWELI) – O ministério dos Recursos Minerais e Energias garante que os primeiros furos de pesquisa de petróleo e gás na bacia de Angoche, na província de Nampula, norte de Moçambique, serão realizados no próximo ano.

Lembre-se que em Outubro de 2014, o Governo moçambicano lançou o 5º concurso de prospecção de hidrocarbonetos, com vista a desenvolver trabalhos de pesquisa em campos localizados nas áreas marítima da Bacia do Rovuma, no Delta do Rio Zambeze e na Bacia de Angoche, assim como na parte terrestre das áreas de Palmeiras e a volta de Pande-Temane, cujos contratos foram rubricados em 2018.

Passados quatro anos, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, anunciou, na sua deslocação recente a província de Nampula, que os primeiros furos de pesquisa de petróleo em Angoche serão para o próximo ano, apesar de algumas restrições de viagens, impostas pelo novo coronavírus, que afecta as empresas envolvidas.

“Os projectos de Angoche estão a correr, no âmbito dos contratos de concessão para prospecção e pesquisa, no período de 8 anos subdivido em vários sub-períodos, e as concessionárias estão a cumprir, com algum impacto negativo devido as restrições de viagens, decorrentes ao ambiente do covid-19. Mas nós esperamos que as actividades para a realização do primeiro furo decorram em 2022”, disse.

Os projectos da bacia de Angoche são liderados pela estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a petrolífera norte-americana Exxon Mobil.

Todavia, as organizações não-governamentais que operam nas áreas dos recursos naturais, no país, em particular na província de Nampula, continuam a desconfiar do “negócio” de pesquisa e prospecção de petróleo na bacia de Angoche. Tudo porque, segundo a Associação Nacional de Extensão Rural (AENA), uma das organizações, o governo liderado por Filipe Nyusi está a fazer tudo em silêncio e com pouca e /ou sem a participação das organizações da sociedade civil.

De acordo com o director executivo da AENA, Jordão Matimula Júnior, várias organizações, incluindo a sua, tomaram o conhecimento da potencialidade de petróleo, na bacia de Angoche, a partir da quinta ronda que se fez a nível do governo algumas empresas mineiras, nomeadamente ENH e Exxon Mobil, há quatro anos, sem no entanto haver alguma auscultação e toda informação era guardada a sete chaves.

“No ano passado iniciou um processo de consulta, por parte de uma empresa contactada pela ENH, para auscultar a sociedade civil, embora nós entendíamos que ao mesmo tempo que nos era auscultado decorria a prospecção do petróleo”, lamentou.

O director executivo da AENA considera que o governo está a ser precipitado no caso da bacia de Angoche, e diz que “é preciso esperar, claro que o processo de prospecção e pesquisa é de 5 a 10 anos. Temos experiência dos outros pontos do país, como Inhambane que começou desde 2004 com a exploração de gás de Pande-Temane e até hoje passados mais de dez anos, o que se vê? qual é o ganho que se encontra? Percebe-se que os donos do gás garanhão muito mais que as populações”, aconselhou.

O maior receio das organizações da sociedade civil, segundo Matimula, é o alastramento do terrorismo, que semeia lutos na província nortenha de Cabo Delgado, se alastre para toda a região de Angoche, por causa dos seus recursos associados a pobreza e desemprego que abraçam a população, principalmente os jovens.

“Não queremos que Angoche seja um novo palco de insurgentes em Moçambique. Note que os jovens que são recrutados para o extremismo violento são oriundos das regiões costeiras de Moçambique, sobretudo Memba, Ilha de Moçambique, Nacala, Nacala-a-velha e Angoche”, disse. (Sitoi Lutxeque)