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Inspecção-Geral da Administração Pública agita edilidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – Uma missão da Inspecção-Geral da Administração Pública (IPAG) encontra-se em serviço na autarquia de Nampula, uma actividade não, previamente, comunicado aos gestores da edilidade, facto que provocou alvoroço na instituição.

O executivo da maior autarquia do norte de Moçambique entende que a visita de trabalho é ilegal e com intenções políticas, ainda que a lei abra espaço para o trabalho do IGAP nas instituições abrangidas, sempre que necessário.

Esta alegacão da equipa de Paulo Vahanle é suportada, no entender deles, pelas afirmações feitas pelo vice-chefe da bancada do partido Frelimo, em uma das sessões da Assembleia Autárquica local, sobre a necessidade de a edilidade justificar a proveniência dos fundos aplicados nas obras construídas e em curso na circunscrição.

Ossufo Ulane, chefe do gabinete do edil de Nampula, classifica o acto de estranho e com ligações políticas, por não ter observado princípios legais. “Qualquer auditoria, seja relâmpago, tem de ter termos de referência, pelos quais a instituição responda as perguntas a partir dos termos de referências, mas o objecto pelo qual devia ser o caminho para a auditoria, que seria o termo de referência, recebemos sem o carimbo e sem nenhuma assinatura, oque trouxe essa desconfiança que acompanhou com as especulações vindo do partido FRELIMO”, disse.

O chefe do gabinete de Paulo Vahanle desconhece os objectivos da inspecção a edilidade, mas já suspeita o que se pretende com acção. “Nós tivemos, nos arredores, uma informação de que o principal objectivo dessa auditoria relâmpago é perceber a proveniência dos fundos com os quais o município de Nampula faz os seus trabalhos a nível da cidade em benefício do povo, mas se a preocupação da auditoria é essa, para nós, também, é preocupante que essa seja a preocupação, porque nós estamos preocupado com o povo. Na verdade, esse tipo de auditoria só pode fazer no partido RENAMO”, disse.

Contudo, Ulane disse que a edilidade vai colaborar e não teme neste processo. “Quem não deve não teme, nós não temos dúvidas em relação a estes fundos e estamos a trabalhar”, observou.

A fonte explicou como e onde o município encontra fundos para as realizações.  “O município de Nampula tem fundos de receitas próprias, têm equipas de fiscalização, pese embora os fundos centrais – de estrada e do Imposto Pessoal Autárquico (IPA) pagos pelos funcionários do município, não serem canalizados, mas nós temos nossas formas de cobrar as receitas. Portanto, o que nós temos mais forte é a gestão que é feita pelo partido RENAMO que é o dono da governação”, revelou.

Entretanto, os inspectores Inspeção Geral da Administração Publica (IGAP) não quiseram gravar a entrevista prometendo conceder ao fim do processo. Sem entrar em detalhes, uma fonte responsável da equipa dos inspectores disse a jornalistas tratar-se de uma inspeção normal que visa perceber o funcionamento da edilidade.

A fonte recordou que a legislação abre espaços para a realização de duas formas de inspeção, sendo a ordinária e extraordinária, e que esta última pode acontecer a qualquer momento sem aviso prévio e em função de denúncias ou não de algumas irregularidades. (Sitoi Lutxeque)

Avançado estado de degradação da via de acesso da barragem de Nampula preocupa utentes

Nampula (IKWELI) – Os utentes da via de acesso que liga a rua da Unidade e a barragem de Nampula, no norte de Moçambique, queixam-se do seu avançado estado de degradação, o que contribui na danificação dos meios ali utilizados para o transporte de pessoas e bens.

Operadores de transportes semi-colectivo de pessoas e bens, incluindo o táxi de mota, são os mais sacrificados e para atingir os bons de carregamento e descarregamento vêm-se obrigados a esquivar buracos.

Com uma extensão de mais de 10 quilómetros, a via fica localizada no bairro de Napipine, nos arredores da maior autarquia do norte do país, e liga, para além da barragem, o centro de saúde de Niarro, a escola secundária da Barragem, o Estabelecimento Penitenciário Regional Norte, incluindo unidades fabris privadas.

O dilema começa a ser visível ao deixar a Rua da Unidade que liga a da França, no desvio do chamado Cemitério Velho, no bairro de Napipine. Daquela parte para diante o que se vê são buracos provocados pelas águas que vazam das condutas, entre outros fenómenos, propiciando desta forma, de acordo com os utentes, a ocorrência de acidentes de viação envolvendo moto taxistas, automobilistas e o peão que circula naquela estrada.

“A situação da nossa estrada não é das melhores nesta zona. Como se pode ver a partir do cemitério Velho, a estrada é caracterizada por buracos devido a água que sai dos tubos, outros ainda não sabemos qual é a causa. Por isso muitos casos de acidente são recorrentes nesta via, devido a estrada que está esburacada, facto associado ainda com a condução desregrada de automóveis e motorizadas, muitos deles andam a alta velocidade e a estrada não é larga”, disse Adolfo Afonso, jovem carpinteiro residente em Napipine.

De acordo com este cidadão, que falou em entrevista ao Ikweli, acredita-se ser do conhecimento das autoridades competentes, porém, tudo vai correndo sob olhar impávido de quem devia regularizar a situação.

“Periodicamente acontecem acidentes neste troço. Pouco se sabe do porquê não se resolve o problema. Circulam aqui altas figuras do estado quando se pretende visitar os estabelecimentos, sem falar dos formadores e formandos do Instituto de Formação de Professores que, diariamente, se fazem ao instituto, bem como os utentes da unidade sanitária do Niarro”, referiu João Rafael, operador de táxi moto, partilhando a mesma ideia com Castro Valentim, automobilistas que tem a rota de circulação de Cidade de Nampula/Niarro e vice-versa. (Esmeraldo Boquisse)

Olhando para as próximas eleições: Nova Democracia impõe-se em Nampula

Nampula (IKWELI) – O partido Nova Democracia procura impor-se no maior círculo eleitoral do país, Nampula, através de acções de conquista de novos membros e simpatizantes, de forma a garantir uma maior e melhor prestação nos próximos pleitos eleitorais, a partir do ano 2023.

De acordo com o coordenador provincial do partido, Rachade Carvalho, nos últimos tempos, a formação política tem estado a trabalhar em todos os bairros da cidade da cidade de Nampula e nos 23 distritos, que compõem a província mais populosa do país, na implantação das estruturas de base, a vários níveis, e mobilização aos cidadãos para aderirem o partido.

Apesar das medidas restritivas impostas pelas autoridades governamentais no âmbito da contenção do novo coronavírus, nomeadamente a interdição de eventos massivos, Rachade garante que a sua formação política tem corrido contra o relógio na mobilização, apegando-se em duas estratégias; contacto interpessoal e encontros com reduzido número de participantes.

“Nós compreendemos que estamos em tempos de pandemia, mas o partido não pode parar, o partido precisa trabalhar. Para a cidade de Nampula, estamos a trabalhar em brigadas nos postos administrativos, e essas brigadas têm a missão de reunir com os munícipes da cidade no sentido de disseminar a mensagem da nossa existência e chamá-los a juntarem-se a este que é o melhor projecto de governação para o desenvolvimento da província e do país”, disse.

Rachade Carvalho fez saber que “a nossa mensagem é bastante acolhida nas comunidades, pois elas inspiram a confiança dos munícipes de Nampula que precisam de mudanças no panorama político-governamental da cidade e do país”.

Neste momento, de acordo com o responsável máximo da Nova Democracia na província de Nampula, o partido já está implantado, e com lideranças, em cinco dos seis postos administrativos municipais, nomeadamente, Muatala, Napipine, Namicopo, Muhala, Natikiri, faltando apenas o posto central, um “alvo a atacar” brevemente.

Paralelamente aos distritos, a fonte assegurou que os trabalhos continuam em curso, apesar da pandemia, e que os delegados locais comungam o mesmo espírito de elevar o partido e assegurar a entrada de Salomão Muchanga, líder no partido, na Presidência da República e a vitória do seu partido nos próximos pleitos eleitorais.

Num outro desenvolvimento, Rachade Carvalho que, também, é coordenador provincial de preparação do primeiro congresso da Nova Democracia em Nampula, um evento a ter lugar na terceira maior cidade moçambicana, no próximo ano, disse que os preparativos decorrem o bom tento, e espera a intensificação das mesmas com o relaxamento de algumas medidas da covid-19, principalmente, o aumento de números de participantes em eventos. (Sitoi Lutxeque)

Nova Texmoque polui rio Nicutha e afecta produção de hortícolas na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – Os produtores de hortícolas na cintura verde da cidade de Nampula, concretamente nos bairros de Napipine e Murrapaniua, queixam-se da suposta poluição das águas do rio Nicutha, alegadamente pelas operações da fábrica têxtil da Nova Texmoque.

Segundo apurou o Ikweli, a referida unidade fabril que se dedica a produção de capulana tem estado a despejar as suas águas residuais naquela bacia hidrográfica.

A produção daqueles jovens, que é a maioria, é que garante o fornecimento de hortícolas aos citadinos da maior e mais importante autarquia do norte de Moçambique.

Uma das manifestações de contaminação das águas do referido rio, de acordo com os produtores, é a notabilidade de cores de tintas que são utilizadas pela fábrica, facto que faz com que se receie a contaminação dos produtos e quiçá provoque problemas na saúde dos consumidores.

“Nosso trabalho aqui é de produzir hortícolas. Entretanto, estamos a sofrer muito por causa da tinta que é escoada neste rio pela empresa Nova Texmoque, pior ainda no verão em que a água escasseia no rio, maior quantidade que recebemos são as águas residuais caracterizada por tinta e cheiro, o que faz com que as nossas plantas não desenvolvam quando usamos a água para regar”, queixa-se Francisco António de Sousa, um dos produtores entrevistados pela nossa reportagem.

Este produtor refere que pouco ganha como rendimento, ou seja, devido a suposta contaminação das águas, o que condiciona a produção, estes sentem-se forçados a reduzir os preços de compra, passando de pelo menos 500,00Mt (quinhentos meticais) para 300,00Mt (trezentos meticais) cada canteiro de alface, por exemplo. Por esta razão, estes uniram-se e dirigiram-se à empresa na tentativa de pedir que a situação fosse regularizada, mas que, depois de promessas, o dilema prevaleceu.

Selemane Abubacar Ali, marido e pai, que, há mais de cinco anos trabalha para o seu patrão como produtor em Napipine, em entrevista ao Ikweli, disse ser um desafio a resolução do derrame das águas composta por corantes produzidos na indústria têxtil montada nas imediações do seu campo de cultivo. Para além de afectar os produtos, às águas escoadas nas manilhas da empresa e que desaguam no Nicutha causam ferimentos aos produtores, facto associado a falta de material de protecção no trabalho e refere que, “aquela tinta é prejudicial, nós não temos instrumentos de protecção, e quando manuseamos a tinta que vem misturada com a água ficamos queimadas nos membros inferiores”.

E mais, “no tempo chuvoso ficamos um pouco aliviados, porque o rio consegue absorver a tinta que sai nas manilhas da Texmoque. Chegamos a reclamar algumas vezes, mas a empresa nada faz, eles (os donos firma) têm conhecimento do caso, mas nada fazem”, concluiu o produtor de hortícolas, Selemane Abubacar Ali, que disse ser um problema que remonta desde os tempos da implantação da indústria naquela zona residencial.

Texmoque nega a acusação

Para colher as declarações da contraparte, dirigimo-nos à empresa onde, em entrevista com Orlando Hugo, oficial ambiental da Nova Texmoque Nampula, ficamos a saber que a companhia vocacionada na produção de capulanas, entre outros bens, não está a poluir as águas do rio em referência, na medida em que, de acordo com este responsável, toda a água residual passa pela estação de tratamento e que depois é escoada ao rio.

“Não existe água que vai ao rio que não tenha passado pelo tratamento. É verdade que pode existir água que parece meio vermelha, mas isso é devido a natureza dos corantes ou mesmo algum erro”, disse Orlando Hugo, falando à Imprensa e uma equipa constituída por técnicos do sector ambiental no Serviço Provincial do Ambiente (SPA) e a Agência Nacional para o Controle da Qualidade Ambiental (AQUA), em Nampula.

Quando questionado da relação da empresa com a comunidade, sobretudo, os produtores, Hugo respondeu que nunca se encontrou com os representantes. Manteve encontros com o secretário do bairro, ocasiões estas que aproveitou para pedir a colaboração das autoridades comunitárias. Ademais, disse não ter recebido alguma reclamação que merecesse destaque, até porque outros agem de má-fé por motivos desconhecidos.

“Eu posso vos garantir que toda a água que passa pelo rio Nicutha, proveniente da Nova Texmoque Nampula passa por um processo de tratamento”. E mais, “no processo de tratamento da nossa água nós adicionamos alguns produtos, essencialmente, cal, usado para neutralizar a tinta, ferro e, finalmente, adicionamos o ácido que é para baixar o PH. Isso faz parte do nosso plano e temos cumprido com isso, dado que até hoje nunca recebemos queixa relacionada a isto. A cor da água tem a ver com tinta que nós usamos e, o desafio é tentar reduzir o máximo”, explicou a fonte.

O oficial ambiental que recebeu a equipa multissectorial conduziu o grupo ao laboratório interno da Nova Texmoque, onde são feitas as análises das águas residuais usadas na empresa, depois de apresentar o Plano de Gestão Ambiental (P.G.A), tudo na tentativa de comprar que a água que é derramada ao rio Nicutha não é prejudicial a saúde pública, bem como as plantações como alegam os produtores.

O que diz o governo?

A equipa do governo, chefiada pelo Serviço provincial do Ambiente e a AQUA, revelou-se insatisfeita pelas explicações tendo, uma vez que várias irregularidades foram constatadas das quais o elevado nível do PH, o uso exagerado de combustível lenhoso, entre outras.

“O que conseguimos ver é que há um desafio na gestão da água residual, há sim um tratamento feito internamente, mas ainda apresenta-se com PH muito elevado e outras componentes. É verdade que eles dizem que o processo não gera muita cinza, mas há sim muita cinza que depois não conseguimos perceber para onde é que levam”, disse António Pedro, do AQUA, para quem “ainda há uma gestão ambiental incipiente, há o desafio de tratar a água, uma vez que esta não oferece a tal segurança”.

E para apurar, se na realidade a água residual que é escoada da Nova Texmoque Nampula polui ou não o rio Nicutha que abastece os produtores, entre outras famílias que usam para o consumo, o governo de Nampula, através do Serviço Provincial do Ambiente, recolheu algumas amostras que serão submetidas as análises laboratoriais e que depois serão tornados públicos, os respectivos resultados. (Esmeraldo Boquisse)

Ilha de Moçambique conta com um novo Plano de Gestão e Conservação

Nampula (IKWELI) – A cidade da Ilha de Moçambique, no norte do país, conta com um novo Plano de Gestão e Conservação, para o quinquénio 2021 – 2025, cujo processo de divulgação já está em curso.

No passado dia 30 de Agosto do corrente ano, realizou-se um seminário de divulgação do documento, tendo em frente o Gabinete de Conservação da Ilha de Moçambique (GACIM), em representação do ministério da Cultura e Turismo.

Segundo apurou o Ikweli, a elaboração deste plano contou com a assistência técnica e financeira da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), incluindo a auscultação dos vários atores governamentais e da sociedade civil baseados no distrito da Ilha de Moçambique.

O plano define princípios e estratégias para a salvaguarda dos valores culturais e naturais da Ilha de Moçambique, através da protecção, conservação e uso sustentável daquele que é o único do Património Cultural da Humanidade reconhecido pela UNESCO em 1991.

O administrador do distrito da Ilha de Moçambique, Momade Ali, testemunhou o evento, e considerou que a divulgação resulta da universalidade de variadas sessões anteriormente realizadas com a participação de representantes de diferentes grupos de interesse na conservação e desenvolvimento sustentável da Ilha de Moçambique, cuja proposta foi apreciada em Fevereiro de 2018.

Momade Ali disse, ainda, estar convicto e consciente de que o Plano de Gestão e Conservação da Ilha de Moçambique 2021-2025, irá permitir ao Governo do Distrito incorporar os aspectos de protecção e uso sustentável do Património (tangível e intangível) no processo de planificação distrital e desenvolvimento local.

Por fim, o governante anotou que, no quadro do novo paradigma de governação descentralizada, as intervenções devem ter em conta o envolvimento de todos os actores locais, com destaque para as lideranças comunitárias e religiosas pois são fies depositários das tradições e influências locais que ditaram a declaração da Ilha de Moçambique como Património Cultural da Humanidade, em 1991. (Redação)

Aumento salarial em Moçambique: Nova Democracia considera um total desprezo a classe trabalhadora

Maputo (IKWELI) – O partido Nova Democracia (ND) considera que o novo aumento salarial anunciado, recentemente, pelo governo moçambicano como sendo um total desprezo a classe trabalhadora nacional e mais um donativo humilhatório.

“O Estado Moçambicano após dois anos consecutivos sem qualquer aumento salarial, finalmente operou umaumento salarial na ordem de 100,00Mt (cem meticais), ou um pouco mais. Um aumento que se transfigura umtotal desprezo a classe trabalhadora”, lê-se num comunicado de imprensa, do partido liderado por Salomão Muchanga, distribuído a partir de Maputo.

A mesma nota aponta que “não faz sentido o salário mensal do mandante seja o subsídio diário domandatário. Isto atingiu proporções vergonhosos”, bastando notar que “para melhor compreensão dasituação salarial da massa laboral em Moçambique, o Estado que é maior empregador e o sector privado, vemadiando a já caducada cesta básica, insistindo em pagar miséria aos seus colaboradores, nos últimos 10/15,anos um salário pobre que não cobre as necessidades dos Moçambicanos, tão pouco resolve a questão dacesta básica da maioria, da força laboral”.

Por outro lado, o ND refere que “o tipo de concertação social baseado no amiguismo, orientação política empresarial, e um sector privado atrelado ao partido estado no poder, tem minado a situação do trabalhador, atal ponto de os aumentos salarial serem feito numa total falta de consideração dos cidadãos garantes da produção e produtividade da economia nacional”.

Esta situa, de acordo com o partido, “tem sido sucessivamente nos últimos 20/30 anos assim, situação agravada nos últimos anos, numa governação sem liderança nem agenda e que só faz prosperar salários defome e miséria”.

A Nova Democracia, na sua comunicação, condena a política especulativa da força de trabalho, e lembra ao sector sindical, o seu papel de defesa dos trabalhadores Moçambicanos.

“Não se pode perceber e aceitar que o sector que deveria proteger os trabalhadores, esteja atrelado, a especulação das maiorias assalariados em nome da defesa dos interesses das elites políticas, perfiladas nosector dito empresarial”, avança o partido, prosseguindo que “a Nova Democracia é solidária a situação dos trabalhadores Moçambicanos e augura que as entidades responsáveis pela negociação salarial coloquem amão a consciência e restituam o poder de compra dos Trabalhadores, garantindo uma educação,alimentação, saúde e prosperidade, a altura da produção e desenvolvimento da nossa economia”.

“Não fazem sentido algum, os aumentos que foram publicitados pelo Estado, mais donativo humilhatório doque reajuste salarial, com anuência do sector em sindical que se consolida a cada dia como uma célula deste regime opressor e que já cessou a sua personalidade política”, por isso, “a todos os trabalhadores, a Nova Democracia apela que continuem a lutar pelos seus direitos e a nível sindical em cada área sejam mais determinados, nas discussões para obtenção de mínimos salarial aceitável, e que não se deixem intimidar ou se vender em prejuízo da classe de trabalhadores que representam”. (Redação)

Naufrágio faz dois óbitos na Ilha de Moçambique

Nampula (IKWELI) – Pelo menos dois pescadores perderam a vida na semana passada no distrito da Ilha Moçambique, na província de Nampula, devido a um naufrágio provocado por um mau tempo que se registou naquela circunscrição geográfica no referido período.

Especificamente, o incidente ocorreu na madrugada do passado dia 24 do mês em curso, quando os finados se encontravam no alto mar a exercer sua actividade de pesca, por onde foram surpreendidos pelo mau tempo que assolou a região.

Em conformidade com Zacarias Nacute, porta-voz do Comando Provincial da República de Moçambique (PRM), em Nampula, do incidente apenas foi possível localizar o corpo de um pescador, sendo que o outro ainda não foi achado.

“Tivemos um caso de naufrágio que ocorreu na Ilha de Moçambique, resultante de um mau tempo que se fez sentir, e um indivíduo é dado como desaparecido e as diligências estão sendo feitas pela polícia lacustre e fluvial para a recuperação do corpo para a posterior entrega aos familiares para proceder com cerimónias fúnebres”, contou Zacarias Nacute, no habitual briefing sobre as ocorrências da semana.

A fonte policial informou ainda que dias antes do incidente tinham sido emitidos avisos prévios aos moradores daquela zona, particularmente aos pescadores sobre o mau tempo, mas, segundo acrescentou, houve ignorância por parte dos pescadores, não só os que perderam a vida por naufrágio em referência. “Quando chega esta época do ano a polícia lacustre e fluvial tem se aproximado com pessoas que lidam com esta actividade face as tempestades que se fazem sentir nesta época de ano, daí que parte destes indivíduos vivem da pesca acabam não acatando com essas recomendações e fazem-se a pesca, em algum momento, porque parte desses dependem da pesca”.

Nacute disse, também, que na semana passada, duas pessoas foram encontradas mortas em circunstâncias estranhas sendo que uma no bairro de Napipine, na cidade de Nampula, e outra no posto administrativo de Netia, no distrito de Monapo.

Ainda durante a semana passada, a polícia conta que 270 indivíduos foram detidos nas subunidades policiais ao nível da província de Nampula pelo seu envolvimento na prática de diversos crimes com destaque para a posse ilegal de arma de fogo, assim como o furto de bens na via pública.

Apesar disso, Zacarias Nacute descreve a semana passada como sendo menos agitada em termos criminais, ao se registar uma redução na ordem de 75 porcento do índice de criminalidade em relação ao período comparado do ano passado. A fonte destaca o desempenho da corporação para os resultados alcançado, assim como as denúncias populares. (Constantino Henriques)

Moradores do bairro mais populoso do país ressentem-se da falta de água potável

Nampula (IKWELI) – Os moradores do bairro de Namicopo, o mais populoso do país, e localizado na cidade de Nampula, queixam-se da falta de água potável, maioritariamente, fornecida pelo Fundo do Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG).

Segundo apurámos dos consumidores das unidades residenciais de Mutava Rex e Namiepe, entre outros, a situação agrava-se com as medidas de abastecimento restritivo, devido a contenção imposta pela escassez de água nas principais fontes de abastecimento do FIPAG.

Moradores entrevistados pela nossa equipa de reportagem apontam que, há casos, em que ficam uma semana sem ter acesso a água potável por não estar a jorrar nas torneiras.

“Desde quinta-feira passada (19 de Agosto e a entrevista foi realizada no dia 26 de Agosto) que a água não pinga na torneira da minha casa, e neste momento estou a recorrer água dos poços para uso da minha casa”, disse a senhora Mabeta da Conceição Bernardo, residente na Unidade Comunal Josina Machel, prosseguindo que “a água que tiro do posso não chega, pois ela é vendida, chega a custar 2,00Mt (dois meticais) o balde de 20 litros, e sou obrigada a gastar no mínimo 30,00Mt (trinta meticais) por dia para compra de água não tratada”.

Por outro lado, a nossa entrevistada contou que, por exemplo, para ter acesso a água para beber é obrigado a percorrer entre 5 a 10 quilómetros, para outros bairros, a fim de conseguir o precioso líquido.

Com bebe de pouco dias de vida, a senhora Páscoa Vítio explica que é difícil garantir higiene na casa, porque a questão de acesso a água está cada vez mais complexa.

“Tenho bebé recém-nascido, a água que tiramos nos poços não responde a demanda, pois usamos muito em todos aspectos”, afirma, reiterando o apelo para que as entidades responsáveis façam algum esforço para solucionar o problema. (Lino Victor)

Ferroviário de Nampula volta a complicar-se no Moçambola

Nampula (IKWELI) – O Ferroviário de Nampula perdeu no último domingo (29), pela segunda vez consecutiva, diante do Ferroviário da Beira, em partida da 18ª jornada do campeonato nacional em futebol, o Moçambola da presente temporada futebolística.

A partida foi disputada na cidade da Beira, onde o Ferroviário de Nampula mostrou-se incapaz de evitar o segundo resultado negativo nesta segunda volta do Moçambola, tendo terminado com uma humilhação de 3-0.

Assim, com o resultado o Ferroviário de Nampula continua com os anteriores 18 pontos na décima posição da tabela classificativa da competição, e o Ferroviário da Beira está a dois pontos de alcançar o líder da prova a Associação Black Bulls (ABB).

Por seu turno, o Ferroviário de Nacala, tecnicamente orientado por Artur Macassar (Turito) continua a maltratar os seus adversários desde que o jovem treinador de Nampula assumiu o comando técnico dos locomotivas da zona económica especial. No passado domingo, a contar para a mesma ronda, os nacalenses receberam e humilharam o Desportivo de Maputo por 3-0.

Diga-se, a bom da verdade, os resultados são animadores para uma equipa que depois de 12 jornadas do Moçambola contava com apenas 10 pontos na zona de descida de promoção e agora, o Ferroviário e Nacala é o sétimo classificado com 24 pontos estando, actualmente, a duas vitórias para assegurar a sua permanência no escalão máximo do futebol moçambicano.

A contar para a mesma jornada, o Incomáti de Xinavane perdeu no seu reduto por 1-2 perante a Liga Desportiva de Maputo, de Ivan Mário. Por seu turno, o Costa do Sol derrotou a turma do Matchedje de Mocuba por 1-0 num jogo disputado em Maputo. O Ferroviário de Maputo deslocou-se a Chimoio por onde derrotou por 1-2 o Textáfrica local. Ferroviário de Lichinga recebeu e bateu a equipa da Associação Desportiva de Vilankulo por 2-1, e o jogo da jornada entre Associação Black Bulls e União Desportiva de Songo terminou com empate a uma bola. A Black Bulls é líder isolada do Moçambola com 41 pontos. (Constantino Henriques)

Litígio de terra em Nampula: Grupo Rajahussein Gulamo acusa o Banco de Moçambique de estar a agir de má-fé

Nampula (IKWELI) – O imbróglio entre o grupo Rajahussein Gulamo e o Banco de Moçambique (BM) em torno da disputa de titularidade sobre o espaço onde o banco regulador está a erguer as obras da filial de Nampula continua entre as partes.

Segundo apurou o Ikweli, o referido grupo empresarial é, até então, o titular legal do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), segundo decisão do Plenário do Tribunal Administrativo, em acórdão datado do ano 2016 e sob número 7/2016.

No meio empresarial de Nampula, os comentários e discussões em torno ainda são ascendentes, uns provendo razão ao grupo empresarial, e outros nem por isso.

A reportagem do Ikweli conversou com Momade Aquil Rajahussein, do grupo em causa, o qual, lamentando, disse não entender as razoes que levam a administração do BM a agir com tamanha má-fé, mesmo dominando a ilegalidade que está cometendo.

“A titularidade do espaço foi conseguida entre 2001/2002. Foi um processo transparente que seguiu os seus tramites legais”, garante Momade Aquil Rajahussein.

Esta fonte contextualiza, ao caso, que “não fomos contactados pelo município, apenas nos apercebemos quando foram colocadas as chapas de zinco em redor do espaço e ficamos sem saber o porquê de o Banco de Moçambique ter iniciado com as obras”, sabendo que o DUAT tinha o grupo como titular.

“Este é um processo complexo, e que se tornou longo”, afirma Momade Rajahussein, tímido  e pouco aberto para discutir na mídia, quando aceitou falar ao nosso jornal apontou que “nós fomos notificados pelo município de Nampula, nos anos 2010/2011, a nos dizer que o projecto que nós tínhamos de construção de um hotel não ia avançar porque havia problemas de riscos que se colocavam em termos de riscos físicos contra o governador da província, porque o terreno está a uma rua de distância do edifício do governo”.

Nessa altura, prossegue a fonte, “nós recorremos para a nulidade deste acto administrativo, porque o presidente do município não tem autoridade de revogar licenças de DUAT. Aquilo devia ser um acto feito pelo Tribunal”, por isso, “nessa altura recorremos, por uma reclamação administrativa, ao ministro da Administração Estatal. Tivemos a resposta, e não satisfeitos com a resposta escrevemos, através de uma exposição, ao então Presidente da República. Obtivemos uma resposta dizendo que este assunto de litígio de terreno não devia ser discute ao nível do governo, mas sim em tribunal porque o parecer jurídico da presidência apontava que essa discussão tem que ser feita em tribunal. E foi o que nós fizemos, quando vimos que o Banco de Moçambique tinha vedado o terreno metemos uma providenciar cautelar junto do Tribunal Administrativo (TA), em Maputo [na altura Nampula não tinha representação do TA], e recebendo o nosso embargo, obviamente, o Banco de Moçambique foi notificado e a resposta do Banco de Moçambique é de que sendo uma instituição do Estado era de propor ao Tribunal Administrativo para não ser feito o embargo da obra, porque sendo instituição do Estado assumiam as consequências que o processo principal tivesse. Portanto, se sai a nosso favor, eles nos indemnizariam, e nós perdendo não haveria mais nada que fazer”.

Por outro lado, o nosso entrevistado afirma que “este processo levou largos anos. Só em 2016 é que foi a última instância do Tribunal Administrativo, que foi a decisão do Plenário, onde nos deram razão. Como deve ter se apercebido, o Banco de Moçambique foi notificado para não iniciar a obra”.

Momade Aquil Rajahussein volta ao passado, e recorda-se que já tinha sido realizado o lançamento da primeira pedra para a construção da infra-estrutura do grupo que representa, e afirma que “o lançamento da primeira pedra do hotel foi um acto oficial”, e contou com a presença de altas individualidades.

Retomando ao processo, a fonte prosseguiu que “nós submetemos a providência cautelar muito antes do início da obra, porque quando o Banco de Moçambique faz a vedação do terreno com chapas de zinco, antes de partirem as nossas benfeitorias que estão até registadas na conservatória do registo predial de Nampula, nós havíamos metido esta providência cautelar que era para proibir o início da obra nova. Portanto, se o Banco de Moçambique tivesse respeitado e não tivesse entrado com o pedido para que a nossa providência não fosse decretada, hoje não estaríamos aqui a discutir investiram sei lá quantos milhões e teríamos, primeiro, esperado o processo terminar em tribunal, fosse achada a parte que ganhou, que nesse caso somos nós, e não estaríamos a discutir aqui mais nada”.

No seu entender, tudo aquilo “por má-fé. Eles (BM) sabiam que aquele terreno não lhes pertencia, mesmo assim arrancaram com a obra. Isto foi um ano depois da entrada da nossa providência cautelar”.

Em relação a decisão do Plenário do TA, Rajahussein afirma que “quando fomos notificados da sentença ficamos felizes. É uma decisão do Plenário e sobre essa sentença não há mais recurso”, pelo que “assim que fomos notificados mandamos um e-mail a administração do Banco de Moçambique a informar que tínhamos sido notificados da sentença que o terreno é nosso e que estaríamos abertos a sentar para negociar. A resposta que obtivemos é que eles não eram parte e que querem era parte é o conselho municipal de Nampula, mas o processo, no Tribunal, correu entre nós e o Banco de Moçambique. Portanto, o conselho municipal nunca foi parte do processo. Fomos insistindo até que tivemos um encontro, e nesse encontro foi nos dito, claramente, que o Banco de Moçambique não tinha culpa, não sabia que havia litígio sobre terreno e que lhe foi alocado o terreno e que não estavam dispostos a discutir mais nada”, tanto que “depois de muita insistência tivemos apenas uma única reunião até hoje, disseram que não tinham nada a ver, mas, entretanto, o Banco de Moçambique esteve representado pelos seus advogados a discutir esse mesmo assunto junto do Tribunal. Isto é má-fé”.

Ainda assim, segundo o nosso entrevistado “ao não estarmos a ver nenhum resultado depois da reunião, fomos insistindo. Mandamos várias cartas, inclusive quando o Banco de Moçambique inaugurou a sede em Maputo mandamos uma missiva para o Governador do Banco de Moçambique a dizer que estávamos honrados em ver a inauguração daquela majestosa construção em Maputo e gostaríamos de ver a obra em Nampula concluída, mas que para isso era preciso que nós sentássemos e chegarmos a um acordo amigável. O diálogo é que une as partes. Não tivemos resposta”, e de forma insistente, “mandamos uma carta atrás da outra, mandamos o dossier para o vice-governador, por instruções do Chefe do Estado, porque ele, também, estava preocupado e continua preocupado em ver aquela obra fechada. Tive um encontro com o vice-governador, mandei o processo para Maputo e até hoje não temos nenhuma resposta”.

“E mais caricato disto tudo é que numa das secções do Tribunal Judicial da Província de Nampula, onde está a correr o caso, na audiência que foi marcada, o próprio advogado representante do Banco de Moçambique, dizia taxativamente, e ficou registado em acta, que o problema do Banco de Moçambique não é um problema institucional, é um problema pessoal, porque o actual governador acha que este [o litígio] é da administração anterior a ele. Portanto, não é esse assunto dele. Isto não faz sentido porque o Estado continua, os actores mudam e não quer dizer que aquele que está hoje não tem responsabilidade sobre os actos praticados anteriormente”.

Momade Aquil Rajahussein diz que o grupo não está interessado em prejudicar a quem quer seja, ao que, no seu entender, “é preciso que as partes sentem, de espírito e vontade para resolver esse imbróglio, senão nunca mais chegamos ao fim”.

“Nós fomos obrigados a recorrer a justiça de novo porque a decisão do Plenário do Tribunal Administrativo deu-nos razão e mandou anular os DUATs que tinham sido emitidos a favor do Banco de Moçambique dizendo que os DUATs validos são do senhor Raja Hussein Gulamo. Depois de várias tentativas de termos um diálogo pacifico com o Banco de Moçambique, fomos obrigados a entrar com uma providência cautelar não especificada a 24 de Junho de 2016. O fundamento da providência cautelar era o tal acórdão 7/2016, que foi proferido pelo Tribunal Administrativo”, conta o nosso entrevistado.

Rajahussein não fala dos valores exigidos na indemnização, por entender que não seja o foco como tal, mas esclarece que “as indemnizações são calculadas na base daquilo que são as perdas. Portanto, a primeira perda são os investimentos que nós tínhamos feito naquele terreno, a segunda perda é o facto de nós termos sido forçados a parar com o projecto, e esse projecto poderia gerar receitas. Foi na base das projecções que tinham sido feitas que se chegou a um valor. Nunca foi intenção nossa dizer ou vocês pagam isso ou não há negociação. Como eu disse antes, nós escrevemos por várias para o Banco de Moçambique a dizer vamos sentar, vamos chegar a um acordo”.

O nosso entrevistado comenta que “se tivéssemos trocado de posição. Se tivesse sido eu a construir num espaço de litígio e o Estado tivesse ganho, hoje estava sem obra. Tinham entrado lá com máquinas e partido tudo”, tanto que “o Tribunal Judicial de Nampula decidiu ou paga a indemnização ou parte a obra, e parte a obra por expensas do Estado. Agora seria, também, injusto do nosso lado, sendo nós moçambicanos, patriotas, que não temos problemas com ninguém, seja lá quem for, de ver uma obra daquela magnitude destruída. Não faz sentido. Por essa razão nós sempre pactuamos por um acordo entre as partes, mas se a outra parte não quer estar na mesa para falar e chegar a um ponto de equilíbrio, também, não se pode aqui fazer milagres”.

Os processos entre as partes, ainda, prosseguem nas instâncias judiciais e Momade Aquil Rajahussein afirma que “há mais de dois processos em curso (um – o principal, que é o pedido de indemnização ou demolição da obra, e um da providência cautelar), os quais já foram julgados em primeira instância e agora foram para o Tribunal Superior de Recursos e que se aguarda que saia uma decisão”.

“Se nós decidimos por sentar é porque não queremos ver aquela obra destruída, não essa a nossa vontade”, comenta a nossa fonte, apontando que “o Banco de Moçambique não quer pagar as contas que deve”.

Nos dias que correm, as obras voltam a ser executadas e com um tom de término para breve, e Momade Aquil Rajahussein conclui que “nós quando soubemos que as obras tinham reiniciado, mandamos correspondência, tanto para o Banco de Moçambique como para o empreiteiro da obra, a recordar-lhes que estavam a praticar um acto ilegal, porque a providência cautelar é válida e vigente. Quando não obtivemos respostas entramos com um processo de desobediência qualificada e o Tribunal Superior de Recursos disse que há um processo a correr sobre este caso e que devia se respeitar. Quando nós recebemos essa resposta intimamos ao Banco de Moçambique e a empresa construtora a dizer para parem. Agora faz me confusão a alma de como é que uma instituição do Estado não cumpre o que a lei e os tribunais dizem”.

O Ikweli entrevistou o jurista e docente de Direito Civil, Bogaio Nhancalaza, para entender sobre os procedimentos desta natureza, tendo dito que “em termos de embargo, há pressuposto. Se houve embargo de obra e ela continua tem das duas uma, o facto de a obra ter sido embragada o requerente tem 30 dias para intentar a acção principal para reivindicar se é proprietário da obra ou se tem a posse da obra”.

“Se o requerente não tiver intentado a acção principal, a outra parte pode continuar com a obra, se tiver o feito e ser for embargada a obra então ela tem que parar”, esclarece o jurista, concluindo que “se o Estado pega o espaço tem de indemnizar a quem tenha o DUAT”. (Texto: Aunício da Silva *Fotos: Hermínio Raja)