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Vahanle ordena bloqueio da viatura do seu principal vereador por violar postura urbana

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Paulo Vahanle, ordenou, na tarde desta sexta-feira (10), o bloqueio da viatura do vereador do pelouro Institucional, Desenvolvimento e Cooperação por violar o código de postura camarária.

Segundo apurou o Ikweli, Chehate Aliasse Essimela, vereador em causa, decidiu mandar polir a sua viatura particular em plena avenida Francisco Manyanga, a pouco metros do edifício sede da autarquia, uma prática que é proibida pela edilidade onde trabalha.

Sucede que, ao largar do trabalho, o autarca viu a viatura a ser lavada pelos jovens que se dedicam a actividade ilegal e ordenou para que a sua escolta parasse. No local ficou a saber que a viatura pertencia ao segundo homem mais importante do executivo.

Ainda assim, Paulo Vahanle ordenou que a polícia municipal e de fiscalização colocasse a famosa “chamussa” na viatura, no sentido de que a punição sirva de exemplo e garantia de que ninguém escapa a legalidade na autarquia que dirige.

Para reaver a sua viatura, Chehate Aliasse Essimela terá de pagar uma coima a edilidade onde trabalha. (Aunício da Silva)

Isac Jamal assume a dura missão de combater a corrupção na AQUA em Nampula

Nampula (IKWELI) – O académico e docente universitário Isac Abdul Razaque Jamal é desde esta quinta-feira (09) o novo delegado da Agência para o Controlo de Qualidade Ambiental (AQUA) ao nível da província de Nampula, no norte de Moçambique.

Isac Abdul Razaque Jamal foi empossado na manhã desta quinta-feira pelo Secretário de Estado na província de Nampula, Mety Gondola, em substituição de Egídio Armando que vinha liderando aquela instituição.

Momentos após o seu empossamento, Isac Jamal como é mais conhecido, disse estar ciente dos desafios que vai enfrentar no seu novo cargo, sendo o mais destacado, eliminar a corrupção eminente que há muito tempo se clama no sector.

“Como devem imaginar a AQUA é uma instituição que já existe há bastante tempo, tem uma estrutura de funcionalismo bem robusta”, começou por reconhecer Isac Jamal, tendo depois avançado sobre as metodologias para o sucesso na sua nova missão de servir o país. “O que nós, efectivamente, vamos fazer é sim continuidade, sobretudo olhando a potencialização das boas práticas que existem dentro do sector, mas, também, é preciso ver como sanamos e implementarmos uma nova dinâmica de trabalho, sobretudo em assuntos que são mais cruciais e mais evidente, como a questão de corrupção no sector é um aspecto muito forte a ser combatido, mas, também, por outro lado, pela natureza da instituição, é sim de fiscalização, mas queremos por outro lado implementar todo uma dinâmica de consciencialização e educação das organizações que lidam com a economia, dos empresários, todos subsectores ligados a AQUA, ver como é que potenciamos essas boas práticas”, disse a fonte.

Na ocasião, Mety Gondola reiterou o apelo ao novo delegado do AQUA no sentido de trabalhar com abnegação para dignificar o sector, tendo destacado a componente corrupção sobretudo no subsector de floresta.

“Hoje recebe a confiança do Estado moçambicano, recebe a confiança da Direcção central, recebe a confiança da província para poder conduzir os destinos duma das instituições que se mostra muito complexa ao nível da nossa província e do país em geral”, começou por dizer Mety Gondola.

Para Gondola “a AQUA é uma instituição que se mostra importante no processo de fiscalização, é uma instituição que se mostra importante na condução das boas práticas e inserção ao nível da nossa província, é uma instituição a qual nós esperamos que não seja muito reactiva e que ela não se circunscreva bastante em penalizações, em vir apenas para aplicação de multas ao nível das instituições com base nas suas práticas”.

O representante do Presidente da República na província mais populosa de Moçambique exortou ao novo delegado da AQUA sobre a necessidade de pautar, não só pelas acções condenatórias, mas também pela consciencialização. “Sejamos proactivos, trabalhemos na consciencialização, trabalhemos bastante na indicação das melhores práticas, trabalhemos bastante na formação, trabalhemos bastante discutindo e dialogando com principais actores que nós temos ao nível dos subsectores por forma a que, gradualmente, com base na transmissão de conhecimento, das boas práticas se possa reduzir o nível de aplicação das multas e quiçá, os níveis de existência de irregularidades ao nível da nossa província de Nampula”.

Gondola destacou o sector de floresta como o que “tem sido bastante complexo na sua condução. Há sempre indícios, riscos de ocorrência de altos níveis de corrupção no processo de fiscalização. Nós vamos fazer bastante apelo para que se trabalhe com a equipa por forma a reduzir a precessão, primeiro, reduzir os riscos e assegurar que tenhamos menos situações de incumprimento”, disse para finalizar que “a nossa expectativa é de que as nossas mais diversas instituições, áreas de saúde, entre outras, que sejam orientadas para que as melhores práticas sejam respeitadas, que haja cumprimento da lei mas num processo em que nós lideramos a socialização de informação, que lideremos a socialização de pensamento e a transmissão do espirito da lei para que todas as instituições possam se conformar com base nos pressupostos do espirito da lei”.

Ainda nesta quinta-feira, Mety Gondola apresentou Alberto Armando como delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos e de Desastres (INGD), em virtude da extinção do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. (Constantino Henriques)

IPAJ assistiu mais de 700 casos de violência doméstica em Nampula durante o primeiro semestre

Nampula (IKWELI) – A delegação provincial do Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) de Nampula assistiu, durante o primeiro semestre do corrente ano, o total de 721 casos de violência doméstica naquele ponto do país.

Um comunicado de imprensa distribuído pela delegação do IPAJ na mais populosa província do país indica que, no período comparativo, a instituição recebeu o total de 460 casos do género.

Em relação a casos criminais, ainda no primeiro semestre de 2021 foram assistidos 6656 casos, contra 4463 do mesmo período de 2020. A delegação da cidade de Nampula é a que mais casos registou.

“Em termos de desempenho referente ao 1° semestre, comparado com o igual período do ano passado, denota-se um crescimento em todos os casos”, refere o comunicado do IPAJ.

No próximo dia 13 do corrente mês de Setembro, o IPAJ comemora 27 anos da sua criação, e para assinalar a efeméride várias actividades estão em curso, com destaque para acções de educação cívica e jurídica.

Actualmente, em termos de cobertura física, o IPAJ encontra-se representado, fisicamente, em 22 distritos da província de Nampula, incluindo outros 22 postos nos vários distritos. (Redação)

Menos de 23% da população moçambicana é que não estará alfabetizada até 2029

Nampula (IKWELI) – O mundo assinalou na última quarta-feira (8) o Dia Internacional de Alfabetização, e a esposa do Presidente da República de Moçambique, Isaura Ferrão Nyusi, disse em Corrane, na província de Nampula, que o desafio do executivo é de cumprir com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, garantido a redução do analfabetismo no país até 2030.

Com efeito, os investimentos em volta tornam-se indispensáveis, e todo os actores devem se envolver para que este ensejo seja alcançado.

“Reconhecemos que, como país, registamos passos significativos na redução do analfabetismo, passando de 93% em 1975 para 39% em 2017, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatísticas”, disse a Primeira Dama de Moçambique, no centro de deslocados internos estabelecido no distrito de Meconta, prosseguindo que “ainda existem muitos concidadãos com necessidade de aprendizagem, de leitura, escrita, cálculo e habilidades para a vida, razão pela qual o governo concebeu e aprovou o Plano de Acção para a Aceleração da Alfabetização de Jovens e Adultos 2021-2029 que exige de todos nós maior dinamismo e entrega na nossa actuação”.

Estatisticamente, a fonte avança que o desejo é de passar de 39% para 23% em 2024 de pessoas por alfabetizar, e “o mínimo de 23% até 2029”.

Por outro lado, Isaura Nyusi avançou que este “é um momento de despertar e reflexão. Esta data remete-nos a uma reflexão conjunta sobre os desafios do sector da educação, no seu todo, desde as dinâmicas culturais e económicas impostas pela conjuntura actual a prossecução das acções que visam a implementação dos programas de alfabetização adequados para responder as espectativas do público-alvo dando, desse modo, resposta ao objectivo 4 do Desenvolvimento Sustentável, que preconiza que até 2030 aumentemos o número de jovens e adultos que tenham habilitações relevantes, inclusive competências profissionais para o emprego, trabalho decente e empreendedorismo”. (Redação *Foto: Hermínio Raja)

EUA fornece 15 Concentradores de Oxigénio para 8 distritos de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Governo dos Estados Unidos da Améria (EUA), através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), doou 15 concentradores de oxigénio de última geração para apoiar os esforços de Moçambique visando aumentar o seu fornecimento de oxigénio.

“Estes dispositivos salva-vidas fornecem oxigénio contínuo e de baixo fluxo aos pacientes que sofrem de baixos níveis de oxigénio no sangue.  Com base nas necessidades identificadas pelo Ministério da Saúde moçambicano (MISAU), os dispositivos serão entregues a oito unidades sanitárias na província de Nampula.  A USAID está, também, a fornecer formação técnica às equipas clínicas moçambicanas que irão utilizar as máquinas e financiar a reabilitação necessária em cada unidade sanitária para ligar e utilizar o equipamento em segurança. O custo total das máquinas, formação e reabilitação das unidades sanitárias é de cerca de 60 mil dólares americanos”, refere um comunicado de imprensa da embaixada americana distribuído a partir de Nampula, continuando a explicação que “estes concentradores são ideais para infra-estruturas mais remotas e com poucos recursos, assegurando que os pacientes possam receber tratamento perto de casa, quando dele necessitam.  As máquinas criam uma fonte de oxigénio local potencialmente ilimitada, com um grau de pureza de 87-95%, extraindo o oxigénio do ar e filtrando outras substâncias presentes no ar”.

De acordo com a avaliação das necessidades actuais do MISAU, os 15 concentradores de oxigénio serão entregues às unidades sanitárias distritais de Nacala, Nacala-Velha, Monapo, Ilha de Moçambique, Meconta, Malema, Mecubúri e Mossuril.

“Ao mesmo tempo que os doentes com sintomas graves de COVID-19 são encaminhados para o centro de tratamento de COVID concebido na cidade de Nampula, estes dispositivos irão desempenhar um papel crucial no reforço da capacidade de resiliência de Moçambique à pandemia de COVID-19”, disse a recém-chegada Directora da Missão da USAID, Helen Pataki, citado no comunicado.

Para pessoas que vivem longe de unidades sanitárias maiores e mais bem equipadas, estes concentradores de oxigénio podem proporcionar alívio imediato.  Isto inclui pacientes que sofrem de sintomas ligeiros de COVID-19, hipoxemia grave causada pela COVID-19, e outras condições críticas para a vida.

A mesma nota avança que “o Governo dos E.U.A. tem prestado apoio desde cedo e de forma contínua para reforçar a resiliência de Moçambique à pandemia da COVID-19, desenvolvendo esta parceria de longa data entre ambos os países.  Desde Agosto de 2021, o Governo dos Estados Unidos investiu cerca de 51 milhões de dólares para prevenir, testar, detectar e tratar os casos da COVID-19 em Moçambique.  Na qualidade de maior doador para o mecanismo global de vacinas, COVAX, o Governo dos Estados Unidos está a liderar o esforço global para proporcionar acesso equitativo a vacinas de qualidade e é o principal doador bilateral de vacinas a Moçambique.  Em Julho, o Governo dos E.U.A. doou 302.400 vacinas de dose única da Johnson & Johnson a Moçambique, com doações adicionais de vacinas planeadas”.

“Os programas de saúde representam uma componente crítica da assistência mais ampla do Governo dos Estados Unidos em Moçambique.  Em estreita colaboração com o Governo da República de Moçambique, o Governo dos E.U.A. fornece mais de 500 milhões de dólares em assistência anual para melhorar a qualidade da educação e dos cuidados de saúde, promover a prosperidade económica e apoiar o desenvolvimento global da nação”, conclui o comunicado, cujo conteúdo estivemos a citar. (Redação)

Agentes da PRM espancam e retêm 7 jornalistas que cobriam reivindicação popular sobre o subsídio da covid-19

Nampula (IKWELI) – Cerca de sete jornalistas de quatro estações televisivas foram agredidos e retidos, momentaneamente, por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), quando estes encontravam-se a colher informações sobre reivindicações de populares, nas instalações do Instituto Nacional da Acção Social (INAS), por alegada falta de transparência no processo de pagamento do subsídio básico para mitigação dos efeitos da covid-19.

Trata-se de Leonardo Gimo e Edmilson Ibraimo, jornalista  e repórter de imagens da TV-Sucesso, Osvaldo  Sitora e Emerson Joaquim, repórter de imagem e jornalista da Afro TV, Alberto Júnior e Manuel Tadeu, da  HAQ TV e Celestino Manuel, colaborador da Média Mais, este último que ficou algemado durante cerca de 30 minutos, num dos compartimentos do INAS, e forçado a ceder a sua máquina de filmar as autoridades policiais. Entretanto, todos foram soltos.

Este é o segundo caso a registar-se na cidade de Nampula em menos de três meses, depois da agressão de quatro jornalistas, no passado dia 30 de junho do corrente ano, pelos agentes da Polícia municipal.

Algumas das vítimas, a exemplo de Celestino Manuel, Alberto Júnior e Manuel Tadeu dizem terem sido violentados fisicamente quando se recusavam em apagar algumas imagens das manifestações populares.

Alberto Júnior, jornalista da Haq TV, uma estação televisiva de linhagem islâmica, explicou que tudo começou quando “tivemos uma informação em jeito de denúncia popular, sobre alguma manifestação em relação ao subsídio da covid-19. Entretanto, nos deslocamos para lá [nas instalações do INAS] para fazer o trabalho e nos deparamos com uma situação calamitosa, na medida em que fomos retirados os nossos equipamentos no meio de muita agressão e a Polícia a acusava-nos de incitar a manifestação e diziam que não apresentamos carta que permitisse fazer a cobertura”, disse.

O jornalista foi mais longe ao acrescentar que, na mesma operação, “fomos empurrados, até alguns colegas foram algemados, portanto não guardamos boas recordações. Aquilo mina o relacionamento entre jornalistas e a Polícia, estamos a falar isso numa altura em que há uma colaboração entre os órgãos de comunicação social e a Polícia”, lamentou.

Os jornalistas já denunciaram o caso às organizações de defesa dos profissionais de comunicação social a nível da província, nomeadamente o Núcleo Provincial do MISA-Moçambique, e o Sindicado Nacional de Jornalistas (SNJ), e a própria polícia.

Entretanto, o MISA-Moçambique já se pronunciou, em comunicado, condenando o sucedido e mostra-se interessado em ver o assunto nas mãos da justiça moçambicana, para, provando os factos, a responsabilização dos autores morais e matérias dos profissionais de comunicação social.

A Polícia da República de Moçambique, através do chefe das Relações-Públicas no comando provincial da corporação em Nampula, Dércio Samuel, nega a agressão a jornalistas, mas confirma a retenção alegadamente por falta de identificação dos profissionais enquanto investigava a proveniência.

“O comandante [da 3ª Esquadra da PRM] esteve lá e ele disse que em nenhum momento a Polícia agrediu, mas sim procurou isolar o grupo duvidoso que é(ra) o grupo dos jornalistas, depois de se confirma que tratam-se de jornalistas que não apresentavam alguma identificação, libertou a eles”, disse. (Sitoi Lutxeque)

Agentes da PRM afectos a Nampula foram os que mais extorquiram cidadãos nos últimos 8 meses

Nampula (IKWELI) – Nos últimos oitos meses, segundo um relatório da Polícia da República de Moçambique (PRM), agentes da corporação afectos a província de Nampula foram os que mais extorquiram aos cidadãos.

Preocupado com a situação, o comandante-geral Bernardino Rafael teve de se deslocar a Nampula, e durante uma formatura no pátio do comando provincial informou que não haverá complacência com agentes que praticam estes actos.

Rafael disse que identificados e provado a prática de tais actos, os agentes serão, exemplarmente, punidos e, se necessário, expulsos das fileiras.

“Naquilo que é a estatística que fizemos no decurso de oito meses do presente ano, Nampula tende a aumentar o comportamento desviante de membros da Polícia da República de Moçambique. Caros colegas, parem com isso, porque só pode vos servir para vos afastar da corporação. Parem de extorquir os cidadãos. Esse comportamento é severamente condenável”, informou Bernardino Rafael, para quem avisa que “aquele que optar por este caminho tem de saber que o fim dele é ser afastado. Não teremos outra medida senão afastá-lo, porque na verdade já não dá mais”.

Dirigindo-se aos membros da corporação, com destaque para os comandantes das esquadras, entre outros seniores da Polícia em Nampula, o comandante-geral vai mais longe ao afirmar que neste processo de afastamento de agentes que apresentam comportamento desviante, também, serão responsabilizados os comandantes das esquadras, na medida em que são esses que deviam monitorar o trabalho operativo ao longo do trabalho, porque para ele um bom comando nunca pode avançar para o comportamento desviante.

“Caros colegas, não vamos admitir os comandantes que não controlam os seus efectivos. Não vamos. Queremos responsabilidade partilhada, um responde a um processo disciplinar e criminal, enquanto o chefe assume o seu comportamento de não ter controlado a força no terreno. Teremos as responsabilidades partilhadas”, avisou o Comandante-Geral da P.R.M, para quem garante que tudo será feito, a posterior, para avaliar o grau de actuação de todos os comandos distritais, bem como as esquadras de Nampula onde há elevados índices de comportamento desviante para depois responsabilizá-los pelos actos que não se adequam com a corporação.

Em relação ao tráfico de drogas, este dirigente exortou aos homens da lei e ordem a controlar as zonas costeiras de maneiras que este crime seja reduzido e que não sejam os polícias a facilitar a passagem de drogas neste território. De acordo com ele, o controle deve partir dos portos, aeroportos e caminhos-de-ferro, onde tudo que é proibido deve ser detectado.

Na mesma senda de intervenção, Bernardino Rafael fez menção aos agentes reguladores de trânsito, ou seja, Polícia de Trânsito que, na sua actuação, surgem reclamações, das quais, a apreensão de cartas de condução dos automobilistas e o pagamento de dinheiro referente aos avisos de multa emitidos no local em que é detectada a irregularidade na rodovia.

“Depois daqueles ali em Manica, segue aqui em Nampula onde faremos a reciclagem dos colegas da Polícia de Trânsito. Vamos concretizar. Nampula é outra província com muitas reclamações de cidadãos, temos de reciclar os colegas, se calhar já se esqueceram o porquê de estar na rua e qual é a coisa mais importante. Há colegas que quando interpelam o condutor passam a multa e ainda tem de levar o documento. Para fazer o quê? Encontra-se colegas na posse de cartas de condução de outras pessoas nas suas bolsas. Estás a levar para aonde? Porquê alguém deve pagar multa onde foi interpelada? Vais guardar aonde esse dinheiro? Este é um comportamento totalmente desviante”, concluiu a fonte. (Esmeraldo Boquisse)

Nampula regista uma crise tremenda de cimento de construção

Nampula (IKWELI) – A cidade e província de Nampula, no norte de Moçambique, enfrenta nas últimas semanas uma acentuada crise de falta de cimento de construção e, como consequência, disparou o preço de compra nos principais revendedores formais e informais do referido produto.

Os poucos postos de venda do cimento de construção civil que, ainda, dispõem stock do produto, pelo menos na cidade de Nampula, a cada saco de 50 quilogramas (50kg) chega a custar 600,00MT (seiscentos meticais) contra 515,00MT (quinhentos e quinze meticais), preço praticado até a terceira semana do mês de Agosto findo.

“A situação da falta de cimento está péssima desta vez. Estou há dois dias a procura de cimento, mas é difícil, eles fazem a um preço de proibição, 590,00MT um saco, isso é demais”, considera Adamo Estevão, munícipe residente no bairro de Namutequeliua na cidade de Nampula.

“Acabo de adquirir estes três sacos de cimento a preço de 590,00MT cada, não tenho outra opção, porque circulei nos locais onde conheço, mas não tem cimento, aqui é o único sítio que pelo menos ainda tem. Iniciei com minha obra, então é preciso evitar que pare na totalidade”, referiu Ancha Marcelino, momentos após ter comprado o cimento num dos revendedores na zona de Cotocuane, no bairro de Namutequeliua.

Estefânio Adamugi, outro munícipe que falou a nossa equipa de reportagem, caracteriza o cenário da escassez de cimento na cidade de Nampula como preocupante. “Sim, até compromete muito. Venho da zona do campo dos Macondes (Unidade Marien Nguabi), lá todos sítios de venda não têm cimento, passei no Nasser, também, não tem cimento, toda zona da Memória ninguém tem cimento a venda, apenas aqui em Cotocuane é que pelo menos tem, talvez seja por isso que estão a fazer 590,00MT para Cimento de Moçambique e 560,00MT cimento Maiaia, se a situação continuar assim, acredito que um saco passará a custar 700,00MT”, antevê a nossa fonte.

No meio deste cenário preocupante, ainda não se sabe as reais causas que estão na origem da crise de cimento de construção, com principal destaque para o cimento de Moçambique.

Entretanto o Ikweli conversou com uma fonte bem posicionada na empresa Cimentos de Moçambique, unidade fabril de Nacala, que preferiu o anonimato, o qual explicou que a escassez do cimento de construção deveu-se a baixa produção durante o último mês de Agosto.

Segundo explicou a nossa fonte, a fraca produção da empresa deveu-se a falta clínquer, em toda região norte de Moçambique. Segundo apuramos junto do nosso interlocutor, clínquer é uma das matérias-primas para o fabrico do cimento, para além do calcário e gesso.

“Há falta de cimento de facto”, reconhece a nossa fonte, acrescentando que “houve falta do clínquer em toda região norte de Moçambique e no mercado internacional, também, havia muita procura e como sabe, lá fora há empresa mais poderosas que a nossa, daí que primeiro foram eles a comprar o clínquer e chegou a nossa vez. Durante este período aqui internamente tentamos usar vias alternativa, mas era muito despendioso, gastava muita energia eléctrica assim como requeria muito esforço humano, por isso a empresa decidiu por parar e esperar pelo mercado internacional para aquisição do clínquer”, referiu o nosso interlocutor.

Segundo a fonte, os trabalhos ao nível da unidade fabril de Nacala já retomaram na sua normalidade pelo que a crise de cimento de construção será ultrapassada brevemente. “Agora já temos o clínquer, nunca tivemos problemas de calcário porque temos uma mina aqui, o gesso nunca foi problema, por isso a situação será normalizada. O que devo dizer, também, é que para o público em geral pode levar algum tempinho, porque agora as atenções da empresa estão viradas para o fabrico de cimento 42.5 para o Porto de Nacala porque eles estão com algumas obras deles e por isso fecharam o negócio há muito tempo com a nossa empresa”, explicou o nosso interlocutor, lamentando a especulação do preço por parte dos revendedores. “O que sei é que aqui internamente não se registou o incremento do preço de venda, essa subida só devem ser comerciantes oportunistas que tiveram o stock do produto nos seus armazéns, acredito”. (Constantino Henriques)

Nova Democracia defende celebração do dia da vitória para a recuperação da esperança

Maputo (IKWELI) – O país assinala nesta terça-feira o dia da vitória, comemorando a conquista da independência nacional com a assinatura dos Acordos de Lusaka, a 7 de Setembro de 1974, na vizinha Zâmbia.

Nesta data, o partido Nova Democracia (ND) apela que ao se celebrar o dia da vitória, seja-o feito para a recuperação da esperança pelos moçambicanos.

“Foi a luz destes acordos que estabeleceu-se a transição para a independência de Moçambique que viria aser solenemente proclamada no dia 25 de junho de 1975, dia em que muitos retomamos os nossos sonhosde liberdade e justiça. Um novo mundo abria-se perante nós, e nós éramos os donos”, reconhece o ND, apontando que “os inícios foram extremamente duros e difíceis para o país. A comida escasseava, perdíamos parte da nossa capacidade produtiva, industrial e económica, consequência de anos de submissão ao primeiro colono. Grande parte da população era analfabeta e tudo estava por fazer”.

Adiante, o partido, em comunicado de imprensa, avança que, “mas aqueles tempos tinham o mais essencial; O ponto de partida era o certo. Tínhamos uma ideia e um sentimento comum. Queríamos construir, haviaconsciência dos sacrifícios a fazer, mas que os mesmos seguiam um ideal; um Moçambique melhor para gerações inteiras”, por isso “quando olhávamos para os nossos governantes e para o nosso Presidente, sentíamo-nos identificados, acreditávamos neles, na sua honestidade e capacidade, no seu esforço ededicação para o bem o comum. O 7 de Setembro de 1974 abriu um espaço de esperança e felicidade”.

“Com o passar do tempo, constata-se que tudo aquilo ficou pelo caminho. A esperança tornou-se emresignação e raiva. A justiça adoptou o lugar oposto, injustiçando a todos nós. Os sonhos tornarem-se em pesadelos, e a honestidade em corrupção. O colectivismo deslocou-se para o individualismo e os nossos governantes e sucessivos presidentes se distanciaram do povo, tornando a fidelidade em traição”, lê-se no comunicado do partido, prosseguindo que “hoje, as maiorias camponesas mal trabalham a terra com a suaenxada, como se de uma homenagem ao passado se tratasse, fruto da inexistência de políticas rurais e agrícolas com objetivos claros e definidos, em base ao potencial nacional e focadas no nosso povotrabalhador. Pelo contrário, somos apresentados grandes programas agrícolas que na sua materialização, mostram-se falidos e orientados às elites num exercício de sofrimento sem fim e um futuro de incertezas”.

Num outro desenvolvimento, o partido liderado por Salomão Muchanga aponta que “o rápido crescimento das cidades não tem sido previsto nem planificado. Consequência; bairros sem serviços urbanos básicos, mercado de emprego incapaz de responder à demanda, conflictividade e vidas cheias de penúria”, tanto que “temos quilómetros de mar, mas o peixe a preço acessível é angolano, e as grandes empresaspesqueiras são estrangeiras. Moçambique, após satisfazer as suas necessidades, pode e deve exportar peixe para o mundo, fazendo disto a riqueza das comunidades”.

“As pessoas idosas, muitas envolvidas na Luta de Libertação, são deixadas da mão de Deus, tendo que viver os seus últimos anos com resignação e saudade. Após 47 anos dos Acordos de Lusaka, não temos sido capazes de desenvolver um sistema de proteção social que garanta as condições das pessoas maisvulneráveis, obrigando também às gerações jovens a contribuir para o sustento de familiares,sobrecarregando ainda mais as suas sofridas contas familiares”.

Por outro lado, segundo o mesmo documento, “em política externa, o país zanza sem rumo, guiado apenas por interesses individuais e pelas urgências de fechar buracos que a sua inoperância tem criado. Semnenhum impacto na sua presidência e participação na SADC, mas sim com um aumento da tensão nas relações com vizinhos como Tanzânia e África do Sul”, e “o regime enquanto burguesia subalterna, abaixa acabeça perante o que ontem chamou de forças inimigas e deixa espoliar os recursos naturais, perdendo toda sua riqueza sem justa compensação as populações e vergando sua soberania”.

Igualmente, o ND escreve que: “sentimos que mais do que nunca, homens e mulheres, jovens e adultos,chegou o momento de determinarmos que basta do sofrimento a que estamos sujeitos a maioria dos cidadãos, nas cidades e no campo” e que “bastam as humilhações no nosso próprio país, e que chegou o momento de nos unirmos no mesmo projecto, para tomar o poder dos que nos tratam como cidadãos deterceira, num país que também somos donos e de direitos”. (Redação)

SUSTENTA prevê beneficiar cerca de 12 mil pequenos agricultores em Nampula na campanha 2021/2022

Nampula (IKWELI) – O SUSTENTA, programa nacional de integração da agricultura familiar em cadeias de valor produtivas, espera beneficiar na campanha 2021/2022, na província de Nampula, o total de 11.800 (onze mil e oitocentos) Pequenos Agricultores (PA), 68 Pequenos Agricultores Emergentes (PACE) e 25 Fomentadores Directo para a adopção de pacotes tecnológicos de gergelim, soja e arroz.

Para a campanha em referência, o Secretário de Estado na província de Nampula, Mety Gondola, procedeu ao lançamento da chamada pública para o programa na tarde da última quinta-feira (2).

O SUSTENTA tem como objectivo principal o aumento da receita agrícola familiar para o mínimo necessário para superar a linha da pobreza de consumo alimentar.

“Testemunhamos o lançamento da chamada pública de candidatura ao programa SUSTENTA, acto que decorre na fase de avaliação da campanha 2020/2021 e que os resultados preliminares desta campanha serão anunciados no corrente mês de Setembro”, disse o governante, prosseguindo que “a avaliação da campanha 2020/2021 coincide co a avaliação do primeiro ano de implementação do programa SUSTENTA a nível nacional, cujos resultados serão igualmente apresentados no mês em curso”.

Para a campanha 2021/2022, cada distrito de Nampula terá pacotes tecnológicos específicos, segundo deu a conhecer Mety Gondola.

O distrito de Eráti, que espera beneficiar 900 PA, através do financiamento de 5 PACE e 4 fomentadores directo, tem a missão de fomentar o pacote tecnológico que agrega o gergelim e a soja. Mogovolas tem o mandato de beneficiar 900 PA, através do financiamento de 2 PACE e 7 fomentadores directo, com a atribuição do pacote tecnológico de gergelim. No distrito de Angoche serão beneficiados 1.200 PA, através do financiamento de 7 PACE e 5 fomentadores directo, fomentado os pacotes de arroz e gergelim.

O distrito de Lalaua tem a missão de beneficiar 600 PA, através do financiamento de 6 PACE, com os pacotes tecnológicos de gergelim e soja. Em Larde, também, serão beneficiados 600 PA, através do financiamento de 6 PACE e com dois pacotes tecnológicos de gergelim e arroz.

No produtivo distrito de Malema, que foi piloto na implementação do SUSTENTA, espera-se que 1400 PA sejam beneficiados, através do financiamento de 9 PACE e 5 fomentadores directo, os pacotes tecnológicos de gergelim e soja; numa altura em que em Meconta 1400 PA serão beneficiados, através do financiamento de 6 PACE e 8 fomentadores directo, com os pacotes tecnológicos de gergelim e soja.

Mecubúri vai contar com 1400 PA, através do financiamento de 6PACE e 8 fomentadores directo, com o pacote tecnológico de gergelim, e Memba terá 600 PA, através do financiamento de 6 PACE, com o pacote tecnológico de gergelim.

O distrito de Nampula terá, apenas, 300 PA, através do financiamento de 3 PACE e vai fomentar o gergelim, numa altura em que Moma vai ter 1000 PA, através do financiamento de 7 PACE e 3 fomentadores directo para as culturas de gergelim e arroz.

O distrito de Moma vai ter o total de 1000 PA, através do financiamento de 7 PACE e 3 fomentadores directo, com as culturas de gergelim e arroz; e o distrito de Ribáuè que, também, acolheu a fase piloto do SUSTENTA, vai ter 1500 PA, através do financiamento de 5 PACE e 10 fomentadores directo com os pacotes tecnológicos de gergelim e soja.

“Aos pacotes tecnológicos mencionados adicionam-se as culturas alimentares de milho e feijões”, esclareceu Mety Gondola, explicando que “a estratégia de financiamento do programa é progressiva, significando que para esta campanha o número de beneficiários será limitado, e o programa irá gradualmente cobrindo um maior número de beneficiários nos próximos 5 anos, dando prioridade nesta campanha aos que submeterem a manifestação de interesse primeiro, tendo reunido os requisitos acima citados”.

O Secretário de Estado na província de Nampula deu a conhecer, ainda, que estrategicamente, “para a província de Nampula foram desenvolvidas linhas de financiamento específicas para a agroindústria”.

Em Moçambique, 67% da população reside nas zonas rurais e desta, cerca de 4,2 milhões de famílias praticam agricultura em regime de sequeiro no seu local de residência, em parcelas de terra com área média de 1,1ha, que representa cerca de 82% da economia rural.

Para a campanha 2021/2022, a chamada encerra a 15 de Setembro corrente. (Aunício da Silva)