Agentes da PRM afectos a Nampula foram os que mais extorquiram cidadãos nos últimos 8 meses

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A PRM nao quer brincadeiras na quadra festiva em Nampula

Nampula (IKWELI) – Nos últimos oitos meses, segundo um relatório da Polícia da República de Moçambique (PRM), agentes da corporação afectos a província de Nampula foram os que mais extorquiram aos cidadãos.

Preocupado com a situação, o comandante-geral Bernardino Rafael teve de se deslocar a Nampula, e durante uma formatura no pátio do comando provincial informou que não haverá complacência com agentes que praticam estes actos.

Rafael disse que identificados e provado a prática de tais actos, os agentes serão, exemplarmente, punidos e, se necessário, expulsos das fileiras.

“Naquilo que é a estatística que fizemos no decurso de oito meses do presente ano, Nampula tende a aumentar o comportamento desviante de membros da Polícia da República de Moçambique. Caros colegas, parem com isso, porque só pode vos servir para vos afastar da corporação. Parem de extorquir os cidadãos. Esse comportamento é severamente condenável”, informou Bernardino Rafael, para quem avisa que “aquele que optar por este caminho tem de saber que o fim dele é ser afastado. Não teremos outra medida senão afastá-lo, porque na verdade já não dá mais”.

Dirigindo-se aos membros da corporação, com destaque para os comandantes das esquadras, entre outros seniores da Polícia em Nampula, o comandante-geral vai mais longe ao afirmar que neste processo de afastamento de agentes que apresentam comportamento desviante, também, serão responsabilizados os comandantes das esquadras, na medida em que são esses que deviam monitorar o trabalho operativo ao longo do trabalho, porque para ele um bom comando nunca pode avançar para o comportamento desviante.

“Caros colegas, não vamos admitir os comandantes que não controlam os seus efectivos. Não vamos. Queremos responsabilidade partilhada, um responde a um processo disciplinar e criminal, enquanto o chefe assume o seu comportamento de não ter controlado a força no terreno. Teremos as responsabilidades partilhadas”, avisou o Comandante-Geral da P.R.M, para quem garante que tudo será feito, a posterior, para avaliar o grau de actuação de todos os comandos distritais, bem como as esquadras de Nampula onde há elevados índices de comportamento desviante para depois responsabilizá-los pelos actos que não se adequam com a corporação.

Em relação ao tráfico de drogas, este dirigente exortou aos homens da lei e ordem a controlar as zonas costeiras de maneiras que este crime seja reduzido e que não sejam os polícias a facilitar a passagem de drogas neste território. De acordo com ele, o controle deve partir dos portos, aeroportos e caminhos-de-ferro, onde tudo que é proibido deve ser detectado.

Na mesma senda de intervenção, Bernardino Rafael fez menção aos agentes reguladores de trânsito, ou seja, Polícia de Trânsito que, na sua actuação, surgem reclamações, das quais, a apreensão de cartas de condução dos automobilistas e o pagamento de dinheiro referente aos avisos de multa emitidos no local em que é detectada a irregularidade na rodovia.

“Depois daqueles ali em Manica, segue aqui em Nampula onde faremos a reciclagem dos colegas da Polícia de Trânsito. Vamos concretizar. Nampula é outra província com muitas reclamações de cidadãos, temos de reciclar os colegas, se calhar já se esqueceram o porquê de estar na rua e qual é a coisa mais importante. Há colegas que quando interpelam o condutor passam a multa e ainda tem de levar o documento. Para fazer o quê? Encontra-se colegas na posse de cartas de condução de outras pessoas nas suas bolsas. Estás a levar para aonde? Porquê alguém deve pagar multa onde foi interpelada? Vais guardar aonde esse dinheiro? Este é um comportamento totalmente desviante”, concluiu a fonte. (Esmeraldo Boquisse)

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