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Cidade de Nampula ainda regista escassez de hortícolas

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, ainda continua a registar escassez de hortícolas, em consequência da fraca produção movida pela falta de água durante os últimos meses de 2021 e a invasão, para habitação, da cintura verde onde é feita a produção.

Com a escassez de hortícolas, como é o caso de tomate, cenoura, repolho, cebola, entre outros, o preço de venda da pouca quantidade existente nos mercados conheceu um certo agravamento, forçando as autoridades do distrito, em coordenação com a província, a recorrem ajuda externa para o fornecimento.

O administrador do distrito de Nampula, Tarcísio Rafael, que falou em entrevista ao Ikweli disse ser desafiadora a falta de hortícolas, cenário que afecta sobremaneira a vida da população que procura por estes produtos ricos em vitaminas. Aliás, o distrito de Nampula é, também, conhecido pela sua riqueza de produção de hortícolas através das zonas ribeirinhas que possui e o posto administrativo de Anchilo, em destaque.

“De facto é uma realidade a escassez de hortícolas no nosso distrito. Se recordarmos que as alterações climáticas afectam a produção agrícola. No ano passado ficamos muito tempo sem a queda das chuvas, os rios quase secaram, as zonas ribeirinhas quase não tinham humidade para a produção das hortícolas, razão fundamental que fez com que tivéssemos ruptura”, descreveu o administrador.

A ruptura forçou, de acordo o dirigente, as autoridades a recorrerem aos outros distritos, como é o caso de Malema. No entanto, a necessidade de encontrar estratégias de melhoria e que facilitem a produção de hortícolas é o que se pode fazer, segundo entende o governante.

“Nós estamos a aproximar o instituto agronómico para nos ajudar a pensar como é que podemos nos virar perante a situação. Não podemos ficar dependentes das chuvas, temos de abrir furos ou uma outra alternativa, não podemos ter apenas o plano A que é das chuvas”, disse Tarcísio Rafael, para quem “vamos buscar solução para aquilo que nos apoquenta olhando ainda as alterações climáticas”.

Referente a campanha agrária em curso, o administrador Tarcísio garantiu ao Ikweli que tudo está aposto face ao alcance da meta de produção de cerca de 409.297 toneladas (quatrocentos e nove mil, duzentas e noventa e sete toneladas) de produtos diversos, num universo de 63.758ha (sessenta e três mil, setecentos e cinquenta e oito hectares) da área que se prevê lavrar.

Igualmente, o dirigente adiantou que até ao momento foi lavrada uma área de 56.094ha (cinquenta e três mil, noventa e quatro hectares), uma correspondência de mais de 80 por cento da área prevista.

Sobre a ocorrência de queda de chuvas no mês passado caracterizadas por ventos fortes, associado com a passagem da depressão tropical ANA, o administrador informou que os campos de cultivo do distrito de Nampula foram afectados em cerca de 22.6 hectares de produtos diversos. Contudo, a situação não condicionou, na sua totalidade, as metas planificadas pelo governo, dado que ainda há tempo de recompensar o que se perdeu.

“Pensamos que em termos de segurança alimentar para a população do distrito de Nampula, olhando aquilo que nós visitamos, bem como as reservas que as famílias têm, acreditamos que até meados de Março há uma reserva alimentar garantida”, adiantou o administrador, para depois concluir que “isso significa que produziram, venderam uma parte e a outra reservaram para o sustento. Neste momento, pode-se assumir que existe uma segurança alimentar garantida e temos em conta que os produtos que foram semeados na presente campanha até Março e Abril começarão a colher, então até lá estamos seguros de que temos uma reserva alimentar no nosso distrito”. (Esmeraldo Boquisse)

Terroristas matam 6 civis próximo a vila de Macomia

Nampula (IKWELI) – Pelo menos seis pessoas foram mortas, recentemente, em um ataque terrorista a 6 quilómetros da vila de Macomia, na província de Cabo Delgado.

A vida dos civis nas regiões centro e norte de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, continua a ser posta em causa devido aos ataques terroristas, havendo ainda notícias de novos ataques.

Em mais uma incursão terrorista, no sábado passado, no distrito de Macomia, centro de Cabo Delgado, seis civis perderam a vida e vários bens foram destruídos incluindo dois camiões que transportavam material das obras de reparação da ponte sobre o rio Messalo.

As incursões aconteceram à cerca de 6 quilómetros da vila distrital de Macomia, concretamente na pequena comunidade de Rafique onde uma pessoa foi decapitada e nas proximidades de Nacate, também três pessoas foram decapitadas e na aldeia Bangala 2, um motorista de um dos camiões emboscados quando fazia trajetória Pemba-Macomia sede, foi morto.

Segundo as nossas fontes, as três pessoas foram assaltadas quando regressavam da caça nas matas da aldeia Nacate, que neste momento está praticamente abandonada. (Redação)

Angoche: traficantes transacionam haxixe em recintos escolares

Angoche (IKWELI) – O tráfico de haxixe e outro tipo de drogas na cidade de Angoche, a sul da província de Nampula, continua a ser marcado por novo modus operands, e as transações começam a ser feitas em diferentes pontos.

Uma equipa de investigadores do Ikweli, em Angoche, flagrou uma transação que estava sendo feita no recinto da Escola Primária do 1° e 2° Grau de Mussoriri, no emblemático bairro de Ínguri.

Uma fonte que tem assistido, recorrentemente, os movimentos, contou que “tem sido possível notar que naquela escola, nas noites, há movimentos estranhos”, prosseguindo que “as viaturas, de pequeno porte, começam a chegar depois das 16h e ficam no local até de madrugada que vão chegando outros carros, e daí começa o processo de carregamento”.

Igualmente, nossas fontes em Angoche asseguram que “como tem havido algum movimento de polícias no porto, eles estão a mudar de táctica, porque continuam a receber muita droga da ilha Yatá”.

Durante as férias lectivas, a Escola Primária do 1° e 2° Grau de Mussoriri foi, seguramente, tal como nos confidenciaram usada pela vantagem da sua localização que não é de fácil acesso e chama pouca atenção.

É na mesma escola onde foram capturados, indiciados de envolvimento no tráfico de drogas, agentes da polícia municipal de Angoche e da Polícia da República de Moçambique. (Redação)

Nampulenses já não confiam no Gilberto Mendes

Nampula (IKWELI) – Os desportistas de Nampula, no norte de Moçambique, dizem não esperar que as promessas feitas pelo Secretário de Estado de Desporto (SED), Gilberto Mendes, sobre a melhoria de condições para a massificação do desporto naquela parcela moçambicana, venham a ser concretizadas, numa altura em que o tempo corre para o término do presente mandato de governação.

A primeira passagem de Gilberto Mendes por Nampula, como governante, em princípios de Dezembro de 2020, foi considerada pelos desportistas de Nampula como sendo uma salvação, visto que, nos diferentes encontros que o Secretário de Estado de Desporto manteve com diversas agremiações desportivas, teria deixado promessas que visavam, acima de tudo, minimizar com os constantes problemas que minam o desenvolvimento do desporto na província mais populosa de Moçambique.

Especificamente, na ocasião, embora se tratasse de um período não eleitoral, Gilberto Mendes prometeu a instalação de várias infraestruturas desportivas, fornecimento de equipamentos desportivos, entre outras promessas.

Na escola secundária de Namicopo, por exemplo, onde o governante manteve um encontro com a direcção da escola, incluindo as atletas, que no mesmo ano participaram com êxito no campeonato nacional de basquetebol em juvenis feminino. Naquele estabelecimento de ensino, Mendes assegurou a instalação de um campo multiuso para acomodar as modalidades desportivas ali praticadas, o fornecimento de equipamento desportivo, quase para todas modalidades, principalmente o basquetebol e o andebol, dar bolsas de estudo para universidade às estudantes finalistas daquela escola e que estivessem a integrar a equipa de basquetebol.

“Nós vamos mandar para aqui equipamentos desportivos, esse equipamento vai chegar na próxima semana (depois do referido encontro), vamos mandar bolas, coletes e, gostaríamos, também, que introduzissem o andebol”, teria prometido o SED.

No rol das suas promessas, ao nível das associações provinciais, Gilberto Mendes prometeu tirá-las da sombra, através de construção de uma infraestrutura que pudesse acomodar todas as sedes das associações provinciais.

Paralelamente, o SED garantiu aos desportistas de Nampula, a recuperação do Estádio Municipal de Muhala que não reúne condições para a presença do público expectador. Ainda no capítulo das infraestruturas, o governante teria prometido ao Sporting Clube de Nampula a colocação da relva no campo dos leões, localizado no bairro de Namutequeliua, nos arredores da Cidade de Nampula.

Entretanto, volvido mais de um ano, nenhuma promessa do dirigente foi concretizada, o que remete aos desportistas daquela parcela moçambicana a entrar no mundo das desconfianças de que as mesmas venham a ser materializadas. Aliás, segundo apuramos, em relação a Escola Secundária de Namicopo, das promessas, Mendes conseguiu mandar, apenas, 10 bolas de basquetebol e 14 coletes.

“O Secretário de Estado, na pessoa de Gilberto Mendes, esteve cá, ele prometeu que iria relvar o campo do Sporting ma até então não vimos. Pediram para que a gente fizesse um projecto de formação e do campo, fizemos, mas não temos resposta, já passa um ano”, começou por dizer Mussito Júnior, momentos após sua reeleição a cargo de presidente do Sporting Clube de Nampula.

Para Mussito Júnior, “é triste porque todo mundo que está no Moçambola quando vem jogar com o Ferroviário de Nampula ou de Nacala usam o campo de Namutequeliua, porque o Ferroviário de Nampula não deixa. Tem uma escola que está por perto do nosso campo, usam, também, o nosso campo. A Associação Provincial de Futebol quando tem seus torneios, também, usa o nosso campo, o governo da província de Nampula, também, usa o nosso campo, liga feminina de futebol também usa o nosso campo, por isso o governo da nossa província tinha que fazer alguma coisa”, disse, rematando que “nós estamos à espera do senhor Secretário do Estado, porque ele prometeu que iria relvar o nosso campo”. (Constantino Henriques)

Ossufo Momade quer trabalho intenso nos municípios governados pelo seu partido

Nampula (IKWELI) – O líder da Renamo, Ossufo Momade, apelou aos presidentes dos municípios governados pelo partido que dirige, para que redobrem esforços com vista a melhor servir os munícipes.

Momade que falava num comício popular na localidade de Matibane, acompanhado pelos edis de Nampula, Nacala, Ilha de Moçambique e Angoche, exigiu maior responsabilidade na missão de servir o povo, de forma a honrar e cumprir com as promessas eleitorais, que agora se tornaram em programas de governação.

“Os resultados do vosso trabalho são visíveis, mas queremos muito mais para darmos melhores condições de vida aos nossos cidadãos, porque esta é a nossa missão”, disse, avançando ainda que o pouco tempo que sobra para o fim do mandato é para redobrar esforços, dando exemplos de boa governação.

“Está claro que os municípios, por nós governados, são os que mais registam melhores resultados, daí que o povo irá, certamente, apostar nas nossas listas em muito mais autarquias nas próximas eleições de 2023”, está convicto o chefe da perdiz.

“Aquele que ainda tinha dúvidas da capacidade da Renamo em governar o país, pode hoje ver os resultados alcançados nos municípios por nós governados”, gaba-se Momade, que nos últimos dias tem vindo a trabalhar com a população e com as bases do seu partido no maior círculo eleitoral do país. (Redação)

“Não se pode aceitar que os “homossexuais” não sejam livres de se associar” – condena Teodoro Waty

Maputo (IKWELI) – O reputado advogado e político moçambicano Teodoro Waty que actualmente é um dos comentadores residentes do programa Noite Informativa da STV, disse no domingo, 30.01, que “a homossexualidade é uma realidade em Moçambique e não podemos escondê-la e nem evitar que as pessoas que tem esta orientação sexual se possam associar,” defendeu Waty.

O posicionamento de Teodoro Waty foi feito durante àquele programa televisivo dedicado à análise dos principais assuntos que marcaram a actualidade informativa da semana e Teodoro Waty, comentou na abertura do mesmo, sobre o mais recente pronunciamento do líder da Igreja Católica, Papa Francisco, segundo o qual “os pais de filhos gays devem apoiar os seus filhos no lugar de condená-los.”

Fazendo um paralelismo com a realidade moçambicana, para Teodoro Waty, “…no meu país observa-se uma política de avestruz”, por outro lado, Waty reconhece não ser a pessoa mais competente para se pronunciar sobre o assunto, mas vai mais longe ao considerar que, “não se pode aceitar que estes cidadãos [homossexuais] não sejam livres de se associar”, numa clara alusão à demora do Ministério da Justiça em registar a associação LAMBDA, um expediente submetido e pendente àquela instituição do estado há já mais de 13 anos.

Noutro desenvolvimento, Teodoro Waty que dentre outras no seu percurso profissional já foi membro da Comissão Política e Comité Centra do Partido Frelimo bem como Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade na Assembleia da República, chamou atenção para o facto de o Conselho Constitucional já se ter pronunciado sobre esta matéria, que o contrário do reconhecimento do direito de associação [que vem sendo negado à LAMBDA], é uma “ofensa ao princípio da universalidade e igualdade” previsto na Constituição da República de Moçambique.

Ainda durante a apresentação das notas prévias ao assunto principal em debate, “Providência cautelar contra as taxas de portagens,” no Noite Informativa, o comentador esclareceu que, “uma coisa são as nossas convicções pessoais, mas essas convicções pessoais não podem, e nem devem arregimentar as posições do Estado, e nem é razoável que nós sejamos mais papistas que o vigário de Cristo. A homossexualidade é uma realidade em Moçambique e não podemos escondê-la e nem evitar que as pessoas que tem esta orientação sexual se possam associar.  (Redação com #Lambda)

Renamo exige que seus líderes sejam condecorados heróis nacionais

Nampula (IKWELI) – O partido Renamo, maior formação política na oposição em Moçambique, exige as autoridades governamentais moçambicanas a condecorar seus líderes, com destaque para André Matsangaissa e Afonso Dhlakama, como heróis nacionais.

O desejo foi manifestado, na cidade de Nampula, nesta quinta-feira (03), durante as cerimónias do dia dos heróis moçambicanos.

Para a Renamo, os seus líderes, nomeadamente Andrá Matsangaissa e Afonso Dhlakama, ambos falecidos, reúnem todos requisitos para que sejam condecorados heróis nacionais. Aliás, para a Renamo em Nampula, as duas figuras se notabilizaram na luta pela paz e democracia em Moçambique.

André Matsangaissa, refira-se, foi o primeiro líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) que, alegadamente, não concordava com a filosofia governativa do partido Frelimo. Aliás, face a esse descontentamento, André Matsangaissa e seus seguidores deram início a uma guerra armada que demoraria, pelo menos, 16 anos, contra as forças governamentais. Matsangaissa, viria a perder a vida em pleno combate em 1979, portanto, quatro anos depois de formar o seu movimento.

Afonso Dhlakama, por seu turno, foi o sucessor de Matsangaissa. Com ele, a considerada guerra civil, que teve seu iniciou em 1976, continuou até 1992, tendo sido inclusive uma das personagens principais na assinatura do Acordo Geral de Paz, a 4 de Outubro de 1992 em Roma, capital italiana. Dhlakama perdeu a vida em 2018, vítima de doença.

“Queremos, aqui e agora, exortar as autoridades governamentais do nível central a condecorar suas excelências André Matade Matsangaissa e Afonso Macacho Marceta Dhlakama como heróis nacionais, pois estes filhos deste Moçambique, souberam lutar para a implementação da paz e democracia no nosso país”, disse Chehate Essimela, vereador do pelouro Institucional, Cooperação e Desenvolvimento no município de Nampula, durante as cerimónias do dia dos heróis moçambicanos.

Apesar disso, Chehate Essimela, que discursava em representação de Paulo Vahanle, presidente do município de Nampula, assegurou, na ocasião, que “o município de Nampula continuará a merecer a melhor atenção, através de iniciativas juvenis, promoção de auto-emprego e acções de prevenção e combate a corrupção, nepotismo, espírito de deixa andar, construção de infraestruturas que beneficiem a população”, precisou a fonte.

“No domínio da governação, vamos continuar a consolidar a democracia multipartidária, governação baseada na população e promovendo a planificação participativa e inclusiva para alavancar o desenvolvimento igualitário”, acrescentou o político.

As cerimónias centrais do dia dos heróis moçambicanos, ao nível da província de Nampula tiveram lugar na praça dos heróis na cidade de Nampula, capital provincial, e contaram com a participação, dentre várias individualidades, o governador provincial, Manuel Rodrigues, e o Secretário do Estado na Província de Nampula, Mety Gondola.

Os apelos dos dois governantes, resumem-se na necessidade de as populações continuarem vigilantes para que a província de Nampula não seja novo palco dos terroristas que continuam a tirar fôlego às pessoas de alguns distritos da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. (Constantino Henriques)

TA ignora notificar o CDD do seu polémico despacho que autoriza a REVIMO a cobrar taxas de portagens na estrada circular

Maputo (IKWELI) – O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) afirma que o Tribunal Administrativo não notificou está instituição em relação a decisão que autoriza o governo a iniciar com a cobranças de taxas nas portagens da estrada circular de Maputo.

Em comunicado de imprensa, a organização liderada pelo Prof. Adriano Nuvunga, refere que “através de um comunicado do ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que circula nas redes sociais, o Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) tomou conhecimento da decisão do Tribunal Administrativo (TA) que autoriza ao governo a iniciar com a cobrança de taxas na estrada circular de Maputo, mesmo estando em tramitação uma providência cautelar visando a suspensão do despacho publicado através do Boletim da República Número 10, I Série, que fixa os valores a pagar nas portagens do Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola Gare”, o que deixa claro que, como parte, o CDD ficou sabendo da decisão, também, pelas mídias sociais. .

“Sucede, porém, que o CDD, organização da sociedade civil que submeteu a providência cautelar, ainda não foi notificada do despacho do Tribunal Administrativo que dá provimento ao pedido do governo de excepção do cumprimento da regra de suspensão provisória automática do despacho que fixa as taxas de portagens”, lê-se na mesma publicação do CDD, a qual prossegue que “desde as 00:00h desta terça-feira, 1 de Fevereiro, milhares de cidadãos que usam a estrada circular de Maputo são obrigados a pagar taxas à REVIMO, empresa privada que ganhou o negócio bilionário das portagens num processo totalmente ilegal e corrupto”.

Por fim, a organização diz que “não tendo sido notificado, o CDD tem sérias dúvidas de que o alegado despacho do Tribunal Administrativo tenha sio proferido ontem observando todos os mecanismos legais para o efeito”, tanto que questiona: afinal, existe ou não esse despacho, ou tratou-se de um mero expediente para garantir, a partir de hoje, o início da cobrança das taxas de portagens pela REVIMO?”. (Redação)

Nova Democracia exige encerramento temporário da praça dos heróis

Maputo (IKWELI) – O movimento político Nova Democracia (ND) exige que se encerre a praça dos heróis até a Nova Ordem política em 2025, de forma que não continue esta desonra à Eduardo Mondlane eSamora Machel entre outros distintos combatentes que ali jazem.

Em comunicado de imprensa distribuído a partir de Maputo, a Nova Democracia diz que “comemora-se a 03 de Fevereiro de 2022, mais um aniversário da manifestação do espírito de luta de Moçambicanos, que sem olhar a sexo, raça, etnia, tribo e/ou orientação política e movidos pelo mesmo pujar revolucionário, iniciarama 60 anos atrás, a marcha derradeira para a independência que se viria a confirmar a 25 de Junho de 1975”, e que “desta marcha, muitos moçambicanos perderam a vida e muitos outros ainda que vivos, contraíram deficiências que marcam e marcaram a história deste país e de suas vidas, cuja menção e honra, transcendem qualquer vocabulário patriótico e de identidade com nação, que estavam a construir”.

A esses heróis e tantos outros anónimos/as que entregaram suas vidas pela independência e pelo povo Moçambicano, a ND endereça “condolências e honras respectivamente, conscientes que sua luta não terá ainda terminado e não terá sido em vão, até que o último reduto da colonização, hoje operado por correligionários seus que humilham o povo e que desprezam a todos os Heróis dignos desta pátria amada e a cada Moçambicano”, por isso “neste 03 de Fevereiro, não faz sentido festejarmos, vamos apenas lembrar e reflectir sobre a honra dos nossos verdadeiros Heróis”, porque “a burla que se constituiu em regime, atrás de um partido político que faliu e que transformaram os seus membros em objectos intimidáveis e coagíveis,através do estômago, manieta para que o venerem, mesmo diante da pior miséria comum e pública,cometida por estas gangues do sistema acampados no Estado, onde fazem prosperar a pobreza esubmetem os Moçambicanos a uma penosa experiência de sofrimento e injustiça social”.

“O 03 de Fevereiro enuncia e significa sangue. Sangue dos que foram e sangue dos que pintarão a bandeira flutuante da nossa linda e bela pátria, no qual cada moçambicano deve ser parte na reconstrução de uma sociedade igualitária, de direitos em que cada moçambicano participa e contribui e dele toma partido para ser feliz e alegrar os seus concidadãos”, considera a ND.

Um apelo especial é para os jovens, os quais lhe é chamado para que tomem “consciência, as mães, os pais, anciãos e toda a sociedade já indignada, exija que a vida e o sangue dos nossos Heróis, não tenha sido em vão derramado, que o país tem uma resposta, para suplantar e repor as ordens que nela faltam, para construir uma sociedade de valores igualitários e de liberdades e de felicidade de todo o povo.

Não queremos cães da polícia perseguindo a cidadania que revindica direitos constitucionais a bem da sociedade e quereremos cães para escoltar a escamulha do crime da nossa pátria, para que não escape nem fuja da justiça justa”.

“Estes cowboys que de facto e gravata irão fazer vénia aos heróis nacionais jazidos na cripta central junto na praça dos heróis em representação de todas as criptas de moçambicanos neste país, cessaram a sua personalidade política e moral e nem compostura tem e nem direitos de aceder a aquele local, porque suas mãos ensanguentadas e revestidas do crime, contra o povo a quem deveriam proteger, envenenam os espíritos da nossa história e maldizem ao sossego a que aquelas entidades devem merecer”, lê-se ainda na nota, cujo conteúdo temos vindo a citar.

A Nova Democracia prossegue ainda que “precisamos correr para nos unir e lutar, lutar para edificar um Estado de direito democrático onde cada um de nós e cada moçambicano, tome o poder e se o delegar o faça por responsabilidade e no interesse de que, os destinos de todas as vidas de moçambicanos são entregues a uma entidade ou colectividade responsavelmente”, por isso “polícia, professor, soldado, agricultor, camponês, enfermeiro, machambeiro, metalúrgico, operários, jovens, adultos, homens e mulheres, clérigos e sacerdotes, Chées e Mualimos, profetas e defensores da sociedade, Moçambicanos/as; Iniciemos esta marcha com a certeza que temos um objectivo, temos um guia e temos uma luta a vencer”, considerando que “o nosso opressor tem consciência da nossa força e capacidade para o remover, por isso usa da força extrema para nos amedrontar, para nos acoitar e sobretudo intimidar, mas ele tem certeza que já perdeu esta luta, bastando para tal que digamos o uníssono, Basta!”. (Redação)

Candidato à secretário provincial da OJM em Nampula diz ser necessário resgatar jovens para a Frelimo

Nampula (IKWELI) – O candidato a Secretário Provincial da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), Aniceto Joaquim Salvado, entende que para a Frelimo conseguir resgatar os municípios actualmente sob gestão do rival Renamo, ao nível da província de Nampula, é necessário resgatar primeiro os jovens que perderam esperança na governação dos camaradas.

O partido Frelimo protagonizou em 2018 a pior derrota de sempre na história da democracia multipartidária em Moçambique, ao perder para o rival Renamo em cinco dos sete municípios da província de Nampula, por sinal o maior círculo eleitoral do país. Trata-se dos mais destacados municípios da Cidade de Nampula, Nacala, Angoche, Malema e Ilha de Moçambique, sendo que o partido dos camaradas ficou com apenas Monapo e Ribáuè.

No próximo ano, há mais corrida eleitoral no território moçambicano, ao nível das vilas e cidades municipalizadas. Nesse contexto, Aniceto Joaquim Salvado quer que não sejam cometidos os erros do passado, daí sentir-se motivado em concorrer a única vaga de Secretário Provincial da OJM, considerado braço juvenil da Frelimo, com o propósito de restabelecer a coesão entre os membros da agremiação, assim como a mobilização de novos jovens com vista ao alcance de bons resultados no escrutínio que se avizinha.

“Primeiro é continuar com a mobilização dos membros da OJM, com os jovens no geral para aderirem na OJM, assim como no partido Frelimo, porque é uma organização filiada no partido Frelimo”, disse Aniceto Joaquim Salvado, momentos após entregar sua candidatura no Secretariado da OJM.

“Também, temos um objectivo de resgatar os municípios que estão sob gestão da oposição a nível da província de Nampula. Então, este é o principal objectivo geral dos jovens a nível da província de Nampula”, acrescentou o jovem político.

Refira-se que o processo de entrega das candidaturas iniciou no dia 15 de Janeiro do ano em curso e termina esta terça-feira (01 de Fevereiro). O acto eleitoral, ao nível da província de Nampula ainda não tem dadas agendadas.

Segundo apuramos, Aniceto Joaquim tem uma forte oposição de Osvaldo João Gonçalves Algumassa. Entretanto, os apoiantes de Aniceto João mostram-se confiantes na sua vitória. “A candidatura do camarada Aniceto foi a única esperada aqui ao nível da província de Nampula, porque foram os jovens que pediram. Não tem outra imagem que pode levantar os municípios que estão sob gestão da oposição aqui na província de Nampula, somente o Aniceto”, disse João José, membro da OJM.

“Esperamos que, a partir desta candidatura, é uma forma para que nós possamos resgatar os nossos municípios, porque é a partir desse momento que nós conseguimos ver quem realmente se espelha com os jovens, porque o que nós realmente precisamos é que haja humildade e, de certa forma, seja um candidato que sinta a dor dos jovens, que viva dentro das necessidades dos jovens”, referiu Agira António Taveira, outra apoiante da candidatura de Aniceto.

Para Wilson Máquina “confio no camarada Aniceto para dirigir os destinos da OJM ao nível provincial. Esta candidatura espelha aquilo que, pelo menos, tenho convicção, com o jovem Aniceto, teremos resposta daquilo que são os anseios da juventude ao nível provincial. Sabemos que a OJM é o braço direito do partido Frelimo, a semelhança de toda nação moçambicana sabe que o partido Frelimo é um partido que quer o bem para os moçambicanos, então, nós como jovens queremos que esse bem seja abrangente a toda juventude, tanto é que olhamos para o nosso candidato é alguém que consegue receber e transmitir aquilo que são os desejos da juventude”, alegou o nosso entrevistado.

Refira-se que, actualmente, Aniceto Joaquim Salvado é secretário para área de mobilização no comité provincial da OJM em Nampula. Antes, desempenhou o papel de secretário distrital daquela organização juvenil em Muecate. (Constantino Henriques)