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Subsecretária de Estado dos EUA para assuntos políticos visita Moçambique

Maputo (IKWELI) – A Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos, Victoria Nuland, iniciou no último sábado uma visita a África, devendo escalar Djibuti, Moçambique e Nigéria.

“Em Djibuti, a Subsecretária Nuland e uma equipa interagências reunir-se-ão com homólogos do governo para promover as relações EUA-Djibuti e a nossa estreita cooperação em segurança. Em Moçambique, a Subsecretária e a sua equipa reunir-se-ão com membros do governo e da sociedade civil. Discutirão todo o amplo conjunto de questões bilaterais e regionais, incluindo oportunidades para promover a estabilidade e a recuperação económica em áreas afetadas por conflitos em apoio à nossa nova parceria sob a Estratégia dos EUA para Prevenir Conflitos e Promover a Estabilidade”, refere um comunicado enviado pela embaixada americana a partir de Mputo.

A mesma nota, em relação a Nigéria, conclui que “a Subsecretária Nuland e a equipa reunir-se-ão com representantes do governo e da sociedade civil para discutir questões de interesse comum, incluindo segurança regional, eleições livres e justas e inovação empresarial. Ao longo da viagem, a Subsecretária destacará o importante trabalho que os Estados Unidos estão a realizar com parceiros africanos e internacionais para fortalecer os sistemas globais de segurança alimentar e saúde”. (Redação)

Pemba: Circulação de terroristas obriga escolta militar às viaturas na saída e entrada

Pemba (IKWELI) – Bastou que os terroristas atravessassem no sábado passado, perto da aldeia Ntutupue, no sentido norte-sul, ao longo da estrada Silva Macua/Pemba para se instalar um caos um pouco por toda província de Cabo Delgado, incluindo a cidade capital, e para se introduzir escolta militar durante todo último domingo.

Aliás, a circulação de pessoas e bens ficou condicionado quase todo dia. Devido ao medo de um eventual ataque, as autoridades foram obrigadas a introduzir escolta militar, no período de manhã, por volta das 9, da cidade de Pemba em direção ao cruzamento de Silva Macua e a tarde no sentido contrário.

Vídeos postos a circular nas redes sociais, por exemplo no WhatsApp, a que o Ikweli teve acesso, mostram muitos carros em fila a espera de ordens para seguir, a partir da aldeia Muepane, onde fica o cruzamento para a sede do distrito de Metuge, a cerca de 25 km de Pemba.

No entanto, nossas fontes, na cidade de Pemba, explicaram que a introdução da escolta militar naquele troço, não é apenas devido a movimentação dos terroristas, mas também, a decapitação de, pelo menos, quatro pessoas e rapto de outras em número desconhecido, nas machambas da aldeia Ntutupue, na tarde do último sábado.

Está situação, além de ter forçado a introdução da escolta, motivou a deslocação de várias pessoas, à pé e outras em viaturas daquela aldeia à cidade de Pemba. Entretanto, na manhã de hoje, segunda feira, a escolta militar pelas FDS foi interrompida.

Refira-se que o pânico que se viveu nos últimos dias em Ntutupue, começou com o ataque à Nanduli e morte na semana passada de dois trabalhadores da empresa Grafex, outros pontos do distrito de Ancuabe, que fica a menos de 110 km da cidade de Pemba. (Redação)

Ancuabe: Em menos de uma semana terroristas matam 6 pessoas

Pemba (IKWELI) – Já é possível contabilizar os danos causados pelo ataque terrorista na aldeia Nanduli, distrito de Ancuabe. Até aqui são descritos como numerosos, e ainda que, de forma preliminar, avança-se a destruição de vários bens, mas o mais pior é o aumento das vítimas mortais.

Dados tornados públicos, e que o Ikweli teve acesso, indicam que o número de vítimas mortais depois do ataque à aldeia Nanduli subiu de dois para seis pessoas, dentre elas uma criança.

A onda de insegurança continua e nos últimos quatro dias, o distrito de Ancuabe viveu uma situação de caos quase total. Famílias a pé, com trouxas na cabeça e bebés ao colo ou de mãos dadas e outras em viaturas, com parte de suas bagagens, abandonaram as suas casas, mesmo em aldeias que não tenham sido atacadas, para a cidade de Pemba, Chiúre e Metuge concretamente.

Tal situação, obrigou o Governador Provincial, Valigy Tauabo, a deslocar – se até Metoro onde, em comício popular, pediu as famílias deslocadas a regressar às suas casas.

“Gostaria de pedir a todos que voltem para suas casas, porque a segurança e a ordem pública estão garantidas”, disse.

No conforto as famílias, Tauabo notou que as condições de acolhimento em Metoro não são das melhores, ao estarem sem abrigo no meio de tanto frio, uma vez ainda não haver resposta humanitária em tempo real.

Alias, ele até disponibilizou viaturas protocolares para ajudar pessoas que quiseram regressar às suas casas na sede do distrito de Ancuabe.

Na sede do distrito, onde devido o caos, as instituições públicas e privadas, com excepção de pequenas bancas, chegaram a serem fechadas, Valigy Tauabo orientou uma sessão extraordinária do Conselho Executivo Provincial, e no seu discurso de abertura garantiu que as FDS (Forças de Defesa e Segurança) estavam a par da situação trabalhando para repor a segurança.

Estima-se que, cerca de 600 famílias terão abandonado às suas casas em consequência do caos, que o distrito de Ancuabe, viveu nos últimos dias. (Redação)

Nampula: Paralisação de “chapa-100” não tem medo “mão” da ASTRA

Nampula (IKWELI) – A paralisação do serviço de transporte semicolectivos de passageiros na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, conheceu ontem, terça-feira (7), o seu segundo dia, com tendências para a retoma da actividades em algumas rotas não principais.

Depois de um aparente silêncio, a Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA) pronunciou-se, distanciando-se da decisão tomada pelos motoristas.

“Em nome da direcção da ASTRA, queremos através deste canal, nos distanciar da paralisação, ocorrido ontem na cidade de Nampula e lamentar aos motoristas que quiseram exceder os seus limites de ânimos querendo sobretudo barrar e agredir a quem não se identificava com a tal manifestação, tendo estes detidos por aquela acção desumana, em diversas unidades policiais”, refere a ASTRA em comunicado de imprensa distribuído a mídia em Nampula.

Por outro lado, a mesma nota avança que “a direcção da ASTRA está ciente dos dias difíceis que os transportadores urbanos estão sujeitos, uma vez que esta actividade deixou de produzir algum conforto ou lucro, tanto que estamos a fazer de tudo para que tenhamos a resposta positiva da Assembleia Municipal. O nosso apelo, mais uma vez, é, aquele transportador que não consegue operar sem o reajuste da tarifa, que guarde a sua viatura, pois não constitui nenhuma infração desde que comunica as autoridades do licenciamento e das Finanças.  Evitemos atitudes marginais e de agressividade para que amanhã não possamos responder em juízo”.

Por fim, a direcção chefiada por Luís Vasconcelos, recorda que “o reajuste da tarifa aguarda pela aprovação da Assembleia Municipal da Cidade de Nampula”.

Retoma em algumas vias

Entretanto, o Ikweli visitou algumas vias, e constatou que há tendência da retoma da actividade, tal como vimos na rota rua da Unidade/Barragem, bem como parte da rota Waresta/Polígono.

Por exemplo, na rota rua da Unidade/Barragem, a maioria dos operadores cobra 10,00Mt (dez meticais) num ponto intermédio, mas não paralisou a actividade pelo segundo dia consecutivo.

Os motoristas afirmam que todos eles naquela via decidiram por não paralisar a actividade, porque “as pessoas precisam do transporte para garantir as suas vidas”.

“Umas das razões que não paramos é que lá tem uma escola, e nós ajudamos os alunos que não tem dinheiro para não perderem as aulas”, conta o transportador António, justificando ainda que a rota que exploram não é principal.

Outros operadores consideram ainda que a paralisação da actividade é uma atitude condenável, porque as pessoas precisam do “chapa-100” para que as suas vidas andem. (Vânia Jacinto e Redação)

Celso Correia defende mais infraestruturação para exploração de áreas aráveis no país

Nampula (IKWELI) – O ministro moçambicano da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), Celso Correia, defendeu, durante uma entrevista a rádio pública nacional, a necessidade de mais infraestruturação do país, de forma a garantir a exploração massiva das áreas aráveis que se encontram subaproveitadas.

“O aumento das áreas de cultivo tem sido um grande de desafio para o MADER”, reconhece Correia, explicando que “para que se alcance este objectivo, deve haver mais infraestruturação, nomeadamente o aumento de sistemas de rega e vias de acesso”, entendendo que “o SUSTENTA tem estado a contribuir através do investimento na mecanização”.

Igualmente, o governante disse que “o principal foco está na mecanização e na massificação do acesso a sementes certificadas”.

Mesmo diante destes desafios, o ministro Correia assegurou que “houve um grande investimento na requalificação de áreas de produção e na revitalização da rede de extensão agrária, que é o canal de transferência de tecnologia e conhecimento para os camponeses”, e que “agora o grande objectivo é apostar intensamente na investigação”.

Na semana passada, pelo menos 60 distritos do país efectuaram ao lançamento da chamada pública para financiamentos no âmbito do programa SUSTENTA, e ao ministro foi questionado a transparência na seleção dos beneficiários, e quanto a isso, o ministro disse que “o processo é descentralizado e com critérios bem definidos, desde o distrito”. Entretanto, os recursos são limitados por isso são mais disputados. Contudo há um exercício diário de mobilização de recursos.

Ainda em relação a infraestruturação, Correia disse que “há uma coordenação com o Ministério das Obras Públicas e Recursos Hídricos no sentido de a médio prazo melhorar a rede viária rural”.

“Nós próximos três anos, um dos grandes objectivos é atingir o equilíbrio na balança comercial agrícola, que neste momento tem um défice que ronda 500 milhões de USD”, garantiu o ministro, trazendo a novidade da “constituição de um fundo de estabilização de preços que permitiu a subida do preço de algodão em 35%, o que vai melhorar substancialmente o rendimento dos produtores”. (Redação)

Nampula: Agentes da UIR detidos por sequestro

Nampula (IKWELI) – Dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), uma das temidas forças especiais da Polícia da República de Moçambique (PRM), encontram-se detidos nas celas do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, indiciados da prática de crime do tipo sequestro.

A porta-voz do SERNIC em Nampula, Enina Tsinine, conta que o facto criminal ocorreu no dia 1 de Junho, a partir da vila de Nametil, distrito de Mogovolas.

Esta fonte conta “que um indivíduo vendeu a sua motorizada e a posterior simulou ter sido roubada, convidando assim dois agentes da UIR que fossem até ao indivíduo para poder lhe retirar a motorizada com a ameaça de que a mota era roubada.

Nas incursões em que os mesmos fizeram, tiveram que simular a venda de uma outra segunda motorizada no valor de 30.000,00Mt (trinta mil meticais), o qual foram recebendo via e-mola. Depois de enviar o valor, marcaram com os mesmos indivíduos no distrito de Mogovolas para a entrega da motorizada.

Facto curioso é que os agentes obrigavam que os compradores fossem lá da motorizada anterior que tinha sido vendida. Quando chegaram no ponto de encontro, eles foram algemados e levados para a cidade de Nampula, e durante o caminho foram negociando a liberdade deles no valor de 100.000,00Mt (cem mil meticais). Não tendo o valor, foram baixando as negociações de 100.000,00Mt para 65.000,00Mt (sessenta e cinco mil meticais), 45.000,00Mt (quarenta e cinco mil meticais) até, por fim, 10.000,00Mt (dez mil meticais).

Chegados a cidade de Nampula, segundo Tsinine, “liberaram o proprietário da motorizada que tinha vendido, ficando com os dois indivíduos que vinham do distrito de Mogincual e levaram para o bairro de Namutequeliua, no cativeiro que tinha sido preparado para poder deixar os mesmos, enquanto aguardavam pelo valor que devia ser entregue pela família, mas na insistência da família de poder ter contacto com os seus parentes antes de enviar o valor, os dias foram passando até ao momento em que o SERNIC foi comunicado. Fizemos incursões no dia 4 que culminou, primeiro, com a neutralização do dono da motorizada que foi nos levando, por coincidência, na casa de um dos colegas que é da UIR, e ele indicava um outro colega e os outros”.

Nesta circunstância, a porta-voz do SERNIC diz que, em termos materiais, “temos a mota que tinha sido vendida para um outro indivíduo no distrito de Angoche, no posto administrativo de Namaponda”.

Umas das vítimas contou o martírio porque passaram. “Nós fomos sequestrados por 2 homens, no dia 1 de Junho. Ficamos presos dentro de uma casa, durante 3 dias. Nossa comida era pão no matabicho, pão no almoço e jantar. Dormíamos algemados, tudo fazíamos com algemas nas mãos, como eles diziam que eram FIR (antiga designação da força antes da UIR), sempre nos batiam com uma vara. Eles nos pediram 100 mil pela nossa soltura”.

Os dois agentes da UIR, também, tem a sua versão sobre os factos. O primeiro conta que “o meu irmão me apareceu no dia 1, alegando que tinha sofrido um roubo de mota, então ele dizia que recebeu pistas que a mota estava em Nametil com uma pessoa que comprou a mota. Ele queria que eu recuperasse, dai eu fui falar para o meu colega sobre a situação, e ele, também, entrou no plano para ajudarmos o meu irmão. Eu liguei para um primo meu, ele veio, expliquei a situação e depois saímos todos”.

O segundo indiciado, conta que “saímos com o dono da mota, o meu colega e o dono do carro, encontramos as pessoas que compravam a mota e elas assumiram que compravam a mota, porque o dono tinha documentos. Dali, eram 15 horas, saímos de Nametil para a cidade, mas já era tarde”, por isso decidiram por num cativeiro e não numa subunidade policial. (Vânia Jacinto e Redação)

Falso agente do SERNIC detido em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo, cuja identidade omitimos por presunção de inocência, encontra-se nas celas da 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Nampula, por ter usado falsas qualidades.

De acordo com o porta-voz da PRM em Nampula, Zacarias Nacute, o indiciado fazia-se passar por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

“Esse indivíduo é indiciado de uso de falsas qualidades”, disse Nacute, durante o habitual briefing semanal com a imprensa, prosseguindo que “o mesmo teve uma actuação na zona da Petrona [ponto de carregamento de passageiros para rotas interdistritais], onde interpelou dois indivíduos na posse de alguns bens, e fazendo-se passar de agente do SERNIC apoderou-se desses bens, alegando que os mesmos não portavam factura de compra, e de seguida simulou que os levaria para a esquadra. Com medo, as vítimas acabaram se abstendo de qualquer situação”.

“No entanto, após a tomada de conhecimento deste facto, a polícia desencadeou o trabalho que culminou com a neutralização do mesmo no bairro de Namicopo, área de jurisdição da 5 Esquadra, e neste momento decorrem todos os trâmites legais para a responsabilização do mesmo pelos crimes cometidos”, concluiu Nacute. (Vânia Jacinto e Redação)

Nampula: Crianças deslocadas da guerra de Cabo Delgado passam fome

Nampula (IKWELI) – Grande parte dos deslocados de guerra de Cabo Delgado que encontraram refúgio na província de Nampula são crianças, cuja maioria passam por momentos difíceis, incluindo a falta de alimentos.

Nesta quinzena da criança que se celebra, o Ikweli visitou várias crianças, desde o dia 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, e o cenário que encontramos é, simplesmente, desolador.

Tanto nos centros de acolhimentos, assim como em residências de particulares, as crianças passaram sem se quer, um prato de comida, mesmo em dia especial, como o 1 de Junho.

Ancha Adriano, de 10 anos de idade, encontra-se refugiada na cidade de Nampula, concretamente no bairro de Nahene, onde na escola primária local frequenta a 2ª classe.

A menina sabe da existência da data, mas tristemente, em consequência da guerra já não pode celebrar condignamente a data nos últimos anos. “Esse ano eu não passei 1 de Junho, como as outras crianças, porque não tinha nada para comer e nem para vestir”, disse a menor, que prossegue afirmando que “estou aqui desde o ano passado. Eu vivia em Cabo Delgado, fugimos de lá por causa de luta [guerra], mas quando chegamos aqui não estamos a conseguir comer todos os dias. O meu pai diz que não tem dinheiro, e nós passamos fome. As vezes para nós comermos, a minha mãe faz papas de farinha de milho com sal ou ela ferve feijão cote sem nenhum acompanhante (arroz ou chima)”.

Diante disso, a menor Ancha não esconde que “estou a sentir muitas saudades da minha casa, porque lá eu não passava fome”.

O tio da menor, Selemane Mahando, diz que a vida que levam, como deslocados, não é das melhores, e quem mais sente isso são as mulheres e crianças. “Estou aqui desde o ano passado, sai de Mocímboa da Praia, estou a fugir guerra que está a ocorre la”.

O senhor Mahando diz “já não recebemos mais apoios do governo, a última vez que recebemos foi no mês de Outubro do ano 2021, e até então não estamos a ver nada sobre aquilo que é apoio do governo, só estamos a comer a maneira”, tanto que “a nossa maior dificuldade aqui na cidade é a alimentação”.

“Aqui onde estou a viver somos uma família de 13 membros, e a nossa casa é essa cabana que os manos estão a ver. Não é fácil viver longe de casa, porque aqui só estamos sentados e não temos nada o que fazer como era lá em Cabo Delgado”, comenta este nosso entrevistado, explicando que “para garantir alimentação dentro de casa, estou a fazer biscato (limpar machambas) e consigo 100,00Mt (Cem meticais) para papahi (peixe seco)”.

Entretanto…

A Rede de Comunicadores Amigos da Criança (RECAC), uma organização da sociedade civil que advoga a colocação dos assuntos ligados a criança no topo das agendas dos órgãos de comunicação social, considera a situação como sendo drástica.

Em relação a falta de alimentos, Aunício da Silva, ponto focal da RECAC em Nampula, diz que a situação piora ainda mais quando se trata de crianças em estado de vulnerabilidade.

“Não se trata especificamente do primeiro de Junho, o certo é que a criança sendo o maior interesse de toda a sociedade deve ter os seus direitos completamente cumpridos e um desses direitos é alimentação”, comenta a fonte, acrescentado que “sendo primeiro de Junho umo dia comemorativo, esta estatuição seria de todo agrado se todas as crianças, de todo mundo, tivessem uma refeição com um dia condigno. Infelizmente, não aconteceu com algumas crianças deslocadas pelo terrorismo em Cabo Delgado”.

A nossa fonte local da RECAC apela que “nós, como comunicadores, devemos continuar a trazer estas situações, estas realidades, à tona para que quem é de direito repare pelo cumprimento dos direitos destas crianças”. (Hermínio Raja)

Macomia: População de Chicomo refugiada na vila sede regressa às suas casas

Macomia (IKWELI) – Depois do ataque terrorista à sua aldeia nos dias 22 e 23 de Maio findo, a população da aldeia Chicomo, que dista da vila de Macomia à cerca de 40 quilómetros, já está a regressar às suas casas, num ambiente de muita angústia e profunda dor.

As primeiras pessoas que já chegaram, encontraram mais uma vez, quase tudo saqueado, palhotas queimadas e produtos alimentares vandalizados.

Mais do que isso, é a morte de um dos principais líderes religiosos da aldeia, também secretário da mesma aldeia, que a quando da sua saída, no segundo dia de ataque a Chicomo, caiu na emboscada dos terroristas que logo o decapitaram.

Residentes de Macomia-sede, descrevem que uma das causas que motiva o regresso da população deslocadas às suas aldeias, mesmo sem condições de segurança é a fome.

“Em Macomia não tem nada para essas famílias, o problema é que aqui não há apoio, as pessoas estão em casa dos familiares e não há comida suficiente, nem PMA, nem o quê”, lamentou um reside local.

Em Cabo Delgado, a ajuda humanitária às famílias deslocadas devido aos ataques terroristas já está a reduzir e o governo de Macomia, por si só, não é capaz de responder a crise que afecta a população recentemente deslocada das aldeias Chicomo, Nkoe e Licangano. (Redação)

Já não se permite entrar com sacos plásticos no HCN

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (H.C.N) decidiu, em definitivo, interditar a entrada de utentes e/u funcionários com sacos plásticos no interior daquela unidade hospitalar, como forma de garantir a sustentabilidade do sistema sanitário e melhoria do ambiente de saneamento na maior unidade sanitária da zona norte do país e que, também, atende doentes vindos da província da Zambézia.

A medida tomada pela Direcção Geral do Hospital Central de Nampula (H.C.N), resulta das constantes avarias nos sanitários das enfermarias do hospital que, segundo informações, são provocadas por objectos diversos, com destaque para fraldas descartáveis e sacos e garrafas plásticos, na sua maioria usadas pelos utentes internados ou não naquele hospital.

O que acontece, de acordo com um comunicado emitido pela Direcção Geral, é que trazidos os sacos plásticos e após o seu uso, são introduzidos nos sistemas sanitários, causando avarias de difícil reparo, para além de que o sistema aparenta ser obsoleto.

Neste contexto, “é permitida apenas a entrada de utentes com cestos, sacos de pano e/ou outro material não descartável, levando refeições para os seus familiares dentro do hospital”, lê-se no comunicado fixado nas entradas do H.C.N datado de 26 de Maio de 2022.

Para sustentar a medida, o Hospital Central de Nampula convocou uma colectiva de imprensa na manhã do primeiro dia de Junho de 2022, onde o substituto da responsável do Banco de Socorros, Emídio Chivavisse, garantiu que as condições estão criadas para interditar a entrada de pessoas com sacos plásticos, isto para evitar a eventual avaria de sanitários e a degradação das casas de banho nas enfermarias do hospital.

“Sobre a interdição do uso de saco plástico já acontece há três meses, uma vez que o hospital tem tido problemas na canalização, o que afecta as nossas casas de banho. O que as empresas que fazem manutenção encontraram cá foram fraldas descartáveis, sacos e garrafas plásticas, então, com isso, o hospital decidiu interditar o uso de saco plástico para evitar este problema e ajudar o meio ambiente”, acrescentou o Dr. Chivavisse, para quem caso alguém passe nas cancelas por um desleixo dos guardas, “aqui no interior temos os enfermeiros que vão reforçar a implementação desta medida”. (Esmeraldo Boquisse)