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Nampula regista 17 novos casos positivos da covid-19

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, a mais populosa do país e localizada a norte, registou nas últimas 24h o total de 17 casos novos positivos para a covid-19, de um total de 104 amostras testadas.

Este novo registo elevado de casos representa alguma preocupação, tendo em conta que a província, nos últimos tempos, apresentava um quadro, aparentemente, seguro, com registos de casos que variavam de 0 a 4, chegando semanas que não registava nenhum caso.

Com o relaxamento das medidas de prevenção da doença, as regras básicas foram esquecidas em Nampula, sobretudo o uso obrigatório da máscara e o distanciamento físico e social.

Ao fim da tarde desta segunda-feira (21), o ministério da Saúde (MISAU) informou, por via de um comunicado de imprensa, que até ao momento o país testou 258.915 casos suspeitos, dos quais 1.266 nas últimas 24 horas que resultaram em 127 positivos.

“Assim, o nosso país tem cumulativamente 17.695 casos positivos registados, dos quais 17.382 casos são de transmissão local e 313 casos são importados”, refere a mesma nota de imprensa.

A cidade de Maputo, capital do país, tem sido a que mais casos positivos reporta, desde que foi declarada a situação de transmissão comunitária.

O MISAU avança, ainda, que “registamos mais duzentos e setenta e nove (279) casos totalmente recuperados da COVID-19: treze (13) casos na Província da Zambézia, quatro (4) casos na Província de Tete e duzentos e sessenta e dois (262) casos na Cidade de Maputo. Dos casos recuperados hoje reportados, duzentos e setenta e três (273) casos são indivíduos de nacionalidade moçambicana e seis (6) casos são estrangeiros. Destes, dois (2) casos são indivíduos de nacionalidade australiana e belga, dois (2) casos são indivíduos de nacionalidade portuguesa e dois (2) casos são indivíduos de nacionalidade inglesa”. (Redação)

Igreja Católica retoma celebração de sacramentos em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, garante estarem criadas condições para a retoma da celebração de sacramentos do baptismo e confirmação, incluindo a ordenação sacerdotal, respeitando as medidas de prevenção da pandemia da covid-19.

Os cultos foram retomados, em algumas paroquias, há mais de um mês, e os sacramentos são momentos que aglomeram muitas pessoas, facto que chama atenção ao chefe da igreja católica em Nampula, mas está seguro de que as medidas são observadas estritamente pelos crentes.

“A Conferência Episcopal de Moçambique já deu instruções para a celebração de todos os sacramentos num documento distribuído para todas as arquidioceses, onde estão acauteladas todas as medidas de prevenção. Portanto, não há nenhuma dificuldade, as comunidades cristãs que já têm as pessoas preparadas do ponto de vista da catequese poderão receber os sacramentos, porque quanto ao modo de celebração para evitar a contaminação tudo está acautelado”, anotou Dom Inácio Saure.

Por outro lado, a fonte assegurou, também, que as paroquias que não estão preparadas e não dispõem de condições para a prevenção da covid-19 não devem retomar os cultos e os sacramentos, por forma a não sacrificar a saúde dos crentes.

Dom Inácio Saure falou ao Ikweli momentos após presidir a celebração da festa do natal das crianças e famílias deslocadas da guerra de Cabo Delgado acolhidas em Nampula. O evento teve palco na paroquia da Santa Isabel, no populoso bairro de Namutequeliua.

“Este não será um natal igual ao dos anos passados, porque cada ano é sempre uma novidade de Deus. E, particularmente, este ano nós estamos a celebrar um natal no contexto da pandemia do coronavírus que é um problema de toda a humanidade e em particular em Moçambique, sobretudo, no norte do país onde se regista os ataques, daí que a celebração deveria ser bem contextualizada nessa perspectiva de modo que o natal seja mesmo celebração de esperança de tempos melhores, fim da guerra e instauração de uma paz verdadeira que nos vem de Deus”, terminou Dom Inácio Saure, Arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Nampula. (Esmeraldo Boquisse)

 

Violência doméstica termina em morte em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 54 anos de idade está sendo indiciado, no bairro de Natikiri, no norte de Moçambique, de ter assassinado a sua esposa com recurso a um ferro.

Entrevistado pelo Ikweli, o indiciado, cuja identidade omitimos por presunção de inocência, confirmou que a prática de actos de violência no seu lar era recorrente, desde que se uniram, maritalmente, há três anos.

“Eu vivia com ela sempre, e os nossos problemas começaram no ano passado quando ela começou a dormir com catana na cabeceira e quando perguntei ela diz que era para não sonhar mal e aí comecei a desconfiar que ela queria me matar e passei a prestar mais atenção”, disse o indiciado, avançado que “no dia 4 discutimos a noite toda, de madrugada levou ferro e queria me bater, arranquei o ferro e bate a ela primeiro, foi aí que ela perdeu a vida”.

Ao reconhecer ter colocando um fim a vida da sua própria esposa foi apresentar-se às autoridades policiais mais próximas, e diz estar arrependido, “apesar dos problemas que tínhamos eu amava a minha mulher e quando hoje ela já não está mais aqui o meu coração enche de tristeza”.

Zacarias Nacute. porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, disse que durante a semana passada foram dois casos de homicídio voluntário, e apela as famílias a estarem mais vigilantes para que possam evitar casos do género.

“Temos dois indivíduos que estão sob custódia policial indiciados de homicídio voluntário, os dois agrediram fisicamente as esposas até a morte. Após a tomada de conhecimento dos casos, a polícia desencadeou uma investigação e acabou neutralizando os mesmos para que possa responder os actos cometidos”, concluiu Nacute. (Elisabeth José)

Enquanto COVID-19 desafia a protecção global de refugiados o deslocamento forçado ultrapassa a marca de 80 milhões até o meio de 2020

  • Os deslocados da guerra de Cabo Delgado são referenciados no relatório sobre as tendências do deslocamento forçado global.

Genebra (IKWELI) – Embora um quadro completo de 2020 ainda não tenha sido concluído, o ACNUR – a Agência da ONU para Refugiados – estima que o deslocamento forçado global ultrapassou a marca de 80 milhões em meados deste ano, de acordo com um relatório sobre as tendências do deslocamento forçado global, divulgado ontem em Genebra.

No início deste ano, cerca de 79,5 milhões de pessoas foram forcadas a deixarem suas casas devido a perseguições, conflitos e violações dos direitos humanos. Este total inclui 45,7 milhões de pessoas deslocadas internamente, 29,6 milhões de refugiados e outros deslocados à força para fora do seu país e 4,2 milhões de requerentes de asilo. Conflitos já existentes ou novos e o recente coronavírus afetaram dramaticamente suas vidas em 2020.

“Apesar do apelo urgente do Secretário-geral da ONU, em março, para um cessar-fogo global, enquanto o mundo luta contra a pandemia, os conflitos e a perseguição continuaram. A violência na Síria, na República Democrática do Congo, em Moçambique, na Somália e no Iêmen gerou novos deslocamentos no primeiro semestre de 2020. Novos deslocamentos significativos também foram registados na região do Sahel à medida que civis são submetidos a violência brutal, incluindo estupro e execuções”, refere um comunicado de imprensa enviado ao Ikweli pelo ACNUR.

“Com o deslocamento forçado dobrando na última década, a comunidade internacional está falhando em salvaguardar a paz”, disse Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados, citado no comunicado institucional, cujo conteúdo estamos a citar, prosseguindo que “estamos ultrapassando outro marco sombrio que continuará a crescer, a menos que os líderes mundiais parem as guerras.”

Na mesma nota de imprensa consta que “para as pessoas forcadas a fugirem, a COVID-19 configurou-se em uma crise adicional de protecção e de subsistência no topo da emergência global de saúde pública. O vírus desestabilizou todos os aspectos da vida humana e intensificou severamente os desafios existentes para os deslocados à força e apátridas”, por isso “algumas das medidas para conter a disseminação da COVID-19 dificultaram o acesso a segurança para os refugiados. No pico da primeira onda da pandemia em abril, 168 países fecharam total ou parcialmente suas fronteiras, com 90 países que não abriram qualquer excepção para pessoas que buscam asilo. Desde então, e com o apoio e experiência do ACNUR, 111 países encontraram soluções pragmáticas para garantir que seu sistema de asilo esteja total ou parcialmente operacional, garantindo que as medidas necessárias sejam tomadas para conter a propagação do vírus”.

Apesar dessas medidas, os novos pedidos de asilo diminuíram um terço em comparação com o mesmo período em 2019. Enquanto isso, os factores subjacentes que levam a conflitos em todo o mundo permanecem sem solução.

“Menos soluções duráveis foram encontradas para os deslocados em 2020 em comparação com o mesmo período dos anos anteriores. Apenas 822.600 deslocados voltaram para casa, a maioria – 635.000 – eram deslocados internos. Com 102.600 repatriamentos voluntários no primeiro semestre do ano, o retorno de refugiados caiu 22 por cento em comparação com 2019”, refere ainda o comunicado, afirmando que “as viagens de reassentamento para refugiados estiveram temporariamente suspensas devido às restrições do COVID-19 de março a junho. Consequentemente, apenas 17.400 refugiados foram reassentados nos primeiros seis meses de 2020, de acordo com estatísticas do governo, o que representa a metade do número de 2019”, para depois concluir que “embora o número real de apátridas permaneça desconhecido, 79 países relataram a presença de 4,2 milhões de apátridas em seus territórios”. (Aunício da Silva)

Entre Janeiro e Novembro: Mais 200 processos tramitados pelo GPCC de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Gabinete Provincial de Combate a Corrupção em Nampula (GPCC), no norte do país, diz ter tramitado, pelo menos, 214 processos ligados a matéria de corrupção entre os meses de Janeiro e Novembro do corrente ano de 2020, e em consequência 28 indivíduos foram detidos.

A maioria dos processos envolve funcionários públicos, sobretudo dos sectores da saúde e educação, os quais são acusados de crimes de corrupção activa e passiva, incluindo a simulação de competências e o de peculato.

Ontem, foi assinalado o dia internacional da luta contra a corrupção, e na cidade de Nampula, a directora do GPCC, Dra. Maria Emília Ferrão, fez saber que nos casos referidos, nota-se a inserção de indivíduos estranhos na administração pública, onde são cadastrados como funcionários passando a auferir salários numa determinada orgânica e a obtenção de empréstimos bancários, onde são passados declarações de qualidade de servidores públicos e a declaração salarial.

A fonte apontou “a falsificação de guia, talões de depósito nas cobranças de taxas o que culmina com a apropriação e desvio de valores. Também, a realização de despesas usando erário público sem observância dos procedimentos administrativos, solicitação de valores monetários que variam entre 30.000,00Mt (trinta mil meticais) a 90.000,00Mt (noventa mil meticais) como contraprestação para o ingresso ao emprego, no sector da educação e saúde, ingresso nos Institutos de Formação de Professores, Ciências de Saúde e nas fileiras da PRM”, como sendo as práticas mais comuns.

Neste mesmo período, segundo a fonte, foram recuperados 327.590,18 (trezentos e vinte e sete mil, quinhentos meticais e noventa e dezoito centavos) e cinco automóveis em circulação.

O apelo da Dra. Maria Emília Ferrão é no sentido de os países recuperam as suas economias pós-covid sem precisarem praticar actos de corrupção.

“O fenómeno corrupção mina os alicerces do estado e a sua credibilidade, a dos órgãos subordinados e a das suas instituições públicas, as empresas participadas pelo estado, assim como as autarquias municipais e o poder local”, avançou a nossa interlocutora, para depois concluir que “a corrupção, associada ao peculato, torna-se bastante prejudicial, por contribuir para uma redução drástica dos recursos públicos destinados aos desafios de investimento e da prestação de serviços sociais”. (Esmeraldo Boquisse)

Gilberto Mendes promete campo polivalente a escola secundária de Namicopo

Nampula (IKWELI) – A Escola Secundária de Namicopo, na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, vai, a partir dos próximos tempos, contar com um campo desportivo multiuso, a ser erguido com a intervenção do estado moçambicano, com o propósito de impulsionar a prática de diferentes modalidades desportivas.

Localizada no considerado bairro mais populoso de Moçambique, a Escola Secundária de Namicopo tem – se destacado, nos últimos tempos, no panorama desportivo nacional, movimentando diversas modalidades desportivas destacadamente o voleibol, atletismo, futebol, bem como o basquetebol em feminino, nas quais tem amealhado resultados desportivos encorajadores.

No ano passado, recorde-se, a Escola Secundária de Namicopo participou no campeonato provincial de basquetebol de Nampula, nos escalões de formação, tendo-se tornado no primeiro estabelecimento de ensino público, pelo menos na província de Nampula, a disputar uma competição oficial. Aliás, no mesmo ano em que era estreante em competições federativas, Namicopo surpreendeu, também, aos desportistas pois sagrou-se campeã provincial em basquetebol feminino no escalão de juvenis, o que lhe valeu sua participação no nacional da modalidade que teve palco montado na província da Zambézia, prova na qual terminou em segundo lugar, mesmo no meio dos clubes nacionais.

Entretanto, segundo o Ikweli tem vindo a reportar, Namicopo tem ressentido da falta de infra-estruturas desportivas para o treinamento das suas equipas. Aliás, para o efeito, as equipas, sobretudo do basquetebol, são obrigadas a recorrer os recintos circunvizinhos, mas o acesso não tem sido facilitado dada a disputa do local com outras agremiações desportivas.

“Para dizer que nós temos muita vontade para corresponder com as expectativas das meninas, mas acima disso, temos algumas dificuldades a começar para o local onde treinarmos as equipas, porque nós aqui na escola não temos espaço para treinar, o que tem acontecido é que nós andamos de campo em campo a procura de um local para treinar, e isso tem sido grande transtorno”, disse Cassimo Ali Natunga, director da Escola Secundária de Namicopo, durante a visita efectuada, recentemente, aquele estabelecimento de ensino, pelo Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes.

“Também, temos encontrado dificuldades para encontrar o próprio material desportivo, porque até agora os únicos parceiros que temos é o governo distrital e provincial. Outra coisa que nós gostaríamos é mesmo pedir a vossa excelência para que aquelas bolsas olímpicas têm que olhar, também, para nós porque há algumas atletas que podem corresponder com esse tipo de investimento”, precisou Natunga.

O desejo de ver melhoradas as condições de trabalho dos praticantes das modalidades desportivas na Escola Secundária de Namicopo foi fortificado por Salma Abdala Ussene, capitã da equipa de basquetebol.

“Dizer que ao andar do tempo íamos treinando, mas com dificuldades por causa de campo porque, até agora, não temos um campo definitivo em que nós possamos treinar todos os dias. Temos andado de campo em campo para ver se podemos conseguir um horário favorável, mas mesmo assim nós temos nos esforçado muito para mantermos o nosso desporto em pé, não só o basquetebol, mas sim outras modalidades, por isso estamos a pedir a vossa excelência para que nos dê mão para poder nos ajudar”, implorou a atleta

“Para o nosso caso, nós que já somos pré-finalistas no ensino geral, pedimos também oportunidades de bolsas de estudos para que não possamos sofrer muito assim que sairmos daqui e isso, também, vai permitir-nos para que lá estejamos num mesmo lugar e no mesmo nível”, acrescentou Salma Abdala Ussene.

“Vocês são uma referência quando se fala de desporto na escola”

Para o Secretário de Estado do Desporto (SED), Gilberto Mendes, as preocupações arroladas tanto pelas atletas, assim como pela direcção da escola, são legítimas, pelo que avançou com uma série de promessas para um futuro sorrisito no seio daquele ambiente escolar.

“Nós estamos a ouvir falar desta escola, vocês são uma referência quando se fala de desporto na escola e ouvimos as vossas preocupações que são, também, nossas preocupações e gostaria que pudessem desfrutar daquilo que o desporto pode oferecer de melhor para a formação do homem”, começou por dizer Gilberto Mendes.

“Há muitas meninas como vocês que hoje beneficiaram de bolsas de estudo, umas nas suas próprias províncias, outras estão a estudar em Maputo, outras estão em Portugal, outras nos Estados Unidos da América, portanto, as possibilidades que o desporto dá e abre são muitas. Só nos EUA temos cerca de 23 meninas com bolsas a jogar basquetebol e em Portugal são várias, e porque não podem sair meninas da Escola Secundária de Namicopo para os EUA? Formarem-se lá e depois ajudarem a escola, contribuírem para a melhoria da própria escola. Então, ouvimos a vossa preocupação, vamos levar esse recado para a nossa reflexão e ver como nós podemos auxiliar nesse pedido que vocês fazem, das bolsas de estudo, do acompanhamento da escola, na forma como nós podemos melhorar o vosso empenho, principalmente as meninas que já são finalistas e que vão entrar agora na universidade e, seria bom que entrassem e continuarem a praticar o basquetebol, voleibol, mesmo para onde vão”, referiu o SED.

“Nós vamos mandar para aqui equipamentos desportivos, esse equipamento vai chegar próxima semana (esta semana), vamos mandar bolas, coletes e, gostaríamos, também, que introduzissem o andebol”, prometeu o titular das pastas do desporto em Moçambique.

No que diz respeito às infra-estruturas desportivas, o SED precisou que “se a escola conseguir um espaço nós podemos ajudar a encontrar recursos para se fazer o campo, porque para fazer um campo de salão não é assim muito complicado. Nós podemos fazer um campo aqui na própria escola, porque a escola merece por tudo quanto já fez e ganhou. Vocês merecem esse prémio e, é por isso que nós tivemos que vir até aqui, nesta nossa visita”.

O apelo de Mendes aquelas jovens desportistas é no sentido de “não se desviarem do desporto, e perceberem que o vosso primeiro marido é a escola, o vosso primeiro namorado é a escola, pensem na vossa formação primeiro, porque aqui entre vós podem sair Lurdes Mutola, pode sair qualquer campeã que saiu no passado. A Lurdes Mutola, também, era uma menina em que os pais não tinham condição nenhuma, ela vem de uma família pobre, mas brilhou a nível mundial, então, vocês não podem olhar pelas dificuldades como uma coisa que pode vos impedir de chegar onde querem chegar, vocês podem chegar onde vocês quiserem e isso só depende daquilo que vocês têm dentro da cabeça como juízo, estudar e praticar o desporto e evitarem de se desviar”, sublinhou o representante de Filipe Nyusi no capítulo desportivo moçambicano. (Constantino Henriques)

INAE apreende fígado e arroz fora do prazo em Nacala-Porto

Nampula (IKWELI) – A delegação da Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) em Nampula apreendeu e incinerou, pelo menos, 250 caixas de fígado e 200 sacos de arroz, na semana passada, em um armazém localizado na cidade de Nacala-Porto, o mais importante entreposto comercial do norte do país.

De acordo com o delegado do IMAE em Nampula, Élio Rareque, a apreensão de produtos fora do prazo regista-se com frequência nas cidades de Nacala-Porto e Nampula, os principais centros urbanos da região norte de Moçambique, sobretudo nestes períodos da quadra festiva.

“Para além do distrito de Nacala, na cidade de Nampula, também, tem se registado casos frequentes de venda de produtos fora do prazo em pequenas quantidades. Sempre que vamos ao terreno encontramos algo”, referiu Rareque, prosseguindo que recebemos uma denúncia de um óleo que está sendo usado e está fora do prazo, a nossa equipe está a fazer um trabalho investigativo que está sendo levado a cabo para a neutralização desses agentes económicos”.

Num outro desenvolvimento, o delegado do INAE disse que um total de 5 restaurante foram multados por diversas infracções cometidas no âmbito do estado de calamidade que se está a registar no país as multas variavam de 6,800.00Mt (seis mil e oitocentos meticais) a 34,000.00Mt (trinta e quatro mil meticais), dependendo da relevância de cada caso. (Elisabeth José)

20 Anos depois: Kuylumba “cai” fracassado da gestão do Museu nacional de Etnologia

Nampula (IKWELI) – Pedro Guilherme Kuylumba, político e historiador, acaba de cessar funções como director do Museu Nacional de Etnologia, localizado na cidade de Nampula, no norte do país, depois de um reinado que durou 20 anos, duas décadas, sem muitos desenvolvimentos.

Para além de gerir aquela instituição adstrita ao ministério da Cultura e Turismo, Kuylumba é, também, o chefe da bancada do partido Frelimo na Assembleia Autárquico da cidade de Nampula há mais de dois mandatos, e temido por ser o homem influentes nas hostes dos camaradas. Também, da sua lavra nasceram muitos manifestos eleitorais no comité da Frelimo da cidade de Nampula.

Para o lugar do cessante, foi indicado o curador Adriano Teplo, por decisão da Inspecção Geral do ministério da Cultura e Turismo.

A tomada de posse de Adriano Teplo teve lugar na última terça-feira (1) e foi dirigida por Goncalves Guambe, Inspector Geral do ministério da Cultura e Turismo.

“É por conveniência do serviço que o antigo director cessa as funções, por isso precisamos dele para imprimir novas dinâmicas noutras áreas da administração pública em Moçambique e rendemos homenagem ao cessante”, disse Gonçalves Guambe, apelando ao novo timoneiro a gerir de melhor forma os recursos que o museu dispõe, sobretudo, os recursos humanos que devem ser tratados de forma humana.

Em relação a relações entre colegas, aquele dirigente referiu que “não somos obrigados a sermos amigos, mas sim a termos relações profissionais saudáveis, isto para o bem comum. É preciso ainda que façamos esforço para cumprir tudo quanto está plasmado nas políticas públicas sectoriais para cumprir a nossa missão, visão e os nossos valores”.

Os fracassos do Kuylumba

“Tenho dito, reiteradamente, que as instituições permanecem e as pessoas passam, daí que não é menos certo que é chegado o momento de passar a estafeta aos outros para talvez darem o melhor de si na gestão desse templo da cultura”, disse Kuylumba, no seu adeus aos funcionários do museu, reconhecendo que, como dirigente, teve os seus fracassos.

Todavia, “tem sido apanágio que quando as pessoas cessam afirmam que saem de cabeça erguida, missão plenamente cumprida, mas não há-de ser esse o meu caso, porque tenho a mágoa de não ter realizado um dos meus sonhos enquanto exercia as funções do director do Museu Nacional de Etnologia, refiro-me do projecto Aldeia Moçambique, que não consegui realizar por falta de meios, mas seria por assim dizer, um projecto âncora para a sustentabilidade da instituição. Não houve, de certa medida, a sensibilidade por parte daqueles que têm o poder para levarmos de vencido este projecto”.

Igualmente, o director cessante fez menção ao projecto da criação de um jornal institucional Muset Informe, onde foram publicadas algumas edições, mas que também redundou ao fracasso alegadamente porque faltaram meios.

“Por não ter realizado estes projectos sinto que alguma coisa não foi plenamente realizada. Porém, acreditamos que os outros levaram de vencida a grande visão de fazer com que a instituição seja de referência ao nível nacional e internacional”, concluiu o cessante. (Esmeraldo Boquisse *Foto: Estácio Valoi)

Mais de 38 mil alunos da 7ª classe ainda não retomaram às aulas presencias em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pouco mais de 38000 (trinta e oito mil) alunos da 7ª classe, pertencentes a 284 escolas públicas da província de Nampula, no norte de Moçambique, ainda não estão a frequentar às aulas presenciais, pelo facto de nestes estabelecimentos de ensino não estarem garantidas as condições sanitárias para um processo de ensino e aprendizagem seguro, no contexto da pandemia do novo coronavírus.

Recorde-se, o processo de ensino, em Moçambique, foi interrompido em princípio do mês de Abril do ano prestes a findar para atender a um leque de medidas restritivas condicionadas pela pandemia da covid-9, em que o país se viu obrigado a decretar o estado de emergência para retardar os impactos nocivos da doença.

Entretanto, mesmo com a autorização feita pelo Presidente da República de Moçambique para retoma das aulas presenciais em Outubro findo, mediante a criação de condições sanitárias e observância escrupulosas de medidas de prevenção da doença, a província de Nampula não se preparou de tal forma que todas suas escolas estejam credenciadas para retomar com o processo educativo no chamado período do novo normal. Aliás, das 1073 escolas primárias geridas pelo estado, actualmente 789 já reabriram, de acordo com dados partilhados pela Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano de Nampula (DPEDHN).

Os distritos com baixos níveis no processo de retoma das aulas presenciais destacam-se Malema, onde das 52 escolas existentes apenas dez estão no activo. Aliás, as escolas que ainda não recomeçaram abrangem um universo de 2216 alunos. Seguidamente é o distrito de Muecate, também, com 52 escolas existentes, mas que reabriram 12, deixando sem estudar 13369 alunos.

No entanto, os distritos vizinhos de Ribáuè e Lalaua são os únicos com uma taxa de retoma das aulas da 7ª classe situada em 100%, isto é, todas 37 e 54 escolas primárias, respectivamente, já reabriram.

O distrito de Nampula, com muitas Escolas Primárias e Completas, ao nível da província, total de 83, falta por retomar 23 e, em desvantagem estão 14490 aluno no meio dos 22812 matriculados para o presente ano lectivo.

“Está-se a trabalhar, ainda, de forma que as outras escolas que ainda não foram feitas avaliações, e de acordo com aquelas que são realidades existentes, tanto os parceiros, a própria comunidade e os governos locais, estão a trabalhar para que todas as escolas primárias, também, tenham a retoma”, disse Eusébio Coholia, porta-voz na DPEDHN.

“Em relação aos fundos nós podíamos dizer que sim, recebemos alguns empreiteiros que podiam passar a reabilitar ou construir os sanitários, mas está por lote. No caso da província de Nampula temos lote que é o conjunto de escolas que o empreiteiro ganhou e temos a dizer que todos já retomaram com o processo. É um processo delicado, porque o que se recomenda é de que seja aplicado um material consistente, pelo que os nossos colegas e os da Direcção Provincial das Obras Públicas, também, estão a monitorar o processo, para dizer que não temos nenhuma razão de queixa, sobretudo na alocação dos fundos para a reabilitação ou construção dos sanitários”, referiu Coholia.

Isso acontece numa altura em que a proveniência de Nampula projecta admitir mais de 340000 (trezentos e quarenta mil) novos ingressos para a primeira classe, uma evolução na ordem de 5,7% em relação ao período anterior. “O que queremos assegurar é de que até o ano lectivo de 2021 todas as escolas arranquem em pé de igualdade no processo de ensino e aprendizagem”, referiu Coholia.

No que concerne ao ensino secundário, Eusébio Coholia garantiu que todas as escolas já retomaram com as aulas nas classes com exames, incluindo a Escola Secundária de Nampula que só esta semana retomou com os trabalhos. (Constantino Henriques)

Nova solução economiza TCO, aumenta a eficiência em sites de telecomunicações

Nampula (IKWELI) – A cobertura de energia e rede está emergindo como dois fatores críticos no desenvolvimento social para trazer mais pessoas para a economia conectada. Eles também são vitais para o sucesso dos negócios no setor de TIC.

As oportunidades de usar sites de telecomunicações como recursos de energia estão se tornando particularmente atraentes em países com condições de rede instáveis. A nova plataforma eMIMO (energia Multiple Input Multiple Output) da Huawei visa atender a essas necessidades enquanto economiza custos operacionais e melhora a eficiência.

É hora de repensar a energia

“Não podemos fazer a mesma coisa que temos feito nos últimos 15 anos em Energia e esperar uma melhor economia de energia. Precisamos repensar e mudar de fornecer e instalar apenas para inovar, projetar, implantar e medir a economia”, disse o Sr. Norman Moyo, CEO do Grupo Distributed Power Africa, na AfricaCom 2020.

Infraestrutura de energia inteligente Conforme as redes evoluem e novos sites são estabelecidos, a gestão de sites digitais está se tornando uma tendência global, especialmente em África, onde economias de custo significativas são possíveis.

O sistema integrado de suporte a operações (OSS) eMIMO ajuda a melhorar a visibilidade da rede e pode ajudar a identificar a eficiência energética em todos os lugares, desde o componente até ao nível do local ajudando, portanto, a aproveitar ao máximo o investimento no local.

Em segundo lugar, as operações e manutenção remotas ajudam a reduzir ainda mais os custos com menos necessidade de visitas ao local e maior disponibilidade de energia, que é a consideração mais importante para qualquer rede confiável.

Soluções integradas de IA O sistema de energia do local consiste em um retificador, controlador, bateria, gerador a diesel e sistemas de monitoramento, tradicionalmente adquiridos de diferentes fornecedores. A nova solução integrada da Huawei baseada em IA oferece todos os componentes para economia de custos e compatibilidade garantida.

Os sites que usam sistemas de terceiros sem um OSS correm o risco de falhas de comunicação entre os sistemas, operações ineficientes e baixos retornos sobre o investimento em equipamento.

Uma solução integrada orientada por IA com colaboração mútua pode ajudar a alcançar uma rede de energia verde, inteligente e simplificada.

 

Benefícios do eMIMO

  1. A corrente de carga da bateria pode ser ajustada automaticamente com base na temperatura ambiente e na carga do local.
  2. A taxa de carga DG pode ser mantida na taxa mais eficiente, o que pode reduzir o consumo de combustível em 45% + durante o ciclismo híbrido.
  3. Ao implementar a IA solar, o tempo de execução do GD pode ser reduzido ainda mais, reduzindo os custos com combustível em mais 12%.
  4. As soluções iGrid podem estender a vida útil da bateria em até 5% por meio de programação inteligente.
  5. Um OSS integrado pode garantir o gerenciamento eficiente de todos os equipamentos de energia.

A consolidação de sites em uma solução também torna mais fácil medir os custos totais e o retorno sobre o investimento.

O sistema leva energia acessível e confiável para residências ou empresas que antes estavam fora da rede, sem a necessidade de investir em seus próprios geradores de reserva ou outro equipamento.

A solução fornece energia confiável e conveniente e taxas de aluguel de site de telecomunicações acessíveis podem ser negociadas.  Custos operacionais mais baixos para entidades públicas e privadas locais que operam cidade inteligente, tráfego inteligente e aplicativos de campus inteligentes significam que não há necessidade de investir em um sistema de fornecimento de energia completamente novo.

Além disso, o site pode gerar aumento de receita por meio de infraestrutura e compartilhamento de energia.  As oportunidades e benefícios do novo sistema são significativos e os operadores do local fariam bem em repensar sua abordagem de energia ao estabelecer novos locais.

A nova plataforma eMIMO da Huawei aumenta a disponibilidade e eficiência de energia e provará seu valor por meio de percepções contínuas e medição de valor.  Vamos construir um mundo verde juntos. (Redação)