Entre Janeiro e Novembro: Mais 200 processos tramitados pelo GPCC de Nampula

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Edifico do gabinete de combate a corrupcao de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Gabinete Provincial de Combate a Corrupção em Nampula (GPCC), no norte do país, diz ter tramitado, pelo menos, 214 processos ligados a matéria de corrupção entre os meses de Janeiro e Novembro do corrente ano de 2020, e em consequência 28 indivíduos foram detidos.

A maioria dos processos envolve funcionários públicos, sobretudo dos sectores da saúde e educação, os quais são acusados de crimes de corrupção activa e passiva, incluindo a simulação de competências e o de peculato.

Ontem, foi assinalado o dia internacional da luta contra a corrupção, e na cidade de Nampula, a directora do GPCC, Dra. Maria Emília Ferrão, fez saber que nos casos referidos, nota-se a inserção de indivíduos estranhos na administração pública, onde são cadastrados como funcionários passando a auferir salários numa determinada orgânica e a obtenção de empréstimos bancários, onde são passados declarações de qualidade de servidores públicos e a declaração salarial.

A fonte apontou “a falsificação de guia, talões de depósito nas cobranças de taxas o que culmina com a apropriação e desvio de valores. Também, a realização de despesas usando erário público sem observância dos procedimentos administrativos, solicitação de valores monetários que variam entre 30.000,00Mt (trinta mil meticais) a 90.000,00Mt (noventa mil meticais) como contraprestação para o ingresso ao emprego, no sector da educação e saúde, ingresso nos Institutos de Formação de Professores, Ciências de Saúde e nas fileiras da PRM”, como sendo as práticas mais comuns.

Neste mesmo período, segundo a fonte, foram recuperados 327.590,18 (trezentos e vinte e sete mil, quinhentos meticais e noventa e dezoito centavos) e cinco automóveis em circulação.

O apelo da Dra. Maria Emília Ferrão é no sentido de os países recuperam as suas economias pós-covid sem precisarem praticar actos de corrupção.

“O fenómeno corrupção mina os alicerces do estado e a sua credibilidade, a dos órgãos subordinados e a das suas instituições públicas, as empresas participadas pelo estado, assim como as autarquias municipais e o poder local”, avançou a nossa interlocutora, para depois concluir que “a corrupção, associada ao peculato, torna-se bastante prejudicial, por contribuir para uma redução drástica dos recursos públicos destinados aos desafios de investimento e da prestação de serviços sociais”. (Esmeraldo Boquisse)

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