Início Site Página 560

Japão vai apoiar vítimas de Nyongo e do terrorismo com mais de 4.2 milhões dólares

Nampula (IKWELI) – O Japão vai disponibilizar pouco mais de 4,2 milhões de dólares norte americanos, para prover assistência diversa aos deslocados da guerra terrorista no norte de Cabo Delgado e as vítimas dos ataques armados protagonizados pela autoproclama Junta Militar da Renamo, nas províncias de Sofala e Manica.

Só na província de Nampula, os donativos poderão abranger pelo menos 63 mil deslocados espalhados em diferentes distritos da província mais habitada do país. O dinheiro, de acordo com o embaixador do Japão em Moçambique, Kimura Hajime, destina-se à aquisição de bens alimentares, vestuários, kits de abrigo, bem como em projectos que visam assegurar a sustentabilidade dos mesmos.

“Queremos ajudar as pessoas, internamente, deslocadas. Os apoios chegarão através de cinco organizações internacionais que nós fornecemos, e será para os deslocados de todo o país [afectados pelos terroristas e Junta Militar da Renamo]”, disse o diplomata nipónico, durante a sua breve visita à província de Nampula iniciada na passada segunda-feira.

Em Nampula, recorde-se, as autoridades governamentais criaram um centro de acomodação, com condições, provavelmente, suficientes para a continuidade da vida, que acolhe mais de mil famílias.

O Ikweli sabe que o plano, a médio prazo, é de expandir o centro para albergar mais de cinco mil famílias, para suprir a demanda, uma vez que a província continua a receber, diariamente, mais deslocados de ataques terroristas dos distritos nortenhos de Cabo Delgado.

Os ataques terroristas nos distritos de Cabo Delgado, iniciados em Outubro de 2017 em Mocímboa da Praia, continuam, sem fim a vista, e a fazer mais deslocados internos que cada dia que passa escalam os distritos vizinhos daquela província e nas circunvizinhas, nomeadamente Nampula, Niassa e Zambézia, esta última localizada no centro do país.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirmou, no decurso das celebrações do dia dos heróis moçambicanos, que as Forças de Defesa e Segurança, estacionadas no teatro operacional norte, continuarão a redobrar esforços visando devolver a tranquilidade nas regiões em confronto e pediu para que os jovens aliados aos grupos terroristas a entregarem-se, sem receios, as autoridades, e assegurou que serão bem recebidos e devolvidos às comunidades. (Sitoi Lutxeque)

Motoqueiro bêbado provoca acidente mortal em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um mecânico de motorizadas na zona do cruzamento de Marrere, na cidade de Nampula, encontrou a morte em consequência de um acidente de viação, por ele provocado, na noite do último domingo (31 de Janeiro).

Segundo fontes do Ikweli no local, a vítima encontrava-se sob efeito de álcool, facto que precipitou a sua condução irregular, e provocado o choque com uma outra motorizada, na altura da tragédia estacionada em ponto de operadores de táxi de mota.

O dono da motorizada onde seguia o mecânico, Laimo, conta que o mesmo tivera saído para procurar uma peça a fim de reparar no seu motociclo.

Entretanto, no seu regresso, segundo Laimo, o mecânico que conduzia em alta velocidade colidiu com um moto-taxista que na altura tinha a intenção de entrar nas bombas de combustível que fica próximo àquele cruzamento, o que lhe custou a vida no local e a moto ficou com danos na parte frontal.

Naquele cruzamento, de acordo com Juma Agostinho Paulino, cidadão entrevistado pela nossa reportagem, tem sido palco de sinistros. Até porque há cinco dias também foi registado um acidente entre carro e motorizada, onde dois ocupantes de motociclo contraíram ferimentos e danos avultados nos bens. (Esmeraldo Boquisse)

Nampula regista mais um óbito vítima da covid-19

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, a mais populosa do país, registou nas últimas 24h um óbito vítima da covid-19, e 41 pessoas testaram positivo para a mesma doença, de um total de 272 amostras testadas.

Em termos globais, nas últimas 24h, o país registou 1.173 novos casos positivos da covid-19, de um total de 3.351 amostras testadas. Destes 34 são crianças com menos de 5 anos de idade

“O país tem cumulativamente 41.433 casos positivos registados, dos quais 41.117 casos são de transmissão local e 316 são casos importados”, refere o comunicado do ministério da Saúde, que acrescenta que “nas últimas 24h registamos um total de cinquenta e seis (56) novos internamentos e dezasseis (16) altas hospitalares. No país existe, até o momento, um cumulativo de 1.824 pacientes internados, dos quais 335 estão actualmente nos Centros de Internamento de COVID-19 e em outras Unidades Hospitalares (71.3% destes pacientes encontram-se na Cidade de Maputo)”.

“Gostaríamos de informar que registamos mais quatrocentos e setenta e cinco (475) casos totalmente recuperados da COVID-19. Todos os casos recuperados hoje anunciados são indivíduos de nacionalidade moçambicana. Actualmente, 25.485 (62.1%) indivíduos previamente infectados pelo novo coronavírus estão totalmente recuperados da doença”, lê-se no documento cujo conteúdo temos vindo a citar.

“Queremos lamentar a notificação de doze (12) óbitos em pacientes infectados pelo novo coronavírus; nove (9) pacientes do sexo masculino e três (3) pacientes do sexo feminino; dez (10) pacientes de nacionalidade moçambicana e dois (2) pacientes estrangeiros, cujas idades variam entre 25 e 77 anos de idade. Destes, um (1) óbito foi declarado no dia 29/01/2021, nove (9) óbitos foram declarados no dia 02/01/2021 e dois (2) óbitos foram declarados no dia 3/02/2021”, conclui a nota do MISAU. (Redação)

Pe. Inácio Lucas Mwita é o novo bispo de Gurúè

Nampula (IKWELI) – O Papa Francisco nomeou hoje, 2 de Fevereiro, o Padre Inácio Lucas Mwita para o cargo de bispo de Gurúè, na província central da Zambézia, em virtude da vacatura provocada pela morte de Dom Francisco Lerma Martinez, ocorrido no dia 24 de Abril de 2019.

Até a nomeação do Padre Mwita, a diocese era gerida por um Administrador Apostólico, Dom Germano Grachane, nomeado para prosseguir com os trabalhos até que um novo bispo fosse nomeado.

Inácio Lucas Mwita nasceu em Nacala-Porto, na província de Nampula, no dia 21 de Setembro de 1969, e é um presbítero da Igreja Católica moçambicano.

Após os estudos primários e secundários em Nacala-Porto, Namirôa e Mirrote (1976-1984), continuou a sua formação em Monapo na Escola Missionária Católica Comboniana de São Daniele (1985-1987). Em 1988 estudou no Seminário Preparatório de São Carlos Lwanga em Nampula. Estudou Filosofia no Seminário da Matola (1990-1992) e Teologia no Seminário de Maputo (1993-1996).

Foi ordenado padre no dia 21 de junho de 1998, sendo incardinado na Diocese de Nacala.

Depois da ordenação oficial, ocupou os cargos de Vigário paroquial da Catedral de Nacala, Assistente espiritual da Legião de Maria, professor de português e história, funcionário do Secretariado diocesano, responsável diocesano pelas vocações e seminaristas (1998-2001).

Obteve a Licenciatura em Sagrada Liturgia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo de Roma (2001-2004). Foi, também, Vigário Paroquial da Catedral de Nacala (2004-2005); Vice-Reitor e Prefeito de Estudos do Seminário Filosófico Santo Agostinho da Matola; Professor de Liturgia no Seminário Teológico de Maputo e no Instituto Superior de Maria Mãe de África (2005-2011); Secretário da Comissão Episcopal para a Liturgia e da Comissão Episcopal para o Clero; Reitor do Seminário Teológico Interdiocesano São Pio X de Maputo (2011-2015); Pároco in solidum de Nossa Senhora da Assunção em Netia (2015-2017). De 2017 até a sua nomeação era Vigário Geral da Diocese de Nacala, Moderador de São João de Deus e Reitor do Santuário de Nossa Senhora Mãe de África em Alua. (Redação)

Detido congolês falsificador de moeda em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), direcção provincial de Nampula, neutralizou, no último sábado (30.01), um suposto falsificador de moeda nacional, de nacionalidade congolesa.

De 42 anos, o indiciado, residente no território nacional há pouco mais de um ano, conta que foi neutralizado pelas 16 horas do último sábado de Janeiro passado, na zona residencial da Subestação, bairro de Mutauanha, quando estava de regresso da vizinha província central da Zambézia.

Segundo conta o congolês, ele teria sido contactado por um cidadão residente na cidade de Nampula, alegando que precisava de usar os seus meios de trabalho para falsificar algumas notas, tendo sido depois aceite o pedido. Porém, a sua deslocação da Zambézia para Nampula, culminou com a detenção. Aliás, este acusado afirma que o material que usa para a falsificação de moeda nacional não é verdadeiro.

A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, direcção provincial de Nampula, Enina Tsinine, disse que o cidadão de nacionalidade congolesa foi neutralizado na posse de notas falsas de 200,00Mt (duzentos meticais), 500,00Mt (quinhentos meticais) e 1.000,00Mt (meticais) na fase de incubação. Igualmente, foram encontrados nas mãos deste, alguns produtos líquidos, seringas, sal, entre outros, usados para falsificação.

“A neutralização deste foi no cruzamento da Subestação, ao longo da EN1, no dia 30 quando vinha da cidade de Quelimane, província da Zambézia, isto graças à uma fonte anonima e um trabalho investigativo da corporação. Depois de ser neutralização ele dizia que era residente na cidade de Quelimane, mas nós apuramos que tem residência aqui em Nampula, concretamente no bairro de Mutauanha”, concluiu, Tsinine. (Esmeraldo Boquisse)

 

*Foto ilustrativa

Crise de água na cidade de Nampula não comoveu Mety Gondola

  • Na visita do embaixador do Japão a Nampula, o Secretário de Estado fez lobbies para a construção de um novo sistema de abastecimento em Monapo.

 Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, está a enfrentar uma crise, jamais vista, de fornecimento de água potável, por conta da incapacidade da fonte primária em suportar a quantidades dos moradores locais.

A fonte primária de abastecimento de água a mais importante autarquia do norte de Moçambique, Nampula, localiza-se no rio Monapo, a cerca de 10 km a norte de Nampula, e foi construída entre 1958 e 1959, cuja capacidade é de até 200 mil consumidores.

O Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, recebeu na manhã de ontem, segunda-feira (1), o embaixador nipónico acreditado de Moçambique, Kimura Hajime, e na ocasião apresentou, como preocupação a construção de um novo sistema de abastecimento de água para vila municipal de Monapo, mas não se referiu ao caso da cidade de Nampula.

Kimura Hajime falou do interesse em reforço aos investimentos em projectos ao longo do corredor de Nacala e, também, falou de um projecto de abastecimento de água à província. E foi, exactamente, quando iniciou a ser abordado este último tema que Mety Gondola não quis que os jornalistas participassem e ordenou a saída dos mesmos na sala de audiência.

Após o término do encontro, o embaixador japonês anunciou à jornalistas que o seu país vai financiar a construção de um sistema de abastecimento de água em Monapo, avaliado em 90,000USD (noventa mil dólares americanos).

A ter que ser efectivado, este será mais um sistema de fornecimento de água construído em menos de cinco anos, naquele município que é gerido pela FRELIMO, no âmbito do Pravida, um outro sistema de abastecimento de água ter sido projectado para a mesma circunscrição.

“Este projecto é pequeno, mas é rápido. Nós assinamos um acordo [para a construção do sistema] com uma organização denominada AMASI, no ano passado, mas vamos desembolsar, brevemente, os recursos”, disse sem precisar as datas para o início das obras.

“Água para a cidade de Nampula, por enquanto, não discutimos, mas acho nós podemos ter um projecto daqui a pouco”, disse.

Gondola minimiza…

O Secretário do Estado da província de Nampula, Mety Gondola, quando questionado pelo nosso repórter sobre a razão de se priorizar o abastecimento de água a Monapo, um município que em menos de cinco ano beneficiou de um novo sistema, minimizou.

“Em média, uma barragem dessas [de Nampula] custa milhões de dólares. O caso de Monapo é de 90 mil dólares, portanto, são duas realidades diferentes, e tudo tem de ser feito em função da realidade”, justificou.

Para o Secretário do Estado da província, o problema da crise de água não é para já, pois, segundo suas palavras, precisa de se construir uma barragem com capacidades para responder a demanda.

“Nós já realizamos estudos sobre a solução de água na província de Nampula, e encontramos quatro pontos que a partir dos quais devemos conseguir resolver o problema. Um dos quais é o rio Monapo, há sete quilómetros da actual barragem, rio Meluli, rio Sanhote, em Nacala, e Lúrio. Estas todas soluções alimentam a possibilidade de poder se resolver o problema da cidade de Nampula, se combinadas”, disse. (Sitoi Lutxeque)

ND denuncia que metade da população de Cabo Delgado está deslocada

Maputo (IKWELI) – O movimento político Nova Democracia (ND) considera que, em consequência dos ataques terroristas em alguns distritos de Cabo Delgado, metade da população daquela província encontra-se deslocada.

“Por muito tempo, dias, semanas, meses e anos, a situação da guerra contra o terrorismo no norte da província de Cabo Delgado, não só não tem progredido positivamente, como também, tem piorado notavelmente, tornando a vida das populações num verdadeiro inferno. Por outro lado, a guerra em Cabo Delgado representa uma séria ameaça a soberania e independência nacional”, refere o ND, liderado por Salomão Muchanga, em uma nota divulgada no fim de ontem, domingo (31 de Janeiro).

Um estudo sobre Resiliência Comunitária ao Extremismo Violento conduzido pelo Centro de Estudos Estratégicos Internacionais da Universidade Joaquim Chissano (CEEI) em coordenação com o Instituto Nacional de Estatística (INE), cujos resultados foram publicamente apresentados no dia 19 de Janeiro, vem confirmar que 49% da população de Cabo Delgado está actualmente deslocada, 2.5% das casas definidas para o estudo já não existem, 9.6% estão destruídas e, 22% desocupadas, sendo que em parte das 66% supostamente ocupadas não encontraram os residentes no momento da pesquisa.

O estudo refere que, apesar da “elevada cultura de medo político caracterizada pela autocensura em tópicos sensíveis”, a população oriunda maioritariamente de Mocímboa, Macomia, Quissanga, Mueda e Metuge mostra-se extremamente insatisfeita com a forma como as autoridades estão a lidar com a insurgência, desconfiantes em relação ao aparato militar e, exigem maior e forte intervenção governamental.

Sobre esta desconfiança, o Presidente da República Filipe Nyusi, no Informe Anual sobre o Estado da Nação em 2020 confirmou que “por causa das intervenções dos nossos militares, eles agora têm estado com problema de logística porque as populações não estão naquelas zonas, mas também não conseguem ir roubar”.

Não obstante o estudo considerar moderada a resiliência comunitária, são visíveis tensões étnicas sendo que a proximidade de pessoas de diferentes origens foi percebida de forma negativa.

Na mesma nota, lê-se ainda que “volvidos estes três anos de opacidade neste combate ao terrorismo, o Governo e os Comandantes das Forças de Defesa e Segurança, desdobram-se em acções de propaganda política ao invés de prestarem os cabais esclarecimentos sobre o quê realmente está a acontecer em Cabo Delgado, e qual o plano para a urgente erradicação dos terroristas e outros bandos armados que semeiam luto e destruição naquela província. Pelo contrário, o Governo e as FDS têm sido intolerantes para com as forças vivas da sociedade que, ao abrigo dos seus direitos constitucionais, exigem apenas a verdade”, prosseguindo que “só com a verdade é que será possível mobilizar a nação para enfrentar este combate que não pode ser monopólio do Governo ou dos seus subordinados nas FDS. Está em causa a sobrevivência do Estado moçambicano, do nosso país e do seu tecido social. Não podem contar connosco para que, através do silêncio, sejamos cúmplices do agravar da situação militar, política e humanitária em Cabo Delgado, situação que pode degenerar numa verdadeira catástrofe de dimensões babilónicas caso nada seja feito o quanto antes”.

Ainda neste diapasão, o ND prossegue que “questionamo-nos nós de que soberania falamos quando contratamos unidades militares e mercenários russos e sul-africanos num contexto em que Cabo Delgado se transformou em negócio de guerra? A presença de tropas de mercenários não é actualmente uma perda de soberania nacional, ou será que alguém também tem seus interesses?”, relembrando que “quando na guerra contra a Renamo, o regime trouxe milhares de soldados dos países comunistas para reforçar os seus interesses, não se falava da perda da soberania nacional? Não será uma soberania conveniente para defender sua posição fragilizada, pouco transparente, e para negar a necessidade de chegar a acordos com países amigos na região para apoiar a resposta?”

“Quantos milhões de dólares os mercenários nos custam cada mês, quais resultados eles estão nos trazendo e quem se beneficia?”, questiona o movimento ND, para depois considerar que “para além de constituir um verdadeiro acto de traição à pátria, a mobilização de mercenários estrangeiros ao arrepio das normas constitucionais, representa uma verdadeira ameaça ao Estado de Direito Democrático e ao princípio de separação de poderes quando o Governo ignora o Parlamento em tão sensível matéria”.

Outra preocupação do ND é em relação aos acordos alcançados entre o governo e as empresas multinacionais, por isso “denunciamos também os dúbios acordos ocultos entre o Governo e as multinacionais que operam nos projectos de gás natural na bacia do Rovuma, mais preocupados em proteger sua presença e interesses, do que as populações locais, ignorando a resolução dos factores económicos e de exclusão facilitadores da adesão ao terrorismo”.

“O gás e o petróleo de Cabo Delgado não são mais importantes do que os milhares de vidas humanas ceifadas diariamente para além dos deslocados de guerra que são obrigados a deixarem suas vidas para atrás por conta da insuportável insegurança nos seus distritos”, apelam os jovens que lutam por mudanças políticas e governativas em Mocambique, questionando “quantos jovens soldados, com pouca experiência, por falta de treinamento e equipamento adequados, perderam a vida nestes anos de guerra ao terrorismo? Quantos pais, mães e cônjuges perderam seus filhos(as) e parceiros(as), que talvez com maior e melhor assistência poderiam estar vivos?”.

Considera ainda o ND que “a verdadeira perda da soberania nacional é o que temos nos territórios e áreas controladas pelos terroristas, onde não há presença de Instituições do Estado, não há polícia, nem administradores, nem médicos e nem maestros; zonas sem controlo e presença do Estado”.

Igualmente, a nota aponta ser “importante convocar os comandantes militares para sua adesão à realidade dos factos no terreno. O movimento da ND repudia com veemência o fraco investimento logístico e de treinamento dos jovens engajados no teatro operacional Norte. O Estado não pode, por incúria, corrupção ou roubos perpetrados por seus agentes, fazer desta juventude carne de canhão para os terroristas”, ao que exigimos por isso a verdade sobre o que está sendo feito para que os nossos briosos e corajosos jovens na frente de combate tenham os meios necessários para repelir os atacantes e defender a sua vida e das comunidades afectadas. É urgente prover assistência aos cidadãos no processo de fuga e reduzir o ambiente hostil de desconfiança e perseguição com que os deslocados são recebidos nas zonas seguras”. (Redação)

A partir de hoje, 1 de Fevereiro: Vahanle quer de volta os passeios e ruas tomados por vendedores informais

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, Paulo Vahanle, vai, a partir de hoje (1 de Fevereiro), retomar a operação da retirada compulsiva dos vendedores informais que desenvolvem as suas actividades nas ruas e passeios do município.

Depois de uma aparente retirada no último trimestre do ano passado, 2020, os vendedores informais voltaram as ruas e passeios, obstruindo a mobilidade de pessoas e bens.

“Isso não constitui a verdade de que foi o presidente a autorizar para o regresso de vendedores às ruas”, recusou Paulo Vahanle, argumentando que o que teria feito foi de ordenar o comando da polícia camarária para o relaxamento de algumas medidas, uma vez que, nos dias que passaram a polícia municipal era acusada de exagerar na sua actuação contra os vendedores de rua que, muitas das vezes, era caracterizada pela agressão aos infractores.

“Neste momento, estamos na fase de aconselhamento, aqueles que têm a rádio, televisão, até lê jornais, mesmo em locais públicos, nós produzimos alguma informação para que os munícipes praticantes dessas actividades abandonem, mas a partir de 1 de Fevereiro, já a medida será outra, vamos começar a fazer algo no sentido de inverter a situação”, garantiu o autarca de Nampula, Paulo Vahanle.

Vahanle teceu esses pronunciamentos na última sexta-feira (29 de Janeiro), durante um encontro que envolveu o seu elenco, a sociedade civil, jornalistas e os próprios vendedores de rua, onde disse “que era para em conjunto discutirmos e termos um ponto de saída sobre os vendedores de rua que, realmente, nas últimas semanas invadiram a nossa cidade de Nampula e isso fazia entender que era o presidente do Conselho Municipal de Nampula que havia autorizado o que não constitui a verdade”.

Do referido encontro “chegou-se à conclusão de que pode existir sim um vendedor ambulante e não um vendedor fixo, aquele que ocupa uma porção na via pública impedindo a circulação dos munícipes”, acrescentou Paulo Vahanle, para quem “ foram traçados, também, determinados artigos, mais ao menos aqueles industrializados que devem constar na pasta do vendedor, ele não deve expor no passeio, ele não pode tirar todo produto, ele pode contactar o cliente e fazer propaganda sobre esse ou aquele artigo”, com isso, prosseguiu Vahanle, “não vamos permitir a entrada de vendedores de mangas, laranjas, mandiocas, feijão, maçaroca, tomate, amendoim e outros produtos porque esses produtos, também, aceleram a sujidade da cidade”.

O presidente da autarquia de Nampula disse não fazer sentido a prevalência de comerciantes informais ao longo das avenidas da urbe, porque, segundo sustentou, existem mercados ao nível da autarquia que não estão a ser explorados. “Nós temos os mercados e, às vezes, são os próprios munícipes que alimentam a esses porque saem das suas residências para irem comprar os produtos na rua e não indo ao mercado”, precisou o autarca. (Constantino Henriques)

Para INAE a requalificação do mercado do Waresta não gerou mudanças

Nampula (IKWELI) – A delegação da Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE), em Nampula, considera que a requalificação do mercado grossista do Waresta, que foi feita pelo conselho Autárquico local, não trouxe impactos positivos no que tange o cumprimento das medidas de prevenção do Coronavírus.

A edilidade chefiada por Paulo Vahanle, nos primeiros meses da pandemia em 2020 ordenou o encerramento do referido mercado para obras de requalificação, por forma a reduzir a aglomeração de pessoas, bem como garantir o distanciamento físico entre vendedores e compradores.

“Os aspecto dos mercados está a nos preocupar como INAE, porque estamos a verificar aglomerados ao nível dos mercados. No mercado do Waresta foi feita, supostamente, uma tal requalificação, mas continuamos a verificar situações de idênticas antes da requalificação. Portanto, não notamos mudanças. Infelizmente, não há distanciamento, não há o uso de máscaras, nem a lavagem das mãos. Ainda há um trabalho a ser feito junto do município”, disse Élio Rareque, delegado da INAE em Nampula.

Em relação ao cumprimento das medidas agravadas na última comunicação do Presidente da República, a INAE em Nampula avalia de forma positiva o cumprimento das mesmas.

“Estamos a conseguir controlar o horário de fecho dos estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas, e estamos a verificar o uso de máscaras dentro do estabelecimento comercial e lavagem das mãos”, disse a fonte, avançado que “já encerramos dois institutos que não estavam a cumprir com aquilo que são as medidas de prevenção, e encerramos, também, um suposto restaurante que tinha alvará, mas descobrimos que lá dentro o que funcionava era venda de bebidas alcoólicas”.  (Elisabeth José)

Há redução de terras húmidas em Nampula

Nampula (IKWELI) – A direcção provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente em Nampula, no norte de Moçambique, diz-se preocupada com a redução da densidade de terras húmidas naquela circunscrição.

De acordo com Nélio Manuel, chefe do departamento do Ambiente na instituição em referência, esta redução se deve a pressão popular, por um lado, e por outro lado as mudanças climáticas.

A fonte diz que este problema sócio-ambiental, no futuro, vai causar grandes problemas para a população local.

“A nível de Nampula estamos a passar por algumas ameaças do desaparecimento das terras húmidas. Há uma tendência de redução dessas terras, devido a pressão da população do uso dessas terras. A província de Nampula apresenta uma adversidade dessas terras, muito abundante e temos muitas áreas, mas apesar disso nesses últimos anos está a reduzir, com a influência das mudanças ambientais globais. Essas terras, apesar de serem sustentáveis por parte da prática de agricultora, é importante que agente tende de minimizar esse uso tendo em conta o equilíbrio ecológico do ambiente”, disse Nélio Manuel.

A 2 de Fevereiro assinala-se o dia mundial das Terras Húmidas, e em Nampula a direcção de Desenvolvimento Territorial e Ambiente iniciou com as actividades inerentes a efeméride ontem quinta-feira (28).

O distrito de Mossuril, na costa da província de Nampula, vai ser palco da cerimónia do dia, e a sua escolha deve-se a disponibilidade de terras húmidas e a necessidade de consciencialização das comunidades para a sua prevenção ambiental.

Vamos realizar várias actividades para essa data, e dar a conhecer a importância das terras húmidas na nossa vida, porque ajuda-nos a regular as cheias e inundações que são problemas que, nos últimos anos, afectam bastante as nossas comunidades”, precisou o chefe do departamento do Ambiente na direcção provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente de Nampula. (Elisabeth José)