Crise de água na cidade de Nampula não comoveu Mety Gondola

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  • Na visita do embaixador do Japão a Nampula, o Secretário de Estado fez lobbies para a construção de um novo sistema de abastecimento em Monapo.

 Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, está a enfrentar uma crise, jamais vista, de fornecimento de água potável, por conta da incapacidade da fonte primária em suportar a quantidades dos moradores locais.

A fonte primária de abastecimento de água a mais importante autarquia do norte de Moçambique, Nampula, localiza-se no rio Monapo, a cerca de 10 km a norte de Nampula, e foi construída entre 1958 e 1959, cuja capacidade é de até 200 mil consumidores.

O Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, recebeu na manhã de ontem, segunda-feira (1), o embaixador nipónico acreditado de Moçambique, Kimura Hajime, e na ocasião apresentou, como preocupação a construção de um novo sistema de abastecimento de água para vila municipal de Monapo, mas não se referiu ao caso da cidade de Nampula.

Kimura Hajime falou do interesse em reforço aos investimentos em projectos ao longo do corredor de Nacala e, também, falou de um projecto de abastecimento de água à província. E foi, exactamente, quando iniciou a ser abordado este último tema que Mety Gondola não quis que os jornalistas participassem e ordenou a saída dos mesmos na sala de audiência.

Após o término do encontro, o embaixador japonês anunciou à jornalistas que o seu país vai financiar a construção de um sistema de abastecimento de água em Monapo, avaliado em 90,000USD (noventa mil dólares americanos).

A ter que ser efectivado, este será mais um sistema de fornecimento de água construído em menos de cinco anos, naquele município que é gerido pela FRELIMO, no âmbito do Pravida, um outro sistema de abastecimento de água ter sido projectado para a mesma circunscrição.

“Este projecto é pequeno, mas é rápido. Nós assinamos um acordo [para a construção do sistema] com uma organização denominada AMASI, no ano passado, mas vamos desembolsar, brevemente, os recursos”, disse sem precisar as datas para o início das obras.

“Água para a cidade de Nampula, por enquanto, não discutimos, mas acho nós podemos ter um projecto daqui a pouco”, disse.

Gondola minimiza…

O Secretário do Estado da província de Nampula, Mety Gondola, quando questionado pelo nosso repórter sobre a razão de se priorizar o abastecimento de água a Monapo, um município que em menos de cinco ano beneficiou de um novo sistema, minimizou.

“Em média, uma barragem dessas [de Nampula] custa milhões de dólares. O caso de Monapo é de 90 mil dólares, portanto, são duas realidades diferentes, e tudo tem de ser feito em função da realidade”, justificou.

Para o Secretário do Estado da província, o problema da crise de água não é para já, pois, segundo suas palavras, precisa de se construir uma barragem com capacidades para responder a demanda.

“Nós já realizamos estudos sobre a solução de água na província de Nampula, e encontramos quatro pontos que a partir dos quais devemos conseguir resolver o problema. Um dos quais é o rio Monapo, há sete quilómetros da actual barragem, rio Meluli, rio Sanhote, em Nacala, e Lúrio. Estas todas soluções alimentam a possibilidade de poder se resolver o problema da cidade de Nampula, se combinadas”, disse. (Sitoi Lutxeque)

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