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Novo ciclo da situação da calamidade pública: PRM promete “chamboquear” desobedientes em Nampula

Nampula (IKWELI) – A meia do dia 7 de Abril corrente entra em vigor, em todo o território nacional, um novo ciclo da situação da calamidade pública, no âmbito dos esforços empreendidos pelo governo no processo da contenção da pandemia da covid-19.

Se no ciclo anterior o recolher obrigatório era somente na região do Grande Maputo, no novo, este procedimento alastra-se para todas as capitais provinciais, e em Nampula, a Polícia da República de Moçambique (PRM) pondera o uso da força para impor o cumprimento desta medida. O horário foi alargado, passando para das 22h as 4h.

“A polícia está preparada para cumprir e fazer cumprir todos os dispositivos legais estabelecidos pelo mais alto magistrado da nação, portanto, a polícia vai fazer com que todos os cidadãos cumpram de forma exemplar o novo decreto”, garantiu a imprensa Zacarias Nacute, porta-voz da PRM, no principal da tarde desta terça-feira (6).

Para esta fonte policial, os “confusos” devem ser disciplinados pela corporação, mesmo que para o efeito o uso da força seja o expoente máximo.

“O uso da força é e será usado assim que obrigar. Se o cidadão cumprir a ordem emanada pelo agente que estará de serviço, não haverá nenhuma necessidade de uso da força, mas aqueles que tentarem agredir o agente da polícia, assim como contrariar as ordens, aí haverá a necessidade tomar outras medidas”, disse o porta-voz.

O nosso entrevistado fez saber que, antes de agir, a sua corporação vai pautar pela sensibilização ao cidadão, de modo a não se fazer a via publica, fora do período estabelecido pelo decreto do Conselho de Ministros, que entra em vigor a partir desta quarta-feira (07).

Contudo, a fonte apelou aos cidadãos a cumprirem escrupulosamente o decreto presidencial, ciente de que estarão a contribuir para a redução de novos casos da covid-19. (Sitoi Lutxeque)

7 de Abril, outra vez: Mulheres em Nampula desobedecem prevenção da covid-19 para adquirir capulanas

Nampula (IKWELI) – Assinala-se amanhã, 7 de Abril, o dia da mulher moçambicana e como é de praxe em grupos de amigas e/ou colegas as mulheres se juntam para celebrar a data, com bebidas e comidas a mistura de vestimentas iguais.

Com a pandemia da covid-19 a fustigar o mundo há mais de um ano, há a necessidade de cumprimento rigoroso das medidas de prevenção, mas em datas como estas tudo se esquece.

Nas vésperas do 7 de Abril, tanto de 2020 assim como de 2021, as ruas do maior centro urbano do norte de Moçambique, Nampula, voltaram a registar enchentes jamais vistas. A intenção era mesmo a aquisição de capulanas para o vestuário dos grupos de amigas, parentes e/ou colegas.

Na manhã de ontem, segunda-feira (5), a reportagem do Ikweli visitou várias lojas de venda de capulanas, e notamos que, para além dos aglomerados, as mulheres não observavam o distanciamento físico recomendado e tão pouco trajavam, pelo menos, a máscara de protecção facial.

Não eram apenas mulheres adultas, mas também jovens e adolescentes, algumas delas com bebés nas costas.

As avenidas do Trabalho e Paulo Samuel Kankhomba foram as recordistas em enchentes, situação que a certa medida colocou o trânsito em alvoroço.

Ancha Mussa, residente no bairro de Marrere, arredores da cidade de Nampula, mas que se fez à zona urbana para, pelo menos, comprar três capulanas disse ao Ikweli que pretende passar a festa ao lado da sua família, mas que para marcar o momento, uma capulana nova não devia faltar.

“Este é um momento marcante para nós as mulheres. Como todos sabem, representa uma festa no nosso país, por isso não podemos deixar passar, enquanto tivermos condições para uma festa, temos de avançar”, disse a nossa entrevistada, que não descarta o risco de contaminação pela covid-19, ao se ter em conta o maior número de pessoas, com destaque para mulheres que se encontram nas entradas dos estabelecimentos comerciais.

“Estamos em tempos do coronavírus, e como se pode ver há enchentes demais nas lojas, pessoas querem todas entrarem ao mesmo tempo o que não é possível e faz com que haja empurrões nas portas. Para conseguir uma boa capulana a pessoa tem de chegar cedo, antes do horário de abertura das lojas, e isso está difícil para muitas de nós”, reconhece Ancha Mussa.

Outra cidadã que falou em entrevista ao Ikweli, encontrada ao longo da Avenida do Trabalho chama-se, Rita Camucha, moradora do bairro de Namicopo. Ela considera importante a festa da mulher moçambicana, mas chama atenção a prevenção da covid-19. Ademais, “estamos sim a preparar a nossa festa, mas não nos podemos esquecer da existência do coronavírus, é preciso colocar a máscara de protecção quando nos deslocamos das nossas casas para à cidade, isto porque vai-nos ajudar a não comprometer a data”.

No mesmo horizonte de ideias, Ermelinda Lopes, de Mutauanha, um dos bairros da cidade de Nampula, disse estar preparada no sentido de colocar em prática todas as orientações do Ministério da Saúde, entre outras entidades governamentais, referentes à prevenção da covi-19. Até porque, de acordo com ela, é importante se prevenir deste mal mundial para junto da família passar o dia 07 de Abril com saúde e livre do coronavírus.

“Vim comprar três peças de capulana para a passagem da festa do dia 07 de Abril deste ano. Eu sou membro de um grupo de poupança composto apenas por mulheres, daí que pensamos em festejar neste ano, mesmo com coronavírus acreditamos que vamos fazer acontecer, claro que vamos tentar o máximo possível para não permitir que sejamos motores de contaminação deste vírus. Mas mesmo assim também não podemos deixar passar alguns momentos ou adiarmos os planos por isso”, arrematou outra cidadã residente no bairro de Murrapaniua, arredores da cidade de Nampula. (Texto: Esmeraldo Boquisse *Fotos: Hermínio Raja)

Em Nampula: Mulheres não compram capulanas da OMM e organização queixa-se disso

Nampula (IKWELI) – A Organização da Mulher Moçambicana (OMM), braço feminino do partido FRELIMO, na província de Nampula, lamenta pelo facto de as mulheres estarem, nos últimos anos, a ignorar as suas vestimentas, com destaque para capulanas, camisetas e bonés, em datas comemorativas, sobretudo relacionadas com o 7 de Abril, o considerado dia da mulher moçambicana.

Em Nampula, as capulanas, lembre-se, têm sido um dos maiores atractivos das mulheres em todas as datas comemorativas e não só. De grupo em grupo ou de forma singular, as mulheres inundam os estabelecimentos comerciais para obter peças de capulanas.

As lamentações feitas pela secretaria provincial da OMM, na província de Nampula, Leoneta Ribeiro, acontecem numa altura em que as lojas, principalmente as que comercializam roupas femininas, na sua maioria capulanas, andam lotadas de mulheres que a todo o custo, mesmo sem observância do distanciamento físico, pretendem adquirir peças de capulanas para garantir a passagem do seu dia.

Para Leoneta Ribeiro, esta situação revela a desvalorização dos feitos de Josina Machel, cuja morte é recordada nesta data, pela luta em prol da emancipação da mulher moçambicana que, segundo ela, actualmente é positivamente notável na sociedade moçambicana, dada as posições em que as mulheres tomam no sector politico-governamental.

“Muitas mulheres não sabem porque é que surge esta data [7 de Abril], quando as mulheres vão as lojas dizem que nós não queremos a capulana da OMM, esse é o problema de não saber interpretar a OMM e Josina Machel”, lamentou, para aconselhar que “é da nossa responsabilidade darmos valor [a Josina] porque ela lutou a emancipação da mulher moçambicana”, disse.

Apesar da falta de preferência das suas capulanas, Leoneta quer que as mulheres não usem capulanas adquiridas para exporem-se em locais de riscos e que as festas sejam feitas nas suas residências, sem igualmente colocar em causa a saúde.

“As capulanas devem ser usadas em casa e sem se violar o protocolo sanitário. E, também, não podem constituir um dos motivos de violência doméstica nessa data”, apelou a nossa entrevistada.

“As capulanas da OMM não são inclusivas”

 Algumas mulheres entrevistadas pelo Ikweli foram unânimes ao afirmar que as capulanas produzidas à encomenda da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) são, meramente, partidárias e exclusivas, pelo facto de se estar a homenagear uma figura partidária, Josina Machel.

Joana José, uma das senhoras entrevistadas pelo nosso repórter momentos após efectuar compras de capulanas, numa das lojas localizadas ao longo da avenida do Trabalho, em Nampula, disse que “já faz tempo que não uso capulanas com logótipos da OMM, não por ser contra a organização, mas por, em algum momento, estarem a criar divisões nos convívios; somos confundidas como se estivéssemos em festa do partido”.

À semelhança da dona Joana, Muaziza João, uma outra cidadã interpelada pelo nosso jornal, disse que “nós não podemos usar capulanas definidas ao prazer de alguém, isso tem de depender de nós mesmas. O que a OMM faz é escolher uma capulana a seu gosto e impor as mulheres e isso acaba não agradando a todas”.

O Ikweli apurou que a escolha e/ou a “recusa” nas capulanas vendidas pela OMM não se trata pelo preço praticado. A título de exemplo, uma capulana em que a organização vende a 250,00Mt (duzentos e cinquenta meticais) é o mesmo e/ou superior a que são comercializados nas lojas a gosto. (Texto: Sitoi Lutxeque *Foto”Hermínio Raja)

Huawei Moçambique Doa equipamento de videoconferência e sistemas de medição de temperatura ao MCTES e MISAU

Maputo (IKWELI) – Pelos menos vinte e seis (26) conjuntos de sistemas de videoconferência remotos e 5 conjuntos de sistemas de detecção térmica foram doados ao governo de Moçambique, numa cerimónia decorrida nesta terça-feira (05 de Abril de 2021) no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Devido a pandemia da covid-19, em Moçambique, cada vez mais pessoas terão que trabalhar em casa. Para apoiar a colaboração entre as instituições governamentais de Moçambique, a Huawei tem a honra de doar uma solução de videoconferência remota. O projeto foi implementado sob a gestão do Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior.

Uma nota de imprensa da Huawei recebida no Ikweli indica que “esta doação vem para tornar as conexões mais eficientes por meio dos canais de tecnologia e plataformas de telecomunicações, ajudando a prevenção, controle, além do cuidado com a doença que tem vindo a assolar o Moçambique e o Mundo”, e com efeito “espera-se que esta doação ira melhorar a capacidade e qualidade de comunicação nos Ministérios, principalmente nesta pandemia. Assim como contribuir para criação de nova forma de trabalho, criação será́ também uma das soluções nesta fase que a encontramos”.

Citado no comunicado, Chu Xiaoxin, CEO da Huawei Mozambique e Angola, em seu discurso, disse que “como uma empresa de tecnologia líder mundial, a Huawei tem capacidade e confiança para alavancar suas tecnologias e experiência para ajudar o Governo de Moçambique a alcançar a transformação digital e promover o desenvolvimento económico. Agradeço ao Governo de Moçambique por escolher e confiar na Huawei no curso da transformação digital”.

Por seu turno, Wang Hejun, Embaixador da República Popular da China, em seu discurso disse “endereço agradecimentos a Huawei pela doação de sistema de vídeo conferenciam a governo moçambicano”.

“O governo chinês tem encorajado as empresas chinesas a promover ambiente socioeconómico de cada país através de negócio e assumir as responsabilidades sociais apoiando as empresas para desenvolvimento de negócio. Agradecer ao governo moçambicano pela confiança atribuída a Huawei. Quero também incentiva a empresas chinesas a contribuírem ativamente nas suas responsabilidades sociais e contribuírem para aumentar a boa relação entre os dois países”, anotou o diplomata.

Para Armindo Daniel Tiago, Ministro da Saúde, é “justo que louvemos esta iniciativa do nosso Governo, que conta com o apoio de um País amigo de há longa data, a República Popular da China, por via da conceituada empresa de meios e tecnologias de comunicação e informação, a HUAWEI, para quem endereçamos os nossos mais sinceros agradecimentos pelo suporte tecnológico”.

Já́ o ministro da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, disse que “gostaria, em nome do Governo da República de Moçambique, de agradecer ao Governo da República Popular da China que, através da Huawei, prestou um singular apoio na implementação deste Sistema de Videoconferência. Gostaríamos de destacar o facto da nossa cooperação e colaboração com a Huawei ter começado em 2010 e, já possuir resultados em várias frentes com impacto no desenvolvimento das TIC no nosso país. Aos nossos parceiros da Huawei, queremos agradecer, uma vez mais e, dizer que contamos convosco na expansão do sistema para mais órgãos de governação e, para a manutenção do funcionamento continuo e de longo prazo deste Sistema”. (Redação)

PRM recupera dois sacos de granada em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, recuperou dois sacos de pedras semi-preciosas, do tipo granada, que estavam na posse de um individuo natural do distrito de Angoche, em consequência detiveram-no.

O jovem, de 28 anos de idade, está sendo indiciado da prática ilegal do garimpo, incluindo o tráfico de minerais de alto valor comercial no mercado.

Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, explica que o mesmo foi neutralizado ao longo da Estrada Nacional Número 1 (EN1), na sequência vindo da província de Cabo Delgado.

“Estamos diante de um caso de garimpo e transporte ilegal de pedras semipreciosas do tipo granada, onde a polícia interpelou uma viatura, e no processo de revista encontrou-se este cidadão que portava dois sacos contendo pedras semipreciosas”, disse a fonte, no habitual briefing semanal com a imprensa, prosseguindo que “tratando-se de uma situação ilegal, o indivíduo foi encaminhado às nossas subunidades policiais, e decorrem os trâmites legais para a sua responsabilização pelo facto cometido”.

Por sua vez, o indiciado conta que partiu do distrito de Ancuabe, na vizinha província de Cabo Delgado com destino à cidade de Nampula, onde encontrar-se-ia com um seu amigo que lhe podia guiar para conseguir um comprador, alegadamente, de origem chinesa. Ele disse ainda ser a primeira vez que pratica aquela acção e não conhecia o cliente da sua mercadoria.

“Eu saí de Cabo Delgado com as pedras de granada, o destino era mesmo para vir vender aqui em Nampula. Então, quando cheguei no controle de Anchilo, porque vinha transportado numa viatura de Coaster com rota Montepuez/Nampula, fui neutralizado pela polícia. Isto é granada, mas eu não posso mentir sobre a utilidade deste produto”, contou o indiciado a sua versão.

Este individuo conta que, do conhecimento que detém, a cada quilograma do produto chega a custar 120,00Mt (cento e vinte meticais), dependendo da qualidade do mesmo.

Por fim, Nacute anunciou que durante a semana passada, um total de 41 cidadãos foram detidos, dos quais dois envolvidos em igual número de crimes registados no decurso da semana. (Esmeraldo Boquisse)

Em menos de 30 dias: AQUA em Nampula é alvo de duas inspeções nacionais

Nampula (IKWELI) – Depois das notícias veiculadas por vários órgãos de comunicação social, incluindo o Ikweli, em torno da má prestação da delegação da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) em Nampula, duas inspeções de nível central vieram a província para apurar a veracidade dos factos.

A primeira inspecção foi do ministério da Terra e Ambiente, e durou de 1 a 4 de Março findo, tendo sido constituída por duas pessoas, cujo líder foi o inspector Wetela Jone. A segunda teve palco entre os dias 1 e 3 de Abril corrente, e tinha como líder o director geral adjunto do AQUA, Eugénio Manhiça.

O Ikweli está na posse do relatório de trabalho da Inspecção da Terra e Ambiente, cuja copia foi partilhada com a direcção geral da AQUA. Segundo este relatório, há “a falta de observância da lei na execução dos procedimentos administrativos; disparidade na comparticipação das multas para os fiscais, falta de equipamento informático e a falta de fardamento para os fiscais”.

Sabe o Ikweli que aquando da extinção do Centro de Desenvolvimento Sustentável – Zonas Urbanas (CDS – Zonas Urbanas), a AQUA encontrou vários meios, desde informáticos a meios circulantes, os quais, segundo fontes da instituição, foram retirados pelo respectivo delegado, Egídio Armando.

No relatório, os inspectores concluem que “a direcção da AQUA deve envidar esforços no sentido de criar condições logísticas para os fiscais que se encontram nos distritos no âmbito das movimentações realizadas, assim como criar um ambiente de trabalho saudável para que haja harmonia na realização das actividades”, e que “é imperioso que a AQUA cumpra com o que está legislado na lei sob o risco de cometer várias infracções que poderão culminar em processos administrativos”.

Por fim, o mesmo relatório aponta que “outrossim pode se deduzir que a informação veiculada pelo Jornal Ikweli é verídica se comparado com as constatações encontradas pela equipa no terreno”.

Todavia, durante a estadia da equipa da direcção geral do AQUA em Nampula, o Ikweli intentou esforços no sentido de obter uma entrevista com o respectivo director geral adjunto, Eugénio Manhiça, o qual se fez de rogado e na chamada telefónica que efectuamos disse não ter disponibilidade para o efeito.

Entretanto, o Ikweli foi visitar os arquivos do extinto CDS – Zonas Urbanas, e notamos que o comportamento com tendência da prática de actos ilegais por parte do actual delegado do AQUA em Nampula, Egídio Armando, é recorrente.

Um relatório de uma equipa do, também, extinto Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental, datado de Março de 2013, indicia Egídio Armando e outros quadros da instituição como tendo constituído “um grupo institucional para fins de saque de fundos da instituição”. (Aunício da Silva)

De Monapo para o mundo: Diva Malambi lança mais um álbum musical intitulado “Exarya”

Nampula (IKWELI) – A cantora moçambicana Diva Malambi procede ao lançamento, no próximo dia 8 de Abril corrente, na cidade de Maputo, o seu mais recente álbum intitulado “Exarya”.

Originária de Monapo, na província de Nampula, Diva Malambi contou ao Ikweli que começou a cantar “através de um grupo coral” no seu distrito natal, e que o seu estilo é o “afro tufo” e que “já gravei mais de 50 (cinquenta) músicas”.

O álbum que será lançado, em homenagem ao mês da mulher moçambicana, é constituído por “20 faixas, e conta com três participações internacionais, sendo uma de África (Sudão), uma da Europa (Itália) e uma da América Latina (Brasil)”.

Segundo conta a cantora, “a composição das músicas foi feita pelo Kawam, Nelo João e Abel Laste”. (Redação)

Huawei reafirma o compromisso de criar maior valor para os clientes e a sociedade em face da adversidade

Nampula (IKWELI) – Em seu relatório anual de 2020, a gigantesca tecnologia chinesa Huawei divulgou que o seu crescimento desacelerou, mas o desempenho dos negócios da empresa ficou amplamente em linha com a previsão.

“A receita de vendas da Huawei em 2020 foi de CNY891,4 bilhões, um aumento de 3,8% no comparativo anual, e seu lucro líquido atingiu CNY64,6 bilhões, um aumento de 3,2% no comparativo anual”, refere um comunicado de imprensa enviado ao Ikweli.

O mesmo documento prossegue que “apesar das dificuldades operacionais trazidas pelas sanções dos EUA em 2019 e 2020, a Huawei continuou a convidar a KPMG para auditar de forma independente e objetiva nossas demonstrações financeiras. O documento produzido pela KPMG é uma opinião de auditoria padrão não modificada. Não importa as circunstâncias, continuaremos a abraçar a transparência, divulgando dados operacionais para governos, clientes, fornecedores, funcionários e parceiros”, por isso “em 2020, o negócio de operadoras da Huawei continuou a garantir as operações estáveis de mais de 1.500 redes em mais de 170 países e regiões, o que ajudou a apoiar o teletrabalho, aprendizagem online e compras online em todos os bloqueios COVID-19. Trabalhando junto com transportadoras em todo o mundo, a empresa ajudou a fornecer uma experiência conectada superior e avançou com mais de 3.000 projetos de inovação 5G em mais de 20 setores como mineração de carvão, produção de aço, portos e manufatura”.

Por lado, o mesmo documento avança que “no ano passado, os negócios corporativos da Huawei intensificaram os esforços para desenvolver soluções inovadoras baseadas em cenários para diferentes setores e criar um ecossistema digital que prospera na criação conjunta e no sucesso compartilhado. Durante a pandemia, a Huawei forneceu conhecimentos técnicos e soluções vitais na luta contra o vírus. Um exemplo é uma solução de diagnóstico assistido por IA baseada em HUAWEI CLOUD que ajudou hospitais em todo o mundo a reduzir a carga sobre sua infraestrutura médica. A Huawei também trabalhou com parceiros para lançar plataformas de aprendizagem online baseadas em nuvem para mais de 50 milhões de alunos do ensino fundamental e médio”.

“Com o lançamento do HarmonyOS e do ecossistema Huawei Mobile Services (HMS), os negócios de consumo da Huawei avançaram com sua estratégia Seamless AI Life (“1 + 8 + N”) para fornecer aos consumidores uma experiência inteligente em todos os dispositivos e cenários, com foco em escritório inteligente, boa forma e saúde, casa inteligente, viagens fáceis e entretenimento”, garante a empresa.

“Durante o ano passado, nos mantivemos firmes em face da adversidade”, disse Ken Hu, presidente rotativo da Huawei, citado no mesmo documento, apontando que “continuamos inovando para criar valor para nossos clientes, para ajudar a combater a pandemia e apoiar a recuperação econômica e o progresso social em todo o mundo. Também aproveitamos esta oportunidade para aprimorar ainda mais nossas operações, levando a um desempenho que foi amplamente em linha com a previsão”. (Redação)

Sexta-feira Santa: Cristãos encaram o encerramento de igrejas como um teste divino

Nampula (IKWELI) – Hoje, sexta-feira (2 de Abril), os cristãos em todo o mundo assinalam o dia morte de Jesus Cristo, vulgarmente conhecido como “sexta-feira santa”, e na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, crentes encaram o encerramento dos locais de culto como um teste divino.

Devido a pandemia da covid-19, pel segundo ano consecutivo, as celebrações religiosas foram canceladas em cumprimento e observância das medidas de prevenção da doença.

As famílias rezam em suas casas, orando para que Deus, sobretudo, livre a terra das doenças que fustigam as sociedades, destacadamente a covid-19, tal como disse a crente Inocência Pascoalea.

“O sacrifício que estou a fazer não tem nada a ver com um propósito, é algo que para alguns parece ser impossível, mas basta a pessoa determinar pode conseguir fazer a tal coisa”, disse esta entrevistada, prosseguindo que “nós somos igreja, mas o templo sagrado, principalmente, nessas épocas nos dá falta, porque comungar a fé em comunidade é algo excepcional. Mas uma das vantagens desta época é que pude perceber que as famílias aprenderam a orar, mas juntos”.

Por outro lado, Inocência, que também, é catequista, pede para que “a fé e o sacrifício continuem na mesma intensidade. Porque é notório que muitos cristãos agradam a Deus no período quaresmal, e em outros períodos se esquecem”, e a sua recomendação é a meditação do livro de Malaquias 3, 6-7.

Na paroquia São João Baptista, encontramos vários jovens que se dedicavam a obras de caridade para manter o templo em condições.

E segundo disse uma das jovens, “é um momento muito difícil para a igreja, e para mim também, pois é a primeira vez que vejo igrejas sendo encerradas por muito tempo, mas este momento veio de forma indirecta, também, para testar a fé dos cristãos, do mesmo jeito que os nossos antepassados foram testados, mas a igreja sobreviveu aos vários momentos difíceis. Entretanto, mesmo com as portas fechadas a igreja continua, nós somos a igreja, nós continuaremos a levar a palavra de Jesus ao mundo”.

Florência de Alima, outra crente que falou ao Ikweli, e disse que “este ano passarei de uma forma diferente, como é já sabido que este dia os cristãos católicos reúnem-se para celebrar a paixão de Cristo que começa na quinta-feira santa. Por causa da pandemia sou obrigada a passar em casa e ligada a rádio, acompanhando toda a celebração da sexta-feira santa”.

Para o Coordenador da Comissão de Liturgia na paroquia São Francisco Xavier, Júlio André, este é um momento de reflexão. “A sexta-feira Santa, para nós os católicos, lembramos, com tristeza, a morte do nosso senhor Jesus Cristo. Como em todos os anos é um dia muito importante, porque é um dia que nos une e fortalece a nossa relação com Deus, somos chamados a reflectir a morte e ressurreição de Cristo e olhar que todos nós teremos o mesmo fim de morte, só não sabemos se vamos ressuscitar, por isso devemos estar ligados a Deus para garantir a nossa ressurreição”.

Júlio André disse, igualmente, que o encerramento das igrejas não deve abalar a fé do cristão, mas devem orar para que as igrejas reabram para um encontro com os irmãos, “um verdadeiro fiel não se pode deixar abalar pelas coisas do mundo, porque vieram justamente para nos provar a nossa fé”.

“Como fiel, naturalmente, olhamos com preocupação o enceramento das igrejas, porque fomos ensinados que existe o templo de Deus, mas a que lembrar, que um bom cristão deve ser um bom cidadão e não nos resta outra alternativa se não cumprir as regras de prevenção do coronavírus”, concluiu Júlio André. (Elisabeth José)

AMUSI acusa fábricas de cerveja de estar na origem da fome que assola Nampula

Nampula (IKWELI) – O presidente do partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino, diz que a escassez de alimentos que se assiste, desde finais do primeiro semestre do ano passado, um pouco por toda a província de Nampula, pode ter sido provocada, também, pelas fábricas de cervejas cuja matéria-prima é a mandioca e o milho, considerados alimentos básicos das populações desta parcela moçambicana.

“Os nossos irmãos, no lugar de raspar a mandioca e conservar, de maneira mais aliciante, recolhem a mandioca antes da sua própria fase de colheita e alimentam as fábricas de cerveja”, começou por observar Mário Albino.

O político fez estes pronunciamentos durante a sua primeira aparição pública no corrente ano de 2021. Albino foi o candidato presidencial menos votado das últimas eleições realizadas no país.

“As mensagens mais fortes que encontramos é de que a população se queixa da pobreza absoluta, ao nível do país, e olhando aquilo que é a zona norte, a fome está a matar. No distrito de Muecate, concretamente na zona do Grácio, perdemos 35 cidadãos, para não falarmos do caso de Monapo, Memba, distrito de Ribáuè, então este é um assunto que inquietou o partido e não só”, referiu o político.

“O posicionamento do AMUSI face a esta situação, primeiro, repreendemos o sistema de governação porque, como sabem, Nampula nós produzimos muito, mas, por causa da questão de tantas fábricas de cerveja que nos assaltaram, a mandioca é recolhida e vendida a essas empresas, no lugar de ser processada para o consumo”, reiterou, acrescentando que “nós acreditamos que essas fábricas não têm aquilo que chamamos responsabilidade social em termos de custos ou apoio nessas zonas onde estão instaladas”.

A falta de assistência humanitária às famílias afectadas pela fome, sobretudo por parte do governo, é outra componente que inquieta o AMUSI. “Também, criticamos as entidades governamentais, porque nós assistimos noutras regiões quando há fome e quando há falta, até de água, vão lá camiões para dar alimentação às comunidades, e nós estamos em Nampula onde as pessoas estão a morrer de fome e assistimos dirigentes a dizerem que Nampula não há fome. Não só a questão da fome que assola a zona norte, para as pessoas que testam positivo para a covid-19, a atenção do governo não tem sido pontual”, salientou.

O apelo do presidente do AMUSI, numa altura em que se avizinha o período de colheita, é no sentido de que “os agricultores devem ser mais atenciosos, porque na hora de colheita, na verdade, os preços que aparecem são aliciantes e a população deve-se precaver, primeiro para ter uma reserva, mas também, acreditamos que com a pobreza absoluta vai ser difícil, a não ser que o governo lhes ajude. Portanto, o governo poderá financiar as pessoas para ter uma produção um pouco mais alargada e, de seguida, poderá obrigar as indústrias de cerveja a ter a sua própria machamba e a não assaltar aquilo que é a produção das populações”, precisou a fonte.

Refira-se que, os pronunciamentos de Mário Albino, acontecem numa altura em que o Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou uma fábrica de cerveja, construída de raiz na província de Maputo. (Constantino Henriques)