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Ferroviários de Nampula e Nacala perdem por 3-0 na 7ª jornada do Moçambola

Nampula (IKWELI) – Os Ferroviários de Nampula e de Nacala voltaram a não honrar a província mais populosa de Moçambique, ao consentirem uma derrota de 3-0 na 7ª jornada do Moçambola 2021.

Desta vez, o Ferroviário de Nampula deslocou-se a Maputo por onde foi cair nas mãos impiedosas da Liga Desportiva de Maputo (3-0). Trata-se da quinta derrota consecutiva, e já vai um cumulativo de seis jornadas sem vencer nesta edição do campeonato e, agora, continua na zona de descida de divisão com os anteriores 3 pontos.

Já o Ferroviário de Nacala não conseguiu travar a Associação Black Bulls (ABB) e, em pleno estádio 25 de Junho, em Nampula, perdeu por três bolas sem concorrência, jogo disputado na tarde deste domingo (23).

Para esta partida, até porque, o Ferroviário de Nacala esteve bem em campo o que, nalgum momento, dificultou as missões dos jovens talento da ABB, sendo determinante três erros defensivos para a queda do gigante da zona económica especial.

Os golos que cimentaram a liderança da ABB na tabela classificativa do Moçambola, foram apontados por Hamed aos 24 minutos, Vitor aos 45+3 minutos e Pepo aos 79 minutos da partida.

“Com certeza, uma derrota fora daquilo que está nas nossas previsões. Não tiramos o mérito ao adversário porque lutaram para conseguir o objectivo, vinham para vencer, nós também vinham com os mesmos objectivos mas, infelizmente, fomos incapazes de suster este momento de jogo com três ofertas, praticamente, no primeiro golo um passe para o adversário fazer golo, no segundo golo de penalti, também falta de clarividência do jogo do meu lateral, e no terceiro mais uma vez o meu lateral a pedir falta, não há falta nenhuma a gente acaba oferecendo espaço para o adversário criar oportunidade de golo”, observou Antero Cambaco, treinador do Ferroviário de Nacala.

Para Hélder Martins, técnico da Associação Black Bulls, a série de vitórias da sua equipa é o reflexo do trabalho que vem sendo desenvolvido na sua agremiação, virado pela formação. “Eu tenho dito sempre que este é um processo que começou há três anos, estes miúdos estão a jogar há muito tempo juntos conhecem-se todos, por isso estamos preparados para este desafio. O Ferroviário de Nacala criou-nos muitas dificuldades, por isso parabéns para os meninos que acreditaram que tem melhorado muito”, referiu o técnico português ao serviço da ABB.

Quadro geral de resultados da 7ª jornada do Moçambola: Matchedje de Mocuba 0-1 Ferroviário da Beira, Desportivo de Maputo 2-1 Textáfrica, ENH 0-0 Incomáti, UDS 1- 0 Costa do Sol, Ferroviário de Maputo 1-0 Ferroviário de Lichinga, Liga Desportiva de Maputo 3-0 de Nampula e Ferroviário de Nacala 0-3 ABB. (Constantino Henriques)

Huawei faz a entrega oficial de equipamento de TIC’s a Escola Secundária da Matola

Maputo (IKWELI) – A Huawei procedeu a entregou de equipamentos de Huawei Wifi 6 compostos por 118 (cento e dezoito) pontos de acesso; 8 (oito) switchs de acesso POE; 1 (um) switchs central; 1 (um) firewall; 4 (quatro) racks com UPS; e 1 (um) Ideahub a escola secundária da Matola, na província de Maputo.

“Estes equipamentos são entregues no âmbito do programa Smart education desenvolvido pela Huawei em parceria com ministério da Educação e desenvolvimento humano”, refere um comunicado de imprensa da empresa enviado a nossa redacção.

Esta gigante chinesa, líder global em Infra-estruturas de TIC’s (Tecnologias de Comunicação e Informação), tem vindo a cooperar e participar em projectos juntos ao Estado e governo em doações, projectos de capacitação e formação a escolas, universidade e funcionários públicos.

A Huawei, segundo a mesma nota, espera que a doação deste equipamento ajudará a promover a integração profunda de tecnologia da informação e educação e ensino, acelerar a inovação e o desenvolvimento da educação inteligente e estabelecer uma “zona de demonstração de educação inteligente”. A doação, também, promoverá o compartilhamento de recursos educacionais vantajosos e a equalização da educação.

Na cerimónia, também, assinaram um Memorando de entendimento com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano para o “Projecto Nacional de Educação Inteligente para Escolas Primárias e Secundárias de Moçambique”. O Ministério vai escolher Huawei como parceiro estratégico da cooperação na infra-estrutura de TIC das escolas primárias e secundárias do País.

O memorando de entendimento foi assinado com o testemunho da ministra da educação e desenvolvimento humano, Carmelita Rita Namashulua, o Conselheiro Comercial da Embaixada da República Popular da China em Moçambique Liu Xiaoguang, e o Director Geral da Huawei em Moçambique Wu Kui.

Em seu discurso, Wu Kui, citou o director-geral da Huawei, apontando que “actualmente, a transformação digital e a educação digital tornaram-se a direcção chave do desenvolvimento em todo o mundo, especialmente na actual situação epidémica, sua importância está se tornando cada vez mais proeminente”.

“Queremos manifestar o nosso profundo agradecimento a Huawei pela doação de equipamento de comunicação para o desenvolvimento da infra-estrutura de educação através do Projecto Educação Inteligente (Smart Education) para as nossas escolas. Como dizia o saudoso Presidente Samora Machel, “A Educação é uma tarefa de todos nos”, e a Huawei têm apoiado um dos sectores mais importantes mediante essa oferta. É com muita satisfação que estamos nesta escola, na cerimónia de entrega de tais equipamentos que reforça o grande empenho do nosso Governo de desenvolver a infra-estrutura do sector da educação e alargar o acesso da mesma para todos os moçambicanos”, disse, na ocasião a ministra Namashulua, exortando aos beneficiários para fazerem o bom uso do equipamento.

Por seu turno, Liu Xiaoguang, Conselheiro Comercial da Embaixada da República Popular da China em Moçambique, disse que “como uma líder global provedora de tecnologia informação e comunicação (TIC), e dispositivos inteligentes, a Huawei tem contribuído no desenvolvimento de TIC’s em Moçambique. Enquanto promove as suas responsabilidades sociais, na missão de sustentabilidade e desenvolvimento nesses 20 anos operando em Moçambique. O Governo Chinês tem sempre encorajado todas as suas empresas para se tornarem responsáveis e membros em parceiras de ganha-ganha (win-win) nas comunidades locais. A doação de equipamento de TIC do “Smart Education” da Huawei para Moçambique irão contribuir no estabelecimento no modo de ensino com novas experiencias, nova demanda e nova forma, acelerando a partilha de recursos educacionais e da transformação digital das escolas em Moçambique”. (Redacção)

Reaberto o mercado do peixe em Nampula

Nampula (IKWELI) – Encerrado há mais de um ano, o mercado do peixe, na cidade de Nampula, voltou a reabrir no meio de desconfiança de invasão pelos vendedores, ainda que a edilidade não entenda assim.

O estabelecimento tinha sido encerrado em cumprimento das medidas de prevenção e mitigação da covid-19, logo após a declaração do primeiro estado de emergência pelo governo moçambicano.

Localizado no bairro dos Belenenses, o mercado do peixe é o maior da região que se ocupa da venda de produtos do mar.

Passados mais de cinco meses, os vendedores iniciaram com as ameaças de retomar ao espaço mesmo com as obras de requalificação em curso, isso porque a edilidade não estava a cumprir com os prazos, enquanto estes ressentiam-se da falta de espaço para o exercício das suas actividades, acto que forçou a edilidade a autorizar a ocupação do recinto, mesmo sem a criação das condições sanitárias.

“Nós estávamos apostados na melhoria ou requalificação dos mercados, então desta vez chegou a abertura do mercado do Peixe, vulgarmente conhecido pelo mercado dos Belenenses. Não se tratou de uma invasão, apenas chegou a data que havíamos marcado, é verdade que não foi um evento público, mas porque passou muito tempo achamos necessário que os vendedores deviam voltar para aquele local”, disse o autarca de Nampula, Paulo Vahanle.

No entanto, o edil contraria-se ao afirmar, seguidamente, que “há pressão, também, de os munícipes ocuparem o espaço e nós vimos que levou muito tempo. Mas, os trabalhos no mercado do Peixe não estão terminados a cem por cento, vamos continuar a fazer os nossos trabalhos”.

Falando a jornalistas na tarde da última quarta-feira (19), o autarca referiu que durante o decurso do trabalho da dita requalificação, o executivo municipal cingiu-se na criação de condições para o local de venda de peixe, abertura de valas de drenagem e o reforço dos solos uma vez que a área não é própria para o exercício.

“Na requalificação temos de identificar os diferentes produtos que os comerciantes vendem em áreas próprias. Portanto, há vendedores que exerciam uma actividade numa zona e seremos obrigados a removê-los para outras áreas, tal como os operadores de táxi moto”, explicou o dirigente, para quem declara que o mercado não foi vendido, como alguns acreditaram.

Igualmente, o chefe do executivo do Conselho Autárquico de Nampula sublinha que “o mercado do Peixe está reaberto à população sob nossa autorização”, ademais, “se há sanitários que não foram reabilitados não é porque não faremos a reabilitação. Nós temos um rolo de actividades a nível do município e neste momento estamos apostados nisso”. (Esmeraldo Boquisse)

AMPCM introduz cultura da castanha de caju nas cooperativas distritais em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Associação Moçambicana de Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM), delegação regional norte está a promover a cultura da castanha de caju no seio dos produtores membros das cooperativas locais.

Ontem, quarta-feira (19), no distrito de Mogovolas, foi constituído o primeiro viveiro da União Distrital das Cooperativas de Mogovolas, e com efeito iniciou o processo de plantio de mudas numa extensão de 6 hectares.

De acordo com Adelino Jorge, da União das Cooperativas de Mogovolas, esta iniciativa vai contribuir no aumento da renda dos membros da organização, entendendo que a castanha tem tido um mercado apreciável na região.

Natalino Barnete, coordenador regional norte da AMPCM, explica que a actividade está inserida no “projecto de desenvolvimento de resiliência para o sector de caju, um projecto que é financiado pela NORGESVEL, e está a ser implementado em parceira com o IAM (Instituto de Amêndoas de Moçambique), a TECNOSERVE e a NORAD”, o qual tem como “objectivo apoiar o sector de caju a massificar o processo de plantio de mudas de caju, mudas com bom material genético”.

A fonte refere que “essas são mudas políclonais com características bastante boas que até a partir do terceiro ano começam a produzir, estamos num processo de diversificação dos produtores, produtores associados as cooperativas, que a maioria produz culturas como amendoim, gergelim e agora aderiram a produção da castanha de caju, como uma cultura potencial para o distrito de Mogovolas que gera rendimentos ou aumenta a renda no fim de cada ano”.

Barnete fez saber ainda que “neste momento são 65 cooperativas que beneficiam desta iniciativa, com cerca de 15 mil produtores dos distritos de Mogovolas, Angoche, Moma, Meconta, Monapo e Murrupula. O projecto termina este ano em Dezembro, tendo começado no ano passado e esperamos que até o fim, pelo menos cerca de 500 mil mudas estejam já lançadas em campo por esses produtores, e contribuindo de certa forma para aquilo que é o plano de sector de caju e, também, isso vai trazer grande contributo na renda de famílias na província de Nampula”.

Júlio Langa, delegado do IAM em Nampula, testemunhou o plantio das primeiras mudas na extensão em referência, e no seu entender, “é de louvar esta iniciativa, porque estamos a ver que há cada vez mais a produtores engajados na produção de caju”, por isso, “para o lado do IAM o que nós podemos fazer é prover assistência técnica para estes produtores e aquilo que for necessário nós fazermos como IAM que é também para além da assistência técnica darmos mudas de cajueiros nós vamos fazer”.

Ainda com o início tardio das chuvas, Langa confirma que “em termos de mudas a nível da província dizer que as chuvas começaram relativamente tarde, nós devemos estar quase em 50% de mudas e já conseguimos distribuir perto de 80% mudas neste momento”.

“Nós temos um plano de produzir cerca de 2 milhões de cajueiros, neste momento cerca de 1 milhão já estão produzidos, e cerca de 800 mil mudas já estão distribuídas na província de Nampula”, disse a fonte, concluindo que “haverá incremento de números de árvores por tratar na presente campanha, e iremos sair de cerca de 3 milhões de cajueiros que tratamos na campanha passada para 4 milhões de cajueiros, significa que iremos ter maior quantidade de castanha produzida e com melhor qualidade”.

O mesmo dia, a AMPCM ofereceu uma dezena de máquinas para a pulverização, para garantir o tratamento dos cajueiros na próxima campanha agrícola. (Aunício da Silva)

Xadrezistas de Nampula clamam pelo apoio à modalidade

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, no norte de Moçambique, será palco da realização do campeonato regional norte da modalidade de xadrez, na segunda quinzena de Junho do ano em curso, nos escalões inferiores e seniores em ambos sexos.

O evento, por sinal o primeiro da modalidade, desde o primeiro decreto presidencial do ano passado que restringia a realização de qualquer tipo de manifestação desportiva por conta da pandemia do novo coronavírus, terá como um dos objectivos, apurar os atletas desta parte de Moçambique que irão participar na fase nacional.

Segundo apuramos, são esperados para a referida competição, cerca de 50 atletas e dirigentes desportivos, provenientes das províncias de Cabo Delgado, Niassa e a anfitriã Nampula.

No caso específico de Nampula, decorreu recentemente um campeonato que apurou os atletas que irão representar a província na referida prova. “Desses nossos representantes que saíram neste campeonato, acredito que vão nos representar bem no campeonato regional e de lá vão poder se qualificar para a fase nacional”, acredita Penhasy Mutequia, presidente da Associação Provincial de Xadrez de Nampula (APXN).

A realização da maior prova do xadrez ao nível do extremo norte de Moçambique, vai acontecer numa altura em que os praticantes da modalidade da província de Nampula ainda clamam pela falta de apoio e valorização deste tipo de desporto, sobretudo por parte das autoridades governamentais.

Aliás, em conformidade com Penhasy Mutequia, um dos sinais do distanciamento ao xadrez por parte das entidades governamentais, foi manifestado durante a realização do campeonato que apurou os representantes desta província.

“Quanto a organização é de lamentar, porque estamos a fazer com esforços próprios. Dizer que é triste, mas porque eu sou amante da modalidade tenho tirado algo que é dos meus filhos para apoiar o xadrez.  É de lamentar, mas eu sou amante da modalidade, gosto da modalidade, então, não gostaria que os jogadores realizassem uma partida de uma hora sem pelo menos água, então, tive que tirar, realmente, aquele que é meu recurso para apoiar esta modalidade e o resto vamos perceber mais tarde, mas é de lamentar mesmo”, disse Penhasy Mutequia.

“Não vamos parar, vamos continuar assim mesmo, mas é de admirar, uma província da zona norte, estamos a realizar os campeonatos provinciais, e fizemos pedidos, escrevemos para entidades competentes e não termos apoio, é muito triste, realmente, mas enfim, é a nossa realidade”, continuou a fonte.

Para Mutequia, o mais agravante é de que o sector que vela pelo desporto ao nível do governo de Nampula, se quer se mostra disponível em marcar presença nos eventos do xadrez, uma clara alusão de que a modalidade não está na agenda das prioridades do governo, nesta parcela moçambicana.

“Nós ficamos indignados porque fizemos cartas para a Direcção provincial da Juventude, Emprego e Desporto (DPJED), tivemos duas sessões com o director provincial e foi-nos garantido que iria mandar um técnico para, simplesmente, fazer a abertura oficial do campeonato, mas ninguém do governo provincial marcou sua presença no evento, tal como vocês mesmo testemunharam”, referiu Mutequia.

“Simplesmente era para eles virem abrir o campeonato, porque a presença deles no evento, o impacto seria maior porque os atletas vendo essas estruturas governamentais locais dão um incentivo porque nós não temos dinheiro para premiação em taças, não temos dinheiro para medalhas, então, a representação deles é benéfica”, reiterou o xadrezista.

“Agora, não vamos esperar para eles (atletas) possam ganhar e irem para uma sequência para os campeonatos mundiais ou para torneiros oficiais depois eles (da DPJED) quererem ir para representar a província, não, isso também não vamos aceitar porque, se não estiveram na base, vão estar lá no apogeu? Não vamos aceitar. Isso é lamentável, eu iria pedir a quem de direito para verificar essa situação a nível do xadrez em Nampula porque há muito tempo que não temos esse apoio, nós não estamos a nos sentir enteados, estamos a nos sentir sem pai e desprezados”, desabafou Penhasy Mutequia.

Haverá apoio para todas as modalidades

Evaristo Veleta, Director Provincial da Juventude, Emprego e Desporto de Nampula, reconhece as lamentações dos xadrezistas desta parcela moçambicana, mas pede calma uma vez que o seu pelouro está a trabalhar no sentido de garantir apoio a todas modalidades desportivas.

Sobre o campeonato provincial ora terminado, Veleta disse que após receber no seu gabinete de trabalho uma carta de pedido de apoio da Associação Provincial de Xadrez de Nampula, fez um ofício que, até a data da realização do campeonato não teve o seu despacho. Paralelamente, indicara um técnico do seu sector para se fazer presente na abertura oficial do referido campeonato, mas que, por razões várias, pautou pela ausência.

“O que posso garantir aos desportistas é de que todas as modalidades terão o devido apoio. Dentro de duas semanas nós vamos disponibilizar apoio material a todas as associações desportivas da nossa província”, disse exclusivamente ao Ikweli, Evaristo Veleta, num breve contacto telefónico. (Constantino Henriques)

“Perdeu-se o norte” no Instituto Privado de Formação de Professores Muniga após a ordem de suspensão de actividade emitida pelo INAE

Nampula (IKWELI) – Formandos e formadores do Instituto Privado de Formação de Professores Muniga, localizado na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, ressentem-se da suspensão das actividades do estabelecimento de ensino, ordenado pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE).

Segundo apurou o Ikweli, a direcção da mesma ainda não emitiu alguma informação clara e esclarecedora, ao que os utentes desconhecem o seu futuro académico na instituição.

O encerramento temporário do Instituto Muniga resulta da não apresentação de documentos que provam a legalidade, com destaque para o alvará solicitado pelos inspectores da INAE e o crime de desobediência ao se retirar do edifício o termo de encerramento, depois de os inspectores colarem no passado dia 5 de Maio em curso.

Contudo, para abrandar o ânimo dos formandos, a direcção do instituto informou que estes deviam permanecer em casa, alegadamente, porque a instituição foi encerrada por não cumprir escrupulosamente as medidas de prevenção da covid-19, nomeadamente, não uso de máscara, a higienização no recinto e nas salas de aula e o distanciamento físico entre os formandos, factos considerados enganosos por alguns alunos do Muniga.

“Recebemos informações na quarta-feira passada (5/05), dando conta que as aulas seriam interrompidas devido a falta de desinfectantes nas salas de aulas, e o não uso de máscara de protecção facial, razão pela qual a direcção orientou que ficássemos em casa no período de uma semana enquanto se faz a limpeza do estabelecimento”, contou ao Ikweli um estudante da instituição, prosseguindo que “já passa mais de uma semana e não recebemos nenhuma informação referente a retoma das aulas naquela escola de formação de professores”.

Os formandos estão, devidamente, identificados, mas para a sua protecção omitimos as identidades.

De acordo com este formando, a justificação da direcção é literalmente superficial, uma vez que os motivos do encerramento da instituição são conhecidos por muitos. Até porque no domingo (9/05), segundo ele, haviam comunicado, através da plataforma digital que na semana passada os formandos retomariam às aulas, o que não aconteceu.

“É lamentável o que está a acontecer, para além de enganarem a Inspecção Nacional das Actividades Económicas de que tinham alvará, também, estão a enganar os formandos ao alegarem o coronavírus como causa do encerramento da instituição. Sentimos bastante, porque os nossos pais e encarregados de educação estão a gastar dinheiro para uma coisa de nada, não sabemos qual é o nosso rumo daqui para diante”, comentou uma outra formanda.

Dentre várias fontes entrevistadas pelo Ikweli, encontramos uma que disse não ter informado aos pais sobre o encerramento, com o risco de aumentar o ressentimento, uma vez que eles gastaram dinheiro para o seu ingresso. Para esta formanda, a direcção do instituto garantiu que os estudantes deviam esperar porque uma equipa da saúde dirigir-se-ia ao local para efeitos de protocolo sanitário.

“Quando eu entrava neste instituto estava confiante de que depois de três anos seria uma professora, pelo menos formada. O edifício do instituto comoveu-me, até que não pensei duas vezes para me inscrever. Porém, com esta situação fico preocupada e sem norte, sobre como é que continuarei com os meus estudos, visto que é tarde, perdi tempo de concorrer nos outros institutos. Não sei como me projectar para o futuro. Perdi norte”, disse a nossa interlocutora.

Formadores sem ordenados há três meses

 Tal como os formandos, os formadores do instituto não foram informados do encerramento da instituição onde leccionam, outros ainda tomaram conhecimento através dos seus estudantes que ligavam, telefonicamente, para saber qual seria o passo a seguir depois do encerramento.

Sem gravarem a entrevista, alguns formadores lamentam pelo sucedido e preocupados de como o assunto é gerido pela direcção da instituição que nem satisfaz aos estudantes e os respectivos formadores, situação que, nalgum momento, traz receio nos formadores por serem conectados no acto.

“Eu que sou formador nem sabia do encerramento, apenas tomei conhecimento quando uma estudante ligou a perguntar como seria o processo de entrega dos testes que mandei fazer, uma vez que havia sido encerramento temporariamente. Quando procurei me informar disso, a instituição garantiu que ia reabrir, o que deviam fazer era garantir o cumprimento das medidas de prevenção da covid-19”, disse um formador entrevistado pelo Ikweli, confirmando que está há três meses sem auferir os seus ordenados.

“Por aula, a gente recebe 200,00Mt (duzentos meticais), quem concordou com isso assinou o contrato, outros ainda não assinaram devido a redução do pagamento. Então, em Outubro do ano passado, 2020, pediram que enviássemos os nossos números de conta bancária e fizemo-lo, só que uma semana depois disseram que tínhamos de abrir novas contas bancárias no Standard Bank, de forma a tornar fácil o pagamento salarial e, infelizmente, poucos auferiram os seus ordenados”, contou um outro formador entrevistado pelo Ikweli.

As nossas fontes contabilizam o total de três meses que estão sem salários, nomeadamente, Outubro do ano passado, Fevereiro (altura em que controlaram os exames e correção) e Abril do presente ano.

Entretanto, quando exigem o pagamento, a direcção alega que perdeu os dados da efectividade por isso não havia como pagar.

Associado a isto, segundo apuramos, a direcção do Instituto Privado de Formação de Professores Muniga cobrou, desde o início do processo de inscrição, uma quantia de pouco mais de mil meticais para cada estudante, alegadamente destinada ao pagamento de uniforme escolar, sem contar com cerca de 3.000,00 (três mil meticais) que é da mensalidade estipulada pela instituição.

Direcção fechada em copas

No entanto, dirigimo-nos ao estabelecimento para colher o contraditório, o que redundou ao fracasso, o guarda da instituição disse ao nosso repórter que ninguém lhe podia atender, o director estava doente, tendo depois trancado a porta para impedir a entrada.

Seguidamente, tentamos por outras vias e através de fontes fidedignas sabemos que até este momento a instituição não apresentou o documento exigido pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), em Nampula, e permanecem no silêncio, apenas dando informação de que o estabelecimento foi encerrado pelo não cumprimento das medidas de prevenção da covid-19.

O Ikweli contactou telefonicamente o senhor Faruque, que assume a responsabilidade de porta-voz do Instituto Privado de Formação de Professores Muniga, e em conversa ele respondeu que “fica muito difícil reagir enquanto vocês já fizeram o jornal. Jornal Ikweli já fez o jornal e mandou”, mesmo assim “ainda não estamos nas telas para falar, estamos a nos organizar para resolver o recomendado e nem sei o que está a acontecer, isso é com o chefe do instituto”.

Quando questionado sobre a possibilidade de ter entrevista com o chefe máximo da instituição, o senhor Faruque retorquiu que “falar com o chefe vai ser muito difícil. De facto, o chefe está muito frustrado convosco do jornal Ikweli, da forma como vocês comportaram-se. Mas, actualmente, ele está atrás desses assuntos”. Todavia, “ele está abatido, mesmo para comunicar connosco fica difícil, tensão já subiu, está com problemas de tensão desde aquele dia da publicação, não está fácil”.

Na manhã desta terça-feira (18) contactamos o delegado da Inspecção Nacional das Actividades Económica (INAE), em Nampula, Hélio Rareque, que confirmou que o instituto foi notificado e não compareceu. Ademais, não apresentou a documentação exigida que prova a sua legalidade para o funcionamento.

Porquanto, “enquanto não nos apresentar a documentação o instituto não vai ser reaberto. O que acontece é que há muita desinformação sobre o encerramento nas redes sociais, nós vimos e ouvimos que o instituto foi encerrado por não cumprimento das medidas de prevenção da covid-19, mas no início dissemos que o Instituto foi encerrado porque não nos apresentou o documento que autoriza leccionar, a formar professores e essa documentação ainda nãos nos foi apresentada”.

O encerramento do Instituto Privado de Formação de Professores Muniga é sustentado pelo director do Serviço Provincial de Assuntos Sociais, em Nampula, Nguma Geraldo, que afirma categoricamente que “eles não farão apresentação de nenhum documento porque não têm”.

Para Nguma Geraldo “aquele instituto é pirata, não tem autorização para o funcionamento. Eles têm um processo a correr de solicitação de legalização, este processo tem seus trâmites legais e estão a solicitar desde o ano passado, e nós estamos a dizer para eles que aquele instituto não está em condições para que seja um instituto de formação de professores. Dissemos para eles melhorarem alguns aspectos que entram em conformidade com a lei, mas eles abriram”.

“Um instituto que abre daquele jeito não é da nossa competência mandar encerrar e nem é da nossa competência fazer com que ele pague os prejuízos que criou aos cidadãos que eles foram extorquindo. Para nós, isto é uma extorsão e hoje, os que se sentirem lesados, podem ir queixar aonde eles quiserem, as pessoas que comprometeram-se em trabalhar com eles vão responder por isso”, concluiu o director Geraldo. (Esmeraldo Boquisse)

A escola continua sendo um lugar hostil para a comunidade LGBT em Nampula

Nampula (IKWELI) – A delegação regional norte da Lambda, uma organização de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos direitos humanos das pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), entende que a violência baseada na orientação sexual continua sendo um grande problema naquele ponto do país e que o ambiente escolar continua sendo hostil para os mesmos.

De acordo com Orlando Cobre, coordenador da Lambda em Nampula, “a escola ainda é um lugar hostil para a comunidade LGBT”, ainda que “é importante que todos tenham acesso a escola sem discriminação nos termos dos direitos reconhecidos na República de Moçambique”.

“Tivemos um estudo na área da educação e revelou que 76% das pessoas tinham sofrido discriminação no ambiente escolar. Esta discriminação era perpetrada por professores, colegas e isso é preocupante. O mesmo estudo revelou que alguns alunos teriam reprovados por causa de faltar as aulas por causa desta discriminação, esta pressão social que sofriam dentro da própria escola”, disse a nossa fonte.

Para reverter este cenário, Orlando Cobre, ou simplesmente, Cisney, “a Lambda continua a fazer sensibilização e educação pública para a mudança de comportamento em relação a produção de conhecimento sobre questões LGBT, e no geral sobre questões de género”.

Nas celebrações do dia internacional da luta contra a homofobia, Cisney lamenta o facto de a Lambda ainda não ser reconhecida com organização pelos decisores políticos do país, mas congratula-se ao facto da “despenalização das relações homossexuais em Moçambique, em 2015”, como “um grande avanço”.

Igualmente, a fonte comenta que “na área da saúde, temos um documento bastante importante criado pelo Ministério da Saúde no que diz respeito ao atendimento, cuidados e tratamentos na componente de saúde nas unidades sanitárias, que é a Diretriz Nacional para Atendimento a População Chave para a oferta de serviços de saúde de forma humanizada. O Plano Estratégico Nacional de Combate a Sida, também, preconiza uma parte dos homens que tem sexo com outros homens como população chave nesse documento, que são escolhidos como grupo alvo que tem contribuído com alguma taxa para as novas infecções de HIV”.

Visivelmente desgastados com comportamento homofóbico, Cisney comenta que “a discriminação baseada na orientação sexual ainda é visível, porque no sector da saúde estão inclusas, apenas, alguma parte. Por exemplo, as pessoas transgéneras não têm tratamento de saúde especificamente”, concluindo que “há muitos casos de discriminação baseada na orientação sexual, e alguns jovens são expulsos das suas famílias”. (Aunício da Silva)

Ordem dos Advogados de Moçambique vai promover assistência jurídica e patrocínio judiciário para pessoas carenciadas detidas ilegalmente

Nampula (IKWELI) – Através da sua Comissão de Direitos Humanos (CDHOAM) e dos Conselhos Provinciais, a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) irá promover assistência jurídica e patrocínio judiciário visando a reposição da liberdade das pessoas carenciadas que estejam em situação de prisão ou detenção ilegal, em estabelecimentos penitenciários ou similares, através do recurso à providência do habeas corpus nos termos conjugados no no1 do artigo 66 da Constituição da República de Moçambique (CRM), com os artigos 263 e 265 do novo Código de Processo Penal (CPP), aprovado pela Lei no25/2019, de 26 Dezembro.

Um comunicado de imprensa da OAM enviado a nossa redacção, refere que “a iniciativa tem o objectivo de controlar e monitorar as detenções e prisões, com vista a garantia do cumprimento das normas atinentes às pessoas privadas de liberdade, sobretudo, no contexto da pandemia da COVID-19, bem como monitorar a eficácia e efectividade do habeas corpus como mecanismo judicial de defesa dos direitos humanos dos cidadãos em situação de prisão preventiva fora do prazo no âmbito do novo Código do Processo Penal”.

Segundo a Informação Anual da Procuradoria-Geral da República à Assembleia da República – 2020, pág.19, até 31 de Dezembro de 2020, existia um total de 18.752 internos, dos quais 12.765 estavam em cumprimento de pena e 5.987 em prisão preventiva, correspondente a 31.9% da população penitenciária, muitos dos quais aguardam julgamento em processo sumário, com prazos de prisão preventiva largamente excedidos, particularmente aguardando decisões de recursos, bem como de morosidade na tramitação de pedidos de liberdade condicional.

“Nestes termos, a OAM receberá denúncias feitas presencial ou virtualmente pelos próprios arguidos, seus familiares e outras formas à OAM seja no âmbito das visitas aos estabelecimentos penitenciários ou similares ou através dos contactos disponíveis nos anúncios dos CPs de 17 de Maio a 30 de Setembro do ano em curso”, conclui a nota, cujo conteúdo estivemos a citar. (Redação)

Ferroviário de Nampula continua sem vencer, mesmo com a mudança de treinador

Nampula (IKWELI) – O Ferroviário de Nampula continua a somar derrotas no campeonato nacional de futebol, o Moçambola da presente temporada futebolística, mesmo com a mudança da equipa técnica por, alegadamente, maus resultados.

No último domingo (16), o Ferroviário de Nampula, um dos representantes da província mais populosa de Moçambique no Moçambola, deslocou-se a Incomáti, onde sofreu a 5ª derrota no campeonato, desta feita por 1-0, em partida da sexta ronda da competição.

Trata-se da primeira humilhação do mister Artur Macassar (Turito) como técnico principal dos autoproclamados Axinenes de Nampula (os donos de Nampula), dado que nas jornadas anteriores dirigia a equipa na qualidade de auxiliar de Chaquir Bemat, demitido na semana passada.

Com o desaire, o Ferroviário de Nampula continua na zona mais perigosa da tabela classificativa (13º lugar) com os anteriores três pontos, à frente apenas do outro aflito, Matchedje de Mocuba.

Ferroviário de Nacala evita o azar e bate a Liga Desportiva de Maputo

A contar para a mesma ronda, o Ferroviário de Nacala, outro representante da província na maior prova futebolística nacional, recebeu e derrotou no estádio 25 de Junho, na cidade de Nampula, a equipa da Liga Desportiva de Maputo por 1-0.

Foi um encontro em que a equipa comandada pelo jovem treinador, Antero Cambaco, entrou a assumir o protagonismo dentro das quatro linhas, criando sufoco para o adversário. Por conta disso, aos 15 minutos da primeira parte, o malawiano Ndazione anotou o único tento que valeu os três pontos para os locomotivas da zona económica especial.

Depois daquele acontecimento, as acções dos treinados de Dário Monteiro começaram a se sentir no Santuário 25 de Junho. Aliás, aos 17 e 18 minutos da etapa inicial, a Liga Desportiva de Maputo teve duas flagrantes oportunidades de empatar a partida, não fosse a heroicidade de Nando, guarda-redes do Ferroviário de Nacala.

Na segunda metade da partida, a Liga Desportiva de Maputo entrou melhor a atacar, como a única forma de evitar o desaire em solos alheios, mas, tal feito não aconteceu porque o Ferroviário de Nacala vedou todas as linhas de golos a partir da sua linha limite da grande área. Aliás, um dos únicos “furos” que a Liga conseguiu foi nos instantes finais da partida, num remate do jovem Ivan Mário, que acabava de entrar. Foi uma bomba que provou, mais uma vez, a eficácia do guarda-redes Nando, naquela tarde desportiva, ao sacudir a bola para fora do perigo.

“Entramos mal no jogo, alguns jogadores da nossa equipa não estiveram bem como esperávamos, mas isso não tira mérito à exibição que o Ferroviário de Nacala fez. Na segunda parte encaixamos melhor, criamos oportunidades, infelizmente não conseguimos converter. Quem marca é quem ganha, o Ferroviário de Nacala marcou e está de parabéns”, analisou o mister Dário Monteiro, treinador da Liga Desportiva de Maputo, escusando-se a comentar a actuação da equipa de arbitragem chefiada por Ândilo Mamudo.

Para Antero Cambaco, treinador do Ferroviário de Nacala, “uma primeira parte onde conseguimos fazer um golo de belo efeito, com construção, jogadas combinadas e boa organização de jogo e com situações planeadas. Agora, na segunda parte, realmente eu tinha pedido a equipa para não desse iniciativas ao adversário, fossemos mais pressionantes, se calhar a equipa da Liga com jogadores móveis, também tem sido apanágio daquilo que são minhas dificuldades, eu tinha que criar situações que não pudesse facilitar ao adversário”, referiu o timoneiro.

Outros resultados da jornada 6 do Moçambola, o Ferroviário de Lichinga aplicou uma pesada derrota a equipa do Matchedje de Mocuba por 4-0, partida disputada em Lichinga. A Associação Black Bulls derrotou o Desportivo de Maputo por 3-0 e consolidou a liderança do campeonato, agora com 16 pontos. Ferroviário da Beira 3-1 Associação Desportiva de Vilankulos, por sua vez, o Textáfrica de Chimoio consentiu um empate caseiro, a uma bola, diante da União Desportiva do Songo. (Constantino Henriques)

 

21 Anos depois: Luciano de Castro volta a comandar a Frelimo em Nampula

Nampula (IKWELI) – Foi eleito na tarde deste sábado (15) Luciano André de Castro como novo Primeiro Secretário do partido Frelimo no maior círculo eleitoral do país, Nampula, a margem da VII ordinária do partido.

Concorria, também, para a mesma posição Emiliano Maliquela, que ficou com 58 votos, o correspondente a 47%.

Quadro da Frelimo desde a juventude, Luciano de Castro já ocupou diversos cargos no aparelho do estado, com destaque para director provincial da Educação e Cultura de Nampula, vice-ministro e Ministro para a Coordenação da Acção Ambiental.

Ao nível do partido, o eleito para além de ter ocupado a mesma posição entre 1995 a 2000, também, já foi deputado da Assembleia da República.

Luciano de Castro preenche a vacatura resultante da indicação do seu antecessor, Agostinho Trinta, para o cargo de Cônsul de Moçambique em Zanzibar, na vizinha República Unida da Tanzânia, ainda no corrente ano de 2021. Durante esta vacatura, Saíde Momade, docente da Universidade Rovuma em Nampula, fora indicado para coordenar, interinamente, o partido.

Os principais desafios de Luciano de Castro incluem a coesão das bases do partido, bem como a recuperação das principais cidades de Nampula nas próximas eleições autárquicas, agendadas para 2023. (Aunício da Silva)