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O Natal não foi nada pacífico em Nampula

Nampula (IKWELI) – Os Serviços de Urgência do Hospital Central de Nampula (HCN), no norte de Moçambique, registaram, durante o dia do Natal e da Família, a entrada de, pelo menos, 24 pacientes vítimas de agressão física.

Em colectiva de imprensa, a directora do Banco de Socorros do HCN, Dra. Dalva Khosa, considera a situação como sendo preocupante, sobretudo porque as vítimas de agressões foram o maior número de pacientes que deu entrada àquela unidade sanitária.

Por outro lado, a fonte fala de outros 33 casos ligados a acidentes de viação, bem como o registo de um óbito em consequência de atropelamento de um peão por uma viatura na cidade de Nampula.

“Nas últimas 24 horas, o Serviço de Urgência esteve ligeiramente agitado, principalmente no período das 17 horas em diante, dado que tivemos um atendimento total de 92 casos que, comparativamente ao ano passado, representa um aumento de cinco por cento”, informou Dalva Khosa.

Segundo a nossa fonte, a vítima mortal do acidente de viação é uma jovem, cuja identidade ainda não foi conseguida, tanto que o corpo, também, ainda não tinha sido reclamado até as 10h deste Domingo (26).

A Dra. Dalva Khosa disse ainda que dos casos que deram entrada no HCN, pelo menos, 10 foram internados, sendo um na Unidade de Cuidados Intensivos. (Esmeraldo Boquisse)

Nampula: Covid-19 não manteve quase ninguém distanciado no dia do Natal

Nampula (IKWELI) – As celebrações das festividades do Natal e/ou do dia da família na cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, foram caracterizados por aglomerados que violam as recomendações das autoridades nacionais da Saúde em relação a prevenção e combate a covid-19.

A reportagem do Ikweli observou, durante o dia todo, famílias, amigos e conhecidos convivendo em diferentes locais sem a observância das medidas emanadas e constantes do decreto em vigor, referente a situação de calamidade pública.

No Jardim Parque dos Continuadores, no centro da cidade de Nampula, pais e encarregados de educação decidiram levar os seus filhos para o local a fim de passar e registar o dia em câmeras fotográficas sem, no entanto, observarem as recomendações face a situação de calamidade pública.

Para além do não distanciamento físico, também, a máscara facial não era aplicada, e muito menos eram higienizadas as mãos nestes locais.

Jeque Muampua, entrevistado pelo Ikweli, disse ser a única oportunidade que encontrou para tirar a sua companheira dos aposentos e apreciar a paisagem da autarquia, mesmo sem obedecer a situação da pandemia que o mundo vive há dois anos.

“Eu sei que corro risco de contrair a pandemia”, reconhece o jovem, mas diz que era a única alternativa de oferecer um dia diferente a sua parceira, tanto que diz que “fazer o que…! Hoje é um dia de festa, eu não queria ficar em casa, por isso estou aqui no parque a apreciar o movimento”.

Quando questionado porque não usava a máscara de protecção facial o jovem respondeu: “eu sei que essa doença é real, ela existe sim, mas eu trago aqui minha máscara. Não usei porque quero comprar algo para comer, até porque estou com alguém que conheço”.

Por outro lado, a solidão, também, tornou-se o principal motivo de pessoas abandonarem as suas casas para passar a festa de Natal. Exemplo disso, é um jovem que não quis se identificar encontrado pela nossa equipa de reportagem entre as avenidas Josina Machel e Eduardo Mondlane, sem uso de máscara, e dirigindo-se à um dos restaurantes que fica em frente da Sé Catedral de Nampula, segundo disse, para passar o tempo.

“Eu estou aqui na rua porque não tenho com quem passar o Natal”, disse a fonte, justificando que “minha família não vive cá na cidade de Nampula, por isso que hoje eu não estou em casa. Se a minha família estivesse cá eu não estaria a correr o risco de contrair essa doença”.

Outro facto constatado pelo Ikweli é que no intervalo das 16 às 18 horas, a circulação de automóveis ganhou outro rumo, dado que em algumas zonas criava-se congestionamento na estrada, condicionando o trânsito normal, com maior destaque nas Avenidas do Trabalho e Paulo Samuel Kankhomba, na cidade capital provincial de Nampula.

Nos bairros, o Ikweli notou que as famílias se aglomeravam com alguma tranquilidade em quintais de pessoas próximas, e seguras alegando que “Mahindra não chega aqui, por isso hoje vamos festejar”.

O aumento de casos positivos da covid-19 era, definitivamente, ignorado pelos munícipes que alegam que “quando chegar a minha vez irei morrer”.

Durante os últimos cinco dias, a província de Nampula registou 156 novos casos positivos da covid-19. No mesmo período, o partido Frelimo viu-se obrigado a adiar a sessão do comité provincial para o próximo ano em virtude do elevado número de casos positivos registados entre os participantes. (Esmeraldo Boquisse e Hermínio Raja)

Nas vésperas do Natal: aumento de casos de acidentes de viação preocupa HCN

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula diz-se preocupado com o aumento de casos de acidentes de viação nas vésperas da quadra festiva do Natal, e nos últimos cinco dias deram entrada naquela unidade sanitária 87 casos.

De acordo com a Dra. Dalva Khossa, porta-voz da instituição e directora do Banco de Socorros, este número é assustador, sobretudo porque a avalanche começou a ter lugar no dia 20 do corrente mês, altura em que os apelos para uma condução prudente ganharam maior tonalidade.

“Esses números são preocupantes, porque foi em menos de 5 dias”, disse Khossa em colectiva de imprensa realizada na manha desta sexta-feira (24), acrescentando que “isso quer dizer que o cidadão não está a cumprir com o código de trânsito nas estradas”, e garante que “estamos prontos para receber os utentes, mas esperamos que não recebamos utentes em situações que podíamos prevenir, como os acidentes de viação, as agressões, os esfaqueamentos entre outras situações que se podem prevenir”.

O maior apelo do HCN é no sentido de as pessoas não se fazerem ao volante embriagadas, porque nestas situações complica a assistência imediata. (Hermínio Raja)

Nampula: membros da Frelimo opõem-se a realização de teste da covid-19 na sessão do comité provincial

Nampula (IKWELI) – Alguns membros do partido Frelimo na província de Nampula, no norte de Moçambique, recusaram-se a fazer o teste da covid-19, bem como a tomar respectiva vacina, no decurso da quarta Sessão Ordinária daquela formação política que tem lugar na cidade de Nampula.

O comité provincial do partido Frelimo em Nampula está reunido desde esta quarta-feira (22) na sua quarta Sessão Ordinária, num dos complexos turísticos localizado no bairro de Natikiri, na cidade capital. Devido a pandemia da covid-19 que continua a ameaçar o país e o mundo, no local foi instalada uma brigada médica para garantir a testagem de cada participante naquela magna reunião. Entretanto, e contra todas as expectativas da equipa médica, alguns camaradas que vinham para o encontro, na sua maioria diretores provinciais e distritais, incluindo administradores distritais negaram serem submetidos ao teste para a covid-19.

Local improvisado para a testarem e toma da vacina contra a covid-19

O comportamento manifestado pelos membros da Frelimo em Nampula preocupou de certa maneira a liderança do partido no maior círculo eleitoral. Aliás, Luciano André de Castro, primeiro secretário do comité provincial da Frelimo naquela parcela do país, anunciou a suspensão da sessão obrigando que cada participante fosse testado e que só permaneceria na sala mediante o resultado negativo dos testes. Igualmente, Castro anunciou a redução de número de participantes.

A decisão de Luciano de Castro, segundo apuramos, foi acelerada com o facto de no mesmo local, as poucas amostras testadas terem resultados em três positivos para a covid-19.

“Por causa da pandemia da covid-19, exige tomarmos medidas severas nesses encontros. E porque tivemos uma informação da unidade sanitária aqui presente que há camaradas que não aceitaram o teste que está sendo feito lá fora e, porque de facto, a situação não está boa queríamos que os camaradas tivessem uma compreensão da direcção do partido. Os convidados que não tiverem uma tarefa concreta em comissão de trabalho seriam dispensados e só voltariam no encerramento”, começou por frisar Luciano de Castro, acrescentando que “ficariam aqui dentro da sala os chefes dos gabinetes distritais de preparação das eleições e os seus adjuntos. “Os membros do comité central, os deputados da Assembleia da República, também ficaram aqui dentro e os membros da Assembleia Provincial. O resto dos convidados que não tiverem os seus nomes nas listas de trabalhos, se não tiverem uma actividade muito concreta, então seriam dispensados”.

“Os camaradas que estiverem aqui dentro queremos ter a certeza de que testaram. Portanto, o aconselhamento que nos dão, a comissão da saúde que está nos assistir quer ter certeza de que os camaradas que vão participar nesta sessão todos foram testados e acusou negativo. Vamos flexibilizar esse processo, para retomarmos os nossos trabalhos logo depois do anúncio das comissões de trabalho e pedimos que compreendam esta situação”, disse Luciano de Castro.

Refira-se que o comportamento manifestado pelos camaradas acontece numa altura em que os casos positivos para a covid-19 voltaram a crescer de maneira assustadora no território moçambicano.

Interior da Sala onde decorre a sessão

De salientar que, a IV sessão do comité provincial da Frelimo em Nampula, com duração de dois dias, vai debruçar-se sobre vários aspectos destacadamente a apresentação, debate e aprovação do informe do governo provincial, dos deputados da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, da bancada do partido na Assembleia provincial, entre outras actividades.

No fecho desta matéria, ficamos a saber que a sessão foi adiada para o próximo ano, em consequência do elevado número de casos positivos da covid-19 depois que os participantes aceitaram fazer a testagem. (Constantino Henriques)

Furos de Namiteca não resolvem demanda de água na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Director-Geral do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG), Victor Tuacale, disse na manha desta quarta-feira (22) que os dez furos de captação de água abertos na zona de Namiteca, na cidade de Nampula, não irão resolver a demanda pelo precioso líquido naquela autarquia.

A crise de água no maior município do norte de Moçambique é recorrente, sobretudo no período quente, tanto que a entidade gestora do sistema tem destacado quadros da sede para lidar com o problema. Na passada época quente teve de vir a Nampula o engenheiro Ilídio Khossa, director de Operações do FIPAG, e nesta, o próprio Director-Geral viu-se obrigado a deslocar-se a Nampula para acompanhar, in loco, a situação real.

Do aeroporto internacional de Nampula, Tuacale foi directo a estação de bombagem de Namiteca, a qual recebe água provenientes dos 10 furos ali abertos e a posterior bombeia para a rede através da Estação de Bombagem número 5 (EB5) instalada no bairro de Muhala Expansão.

Com a explicação dada pelos técnicos do FIPAG em Nampula, o Director-Geral afirmou que “nós, neste momento, podemos dizer que o sistema de Namiteca vai aliviar a situação do abastecimento de água, mas não vai resolver o problema da demanda de abastecimento de água da cidade de Nampula. Portanto, temos que encontrar sempre alternativa, mesmo abrindo mais de 20 furos e produzindo 20 mil cúbicos aqui em Namiteca, também, não vamos conseguir resolver o problema”, e “é por isso que nós estamos a mobilizar investimento para podermos construirmos um sistema através da barragem de Mugica. Esse projecto vai ser financiado pelo Banco Mundial. Neste momento, nós estamos a fazer o estudo de viabilidade de utilização dessa barragem de Mugica, quer dizer o estudo tem que nos dizer se é possível nós fazermos, explorarmos a barragem de Mugica, qual é a capacidade e se é viável, e depois desse estudo nós vamos avançar com os próximos passos no sentido de construir um sistema através de Mugica e aí sim poderemos conseguir satisfazer as necessidades da cidade de Nampula”.

Avaliado em mais de 178 milhões de meticais, o sistema que será alimentado pelos furos de Namiteca tem os prazos de entrega extrapolados, mas Tuacale aponta que “neste momento, estamos a fazer os ensaios. Ensaiar as bombas que estão na capacitação, verificar o funcionamento da conduta, que saem da capitação para estacão da elevação, conduta que sai daqui que conecta a rede, e ver se há fugas e como é que está a aguentar com a pressão, porque a partir daqui sai uma pressão muito grande e corrigir esses defeitos, esses erros no sentido de que o sistema funcione sem nenhum problema, mas podemos considerar, neste momento, o sistema de Namiteca já está a funcionar. Nós já estamos a abastecer os bairros daqui do Muahivire, de Muhala. Portanto, aquelas zonas onde os nossos consumidores não tinham acesso a água já estão a apanhar e vamos continuar a controlar o sistema, vamos controlar, a retificar os defeitos que existem dentro do sistema até que o próprio sistema se estabilize por completo. Esse sistema tem a capacidade de produção de seis mil metro-cúbicos por dia, e nós vamos ter aqui uma capacidade de distribuir água a um universo de noventa mil pessoas. Portanto, é um sistema que vai aliviar, substancialmente, ao sistema da barragem de Nampula”. (Aunício da Silva)

Nossa Figura do ano: Celso Ismael Correia – Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Comandante do Exército de Combatentes da fome

Nampula (IKWELI) – O Conselho Redactorial do Jornal Ikweli decidiu por eleger o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Ismael Correia, como a figura do ano 2021.

Esta eleição é em reconhecimento dos feitos do ministro Celso Correia no desenvolvimento da agricultura, sobretudo dos pequenos produtores e produtores do sector familiar, atingindo níveis de satisfação da cadeia de valores da produção.

Diante das dificuldades e desafios impostos pela pandemia, a agricultura em Moçambique tem vindo a registar avanços significativos, e a sua prática passou a ser aderida por jovens por se terem dado conta que o sector está a trazer benefícios jamais vistos.

No contexto da comercialização, a liderança de Correia foi notória, ao impor o respeito pelo esforço do produtor do sector familiar, a advogar e decidir pela prática de preços justos em reconhecimento do trabalho dos produtores.

As culturas de rendimento passaram a ter um destaque, mas as alimentares não foram perdidas de vista, tanto que os níveis da fome no país reduziram significativamente e o futuro mostra-se promissor.

Igualmente, o ministro Correia pensa numa agricultura com rendimentos e ganhos para todos os seus praticantes, e como se pode notar, também, tem estado a promover a criação de novas leis para que haja justiça no sector, tal como se prepara o sector da castanha do caju.

Sob sua direcção, foi realizado um Inquérito Agrícola no país que há dois anos não realizado, e através de dados realísticos, o sector passou a ter uma melhor planificação.

E o sector da agricultura voltou a ter um grande impacto no Produto Interno Bruto (PIB), tal como se pode ver nos resultados do terceiro trimestre do corrente ano.

No âmbito do Programa SUSTENTA, produtores das zonas rurais passaram a ter maior disponibilidade de meios de produção e assistência técnica.

Os números que o sector dirigido por Celso Correia apresenta são a ilustração mais evidente dos sucessos da sua liderança, notando-se que a campanha agrária 2020-21 foi caracterizada pelo crescimento acentuado no sector da agricultura em 8,2%, contra os 3% da anterior campanha.

A rede de extensão nacional passou a contar com 3 451 extensionistas, dos quais

2 158 recém-contratados, incrementando a cobertura de 6,9% para 11%.

O incremento do uso de sementes certificadas foi de 9.700 toneladas, cujo crescimento foi de 259,3%; e o uso de fertilizantes passou de 60.000 para 90.447,89

toneladas, o que representa o crescimento de 151%.

O valor da produção agrícola cresceu em 9,8% quando comparado à Campanha

Agrária 19|20 com o valor de mercado da produção (calculado a preços correntes)

de 321.266.205.579,50 Mt.

Igualmente, a industrialização do sector continua em voga, bastando notar a fábrica de processamento de gergelim estabelecida no distrito de Nacala, bem como a de milho.

O combate ao contrabando de produtos agrícolas continua sendo uma prioridade do elenco de Celso Correia, sobretudo nas áreas de castanha de caju, gergelim e frango.

Por estas razões, o ministro Celso Ismael Correia é a figura do ano do jornal IKWELI. (IKWELI)

Nampula: Funcionários que queimaram gabinete do director de Migração facilitavam a entrada e saída ilegal de estrangeiros

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, exibiu nesta terça-feira (21) três dos quatro funcionários públicos suspeitos de atear fogo no gabinete do director provincial da Migração daquele ponto do país.

Tal como o Ikweli anunciou nas edições 837 e 846, o gabinete do director provincial da Migração de Nampula, incluindo o da sua secretária, pegou fogo no pretérito dia 5 de Dezembro do ano em curso. Na altura as causas e as consequências do incêndio eram desconhecidas. Aliás, especificamente na edição 846 do nosso jornal, avançava a detenção de pelo menos três funcionários daquela instituição paramilitar envolvido com o caso, mas que carecia de confirmação das entidades oficiais.

Entretanto, esta terça-feira o SERNIC em Nampula confirmou e fez a apresentação pública dos três funcionários suspeitos de serem promotores do referido incêndio que arruinou o gabinete do director de Migração da província mais populosa de Moçambique, faltando o quarto que se encontra foragido.

Em conformidade com Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC em Nampula, os três funcionários, agora nas celas do SERNIC, eram investigados pelo crime de falsificação de documentos, com destaque para vistos para o emprego, recibos de DIRE, assim como passaportes, factos que se traduziram em indícios fortes sobre o envolvimento daquele grupo na prática do recente crime.

“Os três eram suspeitos porque a quando do incêndio na direcção se encontravam sob investigação por outros crimes que os mesmos teriam perpetrado. Então, na tentativa de fazer a queima do arquivo contrataram um cidadão que pudesse atear o fogo no gabinete do director com vista a queimar as provas que lá já tinham sido reunidas, porque os mesmos achavam que todas as provas se encontravam no gabinete do seu próprio director”, contou Enina Tsinine.

“Até a detenção deles foi um trabalho de investigação apurado em conexão com outros dados que tínhamos com nossas fontes e a Migração, também, forneceu-nos alguns dados que nos levaram à detenção dos mesmos”, continuou a fonte.

Questionada sobre a quantidade dos documentos falsificados pelo respectivo grupo, a porta-voz precisou que “até então não temos o número quantificado, mas nos nossos processos fizemos anexo dos documentos que eles pretendiam fazer a destruição porque o próprio director tinha no seu telemóvel e nós fizemos a impressão e anexamos no processo – crime que serão remetidos nas autoridades para poderem ser responsabilizados pelos crimes que pesam sobre os mesmos que é a falsificação de documentos bem como incêndio”.

No que diz respeito às consequências do incêndio, Enina Tsinine não avançou detalhes, embora não descarte que o mesmo lesou o Estado moçambicano, uma vez que “estamos a falar de um gabinete directo do director provincial. Lá tinha vários arquivos, vários documentos, por isso está-se a fazer um trabalho de levantamento de todos os processos que tenham sido destruídos, para além de bens materiais que eram as secretárias, bem como outros materiais que lá continham. Ainda é um trabalho de levantamento que está a se fazer e, a Migração, oportunamente, poderá se pronunciar acerca dos prejuízos no total”, disse a fonte.

Entretanto, os referidos funcionários, dos quais uma mulher, negaram se pronunciar a volta do caso. Aliás, o único que depois de uma insistência dos jornalistas tentou libertar a voz disse ser chefe da repartição do departamento do Arquivo ao nível da direcção provincial de Migração, mas disse que na altura do incêndio encontrava-se a gozar férias. (Constantino Henriques)

Falsos bombeiros semeiam terror em Angoche

Angoche (IKWELI) – Um fenómeno insólito e preocupante está a acontecer no distrito de Angoche, a sul da província de Nampula, e na sequência o comando distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) alerta para qualquer indivíduo que for a alguma instituição como agente do corpo de salvação pública (bombeiro) seja-lhe exigido a identificação devida para a actividade que pretende realizar.

Esta informação que está devidamente vincada e distribuída em Angoche, o Ikweli teve acesso, e as razões não são claras, mas no terreno apuramos que “eles assaltam as pessoas e roubam bens”, também, ao nível das instituições, sobretudo do sector privado, “roubam informações bancárias para depois fazer burlas a alguns comerciantes de alta envergadura”.

“O Comando acima citado, vem por meio deste informar todos Agentes Económicos, Instituições Públicas, ONG e empresas privadas desta cidade de Angoche que tem membros que envergam fardas de serviços de bombeiros e a fazer as actividades ilegais, nesta cidade, sendo assim, os membros que estiver na sua instituição devem possuir um credencial que diz a respeito, neste caso, se acontecer algo indiferente a instituição de Serviços de Bombeiros, não será responsável para este acto”, lê-se na informação do comando distrital da PRM de Angoche posta a circular na região.

Esta situação deixou os empresários de Angoche em alvoroço, os quais temem que possam ser vítimas de rapto.

“Eu estou com medo, porque isso pode não acabar bem”, conta-nos um empresário que pediu o anonimato, prosseguindo que “imagine se a própria polícia não consegue neutralizar esses indivíduos, o que fará a população indefesa?”.

Um outro comerciante disse ao Ikweli que “nos últimos tempos há muita agitação aqui em Angoche, muito movimento desusado e estranho, por isso todo o cuidado é pouco”. (Aunício da Silva)

Covid-19: Nyusi mantém medidas num dia em que perto da metade dos testados acusou positivo

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, manteve todas as medidas de prevenção da covid-19, constantes no anterior decreto do Conselho de Ministros sobre a situação de calamidade pública em face a pandemia.

Nyusi tomou esta decisão num dia em que, perto de 50% das amostras testadas tiveram um resultado positivo, tanto que na sua locução reconheceu tal facto, e exigiu responsabilidade por parte dos moçambicanos.

A transição do dia 24 para 25 de Dezembro e de 31 de Dezembro de 2021 para 1 de Janeiro de 2022 a medida do recolher obrigatório fica suspensa.

Minutos após a comunicação do Presidente da República, o Ministério da Saúde colocou em circulação o comunicado de actualização diária da covid-19, e nele se pode ler que “de um total de 1.446 amostras suspeitas testadas em todo o País, nas últimas 24 horas, 553 acusaram positivo para a COVID-19. O cumulativo de amostras testadas até à data é de 1.028.872 e o de casos positivos, 160.457, sendo que 160.088 casos são de transmissão local e 369, importados”.

Igualmente, a mesma nota aponta que “Maputo-cidade e Maputo-província mantêm a tendência de regiões que mais casos reportam no País. A título de exemplo, nas últimas 24 horas, a capital do País teve 361 novos casos, representando 65.28% do total de casos de todo o País e uma Taxa de Positividade de 50.63%, e Maputo-província registou 157 casos positivos, o equivalente a 28.39% do total de casos de todo o País e uma Taxa de Positividade de 45.77%”, e que “dos novos casos, 542 são de nacionalidade moçambicana e 11 de nacionalidade estrangeira”.

Dos novos casos positivos, “303 são do sexo feminino (54.16%), 250 são do sexo masculino (45.66%) e 01 não foi possível apurar o sexo. A nível nacional, a Taxa de Positividade no período em análise foi de 38.24% e a Taxa de Positividade Acumulada, situou-se em 15.6%”.

Todavia, o Presidente da República introduziu reverteu algumas medidas, sobre que estão “vedadas as visitas aos reclusos nas penitenciárias. Reduzido o número de visitas aos internados nos hospitais de 2 para 1”. (Redação)

HCN assume que enfrentou crise de falta de material cirúrgico

Nampula (IKWELI) – A direcção do Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária do norte de Moçambique, assumiu em colectiva de imprensa que a instituição enfrentou crise de abastecimento regular de material cirúrgico.

O director clínico da instituição, Anselmo Vilanculos, disse que “tivemos problemas de abastecimento regular das seringas, por isso que o hospital tomou a iniciativa de adquirir seringas”, o que significa que o “hospital já tem seringa de todos mililitros”.

Esta fonte lamenta o fenómeno de oportunismo que surgiu em volta deste deficit. “Só posso dizer, também, que há oportunismo nesse processo. Há colegas de má-fé, sabendo que hospital recebeu as seringas adequadamente podem se aproveitar disso, porque nós tivemos de tomar medidas para restringir as saídas”.

Na mesma ocasião, o Dr. Vilanculos elaborou sobre o nível de preparação do HCN em relação a quadra festiva que se avizinha. “O Hospital Central de Nampula (HCN) está preparado para responder a qualquer eventualidade que ocorrer durante a quadra festiva”, garante o director clínico da instituição, explicando que “a partir do dia 20 de Dezembro a 04 de Janeiro do ano 2022, vamos só nos concentrar com serviços de urgência, e neste período já temos os reforços das equipes para poder garantir qualquer eventualidade que seja. Estamos a falar de equipas tanto de médicos como de enfermagem que estarão 24/24 horas do dia para dar resposta imediatamente”.

Fora a capacidade humana, Vilanculos fala que “em relação aos medicamentos nós sabemos que tivemos ou temos algumas restrições, de tudo devemos garantir que como unidade sanitária temos medicamentos vitais para dar resposta a qualquer situação que se apresente”, e quem “em relação ao sangue, nós temos neste momento um estoque que dá para responder as emergências”, mas “não estamos satisfeitos com a quantidade que temos”, por isso “temos campanhas que deverão decorrer ao longo dos próximos dias”. (Hermínio Raja)