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Detido por falsificar moeda: “C4 Pedro” de Namicopo acusa a Polícia de persegui-lo

Nampula (IKWELI) – O renomado artista no mundo do crime, vulgarmente conhecido por C4 Pedro de Namicopo, diz sofrer perseguição sem precedente protagonizada por alguns agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, facto que concorre para a sua constante presença nas celas.

C4 Pedro de Namicopo fez a transição de ano nas celas da PRM na cidade de Nampula, mais uma vez acusado de roubo de motorizadas, bem como a falsificação de notas da moeda moçambicana, o Metical.

Falando a jornalistas, na 1ª Esquadra da PRM na cidade de Nampula, C4 Pedro, cuja identidade real omitimos por presunção de inocência, confessa ter se envolvido na prática de vários crimes, mas no passado, e que agora alega ter se regenerado e que leva uma vida aplaudida pela sociedade, por isso acusa aos membros da corporação de orquestrar uma montagem para a sua recente prisão.

No entender do “artista”, uma das razões que lhe faz com que não viva muitos dias fora da cadeia, é pelo facto de ter rejeitado ser facilitador de alguns membros da PRM na prática de vários crimes.

“Conheço os policiais que fizeram essa montagem, são os policias Hélder, Vampucha e Zito. Eu conheço esses, porque queriam que eu fosse “fonte” deles (trabalhar para eles no mundo do crime), mas eu não admiti isso”, refere o indiciado.

“Não conheço nada sobre aquelas notas falsas. A polícia está a mentir para mim. Essa aí é uma montagem que eles estão a fazer para mim”, continuou acrescentando que “doutra vez que entrei preso foi por causa de compra de bens roubados, mas desta vez não roubei, somente fui comissionista. Esta vez fui comissionista na compra de uma motorizada, não comprei, não”.

Refira-se que a última vez que o C4 Pedro esteve na prisão data de Abril de 2021, um espaço que, segundo reiterou, não desejaria de voltar. “Eu não sou membro de nenhum grupo de criminosos. Já deixei há muito tempo. Eu era, mas já deixei, não quero mais”, frisou.

Questionado sobre as razões para se identificar de C4 Pedro, alcunha de um famoso cantor angolano, da actualidade, respondeu que “não sei dizer porque sou chamado de C4 Pedro, até já estou arrependido por ser chamado por esse nome. Já estou arrependido e não sei como é que eu encontrei esse nome. Estou arrependido por ser C4, também estou arrependido por todas as coisas de marginalidade”.

Entretanto, Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, mostrou-se chateado pelo contra-ataque do indiciado. Segundo recordou Nacute, a polícia veio para salvaguardar os interesses da população, não ao contrário.

“O principal objectivo da polícia é a garantia da ordem e segurança públicas e este indivíduo, C4 Pedro, é um indivíduo que atenta com este preceito”, disse Nacute, descrevendo que “desta vez, um dos indivíduos que se encontra aqui sob nossa custódia é o amigo de C4 Pedro, foi neutralizado na posse de notas falsas e no processo de questionamento sobre a proveniência das notas e da existência de mais moedas esse indivíduo apontou-nos ao C4 Pedro. Devidamente legal fez-se um trabalho e constatou-se que o mesmo guardava em sua residência notas falsas de mil meticais e, não havendo outra situação, esse indivíduo foi encaminhado às nossas subunidades policiais”.

“Importa lembrar que C4 Pedro já foi detido nas nossas subunidades policiais por furto de motorizadas, assalto a residências e outros crimes que eles vinham cometendo na via pública. Portanto, é um indivíduo reincidente, incorrigível, daí que pode, em algum momento, tentar acusar a polícia por esses seus actos, mas todo mundo sabe que C4 Pedro é um criminoso e, mais uma vez, encontra-se em nossas subunidades policiais por mais um acto que ele cometeu”, reiterou a fonte.

Refira-se que o tal C4 Pedro, é um jovem de 29 anos de idade, natural da cidade de Nacala e residente no mais populoso bairro de Namicopo, na cidade de Nampula.

Para além de C4 Pedro, a PRM em Nampula deteve três outros indivíduos em conexão com a falsificação da moeda nacional, outros três por tráfico de 17,5 quilogramas de cannabis sativa (suruma) e outros dois por falsificação de documentos. (Constantino Henriques)

Nampula: Cidadãos transitaram 2021 para 2022 procurando água potável

Nampula (IKWELI) – A crise de água potável na cidade de Nampula continua sendo uma realidade incontornável, mesmo com as soluções paliativas que a entidade gestora do sistema público de fornecimento do precioso líquido tem estado a procurar.

Esta situação faz com que muitas agendas familiares fiquem reféns da disponibilidade de água, tanto que na transição de ano de 2021 para 2022 muitas delas tiveram que relegar ao segundo plano os ambientes festivos.

Entre o dia 31 de Dezembro de 2021 e dia 1 de Janeiro de 2022, a maior agitação, para além das lojas de compra de vestuários, estava à procura de água. Camiões, camionetas, viaturas pequenas e fechadas carregavam o quanto podia de recipientes para procurar a água.

Em outros casos, eram mulheres, raparigas e crianças que, com balde na cabeça, procuravam uma fonte para captar a água, e a distância passou a não ser preocupação, importando, apenas, a vontade de conseguir água para consumo humano.

No meio disso, não faltou oportunidade para criticar-se o trabalho do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) que, por diversas vezes, veio a público gabar-se que com os 10 novos furos de captação abertos em Namiteca a situação estaria minimizada.

Já nos finais do mês de Dezembro de 2021, o Director-Geral do FIPAG, Victor Tuacale, visitou as infra-estruturas de Namiteca e garantiu que estavam a funcionar em pleno, mas os que seriam os maiores beneficiários, residentes de Muhala e Muahivire, não sentiram isso, tanto que tiveram de acordo cedo para procurar água.

Anifa Hilário, residente de Muhala Expansão, disse que teve, por diversas vezes, de acordar as 3h da madrugada para procurar água, e muitas vezes “não encontro”, por isso nos dias festivos não escondem a sua dor de não poder ter água.

A mesma fonte disse que “vi na televisão o director geral do FIPAG a dizer que durante essa passagem do ano, aqui nosso bairro, não teríamos problemas de água, mas desde o dia que ele falou, até agora, não vi nenhuma diferença sobre essa situação de abastecimento de água”.

O senhor Almeida Mussa, também, transitou de ano procurando água para a sua família, e conta que “voltei as 2horas do meu passeio, mas não poderia descansar porque estava sem água para beber”, por isso pede “para que os dirigentes do FIPAG sejam sinceros com está situação de abastecimento de água, porque a situação é muito séria e preocupante. Não faz sentido toda hora aparecerem nas televisões e falarem que água vai sair para depois não vermos nada”. (Hermínio Raja)

Macomia: terroristas matam três pessoas na transição de 2021 para 2022

Macomia (IKWELI) – Pelo menos três pessoas foram barbaramente assassinadas durante o dia das celebrações do novo ano de 2022 na aldeia Nova Zambézia, no distrito de Macomia, na nortenha província de Cabo de Delgado, em Moçambique, uma acção atribuída aos terroristas que continuam a ceifar vidas humanas naquela circunscrição geográfica.

A aldeia Nova Zambézia fica localizada a pouco menos de 30 quilómetros da vila sede de Macomia, em Cabo Delgado. O incidente, segundo fontes locais ouvidos pelos nossos correspondentes naquela parcela moçambicana, aconteceu durante a noite de transição de 2021 para 2022, quando um grupo desconhecido surpreendeu com actos macabros a uma aglomeração dos moradores locais que se encontravam em momento de confraternização.

Da invasão, que os moradores atribuem ao grupo terrorista que de maneira persistente continua com as incursões naquela parcela moçambicana, resultou na morte de três pessoas, sendo que uma a tiro e as restantes por decapitação.

“As pessoas ouviram um tiro que matou um cidadão e, na tentativa de fugirem, outras duas pessoas foram catanadas e logo morreram”, disse uma fonte na vila sede do distrito de Macomia, a um dos correspondentes do Ikweli naquele território.

Para além de tirar vida aos inocentes, contam as nossas fontes, o referido grupo terrorista, em número desconhecido de elementos, saqueou bens dos populares, com destaque para produtos alimentares.

Sobre estes incidentes, refere o nosso correspondente, as autoridades locais ainda não se pronunciaram.(Redação)

Namicopo: Viúvo suicida-se por reclamar atenção da família da falecida esposa

Nampula (IKWELI) – Um jovem de 25 anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Maurício Armando, suicidou-se com recurso a uma substância venenosa (ratex) na noite da passada sexta-feira (31 de Dezembro de 2021) na zona de Nahene, no bairro de Namicopo, na cidade de Nampula.

Maurício Armando, natural do distrito de Mecuburi, tirou a sua própria vida, alegadamente, por motivos sociais, queixando-se de não estar a ser prestado atenção pela família da falecida esposa.

Aliás, segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, o jovem Maurício perdeu a sua esposa, há três semanas, mas que após o sucedido sentiu um total abandono por parte dos familiares da malograda.

Portanto, o distanciamento dos familiares de Maurício Armando, segundo suposições da corporação, não lhe sossegava, uma vez que sua expectativa era um amparo, tratando-se de alguém que acabava de perder a sua companheira.

Seguidamente, avançam fontes policiais, ainda na última sexta – feira, por sinal último dia do ano de 2021, Maurício resolveu ir a casa do seu cunhado (irmão da malograda), também residente em Nahene, para se inteirar das reais motivações do alegado abandono. Entretanto, não se sabe os contornos da conversa entre Maurício e o seu cunhado, mas a polícia avança que depois da tal conversa, o finado pediu um refrigerante na casa do referido irmão da sua esposa e saiu com a garrafa e que depois, alegadamente, introduziu a referida substância venenosa que lhe conduziu à morte.

No contexto da transição de 2021 para 2022, “ao nível da cidade de Nampula foi achado um corpo sem vida de sexo masculino de um indivíduo de 25 anos de idade. Após exames cadavéricos presumiu-se que este indivíduo teria encontrado a morte devido a um suicídio por envenenamento. Este caso presume-se que tenha derivado através de problemas sociais”, disse este sábado Dércio Samuel, chefe das relações públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula. (Constantino Henriques)

Passagem de ano: cerca de 80% dos alojamentos em Nampula estão esgotados

Nampula (IKWELI) – A direcção provincial da Cultura e Turismo de Nampula, no norte de Moçambique, diz que a capacidade de alojamento naquele ponto do país tende a esgotar, sendo que as reservas rondam nos 78%.

As autoridades governamentais provinciais têm vindo a promover acções de promoção de campanhas de boas-vindas para os turistas que escalam aquela circunscrição.

No aeroporto internacional de Nampula, na manha desta quinta (30), Hemiliano Maliquela, director provincial dos Transportes e Comunicações, liderou uma equipa de recepção de turistas, e disse, na ocasião, ser tradição, por essas alturas, promover acções do género.

“A província está aberta, embora estejamos quase esgotados”, disse a fonte, alertando que “neste momento, a capacidade de reserva está em 78%, o que significa que quase não temos espaços para aqueles que vierem mais tarde”.

Actualmente, a província de Nampula conta com perto de 700 estabelecimentos de restauração e hospedagem. (Nelsa Momade)

Nampula: Detidos autores materiais que incendiaram gabinete do director da Migração

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, apresentou esta quinta- feira (30) um dos dois jovens contratados para atearem fogo no gabinete do director do Serviço Provincial de Migração de Nampula a 05 de Dezembro do ano em curso.

Foram dois jovens contratados pelos funcionários de Migração, mas a PRM conseguiu neutralizar um deles e o outro encontra-se foragido.

“Das investigações feitas pela polícia constatou-se que alguns funcionários teriam solicitado dois indivíduos para, precisamente, colocarem chamas em alguns compartimentos daquele edifício e, após este facto, a polícia pôs-se ao local. Já no local apercebeu-se que havia cheiro de gasolina contrariando o que se pensava que se tratava de um curto – circuito e, após este detalhe, foram levadas a cabo as investigações que culminaram com a neutralização deste indivíduo que está sob nossa custódia e do processo de questionamento que se fez a este indivíduo apercebemos que existem funcionários da Migração que estiveram envolvidos neste processo e, neste momento, decorre todo processo de investigação”, disse Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula.

O jovem, que agora está sob custódia policial, cujo nome omitimos por presunção de inocência, disse ter 29 anos de idade, natural do distrito de Nacarôa e residente no bairro de Namutequeliua, concretamente na zona vulgarmente conhecida por clube 5 na cidade de Nampula, e é pai de três filhos.

À imprensa, o indiciado é confesso de fazer parte do grupo que queimou o gabinete do director e o dasecretária do Serviço Provincial de Migração de Nampula.

“Estou aqui porque fui pegue com a polícia. Eu sou estivador, mas apareceu um jovem lá na minha casa e disse-me para ir trabalhar. Então, como eu sou estivador e preciso de trabalhar, segui ao jovem e quando cheguei na estrada encontrei um carro estacionado. Quando entrei no carro estava lá um motorista mais um senhor que estava sentado. Fomos até o Jardim Parque e o senhor que estava lá no carro disse que vamos trabalhar e quando questionamos qual tipo de trabalho, ele respondeu que o trabalho é de fazer estragos lá no meu serviço”, começou por narrar o indiciado.

“A pessoa que estava a conduzir desceu do carro e, como tinha chaves, abriu a porta da entrada da estrada e logo seguimos pelas escadas da Migração, fomos juntos até ao corredor e ele falou-nos que era para fazermos estragos, era para queimar. Na verdade eu junto aquele jovem que vinha na minha casa, espalhamos o combustível e de verdade acendemos naquilo e saímos”, disse acrescentando que “quando saímos, aquele homem que estava de carro não lhe vi para onde foi, mesmo aquele jovem que vinha na minha casa, também, não lhe vi para onde foi, dali fui para casa. Então, passados dois dias, preocupei-me sobre o valor que tinha sido prometido que seriamos pagos em caso de fazermos aquele trabalho. Então, foi quando fui em casa dele pedi o número dele e lhe liguei apresentando a minha preocupação. Ele pediu-me calma e mandou mil meticais (1000,00MT) para o mpesa”.

Para ganhar a coragem de compor o grupo dos malfeitores, o jovem disse que foi aliciado com um montante de vinte mil meticais (20.000,00MT), valor que alega não ter recebido até a data da sua prisão, sendo que apenas recebeu mil meticais.

Aliás, o jovem que temos vindo a citar, não revelou o nome do presumível funcionário que esteve a comandar o grupo, mas deixou ficar alguns detalhes. “Chefe, desculpe, não conheço o nome desse senhor,mas de cara posso conhecer, mesmo através de foto. É um senhor alto, claro e um pouco fuinho. Esse senhor vive lá no Nasser, no lado esquerdo depois do estaleiro do NAGI Investimentos, para quem vai em Nacala, entrando um pouco dentro ali nos primeiros armazéns. Ele tem carros dele escritos 07”, pistou a fonte. Aliás, até tratou de fornecer o contacto telefónico da referida pessoa, mas que foi interrompido pelos agentes policiais.

O grupo foi contratado, também, para silenciar algum chefe da migração

Para além de incendiar o gabinete do director provincial da Migração de Nampula e o da sua respectiva secretária, o contrato do mesmo grupo constava, também, como cláusula perseguir e eliminar pelo menos um quadro que ocupa cargo de chefia no seio daquele sector paramilitar.

O jovem detido na 1ª Esquadra da PRM em Nampula, não deixou ficar o nome de tal pessoa que seria silenciada, mas avança que trata-se de um chefe da Migração e que vive no bairro de Muahivire.

“Esse senhor disse que queria, também, que agredíssemos essa pessoa, mas não conseguimos fazer aquele trabalho de agredir aquele homem aí. Ele disse que era um colega dele. Não chegamos a agredir porque eu ando ocupado, trabalho na obra porque sou mestre. Até nesse dia que fomos queimar segui porque eu estava em casa sem nada e achava que era um trabalho normal”.

Do histórico criminal, o referido jovem disse ser a sua terceira vez que para nas celas da Polícia da República de Moçambique em Nampula, por cometimento de várias infrações, com destaque para apropriação indevida de bens dos terceiros. (Constantino Henriques)

Fim do ano: procura por roupa nova “viabiliza” violação de medidas de prevenção da covid-19 em Nampula

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, continua a registar um movimento desusado pessoas que procuram comprar vestuário para a festa do fim do ano, depois de na semana passada ter se observado, também, tamanha agitação.

A reportagem do Ikweli passou por diferentes pontos da cidade, onde observou enormes aglomerados de pessoas que a todo o custo procuram, entre o interior das lojas e o seu exterior, conseguir uma peça de roupa para a passagem do dia 31 de Dezembro de 2021 para 1 de Janeiro de 2022.

Na rua dos Continuadores, bem próximo ao cruzamento do Parque dos Continuadores, a agitação era tanta que, nem se quer, as pessoas portavam máscara de proteção facial e muito menos higienizavam as mãos.

Ainda na mesma rua, concretamente nas imediações da rua 3 de Fevereiro e na entrada da rua dos bombeiros, contornando pela rua Armando Tivane, quase que era impossível manter a mobilidade. As viaturas não conseguiam circular, porque há ainda o caso de comerciantes que decidiram estender as suas mercadorias nos passeios.

Não são somente os residentes da cidade de Nampula que estão agitando a urbe, há gente vinda de quase todos os distritos da província, bem como de principais centros urbanos das províncias vizinhas.

“Eu vim de Alto Molócuè para comprar roupa e ir revender”, conta Angelica Brito, que refere que “na semana passada vim comprar para o Natal e ganhei muito dinheiro”.

Titos Adão reside na cidade de Cuamba, na vizinha província do Niassa, e teve de se deslocar, na companhia da sua esposa, para a cidade de Nampula, com o objectivo de adquirir roupa e viveres.

“Vínhamos comprar roupa para nós, para nossos filhos e alguns parentes. Também, vínhamos comprar comida que não temos lá”, avança Titos.

Ao longo das avenidas Eduardo Mondlane, 25 de Setembro, Paulo Samuel Kankhomba, Francisco Manyanga e do Trabalho a agitação é ainda maior. Cada ponto com mais gentes jamais vista na autarquia liderada por Paulo Vahanle.

De Namapa, vila sede do distrito de Eráti, chegou o jovem Amadeu Tomas, o qual aceitou gravar entrevista com o Ikweli, afirmando que “eu vinha comprar minha roupa. Assim que consegui dinheiro vim a correr para aqui, porque lá em Namapa a roupa custa muito cara”.

De Mecubúri, com o mesmo propósito, deslocou-se para Nampula a jovem Celma Pedro, a qual diz que “estamos a organizar uma festa com os meus amigos e eu vim comprar a roupa, camisetes brancas, para todos usarmos o mesmo modelo”.

Não menos importante, é o facto de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), que estão a fazer o patrulhamento, estarem a observar de forma serena e desatenta a situação. (Redação)

Mais de 60 agentes da PRM patenteados em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 62 membros da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, foram patenteados na manha desta segunda-feira (27) para as categorias de Inspector da Polícia, Subinspetor da Polícia, Sargento Principal da Polícia, Sargente da Polícia, Primeiro Cabo da Polícia, Segundo Cabo da Polícia, Superintendente da Polícia e Adjunto Superintendente da Polícia.

De acordo com o comandante provincial da corporação, António Bachir, os patenteados mereceram este feito em resultado do esforço que tem vindo a empreender nas fileiras policiais.

A fonte disse aos que não tiveram a mesma sorte para seguirem o exemplo dos 62 agentes, promovendo e garantindo a ordem e tranquilidade públicas, incluindo o combate a corrupção, entre outros comportamentos desviantes.

“A acessão as novas categorias foi um presente conquistado de forma individual e coletiva, através do empenho, demonstrado nos nossos cometimentos quotidianos, disse o comandante Bachir, para quem “a efetividade do seu percurso deve se assumir hoje, e agora o compromisso é de valorizar estas habilidades profissionais. Quero aqui lembrar que alguns agentes não tiveram a mesma sorte por motivo de comportamento que mancharam o nome da corporação”.

Alguns dos patenteados não esconderam a sua satisfação, e não faziam ideia de que a sua boa prestação ao serviço e interesse do povo era notada, tal como disse o agente Zacarias Mairosse, que está na corporação a 44 anos, servindo como Polícia de Protecção.

“Estou a 44 Anos como agente da corporação, o que me marcou mais foi esta patente”, disse Mairosse, emocionado com o novo cargo que lhe foi atribuído, e afirma ainda que “estou muito alegre, porque não foi fácil manter a disciplina, o comportamento político e moral, até chegar a este ponto. Daqui para frente serei muito cauteloso e rigoroso”.

Na mesma ocasião, outros 97 (noventa e sete) agentes passaram a reserva, os quais, também, são referenciados como um exemplo a seguir.

Os que passaram a reserva mostraram o cometimento e disponibilidade para servir, sempre que necessário, a corporação.

“Estamos prontos para responder qualquer chamamento, porque vamos a reserva sem nenhuma má-conduta”, disseram os reservistas em mensagem apresentada na ocasião, prosseguindo que “na presente mensagem respondemos com uma alta voz: missão cumprida”, apelado aos outros “agentes da PRM para mudarem os seus comportamentos face aos casos que vão enfrentar no seu dia-a-dia, que busquem soluções correctas através das atitudes, onde respeito e simpatia jogam um papel importante na sociedade”. (Hermínio Raja e Leonel Peie)

Sete casas pegaram fogo e duas pessoas morreram por consumo excessivo de álcool durante o Natal em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), em Nampula, registou durante as festividades do Natal e do dia da Família a ocorrência de, pelo menos, dois incêndios nos distritos de Nacala-a-Velha e Moma.

De acordo com Evangelina Chaveia, porta-voz do SENSAP em Nampula, os incêndios foram registados entre os dias 24 e 25 do corrente mês de Dezembro. “O primeiro incêndio foi registado as 11horas do dia 24 de Dezembro, na localidade de Namalala, no distrito de Nacala-a-velha, envolvendo 7 residências de construção precária”, e “não houve vidas perdidas”, disse a fonte durante um briefing conjunto das instituições do Ministério do Interior, em Nampula.

O segundo incêndio envolveu um camião cisterna que fazia o trajecto Nacala – Topuito, no distrito de Larde, e chegado a Mecane, uma localidade do distrito de Moma, a viatura ficou em chamas.

O camião transportava 31 mil litros de gasóleo, e o pior não aconteceu, de acordo com Evangelina Chaveia, porque houve uma pronta reposta por parte do SENSAP do distrito de Moma e dos moradores locais na debelação das chamas que iniciaram nos pneus traseiros.

“Se este incêndio não fosse controlado a tempo, teríamos perdas muito avultadas”, reconhece Chaveia.

Os poucos registos da Polícia

Contrariamente aos dados tornados públicos pelo Hospital Central de Nampula (HCN), em relação a ocorrência de acidentes de viação na mais populosa província do país, o comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) diz não ter registado nenhum caso de acidente de viação.

No entender de Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas da PRM em Nampula, “as festividades do Natal e do dia da família ocorreram sem sobressaltos, não tendo registado crimes e acidentes de viação, que merecem destaque na presente informação”, mas o HCN fala de 24 casos de agressões físicas.

Por regra, as vítimas de acidentes, incluindo as de agressões físicas e outro tipo de violência, antes de serem atendidos pelo pessoal de saúde passam por um posto policial a fim de lhes ser dada uma guia para o efeito.

O único destaque da Polícia, na circunstância, compreende a localização de dois corpos sem vida nos distritos de Mogovolas e Monapo. As vítimas eram do sexo feminino e os exames realizados concluíram que o consumo excessivo de álcool teria sido a causa dos óbitos.

Cinco turistas retidos pela Migração

Por seu turno, o porta-voz da direcção provincial de Migração de Nampula, Frederico Júnior, disse que, no período em análise, cinco cidadãos de nacionalidade estrangeira foram retidos por cometimento de infracções migratórias.

Trata-se de um holandês, um brasileiro, um indiano, um chinês, um costa-marfinense e um malawiano. (Hermínio Raja)

Desmond Tutu morre sem ver a “Nação Arco Íris”

Joanesburgo (IKWELI) – Morreu neste Domingo (26) o Arcebispo Desmond Tutu aos 90 anos de idade, e a notícia foi anunciada pela Presidência Sul Africana.

Prémio Nobel da Paz e antigo combatente da luta contra o Apartheid, o Arcebispo Tutu destacou-se na defesa dos direitos humanos, e no sonho da construção de uma “Nação Arco Íris”, sendo esta última vontade não tendo sido realizada.

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, considera que “a morte do Arcebispo Emérito Desmond Tutu é outro capítulo de luto na despedida da nossa nação a uma geração de destacados sul-africanos que nos legou uma África do Sul libertada”.

A luta de Tutu era de uma nação igualitária e de justiça social, sendo que, mesmo com o fim do Apartheid não cruzou os braços na luta pelos desfavorecidos e na prestação de contas da elite política negra.

Tutu se casou com Leah em 1955, com a qual teve quatro filhos. O casal morava na Cidade do Cabo e no Soweto, perto de Joanesburgo. (Aunício da Silva)