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Emergência pós-ciclone: Nampula sem stock de CERTEZA e Cloro para minimizar impacto de doenças de origem hídricas

Nampula (IKWELI) – A directora do Serviço Provincial da Saúde (SPS) de Nampula, Munira Abudou, disse, na manha desta segunda-feira (24), que a mais populosa província do país não dispõe de stocks de CERTEZA e nem de cloro, o que pode impactar negativamente após a passagem da depressão tropical ANA, concorrendo para a ocorrência de doenças de origem hídrica.

“Temos de ter em conta a emergência pós-ciclone, que são as doenças de origem hídrica. Estamos sem stock de certeza e cloro para minimizar os impactos. Sabemos que temos distritos propensos a essa situação”, disse a dirigente durante a reunião do Comité Operativo de Emergência (COE).

Por outro lado, a fonte informou que, em relação a outros medicamentos, “já tínhamos feito um stock para três meses em termos de medicamentos. Fizemos a distribuição de kits essenciais de emergência. Activamos o comité de saúde e a equipa de pronto socorro”, mas há distritos que os seus depósitos de medicamentos ficaram afectadas com a depressão tropical, destacadamente Larde e Memba. (Redação)

ANA fere duas crianças em Angoche e destrói uma estrada

Nampula (IKWELI) – Até ao meio dia desta segunda-feira (24), a depressão tropical ANA já tinha ferido, ligeiramente, pelo menos, duas crianças no posto administrativo de Aube, no distrito de Angoche, em consequência do desabamento de uma casa de construção precária onde se encontravam os menores.

Bernardo Alide, administrador do distrito de Angoche, disse, em chamada telefónica, que até aquele momento, “o distrito está(va) calmo e estamos a monitorar a situação. Neste momento, mesmo a ventania, assim como os chuviscos reduziram bastante. Se terminar assim não vamos ter alguma coisa de alarme”.

Alide atendeu a chamada do Ikweli momento após uma reunião-balanço com membros do governo de Angoche e parceiros, e o rescaldo era no sentido do “registo de cinco salas de aula que ficaram sem a cobertura (isto na Escola Primária 25 de Setembro), um centro de saúde que ficou sem cobertura (na zona de Thamole)”, bem como o “corte de estrada em Namaponda (que liga os distritos de Angoche e Liupo)”.

Mesmo com o abrandar da tempestade, o governante garante que há trabalhamos em curso para garantir assistência para quem possa necessitar. “Já identificamos local para acomodar as famílias, em caso de necessidade. Será na escola 25 de Setembro, na Escola Secundária de Angoche, Escola Secundária de Ínguri e a missão de Malatane, e se os espaços não forem suficientes vamos recorrer a igreja e mesquitas”, concluiu Bernardo Alide. (Aunício da Silva)

Nampula: Ciclone Ana já destrói desde o princípio da noite de ontem

Nampula (IKWELI) – Alguns distritos da província de Nampula, sobretudo os costeiros, já se ressentem da depressão tropical Ana, e segundo estamos a apurar desde a madrugada há várias infra-estruturas, dentre públicas e privadas, completamente destruída.

Por exemplo, no distrito de Moma, mais a sul da província, parte da cobertura do Palácio da Justiça ficou danificado, e as chapas voaram.

No distrito de Larde, concretamente na localidade de Topuito, o centro de saúde local está quase que, na totalidade, destruído.

Nos distritos de Moma, Larde, Angoche e Mogincual, nossas fontes garantiram que a situação não é das melhores, e indicações de inundação em vários pontos dessas circunscrições.

Ao nível da cidade de Nampula, a capital provincial, chuvas acompanhadas de ventos continuam a fustigar pelos bairros. Maior parte das actividades económicas e sociais encontram-se paralisadas, tal como observamos no mercado grossista do Waresta, no Mercado Central, no mercado 25 de Junho (Matadouro), como também, notamos nas unidades residenciais de Piloto, Namutequeliua, Muhala e Murrapaniua com situações de transitabilidade caóticas e casas de construção precária em risco iminente de desabar.

Até a publicação desta matéria, decorria, na sala de sessões do Conselho Executivo Provincial uma reunião do Comité Operativo de Emergência (COE).

Através de correspondentes espalhados, um por pouco por todos os distritos, o Ikweli está fazendo o acompanhamento da situação. (Redação)

Nampula (IKWELI) – Adolescente de 14 anos garante estudos vendendo feijão jogo confeccionado

Nampula (IKWELI) – Um a menina de 14 anos de idade, residente na zona da cerâmica, nas periferias da cidade de Nampula, mas pertencente ao Posto Administrativo de Anchilo, é uma das principais impulsionadoras da renda da sua família, através do negócio de feijão macaco (denominado feijão fava ou simplesmente Namacotto, na língua Emakhuwa).

Trata-se de Shelcia Nelson que durante o ano passado esteve a frequentar a 4ª (quarta) classe na Escola Primária de Namigonha. O pai da menina destila e vende bebidas alcoólicas de fabrico caseiro, a passo que a mãe, também, é comerciante de feijão fava.

O Ikweli conheceu a menina no exercício da sua actividade, no famoso mercado das Antenas, na unidade comunal Nanuco, bairro de Muahivire Expansão, na cidade de Nampula. Com uma voz que confunde o seu aspecto físico, Shelcia Nelson contou que foi a sua própria mãe que, desde cedo, a incentivou para abraçar aquele tipo de negócio.

“Este é o meu negócio. Minha mãe deu-me cento e oitenta meticais (180,00MT) e me disse para começar a vender Namacotto e eu aceitei”, disse a menina Shelcia.

Shelcia Nelson, adolescente vendedora de feijão jogo confeccionado

Ao Ikweli, a menina fez saber que desde que começou com a esta actividade ela é quem suporta os seus próprios estudos, bem como tem comprado sua roupa e da sua irmã.

“O negócio vai bem, o dinheiro que encontro compro meus cadernos, também compro roupa da minha irmã. Por exemplo, naquelas festas, a roupa que ela usava eu é que tinha comprado”, disse, acrescentando que “até agora tenho quinhentos meticais (500,00MT) guardado em casa”.

Quando questionamos se a aquela actividade não compromete seus estudos, a menor respondeu que tem sabido programar-se. “Eu gosto muito de estudar, não vou abandonar de estudar por causa desse negócio. Como estudo de tarde, esse negócio só estarei a fazer de manhã”, alegou, para depois sonhar que “depois de eu estudar quero ser doutora”.

Os desafios e as outras praticantes

Não somente a Shelcia que vive dos rendimentos da comercialização do feijão fava, há, também, senhoras que garantem a sua subsistência e das suas famílias com o mesmo negócio.

Todavia, segundo apurou o Ikweli, a demanda e a escassas do produto podem concorrer para o aumento dos preços praticados.

As mulheres vendedoras do feijão fava, na cidade de Nampula, tencionam aumentar o preço por unidade do produto, devido a escassez da matéria-prima, bem como a dificuldade de aquisição da lenha para o processamento.

O feijão fava ou simplesmente “namacotto”, é um dos produtos silvestres mais consumidos na cidade e província de Nampula. Aliás, esse tipo de produto é considerado como “salva-vidas” das pessoas de renda baixa, mas mesmo as que possuem uma economia estável, têm recorrido aquele tipo de alimento, mesmo de maneira não recorrente.

Tradicionalmente, a actividade de colheita, processamento e venda de namacotto é, exclusivamente, para as mulheres, embora alguns homens, também, recorram a mesma prática para garantir sua sobrevivência.

Actualmente, em alguns mercados, um copo de 250 mililitros (catorzinha, como é vulgarmente conhecido) de feijão fava, processado, custa cinco meticais (5,00MT) sendo que noutros, com o mesmo montante só pode adquirir metade do copo.

O processo de preparação de namacotto é descrito como complexo, e pode durar mais que dois dias até a fase de consumo, com vista a retirada da toxicidade com que é conhecida. Aliás, o processo requer muita lenha, para além da própria água.

Nessa vertente, e devido a subida galopante do preço da lenha e da escassez do produto, as vendedeiras de algumas zonas da cidade de Nampula equacionam o agravamento do preço, por unidade, de feijão fava, passando dos actuais 5,00MT para 10,00MT.

No bairro de Muahivire, por exemplo, as vendedeiras que falaram exclusivamente ao Ikweli são unânimes em antever a subida do preço de compra de namacotto, caso continue a registar-se roptura nos principais fornecedores da matéria-prima, bem como a dificuldade no acesso a lenha. Elas contam que uma lata de dez litros (10 litros) chega a custar até duzentos meticais (200,00MT), o que com os preços praticados actualmente não recompensa o esforço empreendido.

Apesar dos constrangimentos enfrentados, actualmente, as nossas fontes enaltecem o poder que aquele tipo de negócio tem para as suas vidas e das famílias.

Argentina Arcanjo, por exemplo, é uma jovem de 20 anos e residente na Unidade Comunal Nanuco, em Muahivire Expansão. Ao Ikweli, ela contou que é divorciada, e através do seu negócio consegue sustentar os seus dois filhos.

“Não ganho muito, mas o pouco que consigo dou de comer aos meus filhos, compro roupa mais outras coisas”, disse a jovem -mãe. (Constantino Henriques)

Ilha de Moçambique: governos locais condenam indivíduos que invocam o nome de Deus quebrando garrafas de cerveja

Ilha de Moçambique (IKWELI) – Os governos do distrito e da autarquia da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, distanciam-se e condenam a atitude de um grupo de indivíduos que aparece, em um vídeo que circula nas redes sociais, quebrando garrafas com bebida alcoólica e invocando palavras religiosas.

O Ikweli recebeu dois comunicados, provenientes do Gabinete do Administrador da Ilha de Moçambique, Momade Ali, e do Gabinete do Presidente do Conselho Autárquico da mesma circunscrição, Ismail Chacufa, nos quais lê-se, claramente, que a atitude é deplorável.

Para o governo da Ilha de Moçambique, “trata-se de um acto que manifesta a intolerância religiosa e um atentado contra a laicidade do Estado moçambicano, para além dos danos ambientais causados pelos autores”, lê-se no comunicado enviado pelo Gabinete do Administrador da Ilha de Moçambique, o qual prossegue que “face ao sucedido, seguem diligências junto das autoridades competentes para que os autores do vídeo possam ser responsabilizados pelos seus actos”, tanto que “o Governo do Distrito reitera o repúdio de actos do género, por considerar que a Ilha de Moçambique é Património Cultural da Humanidade, mercê da influência de várias culturas e tradições existentes ao longo da sua história”.

E o autarca daquele ponto de Nampula, disse, inicialmente, em conversa telefónica com o Ikweli que “eu como dirigente condeno”, porque “não é Deus que vai as barracas beber”, considerando que “aquilo não é comportamento do Islão, Islão não ensino aquilo. A atitude é repudiante. Mancha o bom nome da Ilha. Eu sou muçulmano, mas entro na igreja e mostro que não há guerra entre as religiões”.

“Porque a situação poderá comprometer o Turismo na Ilha de Moçambique, medidas estão a ser tomadas no sentido de corrigir o sucedido e porque o local não oferece segurança para os munícipes, serão removidos os estilhaços para os locais apropriados”, concluiu Chacufa no comunicado. (Redação)

Juma Aiuba imortalizado

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula acolhe nesta tarde de quinta-feira, 20 de Janeiro, o lançamento, a título póstumo, da obra literária do cronista Juma Aiuba perecido no ano passado.

Intitulado Co ‘Licença, a obra é organizada pela Carta de Moçambique (publicação pela qual foram conhecidos os últimos escritos do escriba) e pelo Centro de Integridade Pública (CIP), e conta com mais de 550 crónicas que, também, foram publicadas nas redes sociais do falecido.

Igualmente, a obra contem uma galeria do malogrado, com fotos desde a sua adolescência e o seu percurso, desde o familiar ao profissional.

Esta é tida como uma das maiores homenagens de um dos melhores cronistas dos últimos tempos em Moçambique. (Redação)

Meluco: deslocados passam fome em Mitambo

Meluco (IKWELI) – Famílias que se refugiaram na aldeia de Mitambo, no distrito de Meluco, em Cabo Delgado, queixam-se da fome, em virtude não estarem a receber nenhuma assistência humanitária.

Estes deslocados, fugiram da aldeia Mariria, também, no distrito de Meluco, concretamente no posto administrativo de Muaguide.

Informações de fontes locais indicam que não há alguma organização privada nem governamental que esteja a prover assistência, desde que os deslocados começaram a deixar as aldeias de Muaguide e Mariria para Mitambo, onde alguns tomaram viaturas para outros locais.

Um residente local contou que no domingo passado, uma mulher deslocada de Mariria, com suas três crianças, viu sua filha a desmaiar devido a fome, sendo que ele mesmo foi forçado a tirar pouca farinha que tinha para ajudar a referida cidadã.

“A situação não está boa, mesmo para nós que estamos aqui, as pessoas que ainda não viajaram que saíram do lado de Mariria, Muaguide, uns foram e outras estão aqui, estão a passar mal, falta alimentação, existe até que já saíram a pé com crianças até Massassi”.

Um jovem, membro de uma das associações de voluntários que apoiam deslocados, publicou nas redes sociais que, pelo menos, dez famílias, correspondente a 33 pessoas já chegaram em um dos centros de acolhimento no distrito de Metuge.

Porém, anotou o voluntário que as famílias estavam a enfrentar problemas de abrigo. Não havia tendas nem voluntários suficientes para organizar os abrigos as famílias que deixaram tudo atrás. (Redação)

Incêndio na Migração em Nampula: Detido o último funcionário que estava foragido

Nampula, (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Nampula, no norte de Moçambique, apresentou à imprensa, nesta quarta-feira (19), o último dos quatro funcionários públicos indiciados de incendiarem o gabinete do director provincial da Migração, na noite do dia 5 de Dezembro do ano passado 2021.

Trata-se de um indivíduo de 30 anos de idade, afecto aos Serviços de Migração no distrito costeiro de Angoche, que até a data da sua detenção, ocorrida na última terça-feira 18 de Janeiro de 2022, estava afecto no departamento de Arquivos e Documentação daquela instituição. Portanto, um conhecedor dos “podres” da instituição.

Refere-se ainda que os arguidos eram investigados pelo crime de falsificação de recibos de Documento de Identificação de Residentes Estrangeiros (DIRE), vistos para emprego, bem como passaportes aos cidadãos que precisavam dos serviços.

No caso particular deste indivíduo, ora detido, diz-se que tem ligações fortes ao caso, pois é apontado pelas autoridades como a pessoa que facilitou a entrada dos autores materiais do crime. Ao que tudo indica, o indivíduo teve acesso as chaves e abriu as portas para os outros indiciados entrarem e atearem fogo no gabinete do director provincial da Migração e o da sua secretária, respectivamente.

“O SERNIC tem aqui a apresentar o último integrante do grupo dos seis que incendiaram a direcção provincial da Migração. Nos últimos episódios apresentamos cá três funcionários da Migração e um deles, que seria o quarto elemento como funcionário e mais dois que foram autores materiais e apresentados pela P.R.M”, contou Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC de Nampula.

A porta-voz informou que, através dos autores materiais ora detidos, foi possível a neutralização do quarto funcionário da Migração, por sinal a pessoa que os contractou no bairro onde residem e levou-lhes à Migração onde atearam fogo no gabinete do diretor.

“Ele é sim funcionário afecto no distrito de Angoche. Como puderam acompanhar, desde o início nós falávamos de queima de arquivo, os mesmos indivíduos são indiciados nos crimes de corrupção, bem como falsificação de documentos, para além do mandato que SERNIC executou ontem, ele também tem um mandato do Gabinete de Combate à Corrupção”, destacou Enina Tsinine.

No entanto, “depois do incêndio os indivíduos desenharam um cenário que pudesse despistar as nossas investigações, dado que, no local quando fizemos a nossa intervenção na busca de provas materiais, encontramos no teto pé-de-cabra, entre outros materiais que teriam usado para o incêndio. Tundo indicava que eles teriam escalado a janela e não as informações que apuramos agora, que simplesmente aquilo foi um disfarce para despistar as investigações. Na verdade, eles abriram a porta e depois montaram o cenário”, explicou à Imprensa.

Este indiciado nega as acusações que pesam sobre si, e nem se quer reconhece os autores materiais que o apontam como sendo o facilitador que criou condições para se aceder ao gabinete do seu director.

“O que tenho a dizer é que não fui à casa de ninguém, não conheço nenhum dos jovens que está aqui, e não contratei ninguém. Eles foram instruídos com recurso a arma de fogo para apontarem a mim. Eu não tenho chaves dos sectores da Migração. Estou aqui porque sou suspeito de praticar o crime, isso é normal”, recusou o funcionário indiciado de cometimento de crime de corrupção, falsificação de documentos e incêndio ao gabinete do director da Migração de Nampula.

Sabe o Ikweli que os outros funcionários, anteriormente detidos, encontram-se fora das celas sob caução, aguardando o julgamento em liberdade. (Esmeraldo Boquisse)

CDD requer ao TA a suspensão do despacho de fixação de taxas de portagens na estrada circular de Maputo

Maputo (IKWELI) – O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) interpôs, ontem, 19 de Janeiro, uma providência cautelar para a suspensão do despacho praticado pelos Ministros das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e da Economia e Finanças, publicado através do Boletim da República Número 10, I Série, o qual fixa as taxas de portagens o qual decidiu fixar taxas de portagens nas praças do Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola Gare, na Estrada Circular de Maputo.

“O despacho em questão não está em conformidade com o interesse público e respeito pelos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos que deve nortear a actuação da Administração Pública. Em bom rigor está em causa parte dos objectivos fundamentais do Estado, mormente: “a edificação de uma sociedade de justiça social e a criação do bem-estar material, espiritual e de qualidade de vida dos cidadãos; a defesa e a promoção dos direitos humanos e da igualdade dos cidadãos perante a lei”;consagrados nas alíneas c) e e) do artigo 11 da Constituição da República, respectivamente”, defende o CDD em comunicado de imprensa enviado a nossa redação.

O despacho, segundo a mesma nota de imprensa, determina valores monetários para o exercício e gozo da liberdade de circulação, sem deixar qualquer alternativa para quem não tem capacidade financeira, ou para que no exercício da liberdade de escolha, não queira usar a Estrada Circular de Maputo para chegar ao mesmo destino que esta estrada permite.

Num contexto em que a instalação de portagens na Estrada Circular de Maputo é altamente contestada pela sociedade, não faz sentido que o Governo avance com a fixação das taxas de portagens e a operacionalização da decisão, sem antes esclarecer aos cidadãos os vários pontos da controvérsia das aludidas portagens. Isto é violar o Estado de Direito Democrático e desconsiderar completamente a opinião pública. O Governo está a aplicar ao extremo o adágio popular que diz: “Os cães ladram e a caravana passa”.

Quem não deve não teme

O CDD há muito que tem solicitado a disponibilização de informação relevante sobre os fundamentos da decisão de fixação das taxas, o processo de concessão da Estrada Circular de Maputo, incluindo o contrato celebrado com a empresa REVIMO – Rede Viária de Moçambique, S.A, o Processo de instalação de postos de portagens na Estrada Circular de Maputo e os critérios ou os estudos metodológicos que nortearam a fixação das taxas de portagens.

“No entanto, as seguintes instituições contactadas formalmente, Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Administração Nacional de Estradas (ANE), REVIMO e o Fundo de Estradas, nunca se dignaram a responder no sentido de fornecer a informação solicitada e dissipar quaisquer dúvidas sobre as reclamações de ilegalidade, injustiça social e violação das liberdades fundamentais pela instalação de postos de portagens na Estrada Circular de Maputo. Porquê esconder informação de interesse público e avançar com um processo que revelam sinais de institucionalização do roubo ao cidadão?”, questiona a organização liderada pelo Professor Adriano Nuvunga no comunicado.

Por, a nota conclui que, “portanto, uma vez que o CDD acredita na justiça e na Constituição da República em vigor em Moçambique continuará a levara a cabo todas as acções permitidas por lei para contestar as portagens até que se faça a almejada justiça”. (Redação)

Memba: vendaval destrói 8 salas de aula e dois centros de saúde

Nampula (IKWELI) – Pelo menos oito (8) salas de aula e dois (2) centros de saúde ficaram totalmente destruídos no distrito de Memba, província de Nampula, em consequência de um vendaval que assolou a região, no passado dia 14 do corrente mês.

As 8 salas de aula pertenciam a duas escolas do ensino primário, precisamente a Escola Primária do 1 º e 2º grau de Miaja e a EP1 acordos de Lusaka, e os centros de saúde de Geba (destruído completamente) e de Namahaca destruído parcialmente.

Para além destas infraestruturas sociais, o mau tempo destrui, também, mais de oitocentas (800) casas de igual número de famílias, na sua maioria de construção não convencional. A intempérie afectou, também, o sector religioso, ao destruir cinco (5) igrejas e seis (6) mesquitas naquele ponto.

Refira-se que as comunidades mais assoladas pelo vendaval, são as de Miaja, Monapo, Namahaca, acordos de Lusaka, 7 de Abril e Geba.

A informação foi partilhada ao Ikweli, nesta terça-feira (18), pelo Administrador de Memba, Juma Cateria. “Também, a chuva provocou a interrupção de uma via, por causa de duas pontes que se encontram destruídas”, acrescentou Juma Cateria, antevendo que “a estrada que liga Memba a Nacala-a-Velha, também, está em via de interrupção, caso chova nos próximos dias”.

“Tivemos a destruição de cinco igrejas e seis mesquitas. A secretaria onde funciona a localidade 7 de Abril, também, encontra-se destruída. Em fim, são danos que o distrito (de Memba) sofreu com o vendaval que passou aqui no dia 14”, lamentou o governante.

Cateria descreveu, por outro lado, o estado deplorável em que se encontram as famílias directamente afectadas pelo mau tempo. “As famílias estão numa situação deplorável. Como pode ver é um número muito grande de pessoas que perderam as suas casas, algumas famílias encontram-se refugiadas em casas vizinhas que sobreviveram, alguns deslocaram-se para outros sítios e estão sendo cuidados pelos seus familiares”, disse, acrescentando que “mesmo do ponto de vista alimentar, também é uma situação preocupante. Procedemos a distribuição de alguns produtos que achamos que não terão sido satisfatórios”, reconheceu o sheik Cateria, para quem “neste momento, estamos à espera do reforço de produtos por parte do INGD e, nesta tarde vamos para o terreno para tentarmos nos solidarizarmos com algumas famílias”.

“Nós, como governo, temos nos desdobrado para encontrarmos mecanismos em como albergar essas famílias. Neste momento também, temos estado em contacto com diferentes organizações parceiras com vista a adquirir tendas, lonas, para atribuir essas famílias para começarem com a construção dos seus abrigos”, precisou a fonte.

Sobre as salas de aulas, e numa altura que está prestes a arrancar o ano lectivo 2022, Juma Cateria fez saber que, nas zonas afectadas, “há uma equipa multissectorial vindo da província que se juntou a nossa equipa de técnicos para fazer o devido levantamento para ver se podemos a devida reposição antes do ano lectivo. Comprometer, pode ser que sim, mas vamos envidar esforços no sentido de garantir que as salas destruídas estejam repostas em tempo recorde”, frisou.

No que concerne aos centros de saúde destruídos, e por forma a garantir a assistência médica a população, a fonte fez saber que “improvisamos algumas salas em Geba, onde as famílias estão sendo atendidas. Outro centro de saúde, como disse, foi destruído parcialmente, não foi totalmente, então, improvisamos outras partes onde achamos que está em condições e está a decorrer o atendimento das famílias, normalmente”. (Constantino Henriques)