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Ilha de Moçambique: governos locais condenam indivíduos que invocam o nome de Deus quebrando garrafas de cerveja

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Ilha de Mocambique ja tem coronavirus

Ilha de Moçambique (IKWELI) – Os governos do distrito e da autarquia da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, distanciam-se e condenam a atitude de um grupo de indivíduos que aparece, em um vídeo que circula nas redes sociais, quebrando garrafas com bebida alcoólica e invocando palavras religiosas.

O Ikweli recebeu dois comunicados, provenientes do Gabinete do Administrador da Ilha de Moçambique, Momade Ali, e do Gabinete do Presidente do Conselho Autárquico da mesma circunscrição, Ismail Chacufa, nos quais lê-se, claramente, que a atitude é deplorável.

Para o governo da Ilha de Moçambique, “trata-se de um acto que manifesta a intolerância religiosa e um atentado contra a laicidade do Estado moçambicano, para além dos danos ambientais causados pelos autores”, lê-se no comunicado enviado pelo Gabinete do Administrador da Ilha de Moçambique, o qual prossegue que “face ao sucedido, seguem diligências junto das autoridades competentes para que os autores do vídeo possam ser responsabilizados pelos seus actos”, tanto que “o Governo do Distrito reitera o repúdio de actos do género, por considerar que a Ilha de Moçambique é Património Cultural da Humanidade, mercê da influência de várias culturas e tradições existentes ao longo da sua história”.

E o autarca daquele ponto de Nampula, disse, inicialmente, em conversa telefónica com o Ikweli que “eu como dirigente condeno”, porque “não é Deus que vai as barracas beber”, considerando que “aquilo não é comportamento do Islão, Islão não ensino aquilo. A atitude é repudiante. Mancha o bom nome da Ilha. Eu sou muçulmano, mas entro na igreja e mostro que não há guerra entre as religiões”.

“Porque a situação poderá comprometer o Turismo na Ilha de Moçambique, medidas estão a ser tomadas no sentido de corrigir o sucedido e porque o local não oferece segurança para os munícipes, serão removidos os estilhaços para os locais apropriados”, concluiu Chacufa no comunicado. (Redação)