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Gombe deixa as escuras mais da metade de Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 16 dos 23 da província de Nampula, ainda, encontram-se as escuras, em consequência dos danos provocados pelo ciclone tropical Gombe na infra-estrutura de fornecimento da corrente eléctrica.

Dados da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), em Nampula, indicam que até as 10h deste sábado (12), apenas 7 distritos já se encontravam ligados.

Os distritos de Angoche, Ilha de Moçambique, Ribáuè, Lalaua, Malema, Mecubúri, Memba, Mogincual, Liupo, Monapo, Mossuril, Muecate, Murrupula, Nacala velha, Nacarôa e Rapale são os que se encontram desprovidos da corrente eléctrica da rede nacional.

Ainda assim, há pontos da cidade

Todavia, segundo informação da instituição, estão em curso trabalhos para a reposição da rede. (Redação)

A partir de amanha já se pode voar para a província mais populosa de Moçambique

Maputo (IKWELI) – As Linhas Áreas de Moçambique (LAM), principal operadora aeroportuário em Moçambique, actualiza que a partir deste sábado (12) serão retomados os voos para a província de Nampula, a mais populosa do país.

Os voos para Nampula e outros pontos da região, bem como os próximos, tinham sido cancelados em virtude do ciclone tropical Gombe que fustigou aqueles pontos.

“A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, S.A. comunica que, devido à ocorrência da depressão tropical Gombe mantém-se o cancelamento dos voos de/para Quelimane que estavam programados para o dia 12 de Março de 2022, sábado”, lê-se na nossa de imprensa da LAM distribuída a partir de Maputo na noite desta sexta (11) que aponta que “também, por motivos relacionados com os efeitos da depressão tropical, a cidade de Nampula não terá voos no período da manhã deste sábado”.

Entretanto, os voos deste destino (Nampula) começarão a ser repostos na tarde de sábado, dia 12 de Março, período em que o primeiro voo partirá de Maputo, quando forem 12:00h.

“De Nampula para Maputo, o voo vai descolar às 15:10h. O outro voo para a mesma cidade sairá de Maputo às 18:55h e fará o sentido inverso (Nampula – Maputo) às 21:45h”, assegura a operadora.

Outra cidade que, neste sábado, terá voos é Pemba, estando o primeiro marcado para sair de Maputo às 08:00h. A saída de Pemba acontecerá às 15:25h. O segundo voo irá descolar de Maputo às 18:00h e de Pemba para Maputo sairá às 22:20h.

O voo de Lichinga será realizado via Tete, tendo a partida de Maputo às 06:10h e de Lichinga para Maputo às 10:00h.

Todavia, a LAM garante que “estão a ser comunicados aos passageiros, dos voos em reposição, os novos horários e datas”. (Redação)

Mutauanha: “Gombe” nem sequer poupou missionárias da Santa Paulina

Nampula (IKWELI) – O ciclone tropical Gombe destruiu no bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade de Nampula, a residência das missionarias católicas da congregação Santa Paulina, provocando inundação no primeiro piso da infra-estrutura.

Segundo apurou o Ikweli, o tecto da referida casa ficou, completamente, destruído e a água das chuvas vai encontrada travagem no tecto do primeiro andar feito com base em betão.

Na mesma circunstância, o reservatório de água que se encontrava em uma torre construída no recinto das irmãs ficou, também, destruído.

As missionarias confirmam que não há perdas humanas, mas neste momento fazem transferência de todos os bens que estavam no primeiro andar para o rés-do-chão.

Por outro lado, continuam a chegar relatos de destruições provocadas pelo ciclone tropical Gombe nos vários distritos da província de Nampula.

Em Muecate, um aluno que vive num internamento contraiu ferimentos em consequência da queda de uma chapa de cobertura.

Na Ilha de Moçambique, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Lúrio (UniLúrio), já contabiliza alguns danos, e segundo o director da mesma, Nilson Nicaquela, ainda fazem o levantamento do que, realmente, terão perdido.

E na cidade de Nampula, a Escola Primária e Completa de Mpuecha viu o seu tecto ser destruído pela fúria do vento que acompanha o Gombe. (Redação)

Ilha de Moçambique: “Gombe” destrói árvores estrondosas e seculares e deixa famílias ao relento

Ilha de Moçambique (IKWELI) – Várias estrondosas árvores seculares da Ilha de Moçambique, a primeira capital do país, não resistiram a fúria do ciclone tropical Gombe, e em consequência tombaram, a sua maioria na zona de Nanlia.

Uma fonte do Ikweli na Ilha de Moçambique disse, telefonicamente, que “a situação é catastrófica. As árvores que ficam na entrada da Ilha, logo a seguir a ponte tombaram. Estão removidas desde a raiz”.

Igualmente, casas de cidadãos foram abaixo por não terem suportado o embate dos ventos forte. Na mesma situação estão os postes de energia eléctrica.

“Neste momento a Ilha está as escuras, e pelo que vejo poderemos ficar assim, pelo menos, por uma semana, porque do jeito que as coisas estão não são nada boas”. (Redação)

Nampula: “Gombe” mata e destrói infra-estruturas

Nampula (IKWELI) – Desde as últimas horas do dia de ontem, quinta-feira (10) pelas 23h, que nos distritos da província de Nampula se fazem sentir os efeitos do ciclone tropical Gombe, e até ao meio dia desta sexta-feira (11) já se contabilizavam mortes e destruição de infra-estruturas.

No distrito de Angoche, a sul da província, pelo menos, seis (6) pessoas da mesma família perderam a vida porque a casa onde morava caiu sobre elas em consequência do ciclone.

No mais populoso bairro do país, Namicopo, um cidadão morreu electrocutado, quando tentava estabilizar o tecto da sua casa para evitar danos maiores, mas quis o destino que no momento um cabo de condução de electricidade estivesse no seu tecto, o que fez com que fosse o fim da vida do finado. Ainda na cidade de Nampula, há a indicação de que uma residência desabou sobre três crianças no bairro de Murrapaniua.

Ao nível da capital provincial, postes de energia, placas publicitárias, outdoors, incluindo tectos de escolas e outras infra-estruturas, dentre públicas e privadas, sofreram danos graves, numa altura em que não se pode comunicar com os distritos de Nacala, Mossuril, Ilha de Moçambique e Liupo.

De acordo com o Boletim Meteorológico emitido as 10h desta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o ciclone tropical intenso Gombe “entrou durante a manha de hoje pela província de Nampula, distrito de Mossuril, tendo enfraquecido para ciclone tropical. Os ventos ciclónicos actuais são de 130km/h e rajadas de 165km/h”, tanto que nas próximas horas ainda esperam-se ventos fortes e trovoadas. (Redação)

Estudantes do curso nocturno estão sem aulas na escola secundária de Nampula por falta de energia

Nampula (IKWELI) – Estudantes do curso nocturno do maior estabelecimento de ensino secundária público norte de Moçambique, a Escola Secundária de Nampula, ficaram quatro semanas sem aulas, em consequência da falta de energia eléctrica.

Segundo apurou o Ikweli, a maioria são estudantes da 12ª classe, os quais vão ser submetidos a exames no corrente ano lectivo. Estes estudantes tem as salas de aulas localizadas no segundo andar do segundo bloco da escola em alusão.

No seio dos afectados há uma indignação, e acreditam que tal situação poderá afectar a prestação deles.

“Estamos indignados com estas situações”, afirma um dos estudantes, e o seu colega comenta: “nós matriculamos porque queremos estudar e não fazer turismo”, ambos exigindo uma explicação por parte da direcção da escola que se mantem muda.

“O que me deixa mais preocupado é que nenhum pessoal desta escola está a nos esclarecer o porquê de essas salas estarem as escuras”, dizem os estudantes, tanto que temem a negatividade que a situação vai trazer no seu desempenho escolar. “Não temos aulas há cerca de duas semanas, agora quando começarem a fazer provas, nós vamos colocar o que nas folhas de respostas?”, questionou uma estudante entrevistada pelo Ikweli, a qual prossegue que “mesmo quando os professores chegam aqui nas salas, eles sozinhos ficam baralhados, porque não sabem qual é a sala que vão entrar porque onde deveriam entrar está escuro e não tem como eles darem aulas”, e as “vezes tem professores que recolhem várias turmas que estão nas escuras e juntam numa única sala”.

“Está situação é muito triste, porque se nós formos a fazer avaliações sem termos as aulas como deve ser, acredito eu que ninguém vai se sair bem nessas avaliações”, aponta uma outra fonte, acreditando que “a direcção da escola vai culpar a nós mesmos, de que não estamos a estudar”, e isso “não pode ser assim a direcção deve fazer algo, nós temos exames, como vamos ficar com todo esse tempo que não estudamos, qual será a nossa finalidade?”.

O Ikweli falou com o director da escola secundária de Nampula, Albertino Luís, na tarde desta quarta-feira, o qual garantiu que a situação já foi ultrapassada. (Hermínio Raja)

Governação descentralizada: Rodrigues e Gondola superam “crise de relacionamento”

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Manuela Rodrigues, assume publicamente que a relação entre si e o seu camarada, Mety Gondola, actualmente titular da pasta de Secretário de Estado na província mais populosa de Moçambique, já desenvolve-se o espírito de boa vizinhança e de irmandade.

O novo paradigma de governação descentralizada em Moçambique, que passou a vigorar desde 2020, tendo como uma das principais novidades a introdução da figura de Secretário de Estado, representante do Presidente da República na Província, teve um começo com muitos atritos entre os membros deste órgão e o Conselho Executivo Provincial, pelo menos ao nível de Nampula.

Refira-se que o Conselho de Representação de Estado na província tem a responsabilidade de representar o governo central na província, assim como de assumir as funções de soberania, como por exemplo a definição de políticas nacionais, definição e organização de território, defesa nacional, ordem e segurança pública, a fiscalização das fronteiras, emissão de moeda, relações diplomáticas, recursos minerais e energia, entre outras áreas de soberania. Por outro lado, o governo descentralizado, dirigido pelo respectivo governador da província, encarrega-se por outras áreas não exclusivas ao Estado.

Entretanto, nos primeiros anos da implementação do novo modelo de governação, muitos eram os choques entre os dois governos, por alegadamente a usurpação de competências entre as partes. Aliás, por causa desses atritos, o novo paradigma de governação passou a ser considerado como sendo um modelo falhado para o território moçambicano.

No entanto, volvidos cerca de dois anos da sua implementação, o governador de Nampula, Manuel Rodrigues veio a público ironizar que entre o seu governo e o do Mety Gondola, Secretário de Estado na província, partilham momentos de harmonia, sinal inequívoco de que as barreiras que os dois viveram foram ultrapassadas.

Manuel Rodrigues teceu essas considerações, a quando da auscultação pública da revisão da Lei Base das Autarquias, promovida na cidade de Nampula pela 4ª Comissão da Assembleia da República de Moçambique, no pretérito mês de Fevereiro do ano em curso.

“Queria, igualmente, dizer que nós vamos fazer a apresentação destas e outras contribuições por escrito. Acredito que Sua Excelência Mety Oreste Gondola, na intervenção que vai fazer vai concordar e, é o que estou a pedir para que concorde mesmo, aqui tem que haver cunha aqui, para ver se podemos fazer uma única coisa, porque nós aqui em Nampula estamos bem coordenados”, começou por se posicionar Manuel Rodrigues para descontrair aos presentes que caíram nos risos.

Aliás, segundo reiterou Manuel Rodrigues “o Conselho Executivo, o Conselho de Representação do Estado são designações que a lei nos obriga, mas há questões do fundo que têm a ver com a província. Quando é assunto província, eu e o nosso respeitado Secretário de Estado, mesmo os directores, nós não vacilamos, lutamos pela nossa província, no verdadeiro sentido porque… (aplausos ininterruptos dos presentes), porque a província de facto tem os quadros que tem e nós todos temos é a tarefa de desenvolver, social, económica, quiçá politicamente a província, envolvendo os outros actores para o desenvolvimento”, precisou o governante. (Constantino Henriques)

Ossufo Momade condena a abstenção de Moçambique na condenação da Rússia pelas NU

Maputo (IKWELI) – O Presidente do partido Renamo, Ossufo Momade, diz-se preocupado com a posição de abstenção tomada pelo governo de Moçambique em face a resolução das Nações Unidas (NU) que condenam a invasão militar da Rússia à Ucrânia.

Em comunicado de imprensa, Momade começa por dizer que “a Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida a 02 de Março do corrente ano, aprovou uma resolução denominada “Agressão Contra a Ucrânia”. Nesta resolução, as Nações Unidas exigem que Moscovo, cesse imediatamente de invasão contra a Ucrânia, retire imediata e incondicionalmente as suas tropas no território Ucraniano, bem como condena a decisão Russa de pôr em alerta máximo as suas forças nucleares”, para depois reconhecer que “esta resolução das Nações Unidas adoptada em Assembleia geral, reitera o engajamento no respeito à soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

Chamados a votação, 141 Estados membros das NU aprovaram massivamente a resolução, 5 opuseram-se e 35 abstiveram-se, dentre estes Moçambique.

“A posição adoptada pelo governo de Moçambique, viola de forma flagrante o disposto na Constituição da República, no seu número 1 do Artigo 17 que faz referência ao respeito mútuo entre os Povos, à soberania e a integridade territorial. Salienta-se ainda que, a Constituição da República de Moçambique, defende pelo disposto no número 2 do Artigo 22 a resolução negociada de conflitos”, é do entendimento de Ossufo Momade, comentando que “face à esta grave violação destes fundamentos Constitucionais do Estado Moçambicano, o Partido Renamo e eu próprio, Ossufo Momade, na qualidade de Presidente do Partido, repudiamos de forma categórica esta atitude irresponsável e vergonhosa do Governo de Moçambique”.

Ao abster-se diante destas graves violações, segundo o líder da perdiz, “o governo da Frelimo não só violou de forma grave os princípios emanados na Constituição da República, como também violou a Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos direitos humanos e a Declaração de Genebra de que somos subscritores”.

Num outro desenvolvimento, Momade foi mais contundente e afirma que “nós, a Renamo e eu próprio, Presidente do Partido, não nos revemos neste Voto do governo da Frelimo e reiteramos a nossa indignação e repúdio de forma categórica a esta abstenção que não respeita os verdadeiros anseios do povo moçambicano que são  pela paz”, considerando que “ao abster-se, o governo de Moçambique, acobardou-se e coloca a aliança política acima dos interesses dos moçambicanos e dos fundamentos do Estado de Direito Democrático que pretendemos construir. Esta postura é um insulto a Constituição da República, põe em causa a política externa e mancha a imagem do País no plano Internacional, uma altura em Moçambique lança a sua campanha de candidatura a Membro não Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Um autêntico paradoxo que reflete que ainda não sabemos o que queremos como País”.

Por fim, o político reitera “o apelo ao fim imediato da invasão e a retirada das tropas Russas da Ucrânia e ao início de um diálogo realmente franco e sincero entre as partes, de modo a evitar-se mais mortes e destruições”. (Redação)

Ilha de Moçambique: Gondola cancela entrega de kits de trabalho por suspeita de corrupção

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado na província de Nampula, Mety Gondola, cancelou a entrega de kits de trabalho na Ilha de Moçambique, por suspeita de uma selecção duvidosa dos beneficiários.

Esta actividade insere-se no programa “Meu Kit, meu emprego”, uma iniciativa da Secretaria do Estado da Juventude e Emprego, e na Ilha de Moçambique a entrega dos kits devia ter acontecido na última sexta-feira (4).

Das gravidades detectadas por Gondola para não alocar os kits aos seleccionados, está o facto de até funcionários e agentes do Estado terem sido beneficiados, bem como membros de uma mesma família, o que fere os propósitos da iniciativa.

“Nós estamos no distrito da Ilha de Moçambique, vínhamos no processo da monitoria das actividades na componente da juventude. Temos uma série de trabalhos que estão a ser levados a cabo ao nível do distrito, dentre esses, tínhamos programado a entrega de kits que permitam aos nossos jovens trabalho e com ele gerar os seus rendimentos que lhes possam ajudar a mudar de vida e melhorar a condição de vida das suas famílias”, disse Gondola, prosseguindo que “a meio deste processo, quando fazíamos a última verificação, constatou-se inúmeras irregularidades que no nosso entender são graves. Não são irregularidades sanáveis de forma ligeira, são questões que mexem com a nossa forma de ser e abordar a responsabilidade que carregamos ao implementarmos programas desta natureza”.

Em entrevista, Mety Gondola destacou que nas listas dos beneficiários existem pessoas integrantes da mesma família, duas ou três a beneficiarem dos kits, o que é inaceitável. O facto é que naquele distrito existem pessoas que necessitam de oportunidades, daí que concentrar o apoio numa única família significa, de acordo com a fonte, criar distorções do objectivo deste projecto.

“Verificamos nas listas o facto de haver concentração das mesmas zonas onde se fez o apuramento. O distrito é vasto e é preciso criar equilíbrio. Ao apurar-se verificamos de igual forma que há funcionários públicos a receber, isso é inaceitável, não pode ser. Com este programa nós estamos a procura de criar oportunidades de emprego para os jovens que não têm, aqueles que farão o uso destes recursos para gerar sua renda. Os próprios termos de referência já fazem menção de que o funcionário público não é elegível, então não podemos estar num cenário em que concentramos os recursos e as oportunidades num pequeno grupo de pessoas. Se já tem o seu trabalho, concentre-se, trabalhe”, prosseguiu.

O programa “Meu kit, meu emprego”, ao nível provincial é gerido pelo Serviço Provincial da Justiça e Emprego, o qual é dirigido por Cachimo Raul, que é natural da Ilha de Moçambique.

Haverá responsabilização

Verificadas as constatações que tornam o processo uma falcatrua, no distrito da Ilha de Moçambique, o Secretário de Estado na província de Nampula garante que serão responsabilizados disciplinarmente os que forem provado o seu envolvimento no acto do registo e apuramento dos beneficiários.

“O que definimos é que não vamos tapar o sol com a peneira. Viemos aqui, não procuramos explicações extras que não são. Viemos dizer qual é a realidade do problema. Tivemos de abordar os próprios jovens para darem explicação sobre o que está a acontecer e pedimos desculpas por termos esta situação, mas fazer-lhes acreditar que nós como moçambicanos temos de continuar a fazer as coisas correctamente e este programa deve significar o compromisso que o governo tem de aplicar os recursos que são disponibilizados”, referiu Gondola, para quem já instruiu ao administrador daquele distrito para lavrar-se processos disciplinares aos funcionários envolvidos no processo.

Informações partilhadas pelo dirigente à Imprensa é que se vai criar uma comissão de trabalho, separada do distrito, com vista a apurar minuciosamente como foi a gestão do processo e, seguidamente, tomar-se medidas severas. “Nós cancelamos a entrega de kits, o que viemos aqui fazer é dar explicação aos jovens para não haver especulações, não quisemos fabricar justificações, dizer que estamos a cancelar por sobreposição de agenda, não é isso. É por termos verificado que há falcatruas, é por termos verificado que o processo não foi correctamente feito, há má-fé na afectação neste caso. Isto não tem outro nome, é corrupção, distorcer aquilo que é o nosso objectivo”, rematou Gondola, apelidando os protagonistas dessa fraude de maldosos, ou então pessoas sem bom coração. (Esmeraldo Boquisse)

Suposto ladrão morre em circunstâncias estranhas em Namialo

Nampula (IKWWELI) – Um jovem, de aparentemente 30 anos de idade, cuja identidade não apuramos, perdeu a vida em circunstâncias estranhas depois de tentar, sem sucesso, roubar em um estabelecimento comercial, na vila de Namialo, no distrito de Meconta.

O incidente, segundo nossas fontes na vila de Namialo, aconteceu na noite da última quarta-feira (02), em que o malogrado partiu a parede e introduziu-se no referido estabelecimento comercial, onde viria a perder a vida.

Trata-se de um estabelecimento comercial de um agente económico local, vocacionado na venda de vestuário, com destaque para capulanas e, segundo contam nossas fontes, na altura da acção criminosa, alegadamente a loja estava desguarnecida.

Portanto, após introduzir-se no estabelecimento em referência, contam nossas fontes, o finado tirou parte dos bens, mas, na tentativa de sair no túnel por si feito, não conseguiu e morreu no mesmo local.

“O ladrão tirou fora as coisas, então quando tentou sair não conseguiu e morreu no furo da parede onde ele partiu”, contou um morador que se identificou por Isac, para quem “desconhecem-se as causas da sua morte, porque ele não teve sinais de agressão, ele apenas secou ali mesmo”.

Em conformidade com os nossos informantes, o jovem em referência não era residente local. “Foi um estranho, e por isso mesmo, daquilo que ouvi não foram encontrados os familiares. O corpo dele foi levado a morgue do hospital, mas depois foi enterrado assim mesmo a maneira”, supõem nossos interlocutores.

Para eles, a morte do jovem em alusão não alarmou os residentes locais. “Ninguém ficou alarmado aqui, porque é sabido que cada um colhe o que semeia. Talvez dessa forma é que outros gatunos vão abandonar suas práticas”.

O chefe do Departamento de Relações Públicas no comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Dércio Samuel, diz que o indiciado terá encontrado a morte em consequência de uma electrocução, pois invadir numa área que continha uma instalação. (Constantino Henriques)