Ossufo Momade condena a abstenção de Moçambique na condenação da Rússia pelas NU

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Maputo (IKWELI) – O Presidente do partido Renamo, Ossufo Momade, diz-se preocupado com a posição de abstenção tomada pelo governo de Moçambique em face a resolução das Nações Unidas (NU) que condenam a invasão militar da Rússia à Ucrânia.

Em comunicado de imprensa, Momade começa por dizer que “a Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida a 02 de Março do corrente ano, aprovou uma resolução denominada “Agressão Contra a Ucrânia”. Nesta resolução, as Nações Unidas exigem que Moscovo, cesse imediatamente de invasão contra a Ucrânia, retire imediata e incondicionalmente as suas tropas no território Ucraniano, bem como condena a decisão Russa de pôr em alerta máximo as suas forças nucleares”, para depois reconhecer que “esta resolução das Nações Unidas adoptada em Assembleia geral, reitera o engajamento no respeito à soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

Chamados a votação, 141 Estados membros das NU aprovaram massivamente a resolução, 5 opuseram-se e 35 abstiveram-se, dentre estes Moçambique.

“A posição adoptada pelo governo de Moçambique, viola de forma flagrante o disposto na Constituição da República, no seu número 1 do Artigo 17 que faz referência ao respeito mútuo entre os Povos, à soberania e a integridade territorial. Salienta-se ainda que, a Constituição da República de Moçambique, defende pelo disposto no número 2 do Artigo 22 a resolução negociada de conflitos”, é do entendimento de Ossufo Momade, comentando que “face à esta grave violação destes fundamentos Constitucionais do Estado Moçambicano, o Partido Renamo e eu próprio, Ossufo Momade, na qualidade de Presidente do Partido, repudiamos de forma categórica esta atitude irresponsável e vergonhosa do Governo de Moçambique”.

Ao abster-se diante destas graves violações, segundo o líder da perdiz, “o governo da Frelimo não só violou de forma grave os princípios emanados na Constituição da República, como também violou a Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos direitos humanos e a Declaração de Genebra de que somos subscritores”.

Num outro desenvolvimento, Momade foi mais contundente e afirma que “nós, a Renamo e eu próprio, Presidente do Partido, não nos revemos neste Voto do governo da Frelimo e reiteramos a nossa indignação e repúdio de forma categórica a esta abstenção que não respeita os verdadeiros anseios do povo moçambicano que são  pela paz”, considerando que “ao abster-se, o governo de Moçambique, acobardou-se e coloca a aliança política acima dos interesses dos moçambicanos e dos fundamentos do Estado de Direito Democrático que pretendemos construir. Esta postura é um insulto a Constituição da República, põe em causa a política externa e mancha a imagem do País no plano Internacional, uma altura em Moçambique lança a sua campanha de candidatura a Membro não Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Um autêntico paradoxo que reflete que ainda não sabemos o que queremos como País”.

Por fim, o político reitera “o apelo ao fim imediato da invasão e a retirada das tropas Russas da Ucrânia e ao início de um diálogo realmente franco e sincero entre as partes, de modo a evitar-se mais mortes e destruições”. (Redação)

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