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D’Manyissa celebra José Craveirinha em concertos

Maputo (IKWELI) – O compositor e intérprete D’Manyissa apresentou em concerto de lançamento, na semana passada, na cidade de Maputo, o projecto “Poemas cantados-Tributo a José Craveirinha”.

Da sua própria iniciativa, o projecto enquadra-se nas celebrações do Centenário do maior escritor de Moçambique, José Craveirinha.  Ainda na semana passada, no sábado o projecto foi apresentado no espaço X-Hub.

No referido concerto, foram apresentadas músicas inéditas, por si compostas e baseadas em diversos poemas do escritor. Para a performance vocal, contou com a vocalista Helena Rosa, uma grande voz que faz parte do MajesCoral. A nível instrumental, contou com a performance de Nicolau Cauaneque nos teclados, e Amadeu Cossa na percussão. A ideia de poucos instrumentos é para destacar a voz e a mensagem. A produção deste concerto foi do promotor Ginho Sibia.

Segundo D’Manyissa, este projecto é resultado do desafio que o escritor Mbate Pedro, e também patrono da Editora Cavalo do Mar, lhe colocou por dois anos sucessivos, para compor músicas baseadas em poemas de autores editados pela Cavalo do Mar. D’Manyissa aceitou o desafio com muita satisfação, e compôs as músicas, as quais foram apresentadas em concerto no evento Resiliências (2017 e 2018), evento literário internacional organizado pelo próprio Mbate Pedro. Em 2017 o concerto musical foi feito pela cantora Lalah Mahigo, e em 2018 com outras músicas, a cantora Xixel Langa fez o concerto.

Por ter achado a experiência muito interessante, a dois ou três anos atrás, falou com Zeca Craveirinha, filho do José Craveirinha, sobre ideia de compor músicas baseadas em poemas de José Craveirinha, e da ideia de registar as músicas em CD, com diferentes intérpretes, como forma de promover e divulgar mais o legado literário do escritor. Ideia que foi aprovada e autorizada por Zeca Craveirinha. Enquanto aguarda por fundos para a materialização do projecto discográfico, por ser o ano do centenário do escritor, vai levar este concerto para vários espaços de eventos culturais durante o ano em curso e possivelmente no próximo ano. Para este ano, já tem agendado alguns locais como a Associação dos Músicos, Associação dos Escritores, Galeria do Porto, Museu Mafalala entre outros, e além da Helena Rosa, contará com Xixel Langa entre outras vozes.

D’Manyissa é compositor versátil e essa versatilidade vai se fazer sentir nas composições a serem apresentadas neste evento. Desde a sonoridade moçambicana, africana, clássica, brasileira entre outras. Importa referir que José Craveirinha foi o primeiro escritor moçambicano e no continente africano a receber o Prémio Camões, e ao longo da vida recebeu muitas outras premiações. Suas obras foram traduzidas para outras línguas.

O autor tem larga experiência em compor músicas para si próprio e para outros artistas. Alguns dos artistas para quem já compôs, destaca-se a Ancha Martins, Xixel Langa, Açucena Matola, Lalah Mahigo, Rahima, Celso Paco, Orlando Venhereque, entre outros. A nível internacional, para a cantora brasileira Bárbara Silva, Michael Mayo e Caleb Allen (EUA). (Redação)

Polícia captura “futuros” terroristas em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 29 indivíduos, que integram cinco grupos distintos, foram abordados pela Polícia da República de Moçambique (P.R.M) quando, supostamente, tentavam engrossar ao grupo de terroristas que desestabilizam a província de Cabo Delgado, e parte de Niassa e Nampula.

Do universo dos indivíduos abordados, consta a presença de duas mulheres, uma natural do distrito de Palma, em Cabo Delgado, que afirma ter convidado mais sete homens de idade compreendida entre os 22 e 30 anos para fins de actividade de pesca na sua terra de origem. Igualmente, a cidadã já nas malhas da polícia chegou ao distrito de Nacala, em Nampula, na condição de deslocada em consequência dos ataques terroristas, por onde manteve relação amorosa com um jovem e que passaram a viver em união de factos.

Contudo, “sai do distrito de Macomia em direcção a Nacala, onde fui comprar redes e convidar pessoas, especialmente homens, para a actividade de pesca no distrito de Palma”, contou a cidadã, dando a conhecer que é proprietária de uma embarcação de pesca, porém, precisa de sete homens para trabalharem consigo.

Questionada das razões de adquirir redes de pesca em Nampula e de seguida convidar pessoas desta região para trabalharem à seu favor, a cidadã afirmou que “lá em Cabo Delgado há pessoas sim, mas são muito confusas, problemáticas e não trabalham bem”, e que o pagamento aos supostos pescadores por si convidadas seria por via de divisão em igual para igual da quantidade do peixe conseguido em cada ida ao mar.

Facto curioso, segundo tomamos nota, é que o grosso número dos indivíduos neutralizados é proveniente dos distritos de Nacala e Memba, aliás todos alegam a única razão da sua ida à província de Cabo Delgado, que é a actividade pesqueira. Mais ainda, os indivíduos divididos em cinco grupos foram convidados por pessoas conhecidas e tinham o mesmo destino: Palma, facto que despertou atenção à corporação naquele ponto do país, para quem depois comunicou as autoridades policiais de Nampula.

A polícia em Nampula, através do porta-voz Zacarias Nacute, explica que os indivíduos foram interpelados nos distritos de Palma, Quissanga e Macomia, considerados zonas de risco, por isso suspeita-se que se foram recrutados por indivíduos com conduta duvidosa, precisamente para aumentar os grupos de terroristas na região norte do país.

Nacute que falava a jornalistas aquando da apresentação dos indivíduos no comando provincial da P.R.M, sublinhou que a neutralização destes, resulta de um trabalho do grupo operativo de inteligência da corporação ao longo da província de Cabo Delgado. Entretanto, deixa claro que ainda não se sabe o rumo a seguir dos 29 indivíduos, embora concluir-se que pretendiam engrossar as fileiras dos terroristas, ao afirmar que “sobre esses indivíduos que foram retirados das zonas de risco, que estariam para engrossar os grupos de terroristas e que estão sob nossa custódia serão oportunamente encaminhados noutras situações, provavelmente nas suas zonas de origem ou então, se houver outro encaminhamento por parte das instituições de administração de justiça, poderão ter outro encaminhamento diferente das suas residências”.

Quando questionado se havia indício criminal para responsabilizar os já abortados, o porta-voz adiantou que são pessoas recrutadas de forma inconsciente e contra a sua vontade juntam-se aos terroristas. Daí, “trabalhando com suspeitas, como tem sido o trabalho das Forças de defesa e Segurança, para evitar que futuros casos de violação de direitos humanos, assim como casos de criminalidade possam ocorrer, a polícia teve informações fortes de que esses indivíduos estariam para fazer parte do grupo de terroristas, foram neutralizados e encaminhados aqui para que sejam, em alguma parte, devolvidos ao seu convívio normal”. (Esmeraldo Boquisse)

Ancuabe: Falsos terroristas queimam salas de aula em Metoro

Pemba (IKWELI) – Mais um grupo de jovens, fazendo-se passar de terroristas, queimaram salas de aula de construção precária na Escola Primária e Completa (EPC) de Metoro, no distrito de Ancuabe, em Cabo Delgado, no princípio da noite desta segunda-feira (12).

Trata-se de mais um esquema para agitar a população e depois roubar bens, mas segundo apurámos, o plano não foi executado devido a rápida intervenção das unidades das Forças de Defesa e Segurança (FDS) instaladas naquele ponto.

“Sim, isso aconteceu, mas não são Alshababes, são pessoas daqui, mas não são conhecidos ainda, na verdade isso aconteceu”, explicou, com brevidade, um residente local.

Segundo contaram as nossas fontes, as salas de aula começaram a pegar fogo pelas 18 horas e depois ouviam-se gritos de “Allah Ak bar (Deus é grande)” em língua Árabe, o mesmo modus operands dos terroristas, quando atacam algumas aldeias.

Acontece que, quando as pessoas saíram, para correr, não viram pessoas, mas na mesma altura chegavam as forças na sua viatura. Os vizinhos conseguiriam debelar o fogo.

De acordo com as nossas fontes, o plano não foi por acaso, é que durante o dia, circularam informações a nível de Metoro, e não só, que um grupo de terroristas, tinha sido visto depois de atravessar uma região próxima àquela comunidade, concretamente no troço entre Metoro e o cruzamento de Salaue, também conhecido por Silva-Macua.

Na semana finda, o Comandante-Geral da PRM, Bernardino Rafael, manifestou na cidade de Pemba, uma enorme preocupação, pelo facto de jovens locais envolverem-se em acções de banditismo à semelhança dos terroristas, fazendo referência o de Ngewe, em Ancuabe, onde 13 famílias ficaram desalojadas, quando um grupo de cinco nativos queimou 13 casas da população. (Redacção)

Nangade: Jovem baleado pelas FDS por reparar nos militares

Nangade (IKWELI) – Elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) são apontados como tendo baleado um jovem na aldeia de Ntamba – Lagoa, no distrito de Nangade, província de Cabo Delgado, o que originou numa tensão entre a comunidade e os agentes em causa.

Segundo as nossas fontes, depois de os terroristas escalarem, na passada quinta-feira, o centro de produção Ntamba-lagoa, e quando uma unidade das FDS foi escalada, viu o seu elemento a disparar contra um civil, apenas porque reparou para os militares.

A vítima atingida, por uma bala em uma das suas penas, mais tarde foi levada ao Centro de Saúde de Nangade, para tratamentos médicos.

Refira-se, na sua incursão, no centro de produção de Ntamba-lagoa, os terroristas roubaram e vandalizaram bens da população, sem, no entanto, matar os pescadores e produtores daquela região.

Por outro lado, o Ikweli apurou que pelas zero horas desta segunda-feira, um novo ataque, responsabilizado aos terroristas, foi reportado na aldeia Chibabede à menos de 20 quilómetros de Nangade-sede. (Redacção)

Nasce em Moçambique um dos maiores empreendimentos de Agricultura comercial em Africa

Gaza (IKWELI) – Com um investimento de cerca de $150 milhões de dólares americanos, o equivalente a 9.6 biliões de meticais., foi inaugurado o empreendimento Massingir Valey Farm, do subsector da agricultura comercial em Moçambique, que é uma das maiores plantações de luzerna (alfafa), para a produção de forragem.

O projecto, concebido para satisfazer as necessidades nacionais de produção de carne e leite, e para exportação, com particular enfase para a República Popular da China e para a Arabia Saudita, também simboliza que Moçambique é capaz de atrair megaprojectos do subsector de agricultura comercial.

A Massingir Valley Farms gerou, em 18 meses, 200 novos empregos directos e instalou-se com tecnologia de produção de ponta, com destaque para o sistema de irrigação automatizado composto por pivots de 50ha.

Este sistema promove a agricultura de precisão, poupando cerca de 70% de água necessária para cobertura desta plantação.

A província de Gaza detém o maior rebanho nacional, com cerca de 400 000 cabeças, seguido das províncias de Maputo e de Inhambane.

Este ano, o sector pecuário irá crescer cerca de 9%, onde a produção de carne irá crescer 15%.

Uma nota enviada ao Ikweli, à propósito, refere que “a prioridade do Governo tem sido o desenvolvimento da agricultura familiar porque a maioria da população moçambicana tem na agricultura a sua principal fonte de renda, mas, a nossa abordagem estratégica, preve também o surgimento da agricultura comercial”.

A agricultura comercial é estratégica, pela escala que pode atingir e pelo equilíbrio que pode gerar na disponibilidade de alimentos a nível nacional, e pelo equilíbrio na nossa balança comercial.

Enquanto isso…

A produção da batata reno regista um crescimento na ordem dos 20% na campanha agrária 2021-2022.

No início do ano, o Presidente da República, Filipe Nyusi, fez referência a necessidade do aumento da produção de batata reno, pois era uma das culturas que registava o maior aumento na importação, pelo país.

“A produção de batata a nível nacional na campanha passada atingiu 57 mil tonelada, tenho sido importada cerca de 70 mil toneladas”, refere uma nota do ministério moçambicano da Agricultura e Desenvolvimento Rural, a qual prossegue que “este ano, a produção de batata deve crescer cerca de 20%, permitindo que mais 50% da batata consumida passe a ser de produção nacional”.

Os sinais do aumento da produção já se fazem sentir nos mercados abastecedores, como por exemplo o Mercado Grossista do Zimpeto que tem registado a redução de preços ao consumidor.

Ainda será visitada a área plantada de arvores de citrinos, de cerca de 450 ha, que já é uma das maiores plantações de citrinos no país, com a previsão de entrada em produção nos próximos 3 anos e crescimento para 1 500 ha, igualmente nos próximos anos.

Este empreendimento irá gerar 800 novos postos de trabalho, atendo já empregado 80 trabalhadores.(Redação)

Terroristas matam missionária católica no distrito de Memba

Memba (IKWELI) – Uma freira da igreja católica foi assassinada por terroristas na missão de Chipene, no distrito de Memba, a norte da província de Nampula, na noite do dia 6 de Setembro corrente.

A referida missão fica localizada num posto administrativo limítrofe com o distrito de Eráti, onde no dia 3 do corrente mês, também, os terroristas incendiaram casas da população.

De acordo com informações em nossa posse, a vítima foi barbaramente atingida com um tiro na cabeça, tendo perdido a vida instantaneamente, numa altura em que outras freiras e parte dos alunos do internato a seu cuidado punham-se em fuga.

Nascida na Itália, a malograda irmã Maria de Coppi nasceu a 23 de Novembro de 1939.

Uma fonte do Ikweli em Chipene confirma que os terroristas se encontram naquele ponto de Nampula há uma semana, altura em que membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) afectos a região ausentaram-se.

“O primeiro lugar que eles [terroristas] atacaram desta vez foi a comunidade de Pavala”, disse a nossa fonte, prosseguindo que “neste momento não sabemos para onde eles foram, porque não há comunicação com Chipene. Não sabemos se voltaram para Munhanha ou se foram mais a sul”.

“Aqui não está nada bem. Assim estamos no carro a fugir. Desde as 22h de ontem que estivemos a caminhar, e só agora é que nos apanhou um carro”, disse uma fonte do Ikweli no momento de fuga, avançando que “queimaram aquele hospital todo, a igreja foi destruída, casa das irmãs e aquela irmã Maria de Coppi, que nos fazia estudar ali, já foi morta”.

Informações dispersas apontam que durante o dia 6 do corrente mês, um grupo de cinco indivíduos, dentre 4 brancos e 1 negro, foi capturado em Chipene pela Polícia da República de Moçambique. Na posse do grupo estavam malas, as quais não permitiam que fossem abertas, acreditando-se que sejam armas de fogo.

Transferido o grupo para a vila de Memba, os restantes membros iniciaram com os ataques.

Ainda não confirmado está o assassinato de dois agentes de serviços do centro de saúde de Chipene.

Como tudo aconteceu

Conta o Bispo de Nacala, Dom Alberto Vera, que na data do ataque, “pelas 21 horas, um grupo de terroristas entrou na missão de Combonianos onde residem 5 irmãs, mas duas delas estão na cidade de Nampula por motivo de viagem e dois padres italianos, padre Lourenço e Jorge. Entraram e já na tarde, pelas 15 horas queimaram uma mesquita e a população estava cheia de medo, daí que fugiu para a floresta. No lar das meninas estavam 35 e aconselhamos que saíssem para cá [Nacala] e foram às suas famílias. Mas 12 ficaram aí”. Igualmente, “uma das irmãs junto às meninas foram dormir na floresta e duas irmãs de 34 e 35 anos, respectivamente”.

“E chegaram os terroristas, houve muita confusão e deram um tiro na cabeça a irmã Maria e morreu. A outra irmã, entraram na sacristia da igreja e depois vandalizaram o centro de saúde, queimaram. Então foram à casa dos padres quando eram 21 horas para 22 horas, entraram onde dormem, queimaram os carros e destruíram tudo”, prossegue o bispo.

“E agora, pela manhã, o padre comunicou que descobriram dois corpos degolados. De manhã enviamos dois padres uma vez que não havia possibilidade de comunicação. Quando chegaram lá tentaram fazer o funeral, mas as irmãs queriam transferir o corpo para Carapira para enterrar no cemitério das Combonianas. Ao mesmo tempo, saíram ajudados por um carro da televisão moçambicana. Essa é a situação, queimaram a igreja, queimaram a missão e queimaram o centro de saúde”, explica, desolado, dom Vera, prosseguindo que “desde ontem desapareceu todo o mundo, não há ninguém. Todo o mundo está caminhando pela rua e estrada, com medo, fugindo outros para a vila de Memba e Nacala-a-Velha. De ontem para hoje há pânico em toda aquela parte do distrito de Memba”.

“Eu quero condenar estes actos terríveis, que ponham a mão na consciência, esses que estão a provocar estes actos. Antes estavam em Cabo Delgado, mas agora já estão na província de Nampula, isso é uma injustiça e sempre será o povo mais pobre que tem de pagar, a violência, a destruição e a morte, isso é uma injustiça total”, disse, concluindo que “eu gostaria de deixar um chamado ao nosso Governo de Moçambique para que tenha seriedade nesta desgraça do povo moçambicano. Um chamado a comunidade internacional para controlar o terrorismo. A nível internacional todo o mundo apoia qualquer luta contra o terrorismo, mas não sei se estamos a ver muita eficácia, alguma coisa está a falhar”. (Redação)

Namicopo: Jovem viola sexualmente menino de 13 anos

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo, de 20 anos de idade, está sob custódia policial, indiciado de ter violado sexualmente um menor de 13 anos de idade, na cidade de Nampula, concretamente no mais populoso bairro de Moçambique, Namicopo.

O acto, segundo refere a própria vítima, já foi praticado pelo menos cinco vezes. Para aceitar manter relações sexuais entre os homens, o menor conta que foi aliciado com promessa de receber, de recompensa, um montante de 2.000,00MT (dois mil meticais), bem como aquisição de bens materiais, com principal destaque para um telefone celular, promessas que não chegaram a ser cumpridas.

“Ele me disse puto vamo-la, eu lhe perguntei, aonde? Ele me disse para lhe acompanhar e lhe acompanhei até a casa dele e me tirou roupa e me trabalhou. A partir dali comecei a não me sentir bem na barriga”, disse a vítima.

Para não ferir com os acordos firmados a vítima manteve tudo em segredo, sendo que o assunto só foi possível chegar a família, graças às denúncias feitas pelos amigos da vítima.

O indivíduo violador, por sinal um casado, é confesso de ter praticado o tipo de crime em destaque, mas refere que foi apenas uma vez que tal acto foi consumado.

“Estou aqui porque mantive relações com uma criança de treze anos em Namicopo. Foi apenas uma falha, porque eu já sou casado. Para o meu lado só foi no dia 22 de Agosto que fiz isso. Nesse dia eu levei a criança para a minha casa porque a minha mulher não estava, lhe mandei entrar dentro, lhe tirei a roupa daí comecei a lhe…”, disse o violador, para quem “até não sei como aquilo aconteceu porque estava a começar a fazer”.

“Após aperceber-se do comportamento estranho do menor ao nível da sua residência, os encarregados de educação aproximaram a polícia e fizeram denúncia e de imediato a polícia desencadeou diligências que culminaram na detenção deste indivíduo”, disse Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, a quem disse tratar-se do primeiro caso da mesma natureza que a província oficialmente reporta.

O pai do menor pede que a justiça seja feita contra os indivíduos em causa. “A mãe é que descobriu por causa da fraqueza, porque estava a apanhar muito. Ele não conseguia nem lavar a panela, nem ir ao poço, nem nada, a gente perguntava todos os dias se estava doente e ele dizia não, então o que foi, mas não fala. Então, os miúdos chegaram a abrir o jogo, disseram que ele anda com um boss, seja nas noites, então, a minha esposa começou a perseguir aquela situação até conseguirmos chegarmos nesta fase”, disse a fonte. (Constantino Henriques)

Terroristas voltam a atacar Nampula

Nampula (IKWELI) – Mais uma comunidade da província de Nampula voltou a sofrer um ataque terrorista, onde palhotas da população foram queimadas, incluindo uma unidade sanitária.

Tal ocorreu no distrito de Eráti, concretamente em Kuthua, localidade de Odinepa, posto administrativo de Namapa, no dia 3 de Setembro corrente.

Esta situação, de acordo com nossas fontes no local, fez que com a população fugisse e uma equipa que se encontrava a perfurar furos de água abandonasse, as pressas, o local.

O administrador de Eráti, Manuel Manussa, confirmou a ocorrência, explicando que “confirmamos a queimadura das casas e do hospital”, mas não detalhou em termos de números quantas famílias terão sofrido com essa investida dos terroristas.

Esta situação, tal como quando sucedeu o primeiro ataque no distrito de Memba, deixou em pânico os residentes da província mais populosa do país, os quais dizem-se desesperados com o rumo que os ataques estão a tomar, receando que mais zonas sejam afectadas, caso medidas concretas e seguras sejam tomadas.

Os detalhes deste ataque são, praticamente, escassos, mas sabe o Ikweli que o grupo que atacou Kuthua é o mesmo que dias antes, também, fez das suas no distrito de Chiúre, concretamente em Chiúre Velho. (Redação)

Chiúre: Terroristas voltam a matar civis

Chiúre (IKWELI) – A seu modo cruel, os terroristas voltaram ao distrito de Chiúre, mais a sul de Cabo Delgado, tendo na madrugada do dia 1 de Setembro, causado morte e queima de casas, desta vez escalando as aldeias Muamula e Micolene.

As duas comunidades localizam-se no posto administrativo de Chiúre-Velho, sendo que a vítima mortal foi em Muamula, e em Micolene, apenas, queimaram casas e saquearam produtos alimentares.

Os residentes da vila de Chiúre confirmaram que a presença de terroristas no distrito era mais uma preocupação, depois de dias de alívio. “Só que há rumores em Mazeze, não sabemos ainda, mas isso está mal, mesmo aqui na vila temos medo, graças a Deus vimos aqueles militares da UIR a irem desse lado”, contou um comerciante do mercado da estação localmente conhecido por “wakopwatha”.

Sabe o Ikweli que a previsibilidade de aldeias do distrito de Chiúre serem atacadas foi constatada no dia 31 de Agosto, quando as aldeias que limitam Chiúre e Ancuabe, receberam notícias de localização de três corpos sem vida, junto do rio Megarruma, que separa os dois distritos.

Quanto aos detalhes, dá incursão do mesmo grupo, na aldeia Mbonge, no distrito de Ancuabe, o nosso jornal, apurou de fonte na sede que foram decapitadas, numa machamba, duas pessoas do sexo masculino.

“Eu tenho um colega, que um dos decapitados é cunhado dele, e o outro é primo, a situação não está nada bem. Até 17h a vila começa a ficar muito off (pouco movimento), disse um funcionário público, na sede do distrito de Ancuabe. (Redacção)

Avaliação de meio termo do SUSTENTA mostra efeitos positivos

Maputo (IKWELI) – A avaliação de meio termo do SUSTENTA, apresentada durante o I Simpósio deInvestigação Agraria, trouxe evidências de que programa veio mudar o panorama cinzento da agriculturaem Moçambique.

Perante uma plateia de académicos, investigadores, produtores, extensionistas e actores relevantes da Sociedade Civil, a Avaliação de desempenho, dos 2 anos de implementação do programa SUSTENTA,considerou a implementação das 3 principais componentes do programa nomeadamente “a Transferência de tecnologia, o Financiamento e subsídio à produção, e o Acesso aos mercados”.

O SUSTENTA privilegiou, desde o início, um modelo de assistência integral à família, através de serviços de extensão pública como meio para a capacitação dos produtores na adopção do uso de semente certificadae fertilizantes nos blocos produtivos.

Para o efeito, foram contratados e capacitados 2 071 novos extensionistas de campo, o que permitiu o alargamento da rede de extensão a nível nacional de 1 810 extensionistas em 2020 para os actuais 3 817. Por conta do aumento dos extensionistas, o acesso aos serviços de extensão passou de 6,9% (IAI, 2020) para 13,3% em 2022.

No âmbito da transferência de tecnologias, 189.789 agregados familiares beneficiaram, nos primeiros anos da implementação do SUSTENTA, de insumos (sementes, fertilizantes e pesticidas) em forma de Pacote de Produção, que contemplam sementes para culturas de segurança alimentar e culturas de rendimento.

Para explorar o potencial máximo de produção e maior adaptabilidade às variações climáticas, os pacotestecnológicos foram concebidos e alocados em função das condições climáticas de cada região. Ainda no âmbito da transferência de tecnologia foram financiados 1 087 tractores e respectivos implementos, e o país passou a contar com 1 925 tractores operacionais, o que permitiu aumentar a capacidade de operações mecanizadas de 76 680 ha para 153 680 ha.

De acordo com os dados apresentados, durante os primeiros dois anos de implementação do SUSTENTA anível nacional, o valor dos subsídios aos projectos financiados foi de 7.832.269.329,28 Mt, os quais beneficiaram os principais intervenientes na cadeia de valor agrícola, nomeadamente Pequenos Agricultores (PA), Pequenos Agricultores Comerciais Emergentes (PACE) e Pequenas e Médias Empresas(PME). No período de 2020/2022, 189.789 agregados familiares beneficiaram de meios de produção no valor de cerca 3,9 mil milhões de meticais, num regime de subsídio total, dentro da política de subsídio aosmeios de produção do Programa SUSTENTA, o que significou o incremento de produtores familiares com acesso ao financiamento à produção de 0,6% (IAI, 2020) para 5,01%.

Os Pacotes Produtivos subsidiados são compostos por culturas alimentares e culturas de geração de renda, e foram concebidos para 1,5 ha, tomando em consideração a capacidade de trabalho (força braçal) dosagregados familiares. Foram ainda financiados 907 Pequenos Agricultores Comercial Emergente (PACE) no valor de cerca de 1,9 mil milhões de meticais. Os PACE foram financiados dentro da política de 75% – 80% de subsídio dos seus planos de negócio e financiamento de 20-25% a taxas de juros bonificadas (5 – 10%), respeitando o limite de financiamento de 6.000.000 Mt por PACE.

Durante o período em análise, foram financiadas 31 Pequenas e Médias Empresas do total de 173candidaturas. O valor de financiamento aprovado foi de cerca de 1.173 milhões de meticais, tendo sidodesembolsados cerca de 1.014 milhões de meticais, conforme os planos de investimento das empresas. As Pequenas e Médias Empresas foram financiadas dentro da política de 60% de subsídio aos seus planos denegócio e financiamento de 40% a taxas de juros bonificadas (10– 15%), respeitando o limite definanciamento de 60.000.000 Mt por PME.

Tendo em conta a dinâmica de mercados a nível nacional e a rede de armazenagem nacional, foram seleccionadas, para a primeira fase do SUSTENTA, culturas não perecíveis (de consistência seca e de fácilarmazenamento como os cereais e oleaginosas), com grande procura pela indústria local e pelo mercadoexterno.

Dentro da política do SUSTENTA, que promove a integração da agricultura familiar em cadeias de valor, foi privilegiado o financiamento de pequenas e médias indústrias locais para a agregação de valor à produção nacional. Tendo em conta as culturas eleitas da primeira fase do SUSTENTA, nomeadamente, cereais (milho arroz), leguminosas (feijões), oleaginosas (gergelim, soja, amendoim, algodão e girassol), foramfinanciadas indústrias.

O desempenho das culturas eleitas pelo SUSTENTA teve impacto significativo no produto de exportação agrícola nacional, com destaque para as culturas de gergelim, soja, feijões e amendoim, que representaram cerca de 30% do total das exportações. A balança comercial do sector agrário teve um incremento nasexportações na ordem dos 69% (USD 127 milhões), comparativamente a igual período do ano 2021, tendo contribuído para a redução do défice em cerca de USD 20 milhões. (Redação)