Início Site Página 479

Nampula: Ruptura de tubos na origem de prejuízos ao FIPAG e consumidores

Nampula (IKWELI) – A ruptura de condutas, associado a vandalização de tubagens obsoletas, está a atrair cada vez mais prejuízos ao Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG), empresa fornecedora deste precioso líquido. Os prejuízos se fazem sentir, igualmente, no seio dos clientes consumidores de água canalizada, os quais passam longos períodos sem o mesmo jorrar nas suas torneiras.

Na cidade de Nampula, o FIPAG detém uma carteira de pouco mais de 40 mil consumidores, com uma capacidade máxima de abastecimento de 40 mil metros cúbicos por dia, segundo informou o director da Administração Regional Norte, Ermelindo Bonifácio. Contudo, até Março último, por exemplo, a empresa estimava uma perda total de 49 por cento, em consequência de ruptura de tubagens obsoletas, ligações clandestinas e vandalização das infra-estruturas da empresa e clientes em diferentes bairros da urbe.

O fenómeno que se verifica na capital é caracterizado por alagamento das vias de acesso nos bairros suburbanos, bem como no centro urbano, devido ao vazamento de água, resultado da vandalização das tubagens, outras ainda obsoletas. Em entrevista, o director Ermelindo Bonifácio reconheceu a realidade e disse ser prejudicial à empresa responsável pelo provimento da água à população.

E ao reconhecer o fenómeno que impacta negativamente nas planificações de expansão da rede de novas ligações na urbe, Bonifácio informou que as perdas advindas da vandalização e ruptura de infra-estruturas da empresa e as dos clientes são localizáveis, razão pela qual trabalha-se no sentido de regularizar certas situações quando identificadas e dadas a conhecer a empresa, através da chamada linha verde que facilita a comunicação entre os consumidores e a empresa.

“É possível medir o quanto nós perdemos, por isso não é aconselhável que quando haja ruptura os nossos clientes passam a tirar água naqueles pontos. Portanto, a sensibilização que nós fazemos é mesmo as pessoas não recorrerem as tubagens rompidas para tirar água. O primeiro princípio é comunicar que é para atempadamente fazermos a reposição e o cliente beneficiário passar a receber a água em condições condignas”, disse.

Ademais, “estamos atentos a estes bairros de expansão. Por isso trabalhamos também com as comunidades possíveis beneficiárias destas novas ligações”, disse o director Ermelindo Bonifácio quando questionado sobre os planos de novas ligações nos bairros em expansão no raio urbano.

Contudo, a fonte apela o uso racional da água e valorização do bem público, que são as infra-estruturas, no sentido que não haja dificuldades na provisão de serviços sociais, como o fornecimento da água canalizada aos mais de 700 mil habitantes da cidade de Nampula, no norte do país. (Esmeraldo Boquisse)

Sector do algodão duplica produção em Moçambique

Maputo (IKWELI) – O ministro moçambicano da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, anunciou que o sector do algodão duplicou a sua produção durante a campanha agrária passada., em resultado do estímulo dado pelo Governo.

Este estímulo, segundo o governante, tem em vista salvaguardar os rendimentos dos produtores, subsidiando 6,00Mt (seis meticais) o quilograma, fixando assim o valor de venda do produtor na ordem dos 33,00Mt (trinta e três meticais).

Com isso, espera-se, na presente campanha de comercialização, que 120.000 (cento e vinte mil) famílias, que tem na cadeia de valor do algodão a sua fonte de rendimento, beneficiem directamente.

Na campanha agrária 2020/2021, o país produziu 45.802 toneladas de algodão, numa área estimada em 104.711 hectares, com o envolvimento de 142.062 produtores e 5 empresas, 9 fábricas de algodão e 3 fábricas de óleo.

Na semana passada, sob mediação do Governo, os produtores e empresas fomentadoras sentaram a mesma mesa para discutir o preço mínimo de referência para a presente campanha, assim como o Mecanismo de Estabilização do Preço.

Na ocasião, Correia disse que “o valor de estabilização teve a contribuição de 5 empresas fomentadoras com o envolvimento de 127 mil produtores” que o valor realizado no âmbito deste fundo foi de 110.058.372,58Mt, conta a previsão que era de 114.950.000,00Mt.

Nesta perspectiva, o ministro entende serem desafios do sector “mobilizar parceiros financeiros para reforçar o fundo de estabilização, identifica novos operadores de fomento para garantir a produção do algodão na província de Cabo Delgado, identificar medidas adequadas para suportar o défice do valor de estabilização prevista para a campanha 2022/2023, identificar mecanismos de monitoria e fiscalização em coordenação com o FONPA [Fórum Nacional dos Produtores de Algodão] para o controle de volumes do algodão comprado ao longo da cadeia de comercialização”. (Redação)

 

Nampula: Falta de sanitários públicos propicia a degradação do meio ambiente

Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, não dispõe de sanitários públicos operacionais, os que anteriormente tinham sido construídos não estão em uso e encontram-se em péssimas condições de higiene.

Esta situação concorre para que os munícipes recorram a esquinas, árvores e paredes para satisfazer as suas necessidades, o que faz com que alguns pontos da urbe expilam cheiro nauseabundo.

O Ikweli observou que várias ruas e avenidas da cidade tem pontos que, para atravessar, é necessária uma coragem, pois o cheiro ali existente é demasiadamente forte. Tal se situação observa-se ao longo da avenida Eduardo Mondlane, concretamente nas imediações da Escola Básica 25 de Junho, a estação dos CFM, ao longo da avenida do Trabalho, a rua Monomotapa, no muro da vedação da Sê Catedral de Nampula, entre outros pontos.

Embora os munícipes saibam que está prática é contra a postura municipal e que quem assim proceder incorre à multa que varia de 4.000,00Mt (quatro mil meticais) a 5.000,00Mt (cinco mil meticais), os mesmos justificam que a edilidade não tem vindo a criar condições para que os munícipes satisfaçam as suas necessidades biológicas.

“Se o município da cidade de Nampula não construir sanitários públicos, não tem como não haver um mau cheiro nas ruas, como também a poluição do meio”, dizem os munícipes entrevistados pela nossa equipa de reportagem, tanto que afirmam que “se não construírem sanitários públicos nada vai mudar”.

Arnaldo Lopes Basílio, um dos munícipes que falou a Ikweli, disse que “apesar de o município não criar condições sanitárias nas ruas, fico muito preocupado com a situação e não acho justa a aplicação de multas”, porque não há condições e nós temos necessidades”.

Júlia Armando, vendedeira ambulante, diz não ser fácil partilhar a sua receita com o pagamento efectuado para ter acesso a casa de banho no mercado central da urbe. “Aqui na cidade, a situação de urina é muto preocupante. Em alguns sítios não se pode passear a vontade, porque o mau cheiro da urina lidera agressivamente, mesmo o tempo que a gente parava nas acácias a espera de alguém já está ultrapassado, porque as árvores estão rodeadas de urina o que provoca mau cheiro, nem para fazer negócios não é aconselhável”.

O cidadão Abdala Ajudante, que é taxista de carro, desaconselha a prática, mas apela a edilidade para tomar conta da situação.

“Esta prática de fazer necessidades na rua não é boa, mas há quem prefere urinar no galão e lançar as urinas nas lixeiras o que, também, não é a aconselhável”, disse esta fonte. (Malito João)

ACAMO queixa-se de exclusão nos postos de recenseamento eleitoral em Nampula

Nampula (IKWELI) – A associação dos Cegos e Amblíope de Moçambique (ACAMO), em Nampula, reclama a falta de acessibilidade e prioridade nos postos de recenseamento eleitoral por parte dos seus membros.

A reclamação veio do delegado provincial da agremiação, Afonso Lima, o qual afirma haverem brigadistas nospostos de recenseamento eleitoral que ignoram a prioridade que as pessoas com deficiência notória têm por direito. A título de exemplo, explica Afonso “eu recenseei no primeiro dia na escola primária de Mutauanha e fui me deparar com as escadas, houve uma grande barreira para eu entrar na mesa de recenseamento, isso é um grande problema para os deficientes, sobretudo os cegos, com deficiência física, incluindo os cadeirantes. Eu tive dificuldades como pessoa com deficiência visual, lá não há rampa e muito menos corrimão”.

Para Afonso, as dificuldades de acessibilidade são vistas em quase todos os postos de recenseamento, o que constitui uma grande dificuldade para os deficientes participarem no processo, daí que considera haver exclusão no processo.

“Nós sentimos que é uma exclusão, porque nós temos a prioridade de sermos primeiros ou então não demorarmos, mas quando chegamos nos locais de recenseamento é preciso ficar na bicha que está misturada com idosos, mulheres grávidas, pessoas com deficiência e aquelas pessoas normais”, disse Afonso Lima, que sugere que devia haver filas por grupos , porque, tal como afirma,   “os usuários de canadianas,  por exemplo, não conseguem ficar de pé por mais de três horas e lá demorasse muit, as vezes uma pessoas chega com uma deficiência e dizem volta amanhã e no dia seguinte não é priorizado, só chamam outras pessoas que são conhecidas, então nós temos essas dificuldades que são uma grande barreira”.

Para ultrapassar a situação e fazer com que as pessoas com deficiência não sejam excluídas do processo, o delegado Provincial da ACAMO disse que através dos mídias querem sensibilizar a sociedade para que haja respeito dos direitos das pessoas com deficiência, com particular destaque nestes processos democráticos.

Entretanto, à porta-voz do Secretário Técnico de Administração Eleitoral (STAE), em Nampula, Josina Taipo, afirma que há condições para que todos os cidadãos moçambicanos sejam recenseados. “Quanto aos cidadãos portadores de deficiência, nós damos prioridade, igualmente as mulheres grávidas, os idosos.Então, o STAE e a CNE tiveram em atenção estes elementos para que estas pessoas tenham prioridade nas filas de recenseamento para que não fiquem muito tempo pela sua condição física”.

Josina disse ainda que os postos de recenseamento eleitoral são locais com acessibilidade, até porque se localizam nas escolas, “então se essas escolas são acessíveis às crianças, vamos ter as crianças como referência, estão preparadas também para acolher os nossos portadores com deficiência”.

Josina Taipo lançou apelos aos brigadistas para terem o lado humano no exercício das suas actividades. “Quando a pessoa vê que está diante a uma pessoa com alguma deficiência que não pode competir com uma pessoa sem deficiência, então nós devemos ajudar, pautar por priorizar essa pessoa com deficiência. Além de vir na lei, é também uma questão humana”, concluiu a fonte. (Adina Sualehe)

Degradação da N1 leva ao desemprego 400 trabalhadores da Maning Nice

Nampula (IKWELI) – Um total de 400 trabalhadores entram para o desemprego devido a paralisação das actividades da transportadora rodoviária interprovincial Maning Nice, que tem a sua sede na província de Nampula, na região norte de Moçambique.

O mesmo acontece após a transportadora ter anunciado na passada quinta-feira (04), do mês em curso, a suspensão das suas actividades pelo período de um ano, devido ao baixo fluxo de passageiros, bem como a degradação da Estrada Nacional Número 01 (EN1), nas rotas que ligam Nampula as províncias de Maputo, Sofala, Manica, Tete e Niassa respectivamente.

Situação que, segundo o Presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA), Luís Vasconcelos, coloca no desemprego pessoas que são responsáveis por sustentar agregados familiares.

“Maning Nice está a fechar suas portas em todo o país e um leque de trabalhadores vão ao desemprego. Num universo de trabalhadores temos entre fixos e eventuais, significa que estamos a falar de uma média de 400 trabalhadores que vão ao desemprego e que viviam a mercê da empresa Maning Nice, ou seja, são várias famílias que vão estar afectadas, desde os estivadores aqueles que lavavam os carros, mudavam pneus, jantes ou até mesmo amortecedores da Maning Nice e no final do dia voltavam para casa com um pão, mas hoje essas pessoas também já não terão uma fonte de renda por um ano”, lamentou a fonte.

Vasconcelos revelou, ainda, que a empresa deixa o mercado mergulhado em dívidas na banca, justificando que a Maning Nice já não tinha um poder económico sustentável para exercer a actividade, visto que grande parte da receita servia para a manutenção dos autocarros, assim como para a compra de combustível entre outras situações, mas que apesar das dificuldades enfrentadas pela transportadora, como é o caso de baleamento dos passageiros e do motorista em Muxungué e a pandemia da Covid-19, a mesma conseguia se manter mas. “Como se não bastasse, a situação da EN1 veio degradar a operação da Maning Nice porque em cada viagem tinha que arrecadar só em manutenção o dobro da vigem, quer dizer, se fazia 80 mil por viagem deveria buscar duas vezes 80 quer dizer 160 para sustentar a viagem. Com as chuvas que se fizeram e a situação da EN1 o problema triplicou. Mas também, a Covid-19 trouxe consigo suas implicações um autocarro de 73 lugares chegava a fazer viagens com apenas 14 passageiros e isso não era sustentável, não dava para abastecer”, referiu.

Refira-se que os 400 trabalhadores não auferiam os seus ordenados desde Novembro passado, numa altura em que a Maning Nice agregou uma dívida de 6 milhões de meticais no mercado.

“Não temos políticas sustentáveis para a área do transporte”

Vasconcelos disse ao Ikweli que o país não dispõe de uma política sustentável para a área do transporte de passageiros, justificando que o “trabalho rodoviário é feito a sua sorte, por isso, demos o aval e recomendamos a Maning Nice a fechar, porque nós não temos políticas de sustentabilidade na área de transporte e isso vamos fazer a tantos outros que, também, querem fechar. Enquanto não haver políticas vamos recomendar que as empresas parem com as actividades”.

Luís Vasconcelos acredita que há empresas de transporte rodoviário que, mesmo com as recomendações para a paralisação das actividades, irão continuar a exercer porque “na área do transporte temos filhos e enteados, pais e padrastos, só para ver todas empresas fecham, mas há uma que mesmo tendo acidente não fecha”. (Ângela da Fonseca)

Município de Nampula perde mais de 105 mil meticais por mês com a destruição do mercado dos Bombeiros

Nampula (IKWELI) – O vereador do pelouro da Promoção Económica, Mercados e Feiras no Conselho Municipal da cidade de Nampula, Osvaldo Ossufo, disse lamentar a destruição e consequente abandono das actividades comerciais no mercado dos Bombeiros, pelo facto de a acção afectar muitos munícipes que dependiam daquele local para a sua sobrevivência.

Lembre-se que o mercado dos Bombeiros foi destruído no passado dia 28 de Abril do ano em curso, por decisão do Tribunal Judicial da Província de Nampula, pelo facto de o mesmo espaço encontrar-se em litígio entre os comerciantes e a Organização da Juventude Moçambicana (OJM). Estima-se que mais de 700 (setecentas) pessoas desenvolviam suas actividades comerciais no local em referência.

Para além de impactar negativamente na vida dos munícipes que tinham nos Bombeiros como o seu local de sobrevivência, a destruição daquele mercado vai, também, afectar a economia do próprio município. Em conformidade com Osvaldo Ossufo, vereador do pelouro da Promoção Económica, Mercados e Feiras, em média diária a edilidade perde mais 3500,00Mt (três mil e quinhentos meticais) de taxa, mais de 105.000,00Mt (cem mil e quinhentos e cinco mil meticais), mensalmente,

“Três mil e quinhentos meticais é esta receita que não estamos a ter desde semana passada, mas o nosso foco principal não eram as receitas, mas sim como acomodar cerca de 700 munícipes que estavam ali a exercer suas actividades, viviam graças aquele mercado, isso é que é o nosso principal foco neste momento. Quanto as receitas sei que é algo que vai nos prejudicar, é menos força financeira que estamos a ter, mas nós temos que, em primeiro lugar, olhar por aquilo que os munícipes neste momento se encontram praticamente num desamparo”, disse Osvaldo Ossufo.

Por outro lado, o vereador fez saber que sobre o processo que culminou com a demolição do referido mercado, o Conselho municipal não foi comunicado. Apesar disso, garantiu a disponibilidade de mercados para acolher aquele grupo de comerciantes, destacando o mercado 25 de Junho, localizado na zona do Matadouro.

“Nenhuma das partes comunicou com o Conselho Municipal, a partir da OJM, os comerciantes, o próprio Tribunal, nenhuma das partes comunicou com o Conselho Municipal. A semelhança de vocês, tivemos a informação da demolição do mercado duma forma repentina e ficamos admirados. Até agora nós, como Conselho Municipal, não temos uma informação oficial sobre o tal acto”, disse Osvaldo Ossufo.

“Nós como Conselho Municipal esperamos que os comerciantes afectos por esta situação possam vir ter connosco para juntos encontrarmos alternativa porque, se a questão é espaço para poderem explorar, para darem continuidade das suas actividades, como Conselho Municipal temos várias alternativas. A título de exemplo, temos o mercado 25 de Junho, no matadouro, temos o caso do mercado Nalokho, até esses espaços havíamos proposto na altura do incêndio do mercado dos bombeiros, mas de um tempo para cá os próprios comerciantes chegaram de acordo de que estes dois pontos ficavam distantes e que não valeriam apena para o tipo de negócio que eles desenvolvem”, precisou o dirigente. (Constantino Henriques)

Ribáuè: PRM diz que tem mandado de busca e captura contra os protagonistas do ilícito eleitoral

Nampula (IKWELI) – O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Zacarias Nacute, afirmou está segunda-feira (8) ter já sido emitido um mandado de busca e captura contra o director distrital do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de Ribáuè, um supervisor distrital e um digitador, todos flagrados no último fim-de-semana a realizar o recenseamento fora do raio municipal e no período nocturno.

Para o efeito, Nacute referiu que o que resta é executar o mandado já emitido pelo tribunal, salientando que “os envolvidos se colocaram em fuga, tal como se vê nas imagens postas a circular, dificultando a captura dos mesmos”.

Entretanto, aquele porta-voz disse haver um trabalho em curso, mas escusa-se em oferecer detalhes a respeito.

Os indiciados, segundo Ministério Público em Ribáuè, são acusados pelo crime de produção ilícita de material eleitoral.

Todavia, o Procurador distrital de Ribáuè, Aires Boné, negou haver qualquer mandado de busca e captura contra os indiciados neste ilícito eleitoral naquele distrito, afirmando que “o auto que deu entrada na procuradoria foi normal, sem detidos.  Veio um auto normal, nós já autuamos e registamos como um processo crime e está em instrução, e como sabe a fase de instrução é secreta e não podemos dar muitos detalhes”.

Entretanto Boné disse, ainda, que caso nesta fase da instrução preparatória, há a necessidade e requisitos para detenções dos envolvidos. (Adina Sualehe)

Sérgio Faife é novo treinador do Sporting de Nampula

Nampula (IKWELI) – O veterano do futebol moçambicano, Sérgio Faife Matsolo, é esperado esta terça-feira (9) na cidade de Nampula onde vem assumir o comando técnico do Sporting Clube de Nampula que almeja regressar ao campeonato nacional da primeira divisão, o Moçambola, o mais breve possível.

A última vez que o Sporting de Nampula esteve no Moçambola foi em 2018, onde ficou despromovido devido aos maus resultados. De lá para cá, o clube leonino tem feito tudo ao seu alcance para regressar a maior prova do futebol moçambicano, mas sem sucessos. No ano passado, por exemplo, os antigos Namutequeliuas confiaram no mister Amide Tarmamade o qual, também, não conseguiu devolver a alegria aos leões, numa época em que o Baia de Pemba foi quem qualificou para aquela cobiçada prova.

A informação da vinda de Sérgio Faife ao Sporting de Nampula foi partilhada ao Ikweli pelo respectivo presidente do clube, Mussito Júnior, a quem acredita que com Matsolo no comando técnico, a equipa conseguirá alcançar os seus objectivos.

“Sim, é oficial, na terça-feira logo no primeiro voo chega o nosso treinador que é Sérgio Faife Matsolo”, confirmou Mussito Júnior, presidente do Sporting de Nampula, reiterando que “o objectivo é sempre aquele, levar o Sporting de Nampula ao Moçambola. Todos os anos o Sporting luta para esses objectivos, levar a equipa para o Moçambola, nós não vamos entrar no campeonato provincial para brincar. Nós pagamos salários, termos orçamento mesmo pouco seja, o objectivo do Sporting é levar a equipa para o Moçambola, é a razão de nós termos que contratar o mister Sérgio Faife, vimos que ele tem pujança para levar o Sporting para a fina flor do futebol moçambicano”, referiu a fonte.

A contratação de Sérgio Faife acontece nas vésperas do arranque do campeonato nacional da segunda divisão – fase provincial de Nampula. Apesar disso, Mussito Júnior disse não ser tarde a vinda do timoneiro, pois a maior preocupação do clube é com a fase regional de apuramento ao Moçambola.

“Estamos a falar do campeonato provincial em que os adversários são acessíveis. Os adversários são acessíveis, uma coisa é o campeonato provincial e outra coisa é a segunda liga. Aqui os nossos adversários são acessíveis, acho que não haverá nenhum equívoco, nesse caso”, precisou o número um dos leões de Nampula. (Constantino Henriques)

 

Ribáuè: Director do STAE que anuiu o registo clandestino e nocturno de mais de 100 eleitores vê o seu contrato rescindido

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 103 cidadãos, supostamente membros do partido FRELIMO e residentes fora do raio autárquico no distrito de Ribáuè, foram registados clandestinamente e fora do horário normal do processo de recenseamento eleitoral, na sequência do deslocamento de duas máquinas (móbiles) da vila de Ribáuè à sede do posto administrativo de Iapala, naquela região do maior círculo eleitoral do país.

Os dois mobiles usados para o registo clandestino dos mais de 100 cidadãos foram tirados nos dois postos de recenseamento instalados na vila sede de Ribáuè, e Quithele, respectivamente, e transportados pelo director distrital do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) para a casa do primeiro secretário do partido FRELIMO em Iapala que dista há mais de 30 quilómetros.

O Ikweli soube que na deslocação destas máquinas, também, seguiram o digitador e supervisor dos postos, os quais facilitavam o registo daqueles cidadãos no período da noite, na residência do primeiro secretário da FRELIMO em Iapala, por sinal local onde funciona uma pensão.

Igualmente, apuramos que os supostos membros e simpatizantes da FRELIMO que estavam a ser registadas são provenientes das localidades de Namuali, Riane e Mussa, no distrito de Ribáuè, as quais [localidades] geograficamente estão fora do raio municipal de Ribáuè.

“Quando o vogal e um técnico da Comissão Nacional de Eleições (C.N.E) indicados pela RENAMO entraram na sala onde estavam a recensear as pessoas, os brigadistas e o director distrital do STAE que dirigia o grupo fugiram. Enquanto fugia, o director distrital do STAE gritava para se desligar os computadores e os móbiles, mas não conseguiram desligar”, informou ao Ikweli fonte da RENAMO bem posicionada no município de Ribáuè.

A fonte conta que quando os envolvidos fugiram, o vogal e técnico da C.N.E do distrito de Ribáuè contactaram ao director-adjunto do STAE e o presidente da C.N.E no distrito, que depois solicitaram a polícia para averiguar a situação e, seguidamente, a remoção do equipamento para o comando distrital.

“Quando se fez a averiguação lá já haviam recenseado 103 pessoas, na mesma data e noite”, informou a nossa fonte, para quem o supervisor envolvido na manobra fraudulenta é um professor que abandonou a turma para exercer a actividade no STAE distrital de Ribáuè.

Face à situação, o STAE provincial tratou de reagir ao que, em conferência de Imprensa concedida no último Domingo (07), anunciou a rescisão do contrato com o director distrital do STAE de Ribáuè, um brigadista e o supervisor que estava afecto no posto de recenseamento de Quithele, no município de Ribáuè.

Esta decisão do STAE provincial resulta da constatação de indícios que concorrem para a ocorrência de um ilícito eleitoral, pois constituí verdade que os mobile ID foram encontrados num local onde não é posto de recenseamento eleitoral e a funcionarem fora do período normal que é das 08:00 horas as 16:00 horas.

Nota importante que tomamos conhecimento é que o Tribunal Judicial Distrital de Ribáuè emitiu um mandato de busca e captura para os três envolvidos directamente no caso, dentre os quais, o director do STAE no distrito de Ribáuè, um digitador e supervisor. Contudo, até esta segunda-feira (08), o Ikweli soube que estes encontram-se em parte incerta, o que significa que continuam livres. (Esmeraldo Boquisse)

“Produtos cosméticos que clareiam a pele colocam em risco a saúde”

  • Alerta dermatologista em serviço no HCN.

Nampula (IKWELI) – A vaidade nas mulheres nas mulheres moçambicanas está a ganhar contornos nos últimos tempos, onde, maior parte das mesmas, recorre a produtos cosméticos que clareiam a pele para adoçar a sua beleza natural.

Mas está decisão, segundo o médico dermatologista do Hospital Central de Nampula (HCN), Marcelo Banquimane, tem consequências em algumas vezes graves e coloca em risco a saúde das utilizadoras.

De acordo com o Dr. Banquimane, dentre as consequências graves destaca-se a concorrência para a infertilidade e diabetes.

O dermatologista afirmou ainda que a medicina aponta que os produtos clareadores da pele criam desregulação, porque de alguma forma absorvem e entram na corrente sanguíneo e distribui-se pelo corpo.

“Muitos desses indivíduos, principalmente na cara começam a ter borbulhas e nós chamamos de uma agna induzida por causa desse uso de produtos clareadores que começa a criar atrofias na própria pele e começa a criar rugas com risco de envelhecimento precoce por conta destes produtos. As pessoas acham que estão a ficar claras, mas com o tempo, se notar, elas ficam com a pele muito fina, no geral não conseguimos ver os nossos vazos sanguíneos, mas porque essas pessoas que usam cremes são possível ver os vazos sanguíneo que significa que está a desgastar a pele”, explicou.

A fonte adiantou que “em termos, de facto, têm consequências, estes produtos maioríssimas parte usam Corticoides e são na verdade derivados de hormonas e significa que o uso destes produtos vai uma desregulamentação, as vezes a gente pensa que é um creme e actua do na nossa pele, não é bem assim, os cremes que a gente aplica na pele de alguma forma eles são absorvidos e entram na nossa corrente sanguínea e distribui-se pelo corpo”, argumentou, apontando ser a realidade actual, mas que não se sabe das consequências adversas. “O uso de cremes, e outros produtos com vista a clarear a pele, tem sido uma prática habitual já nos últimos anos no nosso país, tem sido um problema que tenta colocar em risco a saúde pública”.

“Infelizmente, nas minha consultas tenho tido algumas perguntas dos doentes e tenho esclarecido que não é a melhor opção a clareação da pele, porque é uma questão genética então ela não pode ser modificada de forma alguma, o modificar significa trazer alguma consequência”, explicou o especialista.

Na ocasião, o medico dermatologista disse ao Ikweli para reverter o cenário do uso dos produtos clareadores da pele, tem feito o aconselhamento as pessoas durante as consultas no sentido de abandonar estas práticas.

Na mesma abordagem, a jovem Zaida António, nome fictício, falando entrevista ao Ikweli, disse que para manter a sua beleza e atração dos que lhe vê nas ruas, nos arredores da cidade de Nampula, recorre sempre a produtos clareadores da pele, mas ainda não apresenta consequências graves.

“Primeiro usava pó da cara para me deixar mais bonita, mas chegou um tempo que minha cara começou a sair borbulhas por causa daquele pó que aplicava na cara. Para acabar aquilo, tive que procurar nas farmácias e consegui um produto que, também, limpa manchas e clareia a pele, por isso agora estou a usar o mesmo creme”.

Por outro lado, esta fonte afirmou que os produtos clareadores são vistos pelas várias pessoas do sexo feminino, tanto masculino, com o objetivo principal de garantir a beleza, embora traga perigos à saúde. “Sinto-me bem agora em relação antigamente”, concluiu a nossa fonte. (Nelsa Momade)