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Nampula: Detidos falsos agentes do SERNIC e da PRM

Nampula (IKWELI) – Dois indivíduos que se faziam passar por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram recolhidos para as celas, detidos em flagrante delito após uma acção de burla na cidade de Nampula.

Estes indivíduos que, nesta segunda-feira (29), foram exibidos a imprensa, igualmente, burlavam cidadãos com a promessa de ingressaram nas fileiras da corporação e pediam, no mínimo 70.000,00mt (setenta mil meticais).

Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, disse que o negócio destes indivíduos caiu por terra por conta do anúncio de que a corporação não irá formar novos agentes pelo período de 3 anos, facto que despertou as vítimas.

A polícia diz que os indivíduos em causa são reincidentes nas actividades de burla e mexem com diversos estabelecimentos do governo, dai que garante que os mesmos praticantes do crime serão responsabilizados exemplarmente.

Os indiciados defendem-se que trabalhavam na posição de comissionistas, sendo que do interior da corporação tinham agentes com quem trabalhavam para estes fins. (Malito João)

Definitivamente: Posto de recenseamento de Marien Nguabi desinstalado pelo dono do espaço

Nampula (IKWELI) – Um cidadão de nacionalidade moçambicana, cuja identidade não apuramos, decidiu por expulsar do seu quintal, definitivamente, a brigada de um posto de recenseamento eleitoral afecta na unidade comunal Marien Nguabi, zona mais conhecida por campo dos Macondes, bairro de Namutequeliua, na cidade de Nampula, devido ao desentendimento entre as partes.

O referido posto de recenseamento eleitoral foi alocado há sensivelmente três semanas, pois antes os munícipes daquela zona só podiam se recensear na Escola Primaria Completa de Mutomote, que se revelava incapaz para atender o grosso número dos potenciais eleitores.

Entretanto, após o início do processo, o posto em causa foi caracterizado por paralisações desnecessárias, movidas pelo proprietário do quintal por alegadamente não serem priorizados os seus familiares e conhecidos no acto de recenseamento. No primeiro dia, o recenseamento foi paralisado por quatro horas, segundo noticiamos neste sitio.

Devido ao sistemático desacordo, e segundo apuramos pelos nossos informantes, na semana finda o proprietário em causa decidiu por expulsar de maneira definitiva toda brigada.  Como solução encontrada, foi improvisado um outro local que dista a sensivelmente 300 metros do quintal problemático, e neste momento o processo decorre num ritmo aceitável, segundo os moradores. (Constantino Henriques)

Nampaco: Funcionários exigidos cartão de eleitor como condição para participar da reunião da escola local

Nampula (IKWELI) – A direcção da Escola Secundária de Nampaco, situada na unidade comunal que leva o mesmo nome, bairro de Namutequeliua, nos arredores da cidade de Nampula, exige ao corpo docente e funcionários da escola, em geral, a apresentar seus cartões de eleitor, como condição para participar na reunião da instituição.

A exigência surge na sequência da realização da Assembleia daquele estabelecimento de ensino público, realizada último Sábado (27), numa das salas da escola, segundo indica uma convocatória tornada pública pela direcção da escola e que, pela insatisfação de alguns funcionários, chegou à nossa redacção.

Para participar da Assembleia e tratar de assuntos internos da escola, a direcção destaca uma nota na respectiva convocatória, segundo a qual “todos os participantes desta reunião sejam portadores de cartões de eleitor de 2023, caso tenham recenseado”. Esta decisão deixou indignado um grupo de funcionários que decidiram vazar a informação, a fim de impedir tal acto que se pretende, pois se desconhece o objectivo.

Sobre a convocatória, o Ikweli contactou a directora da Escola Secundária de Nampaco, a qual confirmou ser verdadeiro o documento em nossa posse e que circula nas redes sociais, porém, referiu que era do consumo interno da escola.

E confrontada a esclarecer sobre o objectivo, a directora escusou-se a se pronunciar telefonicamente, tendo depois orientado ao Ikweli a se dirigir a instituição para mais informações e de forma presencial. Todavia, quando nos deslocamos à direcção da Escola Secundária de Nampaco, minutos depois, a directora não se encontrava no seu gabinete.

De todas as tentativas de colhermos mais informações e efectuados contactos telefónicos, a gestora da escola não reagiu, até o fecho desta nota de notícia.

Nota não menos importante é que consta na pauta de agendas da Assembleia da Escola Secundária de Nampaco, a leitura de documentos normativos internos, a avaliação do decurso das actividades e do aproveitamento pedagógico alcançado no primeiro trimestre do ano lectivo em curso, entre outros pontos. (Esmeraldo Boquisse)

Por não recensear familiares do dono do espaço: Posto de recenseamento na unidade comunal Marien Nguabi paralisado por 4h

Nampula (IKWELI) – Casos insólitos continuam a se registar no recenseamento eleitoral em curso, e na cidade de Nampula, capital do maior círculo eleitoral, voltou a marcar diferença neste quesito.

Na unidade comunal Marien Nguabi, no mítico bairro de Namutequeliua, proprietário de um espaço onde funciona um posto de recenseamento decidiu por expulsar brigadistas, alegadamente, porque não priorizava os familiares do mesmo.

O referido posto teve as suas actividades paralisadas por 4 horas da manhã da quinta-feira (25) da semana passada, facto que deixou boquiabertos os potenciais eleitores que pretendiam se recensear.

“O dono deste local, onde está a acontecer o recenseamento, trouxe os seus familiares e quando os brigadistas e outros membros que estão enfrente do processo recusaram-se de recenseá-los, começou a confusão entre o proprietário e a supervisora, por isso está paralisado o processo de recenseamento eleitoral”, explicou Ângela Agostinho, uma das testemunhas, entrevistada na ocasião pelo Ikweli.

Zulmira Arlindo que, também, testemunhou a confusão disse que “tudo iniciou quando apareceu o dono do espaço com quatro (04) pessoas com o propósito de serem recenseadas e uma das pessoas sou eu, não só, por ele ser dono tem a prioridade de ajudar a família, daí que os supervisores do processo começaram por proibir e insultar, por ele ser uma pessoa nervosa acabou por cortar a energia que alimentava os mobiles usados no processo do recenseamento”.

O Fiscal do partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI), Augusto António, explicou que tem sido recorrente o dono do espaço obrigar a priorização de conhecidos para serem recenseados, mesmo quando tem pessoas na fila por muitos dias a espera. “O dono do espaço todos os dias traz os seus familiares para se recensearem e nós aceitávamos, hoje trouxe um número de cinco (5) pessoas alegadamente que devia recensear urgentemente e nós não aceitamos desta vez, por isso começou o problema e houve luta entre o proprietário e a supervisora, assim estamos sem onde recorrer para continuar com os trabalhos e pedimos que as autoridades venham intervir”.

O proprietário do espaço, Joaquim Julião, considerou a recusa ao recenseamento dos seus familiares pela supervisora de um abuso de confiança. “Os membros do secretariado do bairro, me pediram para que pudesse instalar o posto de recenseamento eleitoral no meu espaço. Nós tivemos algumas directrizes combinadas, as pessoas marcarem a bicha não podiam estar aqui dentro do quintal porque tenho infra-estruturas em obra, como podes ver já se encontram danificadas e isso não era o combinado e acabou sendo violado”.

Joaquim acrescentou que “nestas infra-estruturas em construção, tenho 25 trabalhadores dos quais pedreiros e serventes, tenho família incluindo a minha esposa, filhos, irmãos e cunhadas também querem se recensear, mas a supervisora não quer saber e este processo está a acontecer no meu quintal e ninguém paga renda”.

Por outro lado, esta fonte aponta que a supervisora e mais dois brigadistas terão o agredido, por isso foi remeter uma queixa-crime contra os três indivíduos. (Nelsa Momade)

Por suspeitar magia negra: Apanha-bolas do Ferroviário de Nacala furtam toalha de Fazito e conseguem vitória

Nacala (IKWELI) – O Ferroviário de Nacala venceu no último fim-de-semana ao homónimo de Nampula, por 1 a 0, em jogo da sexta jornada do campeonato nacional da primeira divisão sénior masculino, vulgo Moçambola da presente edição, partida disputada no campo de Mocone, na considerada zona económica especial.

O jogo foi considerado determinante para o Ferroviário de Nacala que vinha atravessando uma série de crises de resultados com um total de três jogos a sofrer derrotas. Segundo apuramos dos bastidores, uma quarta derrota implicaria mudanças radicais na estrutura do plantel, começando pela demissão da equipa técnica chefiada pelo mister Artur Comboio, já que a direcção já foi mexida semana antes da realização do jogo em análise.

Para evitar o pior, Artur Comboio apostou para aquele jogo, jogadores não vulgares no onze inicial. Trata-se dos atletas Dallas, Nazir, Hilário, Tawanda, Lack, Dilson, Wemba, Adilson, Raul, Rifel e Ivan Mário, relegando ao segundo plano os atletas Morcego, Dan, Dinis, Reca, Jacob, Naftal, Emo, Tomás e Ico.

Logo o apito inicial, viu-se um Ferroviário de Nacala muito aguerrido, com jogadas que facilmente chegavam na baliza contrária, mas sem golo. Foram inúmeras oportunidades criadas pelos anfitriões durante a primeira parte, mas o guarda-redes internacional moçambicano, Fazito, negou categoricamente as intenções do adversário através das suas defesas espetaculares, o que forçou com que se fosse ao intervalo com nulo no marcador.

A exibição do jovem Fazito na baliza dos chamados axinenes de Nampula não convenceu ao Ferroviário de Nacala, e traduziu que tal actuação alegadamente era movida pela força da magia negra.

Durante o intervalo, um elemento do Ferroviário de Nacala mobilizou todos os apanha-bolas a chutar as bolas, de maneira ininterrupta, para a baliza que na segunda parte seria defendida pelo adversário, como forma de neutralizar tal feitiço e conseguir os golos.

Na segunda parte, Fazito, que contava com uma defesa não inspirada dos seus colegas, voltou a mostrar sua heroicidade com suas arrepiantes exibições. Aliás, o que mais doeu aos nacalenses é um remate de Tomás que acabava de entrar, mas que a bola foi desviada pelo travessão, quando na altura Fazito estava abatido.

Ora, num dos postes da baliza de Fazito estava guardada uma toalha que, supostamente, o guarda-redes usava para secar o suor. Para os locais o referido objecto tinha efeitos mágicos que faziam com que os golos não entrassem, pelo que foi orientado um apanha-bola para retirar a toalha dali, sem consentimento do guardião, e “roubaram” e com ela saíram correndo e foram entregar alguém que estava por fora da vedação interna do campo.

Coincidentemente, poucos minutos da retirada da toalha o árbitro da partida assinalou uma grande penalidade a favor do Ferroviário de Nacala. Chamado a cobrar, Tomás concretizou com sucesso aquele que seria o golo histórico da partida. De seguida, Fazito foi substituído por Aníbal pelo facto de o atleta mostrar sinais de mau estar.

Após o golo, quase não se jogou no campo de Mocone porque o jogo registou muitas paragens e quando a bola saísse do campo dificilmente os meninos apanha-bolas traziam de volta.

“As exibições da equipa vem subindo, jornada a jornada. Dizer que o resultado não espelha a verdade, porque as primeiras oportunidades da primeira parte podíamos ter saído daqui com dois ou três golos. Mas felizmente tivemos um lance de penálti bem assinalado e ganhamos bem”, vincou Artur Comboio, treinador do Ferroviário de Nacala.

Para Antoninho Muchanga, treinador do Ferroviário de Nampula, “estou muito orgulhoso com esta minha rapaziada, chegou aqui e jogou de pé aberto com este adversário que sabíamos que era difícil, mas fizemos de tudo, pena não termos concretizado. Só lamentar o esforço que a gente faz, trabalha uma semana para ser prejudicado alguém. Todo mundo viu, quem melhor foi aplaudido na saída foi impróprio trio de arbitragem. Eu não gosto de falar de arbitragem, mas prontos, eu acho que a minha equipa não conseguiu concretizar as chances que teve e o adversário marcou porque marcou, temos que contar e darmos parabéns a Nacala e nós vamos continuar a trabalhar”, precisou o timoneiro dos axinenes de Nampula.

Com o resultado, o Ferroviário de Nacala passa a somar seis pontos na tabela classificativa e o Ferroviário de Nampula que continua sem vencer fora de portas permanece com os anteriores nove pontos.(Constantino Henriques)

Napipine: Malfeitores roubam 600 mil meticais numa mercearia

Nampula (IKWELI) – Um grupo de malfeitores a mão armada, composto por 18 indivíduos, assaltou na madrugada desta segunda-feira (22), uma mercearia pertencente a um cidadão congolês, na zona conhecida por Nihia no bairro de Napipine, na cidade de Nampula e roubaram um montante avaliado em aproximadamente 600 mil meticais, bebidas alcoólicas e de seguida espancaram brutalmente o proprietário, incluindo ameaças de morte.

Ao Ikweli, o proprietário da mercearia, Ndaisenga Nowa, fez saber que o acto o correu por volta da meia-noite, momento em que os malfeitores começaram a vandalizar o portão da mercearia que, igualmente, serve de sua residência. “No começo ouvi um barulho de pessoas e pensando que era normal, o barulho continuava, depois de alguns minutos ouvi gritos e batimentos forte no portão. Com medo, despertei e fiquei sem ideia, mas depois escuto uma voz que dizia abre a porta se não agente entra aí dentro e vamos tirar a sua vida. Quando abri o portão, recebi uma porrada de catana, ficando sem como me defender cai, mas nem com isso fui levantado para receber questionamento a cerca do valor que tinha para salvar a minha vida”, explicou a vítima.

Seguindo contou, “os malfeitores levaram todo dinheiro que agente tinha no cofre, porque estávamos a acumular para comprar as mercadorias, tendo em conta que uma parte de produtos já tínhamos vendido, agente pensava encher a loja o que não foi possível porque todo valor já se foi e estou muito triste com isso porque não sei continuar a viver na terra de dono sem ter nada”.

Agastado com a situação, a fonte pede o patrulhamento dos agentes da polícia no sentido de conter os ânimos dos malfeitores, visto que no seu entender “nunca vi, pelo menos, um membro da polícia a circular nesta zona, as vezes fecho 22h e nunca vi uma forҫa activa a patrulhar na área o que poderia manter a ordem e a tranquilidade”.

Ossufo Fernando, jovem que dormia naquela mercearia junto com proprietário, disse que o grupo dos malfeitores além de estar armado, tinha uma viatura. “Vinham de uma minibus. Não foi fácil encarrar aquela realidade, porque os malfeitores eram muitos e a vontade, até chegaram ao ponto de partir a parede da barraca onde queriam começar a carregar outros produtos dai que quando deu 1h a população e a polícia intervieram, mas os assaltantes já tinham dado fuga”.

Ossufo Fernando acrescentou que os malfeitores “o que mais me espantou é de que os ladrões furtaram todo dinheiro, até começaram a partir algumas garrafas de bebidas e partiram congeladores e fico muito angustiando com esse acontecimento”. (Malito João)

Nampula: Há suspeitas de envolvimento de cadetes no tráfico e venda de drogas

Nampula (IKWELI) – Pelo menos dois indivíduos, de 20 e 24 anos de idades, estão detidos nas celas da 2ª Esquerda da Polícia da República de Moçambique (P.R.M) na cidade de Nampula, indiciados de venda e consumo de diversos tipos de droga, e na sua posse estavam quantidades de suruma e metanfetamina.

São no total 12 pacotes de metanfetamina, quatro de cannabis sativa, vulgo suruma, e cinco cigarros também de suruma. Entretanto, sobre a primeira droga, a P.R.M disse que carece de análise laboratorial para se apurar concretamente o tipo de droga.

Um dos detidos, apontado como comprador e revendedor assume o seu envolvimento no crime, mas refere que estava a cumprir ordem de um grupo de cadetes da Academia Militar “Marechal Samora Machel”, afecto ao 3º Acampamento que fica na servidão militar, na cidade de Nampula.

“Há uns cadetes que me mandaram comprar droga em qualquer sítio que eu conhecesse. O tipo de droga que devia comprar era suruma e metanfetamina. Mas depois de adquirir, na altura em que ia fazer entrega aos cadetes, a polícia me neutralizou”, disse o indivíduo já nas mãos da P.R.M.

Este indivíduo alega que a sua relação com os cadetes é fruto de uma pesquisa que um seu amigo (que não menciona quem é), o perguntou se não conhecia locais onde adquirir droga, tendo este respondido que sim. E porque estava interessado em receber a recompensa pelo trabalho, supostamente, solicitado pelos cadetes, o indiciado contactou o seu amigo que depois lhe facilitou o número telefónico de um fornecedor da droga, residente no bairro de Muahivire.

“Esta era a segunda vez que compro a droga para fazer entrega à um grupo de cadetes do 3º acampamento. Os cadetes arrendam uma residência próximo da minha casa”, referiu o indiciado.

Por sua vez, o suposto fornecedor recusa o seu envolvimento e avança que até a data dos factos, na semana finda, encontrava-se na cidade de Quelimane, província central da Zambézia, para onde viajou para questões de regularização da sua carta de condução.

Contudo, afirma que conheceu o suposto comprador porque este o contactou fazendo solicitação de hambúrguer, uma vez que este é fornecedor de comida.

“Apenas ele ligou-me uma vez dizendo que um amigo lhe forneceu o meu número porque queria comprar hambúrguer ou uma outra comida que faço na minha casa. Ele [o comprador detido] tomou conhecimento que forneço comida 24/24 horas, por isso contactou-me”, alegou o suposto fornecedor.

Enquanto isso, o porta-voz da P.R.M em Nampula, Zacarias Nacute, explica que a detenção dos dois indivíduos resulta de um trabalho que visa reduzir a venda e consumo de estupefacientes na província. Ademais, continuam trabalhos de investigação para a localização, detenção e responsabilização de outros indivíduos que estejam envolvidos no caso em referência.

Zacarias Nacute disse na ocasião a polícia recuperou uma quantia de cerca de 5.600,00Mt (cinco mil e seiscentos meticais) e telefones celulares na posse dos indiciados fruto da venda de estupefacientes.

Para além destes dois indivíduos, a P.R.M apresentou em conferência de Imprensa, nesta segunda-feira (22), cinco indivíduos indiciados da prática de violência doméstica contra mulher, burla na venda de terrenos para habitação na unidade comunal de Napacala 1 e agressão nos estabelecimentos de ensino nos arredores da cidade de Nampula, onde o segundo caso o indiciado é o chefe da unidade comunal em alusão. (Esmeraldo Boquisse)

Naufrágio faz 8 óbitos em Angoche

Angoche (IKWELI) – Pelo menos 8 (oito) pessoas, a maioria crianças, perderam a vida em consequência de um naufrágio ocorrido no último domingo (14) no rio Nanhuco, no distrito de Angoche, a sul da província de Nampula.

A tragédia ocorreu a 30 quilómetros da cidade de Angoche, na povoação de Mithuco, que pertence ao posto administrativo de Aube.

De acordo com o chefe de Fiscalização na Administração Marítima de Angoche, Alexandre Selemane, o acidente foi causado pela falha do motor, o que fez com que a embarcação colide-se com um tronco de árvore.

Esta fonte diz que há, ainda, desaparecidos e um total de cinco feridos ligeiros, sendo que as autoridades desconhecem o total de pessoas que seguiam na embarcação.

“Até segunda-feira, 15 de maio, quando fazíamos o resgate, havia 8 mortos na sua maioria crianças, alguns desaparecidos, cinco com ferimentos ligeiros e fora do perigo. Nesse momento a tripulação não se conhece o seu paradeiro, porque depois do acidente, segundo a informação do chefe da área, eles puseram-se em fuga. Não temos a informação exacta de número de passageiros que lá estavam”, disse Selemane, que explica que a embarcação “tem o número de registo 241, denominado AHALISSUNA-2, onde a capacidade é de 44 passageiros em tempos bons e 22 passageiros em mau tempo, em relação a carga, pode carregar cerca de 3 toneladas e 300 quilogramas”.

O Chefe da Fiscalização, afirma ainda que a equipa de Administração Marítima continuam a trabalhar do modo a encontrar os desaparecidos e promete intensificar as palestras em locais de embarcação de modo a evitar situações do género. (Redação)

 

Nacalas iguais a si mesmas: Onda de desinformação sobre a cólera termina em vandalização de património público

Nacala (IKWELI) – Os distritos de Nacala e Nacala-à-Velha sempre mostraram-se adversos a presença indispensável do Estado naquelas circunscrições, por conta da ausência injustificada deste, sendo que das vezes que teve de estar presente foi sempre na perspectiva opressora.

Este fenómeno fez com que os moradores daqueles dois pontos da província de Nampula aprendessem a viver sem, necessariamente, depender do Estado, e aí foram surgindo elites locais próprias que alimentam a vida e a economia, também, locais.

Por esta ausência do Estado e suas instituições, fenómenos como boatos, facilmente, são levados em conta, e informações pouco realísticas que desacreditam o Governo ganham ainda maior forma e pujança.

Foi neste sentido que uma nova onda de manifestação motivada pela desinformação sobre a origem da cólera, no bairro das Salinas em Nacala-à-Velha e em Quissimajulo no distrito de Nacala, no último fim-de-semana, resultou na destruição do património público e privado, mas o pior não aconteceu devido a pronta resposta da Polícia da República de Moçambique (PRM).

O Ikweli sabe que a manifestação, que resultou em actos de vandalismo e ferimentos de alguns manifestantes, resulta de a população acreditar que a cólera que assola aquelas regiões é, alegadamente, causada pelos agentes do Estado em conivência com as autoridades locais.

Conforme as nossas fontes, em Quissimajulo, os manifestantes vandalizaram as infra-estruturas públicas como o posto policial e o centro de saúde e, também, a residência do secretário do bairro, que por pouco seria também espancado. Os profissionais de saúde, também, foram obrigados a abandonar a aldeia e refugiar-se à sede do distrito de Nacala.

Na tentativa de amainar os ânimos, a polícia entrou em confronto com os populares, tendo resultado em, pelo menos, seis manifestantes detidos e dois feridos.

Situação similar aconteceu no bairro das Salinas, no vizinho distrito de Nacala-à-Velha, onde segundo relatos, a população começou por impedir a circulação de pessoas, viaturas e outros meios de transporte, através de barricadas ao longo da estrada que liga os dois distritos.

Em seguida, partiu pela violência destruindo casas pertencentes ao secretário e de activistas ligados ao sector de saúde. A polícia foi obrigada a responder com balas e gás lacrimogéneo, para expulsar os manifestantes que chegaram de abandonar toda aldeia para se esconder.

Quer em Nacala, assim como em Nacala-à-Velha, as autoridades ainda não se pronunciaram publicamente sobre estas manifestações. Num passado recentemente, os dirigentes de Nampula, teriam alertado sobre a necessidade de se combater a onda de desinformação sobre a origem das doenças incluindo a cólera.

O Ikweli envidou esforços para ter uma explicação do comando provincial da PRM sobre o sucedido, mas em vão. O respectivo porta-voz, Zacarias Nacute, não se predispôs a aparecer no local onde deveria acontecer o habitual briefing semanal com a imprensa, tanto é que nem se quer deu satisfação sobre a sua ausência. (Redação)

Mesmo combatida pelos homens: Julina Harculete continua a impor-se no desporto nampulense

Nampula (IKWELI) – A empresária Julina Harculete garante continuar a apoiar o desporto, em particular o futebol, na província de Nampula, mesmo depois de ter sido afastada a possibilidade de ascender à presidência da Associação Provincial de Futebol de Nampula (APFN).

Recorde-se, Julina Harculete foi a única mulher nas candidaturas para a presidência da APFN, através das eleições que tiveram lugar em Novembro do ano passado. Das eleições, os resultados apontaram para a sua vitória, diante de Januário Pastola, mas devido às alegadas irregularidades no processo de votação, os resultados foram impugnados e anulados pela mesa de Assembleia, e que, meses depois, Pastola viria vencer na repetição do escrutínio, num acto em que Harculete não participou.

Apesar disso, aquela mulher promete continuar a dar o seu apoio, de várias ordens, para o bem das actividades desportivas daquela parcela moçambicana cujos actores ainda clamam pela falta de apoio do empresariado local.

“Quer a Associação Provincial existir ou não, o nosso projecto como Appel Mondial Fc, não tem que parar. Nós amamos as crianças e as crianças amam o projecto que nós temos. Então, não podemos parar. Nós queríamos atingir a presidência que era para mover mais e mudarmos aquele que é o cenário da província, mas por situações que aconteceram…, mas o nosso projecto não pára como consegue ver”.

A título ilustrativo, durante a semana de férias escolares, Julina Harculete promoveu na cidade de Nampula um torneio de futebol, denominado “kids fair play”, envolvendo as crianças dos 6 aos 14 anos de idade, em ambos sexos.

A iniciativa, segundo ela, visa contribuir na descoberta de novos talentos que a cidade e província de Nampula tem, para além de pretender que as crianças, sobretudo meninas, tenham paixão pela prática de actividades desportivas e absterem-se de envolver-se em actos ilícitos.

Ao todo, o torneio envolveu 12 equipas da cidade de Nampula, de entre masculinas e femininas, cerca de 150 atletas, ao todo. “Estas edições de kids fair play serão dadas nos momentos de férias que é para ver se podemos acolher maior número de jogadores que estão a nível dos bairros. Neste momento, estamos a fazer este torneio ao nível da cidade de Nampula, mas a intenção futura é entrarmos ao nível dos bairros e fazermos o apuramento ao nível dos bairros. A seguir aos bairros nós iremos aos distritos”, disse Julina Harculete.

Reiterando, a fonte frisou que com a realização daquele tipo de evento “dois objectivos nós temos, primeiro, a massificação desta camada de formação, e outro segundo objectivo é o caça talentos. O outro objectivo, porque temos equipas femininas, é tirar estas miúdas de alguns vícios porque nós sabemos muito bem que neste período de férias elas podem se meter em alguns vícios, então nós queremos ver se podemos contribuir a evitar isso, mas também para que haja socialização”.

Para alguns treinadores das equipas, o torneio veio no momento certo e esperam que iniciativas do género não pare por ali.

“O torneio correu muito bem, por isso agradecer a dona Julina que é a promotora deste torneio. A minha equipa foi campeã, mas não foi fácil visto que temos poucos anos de existência. Daqui em diante vamos continuar a trabalhar para o bem da equipa”, disse Faruque Aurélio, treinador da equipa Talentos Unidos de Muatala.

“O torneio chegou numa boa hora porque foi organizado na semana de férias, por isso que há que louvar essa iniciativa da presidente Julina por poder criar esta oportunidade para dar alegria os meninos e meninas que aqui estão. Pedir para que os outros sigam este exemplo”, precisou Júlio João Ernesto, técnico da Academia Real Madrid.

Presente no evento, o instrutor de treinadores CAF (Confederação Africana de Futebol), Abdul Hanane, também frisou a pertinência daquele tipo de competição. Entretanto, lamentou o facto de durante as partidas os treinadores não terem deixado os petizes à vontade.

“Em termos de talentos, penso que todas as equipas têm meninos com alguma capacidade, tem talentos, sim senhoras, mas ainda é o início de uma longa caminhada, ainda há muito trabalho que os treinadores têm que fazer, principalmente deixar que o menino pense quando tem a bola nos pés, faça o que ele sabe fazer, e nesta idade não podemos exigir vitórias. Nalgum momento senti que um dos aspectos negativos que vi foi que nos primeiros jogos as equipas estavam mais preocupadas em marcar golos, em ganhar os jogos, a qualquer custo, e notava-se que não havia organização dos jogos, principalmente os princípios dos jogos. As crianças com essa idade não são para nós inibirmos”, recordou Hanane.

Sob lema “todos somos campeões”, todas equipas participantes foram premiadas com material escolar, vestuário, para além dos próprios troféus e certificados de participação. (Constantino Henriques)