Por suspeitar magia negra: Apanha-bolas do Ferroviário de Nacala furtam toalha de Fazito e conseguem vitória

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Nacala (IKWELI) – O Ferroviário de Nacala venceu no último fim-de-semana ao homónimo de Nampula, por 1 a 0, em jogo da sexta jornada do campeonato nacional da primeira divisão sénior masculino, vulgo Moçambola da presente edição, partida disputada no campo de Mocone, na considerada zona económica especial.

O jogo foi considerado determinante para o Ferroviário de Nacala que vinha atravessando uma série de crises de resultados com um total de três jogos a sofrer derrotas. Segundo apuramos dos bastidores, uma quarta derrota implicaria mudanças radicais na estrutura do plantel, começando pela demissão da equipa técnica chefiada pelo mister Artur Comboio, já que a direcção já foi mexida semana antes da realização do jogo em análise.

Para evitar o pior, Artur Comboio apostou para aquele jogo, jogadores não vulgares no onze inicial. Trata-se dos atletas Dallas, Nazir, Hilário, Tawanda, Lack, Dilson, Wemba, Adilson, Raul, Rifel e Ivan Mário, relegando ao segundo plano os atletas Morcego, Dan, Dinis, Reca, Jacob, Naftal, Emo, Tomás e Ico.

Logo o apito inicial, viu-se um Ferroviário de Nacala muito aguerrido, com jogadas que facilmente chegavam na baliza contrária, mas sem golo. Foram inúmeras oportunidades criadas pelos anfitriões durante a primeira parte, mas o guarda-redes internacional moçambicano, Fazito, negou categoricamente as intenções do adversário através das suas defesas espetaculares, o que forçou com que se fosse ao intervalo com nulo no marcador.

A exibição do jovem Fazito na baliza dos chamados axinenes de Nampula não convenceu ao Ferroviário de Nacala, e traduziu que tal actuação alegadamente era movida pela força da magia negra.

Durante o intervalo, um elemento do Ferroviário de Nacala mobilizou todos os apanha-bolas a chutar as bolas, de maneira ininterrupta, para a baliza que na segunda parte seria defendida pelo adversário, como forma de neutralizar tal feitiço e conseguir os golos.

Na segunda parte, Fazito, que contava com uma defesa não inspirada dos seus colegas, voltou a mostrar sua heroicidade com suas arrepiantes exibições. Aliás, o que mais doeu aos nacalenses é um remate de Tomás que acabava de entrar, mas que a bola foi desviada pelo travessão, quando na altura Fazito estava abatido.

Ora, num dos postes da baliza de Fazito estava guardada uma toalha que, supostamente, o guarda-redes usava para secar o suor. Para os locais o referido objecto tinha efeitos mágicos que faziam com que os golos não entrassem, pelo que foi orientado um apanha-bola para retirar a toalha dali, sem consentimento do guardião, e “roubaram” e com ela saíram correndo e foram entregar alguém que estava por fora da vedação interna do campo.

Coincidentemente, poucos minutos da retirada da toalha o árbitro da partida assinalou uma grande penalidade a favor do Ferroviário de Nacala. Chamado a cobrar, Tomás concretizou com sucesso aquele que seria o golo histórico da partida. De seguida, Fazito foi substituído por Aníbal pelo facto de o atleta mostrar sinais de mau estar.

Após o golo, quase não se jogou no campo de Mocone porque o jogo registou muitas paragens e quando a bola saísse do campo dificilmente os meninos apanha-bolas traziam de volta.

“As exibições da equipa vem subindo, jornada a jornada. Dizer que o resultado não espelha a verdade, porque as primeiras oportunidades da primeira parte podíamos ter saído daqui com dois ou três golos. Mas felizmente tivemos um lance de penálti bem assinalado e ganhamos bem”, vincou Artur Comboio, treinador do Ferroviário de Nacala.

Para Antoninho Muchanga, treinador do Ferroviário de Nampula, “estou muito orgulhoso com esta minha rapaziada, chegou aqui e jogou de pé aberto com este adversário que sabíamos que era difícil, mas fizemos de tudo, pena não termos concretizado. Só lamentar o esforço que a gente faz, trabalha uma semana para ser prejudicado alguém. Todo mundo viu, quem melhor foi aplaudido na saída foi impróprio trio de arbitragem. Eu não gosto de falar de arbitragem, mas prontos, eu acho que a minha equipa não conseguiu concretizar as chances que teve e o adversário marcou porque marcou, temos que contar e darmos parabéns a Nacala e nós vamos continuar a trabalhar”, precisou o timoneiro dos axinenes de Nampula.

Com o resultado, o Ferroviário de Nacala passa a somar seis pontos na tabela classificativa e o Ferroviário de Nampula que continua sem vencer fora de portas permanece com os anteriores nove pontos.(Constantino Henriques)

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