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Construções desordenadas estão a desorganizar Mutauanha

Nampula (IKWELI) – Os bairros periféricos e mais antigos da cidade de Nampula, no norte de Moçambique, enfrentam situações críticas de urbanização, sendo que parte das ruas que tinham sido projectadas foram fechadas com a construção de casas e outro tipo de infra-estruturas de particulares.

A unidade comunal 1⁰ de Maio, no bairro de Mutauanha, é exemplo disso. A olho nu são ainda visíveis os espaços que tinham sido reservados para vias de acesso, mas com a demanda e o êxodo rural os mesmos foram “assaltados” com moradias.

O fenómeno não é novo e remota antes das municipalizações no país, tanto é que os governos que tem gerido a cidade desde 1999 não conseguem resolver o problema.

Aniceto Armando, morador de 1⁰ de Maio, reconhece que construções desordenadas bloquearam as vias de acesso. “Neste quintal entrava viatura”, aponta a fonte nos mostrando a sua casa, e mais tarde comenta que “actualmente alguns munícipes querem construir a sua residência em qualquer espaço, sem deixar uma rua para garantir circulação dos outros que têm algum tipo de viatura”.

“Agora é notória a existência de pessoas que praticam o roubo do espaço que é reservado para arruamento”, narra Armando que aponta a edilidade local de pouco fazer para reverter o cenário.

Uma outra fonte aponta que “ao nível da cidade temos muitos bairros sem arruamento e as pessoas que ficam doentes para chegarem aos centros de saúde têm passado por um grande martírio, enquanto para nós aqui temos dificuldades no acesso as zonas por conta de falta de arruamento”.

Ainda os munícipes residentes na unidade comunal 1⁰ de Maio no bairro de Mutauanha, entendem quem a falta de arruamento, também, concorre para a falta de remoção de lixo em diversos bairros.

Felismina Alberto, outra moradora daquela circunscrição, afirma que “temos várias casas desorganizadas”, tanto é que “jovens de má-fé aproveitam da ocasião para praticar o roubo, o que compromete muito o bairro”.

Na mesma senda, o secretário da unidade comunal 1⁰ de Maio, Mário Atumane, disse que “temos problemas de lixo que não está sendo removido por, alegadamente, a falta de arruamento em alguns pontos da zona e pedimos que o edil cumpra com as suas promessas feitas durante a campanha eleitoral passada”. (Nelsa Momade

 

6ªs Eleições autárquicas “ressuscitam” Mahamudo Amurane

Nampula (IKWELI) – A Associação dos Amigos de Amurane para Moçambique Melhor (KOXUKHURU) já apresentou, no último dia do processo), á Comissão Provincial de Eleições (CPE) de Nampula a sua candidatura para as eleições autárquicas de 11 de Outubro deste ano, afirmando que entra na disputa política convencida na victória nas cidades de Nampula e Nacala, os maiores centros urbanos da província moçambicana de Nampula.

O mandatário da agremiação, Quito Isaac, que falou a jornalistas depois da entrega dos documentos de candidatura, disse esperar que nesta fase os documentos sejam validados e autorizados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), enquanto trabalham para que estejam preparados para as fases subsequentes do processo.

A associação está expectante na victória, para isso o seu mandatário afirmou que “não entramos para participar do processo, entramos porque queremos governar e vamos governar”.

O porta-voz da CPE de Nampula, Albertino Luís, explicou que “a luz do decreto 17/2023 de 16 de junho, da Comissão Nacional de Eleições, cabe as Comissões Provinciais de Eleições a recepção das associações, reservando-se aos partidos políticos a sede da Comissão Nacional de Eleições, e na onda da deliberação recebemos a documentação da associação KOXUKHURU”.

Contudo Albertino Luís, alertou que a recepção dos documentos pela Comissão Provincial, não significa a inscrição para participar do processo, porque tal compete a Comissão Nacional de Eleições. (Adina Sualehe)

 

Manuel Rodrigues quer “trocar” província por autarquia

Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues, foi eleito neste domingo (16) como cabeça-de-lista do partido Frelimo para as eleições autárquicas de 11 de Outubro próximo no município de Nampula.

Bastante talhado no contexto das autarquias locais, Rodrigues concorreu sozinho para esta posição ao nível do comité do distrito de Nampula, por isso foi, imediatamente, endossado pelos seus camaradas.

Recorrer no governador para a autarquia da mesma província foi vista como alternativa para fazer frente ao Paulo Vahanle, do partido Renamo.

Conhecedor dos contextos locais, muitas vezes proferindo os seus discursos na língua emacua, Manuel Rodrigues tem procurado aproximação com o eleitorado do município da cidade de Nampula desde finais do ano passado, destacando-se visitas ao maior círculo eleitoral da autarquia, o não menos conhecido posto administrativo de Namicopo.

É nessa aproximação que o cabeça-de-lista da Frelimo, como governador, começou por levar parte das gentes de Namicopo nas suas viagens aos distritos. Aqui o destaque vai para o Lilly Wayne de Moz que a 11 do corrente mês se juntou a comitiva do primeiro governador eleito de Nampula para, no distrito de Malema, participar nas cerimónias do Dia Mundial da População.

Inicialmente, um antigo governador de Nampula, Rosário Mualeia, era, também, apontado como o provável candidato/cabeça-de-lista, mas tal não passou mesmo de pretensão.

Com a corrida a tornar-se cada vez mais forte, os candidatos do partidão vão sendo conhecidos.

Para o maior entreposto comercial do norte de Moçambique, a autarquia de Nacala, o partido Frelimo elegeu Faruk Nuro, um jovem natural daquela circunscrição, o qual tem a missão de suplantar Raul Novinte, o homem que a perdiz decidiu por reconduzi-lo e com ele tentar reconquistar a confiança dos nacalenses, uma missão, provavelmente, impossível, tendo em conta a sua prestação no actual mando.

A nova autarquia de Mossuril, Rui Chong Saw é a aposta da Frelimo, e deverá ombrear-se com a não menos conhecida Lúcia Afate, deputada da Renamo na Assembleia da República e então delegada política provincial da perdiz no maior círculo eleitoral do país.

Na cidade da Ilha de Moçambique, a Frelimo apostou no Professor Doutor Momade Ali, um jovem conhecedor daquelas lides.

No município de Angoche, para fazer frente ao Ossufo Raja, a Frelimo pensou na senhora Dalila Ussene, fortemente conhecida naquelas zonas a sul de Nampula.

Para além dos cabeças-de-lista, também foram eleitos candidatos a membros dos órgãos da Assembleia Municipal.

Celso Correia, chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, esteve na sessão extraordinário do comité do distrito de Nampula que elegeu Manuel Rodrigues, tendo considera-a como sendo histórica.

“Esta sessão foi convocada num contexto especial. Estamos cientes dos desafios que se colocam a Frelimo nessas eleições e temos a responsabilidade de construir e garantir a vitória da Frelimo nesta cidade, bem como nas outras 7 autarquias da província de Nampula, de modo a que o nosso partido continue sendo o fiel representante dos nampulenses”, disse Correia na ocasião, apelando que “temos a responsabilidade e desafios acrescidos na medida em que temos que tomar decisões para fazer escolhas acertadas que permitam a Frelimo ganhar e resgatar o município da cidade de Nampula e recolocar esta capital do norte na rota do desenvolvimento e devolver a sua beleza estética para melhor condições de vida para os seus laboriosos munícipes”.

E o que se diz em Cabo Delgado?

E na vizinha província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, os dois principais partidos já tornaram público os seus candidatos.

Para a cidade de Pemba, os camaradas decidiram que o jovem e empresário Satar Abdulgani substitua o criticado pela sua má-governação, o actual presidente do conselho municipal, Florete Simba Motarua, porém manteve o aclamado pelo sucesso, o edil da cidade Montepuez, Cecílio Ali Chabane.

Nas vilas autárquicas de Mocímboa da Praia, Mueda e Chiúre, o partido dos camaradas, indicou Helena Bandeira, Manuel Pita Alavelave, que concorre pela sua sucessão e o empresário Jorge Vicente. Este terá um forte candidato da RENAMO.

Nas novas autarquias, Balama e Ibo, a FRELIMO avança com o empresário Cassamo Mansur e Issa Tarmamade que, actualmente, ocupa o cargo de administrador distrital.

A RENAMO já tinha feito o anúncio dos seus cabeças-de-lista na semana passada. Na altura, Domingos Gundana garantiu que os candidatos à presidência dos sete municípios estavam em condições de enfrentar os seus adversários.

Na cidade de Pemba, a perdiz aposta no candidato Ámido António. Em Chiúre Alicora Ntutunha. Na cidade de Montepuez a aposta é um docente de matemática chamado Benjamim Augusto, enquanto que para Mocímboa da Praia a visão da RENAMO foi para Selemane Omar que vai disputar com uma mulher. Nas novas autarquias foram indicados Magido Massaibo para Ibo e Simão Ámido para a vila de Balama. (Aunício da Silva e Redação)

Com aumento cada vez mais da população da província: Insuficiência de infraestruturas sociais continua a preocupar o governo de Nampula

Malema (IKWELI) – O governador de Nampula, Manuel Rodrigues, reconhece ser necessária a construção de mais infraestruturas sociais para responder o aumento, cada vez mais, do número da população daquela parcela localizada no norte de Moçambique.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) anunciou em 2018 que a população da província de Nampula era de 5,759.000 habitantes, através dos dados do Censo populacional por si realizado em 2017.  Actualmente, as projecções da mesma instituição apontam que o número da população é de mais de 6,500.000 habitantes, um crescimento na ordem de 12%.

Este aumento justifica a preocupação das autoridades governamentais daquela província que são desafiadas no aumento proporcional das infraestruturas sociais, com destaque para a saúde, educação, abastecimento de água, electrificação, entre outros.

Manuel Rodrigues, governador de Nampula, reiterou a preocupação nesta terça-feira (11), por ocasião do dia mundial da população, cujas cerimónias do nível provincial tiveram lugar na vila municipal de Malema.

“É nesta data que queremos que todos da província de Nampula reflitam sobre as principais dinâmicas dá população e os desafios que são colocados para o desenvolvimento. Do conjunto desses desafios queremos destacar alguns: necessidade de aumentarmos o nível de cobertura de centros de educação para a nossa população, a necessidade de aumento de unidades de prestação de cuidados de saúde à nossa população. A oferta de oportunidades de emprego constitui, igualmente, um dos grandes desafios e que todos nós temos que a abraçar para que possamos criar mais empregos para os nossos concidadãos”, sublinhou Manuel Rodrigues.

Para este ano, o 11 de Julho, dia mundial da população, celebrou-se sob o lema “maximizar a força da igualdade do género e levantar a voz da mulher e da rapariga para capitalizar as possibilidades infinitas que o nosso Mundo oferece”.

Face ao lema, o chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula alertou, também, a necessidade de se garantir que haja uma igualdade efectiva de género, ao nível daquela parcela moçambicana, destacando o empoderamento da mulher como a base para que tal aconteça.

Por outro lado, Manuel Rodrigues reiterou o apelo para adesão ao planeamento familiar, uma das medidas para a redução da pobreza que continua a fustigar as famílias daquele ponto do de Moçambique.

“Recordemo-nos que a nossa província de Nampula conta com mais de 6,5 milhões de habitantes e mais de três milhões são mulheres.  Esses dados demonstram o quão a mulher é relevante na nossa província e, aliás, em todas as esferas da nossa atividade alinha”, começou por dizer o governante, neste capítulo de planeamento.

Para Manuel Rodrigues, torna-se importante que a rapariga se mantenha na escola e que não haja a interrupção do seu futuro, exortando por outro lado aos pais e encarregados de educação no sentido a não compactuar com a violência contra a rapariga, bem como as uniões prematuras.

“Queremos reafirmar que só uma mulher empoderada é que será capaz de decidir se adere ou não aos programas de planeamento familiar, ou então, a determinação do número de filhos que pode gerar”, disse, acrescentando que “investir no acesso ao planeamento familiar universal, tem ganhos sociais e económicos que podem impulsionar o desenvolvimento da província em particular e do país em geral”.

De referir que para o dia mundial da população na vila de Malema foi caracterizado por uma feira de exposições dos produtos de origem agrícola e várias manifestações culturais, com destaque para as actuações dos artistas Tony Fernando e Lilly Wayne de Moz, o que submeteu Malema numa agitação de todos os tempos. (Constantino Henriques)

 

Pacientes “apoiam” greve dos médicos no HCN

Nampula (IKWELI) – Alguns pacientes que procuram serviços de saúde no Hospital Central de Nampula, maior unidade sanitária da região norte de Moçambique, consideram legítima a terceira greve que está a ser levada a cabo pelos médicos a escala nacional desde o dia 10 do corrente mês.

Os pacientes reagem, a paralisação das actividades da classe que terá a duração de 21 dias prorrogáveis, considerando que o governo pouco se importa com a saúde dos moçambicanos, por isso não atende as inquietações dos médicos desde a primeira greve que remota de 2013.

Nilza Pedro disse ao Ikweli que o atendimento é lento, pois chegou a pediatria do HCN, com o seu filho de sete anos, quando eram 05:00horas, para receber um atendimento. Entretanto, “já são 10 horas e o meu filho ainda não foi atendido. Hoje está um caos, e isso deve-se a greve dos médicos que no meu entender eles têm razão, na minha opinião o governo devia sentar e conversar se é questão de dinheiro resolvam, porque nós é que estamos a sair prejudicados nisso tudo”, lamentou.

Quem, também, denunciou morosidade no atendimento, apesar de haver assistência de médicos militares, é Dalila, que apela ao governo para resolver a situação dos profissionais de saúde.

“A saúde é muito importante, nada podemos fazer sem a saúde. Então é melhor verificarem a situação para que eles possam ter motivação de trabalho. Pois a greve é extremamente legitima, porque eles recebiam mais e agora estão a receber menos e não tem como trabalhar”, afirmou.

João Miguel, outro paciente, disse que os médicos têm razão e aconselha ao governo a minimizar as preocupações da classe médica. “Para eles fazerem essa greve é porque existe algo que estão a sentir. Não é normal o que está a acontecer nesse país, parece que o governo não se importa com os doentes”, afirmou.

Cecília Chumbo, paciente encontrada no Banco de Socorros, disse que o atendimento não está pior porque médicos militares estão no local para ajudar. “O governo deve honrar com os compromissos, porque quando não o fazem, colocam em causa aquilo que é a saúde da população, nós não temos dinheiro para recorrer as clínicas, isso é um serviço público. Essa situação faz-nos perceber que o governo não se importa connosco”.

O HCN continua indisponível para se pronunciar sobre o assunto. Importa lembrar que a terceira paralisação é justificada pelos cortes salariais com aplicação da nova tabela salarial, falta de pagamento de horas extras, entre outros. (Ângela da Fonseca)

Oh, Namicopo! Haja hospitalidade

Namicopo (IKWELI) – O bairro de Namicopo, o mais populoso do país, tem, nos últimos tempos, sendo motivo de destaque em vários cantos do país e do mundo, quer por razões boas e outras, nem por isso.

A fama de Namicopo não é nova, tanto é que no passado era confundido com o centro de acolhimento de potenciais malfeitores e/ou em exercício em Nampula, mas na actualidade um grupo de jovens tem estado a tentar vender uma boa imagem do maior círculo eleitoral do município de Nampula.

É em Namicopo que, dos 4 autarcas que Nampula já teve, 3 são provenientes e/ou tem fortes ligações com aquele ponto.

Com o advento das redes sociais, Namicopo facilmente viralizou-se, começando pelo não menos conhecido malfeitor C4 Pedro de Namicopo, e mais tarde viriam as réplicas dos “de Namicopo” de famosos de todos os quadrantes do mundo.

É nessa empreitada que surge, muito recentemente, o Lilly Wayne de Namicopo ou Lilly Wayne de Moz, o jovem de “worro”, um cantor local comediante e “agressivo” que facilmente destacou-se no país e noutros cantos, tanto é que mexeu com a nata que controla o entretenimento em Moçambique.

Um verdadeiro “showbiz man”, que desafia apresentadores de televisão e os mais conservadores músicos da praça, mas com aceitação em outras esferas.

É nessa competitividade que no domingo passado (9), um conhecido apresentador televisivo, que tem vindo a trocar mimos com o Lilly Wayne de Namicopo, foi a Namicopo, no campo do Hanane para, provavelmente, mostrar a sua grandeza, mas a recepção não foi das melhores. Os “de Namicopo”, receberam-no a pedradas.

Fred Josias, conhecido como “rei dos biff’s”, é apontado como sendo o protagonista da intriga entre os destacados músicos de Nampula, nomeadamente Mr. Ama (da cidade de Nacala) e Lilly Wayne de Moz (da cidade de Nampula).

Tudo começou quando no ano passado Fred Josias convidou o Mr. Ama no seu programa televisivo onde, parte da programação, o pano de fundo foi falar do trabalho artístico do controverso Lilly Wayne de Moz, enfatizando que o mesmo estava mais para palhaçada, o que não agradou ao artista e seus admiradores.

Quando tudo parecia calmo, no passado mês de Junho o apresentador e seus comentadores, no mesmo programa televisivo, reiteraram que Lilly Wayne de Moz não tinha tarimba de um músico, e que era um palhaço metido na arte, subindo ainda mais a tensão do artista e seus fãs.

Quis o destino, no domingo findo, Fred Josias, pela primeira vez, chegar a Namicopo para apresentar um show em que faziam parte os artistas como John Pires, Mr. Ama, Yassieley, Rei Anaconda e Allan2, só para citar. Lilly Wayne foi convidado, mas mandou “fumar” o evento.

Portanto, após Fred Josias por os pés no palco, alguns objectos contundentes, com enfoque para pedras, foram lá arremessados vindo do público expectador, e que vezes sem contas invocavam o nome de Lilly Wayne de Moz, o dono da famosa “dança de ouro”.

“Dizer que eu já tinha um prazer imenso para conhecer Namicopo, vocês são mesmo f…,”, começou por abrir se apresentar Fred ao público que continuava gritando por Lilly Wayne, seu maior rival do momento.

“Tudo que está sendo filmado vai passar no programa e vou vos bifar. Se vocês se comportarem mal, tipo Namicopo, vou vos bifar”, continuou o apresentador, enquanto as pedras continuavam sendo atiradas ao palco, mas que o pior não aconteceu porque a polícia escalada para garantir a ordem e tranquilidade no local fez o que lhe cabia para acalmar os ânimos dos inconformados.

“Senhoras e senhores, este microfone aqui fala mais que vocês. Vocês aí só estão a falar só, e quem achar que não quer estar no show, baza. Eu não vim aqui para adorar as vossas palhaçadas”, disse furioso o apresentador.

Quem, também, não teve actuação desejada foi o artista Mr. Ama porque após terminar a primeira música, a segunda foi caracterizada pela manifestação dos fiéis seguidores do Lilly Wayne, através de arremesso de objectos estranhos ao palco.

Para acalmar os ânimos dos populares, Abdul Hanane, promotor do evento prometeu trazer Lilly Wayne em palco, num futuro breve, em que contará, igualmente, com os renomados apresentadores moçambicanos de televisão. (Constantino Henriques)

Nampula vai ter o primeiro instituto privado de formação superior em saúde

Nampula (IKWELI) – Trata-se do Instituto Superior Boa Esperança (IPOBEL), localizado na província de Nampula, no norte do país, que está virado para a formação de quadros para o sector de saúde, o qual é da autoria do antigo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública Eletricidade de Moçambique, Aly Sicola Impija.

Depois de ter colocado os primeiros quase 1.000 técnicos de saúde para servir o sector de Saúde em Moçambique, avançou para o lançamento da primeira pedra de construção do edifício próprio para o funcionamento normal, sem compromisso de pagamento de arrendamento das instalações onde funciona actualmente

No acto do lançamento da primeira pedra, Impija deixou ficar que com a conclusão da construção do edifício da instituição, espera uma redução significativa da procura dos cursos superiores de saúde naquela região do país.

Trata-se de uma infra-estrutura que custará 2 milhões de dólares à instituição, compondo mais de 30 compartimentos e a cerimônia contou com várias individualidades do país e da província.

“Queremos construir o nosso instituto técnico superior com novas salas e infraestruturas já adequadas”, garantiu Impija, assegurando que as obras serão executadas com “fundos internos, procuramos implantar o projeto e acreditamos que dentro do próximo ano teremos terminado”.

Por outro lado, o PCA do IPOBEL reconhece que a população da província de Nampula precisa de profissionais de saúde qualificados para responder com a demanda, e para tal os profissionais de saúde devem estar bem formados em ambientes saudáveis

Segundo esta fonte, “o edifício terá 30 compartimentos, ou seja, vai ter 30 salas de aulas e mais algumas salas para o sector administrativo e o período de construção será de 8 meses. Em média, serão 30 estudantes por turma, estamos a falar de perto de 1500 alunos que o instituto terá capacidade de acomodar, é uma área que neste momento o país precisa”. (Hermínio Raja e Redação)

Muatala: Mãe agride selvagemente sua filha de 8 anos por negar cartar água

Nampula (IKWELI) – Uma mãe espancou brutalmente a sua filha de 8 (oito) anos de idade no bairro de Muatala, nos arredores da cidade de Nampula, alegadamente, por esta ter rebelado a sua ordem de cartar água para o consumo familiar.

Denunciada a prática, a Polícia da República de Moçambique (PRM) tratou de recolher, para as suas celas, a indiciada pelo crime de tortura e violência contra menor.

Entrevistada, a mesma diz que não era sua intenção que a sua prática atingisse níveis de violência, senão mesmo de correção na sua filha, alegadamente porque esta não seguia as suas ordens educativas.

“Estou aqui detida porque amarrei minha filha, comecei a bater, porque ela não ouve, mesmo quando lhe mando algo não quer me obedecer”, disse a senhora, prosseguindo que “fiquei chateada e cansada com esse comportamento dela e achei por bem amarrar e a molestar para que ela tenha lição, de uma vez por toda, sem saber que estava a cometer um crime de violência física”.

A menor diz que assim que conseguiu escapar das mãos da sua progenitora violenta, refugiu-se à casa do tio, que tratou de levá-la a um centro de saúde.

“Mama me amarrava e começou a me bater, depois fugi para casa vizinha e me acompanharam na casa do meu tio, esse meu tio depois me mandou no hospital porque tinha muitas feridas, quando voltei do hospital fui em casa da minha avó, mas ainda todo corpo estava a doer, porque ela me amarrava com corda de rede mosquiteira”, conta a menor, afirmando que “assunto de água eu não negava, mas sim estava a brincar e a controlar meu irmão mais novo”.

A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Nampula, Enina Tsinine, disse que a violência contra a menor era prática recorrente da indiciada, mas desta vez a sorte lhe saiu madrasta.

Conta esta fonte que, quando a indiciada tomou conhecimento que o SERNIC estava a sua procura abandonou a sua casa, com o seu namorado, e refugiu-se na casa de uma companheira, de onde regressava a sua residência depois das 22h apenas para dormir.

“Essa senhora teria amarrado a sua filha e espancou brutalmente até a menor fugir para casa do secretário do bairro, onde teria pedido auxílio, e quando a mãe se apercebeu da gravidade do acto se colocou em fuga, mas como o caso já teria sido em caminhado a 1ª Esquadra da PRM, pelos seus vizinhos, diligências foram levadas acabo pelo SERNIC e foi possível a sua neutralização, por volta das 20 horas na residência da sua amiga, onde era o seu esconderijo durante desde o mês de Maio”, disse Tsinine. (Malito João)

Nampula: neutralizados mais de 20 indivíduos suspeitos de estarem a caminho de Cabo Delgado para o terrorismo

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, neutralizou 21 indivíduos que se encontravam a caminho da província de Cabo Delgado, alegadamente para engrossarem as fileiras do grupo terrorista que tem vindo a destruir aquele ponto do país.

Os indivíduos justificam que iam a Cabo Delgado por garantias de emprego. “Tenho 20 anos e pai de dois meninos e natural do distrito de Alto Molocué, estou aqui porque apareceu uma pessoa que escreveu o meu nome para entrar numa empresa para começar a trabalhar para conseguir alimentação, depois de aceitar a proposta apareceu um carro e levou muita gente para qui em Nampula e de seguida ir para Cabo Delgado”, conta um dos detidos.

Um outro integrante do grupo, conta que “na minha casa apareceu alguém que disse que está a escrever pessoas para ter trabalho na empresa de instalação de antenas, por isso a pessoa levou o meu cartão de eleitor e depois apareceu um carro que nos levou até aqui em Nampula, mas antes muitos de nós que fomos recrutados despedimos as nossas mulheres e filhos que vamos trabalhar com promessas de regressar”.

O cabecilha do grupo, natural de Alto Molócuè, na província da Zambézia, nega esta acusação, mas conta que “no distrito de Molocué somos 18 e Nampula são três que no total somos 21 pessoas. Não recrutei ninguém, somente pedi algumas pessoas que estavam interessadas em trabalho em Cabo Delgado, porque ouvi que existem algumas empresas que precisam de pessoas”.

Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, refere que este não é o primeiro caso que acontece em Nampula, por isso que a corporação anda atenta a movimentos desta natureza.

“Atento ao facto de os indivíduos neutralizados não saberem quais motivos estão a deslocar-se a província de cabo Delgado, a polícia, para evitar um mal maior, neutralizou estes indivíduos que de seguida serão sensibilizados e devolvidos as suas zonas de origens para que de novo não sejam alvos de recrementos”, disse Nacute. (Nelsa Momade)

Nampula: Mulheres da Renamo unidas para não perderem as autarquias que a perdiz dirige em Nampula

Nampula (IKWELI) – Numa altura em  o partido Renamo prepara-se para realização das conferências  que vão culminar com a eleição de cabeças-de-listas para as eleições autárquicas de 11 de outubro  deste ano, as mulheres daquela formação política  garantiram  esta quarta-feira (05),  durante  a celebração do aniversário do seu destacamento feminino,  que  estarão unidas no trabalho para garantir a manutenção das autarquias sob sua gestão, bem como  vencer noutras,  enquanto perseguem o maior sonho de gerir o país depois do próximo ano.

De acordo co Abiba Aba, delegada política provincial da Renamo em Nampula, as mulheres do seu partido não vão fraquejar até tirar o partido Frelimo do poder e, de igual modo, para que não leve o município da cidade de Nampula. “Nós mulheres da Renamo a nossa meta é levar as oito autarquias da província de Nampula e levar Ossufo Momade, presidente da Renamo, para a ponta azul custa o que custar”, disse Aba.

Para que isso se concretize, disse Abiba que todas as mulheres e homens devem trabalhar para garantir a vitória do seu partido.

O partido Renamo defende que nas eleições deste ano haja maior representação das mulheres, diz estar a mobilizar por acreditar que dentro da formação política há várias com capacidades de gestão e liderança.

Este ano, as mulheres do partido Renamo comemoram 43 ano deste a criação do braço feminino do partido, grupo criado por três mulheres que, de acordo com a perdiz, juntaram-se aos homens para lutar pela democracia do país.  O aniversário foi celebrado depois de o seu partido ter encerrado a última base militar e ter entregue as armas, deixando claro que já não era partido armado. No âmbito do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) das forças residuais 121 mulheres deixaram as matas para se juntar as famílias, aguardando que sejam reintegradas na sociedade.

Maria Dique, membro da Comissão Política Nacional da Renamo, explicou que uma das maiores dificuldades que tem estado a se notar no processo do DDR tem a ver com a reintegração. “A reintegração é uma situação que está tendo dificuldades em termos da cedência de espaços, há muitos colegas desmobilizados que ainda não foram reintegrados nos sectores que constavam dos acordos”, disse Maria, que continua afirmando que “vocês sabem que as pensões são dadas a que já descontou, então, alguns que já tinham sido desmobilizados receberam durante um ano os subsídios e logo a seguir a promessa era da pensão. Neste momento, o grosso número não tem pensão e a informação que temos é de que já há dinheiro para isso, mas devem tratar documentação para que cada um entre no sistema”.

A fonte concluiu dizendo que estava condicionada a pensão ao encerramento da última base, sendo que com o fim do processo espera-se que o Governo cumpra com a sua promessa a semelhança do que o seu partido fez no âmbito do DDR. (Adina Sualehe)