Início Site Página 471

Aluno com sinais de consumo de droga espanca professor na escola secundária de Nampula

Nampula (IKWELI) – Um aluno da escola secundária de Nampula, supostamente sob efeito de drogas, espancou um professor da disciplina de física, na manhã da última quinta-feira (18), gerando enorme agitação, facto que paralisou o processo de ensino por, pelo menos, duas horas.

A escola secundária de Nampula tem sido destacada como um dos recintos de ensino e aprendizagem naquele ponto do país, onde há consumo de droga por parte de alunos, com o envolvimento de professores na venda. É nessa circunstância que o Governo tem vindo a envidar esforços para estancar o mal, promovendo palestras para sensibilizar os autores, assim como para dissuadir o consumo através da presença de agentes da Polícia da República de Moçambique.

No passado recente, um outro professor teria sido espancado por um aluno na escola secundária 12 de Outubro, nos arredores da cidade de Nampula, e na ocasião, também, aventava-se a hipótese de que o mesmo encontrava-se sob efeito de substâncias psicotrópicas.

Os colegas do aluno que se envolveu na briga com o docente alegam que o mesmo fez-se a sala de aulas em condições não muito boas, o que abria espaço para desconfianças de que o mesmo estava sob efeito de drogas.

Alguns dos alunos entrevistados pelo Ikweli afirmam ser recorrente que parte dos seus colegas se apresentem com comportamento alterados, por causa de consumo de drogas durante as aulas.

“O conflito começou quando eram 10 horas, porque um colega estava a circular no recinto escolar perturbando os outros alunos com intenção de aprender e quando o professor tentou impedir isto começou a luta entre estes e depois de algum tempo, o aluno contactou as suas amizades estranhas para fazer parte da luta e que acabou trazendo ferimentos para este professor. Também, como alunos, nós sentimo-nos mal estudar nesta escola, porque esse tipo de problema é frequente, tanto no recinto escolar ou não, se hoje aconteceu com este professor amanhã pode ser comigo e sem dúvida muitos alunos não querem cumprir com o regulamento interno da escola e daí que a confusão é contínua”, comenta um aluno 11ª classe, Guilherme Domingos.

Frequentando a 12ª classe, a aluna Fátima Braymo não esconde a sua preocupação com o fenómeno, a qual diz que quando chegou na escola encontrou um ambiente agitado. “O consumo de suruma ou álcool é uma preocupação para nós, porque durante esta luta pode envolver pessoas que não tem nada haver e quando afecta alguns alunos é uma ameaça, porque podem nos agredir os nossos telefones”.

Cada vez mais preocupado, os alunos pedem a presença massiva de agentes da PRM no recinto daquele que é o maior estabelecimento de ensino secundário público no norte de Moçambique.

“A falta de patrulhamento policial contribui para a existência de alunos consumidores de álcool e drogas e que recorrem a práticas não saudáveis nesta escola”, considera o aluno Azido Assumane, recordando que “o professor foi muito espancado por um aluno que chamou o seu grupo”.

Segundo esta fonte, “isso é excesso de drogas que leva com que alguns alunos venham fazer as suas vontades na escola, para serem vistos e muita das vezes este tipo de grupo chega aqui com   a tendência de arrancar telemóveis, pastas, colar e outras coisas valiosas que os alunos desta escola possuem e na sua maioria estes alunos procuram vender estes objectos no sentido de continuar a comprar e consumir drogas”.

A preocupação é maior

A situação mobilizou meio mundo em volta da escola secundária de Nampula, para se aperceber sobre o que realmente estava a acontecer.

“Para além de ser comerciante, sou pai e encarregado de dois menores de idade. Aqui, todos os dias estão a lutar entre alunos e até às vezes os professores são envolvidos. Os consumidores de drogas estão cheios e muitos são alunos desta escola, não estudam e somente usam o uniforme para disfarçar aos seus pais e a própria direção da escola e quando estes são impedidos a fazer movimentação na escola é daí que recorrem a violência”, conta Benilfo Francisco, cidadão que acorreu ao local para assistir a confusão.

Este pai receia que a proximidade de locais que vendem álcool, sem o mínimo de controlo, como sendo algo que propicia estas práticas.

No entanto, a direção da escola secundária de Nampula, através do director adjunto do 1⁰ clico do curso diurno, Muhamade Juma Abubacar, sublinhou que os pais devem ser responsabilizados pelos actos cometidos por parte dos filhos, justificando que o caso foi canalizado à polícia.

“No intervalo entre 10 á 11 horas recebi uma chamada dando conta que havia um grupo de alunos uniformizados com objectos contundentes. Quando o professor e director de classe se fizeram presentes, foi possível neutralizar dois alunos e que estiveram no meu gabinete e procurei saber o que eles estavam a tentar fazer e pedi apoio da polícia para recolher a uma unidade policial os alunos. Minutos depois, apareceu no recinto da escola um outro grupo de alunos e agrediram um colega que leciona a 8ª classe e para além desses, mais outros foram agredidos e estão no hospital”, conta esta fonte, prosseguindo que “na mesma confusão, envolvendo professores, fui sabendo que dois alunos, também, foram agredidos pelo mesmo grupo de alunos e este problema é frequente, embora temos aqui um grupo de coordenadores que se espalham durante o intervalo para garantir a tranquilidade e as vezes temos neutralizado alguns elementos e quando estes são levados a esquadra, tratando-se de menores, o Ministério Público diz que não há qualquer responsabilidade criminal e estes actos de vandalismos nas escolas ainda continuam e cabe a quem de direito rever o que está a falhar”.

Recentemente, a directora do Gabinete Provincial de Combate a Droga, em Nampula, Isabel Sanfins, salientou que ainda há falta de envolvimento dos pais e encarregados de educação no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem e o diálogo com os filhos, afirmando que tal situação leva aos adolescentes e jovens a recorrer a práticas nocivas que podem levar a postura não aceitável a nível da comunidade, concretamente o consumo de álcool e drogas.

“Nas nossas palestras temos vindo a informar sobre a prática do consumo de drogas, porque isso constitui um risco maior, embora que a falta de comunicação diariamente por parte dos pais e encarregados de educação, os filhos sofrem a depressão que nalgum momento olham a droga para aliviar os seus problemas. Mas agora estamos a trabalhar com vista a colmatar o problema na escola e na comunidade e é preciso que os pais encarregados estejam envolvidos para combater nesta causa que cada dia constitui um desafio ao governo”, disse, na ocasião, a fonte.

Enquanto isso, o chefe de Relações Públicas da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, Dércio Samuel, disse que por tratar-se de menor, o aluno ora agressor, os pais e encarregados de educação serão responsabilizados pelo acto cometido no sentido de sensibilizar os seus educandos e apela maior denúncia sobre vários casos de consumo de drogas na comunidade e sobretudo nas escolas.

Samuel diz que a corporação não tem uma equipa afecta aquela unidade de ensino, mas que garante patrulhamento nas ruas e avenidas em volta da escola. (Nelsa Momade)

De pedreiro a ladrão: Indivíduo troca de actividade para ganhar mais e rápido

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 22 anos de idade, por sinal pedreiro e residente na unidade comunal 7 de Setembro, na zona residencial de Mutotope, nos arredores da cidade de Nampula, foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM), indiciado em assaltar residências.

Com conhecimento técnico e habilidades sobre infra-estruturas, o indivíduo, segundo conta a polícia, demolia paredes, para a posterior introduzir-se no interior nas residências onde se apoderava de bens alheios.

O caso mais recente, com o envolvimento do mesmo, ocorreu no dia 15 do corrente mês, na circunscrição sob alçada da 2ª Esquadra da PRM, tal como confirmou a imprensa Dércio Samuel, chefe de Relações Públicas no comando provincial da corporação.

O indiciado confessa o seu envolvimento nos crimes de que lhe são imputados, e afirma ser “especialista” na demolição de paredes.

Aliás, segundo ele, esta vez foi muito complicado, porque a parede que ele queria furar é do seu próprio vizinho, e lança a culpa para a sorte, que lhe deixou cair nas malhas da polícia, onde está a ver sol aos quadradinhos.

“Estou preso porque o dia chegou, roubei muitos dias e hoje é pela minha primeira vez que entro na cadeia por causa de roubo, por isso olho como sendo azar o que me aconteceu desta vez”, refere o indiciado.

Na mesma ocasião, a PRM apresentou, também, o chefe de uma quadrilha perigosa, que aterrorizava os moradores do bairro de Natikiri, concretamente na zona do mercado Waresta, na posse de alguns electrodomésticos resultantes de uma actividade de furto que perpetraram recentemente na casa de uma anciã, por sinal sua vizinha.

De acordo com Dércio Samuel, todos os casos criminais serão seguidos os trâmites legais para que os indiciados sejam responsabilizados exemplarmente pelos crimes cometidos. (Malito João)

Monapo: Funcionário da EDM viola sexualmente quatro crianças numa só noite

Nampula (IKWELI) – Um cidadão de 35 anos de idade está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), na vila de Monapo, sede do distrito com o mesmo nome, indiciado de ter violado sexualmente quatro menores de 13 anos de idade.

Segundo o Ikweli apurou, o incidente ocorreu no passado domingo (16) e, tudo começou quando o indiciado de 35 anos, natural de Nacala, e funcionário da Electricidade de Moçambique (EDM) afecto a área de Monapo, cuja identidade omitimos por presunção de inocência, convidou as quatro meninas para um convívio.

Inicialmente, segundo contaram-nos as nossas fontes, o convívio foi numa estância hoteleira ao nível da vila de Monapo, onde o visado comprou bebidas alcoólicas às meninas para além de outros doces. Mais tarde, levou-as para Carapira, uma zona que dista poucos quilómetros da vila-sede, onde passou toda noite daquele domingo e que terá se consumado o acto sexual.

Foi um domingo de terror para os pais e encarregados de educação daquelas meninas, dado que desconheciam o paradeiro das filhas, e que só no dia seguinte é que tomaram conhecimento do ocorrido.

Neste momento de angústia, alguns pais e encarregados ouvidos pelo Ikweli exigem que a justiça seja integralmente feita contra o infractor, como forma de desencorajar tal prática criminosa.

“É verdade, eu tenho uma filha, ela vive comigo, mas sumiu de casa por volta das 18 horas. Então, quando cheguei em casa perguntei onde ela estava, mas ninguém sabia responder. Preocupados dormimos, e por volta das 7 horas do dia seguinte estava passar outro pai que, também, estava à procura da sua filha, dali a situação começou a preocupar-nos ainda mais”, conta um pai de uma das vítimas que pediu o anonimato.

“Às 9 horas fomos remeter o caso a polícia, depois fomos informados que elas foram compradas cervejas e bolachas por esse indivíduo. Depois as meninas foram levadas para os exames médicos e confirmaram que houve relações. Por exemplo a minha filha foi constatada que tinha espermatozoide recente”, contou preocupado o pai que citamos anteriormente, o qual insta as autoridades a pautarem pela justiça adequada no caso.

Nelsa Camilo, tia de uma das vítimas, também, lamentou o comportamento do suposto violador, e pede a justiça que seja directamente proporcional ao tipo de crime cometido. “Nenhuma mãe merece viver situação igual. Então, a justiça tem que ser feita de modo que outros homens não venham a seguir o mesmo caminho. É uma situação triste, ele coagiu a meninas, usou vias mais baratas para se aproveitar delas, porque sabia que se se metesse com mulheres adultas lhe sairia caro. As penas devem ser exemplares para ele”, referiu a fonte, pedindo a outros homens a não tomarem atitude adjacente a do jovem que neste momento está nas celas da PRM. (Constantino Henriques)

Nampula: 2 Estudantes detidos por tentaram corromper docente

Nampula (IKWELI) – Dois estudantes do curso de Licenciatura em Biologia, em uma das instituições de ensino superior da cidade de Nampula, foram detidos em flagrante delito pelo Gabinete Provincial de Combate a Corrupção (GPCC), no dia 15 do corrente mês, por subornar um docente e um outro indivíduo alheio àquela instituição de ensino.

Os referidos estudantes, segundo uma nota de imprensa do GPCCN, “foram encontrados na posse de dezassete mil meticais, correspondentes a contribuição de 19 estudantes, a razão de 1.400.00MT cada um deles. A dupla confessou o acto, apesar de a neutralização ter acontecido antes que estes pudessem entregar o valor aos visados”.

“Por existirem fortes indícios da prática dos tipos legais de crimes de corrupção passiva e corrupção activa, instaurado o processo-crime contra os mesmos que corre termos sob nº 79/0301/P/GPCCNPL/2023. Os indiciados foram presentes ao juiz para primeiro interrogatório de arguido preso, remessa do processo ao Tribunal Judicial da Província de Nampula onde seguirá seus trâmites legais para actos subsequentes”, conclui o comunicado. (Redação)

 

Chefe de uma comissão na AM da cidade de Nampula ameaça de morte Celso Correia

Nampula (IKWELI) – O ministro moçambicano da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, que também é chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, pelo partido Frelimo, é ameaçado de morte pelos membros do partido Renamo, por alegadamente ser suspeito de liderar uma tentativa de fraude nas eleições autárquicas de 11 de Outubro do ano em curso.

A Comissão Política Nacional da Frelimo confiou a Celso Correia, actual Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, por sinal director de campanha nacional do partido dos camaradas, para ser chefe da brigada central de assistência ao maior e desafiante círculo eleitoral do país, Nampula, depois de uma missão defraudada de Filipe Paunde e Tomás Salomão, nos últimos dois escrutínios.

Ao confiar no Correia para Nampula, a Frelimo pretende resgatar os municípios actualmente sob gestão do eterno rival, partido Renamo, destacadamente a cidade de Nampula, Nacala, Angoche, Ilha de Moçambique e Malema, para além de consolidar a liderança nos municípios de Ribáuè e Monapo e estrear o município de Mossuril.

Esse desejo da Frelimo pode custar a vida a Celso Correia, que é visto pelos opositores como sendo principal máquina para manipular os resultados das eleições do próximo dia 11 de Outubro do presente ano, por que, em razão disso, a Renamo já avançou publicamente recorrer a actos macabros contra o suspeito.

Coube a Carlos Fernando, membro da Assembleia Municipal pela bancada da Renamo, e Presidente da Comissão da Polícia Municipal e Fiscalização, exteriorizar os avisos da segunda maior força política nacional, no decurso da 2ª Sessão Ordinária daquele órgão fiscalizador que teve lugar na última terça-feira (18).

“Antes de terminar com a minha intervenção, apraz-me exortar ao senhor Celso Correia que esta unidade geográfica chamada cidade de Nampula é habitada maioritariamente por macuas, aqueles que um dia chamaram de Macuas falsos, xingondos e mais outros nomes. Se o Celso Correia vem aqui para mostrar a sua habilidade de roubar nas eleições de 11 de Outubro, saiba que daqui sairá sem dentes”, disse Carlos Fernando, para merecer os aplausos dos seus correligionários.

“Senão mesmo encaixotado, porque o povo sabe que mesmo com o coitadinho de Manuel Rodrigues, como vosso cabeça-de-lista, aqui em Nampula não passa”, acrescentou Carlos Fernando.

Um dos pontos de agenda da referida sessão foi a apresentação, análise e aprovação da proposta do plano de actividades da edilidade para 2024. A proposta do executivo de Paulo Vahanle foi aprovada pelos membros da bancada da Renamo e do MDM, sendo que a Frelimo se posicionou contra. (Redação)

Namicopo promove desporto para pessoas com deficiências

Nampula (IKWELI) – Namicopo, o famoso e mais populoso bairro de Moçambique, localizado na cidade de Nampula, continua a inovar. Depois de consolidar a prática do desporto motorizado, com recurso as “cinquentinhas”, agora é a vez da corrida envolvendo as pessoas com deficiência daquela circunscrição geográfica.

A corrida de pessoas com deficiência, com recurso às carrinhas de roda, acontece na mesma pista em que é realizado o desporto motorizado. Numa primeira fase fazem parte da competição os deficientes residentes naquele bairro, em número reduzido.

Pretende-se com aquela iniciativa, em conformidade com os organizadores, garantir inclusão social dos visados.

O pontapé de saída da referida corrida deu-se no pretérito fim-de-semana. Os atletas ostentam os números dos famosos clubes do desporto motorizado de Namicopo, destacadamente 777, 94 e 050, fazendo com que o público desperte, ainda mais, o interesse por aquela prática desportiva. Nos primeiros confrontos, realizados no sábado e domingo, foram ganhos por Arlindo Muachora, da 777.

“Não é bem desporto, mas estamos a fazer aquilo de modo que aqueles deficientes se sintam úteis a sociedade, porque, afinal de contas, o facto de eles serem deficientes não significa que já morreram para a sociedade. É uma forma de valorizar o homem, desta maneira, assim como agora o bairro de Namicopo está valorizado com a introdução do desporto motorizado, assim como espectáculos musicais”, disse Abdul Hanane, presidente da comissão organizadora.

Segundo acrescentou Hanane, “numa primeira fase, nós começamos com um número reduzido, mas com o tempo o número vai aumentar de acordo com as circunstâncias e com a realidade. Não podemos logo correr e chamar muita gente, enquanto não estivermos tecnicamente, ou em termos de recursos humanos com capacidade para organizar. Então, o número vai subindo e o mais engraçado é que conseguimos atribuir cada concorrente que faz parte do leque dos deficientes, o número de cada clube e isto criou mais expectativa, sentimos a presença em massa do público, é uma grande animosidade, entusiasmo dos amantes desta modalidade, abraçando, acarinhando aquele que é deficiente”.

Algumas pessoas com deficiência participantes na corrida disseram ao Ikweli de que a iniciativa é boa, e pedem que mais pessoas sejam envolvidas de modo que venha para ficar.

Arlindo Muachora, de 54 anos de idade, pai de quatro filhos, é natural de Mecubúri, actualmente residente no bairro de Namicopo. Para ele, os dois dias que competiu no campo de “WaHanane” entraram para a história da sua vida. Para além do carinho e solidariedade mostrado pelo público presente naquele recinto desportivo, Arlindo Muachora é também grato pelo facto de nesse período não se fazer ao centro da cidade para pedir esmola com vista a sustentar sua família.

“Nós fomos convidados e estamos aqui a competirmos. É pena que ainda não temos ajuda, como pode ver as nossas carinhas não estão em boas condições mecânicas, mas as pessoas que pensaram nesta actividade estão mesmo de parabéns. Eu não esperava que estaria aqui a competir, já que algumas pessoas nos consideram como que somos incapazes, mas isso não constitui verdade”, referiu Muachora.

“O pouco que conseguimos aqui no Hanane dá para ajudar a família, naquele dia. Nesses dois dias estamos descansados de irmos à cidade pedirmos esmola, por isso estou a pedir para que essa ideia não pare, vamos continuar e, quem lá sabe, se um dia podemos subir avião para fora da província e do país para irmos competir”, desejou a fonte.

Quem também se sente surpreendido, pela positiva, com o convite é Sirage Essiaca, natural e residente de Namicopo, 47 anos de idade e pai três filhos. Eu estou feliz com este tipo de iniciativa. Isto nos ajuda muito em termos físicos, já que ao corrermos estamos a treinar. O meu pedido é que essas competições não podem terminar por aqui, que muitas pessoas se juntem a essa iniciativa e apoiem-nos naquilo que puderem. Mesmo oferta em caderno para os nossos filhos serão bem-vindos.  Essa pessoa que pensou assim veio nos salvar, porque nos sentíamos isolados”, disse.

“Na verdade, achei coisa importante porque assim Moçambique está a criar um espaço para nós. Agora me sinto bem, por isso sou grato pela organização”, disse o jovem Rodolfo Miranda, 24 anos de idade, pai uma filha, natural e residente em Namicopo.

Para Júnior Augusto Nacuo, 27 anos de idade, “esta iniciativa é muito boa, quando vim aqui me senti feliz. Antes não tinha competido, aqui é pela primeira vez que estou a competir”, precisou o nosso entrevistado. (Constantino Henriques)

Nampula: Conselho autárquica da capital provincial preocupado em melhorar o saneamento do meio

Nampula (IKWELI) – O conselho autárquico da cidade de Nampula, no norte de Moçambique, tem se evidenciado, nos últimos dias, no melhoramento do sistema de saneamento do meio da urbe, com acções de remoção de resíduos sólidos nas valas de drenagem.

As valas de drenagem, e alguns rios que correm na cidade, tem sido depósitos recorrentes e propositados de lixo, maioritariamente protagonizado por moradores locais. Esta prática fez com que o escoamento de águas fluviais e águas negras não ocorresse como deve ser.

A Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA) é a entidade responsável por esta actividade, e o Ikweli observou os primeiros momentos ao longo da conhecida estrada nova que liga o mercado do Matadouro a avenida do Trabalho, passando pela Escola Básica de Mutauanha.

É nesta zona que as valas de drenagem se encontravam, quase, totalmente assoreadas e com excesso de lixo.

A população que vive nas bermas daquelas valas de drenagem mostrasse satisfeita com a acção, pois o lixo criava vários insectos, como moscas, baratas, mosquitos entre outos, os quais invadiam as residências dos mesmos, provocando assim várias doenças, principalmente em crianças, que estão expostas a vários ambientes da casa.

“Na verdade, gostei muito quando vi esses senhores do município, neste local, a remover esse lixo”, comenta a moradora Amina Jorge, recordando que “não é fácil conviver com o lixo. Imagina só, a luz do dia, você está sentado e quem te faz companhia são as moscas e de noite mesma situação com os mosquitos, assim como é uma pessoa não vai adoecer, então com a recolha deste lixo pode minimizar o problema, impedindo assim a criação massiva destes insectos”.

Satisfeitos com a acção da EMUSANA, os vendedores do mercado do Matadouro apelam aos residentes locais para mudarem de comportamento, no sentido de não deitarem o lixo nas valas de drenagem.

“Primeiro quero agradecer esta iniciativa desta empresa EMUSANA, mas também tenho aqui a dizer que o problema principal é a própria população que tem deitado lixo neste local, também as águas das chuvas contribuem”, disse Orlando, vendedor e residente no mesmo bairro.

Para esta fonte, “este lixo está aqui nas valas há muito tempo, mas se hoje vieram tirar isso é muito bom, porque a gente não consegue ficar à vontade com o mau cheiro vindo destas valas provocada pelo mesmo lixo”, concluiu esta fonte. (Hermínio Raja)

 

Moçambique: Há cada vez mais interesse em participar nos processos eleitorais

Nampula (IKWELI) – O interesse em participar, activamente, nas sextas eleições autárquicas agendadas para 11 de Outubro próximo demonstra, claramente, o crescimento da consciência dos cidadãos em processos políticos e democráticos, tanto é que o número de candidaturas recebidas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) foi maior que nos últimos períodos.

Este dado foi confirmado por Paulo Cuinica, porta-voz da CNE, a margem da 15ª sessão plenária do órgão realizado na cidade de Maputo na última segunda-feira (16), o qual disse que este processo apresenta maior participação quando comparado ao de 2018.

“Já contamos com maior participação das formações políticas, pois em 2018 tivemos 19 formações políticas que manifestaram o seu interesse em participar nas eleições autárquicas e neste ano contamos com 23”, disse.

No encontro foram partilhados procedimentos de orientação dos proponentes aos partidos políticos, coligações eleitoras proponentes já inscritos, e os de mais interessados, com vista a garantir a eficiência e eficácia na preparação e na apresentação de documentos.

“A CNE acredita que com estes instrumentos aprovados, os concorrentes as sextas eleições autárquicas de 11 de Outubro poderão ter um guião ou um meio de orientação para que os processos de candidatura estejam devidamente instruídos”, entende a fonte.

O processo de inscrição de partidos, coligação de partidos políticos e grupo de cidadãos eleitores e do público em geral iniciou a 26 de junho e termina no dia 24 de julho corrente.

Passados 21 dias, foram inscritas 23 candidaturas, dentre formações políticas, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos. (Antónia Mazive)

Manuel Rodrigues sonha em transformar Nampula numa cidade de referência nacional e internacional

Nampula (IKWELI) – O actual governador de Nampula e cabeça-de-lista do partido Frelimo nas eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro do ano em curso para a cidade de Nampula, Manuel Rodrigues, conta que aceitou o desafio por forma a contribuir no desenvolvimento socioeconómico da considerada capital do norte.

Já lá vão dez anos que o partido Frelimo perdeu a oportunidade de conduzir os destinos dos citadinos de Nampula. Foram as históricas e polémicas eleições autárquicas de 2013 em que o partido dos camaradas deu o adeus a governação do terceiro mais importante município de Moçambique, ao perder o escrutínio a favor do malogrado Mahamudo Amurane que representava as cores do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, devido a gestão danosa dos anteriores edis da mesma Frelimo.

Nas eleições de 2018, o eleitorado de Nampula, também, não deu trégua a Frelimo, tendo preferido votar de maneira massiva e surpreendente ao partido Renamo, numa lista encabeçada pelo actual autarca, Paulo Vahanle.

Para o escrutínio de 11 de Outubro próximo, e para contornar a humilhação vivida nas duas anteriores eleições, a Frelimo elegeu no último domingo (16), Manuel Rodrigues, actual governador da província, como cabeça-de-lista, por achar nele qualidades para fazer face ao controverso Paulo Vahanle, actual Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula e que mereceu confiança da Renamo para a próxima contenda.

Falando a jornalistas momentos após ser eleito, Manuel Rodrigues disse que entrou na corrida para, após vencer as eleições, transformar a cidade de Nampula numa autarquia de referência nacional, através da melhoria das condições de saneamento do meio, bem como o desenvolvimento socioeconómico da urbe.

“Queria dizer que somos todos por Nampula, como província e, naturalmente, esta é a vez das eleições autárquicas e estamos a preparar. Como partido Frelimo, queria em primeiro lugar agradecer pela confiança que nos foi depositada pela direcção máxima do partido, na pessoa de sua excelência Presidente, Filipe Nyusi, o nosso camarada Presidente do partido e da República de Moçambique e, igualmente, agradecer os membros do partido aqui ao nível do distrito de Nampula, porque votaram-nos de forma muito expressa, portanto em 100%, o que mostra a confiança que depositam em nós para de facto lavarmos a imagem da cidade de Nampula”, começou Manuel Rodrigues.

“Precisamos resgatar, trazer a boa imagem que a nossa cidade de Nampula sempre teve.  A cidade de Nampula é apelidada como capital do Norte, então, nós temos que, a partir de agora, trabalharmos para, de facto, arrancarmos das mãos alheias, daqueles que estão a frente da cidade, de forma que ela não tenha buraco, não tenha muito lixo, seja cidade com muita água. O   ordenamento deve ser prioritário por causa das mudanças climáticas e não só, como também a necessidade de criarmos o bem-estar para os munícipes que vivem nesta bela e linda cidade de Nampula”, prosseguiu.

“Igualmente, nós estamos a pensar na juventude, pensamos nos jovens para com jovens trabalharmos no auto-emprego, com jovens trabalharmos na busca de mais oportunidades para que eles possam, na verdade, contribuir para a nossa cidade de Nampula”, precisou.

Por outro lado, constitui uma das missões de Manuel Rodrigues, se estiver no volante da autarquia de Nampula, “combatermos a arrogância daquilo que é o relacionamento que tem que haver com os munícipes. O que assistimos hoje é um desrespeito total dos munícipes, nós queremos eliminar isso. Os vendedores devem ser respeitados para dar sua sobrevivência, e aqui sim, nós vamos trabalhar para que isso possa naturalmente ser realidade neste município”.

“Em fim, vamos todos juntos e com a inclusão de todo munícipe para que possamos desenvolver a nossa cidade de Nampula com parcerias e com a inclusão de todos aqueles que gostam da nossa cidade. Portanto, estamos todos convidados para participarmos naquilo que queremos Nampula seja”, acrescentou a fonte.

O chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, Celso Correia, disse na ocasião que a decisão da escolha de Manuel Rodrigues foi acertada, tendo em conta os objectivos do partido neste processo eleitoral.

Apesar de existir corações entristecidos no seio dos camaradas, sobretudo aqueles que ansiavam ser cabeça-de-lista, mas que viram-se forçados a retirar as suas candidaturas deixando apenas ao actual governador de Nampula, Celso Correia assegurou que o ambiente de camaradagem reinou durante o processo, a semelhança de outras 7 autarquias da província.

“De facto, sentimos que houve um espírito de união e coesão. Eu sempre tenho dito que em democracia vive-se a ditadura de voto, mas a união e coesão faz-se com consensos e com harmonia, e foi o que sentimos não só na cidade de Nampula, mas em todas as autarquias. Portanto, esse era um dos objectivos, escolher o melhor dentre os melhores para representar o partido Frelimo como candidatos a cabeça-de-lista nas oito autarquias”, disse Correia.

“Para nós era importante que saíssemos neste espírito de festa que todos tivemos a oportunidade de presenciar, e ao mesmo tempo ter camaradas membros da Frelimo, cabeças de lista que tenham atributos que possam cativar o eleitorado e que possa implementar os programas da Frelimo da melhor forma possível”, continuou a fonte, para depois mostrar-se optimista na escolha a Manuel Rodrigues.

“Existiu, como de sempre, uma selecção natural por parte dos membros, pelo currículo, experiência, pelas suas qualificações também, mas alguns princípios básicos de liderança, no caso da cidade de Nampula temos um candidato extremamente experiente, conhecedor, muito próximo da população, a cidade de Nampula já o conhece. Portanto, é uma pessoa que carrega a cidade, carrega a província no coração e acredito que vai haver uma ligação muito forte, independentemente se o eleitorado é da Frelimo ou não, acreditamos que todo eleitorado da cidade de Nampula vai ter uma ligação muito forte com o nosso candidato, não só na cidade de Nampula como também nas outras autarquias”, perspectivou Celso Correia. (Constantino Henriques)

Nampula: Munícipes criticam tapamento de buracos com saibro

Nampula (IKWELI) – O conselho autárquico da cidade de Nampula, tal como prometera, após as chuvas começou com o melhoramento, através de obras de manutenção, das vias da urbe, mas com recurso a saibro.

Este recurso encontrado pela edilidade não está a agradar aos munícipes locais, os quais consideram como sendo não muito bom e que promove a sujidade da cidade.

O tapamento de buracos com areia acontece um pouco por toda a cidade, tal como verificamos nas principais avenidas e ruas da periferia.

“Nós temos bebés em casa, o município não poderia arranjar essas estradas com areia, isto porque, primeira essa areia cria muita poeira, segundo quando chegar o tempo chuvoso será um outro problema, a mesma areia irá transformar-se em matope e não será fácil a gente caminhar”, disse um munícipe que não quis se identificar, avançando que “acredito eu que o conselho municipal tem condições de colocar asfalto nessas vias de acesso, não sei porquê escolheu colocar areia”.

O mesmo sentimento é partilhado pelos automobilistas, tal como referiu Dionísio Luís, condutor de um “chapa-100”.

“Em termos de durabilidade não temos nenhuma esperança, por que, invés de taparem com alcatrão tapam com areia, logo aquela que cria lama, e isso já é outro transtorno para nossos trabalhos, fora disso para os peões já não tem como escapar da poeira porque é muito intenso, pior nossos clientes que param perto da estrada a espera do transporte. O município deveria identificar os locais da estrada mais péssimos, remover um pouco da parte da mesma estrada e colocar alcatrão”, disse Dionísio.

Para este nosso interlocutor, “a cidade toda está com estradas esburacadas, mas tem aqueles locais mais críticos, que devem fazer alguma coisa para a melhoria da mesma e não colocar areia que depois de cair pequena chuva vai transformar-se em lama. Nós gostaríamos que tivéssemos uma estrada condigna, porque pagamos taxas e são muitas taxas e não sei onde vai todo dinheiro que recolhem nas estradas”.

Para Atumane Momade, Motorista de “chapa 100” na rota Waresta/Muhala Expansão, a cidade de Nampula carece de novas estradas.

“Não temos nenhuma estrada a nível da cidade de Nampula, e para piorar o município ontem estava a colocar areia a nível desta via, ou seja, estava a colocar Matope, isto porque quando chover aquilo já não vai ser areia, mas sim teremos uma estrada cheia de lama. O que nós queremos é que o conselho municipal tape os buracos usando asfaltos e não areia. Nós sabemos muito bem que o município tem dinheiro para tal, porque eles ganham muito dinheiro diariamente”, considera essa fonte.

Saibro não é solução eficaz, para tapar os buracos

O Engenheiro Civil Jorge Ivaty Maculuve esclarece que a reabilitação das vias de acesso com areia do tipo saibro não é uma opção viável, vendo a dimensão do problema das estradas que a cidade de Nampula enfrenta.

“Se calhar é uma medida imediata que viram, dada a gravidade da situação, e não sei qual é a operação que vem depois disso”, comenta Maculuve, prosseguindo que “colocar areia de saibro nas estradas esburacadas não é uma solução duradoura, basta chover toda areia vai sair, até que não precisa chover com a capacidade dos carros que passam, vão tirando o material, porque não é um material consistente, diria que não é uma operação recomendável como tal”.

Segundo esta fonte, aquela actividade, naquelas operações, “ela é feita de forma transitória, porque depois é preciso colocar o asfalto por cima, agora se for uma actividade definitiva, de certeza que não vai ser duradoura, porque logo a primeira chuva apareça, aquela areia vai ser varrida, agora não sei qual é o propósito ou de que maneira estão a fazer”, concluiu.

Para entender esta actividade, o Ikweli tentou, sem sucesso, ter a opinião apurado do conselho autárquico da cidade de Nampula. (Hermínio Raja)