Manuel Rodrigues sonha em transformar Nampula numa cidade de referência nacional e internacional

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Nampula (IKWELI) – O actual governador de Nampula e cabeça-de-lista do partido Frelimo nas eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro do ano em curso para a cidade de Nampula, Manuel Rodrigues, conta que aceitou o desafio por forma a contribuir no desenvolvimento socioeconómico da considerada capital do norte.

Já lá vão dez anos que o partido Frelimo perdeu a oportunidade de conduzir os destinos dos citadinos de Nampula. Foram as históricas e polémicas eleições autárquicas de 2013 em que o partido dos camaradas deu o adeus a governação do terceiro mais importante município de Moçambique, ao perder o escrutínio a favor do malogrado Mahamudo Amurane que representava as cores do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, devido a gestão danosa dos anteriores edis da mesma Frelimo.

Nas eleições de 2018, o eleitorado de Nampula, também, não deu trégua a Frelimo, tendo preferido votar de maneira massiva e surpreendente ao partido Renamo, numa lista encabeçada pelo actual autarca, Paulo Vahanle.

Para o escrutínio de 11 de Outubro próximo, e para contornar a humilhação vivida nas duas anteriores eleições, a Frelimo elegeu no último domingo (16), Manuel Rodrigues, actual governador da província, como cabeça-de-lista, por achar nele qualidades para fazer face ao controverso Paulo Vahanle, actual Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula e que mereceu confiança da Renamo para a próxima contenda.

Falando a jornalistas momentos após ser eleito, Manuel Rodrigues disse que entrou na corrida para, após vencer as eleições, transformar a cidade de Nampula numa autarquia de referência nacional, através da melhoria das condições de saneamento do meio, bem como o desenvolvimento socioeconómico da urbe.

“Queria dizer que somos todos por Nampula, como província e, naturalmente, esta é a vez das eleições autárquicas e estamos a preparar. Como partido Frelimo, queria em primeiro lugar agradecer pela confiança que nos foi depositada pela direcção máxima do partido, na pessoa de sua excelência Presidente, Filipe Nyusi, o nosso camarada Presidente do partido e da República de Moçambique e, igualmente, agradecer os membros do partido aqui ao nível do distrito de Nampula, porque votaram-nos de forma muito expressa, portanto em 100%, o que mostra a confiança que depositam em nós para de facto lavarmos a imagem da cidade de Nampula”, começou Manuel Rodrigues.

“Precisamos resgatar, trazer a boa imagem que a nossa cidade de Nampula sempre teve.  A cidade de Nampula é apelidada como capital do Norte, então, nós temos que, a partir de agora, trabalharmos para, de facto, arrancarmos das mãos alheias, daqueles que estão a frente da cidade, de forma que ela não tenha buraco, não tenha muito lixo, seja cidade com muita água. O   ordenamento deve ser prioritário por causa das mudanças climáticas e não só, como também a necessidade de criarmos o bem-estar para os munícipes que vivem nesta bela e linda cidade de Nampula”, prosseguiu.

“Igualmente, nós estamos a pensar na juventude, pensamos nos jovens para com jovens trabalharmos no auto-emprego, com jovens trabalharmos na busca de mais oportunidades para que eles possam, na verdade, contribuir para a nossa cidade de Nampula”, precisou.

Por outro lado, constitui uma das missões de Manuel Rodrigues, se estiver no volante da autarquia de Nampula, “combatermos a arrogância daquilo que é o relacionamento que tem que haver com os munícipes. O que assistimos hoje é um desrespeito total dos munícipes, nós queremos eliminar isso. Os vendedores devem ser respeitados para dar sua sobrevivência, e aqui sim, nós vamos trabalhar para que isso possa naturalmente ser realidade neste município”.

“Em fim, vamos todos juntos e com a inclusão de todo munícipe para que possamos desenvolver a nossa cidade de Nampula com parcerias e com a inclusão de todos aqueles que gostam da nossa cidade. Portanto, estamos todos convidados para participarmos naquilo que queremos Nampula seja”, acrescentou a fonte.

O chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, Celso Correia, disse na ocasião que a decisão da escolha de Manuel Rodrigues foi acertada, tendo em conta os objectivos do partido neste processo eleitoral.

Apesar de existir corações entristecidos no seio dos camaradas, sobretudo aqueles que ansiavam ser cabeça-de-lista, mas que viram-se forçados a retirar as suas candidaturas deixando apenas ao actual governador de Nampula, Celso Correia assegurou que o ambiente de camaradagem reinou durante o processo, a semelhança de outras 7 autarquias da província.

“De facto, sentimos que houve um espírito de união e coesão. Eu sempre tenho dito que em democracia vive-se a ditadura de voto, mas a união e coesão faz-se com consensos e com harmonia, e foi o que sentimos não só na cidade de Nampula, mas em todas as autarquias. Portanto, esse era um dos objectivos, escolher o melhor dentre os melhores para representar o partido Frelimo como candidatos a cabeça-de-lista nas oito autarquias”, disse Correia.

“Para nós era importante que saíssemos neste espírito de festa que todos tivemos a oportunidade de presenciar, e ao mesmo tempo ter camaradas membros da Frelimo, cabeças de lista que tenham atributos que possam cativar o eleitorado e que possa implementar os programas da Frelimo da melhor forma possível”, continuou a fonte, para depois mostrar-se optimista na escolha a Manuel Rodrigues.

“Existiu, como de sempre, uma selecção natural por parte dos membros, pelo currículo, experiência, pelas suas qualificações também, mas alguns princípios básicos de liderança, no caso da cidade de Nampula temos um candidato extremamente experiente, conhecedor, muito próximo da população, a cidade de Nampula já o conhece. Portanto, é uma pessoa que carrega a cidade, carrega a província no coração e acredito que vai haver uma ligação muito forte, independentemente se o eleitorado é da Frelimo ou não, acreditamos que todo eleitorado da cidade de Nampula vai ter uma ligação muito forte com o nosso candidato, não só na cidade de Nampula como também nas outras autarquias”, perspectivou Celso Correia. (Constantino Henriques)

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