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Nampula: Mulheres deslocadas enfrentam dificuldades no acesso aos serviços de saúde materno infantil no centro de Corrane

Nampula (IKWELI) – Acolhidas no centro de reassentamento de Corrane, no distrito de Meconta, parte das mulheres deslocadas da província de Cabo Delgado enfrentam dificuldades no acesso aos serviços de saúde materno infantil, sobretudo os ligados a maternidade, o que obriga as mesmas a recorrerem a partos caseiros.

Segundo apuramos em Corrane, as mulheres são obrigadas a percorrer, pelo menos, cinco quilómetros para terem acesso a uma unidade sanitária, localizada no centro da sede do posto administrativo.

Essa distância é ainda fazível durante a gestação, para atender as consultas pré-natais, mas fica complicado quando chega o momento de dar à luz.

Zeza Aboba Ali, com 33 anos de idade é mãe de três (03) filho, é deslocada de guerra no distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, mas que atualmente encontra-se a viver no centro de reassentamento de Corrane, na província de Nampula, desde o mês de agosto de 2021, ao Ikweli conta que o serviço de saúde local funciona nas tendas e não dispõe de maternidade, por isso, várias mulheres recorrem ao parto tradicional.

“No período da manha e depois de tantas queixas, acabei nascendo o meu filho dentro de casa, com ajuda de minha mãe, tias e outras mulheres que ajudam as outras no processo de parto”, disse.

Zeza Ali, deslocada

Esta fonte recorda-se que “no dia que me iniciaram as dores de parto, tive que ligar para socorrista que, nalgumas vezes, trabalha no centro de saúde local e lá  não tem medicamentos e nem maternidade. A médica disse que se eu estivesse à procura de serviços de saúde urgente, para dar o parto, devia alugar uma motorizada e abastecer, para a posterior ser levada ao hospital, localizado na sede do posto administrativo. Contudo, haveria a necessidade de ter nas mãos um dinheiro, no valor de 300,00Mt (trezentos meticais), mas antigamente existia uma motorizada que ajudava as mulheres em estado de gravidez. Mas ainda quando tentássemos contactar uma medica, cá no centro, dizia que era noite e não podia fazer nada, a estrada estava danificada e não tinha tanta experiência para fazer o parto”, referindo que uma ambulância afecta ao centro faria muita diferença na vida e na saúde das mulheres locais.

Aziza Ali, outra deslocada, aponta que o seu primeiro parto, fora de uma unidade sanitária, trouxe tristeza na família, pois “quando estava grávida passava muito mal e não imaginava que teria este meu filho que o parto aconteceu neste centro de Corrane, as dores que sentia eram maiores e sem nenhum apoio das enfermeiras, depois de algum tempo consegui fazer o parto em casa e o sangue no meu corpo era pouco. Nós as mulheres temos falta de alimentação variada e, às vezes, recorremos a alguns produtos não muito saudáveis, o meu caso particular quando estava grávida tive muita falta de comida que não me permita ter as forças necessárias para continuar uma vida normal”

Por outro lado, esta nossa interlocutora afirma que nalguns casos recorrem a idosas com experiência na matéria do parto, “em troca de um valor que varia entre 200,00Mt (duzentos meticais) a 500,00Mt (Quinhentos meticais)”.

Na mesma ocasião, a nossa entrevistada deu a conhecer que as dificuldades no acesso aos serviços de saúde, concretamente maternidade, é um problema sério, tanto para as várias mulheres deslocadas pelo terrorismo em Cabo Delgado, assim como as residentes próximas ao centro de reassentamento em Mucupassa.

“Tivemos uma mulher deslocada grávida, perdeu a vida por conta da falta de assistência médica, isso correu no mês de março do corrente ano, estamos tristes e pedimos ajuda”, conta esta nossa fonte, recordando-se que “para além da minha filha que tive aqui no centro, tenho 2 filhos que o parto foi em Cabo Delgado, por isso digo que a vida aqui não é boa comparando com la minha terra natal. Muitas mulheres, e quase todas as pessoas, estão a sofrer. Agora estamos a fazer o nosso esforço de continuar a viver, mesmo que seja difícil”.

Outra mulher deslocada é Teresa Afonso, de 27 anos de idade e natural do distrito de Mocímboa da Praia, a qual pede as autoridades e outros parceiros a aprimorar a saúde materno infantil. “Estou grávida de 8 meses e dificuldades ainda continuam por causa da ausência do pessoal de saúde no centro de Corrane, o que tem criado barreiras para algumas pessoas e mulheres grávidas. Neste momento, somente tenho acesso de fazer o peso, mas ainda não recebi a rede mosquiteira para a proteção contra a malária, quando me dirijo ao centro de saúde dizem que a fase para distribuição passou e o centro não dispõe”.

Afonso disse que “a maior preocupação é a falta de serviços de maternidade que obriga as mulheres grávidas a percorrerem longas distâncias, como também levam a prática de parto inseguros. As autoridades de saúde e outras entidades, pedimos que continuem a nos ajudar para viver a vida seguro e saudável como as outras mulheres.  Como estou grávida, o meu plano é fazer o parto em caso com ajuda das mulheres experientes e, caso combrarem o valor de 200,00Mt, farei o pagamento”.

Segundo esta nossa interlocutora, os deslocados ainda passam por necessidades, ainda que nalgum momento consigam produzir a sua própria comida, mas de apoio, a última assistência foi no mês de fevereiro do corrente ano.

A dona Bendita Victor Tomas já assistiu vários partos tradicionais, e mostra-se indignada, como também preocupada.

“A maioria das mulheres faz parto em casa e correm risco. As parteiras tradicionais que temos, não têm equipamento para este serviço e fazem de qualquer maneira e algumas vezes temos assistido parto muito difícil”, narra a dona Bendita, que afirma que “algumas parteiras que trabalham aqui vivem distante do centro e porque uma mulher que está grávida não tem data e hora para nascer, por isso tem acontecido muitos partos tradicionais nas suas casas. Se tivéssemos agentes polivalentes para apoiar e apoio das parteiras tradicionais com equipamento e subsídio, o problema de saúde não seria preocupante como neste momento”.

Mais de 20 partos no centro de Corrane

Natural de Diaca, no distrito de Mocímboa da Praia, Ernestina Funde estima que mais de 20 partos tradicionais tenham sido realizados no centro de reassentados de Corrane, desde a sua instalação.

Ela é parteira tradicional e assume que “estou a viver aqui no centro de Corrane desde 2021. Sobre a minha idade não tenho na mente, mas ajudo muitas mulheres novas no processo de gestação e porque me solicitam e precisam do meio apoio. Não tenho todo o equipamento para este trabalho e não recebo dinheiro significante, como agradecimento, algumas me oferecem um valor de 200,00Mt”.

Ernestina Funde, parteira tradicional

Funde lamenta que “o grande problema é escuridão e a falta de medicamentos. É preciso que haja uma maternidade no centro de Corrane, mas na ausência disso, as mulheres grávidas recorrem longa distância para a sede do posto administrativo”.

O recurso a medicina ervanária

A dificuldade no acesso aos serviços da medicina convencional, também deixa preocupado os homens reassentados no centro de Corrane e como forma de ultrapassar recorrem a plantas medicinais.

“Quando algumas mulheres dão o parto, primeiramente  usamos algumas  plantas  e folhas medicinais que servem como óleo para esfregar a própria criança recém-nascida para retirar a escama que trás consigo desde o ventre da sua mãe e na sua maioria usamos estas folhas quando o bebe acaba de tomar banho ou quando está com dores da barriga, serve como se fosse um xarope vulgarmente conhecido por grip water e aqui em Corrane não temos farmácias e recorremos estas plantas para aliviar os problemas de saúde que nos incomodam”, sublinhou uma fonte que não quis revelar o seu nome.

Julião Fernando, deslocado de Cabo Delgado, fez saber que “os problemas são vários, e temos mulheres que recorrem a trabalhos pesados que não aguentam, mas porque sentem-se obrigadas a capinar cerca de um hectare para garantir a sua própria alimentação, seus filhos e outros familiares”.

Julião Fernando, deslocado

Segundo disse as autoridades locais pouco fazem para apoiar os deslocados, pois quando estes recebem apoios para eles não fazem chegar como devia ser.

A vontade do Governo e parceiros

O Secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Neto, inaugurou no mês de setembro corrente, uma via de acesso entre o centro de reassentamento de Corrane e a sede do posto administrativo.

Esta componente da via de acesso tem sido um dos entraves para as mulheres grávidas se deslocarem a sede do posto administrativo de Corrane para terem assistência medica, por isso essa inauguração poderá aliviar o sofrimento delas.

“Vamos continuar a interagir com os nossos parceiros para ver se continuamos a apoiar na medida do possível. Da mesma maneira que vocês pediram a nós governo, também estamos a pedir vocês para aproveitarem estás machambas que foram entregues pelo governo para fazerem alguma coisa para aumentar alimentação que é distribuída três em três meses, o que não é suficiente para cobrir esse período. Vocês ficam sem receber, então há muitos problemas no mundo e muita gente por apoiar”, disse Neto.

O governante pede a população deslocada acolhida no centro de Corrane para continuar a trabalhar a terra para produção e evitar fome.

“Temos conhecimento de conflitos com a população que vos acolhe e que estão a arrancar as vossas machambas, vamos continuar a trabalhar com essa população no sentido de evitar arrancar as vossas machambas porque, na verdade, vocês precisam produzir para o vosso sustento”, anotou a fonte.

O Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) estima que mais de 3.200 mulheres deslocadas podem precisar de atendimento urgente em resposta à violência sexual. Sem acesso a serviços de parto seguro e atendimento obstétrico de emergência, 950 mulheres deslocadas correm o risco de morte materna nos próximos três meses, e quase 46.000 mulheres deslocadas enfrentam um risco aumentado de gravidez indesejada ou indesejada se não conseguirem a cessar o planeamento familiar.

O UNFPA trabalha com as autoridades locais e parceiros para aumentar a disponibilidade e o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva que salvam vidas, prevenir e responder à violência de género, abordar o COVID-19 e mitigar os seus impactos secundários sobre mulheres e raparigas.

Para prevenir gravidezes indesejadas e reduzir a mortalidade materna, o financiamento será usado para apoiar centros de saúde temporários, equipar unidades sanitárias com suprimentos e contraceptivos urgentes, treinar equipes médicas e implantar clínicas móveis de saúde para fornecer atendimento remoto.

Em resposta ao risco agudo de violência de género, os fundos permitirão ao UNFPA distribuir kits de dignidade feminina, disseminar informações que salvam vidas sobre os serviços disponíveis e garantir a continuidade dos centros que fornecem aconselhamento, informações e apoio. Em resposta ao COVID-19, o apoio financeiro irá proteger os trabalhadores da saúde, permitir a vigilância da comunidade e disseminar mensagens de prevenção, entre outras actividades importantes.

Há trabalhos para colmatar a situação

João Setimane, chefe do departamento do Género na direção provincial do Género, Criança e Accão Social de Nampula, lamenta a situação, mas garante que o governo tem envidado esforço no sentido de colmatar a situação.

Com efeito, segundo esta fonte, o governo e parceiros têm trabalho no centro de deslocados em Corrane para prover assistência médica as mulheres, para além da realização de campanhas de sensibilização nas comunidades sobre à prevenção de várias doenças transmissíveis, incluindo a violência sexual, física, doméstica e psicológica.

“Estamos a trabalhar muito com as mulheres deslocadas, porque são as mais vulneráveis em termos de oportunidades e  instabilidade em várias maneiras para poder inserir-se na sociedade, mas é muito difícil porque existe oportunismo de algumas pessoas de má-fé que gostam aproveitar da falta de oportunidade destas mulheres, nós desenvolvemos varias palestras para empoderar e fazer acompanhamento psicossocial as mulheres, porque não é fácil uma pessoa que estava dentro da família e tinha os seus bens deixar para trás e estar a viver neste momento num centro de acolhimento de pessoas deslocadas. Na área de saúde, também, temos feito acompanhamento contínuo como assistência médica a estas mulheres e outos aconselhamento para que não optem em acções nocivas para garantir a sua sobrevivência, no entanto, ainda são ensinadas a ser autónoma, através de prática de negócios, agricultura e saber fazer”.

Setimane receia que os partos tradicionais naquele centro possam ser factor cultural e negligenciado.

“Sobre os partos tradicionais realizados naquele centro, nunca tivemos uma informação oficial e apenas são informações oficiosas que temos, mas o governo descarta este tipo de situação porque estamos a trabalhar muito nisso e as questões culturais e negligência de algumas famílias, porque existem conhecimentos e palestras quando estão prestes a dar o parto dirigirem-se a uma unidade sanitária e fazemos o acompanhamento como governo e alguns parceiros, de  modo que possam ajudar as mulheres nestas circunstâncias e havendo esse tipo de anomalias como questão de proteção na área de saúde concretamente um parto seguro. Não é ideal realizar um parto dentro de casa e tenho plena certeza de uma maneira oficiosa e estamos à procura de mecanismos para colmatar a situação das mulheres”, anotou o nosso entrevistado.

Esta fonte refere que com os parceiros tem levado a cabo sessões de sensibilização aquela comunidade, de forma a evitar actos de violência sexual, moral, entre outras. “Nós sentimos que precisam deste apoio de modo a superar, encorajamos a denúncia as autoridades competentes para colmatar qualquer acto de violência e não podemos ficar de braços cruzados diante destas práticas noviças, também as mulheres precisam de um acompanhamento para poderem se reerguer, lutadora e inspiradora independente da sua situação económica para que ela não seja vulnerável”, disse.

Num outro desenvolvimento, João Setimane comentou que “a questão de assistência medica adequada, pontual e primordial é um dos grandes desafios e o governo continua a trabalhar para ultrapassar, através do grito desta mulher deslocada para que seja assistida neste tipo de situação e apelamos as raparigas que sejam preparadas durante a gravidez. Ainda apelamos as outras associações e órgãos de comunicação social na divulgação de informações de transparência total, verídica e como denúncias de acções malignas que apoquentam as mulheres do centro de reassentamento, mas quando as informações não chegam a nós vai ser um pouco difícil responder as dificuldades que os deslocados enfrentam, alem disso, somente as parteiras tradicionais não vão conseguir resolver algum caso durante oque pode submeter a vários perigos a saúde do bebe e da própria parturiente e como governo estamos a encorajar as outras entidades competente a manter uma unidade sanitária próxima as mulheres para garantir o parto seguro”.

Quem, também, tem vindo a prover assistência aos deslocados em Corrane é a comunidade do Sant’Egídio.

Américo Sardinha, responsável desta organização católica, explica que tem vindo a capacitar jovens homens e mulheres, incluindo raparigas para saberem lidar com as adversidades. “Nos primeiros tempos do centro de Corrane, a comunidade Sant’Egídio foi uma das primeiras organizações a prover ajudas as famílias. Continuamos a apoiar os deslocados em alguns bairros da cidade de Nampula, tanto em Namialo e Rapale onde identificamos algumas mulheres com problemas de leite materno infantil, neste momento temos um programa que tem uma visão de apoio aos deslocados”.

O administrador de Meconta, Melchior Focas, reconhece que o centro funciona com infra-estruturas de saúde suportadas em tenda, mas entende haver maternidade local.

Entretanto, o Ikweli tentou sem sucesso ter a posição dos Serviços Provinciais de Saúde de Nampula. Para obter resposta, a nossa redação enviou uma carta a 6 de setembro corrente, mas ate ao fecho desta matéria não tínhamos pronunciamos da instituição. (Nelsa Momade)

*Esta reportagem foi produzida no âmbito do projectos ASAS, implementado pela h2n, com fundos da USAID

Muatala: Com uma segurança apertada Frelimo pede votos ao eleitorado

Nampula (IKWELI) – O campo da subestação, no bairro de Muatala, no município da cidade de Nampula, acolheu na manha desta sexta-feira (29 de setembro) um showmicio de pedido de voto, o qual teve como cabeça de cartaz, para alem do cabeça-de-lista, Luís Giquira, o chefe da brigada central de assistência a província de Nampula e director de campanha do partido Frelimo, Celso Correia.

Vários músicos desfilaram a sua classe no palco ali montado, para uma moldura que nem se quer a metade do campo conseguiu encher, mesmo Muatala sendo o segundo maior círculo eleitoral do município da cidade de Nampula. Outra metade do campo tinha sido ocupada por viaturas de luxo e alta cilindrada que carregam os camaradas. Três autocarros da companhia Nagi foram mobilizados para trazer gente de outros quadrantes de forma a encher o local, mas em vão, e criança curiosas, também estiveram no local. Alias, também, agentes de segurança encheram no local, uns armados até aos dentes, outros nem por isso.

Correia introduziu aos presentes o cabeça-de-lista da Frelimo na autarquia da cidade de Nampula, o qual na sua primeira locução reivindicou ser de Muatala, por isso merece ser votado e levado a presidência da autarquia.

“Quero me sentir seguro a falar com vocês, porque muitos de vocês me conhecem, muitos de vocês cresceram comigo nesse bairro, muitos de vocês trabalharam comigo nesse bairro”, começou por dizer Giquira, num estilo despreocupado e corporalmente pouco comunicativo.

Diante disto, prosseguiu o cabeça-de-lista falando da generalidade do que pensa em fazer para a cidade de Nampula, caso o seu partido seja eleito a 11 de outubro. “Meus irmãos, minhas irmãs, chegou a vez. A mudança é agora. Nós como Muatala temos a obrigação de levar o nosso filho para à presidência do município”.

Giquira não se cingiu somente nos problemas de Muatala, alias, destes pouco se referiu. “Podemos acabar com essa estória da estrada do Marrere, nós podemos fazer uma estrada resiliente, podemos juntos melhorar a EPC de Muatala, Mutauanha, pavimentar a estrada do Matadouro, podemos juntos por água no nosso hospital geral do Marrere. É triste aquilo que vemos”.

O sector de transportes de pessoas e bens, também, mereceu tratamento do cabeça-de-lista da Frelimo e disse ser “triste ver como nosso munícipe é tratado no chapa-100. Temos que prover transporte aos nossos munícipes, recuperar aqueles machimbombos que o município está a vender peça a peça. Vamos importar 50 autocarros para resolver esse problema”.

Na era da modernidade, este político quer, igualmente, adoptar o uso de energias renováveis, por isso tem a pretensão de colocar uma iluminação pública que seja alimentada com base em painéis solares.

Feitas as promessas, Celso Correia voltou a ribalta e recordou aos seus camaradas, como representante da Frelimo, que “eu acho que ainda não levamos totalmente”, e que “vocês têm uma missão muito importante nos próximos 10 dias. O nosso cantor dizia cada camarada um voto, mas eu digo cada camarada 10 votos”.

Correia anotou que o comércio informal, que tem sido base de sobrevivência de muitos nampulenses, vai merecer tratamento melhor em caso de vitória da Frelimo no município da cidade de Nampula. (Aunício da Silva)

Nampula: Moradores do 1º de Maio em Namicopo carecem do mínimo para sobreviverem

Nampula (IKWELI) – Enquanto decorre a campanha eleitoral para as autárquicas de outubro próximo, os mais de 300 habitantes da unidade residencial 1º de Maio no bairro de Namicopo, recordam aos políticos que lhes falta um pouco de tudo.

Dos principais problemas que apoquentam os moradores daquela circunscrição, destaque vai para as vias de acesso, cujo nível de degradação é bastante acentuado, a falta de unidade sanitária e escolas em condições para garantir um processo de ensino e aprendizagem de qualidade.

Os que moram naquele ponto precisam percorrer, no mínimo, 8 quilómetros para ter acesso a uma unidade sanitária que fica na zona de Saua-Saua, também em Namicopo. O mesmo acontece para as crianças terem acesso a uma escola primária. E a escola secundária só mesmo indo a Namiepe, para estudar na escola secundária Marcelino dos Santos.

“O governo não olha para em nós, nem parece que somos filhos deles. Quando temos mulheres grávidas é um problema muito sério”, queixa-se António Taibo, residente daquela área.

Esta fonte recorda-se, também, que o acesso a água potável é outro dilema no 1º de Maio.

Partos à moda antiga 

Algumas mulheres experientes, andam de casa em casa para assistir parturientes   no momento do parto. “O trabalho de parto é muito complicado. Eu não cobro nada, depois de atender as parturientes mando-as para o hospital”, explica a parteira tradicional Ana Ronda.

Olga Fernando, que tem três filhos, é uma das mães que teve um parto no mês de julho do ano em curso, em casa, contou a sua história ao Ikweli. “A minha última filha nasceu em casa, era de noite, cerca das 23 horas. Não conseguia mais andar por causa das dores que eu sentia. Aqui na nossa área não temos maternidade e nem posto de saúde para levarmos nossas crianças para receber cuidados médicos, somos obrigados a recorrer ao posto de saúde de Namiepe ou mesmo no bispo [centro de saúde de Namicopo] a seis (6) quilómetros, se saímos de casa as 4 horas chegamos por volta das 7 ou 8 horas nesses locais”.

Por sua vez Maria da Ana, mãe de quatro filhos, também teve o seu parto em casa no mesmo período.

Estas cidadãs pedem ao governo provincial e municipal para construírem postos de saúde mais próximo das suas zonas residenciais assim como estradas. “Há vezes que os bebés nascem quando estamos a caminho do posto de saúde. Minha filha quando nasceu passou mal porque eu já não conseguia andar e depois de eu dar à luz, naquele momento não tive como levá-la ao hospital para receber tratamentos médicos, porque o centro fica muito longe, percorremos uma distância de 8 quilómetros a pé porque não há transporte”.

Para os estudantes, a situação é ainda mais complexa, porque, dada a sua idade passam por situações de falta de segurança graves.

Vânia dos Santos, frequenta a 5ª classe na EPC de Saua-Saua, disse que é muito complicado enfrentar a situação. “Para chegar na escola tenho que percorrer uns 5 quilómetros, então eu gostaria que os dirigentes da educação e o governo, que construam mais escolas próximas as nossas casas, melhorem as estradas para que tenhamos transportes públicos, no sentido de nos tirar desse sofrimento, sabendo que ao caminharmos inalamos muita poeira e corremos o risco de provocar doenças”.

Laurinda dos Santos, frequenta a 11ª classe na Escola Secundária Marcelino dos Santos, igualmente, mostra-se preocupada, pois “tenho passado mal para chegar a escola, saio muito cedo de casa para chegar a tempo, e percorro uma distância de 6 quilómetros”.

As autoridades comunitárias de 1º de Maio, também, andam preocupadas com essa situação, tal como referiu o secretário Agostinho Sorte. “Há uma semana perdemos alguém que estava doente, morreu a caminho do hospital”.

“Já comunicamos muitas vezes as autoridades acerca desta situação, mas nunca se resolve, acredito que eles é que não querem tirar-nos desta situação, e sabem que a população está a passar muito mal, mas o governo de Nampula não resolve”, concluiu esta fonte. (Virgínia Emília)

Crianças aprendem a ler e a escrever em ruínas em Mucuache

Nampula (IKWELI) – Composta por 5 salas de aulas, a escola primária de Mucuache, nos arredores da cidade de Nampula tem as suas infra-estruturas em avançado estado degradação, o que constitui um perigo para alunos e professores.

Localizada no bairro de Muahivire-Expansão, a escola de Mucuache tem parte das suas salas de aula (3) construídas com material convencional e outras duas de material precário.

O nível de degradação das infra-estruturas é tao elevado, segundo constatamos, que as salas de construção convencional correm o risco de desabar a qualquer momento.

Paulo Vahanle, autarca da cidade de Nampula, diz-se sensibilizado com a situação da referida escola, sobretudo das crianças que aprendem a ler e a escrever naquelas condições, tanto que, para alem de recentemente ter deixado 50 carteiras no local, pretende contribuir na melhoria da qualidade das salas de aula.

“Não sei porquê os dirigentes estão a fugir quando a gente vem deixar as carteiras escolares, algo que não vai beneficiar o Vahanle, mas sim as crianças que são carenciadas que estão todos os dias expostas ao chão, mesmo a escola não tem nenhuma condição para as crianças estudar”, referiu Vahanle, ironizando que “esta é a escola que pode negar material didáctico”.

A população local acusa o governo de ter-se esquecido da sua existência, assim como as infra-estruturas que os mesmos construíram.

O Ikweli constatou que aquela população, também, carece de água potável, energia eléctrica, acesso ao transporte público, assim como serviços de saúde condignos.

Mário, residente daquela zona, diz não saber quais são os motivos que levam ao governo a não mostrar interesse por aquela população. “Desde que eu cheguei nesta zona, assim será minha primeira vez que vejo carteiras, ou seja, que vamos ver nossos filhos a não sentarem no chão”, disse esta fonte, prosseguindo que “olha só estas salas de aula, não há condições para nossos filhos estudarem. As chapas quase a cair, as paredes estão todas elas com rachas, um dia pode acontecer alguma tragédia”.

Eusébio Joaquim, indignado questionou, “porque é quando o presidente do Município de Nampula quer vir nos ajudar outros não querem receber esses apoios? Só porque não beneficia a eles ou filhos deles?”. (Herminio Raja)

PRM registou 4 casos criminais durante as primeiras 24h da campanha eleitoral em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, disse que o primeiro dia da campanha eleitoral não foi nada pacifico no maior círculo eleitoral do país, e registou 4 casos criminais.

De acordo com Dércio Samuel, chefe do Departamento de Relações Publicas no comando provincial da PRM, foram “casos do tipo ofensas corporais voluntarias, e destes casos 3 já foram legalizados e um caso o denunciante ainda não se fez presente a subunidade para a assinatura do auto de notícia.

“Na autarquia de Malema, foi registado um caso de ilícito eleitoral, do tipo de destruição de material de propaganda eleitoral, ocorrido cerca de uma hora do dia do início da campanha eleitoral, ação protagonizado por um indivíduo de pelo menos 30 anos de idade, natural e residente naquele distrito”, referiu Samuel.

Entretanto…

Cidadãos da cidade de Nampula manifestam preocupação com a postura dos partidos políticos durante a campanha eleitora e apelam que pautem pelo civismo.

“Espero que reine mais o civismo e bem comum, as pessoas procurem adoptar o manifesto dos seus programas”, apela o cidadão Américo Sardinha, comentando que “infelizmente, acho que há um problema de emoção daqueles que vão ao terreno e, caso concreto é cá em Nampula, ontem houve agressões entre os partidos FRELIMO e RENAMO que resultou em ferimentos. Espero que aqueles que são dirigentes e os cabeças-de-lista que os seus apelos de campanha sejam ordeiros e trabalhem com liderança e os fãs desses partidos políticos saibam que não se ganha nada violentado um ao outro porque estraga a própria festa de campanha e eleições”.

Por outro lado, Sardinha pede aos agentes da PRM a pautar pela imparcialidade, garantir a ordem e tranquilidade públicas e defesa dos direitos humanos.

O activista social, Leonel Sapite, anota que a luta pela governação em Nampula propicia ações nefastas dos partidos políticos, daí que pede maior consideração dos direitos humanos e a transparência no processo eleitoral.

Outra fonte que falou ao Ikweli é Flávio Rosário, a qual aponta ser “difícil termos uma convivência política na cidade de Nampula. Se ainda continuar o registo de agressões físicas e tumultos vai sempre criar o medo aos leitores para poderem exercer o seu voto”. (Nelsa Momade)

E Vahanle “deixou” as 200 carteiras em escolas com turmas que funcionam ao relento em 4 escolas públicas

Nampula (IKWELI) – Duzentas carteiras (200) escolares corriam o risco de se estragarem porque os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Nampula não queriam recebe-las, alegadamente, por ser uma oferta vinda do conselho autárquico da cidade de Nampula, sob a liderança do partido Renamo.

Segundo noticias recorrentes, mais da metade das turmas do distrito de Nampula funcionam ao relento, mas mesmo assim as autoridades de tutela não queriam melhorar esse cenário.

Professor de carteira, Paulo Vahanle, autarca da cidade de Nampula, depois de muitas insistências decidiu por colocar as carteiras nos recintos de algumas escolas onde crianças aprendem a ler e a escrever no chão e ao relento.

No fim da última sexta-feira (22), Vahanle acompanhado de camiões que carregavam as carteiras dirigiu-se as escolas primárias de Napacala, Namicopo, Mucuache e Nicutha, onde deixou, em cada uma delas, 50 (cinquenta) unidades da mobília.

“Identificamos essas escolas porque são as mais carenciadas em material didático, mesmo a sala de aula está toda ela destruído, e em 2021 trouxemos aqui os nossos irmãos de Portugal para ajudar na construção e cobertura, mas o Estado negou isso. Não sei porquê? A minha inquietação é o presidente Paulo Vahanle pavimentou no pavilhão e algumas ruas dos Caminhos de Ferro, eles estão a usar não negaram. Então, porquê, esta população aqui carente, quando queremos apoiar eles recusam e proíbem nos porquê? Essa é uma sala de aula muito triste que estamos a ver, há pessoas de boa vontade que querem melhorar as condições de vida nessas escolas e outras, mas infelizmente é o governo provincial, é o governo distrital que nega essa realidade que estamos aqui a presenciar. Acha que tudo aqui está bom, por essa razão escolhemos essas escolas e estamos aqui a entregar as carteiras a revelia, é para minimizar o sofrimento dos alunos que estudam nessas escolas em péssimas condições”, disse Vahanle, que acredita está a cumprir o seu manifesto eleitoral.

O edil da cidade de Nampula disse que o grande problema do governo da Frelimo é não aceitar que tem défices e dificuldades, por isso não quer compreender que o município tem a sua parte da responsabilidade social como governo local. “Viemos aqui queríamos dar água, mas o governo não quis, meia dúzia de professores ficou muito chateada e se interrogaram porquê o governo proíbe o município canalizar um furo de água”, anotou o governante, prosseguindo que “essa situação nós já fizemos chegar ao governo central, na pessoa do Presidente da Republica, e parece-me que não fez o TPC para os seus subordinados. A Frelimo sempre lutou para nos incapacitar, mas graças a Deus nós estamos a fazer o nosso papel como mandatário da cidade de Nampula”.

“Eu acho que aquelas carteiras vão ajudar aquelas crianças, mas há pessoas e governantes que acham que isso não deve acontecer, é triste isso. Nós escolhemos essas escolas não para desafiar, porque as crianças se continuam a estudar nessas condições podem ter doenças provocadas pela poeira, mas quando nós poderíamos minimizar como governo local, por essa razão que eu trouxe essas carteiras nessas escolas. As carteiras foram feitas em 2021, queríamos entregar logo no início do ano lectivo do ano passado, mas fomos impedidos, se eles não querem podem fazer lenha, mas nós como governo local já deixamos nas escolas que achamos que os alunos precisam muito”, referiu o autarca do maior centro urbano do norte de Moçambique.

Durante a alegada entrega das carteiras, residentes locais foram parte dos curiosos que acorreram aos recintos escolares para assistirem o acto.

Na escola de Mucuache, Bernardo Fabião, presidente do conselho de escola, foi um dos curiosos, tendo comentado que não tinha sido incumbido a missão de receber as carteiras, mas que quando viu a brigada a chegar com as carteiras ficou muito emocionado. “O director está ausente e não sei onde ele está até agora não me disse nada sobre a sua ausência, mas estou muito feliz com essas carteiras e não tenho nada para dizer se não agradecer pelo gesto do edil da cidade de Nampula, Paulo Vahanle”.

Maurício Alberto, líder comunitário de Mucuache, também disse estar feliz com a iniciativa do governo da Renamo. “Essas carteiras vamos receber mesmo sem o governo querer, porque quem sofre são nossos filhos e netos que sempre estão expostos na poeira, por isso que vamos receber com muito amor”, concluiu. (Malito João)

Raparigas beneficiarias de kits para auto-emprego em Nampula registam avanços no negócio

Nampula (IKWELI) – O programa “Meu Kit, Meu Emprego” na província de Nampula, já esta a trazer efeitos positivos para jovens que, através do mesmo, empreendem para o seu auto-sustento.

A título de exemplo, o Ikweli conversou com duas raparigas que beneficiaram de kits de culinária para a criação de auto-emprego. Beatriz e Atija, duas jovens com histórias diferentes, mas com algo que as liga, que está ligado com o programa “Meu kit, Meu emprego”, da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE).

Em 2019, Beatriz Jaime participou de um curso de culinária de curta duração no Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), onde através do qual conheceu o Instituto Nacional de Emprego (INEP), uma instituição que promove programas de empregabilidade para os jovens criarem fontes de renda própria.

“Foi a partir do INEP que descobri que podia concorrer aquelas bolsas do programa meu kit, meu emprego e a partir do programa rapariga biz da Coalizão me candidatei para fazer parte dos jovens empreendedores. Depois fui seleccionada para receber o kit, consoante as habilidades que mostrei la”.

Mas a sorte só lhe bateu a porta em 2021, altura em que recebeu um kit de cozinha e pastelaria constituído por cadeiras, mesa, panelas entre outros no distrito de Rapale. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma empresa de catering que entrou no mercado em maio de 2022.

“O kit foi de grande ajuda. Entretanto, tive que batalhar mais.  Pedi apoio aos meus familiares para adquirir alguns produtos e em maio de 2022 comecei com o meu negócio”.

Visto que a área de catering é bastante concorrida no mercado, Beatriz disse que passou por dificuldades, uma situação que a obrigou a inovar.

“Para ser mais conhecida na cidade, passei a fazer entregas sem nenhum custo e de lá para ca não parei”.

Entretanto, a jovem Beatriz continua a enfrentar dificuldades ligadas a legalização da sua empresa, a mesma contou que está há um ano a espera de uma resposta, “não vejo a hora de ver a minha empresa registada para que eu possa fornecer, sem nenhum receio, os meus serviços a vontade nas outras empresas”.

A fonte revelou que, graças ao kit conseguiu criar um negócio que mensalmente consegue lucrar 15 a 20 mil meticais, um rendimento que a ajudou a voltar para escola como a empregar outras raparigas.

“Tranquei a faculdade porque não tinha valores monetários, mas graças ao kit e com o valor que tive consegui voltar aos meus estudos, agora consigo fazer pagamentos dos serviços semestrais e brochuras e, também, com a minha empresa pude empregar duas raparigas que me ajudam a fazer entregas”, anotou esta fonte.

Atija Bacar, igualmente beneficiária do programa “Meu Kit, Meu Emprego”, disse que chegou nele através do projeto Rapariga Biz. Tal como Beatriz, a jovem recebeu o seu Kit em 2021.

“Desde a recepção do kit estou a implementar o meu negócio. Eu não trabalho sozinha, mensalmente consigo ver alguma coisa para ajudar as outras raparigas que trabalham comigo para poderem ter dinheiro para copias na escola”.

Segundo Bacar, não foi fácil implementar o negócio, pois apenas recebeu o kit sem nenhum tipo de financiamento, “nós tínhamos que fazer de tudo para ter um fundo para poder iniciar”.

Mas hoje, com dinheiro do fruto do negócio, consegue pagar a renda do local onde trabalha e ajudar com as despesas de casa dos seus pais.

“Meu apelo vai sobretudo para as raparigas, é difícil sim iniciar um negócio próprio, mas tenham fé façam sempre com amor para que amanha possam colher frutos”. (Ângela da Fonseca)

Dalila quer acabar com fecalismo a céu aberto em Angoche

Angoche (IKWELI) – A cidade de Angoche, localizada no extremo sul da província de Nampula, é uma das que continua com o costume de praticar o fecalismo a céu aberto, um atentado a saúde pública e que ameaça o turismo, uma das potencialidades económicas daquela circunscrição geográfica de Moçambique.

Em Angoche, alguns munícipes, a semelhança de outras vilas e cidades costeiras do país, recorrem ao fecalismo a céu aberto, em detrimento a outras práticas recomendadas pelas autoridades sanitárias e ambientais.

Para minimizar este fenómeno, a cabeça-de-lista e candidata a presidente do município de Angoche pelo partido Frelimo, Dalila Ussene, promete acabar com esta prática, através da iniciativa “uma família, uma latrina”, caso seja eleita presidente do Conselho Municipal daquela urbe, nas eleições do próximo dia 11 de Outubro do ano em curso.

Esse presente, Dalila Ussene exteriorizou nesta quarta-feira (26), a quando do início da campanha eleitoral, na cidade de Angoche.

Para além de providenciar os sanitários às famílias, a “menina” de Angoche promete, caso vença as eleições que se avizinham, construir centros de saúde, abertura de furos de água, melhoria de vias de acesso, promoção de das actividades desportivas, em todas as modalidades, destacando a colocação da relva no campo municipal daquela cidade, para aliviar os clubes locais.

Por se considerar primeira mulher a apostar na promoção do sector de transporte, em Angoche, Dalila prometeu também apostar na área de transporte, criação de mais postos de emprego, ajudar o sector de pesca, entre outras áreas.

Coube ao Membro da brigada central do partido Frelimo de assistência a província de Nampula, Celso Correia, fazer o lançamento da campanha de caça ao voto, acto que teve lugar em Angoche.

Na ocasião, Celso Correia pediu o maior envolvimento dos jovens locais para garantir a vitória da Frelimo e consequente resgate do município de Angoche, actualmente liderado pela Renamo.

“Estou impressionado com esta multidão toda, muitas mulheres, muitos jovens aqui presentes. É a juventude que deve garantir a vitória da Frelimo”, entende Celso Correia, na sua breve intervenção.

“Ela é candidata trabalhadora, inteligente e que vai resolver os problemas de Angoche, emprego para jovens. A nossa candidata tem experiência, porque é experiente”, acrescentou Correia. (Constantino Henriques, em Angoche)

Nampula: Frelimo acusa a Renamo de ter espancado 2 seus membros e de ter raptado um jovem

Nampula (IKWELI) – Em menos de 12horas do arranque da campanha eleitoral para as autárquicas de 11 de outubro próximo, a cidade de Nampula já regista actos de violência.

Ao meio da manha desta terça-feira (26), o Primeiro Secretário do Comité Provincial da Frelimo em Nampula, Luciano de Castro, falou em colectiva de imprensa, denunciando que membros do partido Renamo terão, com recurso a instrumentos contundentes, violentado membros e simpatizantes do seu partido, quando estes colavam panfletos junto da rotunda do aeroporto internacional de Nampula. Desta acção, pelo menos, dois jovens, com ferimentos graves, pararam no leito hospitalar.

“Queremos que cada um de nós seja obrigado de forma cívica a evitar confrontos, tumultos, que possam provocar desordens e intranquilidade durante a campanha eleitoral”, referiu Luciano de Castro, avançando que “aproveitamos essa ocasião para repudiar, veementemente, a acção macabra praticada por supostos membros de outros partidos que na madrugada de hoje, a 1:30 minutos, na rotunda do aeroporto, utilizando objectos contundentes, esfaquearam alguns que estavam a colocar os cartazes nas vias públicas. Em Natikiri, nesta madrugada, foi sequestrado um moço, está em parte incerta, não sabemos onde está”.

Esta fonte denunciou que “alguns desses cidadãos trazem consigo objectos contundentes, varapões, com cancões insultuosas”, comentando que “eu penso que não é assim como nós queremos construir a nossa democracia multipartidária na tolerância e no respeito, a diferença e na buca dessas diferenças para promover um diálogo com base naquilo que é a nossa proposta de governação que consta nos nossos manifestos”.

Este político recorda que “a convivência sã vai nos levar a eleições livres e justas, sem sangue”, por isso “aos nossos eleitores religiosos, as confissões religiosas, vamos orar, vamos rezar, cada um faz a sua parte para que, de facto, não seja aquilo que está a acontecer nesse arranque da nossa campanha eleitoral, que está a aparecer sangue”.

“Queremos pedir, mais uma vez, a todos para que repudiemos este tipo de atitude, queremos que a nossa campanha corra bem, em paz, em irmandade, o que não significa não termos diferença de pensamento entre eu e o meu adversário, respeitar essa diferença é aceitar que nós na diferença poderemos crescer, porque com base nas várias opiniões diferentes, poderemos contruir e consolidar a nossa jovem democracia multipartidária”, concluiu Luciano de Castro, primeiro secretário da Frelimo na província de Nampula. (Aunício da Silva)

Nacala: Celso Correia quer uma Frelimo culta durante a campanha

Nacala (IKWELI) – O chefe da brigada central de assistência à província de Nampula do partido Frelimo, Celso Correia, apelou nesta sexta-feira (22) aos membros e simpatizantes da cidade de Nacala a pautarem pelo civismo durante a campanha eleitoral que arranca no próximo dia 26 para todas cidades e vilas autárquicas do país para as eleições de 11 de Outubro do ano em curso, no sentido de evitar escaramuças que possam manchar a festa da democracia multipartidária em Moçambique.

Celso Ismael Correia, que também é director nacional de campanha pelo partido Frelimo, teceu esses apelos durante uma cerimónia de apresentação pública de Faruk Nuro, cabeça-de-lista daquela agremiação na segunda mais importante cidade da província de Nampula.

Actualmente, a cidade de Nacala está sob gestão do partido Renamo, o maior e principal adversário da Frelimo no campo político. O sonho dos camaradas é resgatar aquela importante e estratégica cidade do país. Para o efeito, Correia apelou um trabalho abnegado no decorrer da campanha com vista a convencer os potenciais eleitores.

“Os próximos 15 dias, a começar por hoje, vão ser de muito trabalho para vocês todos os camaradas, para poderem ter uma festa muito grande. Não podemos descansar nos próximos 15 dias”, começou por recomendar Celso Correia.

“É importante que a nossa campanha aconteça num ambiente de festa, sem lutas”, apelou a fonte, acreditando que “pelo número de pessoas que aqui estão, teremos um verdadeiro exército de mobilização a trabalhar para a Frelimo. Esta equipa tem que carregar este espírito de festa para a eleição, porque a nossa maneira de fazer democracia é com alegria e não com ameaças”.

“Não queremos confusão, queremos trabalhar com a família da cidade de Nacala, queremos mobilizar os nossos papás, as nossas mamãs, irmãs e amigos, os nossos vizinhos para no dia 11 poderem ir votar tranquilamente para fazer sua escolha e depois esperarmos os resultados que teremos que, com certeza, serão positivos para a Frelimo”, continuou Celso Correia.

A fonte acredita que se a Frelimo vencer o próximo escrutínio, em troca será a melhoria das condições de vida dos munícipes de Nacala.

“Esta cidade precisa de iniciativas jovens como Faruk. Vocês sabem que ele é um grande empresário que subiu na vida a trabalhar. Criou oportunidades para os jovens, ele sabe a importância de ter pequenos empresários, pequenas empresas, para gerar emprego. Só uma pessoa que já fez, percebe melhor essas necessidades. Portanto, a nossa expectativa é que uma pessoa como Faruk irá criar emprego para os nossos irmãos, primos e nós próprios podemos ter emprego”, entende Correia.

“Existem outros problemas aqui em Nacala, como por exemplo a água nos bairros. Há várias soluções para abastecer a água nos bairros que agora não estamos a conseguir ver em Nacala. Nós não estamos a falar mal de ninguém, mas estamos a falar a verdade daquilo que estamos a ver. As estradas e saneamento é muito importante para a cidade de Nacala, temos outro problema que é de lixo, mas com Faruk vamos dizer tata lixo. Nós não podemos continuar a viver numa cidade em que o lixo faz montanha assim. Então, nós acreditamos que com a Frelimo e Faruk vai trazer essa melhoria”, sublinhou.

Já o cabeça-de-lista da Frelimo em Nacala, Faruk Nuro, na sua breve intervenção, pediu a aderência dos munícipes às urnas e votar pela Frelimo. Aliás, recordou que no boletim de voto apenas os símbolos do partido é que aparecerão, não a sua figura. (Constantino Henriques, em Nacala)