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Com saudades de Governar a cidade de Nampula: MDM pede votos e promete construir escolas, hospital e melhor transporte público

Nampula (IKWELI) – O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, promete que se o seu partido for eleito para dirigir os destinos da cidade de Nampula, nos próximos cinco anos, vai trabalhar para melhorar a vida dos munícipes através da construção de infraestruturas que acomodem serviços básicos essências de educação e saúde para a população local.

Para o efeito, Lutero Simango prometeu que se o MDM ganhar, a cidade de Nampula terá centro de saúde municipal bem equipado e com serviços de qualidade e escola com educação de qualidade para as crianças. “Nós queremos governar a cidade de Nampula e vamos construir escolas para nossas crianças e vamos colocar carteiras e cadeiras e sala de professores. Segundo, queremos Governar aqui em Nampula para construir centro de saúde para nossa população e neste centro de saúde vamos contar com melhores equipamentos para garantir que a nossa população tenha boa saúde e assistência médica”.

Transporte público de qualidade é outra promessa do MDM, que para tal garante ter capacidades e parceiros econômicos para apoiar o desenvolvimento da autarquia da Cidade de Nampula.

Lutero Simango está de visita a província de Nampula para acompanhar e reforçar a caça ao voto e recordou que a cidade de Nampula tem muitos mercados que produzem receitas que podem trazer o desenvolvimento da autarquia. Para o efeito, referiu que “o MDM vai saber usar o dinheiro que vêm dos mercados e os mercados terão condições para minha mãe vender. E também quero assegurar que os que estão a governar aqui falharam e até venderam alguns espaços que deviam ser mercados e a pergunta é onde foi aquele dinheiro? É por isso que devemos parar com isso e aqui é Moçambique a única cidade que está a ser bem governada é a cidade da Beira que todos os anos está a ganhar prêmios e quando governávamos aqui em Nampula também havia prêmios, mas já pararam, por isso vamos todos no dia 11 de Outubro votar no MDM”.

Por seu turno, o candidato do MDM na terceira maior cidade do país, promete também caso for eleito reduzir o valor dos impostos municipais, como forma de dinamizar o empreendedorismo local.

Carlos Saíde   falou aos eleitores de Muhala expansão onde afirmou que o país e a autarquia de Nampula, em particular, têm muitos impostos o que não pode ser admissível para um país pobre que almeja alcançar o desenvolvimento. “Nós queremos reduzir os impostos, vamos reunir com os munícipes e ver quais sãos os impostos altos e reduzirmos, e quando o munícipe contribuir ele deve usufruir dos benefícios com contração de infraestruturas, vamos construir fontanários em todos os bairros. E eu garanto que quando nós ganharmos a vida do munícipe da cidade de Nampula vai melhorar”

Saíde prometeu, ainda, responsabilizar pelos 40 autocarros municipais adquiridos durante a governação do MDM, que actualmente encontram-se avariados e supostamente sendo vendidos em peça. “Os machimbombos eles levaram deram os seus netos para vender em kg no ferro velho, isso é grave e não podemos aceitar, por isso que quando entrarmos ali vamos responsabilizar”. (Adina Sualehe)

Advogados apelam partidos políticos para que adotem postura de educadores cívicos

Nampula (IKWELI) – Recentemente foram postos a circular nas redes sociais vídeos e imagens em que supostos membros da Frelimo pisoteiam camisetas do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), estendidas no chão, no distrito de Homoíne, província de Inhambane, sul do país, facto que não agradou a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) que, em pleno dia da paz, (04 de Outubro), deixou uma mensagem de apelo aos partidos políticos no sentido de adoptarem uma postura de educadores cívicos por forma a contribuir para a prevenção de actos que possam gerar violência.

A ordem lembrou ainda dos pronunciamentos do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, aquando da inauguração do novo edifício do tribunal distrital Kamavota que dizia, “a realização das eleições constitui um momento de festa, num país que precisa de paz, sobretudo neste momento que temos outras forcas contrárias”.

Por isso, “a Ordem dos Advogados de Moçambique exorta a todos os actores políticos no sentido de, antes de mais assumirem-se como verdadeiros educadores cívicos, contribuindo na prevenção de actos que potencialmente podem dar lugar a incitamento e consequente no escalar de violência”, lê-se no comunicado enviado a redação do Ikweli.

De acordo com a OAM tais comportamentos merecem reprovação de modo a que a campanha eleitoral se mantenha no padrão que caracterizou aquando do seu arranque.

“Qualquer cidadão, partido político ou associação tem o direito de expressar, fazer passar a sua propaganda programa e visão daquilo que entender ser melhor para o povo, sem por em causa o direito do outro concorrente ou adversário. Estes exemplos difundidos de violência revestem sentido didáctico do que não se deve fazer, pois a democracia ainda é a forma mais eficaz de organização do Estado e seus cidadãos”.

 No mesmo comunicado, a OAM exige independência e distância dos órgãos eleitorais e judiciais com vista a contribuir para a credibilidade do processo eleitoral no país.

“A ordem enquanto observador eleitoral credenciado e no âmbito das suas atribuições estatutárias continuará a monitorar o processo eleitoral, garantindo o respeito pela legalidade e conduta eleitoral”. (Ângela da Fonseca)

Angoche: Eleitores apresentam “manifesto do cidadão” aos candidatos as eleições autárquicas de 11 de outubro

Angoche (IKWELI) – Os eleitores do município da cidade de Angoche, no norte de Moçambique, “concentraram” os candidatos as eleições de 11 de outubro naquela autarquia para apresentar o seu manifesto, documento que contem as aspirações e preocupações dos residentes locais que devem ser tomadas em consideração no próximo ciclo de governação.

A elaboração do manifesto do cidadão foi facilitada pelo projecto “Pró-Cívico e Direitos Humanos”, implementado pelo consórcio de organizações da sociedade civil moçambicanas, composto pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), Fundação Mecanismo de Apoio a Sociedade Civil (MASC) e Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), com fundos do governo da Finlândia.

Júlio Gustavo, da Plataforma da Sociedade Civil de Angoche, explicou que o manifesto do cidadão tem em vista “influenciar mais directamente os manifestos eleitorais e as decisões dos seus actores políticos e monitorar o cumprimento das promessas feitas pelos mesmos”, tendo como objectivo “monitorar o processo de governação e provisão de serviços básicos (saúde, educação, transporte, infra-estruturas) pelo governo eleito, através do acompanhamento das realizações e da exigência da prestação de contas e responsabilizar os decisores políticos pelas suas promessas eleitorais”.

Julio Gustavo, PDSC Angoche

Segundo esta fonte, a definição dos assuntos prioritários obedeceu uma auscultação pública em todos os bairros da autarquia de Angoche, a quarta mais importante da província de Nampula.

Foi nestas auscultações que foram identificados como prioridades a melhoria dos serviços de água e saneamento, energia e iluminação pública, saúde, segurança pública, falta de semáforos nos cruzamentos.

Segundo Gustavo, para alem da melhoria e construção de infra-estruturas para estes sectores prioritários é indispensável a componente humana para uma melhor prestação destes serviços.

André Manhice, do CESC, explicou na ocasião ser intenção do consórcio “apoiar as organizações da sociedade civil local, mas também os cidadãos no processo participativo, através dos diferentes espaços que foram criados por lei para a participação política e cívica do cidadão”, incluindo observatórios de desenvolvimento e encontros de diálogo entre o cidadão e os governantes.

Andre Manhice, CESC

“Não queríamos perder este momento, que é um momento importante para a participação do cidadão, através do processo eleitoral”, explicou a fonte sobre as razões do lançamento do “manifesto do cidadão”, explicando que o projecto está sendo implementado em 15 distritos das províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Zambézia.

O “Pró-Cívico e Direitos Humanos”, também, inclui a promoção dos direitos humanos e a defesa dos defensores de direitos humanos.

“Hoje lideramos esta iniciativa da promoção do dialogo entre os cabeças-de-lista e os cidadãos como sendo um momento importante para a partilha das necessidades e das prioridades dos cidadãos em relação sobre aquilo o que esperam sobre os partidos políticos que poderão vencer as eleições no próximo dia 11 de outubro”, explicou Manhice, prosseguindo que “para nós este é um momento importante para a interacção, para o conhecimento do cidadão em relação aquilo que os cabeças-de-lista e os seus partidos pretendem fazer ao nível do município de Angoche”.

Para além dos cabeças-de-lista dos partidos Movimento Democrático de Moçambique MDM), Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI) e os representantes dos partidos Renamo e Frelimo, a reunião contou com a presença do presidente da Comissão Distrital de Eleições (CDE), Domingos Amisse.

Domingos Amisse, CDE Angoche

“Este é um trabalho iniciado com as consultas comunitárias e vai se complementar com aquilo que os cabeças-de-lista levam na sua manga como manifesto eleitoral”, disse Amisse, referindo ser “daqui onde vamos apresentar os nossos desejos para alcançar aquilo que almejamos para o nosso bem-estar”. (Aunício da Silva, em Angoche)

Nampula: ACLLN expectante na vitoria da Frelimo nos 8 municípios

Angoche (IKWELI) – O secretário provincial da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) em Nampula, Henriques Naueta, diz que a agremiação que dirige está convicta na vitoria do seu partido, a Frelimo, nas eleições de 11 de outubro corrente.

Naueta fez estes pronunciamentos no município da cidade de Angoche, a sul da província, no fecho da sua ronda pelos 8 municípios existentes em Nampula.

“Já passei em todos os 8 municípios, verificando os trabalhos que estão sendo feitos na base e dando instruções ao soldado do 25 de Setembro, OMM e OJM para poder apoiar os trabalhos do meu partido”, precisou a fonte, prosseguindo que “os trabalhos estão a decorrer normalmente e como sabe que nós não somos aqueles que provocam pessoas, os homens, as mulheres e os jovens estão na base a trabalharem positivamente. A confirmação da base, das pessoas que contactam comigo, me confirmam que todos os municípios vamos resgatar, muito mais aqueles 5 que estavam na mão dos outros vão estar nas nossas mãos, aqueles 3, mais 1 novo, todos vão estar connosco”.

Praticamente, Naueta tem a certeza que “a espectativa que em todos os 8 municípios a Frelimo vai governar. Acreditamos de acordo com aquilo que está sendo verificado”, porque “alguns membros de alguns partidos políticos estão desapontados com o comportamento destes tipos que não está a ajudar em nada. Por exemplo, vamos tratar de lixo, a própria pessoa que votou não pode ficar satisfeita vendo aquelas condições que estão nas cidades”.

A fonte gaba-se que “estamos num bom caminho. Há a tendência que eles podem vir a ser abandonados. Vamos ter vitoria”.

Henriques Naueta elabora ainda que “a vitoria temos tido, as vezes nós mesmos não estamos a gerir a nossa vitoria. Isto para entender que alguns objectivos que tem verificado, interesses pessoais”, tem interferido nestas vitorias.

“Há uma questão especial que eu queria pedir a comunidade de Angoche, as mulheres de Angoche. Seria como uma vantagem grande do nosso país, em particular uma mulher concorrer num município na nossa lista e ganharmos as eleições. A mulher estaria no comando”, apela a fonte as eleitoras do município da cidade de Angoche. (Aunício da Silva, em Angoche)

Jaime Neto apela tolerância para manutenção da paz

Nacala (IKWELI) – O Secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Neto, apela a sociedade para interiorização e adopção da cultura da tolerância para a manutenção da paz.

Neto falava na praça dos heróis na cidade de Nacala, a margem da cerimónia de comemoração do 4 de Outubro, dia dos Acordos Gerais da Paz (AGP), onde aproveitou aos concorrentes para as autárquicas de 11 próximo uma boa convivência na campanha eleitoral em curso, de forma a dignificar os 31 anos do AGP.

“Nós devemos saber que somos irmãos e nesta campanha vamos demonstrar a paz na convivência”, disse a fonte, recordando que “a paz começa em casa, na família e nas comunidades”.

Quem, também, apelou tolerância na ocasião é Calisto Albano, da comunidade Sant Egídio, de forma a manter-se a paz no país. (Redação)

AMUSI acusa PRM de sabotar suas caravanas

Nampula (IKWELI) – O partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI) acusa a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, de estar a sabotar as suas actividades na corrida eleitoral, por os membros da corporação não se fazerem presentes com vista a proteger as caravanas daquela formação política.

De acordo com Hermínio Alberto, secretário-geral do AMUSI, não são conhecidos os motivos, referindo que desde o primeiro dia da campanha eleitoral que nenhum membro da PRM acompanha as caravanas do partido AMUSI para manter a ordem e tranquilidade públicas, segundo manda a lei.

“Essa situação nos deixa muito preocupados, até que no dia 27 falei com o Director  da Ordem, disse-me para falar com Chefe das Operações e esse quando liguei para ele não atendeu a minha chamada e não retornou, mas olhando aquilo que é a nossa postura, nós não vamos a rua para guerra, mas sim para conquistar o voto e neste momento estamos a trabalhar assim indefesos, mas quando o pior acontecer aí a polícia vai responsabilizar, porque nós preparamos pessoas de direito para dar resposta qualquer tipo de irregularidade”, disse Hermínio, afirmando que tudo isso preocupa a sua formação política e torna claro que a PRM tem cor partidária.

A fonte sublinhou que mesmo não se fazendo presente no primeiro dia da abertura da campanha, a direção do AMUSI irá insistir a PRM para acompanhar as suas caravanas, “mas mesmo assim hoje vou interagir de novo com o director da Ordem para ouvir novamente porque não aparecem os agentes da polícia para a nossa protecção”.

PRM diz que destacou homens

Questionada a PRM em Nampula na pessoa do chefe do departamento de Relações Públicas no comando provincial, Dércio Samuel, disse que há homens destacados, porém aconselha a direção do partido AMUSI para apresentar a questão ao comando provincial da PRM em Nampula.

“A polícia da República de Moçambique em Nampula destacou todos seus membros para proteger todas caravanas, se de facto não compareceram os membros da PRM indicados para proteger este partido político, queremos aconselhar a pessoa indicada como ponto focal para aproximar-se ao comando provincial e reportar essa situação para que das próximas não venha a registar-se. O nosso plano indica que todos partidos políticos são protegidos pela PRM tanto na sua campanha porta á porta, assim como na afixação de panfletos”, afirmou Dércio Samuel. (Malito João)

Mutoropa quer imortalizar Zena Bacar com uma estátua

Nampula (IKWELI) – A cabeça-de-lista do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), Filomena Mutoropa, pretende construir uma estátua em homenagem a falecida cantora Zena Bacar, uma figura emblemática da música de Nampula e de Moçambique, caso seja eleita presidente do município da cidade de Nampula nas eleições do próximo dia 11.

Para a cabeça-de-lista do PAHUMO, construir uma estátua para Zena Bacar é o reconhecimento do grande contributo pois em vida, a malograda notabilizou-se e elevou a cultura nacional. Por outro lado, pretende, o seu sonho, despertar a mulher moçambicana, em particular de Nampula, o espírito de auto-estima, bem como a preservação da cultura local.

“A cultura de Nampula já não existe. Se vocês visitarem o Museu Nacional de Etnologia, não vão encontrar a cultura macua, vai sim a dos nossos irmãos makondes, ou nossos irmãos tanzanianos, mas Nampula como Nampula, onde nasce o mussiro não tem o seu lugar de mussiro, então fomos ver que a cultura de Nampula não está a ir bem”, começou por dizer Filomena Mutoropa.

“Vamos construir uma estátua de uma artista muito conhecida a nível internacional e aqui na cidade de Nampula era filha, mãe e irmã daqui. Essa foi a primeira artista a nível do nosso país. Até posso dizer as melhores vozes dos artistas cantores provem dessa nossa artista mãe, mas essa mãe morreu e não há nada. Então, nós como PAHUMO, quando ganharmos vamos construir essa estátua na rotunda do antigo controlo, quem vai para o centro de saúde de Muhala. Vocês querem conhecer quem é essa artista? É artista muito conhecida e esquecida, é Zena Bacar. Nós conhecemos a Zena Bacar, foi uma artista muito querida na nossa província, é ela que descobriu as artes musicais, mas ela já está esquecida. Portanto, quando nos votarem vamos construir a estátua”, prosseguiu a única mulher a concorrer na cidade de Nampula.

“Por essa razão estamos a dizer, mulher, tu não podes só ser mulher por ser mãe, tu tem que ser mulher de conquistar seu lugar e, se você for mulher para conquistar um lugar neste momento que estamos a planificar, se nos votarem faremos essa estátua e será mais um ganho para mulher, porque mulher fica só em casa, não tem programa, a vida é só limitar-se a dizer que sou mãe, tenho filhos, não, tem muito lugar aqui”, rematou a fonte. (Constantino Henriques)

AMUSINA exige que o futuro governo municipal respeite a vontade popular

Nampula (IKWELI) – A Associação dos Munícipes da cidade de Nampula (AMUSINA) está atenta aos problemas da autarquia e ao mesmo tempo o que os partidos políticos têm estado a prometer aos eleitores na campanha eleitoral em curso, para as eleições autárquicas de 11 de outubro.

O presidente da agremiação, Carlos Francisco, reconhece alguns feitos do edil Paulo Vahanle, para responder as preocupações dos munícipes, mas afirma que a autarquia tem ainda vários desafios que passam, sobretudo por uma governação inclusiva em que a opinião do cidadão eleitor é levada em consideração.

Com efeito, Carlos diz que “todos aqueles que são concorrentes para a autarquia de Nampula devem também pautar pelo respeito depois de ganhar eleições, não transformar o município numa instituição partidária, se você for eleito como presidente não pode ouvir somente os membros do seu partido, mas todos os munícipes e colocar o município da cidade de Nampula como um lugar do Governo onde devem ser materializados os sonhos e vontade da população”.

O nosso interlocutor prosseguiu afirmando que “existem camadas sociais esquecidas pelos dirigentes, estou a falar de jovens e idosos. Vejo uma situação em que os jovens são úteis neste tempo de campanha e quando ganham são marginalizados e não são atendidas as suas preparações como desemprego, não são ouvidos para se encontrar uma alternativa possível. Há jovens com nível médio e/ou universitário que podem receber bolsas para o ensino técnico profissional, e os que já têm essa formação podem ser apoiados em associações para desenvolver actividades de auto sustento em grupos.

E em relação aos idosos, “temos o problema da mendicidade, o município geralmente não tem um plano para apoiar os idosos, criar condições para que estejam acomodadas num sítio, serem apoiadas de forma condigna e respeitados os seus direitos”, disse Carlos.

Segundo ele, embora a edilidade tenha um plano, é preciso auscultar a população e saber o que ela quer para o desenvolvimento da cidade. “O município nas próximas vezes tem que, também, pensar na extensão de parques infantis ao nível dos bairros porque há crianças que querem ter actividades recreativas, mas não podem porque nos seus bairros não há espaços criados para tal”. (Adina Sualehe)

Analistas consideram grave a partidarização do aparelho do Estado

Nampula (IKWELI) – Alguns analistas consideram preocupante a partidarização das instituições públicas no país e dizem que tal compromete a descentralização efectiva. Essas palavras surgem depois do Ikweli ter publicado o caso em que o sector de educação em Nampula, negou-se a receber as carteiras oferecidas pela edilidade sob gestão da Renamo, fazendo com que o edil fosse deixar a mobília a revelia.

Antônio Mutoua, director da Solidariedade Moçambique (SoldMoz), diz que a politização das instituições públicas é uma aberração e não se pode permitir que num país pobre como Moçambique tal aconteça, principalmente em instituições como o sector de educação que enfrenta crise com crianças a aprenderem sentadas no chão e ao relento por baixo de árvores.

Para Mutoua, a politização no país é grave e isso pode afectar significativamente a descentralização e a democracia. “Para nós exercemos a democracia que almejamos, precisamos de um Governo equidistante, tolerante e que possa trabalhar isenta de atitudes partidárias. Esse país é democrático só em discurso, mas internamente isso não existe, o que se nota nos últimos tempos é que se está a devolver este país para o Governo único”.

Segundo ele, as instituições do Estado devem trabalhar tendo em conta a cultura de Estado e não de partido político, qualquer que seja, para que sirvam de melhor maneira ao cidadão.

Mutoua acha que “negar carteiras escolares, por exemplo, por virem de um partido da oposição ao Governo é pensar pequeno, porque as crianças são mais afectadas. Eles estão com casaco e gravata, os seus filhos estudam fora deste país, quando querem saúde vão buscar fora deste país e poucos estão interessados neste país”.

Por seu lado o professor Adriano Nuvunga, director executivo do Centro de Desenvolvimento e Democracia, diz que “é condenável que o Estado esteja partidarizado a ponto de órgãos de Estado negarem bens resultantes dos recursos disponibilizados pelo partido da oposição ao Governo central”.

Nuvunga esclarece que os órgãos do Estado não pertencem ao Governo, mas sim ao Estado. “E quando órgãos do Estado agem de forma partidarizada, como fazem estes, isso é condenável e exige atenção legal da sociedade, porque os órgãos do Estado não podem discriminar por orientação político partidária, é ilegal”.

Esta fonte alerta a sociedade para ficar atenta e responsabilizar casos de partidarização das instituições públicas, porque constitui um desrespeito ao voto popular. (Adina Sualehe)

Momade Ali acredita num fim de crise de campos de futebol na Ilha de Moçambique

Ilha de Moçambique (IKWELI) – O cabeça-de-lista do partido Frelimo e candidato a presidente do Conselho Municipal da Ilha de Moçambique, Momade Ali, então administrador da chamada primeira capital do país, garante aos munícipes locais, sobretudo os desportistas, a construção de campos de futebol em condições, caso vença as eleições autárquicas do próximo dia 11.

Actualmente, o município da Ilha de Moçambique está sob gestão do partido Renamo, a semelhança de outros quatro municípios da província de Nampula, a Frelimo trabalha com vista o resgate dos mesmos.

Grosso número dos habitantes da Ilha de Moçambique é camada jovem e amante das actividades desportivas, em particular o futebol. A título de exemplo, neste ano o município da Ilha de Moçambique esteve representado por duas equipas no campeonato nacional da segunda divisão em futebol, fase provincial de Nampula. Apesar desse espírito desportivo, os futebolistas daquela parcela moçambicana são de certa forma desonrados pela falta de recinto desportivos em condições.

Aproveitando esta situação e para cativar os corações dos desportistas ilhéus, Momade Ali reiterou no último, sexto dia da caça ao voto, que se for eleito autarca daquela cidade vai se notabilizar na construção de campos para a prática condigna do futebol.

Dirigindo-se na língua local (Emakhuwa), Momade Ali precisou, também, que em caso de vitória vai trabalhar de acordo com a vontade dos munícipes, tendo destacado a necessidade de a Ilha estar devidamente iluminada, incluindo a própria ponte que está há alguns meses às escuras, água e saneamento do meio, redução dos níveis de desemprego nos jovens, entre outras promessas.

“Hoje voltamos a nos encontrar aqui em Jembesse, porque os símbolos da Frelimo é milho batuque que significa comer, dançar e nos divertir. A Frelimo tem um manifesto para jovens. Aqui onde estamos joga-se bola, mas não devia ser nessas condições. Nós vamos construir o campo de futebol aqui”, disse Momade Ali, para explosão de alegria dos seus adeptos.

“Aqui em Jembesse tem jovens que estudam em Muromone, quando vão a escola à noite passam nas escuras, nós vamos colocar energia. Sabemos que os jovens daqui na Ilha terminam a 12ª classe, mas não conseguem emprego, nós temos projecto de emprego para os jovens. Também temos as nossas halifas, tem aquelas que cozinham e as que estão nos grupos culturais, temos nossos artistas também, portanto eu e a Frelimo temos projectos para esses grupos”, disse Momade Ali, reiterando o pedido do voto de confiança no dia decisivo.

A campanha da Frelimo na Ilha de Moçambique, no seu sexto dia, contou com o reforço do chefe da brigada central de assistência a província de Nampula, Celso Correia. Na sua breve intervenção, Correia pediu maior entrega de todos nos próximos dias da campanha para garantir vitória da sua formação política. (Constantino Henriques, na Ilha de Moçambique)