AMUSINA exige que o futuro governo municipal respeite a vontade popular

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Nampula (IKWELI) – A Associação dos Munícipes da cidade de Nampula (AMUSINA) está atenta aos problemas da autarquia e ao mesmo tempo o que os partidos políticos têm estado a prometer aos eleitores na campanha eleitoral em curso, para as eleições autárquicas de 11 de outubro.

O presidente da agremiação, Carlos Francisco, reconhece alguns feitos do edil Paulo Vahanle, para responder as preocupações dos munícipes, mas afirma que a autarquia tem ainda vários desafios que passam, sobretudo por uma governação inclusiva em que a opinião do cidadão eleitor é levada em consideração.

Com efeito, Carlos diz que “todos aqueles que são concorrentes para a autarquia de Nampula devem também pautar pelo respeito depois de ganhar eleições, não transformar o município numa instituição partidária, se você for eleito como presidente não pode ouvir somente os membros do seu partido, mas todos os munícipes e colocar o município da cidade de Nampula como um lugar do Governo onde devem ser materializados os sonhos e vontade da população”.

O nosso interlocutor prosseguiu afirmando que “existem camadas sociais esquecidas pelos dirigentes, estou a falar de jovens e idosos. Vejo uma situação em que os jovens são úteis neste tempo de campanha e quando ganham são marginalizados e não são atendidas as suas preparações como desemprego, não são ouvidos para se encontrar uma alternativa possível. Há jovens com nível médio e/ou universitário que podem receber bolsas para o ensino técnico profissional, e os que já têm essa formação podem ser apoiados em associações para desenvolver actividades de auto sustento em grupos.

E em relação aos idosos, “temos o problema da mendicidade, o município geralmente não tem um plano para apoiar os idosos, criar condições para que estejam acomodadas num sítio, serem apoiadas de forma condigna e respeitados os seus direitos”, disse Carlos.

Segundo ele, embora a edilidade tenha um plano, é preciso auscultar a população e saber o que ela quer para o desenvolvimento da cidade. “O município nas próximas vezes tem que, também, pensar na extensão de parques infantis ao nível dos bairros porque há crianças que querem ter actividades recreativas, mas não podem porque nos seus bairros não há espaços criados para tal”. (Adina Sualehe)

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