Raparigas beneficiarias de kits para auto-emprego em Nampula registam avanços no negócio

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Nampula (IKWELI) – O programa “Meu Kit, Meu Emprego” na província de Nampula, já esta a trazer efeitos positivos para jovens que, através do mesmo, empreendem para o seu auto-sustento.

A título de exemplo, o Ikweli conversou com duas raparigas que beneficiaram de kits de culinária para a criação de auto-emprego. Beatriz e Atija, duas jovens com histórias diferentes, mas com algo que as liga, que está ligado com o programa “Meu kit, Meu emprego”, da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE).

Em 2019, Beatriz Jaime participou de um curso de culinária de curta duração no Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), onde através do qual conheceu o Instituto Nacional de Emprego (INEP), uma instituição que promove programas de empregabilidade para os jovens criarem fontes de renda própria.

“Foi a partir do INEP que descobri que podia concorrer aquelas bolsas do programa meu kit, meu emprego e a partir do programa rapariga biz da Coalizão me candidatei para fazer parte dos jovens empreendedores. Depois fui seleccionada para receber o kit, consoante as habilidades que mostrei la”.

Mas a sorte só lhe bateu a porta em 2021, altura em que recebeu um kit de cozinha e pastelaria constituído por cadeiras, mesa, panelas entre outros no distrito de Rapale. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma empresa de catering que entrou no mercado em maio de 2022.

“O kit foi de grande ajuda. Entretanto, tive que batalhar mais.  Pedi apoio aos meus familiares para adquirir alguns produtos e em maio de 2022 comecei com o meu negócio”.

Visto que a área de catering é bastante concorrida no mercado, Beatriz disse que passou por dificuldades, uma situação que a obrigou a inovar.

“Para ser mais conhecida na cidade, passei a fazer entregas sem nenhum custo e de lá para ca não parei”.

Entretanto, a jovem Beatriz continua a enfrentar dificuldades ligadas a legalização da sua empresa, a mesma contou que está há um ano a espera de uma resposta, “não vejo a hora de ver a minha empresa registada para que eu possa fornecer, sem nenhum receio, os meus serviços a vontade nas outras empresas”.

A fonte revelou que, graças ao kit conseguiu criar um negócio que mensalmente consegue lucrar 15 a 20 mil meticais, um rendimento que a ajudou a voltar para escola como a empregar outras raparigas.

“Tranquei a faculdade porque não tinha valores monetários, mas graças ao kit e com o valor que tive consegui voltar aos meus estudos, agora consigo fazer pagamentos dos serviços semestrais e brochuras e, também, com a minha empresa pude empregar duas raparigas que me ajudam a fazer entregas”, anotou esta fonte.

Atija Bacar, igualmente beneficiária do programa “Meu Kit, Meu Emprego”, disse que chegou nele através do projeto Rapariga Biz. Tal como Beatriz, a jovem recebeu o seu Kit em 2021.

“Desde a recepção do kit estou a implementar o meu negócio. Eu não trabalho sozinha, mensalmente consigo ver alguma coisa para ajudar as outras raparigas que trabalham comigo para poderem ter dinheiro para copias na escola”.

Segundo Bacar, não foi fácil implementar o negócio, pois apenas recebeu o kit sem nenhum tipo de financiamento, “nós tínhamos que fazer de tudo para ter um fundo para poder iniciar”.

Mas hoje, com dinheiro do fruto do negócio, consegue pagar a renda do local onde trabalha e ajudar com as despesas de casa dos seus pais.

“Meu apelo vai sobretudo para as raparigas, é difícil sim iniciar um negócio próprio, mas tenham fé façam sempre com amor para que amanha possam colher frutos”. (Ângela da Fonseca)

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