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Conselho Municipal da cidade de Nampula “vende” passeios da rua Mártires de Mueda

Nampula (IKWELI) – O Conselho Autárquico da cidade de Nampula, chefiado pelo autarca da RENAMO, Paulo Vahanle, é indiciado de vender um espaço público ao longo da rua Mártires de Mueda, a um grupo de agentes económicos nacionais e estrangeiros que operam naquela região.

Recorde-se que a rua foi pavimentada em 2022, na altura a edilidade celebrou com pompa e circunstâncias a materialização do plano ao que, exibiu robustez na governação em relação ao seu principal opositor neste círculo eleitoral, a FRELIMO. Foi naquele momento que no encosto da Escola Secundária de Nampula, Biblioteca Provincial Marcelino dos Santos e Instituto Industrial 3 de Fevereiro de Nampula, a edilidade reservou espaço supostamente para servir de passeio aos transeuntes.

Porém, até a manhã do primeiro dia do ano 2023, o espaço já se encontrava vedado, sinal inequívoco de início de uma construção de infra-estruturas para fins comerciais, o que não agradou aos munícipes que exigem explicações e interrupção dos trabalhos.

O Ikweli apurou que no local está prevista a construção de lojas, e para o efeito foi aberta uma licença número 1792/DUGT/2022 a qual consta no processo 1325/DUGT/2022, uma obra pertencente a R.M.I. O que deixa indignado os moradores que foram retirados do espaço sob a alegação de reservar o local exclusivamente para o passeio.

Segundo constatamos, para além dos munícipes e moradores em particular, as três instituições públicas de ensino passarão a enfrentar dificuldades e com riscos de ver os seus muros de vedação desabarem, uma vez que a construção fecha as vias por onde escoavam as águas provenientes da chuva.

“É super preocupante para nós, o passeio estará praticamente ocupado e, como consequência, são os acidentes de viação, sobretudo do tipo atropelamento, uma vez que tanto os alunos e outros munícipes, quanto às viaturas estarão a concorrer o mesmo espaço”, lamentou Mariamo Atumane, residente na rua Mártires de Mueda.

A cidadã que, também, responde pelos pais e encarregados de educação da Escola Secundária de Nampula, mostrou-se indignada pelo facto de não ter sido comunicada a instituição que representa. Ademais, a situação “abrange parte do nosso muro da escola, um lugar muito sensível porque é deste lado de onde escoam as águas das chuvas que vem de dentro do quintal, por isso com a construção de lojas no mesmo local entendemos que estão a nos vedar o escoamento das águas”, concluiu.

Vahanle em companhia faz ouvidos de mercador

Igualmente, o que preocupa os residentes ao longo da rua é o facto de o executivo de Vahanle fazer ouvidos de mercador quando lhe é solicitado para reagir. Aliás, o mesmo ocorre quando abordado pelo Ikweli, através do seu director de Comunicação e Imagem, Nelson Carvalho, para avançar a sua versão, ao que diz não ter conhecimento da venda de espaço em alusão, pelo menos até ao fecho desta matéria.

“Estranhamente, no dia 30 e 31 de Dezembro último vimos tudo aquilo a ser edificado. Já ouvíamos rumores de que o espaço estava vendido, mas a quem? não sabemos”, disse uma das nossas fontes, para quem “quando pedimos chamar as autoridades municipais, vereadores da área, não nos aparecem e nunca nos deram à cara. O que vem são os estrangeiros para discutir connosco, mas nós dissemos que não é com eles que temos de conversar, mas com a entidade que concedeu a área”.

Os entrevistados agastados e que no acto da pavimentação da rua foram retirados dos locais, dizem ter enviado cartas ao Conselho Autárquico, mas que nada está a ser resolvido.

Outrossim, alguns dos agentes abordados pela nossa equipa de reportagem, também não dão cara, e relegam o pronunciamento à edilidade.

Enquanto o silêncio da edilidade prevalece, os agentes económicos que adquiriram o espaço prosseguem com os trabalhos de colocação de alicerces, enquanto os munícipes aguardam pelas possíveis consequências quando começarem a disputar a rua com os automobilistas, motociclistas, entre outros. (Texto: Esmeraldo Boquisse *Foto: Hermínio Raja)

Agentes da Polícia Municipal de Malema estão em greve por falta de salários

Nampula (IKWELI) – Está agendada uma greve para esta quarta-feira (11) na vila municipal de Malema, a ser promovida pela Polícia Camarária local, contra a edilidade daquela autarquia em reivindicação de salário atrasado referente aos meses de Outubro até Dezembro do ano passado.

Circula nas redes sociais uma carta, alegadamente dos funcionários afectos ao Conselho Municipal da Vila de Malema, na qual se avança a possibilidade de uma greve nesta quarta-feira (11) que consistirá no encerramento de todos estabelecimentos onde funciona o governo municipal e a respectiva paralisação das actividades, por tempo indeterminado, em reivindicação do salário atrasado de quatro meses referente aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2022, assim como o décimo terceiro salário de 2021.

“Nestes termos, se comunica que todas instalações do Conselho Municipal encerradas e paralisadas todas as actividades até que sejam regularizados os salários em causa”, refere o documento cujos proponentes optaram por o anonimato.

Contactado o Presidente do Conselho Municipal de Malema, Mário Adriano Muimela, confirma o atraso dos salários dos funcionários afectos ao seu território, nos meses referidos, mas disse não haver espaço que os funcionários optem pela greve, uma vez não ser pela primeira vez que o município atrasa com os pagamentos dos ordenados aos seus colaboradores.

Para Mário Adriano Muimela, a tal greve é incentivada pela própria polícia municipal, um acto que descreveu como sendo perseguição política uma vez tratar-se de um ano em que terão lugar as eleições municipais.

“Nós tivemos essa situação de atraso de salários de três meses, portanto, não é pela primeira vez em que os funcionários ficam sem salários e nunca houve esse ruído de greve. Neste momento, eu tenho um encontro com os trabalhadores porque primeiro tem que haver uma negociação, depois de esgotar a negociação podem fazer a greve, não estão proibidos”, começou por dizer o autarca de Malema, exclusivamente ao Ikweli.

“Pelas informações já tenho as pessoas que estão por detrás disso, é a própria polícia municipal e ao nível do mundo a polícia não é autorizada a fazer greve. Dentro do escritório, dentro do pessoal, não é possível haver greve aqui em Malema, porque não é a primeira vez que isso acontece, mesmo aquelas senhoras que varrem de três meses, às vezes varrem e terminam e quando tivermos os fundos fizemos esses pagamentos. Portanto, esta é uma questão política, não é nada de estar três meses sem receber, é uma perseguição política porque nós vínhamos já esperando que isso ia acontecer. Eu próprio gostaria de estar na lista porque não estou a receber há três meses, então eles vão fazer greve contra quem? Eu já falei com o comandante da PRM, nada de encerrar as instalações, não é para prejudicar os munícipes”, disse Muimela.

As razões do atraso no pagamento dos salários  

Em conformidade com o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Malema, o atraso no pagamento dos salários nos três meses referenciados deveu-se, também, ao atraso no reembolso do Fundo de Compensação Autárquico (FCA) verba que é canalizada aos municípios pelo governo central.

Por outro lado, Mário Adriano Muimela destaca a redução do mesmo fundo, em onze milhões de meticais (11.000.000,00 Mt) desde que o município passou para a gestão da Renamo, maior partido da oposição na história da democracia multipartidária moçambicana. Actualmente, em conformidade com a fonte, o município de Malema recebe vinte e oito milhões de meticais (28.000.000,00Mt) anuais do FCA.

“O atraso é seguinte, o orçamento do município de Malema foi cortado em 11 milhões do FCA, só, isso no primeiro ano após a nossa tomada de posse, então quando cortam isso e prometem que vão repor em Dezembro mesmo assim não conseguem repor, como é que nós vamos funcionar? É muito complicado. O que deviam fazer é perguntar o governo central, as Finanças sobre porque não canalizam esses fundos ao município de Malema porque é Malema e o município da Ilha de Moçambique, cortaram um grande valor enquanto a população e a própria necessidade está a subir. As Finanças de Nampula e Central é que deviam canalizar esses valores para nós funcionarmos normalmente”, precisou o timoneiro de Malema.

“Depois falam do 13º salário, em nenhum ano o município no seu plano está incluso o décimo terceiro mês, não está incluso, nem a própria Assembleia não aprovou, por isso quando nós estamos apertados em termos de funcionamento, não é possível pagar o décimo terceiro, vamos tirar donde esse décimo terceiro, se não está aprovado?”, disse, sublinhando que “esta é uma campanha de políticos, são os políticos que quando estão frágeis têm que arranjar uma maneira para morder o adversário, e isso é uma vergonha”. (Constantino Henriques)

Indivíduo viola até engravidar a cunhada de 15 anos de idade

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 37 anos de idade violou sexualmente, até engravidar, uma menor de 15 anos de idade, por sinal sua cunhada, no bairro de Muahivire na cidade de Nampula, no extremo norte de Moçambique.

A relação entre os dois, que culminou na gravidez, agora com dois meses, começou no mês de Outubro de 2022, mas as autoridades policiais só tiveram conhecimento na passada terça-feira (03 de Janeiro), graças às denúncias dos familiares da menor.

A menina em causa é natural do distrito de Memba, e encontra-se a residir na cidade de Nampula desde o ano de 2019 na casa da prima, mulher do “trepador”. Segundo conta a própria vítima, por sinal aluna da 6ª classe na escola primária completa de Maparra, o cunhado torna-se no primeiro homem a manter relações íntimas com ela. Fez saber, também, que com o cunhado a relação aconteceu por três dias suficientes para gerar a gravidez.

Segundo apuramos, o acto entre os dois era praticado na calada da noite na mesma casa, sendo que o violador esperava a esposa dormir para protagonizar o assalto ao quarto da pequena. Questionada sobre as razões de não informar de tudo que estava a acontecer, alegou que tinha medo do cunhado porque teria proferido sérias ameaças caso contasse o sucedido.

O indiciado, por sinal vendedor informal na cidade de Nampula, é confesso na prática daquele tipo de crime previsto e punível pela lei. “Estou aqui porque violei uma menor de 15 anos, é minha cunhada, vivia comigo”, começou por afirmar o referido violador que tem, também, a mulher está grávida, acrescentando que “eu quando fosse ter com ela não negava, e já fizemos por três vezes”.

Trata-se do primeiro caso de violação sexual a menores registado pelas autoridades policiais de Nampula neste ano de 2023, mas no ano passado a corporação teve o registo de cerca de 250 casos, contra 300 em 2021.

“Já foi lavrada a respectiva peça de expediente que segue os seus trâmites legais com vista a responsabilização criminal deste indivíduo. Queremos através dos órgãos de comunicação social, apelar que qualquer pessoa que tenha conhecimento de um caso semelhante que denuncie a polícia ou qualquer subunidade para proteger a integridade das crianças. Qualquer caso de abuso de crianças não tem espaço de negociação e os infractores devem ser responsabilizados criminalmente”, exortou Dércio Samuel, chefe do Departamento de Relações Públicas, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula. (Constantino Henriques)

Nicutha mata “padre” burundês

Nampula (IKWELI) – Um cidadão burundês, de 42 anos de idade, perdeu a vida na noite desta quarta-feira (04), arrastado pelas águas do rio Nicutha que atravessa o bairro de Murrapaniua, posto administrativo de Natikiri, nos arredores da cidade de Nampula.

Com as chuvas que se fazem sentir desde os finais do mês de Dezembro findo, o caudal do rio Nicutha aumentou, o que fez com que a vítima não conseguisse atravessar.

A vítima que em vida era conhecido por Padre tentou, sem sucesso na companhia do seu amigo, desafiar a fúria do Nicutha, concretamente na unidade comunal de Terrene A, se fazendo transportar numa motorizada que também foi arrastada a uma distância de cerca de um quilómetro e, horas depois achada noutra margem do rio, segundo contam testemunhas que tentaram socorrer o finado.

Informações avançadas no local indicam que a vítima aparentava estar embriagada, facto que lhe levou a tomar a decisão de atravessar o rio, mesmo notando o eminente aumento do caudal do rio. Aliás, quando este foi arrastado conseguiu segurar-se na sua motorizada e, aconselhado [o cidadão] a largar, este não cedeu, pois queria era, também, salvar a sua motorizada.

“Aquele nosso irmão estava com o amigo quando tentavam atravessar o rio de motorizada. Ocorre que depois de entrar na água foram arrastados, e este que perdeu a vida segurou na motorizada, tendo sido aconselhado pelo amigo a largar e retirar-se da água, mas foi tarde. Ele, junto da motorizada, foi arrastado até que o encontramos sem vida na manhã de hoje [quinta-feira], mas a mota foi recuperada ontem mesmo”, contou Carenta Francisco, amigo do Padre arrastado.

Já na manhã desta quinta-feira, Carenta Francisco conta que voltaram a procura do seu amigo nas margens do rio, até que foi informado da existência de um corpo sem vida. Quando lá se dirigiram, encontraram o corpo do Padre, facto que encheu de tristeza os familiares e amigos.

Enquanto isso, têm sido constantes casos de arrastamentos de pessoas naquele curso de água. Nos tempos de chuva sempre sofremos aqui vários afogamentos, tanto é que este é o segundo arrastamento que registamos na presente época chuvosa, sendo que o primeiro ocorreu na noite do último dia de Novembro do ano passado onde a vítima foi uma menor de idade. Nós como estrutura de base não temos muito a fazer, se não sensibilizar a população em como se precaver ao atravessar o rio, pois corremos muitos riscos”, adiantou Abdul Nimaha, secretário da unidade comunal Terrene A, no bairro de Murrapaniua.

Para os moradores é de lamentar pelo sucedido e alertam uma vez mais ao executivo municipal, chefiado pelo edil Paulo Vahanle, a montar, naquele local, uma travessia de forma a evitar outros possíveis casos de afogamento e/ ou arrastamento.

Informe-se que o rio Nicutha é um curso de água que separa várias zonas residências do extenso bairro de Murrapaniua, posto administrativo de Natikiri, para além da localização de infra-estruturas escolares, como a escola primária de Terrene e secundária de Murrapaniua recentemente inaugurada, onde para os alunos chegarem atravessam aquele rio, numa autêntica exposição ao perigo. (Esmeraldo Boquisse)”

Transição de ano não foi tranquila em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), a maior unidade sanitária na região norte de Moçambique, descreve o período de transição de ano 2022 para 2023 como sendo anormal, ao nível daquele ponto do país, tendo em consideração o fluxo volumoso de entrada de pacientes, na sua maioria em consequência de acidentes de viação.

Durante a transição de ano, o Hospital Central de Nampula registou a entrada de cerca de quinhentos (500) pacientes, uma evolução de 16% dos casos registados na transição de 2021 para 2022. Destas, 68 pessoas escalaram aquela unidade sanitária devido aos acidentes de viação das quais três perderam a vida no leito hospitalar.

As três pessoas que perderam a vida, em conformidade com Suleimane Isidoro, porta-voz do Hospital Central de Nampula, vinham carregadas numa motorizada e devido ao excesso de velocidade acabaram despistando, arredores na cidade de Nampula.

“A passagem de ano, concretamente nas últimas 48 horas do ano de 2022, foram caracterizadas por um ambiente um pouco anormal”, começou por dizer Suleimane Isidoro, para de seguida descrever que “ao nível do nosso hospital, a medida que nós recebemos este ano mais doentes do que o ano passado. Recebemos cerca de 498 pacientes contra 421 de igual período do ano passado, destes 68 casos foram de acidente de viação contra 38 que nós tivemos no ano passado”.

“Dos 68 casos que nós tivemos vítimas de acidentes de viação, três resultaram em óbitos. Foram doentes que se faziam transportar de motorizadas e entraram aqui no estado grave e todos eles resultaram em óbitos”, prosseguiu a fonte.

“Internamos, igualmente, 19 doentes em resultado destes acidentes, dos quais três crianças que neste momento se encontram fora de perigo. Tivemos 38 casos de agressão física contra 21 de igual período do ano passado e as outras situações como quedas e mordeduras foram em números muito ínfimos, não tivemos casos de lesões por objectos pirotécnicos e isto, pelo menos, mostra mais uma vez que a nossa população está a usar estes objectos com alguma melhoria naquilo que nós víamos nos anos passados”, acrescentou Suleimane Isidoro.

Por outro lado, aquele profissional de saúde lamentou o facto de muitos motoqueiros da cidade e província de Nampula persistirem em se fazer a via pública sem capacete de proteção, o que reduz as possibilidades de continuar vivo em caso de um acidente de viação. “A maior parte dos acidentes, como os que vitimaram os três ocupantes, foram de traumatismo craniencifálico, lesões da cabeça que muitas vezes são incompatíveis com a vida naquele momento”, disse a fonte.

Mãe embriagada mata sua própria filha em Muatala

Uma jovem dos seus 27 anos de idade tirou a vida da sua filha de apenas três meses, durante a noite de transição de ano de 2022 para 2023, no bairro de Muatala, na cidade de Nampula, no extremo norte de Moçambique, depois de ingerir níveis altos de bebidas alcoólicas.

Trata-se de homicídio involuntário, em conformidade com as autoridades policiais em Nampula, e tudo começou quando a jovem mãe foi numa bebedeira onde ingeriu quantidades não especificadas de bebidas alcoólicas e ao regressar a casa não teve o cuidado necessário na menor e acabou deitando-se sobre ela até a criança perder a vida, acto que viria descobrir depois de passarem os efeitos do álcool.

Os agentes da corporação tiveram a informação sobre aquele incidente, graças a denuncia feita pelo pai da criança.

Apesar deste incidente, a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula descreve o período de transição de ano como sendo tranquila e ordeira, uma vez que houve pouco espaço de manobra para os malfeitores.

“A transição da passagem de ano ocorreu sem sobressalto, a PRM desdobrou-se em todas áreas que mereciam algum destaque no que tange a cobertura policial, facto este que resultou em apenas um caso criminal que se trata de um homicídio involuntário”, considera Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula.

“Tivemos, também, o registo de um acidente de viação na zona de Nassuruma (distrito de Meconta), do tipo atropelamento onde um cidadão que conduzia uma viatura acabou embatendo contra uma motorizada e posteriormente atropelou dois ocupantes desta motorizada que acabaram perdendo a vida, e teve também um cidadão que acabou obtendo ferimento por conta do mesmo acidente”, prosseguiu a fonte.

“Fazemos uma avaliação positiva dado ao reduzido número de crimes que são motivados por situações de animo de lucro, tivemos também situações operativas que foram conduzidas pela polícia com vista a garantir que situações criminais não pudessem ocorrer neste período de festividade e, como resultado destas ações, tivemos a neutralização destes indivíduos que estão aqui apresentados, como sendo grupos que se dedicavam a furtos nas viaturas, assim como aos cidadãos que passavam em vias públicas. Temos, também, grupos que se dedicavam a furtos em residências e todos esses foram devidamente neutralizados e encaminhados nas nossas subunidades policiais. De referir que na neutralização destes indivíduos que se dedicavam a furtos em viaturas foram, também, achadas algumas chaves falsas que os mesmos usavam para se introduzir nas viaturas e subtrair os bens que lá se encontravam”, disse Nacute. (Constantino Henriques)

Cidade de Nampula começa 2023 com escassez de gasolina

Nampula (IKWELI) – Nos últimos dias, a cidade de Nampula, no norte de Moçambique, voltou a registar a crise de combustíveis, concretamente a gasolina.

E para além dos automobilistas particulares e transportadores de passageiros, o cenário afecta, igualmente, aos operadores de táxi de moto, os quais que por longas horas paralisam as suas actividades, por conta da falta deste recurso nas bombas de abastecimento mais próximas, outros ainda percorrem distâncias a procura de um posto que dispõe deste produto.

No segundo dia do ano 2023, o Ikweli fez uma ronda em alguns postos de abastecimento na urbe, onde testemunhamos a realidade através dos staffs daquelas bombas. A título ilustrativo, são os dois postos de abastecimento instalados ao prolongamento da Avenida Eduardo Mondlane, no bairro Muhala, que há sensivelmente dois dias não têm gasolina.

Outrossim, ao longo da N1, no cruzamento da Subestação e Marrere, tomamos conhecimento que os postos de abastecimento ali existentes registam falta de gasolina, mas que havia garantias de até a tarde desta segunda-feira (02), abastecer-se às bombas para depois passar aos clientes.

Aliás, dos dez postos de abastecimento visitados pela nossa equipa de reportagem, apenas quatros tinham gasolina nos seus tanques, enquanto as restantes, segundo informações por nós colhidas, tinham pouca quantidade e aguardavam pela chegada do camião que transporta este recurso, respectivamente.

“Não sei o que exactamente está por detrás dessa escassez de gasolina, mas está a criar dificuldades porque corremos o risco de estacionar as nossas motorizadas”, lamentou, em conversa, Litos Alberto, taxista de moto no bairro de Mutauanha, concretamente na zona da FAINA.

Segundo apuramos, há semanas a crise afectou, também, a cidade portuária de Nacala sem, no entanto, saber-se as reais motivações. Contudo, especula-se a demora da chegada do navio que transporta os combustíveis.

O problema pode ser dos gestores dos postos

Sobre a situação, o Ikweli contactou o Serviço Provincial de Infra-Estruturas de Nampula, através do Departamento de Energia, tendo sido garantida a disponibilidade da gasolina a partir do porto de Nacala desde o dia 30 de Dezembro findo. Mas antes, segundo tomamos conhecimento, havia sim ruptura de gasolina, devido ao navio que demorou de atracar no porto de Nacala.

“Até sexta-feira já estavam a me confirmar que havia atracado o navio e, esta semana que estamos a falar, não há nenhum problema de combustível. Já está a fluir normalmente”, garantiu Manuel Silvério, chefe do Departamento de Energias, para quem “se existe uma e outra bomba que não tem combustível é por causa da própria gestão, não é porque no mercado não está disponível. A gasolina já foi descarregada e está sendo distribuída para todos os terminais”. (Esmeraldo Boquisse)

Nampula: Católicos apelam o fim do terrorismo como forma de renovar a esperança no ano 2023

Nampula (IKWELI) – Católicos da cidade de Nampula apelam o fim do terrorismo, no norte do país, como forma de renovar a esperança para os povos sofridos, sobretudo os da província de Cabo Delgado.

O norte de Moçambique, com o início em Cabo Delgado, tem vindo a registar ataques terroristas desde Outubro de 2017, tendo, até ao momento, feito vítimas mortais e milhares de pessoas se deslocaram a procura de segurança em toda a extensão da região norte, incluindo algumas províncias do centro de Moçambique.

Nas suas intervenções, os crentes não guardam boas lembranças quanto ao terrorismo, pois no ano findo foram abalados com o assassinato da missionária italiana, Maria de Coppi, na missão de Chipene, no distrito de Memba, um acto perpetrado pelos terroristas que se fizeram àquela parcela da província de Nampula. Por isso, diante de vários desafios, os religiosos rezam e esperam que 2023 seja o fim dos ataques.

Na Sé Catedral de Nampula, o Ikweli entrevistou o padre Eurico Nicuia, o qual defende o envolvimento dos diversos actores da sociedade, a destacar os políticos, de forma a concretizar o sonho de parte dos moçambicanos que almejam o fim do terrorismo. “A mensagem que nós deixamos é aquela que todo o mundo e o povo moçambicano, em particular, espera, a paz que é um dom de Deus e todas as suas criaturas devem viver”, adiantou o sacerdote.

A seguir, o pároco Nicuia disse ser necessário que as pessoas descartem a paz individual, pois interessa a paz de todos. Associado a isso, segundo o interlocutor, está o terrorismo que não cria paz nas famílias de Cabo Delgado. Portanto, este [padre] acrescenta que os envolvidos, quer os terroristas, tanto quanto aos que os que alimentam, nutrem-se de paz interior, senão esquecer-se-á que a paz é um dom precioso para todos. “Essa é a maior esperança nossa que fica para este ano”, concluiu.

Enquanto isso, os crentes católicos Raul Macamo e Gabriel António, entrevistados pelo Ikweli, almejam a paz efectiva e afirmam que o fenómeno terrorismo não se combate apenas com o uso de instrumentos bélicos, como também pela mente, pois parte dos que engrossam as fileiras dos terroristas recebem certos ensinamentos para depois praticarem crimes hediondos.

Para estes cidadãos religiosos, o ano que está a começar traz grandes desafios, desde a empregabilidade dos jovens para que não sejam aliciados de qualquer das formas para destruir o seu futuro, a tolerância política, ao considerar que 2023 é ano pico da realização das eleições municipais em escala nacional, a tolerância religiosa e, finalmente, o fim do fenómeno terrorista. (Esmeraldo Boquisse)

Monapo despede-se de 2022 com sangue na estrada

Nampula (IKWELI) – Uma pessoa perdeu a vida e outras 14 contraíram ferimentos, dentre graves e ligeiros, na sequência de um acidente de viação ocorrido na noite desta última quinta-feira do ano 2022, no distrito de Monapo, província nortenha de Nampula.

E no dia 31 de Dezembro, já no fecho do ano, um acidente de viação ocorreu na ponte sobre o rio Monapo, ainda na vila municipal de Monapo, onde um camião de carga pesada tombou para o rio.

O primeiro sinistro envolveu uma viatura mini-bus de transporte de passageiros, com a chapa de inscrição AAL-879 que fazia o trajecto Nacala-cidade de Nampula. Entretanto, por excesso de velocidade o automobilista não conseguiu controlar o volante e acabou por capotar, tendo causado uma vítima mortal, 11 feridos graves e três ligeiros.

A informação sobre o incidente foi confirmada na manhã da sexta-feira (30) pela Polícia da República de Moçambique (P.R.M), através dos seu porta-voz afecto ao comandado provincial de Nampula. Na ocasião, o porta-voz Zacarias Nacute disse que os feridos foram levados ao hospital de Namialo, enquanto ao condutor, correm os trâmites legais para a sua responsabilização por excesso de velocidade.

Já no contexto de casos criminais, a corporação em Nampula exibiu indivíduos envolvidos em quatro casos de roubo, respectivamente, os quais o destaque vai para uma quadrilha de jovens que se dedica a assalto aos motociclistas, com recurso a substâncias nocivas à saúde.

Nos seus modos operands, Nacute explicou que os indivíduos recorrem a sedativos para lograr os seus intentos. (Esmeraldo Boquisse e Redação)

 

Ossufo Momade garante nunca trair os seus correligionários

Nampula (IKWELI) – O Presidente do partido Renamo, Ossufo Momade, garantiu, no decurso do encerramento político da perdiz na vila sede do distrito de Mossuril, em Nampula, que nunca irá trair os ideais da sua formação política e muito menos os correligionários.

Momade faz estas declarações a meio de desconfiança que indicam que, aparentemente, ele terá sido cooptado pelo partido Frelimo em troca de mordomias.

“Andou um vadio aí, um marginal, um cadastrado, a dizer que Ossufo foi detido. Quem vai deter o comandante-chefe?”, comentou, no seu discurso, o sucessor de Afonso Dhlakama, que se tinha dado capturado pelos ex-guerrilheiros durante a sua última presença na serra da Gorongosa, principal bastião militar da perdiz.

Por isso, embora contestado, Ossufo Momade afirmou categoricamente que “aqueles têm respeito pelo comandante-chefe, o general Ossufo Momade. Na guerra dos 16 anos estávamos juntos, comíamos e matávamos juntos os piolhos e hoje vão-me amarrar? O sentimento deles é o meu sentimento. Eles sabem que nunca lhes vou trair, em nenhum momento”.

Outrossim, diante dos seus apoiantes, o presidente jurou que “posso morrer pobre, mas nunca trair aqueles colegas que hoje estão a sofrer”. Até porque “eu não preciso do dinheiro da FRELIMO, mas também sei que a FRELIMO não tem dinheiro. Por que eu vou aceitar comer migalhas e não comer na mesa? Isso é cobardia”, concluiu o presidente com promessas ainda de vencer as eleições autárquicas agendadas para Outubro do próximo ano de 2023. (Esmeraldo Boquisse)

Nabota “pega” 4 anos de prisão

Nampula (IKWELI) – O temível agente da Polícia de Trânsito Júlio Mutepeia, popularmente conhecido por “Nabota”, que a 6 de Outubro do Corrente ano foi detido em flagrante delito por prática de actos de corrupção foi condenado pela 5ª Secção do Tribunal Judicial da cidade de Nampula, provados os factos que constam da acusação do Ministério Público, através do Gabinete Provincial de Combate a Corrupção de Nampula (GPCCN).

Nabota deverá, ainda, pagar uma multa avaliada em 22.000,00Mt (vinte e dois mil meticais).

O condenado era um dos agentes da Polícia de Trânsito que não dava sossego aos condutores da cidade de Nampula, tendo como principais pontos os locais menos movimentados da urbe e, de vez em quando, as avenidas menos suspeitas. Foi nessa circunstância que Nabota caiu nas malhas do GPPCN, vendo a sua liberdade caçada e o seu emprego em causa.

Desde a sua detenção, a Polícia da República de Moçambique, em Nampula, não se pronunciou a respeito. (Redação)