Nampula: Católicos apelam o fim do terrorismo como forma de renovar a esperança no ano 2023

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Nampula (IKWELI) – Católicos da cidade de Nampula apelam o fim do terrorismo, no norte do país, como forma de renovar a esperança para os povos sofridos, sobretudo os da província de Cabo Delgado.

O norte de Moçambique, com o início em Cabo Delgado, tem vindo a registar ataques terroristas desde Outubro de 2017, tendo, até ao momento, feito vítimas mortais e milhares de pessoas se deslocaram a procura de segurança em toda a extensão da região norte, incluindo algumas províncias do centro de Moçambique.

Nas suas intervenções, os crentes não guardam boas lembranças quanto ao terrorismo, pois no ano findo foram abalados com o assassinato da missionária italiana, Maria de Coppi, na missão de Chipene, no distrito de Memba, um acto perpetrado pelos terroristas que se fizeram àquela parcela da província de Nampula. Por isso, diante de vários desafios, os religiosos rezam e esperam que 2023 seja o fim dos ataques.

Na Sé Catedral de Nampula, o Ikweli entrevistou o padre Eurico Nicuia, o qual defende o envolvimento dos diversos actores da sociedade, a destacar os políticos, de forma a concretizar o sonho de parte dos moçambicanos que almejam o fim do terrorismo. “A mensagem que nós deixamos é aquela que todo o mundo e o povo moçambicano, em particular, espera, a paz que é um dom de Deus e todas as suas criaturas devem viver”, adiantou o sacerdote.

A seguir, o pároco Nicuia disse ser necessário que as pessoas descartem a paz individual, pois interessa a paz de todos. Associado a isso, segundo o interlocutor, está o terrorismo que não cria paz nas famílias de Cabo Delgado. Portanto, este [padre] acrescenta que os envolvidos, quer os terroristas, tanto quanto aos que os que alimentam, nutrem-se de paz interior, senão esquecer-se-á que a paz é um dom precioso para todos. “Essa é a maior esperança nossa que fica para este ano”, concluiu.

Enquanto isso, os crentes católicos Raul Macamo e Gabriel António, entrevistados pelo Ikweli, almejam a paz efectiva e afirmam que o fenómeno terrorismo não se combate apenas com o uso de instrumentos bélicos, como também pela mente, pois parte dos que engrossam as fileiras dos terroristas recebem certos ensinamentos para depois praticarem crimes hediondos.

Para estes cidadãos religiosos, o ano que está a começar traz grandes desafios, desde a empregabilidade dos jovens para que não sejam aliciados de qualquer das formas para destruir o seu futuro, a tolerância política, ao considerar que 2023 é ano pico da realização das eleições municipais em escala nacional, a tolerância religiosa e, finalmente, o fim do fenómeno terrorista. (Esmeraldo Boquisse)

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