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Jaime Neto pede aos muçulmanos maior compaixão para com as crianças desfavorecidas

Nampula (IKWELI) – O Secretário do Estado na província de Nampula, Jaime Neto, pediu aos praticantes da religião islâmicas, por via do Conselho de Álimos de Nampula, uma maior empatia e compaixão para com as crianças vulneráveis naquele ponto do país.

Na manhã desta quarta-feira (19), o Conselho de Álimos de Nampula foi recebido em audiência por ocasião do fim do Ramadão pelo Secretário de Estado.

O encontro que aconteceu nos momentos finais do sacrifício dos 30 dias Jejum para os muçulmanos, serviu, também, para a apresentação entre Jaime Neto e os representantes dos crentes da religião muçulmana, os quais o governo considera grande potencial no trabalho e contributo para a minimização dos problemas de Moçambique, em particular os que a província de Nampula enfrenta.

Para o Secretario do Estado na Província, Jaime Neto, as crianças em estado de vulnerabilidade, assim como os na situação de mendicidade, devem ser agenda principal para os muçulmanos. “Queremos encorajar o Conselho dos Álimos de Nampula, assim como as outras sensibilidades da religião muçulmana a continuarem a trabalhar. Temos muitas crianças na rua que eu penso que é importante olharmos como tiramos essas crianças da mendicidade”, apelou Neto.

O governante disse que “temos acompanhado alguns programas onde dão o mínimo àqueles que sofrem, também continuarem a dar por todo lugar da província de Nampula. As crianças não estão só aqui na cidade de Nampula, nos distritos há muitas crianças que estão a sofrer. Acompanhei há dias que estavam a distribuir comida, roupas e isso é muito bom”.

Este dirigente não deixou de fora o assunto do terrorismo que está a destruir vidas em Cabo Delegado. Neste ponto, elogiou o Conselho de Álimos pelo trabalho de divulgação de informações sobre as intenções dos terroristas. “Eu achava que aqueles terroristas eram muçulmanos, mas fiquei a saber com vocês que a religião Islâmica não cria guerra ou mesmo não anda com catanas para ferir ou matar alguém, eu só posso dizer que aqueles não são muçulmanos”.

Para o presidente do Conselho de Álimos de Nampula, Sheik Essimela Abudo, o encontro mantém as relações mais fortificadas entre o governo e a religião muçulmana, garantindo que as suas agremiações irão continuar a trabalhar, com mais foco olhando para as crianças em estado de vulnerabilidade a nível da província, conforme evocado pelo Secretário de Estado na província de Nampula.

“O secretário de Estado é novo aqui na nossa província e nós tivemos este espaço para nos conhecermos melhor, como tem sido de hábito com todos novos dirigentes que chegam cá em Nampula. Nós trabalhamos lado-a-lado com o governo, assim como também com os representantes das comunidades, por isso que essa foi a motivação que nos levou a chagarmos neste local”.

O sheik não deixou de fora a inquietação dos muçulmanos, que é a questão do terrorismo em Cabo Delegado, porque “na medida em aqueles malfeitores atacam, estão a sujar o nosso bom nome”, frisou a fonte. (Hermínio Raja)

Nampula: Empresa de capitais chineses não quer pagar salários e nem dar contratos de trabalhos aos seus operários

Nampula (IKWELI) – O patronato da empresa de capital chinês denominada Aoshida, responsável pela construção de uma fábrica de refrigerantes, na cidade de Nampula, é apontado de não honrar os compromissos de pagamento salarial e celebração de contractos de trabalhos para os seus colaboradores, dentre estes estão pedreiros e carpinteiros. É quase um ano privados de direitos essenciais.

A operar na zona da Barragem, bairro de Napipine, a empresa é responsável pela edificação de uma fábrica de refrigerantes. Para tal, está um grupo de cerca de 100 trabalhadores que foram solicitados e que colaboram na condição há oitos meses, mas com promessas de celebração de contractos de trabalho e, consequentemente, o pagamento de salários, mas que nunca aconteceu.

Os trabalhadores que decidiram paralisar as actividades nesta segunda-feira (17), queixam-se igualmente, de violação de seus direitos, como a falta de equipamentos de protecção individual no trabalho, o que coloca em risco a sua saúde. Associado a isso é que, segundo os manifestantes, quando ocorrem acidentes de trabalho o patronato escusa-se de assumir as responsabilidades.

“Estamos há oito meses a trabalhar aqui e não temos salário. Esses só nos pagam 100,00Mt (cem meticais) por dia e, em casos de atraso ou falta, esse valor não é canalizado. Não temos contracto e nem material de trabalho, aqui se pode trabalhar mesmo de chinelos ou calções, para o patrão isso não constitui preocupação”, disse o trabalhador Tarcísio Lopes, carpinteiro que integra o grupo dos manifestantes.

Outrossim, a outra inquietação que mexe com a classe dos trabalhadores é o facto de os responsáveis da empresa estarem a vender o equipamento de protecção individual, quando os colaboradores solicitam a empresa. Aliás, em casos de não dispor de dinheiro para adquirir os equipamentos, os trabalhadores são descontados os únicos cem meticais que auferem diariamente.

“Nós recebemos, mas na verdade não sabemos qual é o nosso salário, porque nos é descontado em qualquer das circunstâncias. Antes o patrão comprometeu-se a nos dar contracto de, pelo menos, três meses de duração, o que até então não chegou a acontecer. Apresentamos o caso à direcção do Trabalho, porém, nada se faz porque nem água vem, nem água vai, está tudo no silêncio”, disse Rosário Saíde, que é ajudante de pedreiros na construção dos pavilhões da possível fábrica de refrigerantes.

Quem, também, integra o grupo dos cerca de cem trabalhadores são mulheres que oferecem trabalhos de cozinha e faxina para os chineses que supervisionam as obras de construção. Estas, para além do salário baixo que auferem, e sem contracto formal, a carga horária é mais um desafio que as apoquenta, por isso paralisaram as actividades.

Ademais, embora estarem a cuidar da alimentação da parte de chineses naquele estabelecimento, as trabalhadoras não têm direito de consumir qualquer produto, desde a água usada na cozinha, os alimentos que elas mesmas confeccionam, entre outros. Todavia, a carga horária é demasiada e quando entram as 07 horas da manhã só largam para as suas residências às 19 horas, sem direito a meio de transporte.

O silêncio do patronato

Diante da Imprensa, quando abordado sobre a reclamação dos trabalhadores, o patronato da empresa Aoshida naquela altura representado por um grupo de cidadãos chineses preferiu manter o silêncio, embora considerar legítima parte das inquietações dos grevistas.

Aliás, sem gravar a conversa, os chineses na pessoa do tradutor contractado, alegaram ser da competência do advogado da Aoshida dar qualquer declaração à Imprensa. Enquanto isso, os trabalhadores garantem que não vão retomar as actividades sem que haja intervenção do patronato procedendo o pagamento referente ao tempo de trabalho feito e possível contratação formal. (Esmeraldo Boquisse)

 

Aumentam assaltos nas paragens da cidade Nampula

Nampula (IKWELI) – Os roubos na via publica da cidade de Nampula estão a ganhar contornos alarmantes nos últimos tempos, não obstante a presença e circulação de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM). Entre os bens mais procurados pelos assaltantes, que se aproveitam da aglomeração e agitação das pessoas que buscam o transporte ou mesmo que estejam a circular, estão os telemóveis, bolsas, acessórios de viaturas e até perucas e as mulheres, de todas as idades, são as principais vítimas.

Segundo apurou o Ikweli, paragens, as avenidas mais movimentadas na cidade, incluindo a praça dos heróis, as ruas adjacentes ao mercado central, a zona de Namicopo, concretamente rua da França, na estacão dos CFM (Caminhos de Ferros de Moçambique), na paragem do mercado grossista do Waresta, Hospital Central de Nampula (HCN), na Sipal, e na conhecida zona da Total, são os pontos mais críticos onde os malfeitores actuam em plena luz do dia, furtando bens e chegando mesmo a abordarem e ameaçarem as vitimas, antes de tirarem os bens que acham valiosos.

Conforme relatos de vítimas, os malfeitores identificam os alvos, seguem-nas milimetricamente disfarçados, entre multidão e na melhor oportunidade tiram os bens e, às vezes, sem que estas se apercebam e põem-se fuga. Noutros casos, os mais ousados chegam a abordar as vítimas, exigindo os bens sob ameaças de agressão.

De acordo com as vítimas, a hora da ponta (17/18h), em que muitos estão cansados e preocupados para tomarem transportes de regresso à casa, é o tempo mais propenso para o furto de bens, pois os malfeitores disfarçam-se entre os passageiros, fingindo ser angariadores de passageiros, vulgarmente conhecidos por biscateiros.

Celeste Fernando, de 26 anos de idade e estudante doo ensino superior, disse ao Ikweli que passavam das 16 horas quando regressa das aulas e foi assaltada na estação prestes a pegar transporte à casa. “Por duas vezes fui assaltada aqui na cidade. Na primeira vez fui ameaçada com uma faca, antes de me tirarem a mochila”, contou, prosseguindo a relatar que “perdi quase tudo, chorei como uma criança. Nesse dia acabava de levantar o valor para pagar mensalidade, fui assaltada perante o olhar impávido dos cidadãos que estavam ao meu lado, quando os assaltantes foram embora é que me vieram assistir”.

A outra vez que sofreu assalto, conta que foi na paragem do mercado central, quando lutava para apanhar o autocarro para seguir para avenida Paulo Samuel Kankhomba em direcção a Muhala Expansão. “Depois daquele dia, deixei de apanhar chapa-100 e agora só apanho táxi de mota ou mesmo vou de boleia para evitar”.

No presente já não se pode identificar quem é um simples cidadão ou malfeitor. É assim como a cidadã Atia Ibraimo disse ao nosso jornal, para se lembrar do assalto que sofreu na semana passada, o qual foi protagonizado por um jovem que fazia se passar por cobrador. “Assim que chegamos no entroncamento do Waresta, o cobrador pediu os passageiros a contribuição, entrei na minha sacola tirei o valor de 10,00Mt (dez meticais) e entreguei o cobrador, ao chegar no mercado grossista do Waresta desci e dei uns passos, algo despertou em mim, minha carteira não tinha, dali pedi algumas pessoas que estavam próximas de mim e ligarem para o meu número e o telefone estava nos calções do cobrador, juntamente com o valor de 2000,00Mt (dois mil meticais) e questionado alegou que tinha apanhado a carteira no chão”.

Engane-se quem pensa que os assaltantes que semeiam terror nas principais artérias da cidade de Nampula só furtam bens de mulheres. Octávio Eusébio, de 37 anos de idade, revelou que nas primeiras horas do dia 14 de Fevereiro do corrente ano fazia as sua compras, num centro comercial, deixou a sua viatura sob olhar de dois jovens que se faziam passar por limpador de carros e estes os roubaram. “Deixei os jovens a limparem o meu carro, fui fazer umas pequenas compras para meu filho, ao regresso encontrei a porta do meu carro fechado, como tinha deixado, mas lá dentro a carteira que continha documentos tinha sumido e um telefone, perguntei se alguém tinha visto alguma coisa, ninguém me respondeu, até que apareceram agentes da polícia que me aconselharam a ir no posto mais próximo”.

A Polícia não está a trabalhar?

O cidadão Firmone Chalapa, que admite haver muito efectivo policial nas ruas da cidade de Nampula, aponta que não há acção efectiva dos agentes. “Uma parte parece que esses policias colaboram com os malfeitores, por que ao invés de combaterem essa situação, ficam aí só a pedir refresco. Esses policias conhecem todos malfeitores de Namicopo”, acusou, sublinhando que “mesmo a gente queixar, eles não fazem nada e esses malfeitores cada vez quais continuam a desgraçar a vida da população. Polícia é o que temos demais aqui na cidade, mas os assaltos aumentam cada vez mais principalmente aqui em Namicopo”.

Os nossos entrevistados questionam o aumento policial nas ruas da cidade de Nampula, enquanto por outro lado, os assaltos a luz do dia ocorrem.

PRM promete trabalhar

Numa entrevista, o chefe do Departamento de Relações Públicas no comando provincial da PRM, em Nampula, Dércio Samuel, destacou que a polícia está a trabalhar no sentido de prevenir as ocorrências de roubos e assaltos nas vias públicas, mas para isso acontecer, efectivamente, apelas as vítimas a denunciarem nos postos mais próximos. (Atija Chá)

“Frelimo tem medo de debater ideias com a sociedade civil”, afirma Lutero Simango

Nampula (IKWELI) – O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, está de visita política à província de Nampula, local que, recentemente recebeu o Secretário-Geral do partido Frelimo, Roque Silva, que num dos seus discursos acusou a sociedade civil de estar a desestabilizar o país.

Diante deste alegacão, Simango entende que o discurso da Frelimo contra a sociedade civil revela a arrogância, intolerância política e social e falta de respeito pelo espaço democrático e visa impedir a liberdade de pensamento. “A liberdade de pensar é muito importante para o país e na fase que nos encontramos, a Frelimo tem medo de debater ideias e nós do MDM não temos medo, por isso que estamos abertos para colaborar com a sociedade civil e todos os moçambicanos para que em Moçambique haja uma boa Governação que só é possível com um diálogo permanente”, disse Simango.

A vinda de Lutero Simango à Nampula enquadra-se na preparação das eleições autárquicas que serão antecedidas pelo recenseamento eleitoral que arranca à 20 de Abril em curso, processo do qual na província de Nampula vai decorrer em 456 postos, envolvendo 371 brigada. Por isso que esta segunda-feira, aquele líder político reuniu com as bases do seu partido na capital provincial para se inteirar das estratégias de fiscalização do recenseamento eleitoral que no seu dizer constitui o elemento fundamental para a vitória e recuperação da autarquia da cidade de Nampula que esteve sob a gestão do seu partido de 2013 a 2017.

“O município da cidade de Nampula é especial e histórico, porque foi aqui onde os munícipes começaram a sentir o que é ser bem governados, por isso que estando aqui em Nampula, queremos transmitir a mensagem clara de que estamos a vir, os munícipes de Nampula sabem que a governação do MDM foi a melhor desde a independência do país, o MDM renovou a esperança do munícipe”, disse Lutero pedindo aos eleitores a renovação da confiança nas eleições de Outubro.

Questionado sobre os possíveis cabeças-de-lista, Simango assegurou que no devido momento a informação será pública. Contudo, salientou que o foco da sua organização política neste momento é o recenseamento eleitoral, por isso, apelou aos eleitores para se dirigirem em massa aos postos de recenseamento nos primeiros dias. “Como forma de fugir das já habituadas avarias de máquinas que se verificam nos últimos dias do processo”.

Não se sabe se a agenda de Lutero Simango abrange trabalho noutros municípios da provincial de Nampula. (Adina Sualehe)

Roque Silva diz que a sociedade civil está a desestabilizar o país

Namapa (IKWELI) – O Secretário – Geral do partido FRELIMO, Roque Silva, retirou na tarde desta sexta-feira (14) no distrito de Eráti, na nortenha província de Nampula, que as organizações da sociedade civil que operam no país não estão a contribuir para o desenvolvimento da nação moçambicana, mas sim desestabilizá-la.

Depois de quatro dias de trabalho na província de Cabo Delgado, Roque Silva escalou nesta sexta-feira o maior círculo eleitoral de Moçambique, Nampula, e o distrito de Eráti, concretamente na vila-sede, Namapa, para mais uma onda de acção política.

Dirigindo-se aos militantes do partido, em Namapa, Roque Silva disse de viva voz que algumas Organizações da Sociedade Civil em Moçambique estão mais para desenvolver actividades políticas fugindo da essência da sua criação.

O Secretário – Geral da Frelimo destacou que as manifestações que o país assiste, com alguma regularidade em reivindicação da situação socioeconómico descrita como sendo preocupante, são incentivadas pela Sociedade Civil.

“Nós precisamos continuar a acreditar ainda que este país vai crescer. Como quem o preside tem juízo, e a Frelimo, este país vai crescer. Mas para que o país cresça, cada um tem que fazer a sua parte. Para que este país cresça, os jovens têm que compreender que o desenvolvimento exige trabalho, trabalho, exige o empenho de todos”, começou por dizer Roque Silva.

“Para que ainda continuarmos com o sonho de um dia sermos um país livre da pobreza, não vamos conseguir isso convocando marchas todos os dias na estrada, convocando manifestações para atender. Não vamos conseguir alcançar o nível de desenvolvimento em tão pouco tempo com as organizações da sociedade civil que, algumas, ao invés de ensinar o povo a amar a Pátria, ao invés de ensinar o povo a ser trabalhador, ensina o povo a revoltar-se contra a sua própria pátria”, entende o político.

“Isso não é patriotismo, isso não é cidadania, isso nem é trabalhar para o crescimento da sociedade. Queremos sim, o que acontece com muitas outras organizações da sociedade civil, que estão empenhadas em ensinar a população sobre como se pode produzir mais e melhor.  Queremos, sim, o que acontece com muitas organizações da sociedade civil em que ensinam as pessoas a valorizar ser cidadão moçambicano. Queremos sim organizações da sociedade civil que ensinam as pessoas a negar aquilo que está mal, mas dentro de um sentido de disciplina, dentro de um sentido de patriotismo, e dentro de um sentido de cidadania profundo”, prosseguiu Silva.

“Não queremos, não, que os jovens se deixam distrair para aqueles que sob capa de sociedade civil se transformam em autênticos partidos políticos, mas partidos políticos que visam perturbar o processo de desenvolvimento”, sublinhou o número dois da Frelimo. (Constantino Henriques, nosso enviado a Namapa)

Formandas do Instituto Industrial e Comercial de Nampula escapam violação sexual no próprio internato

Nampula (IKWELI) – Duas estudantes internadas no lar do Instituto Industrial e Comercial de Nampula, no norte do país, escaparam da tentativa de roubo e violação sexual na madrugada desta segunda-feira (10), actos protagonizados por indivíduos até então desconhecidos que invadiram o quarto das vítimas, naquele ponto da província.

Localizado no interior do bairro de Muahivire, posto administrativo do mesmo nome, o lar do Instituto Industrial e Comercial de Nampula tem sido alvo de assalto, vandalização e furtos de bens pertencentes aos jovens internados naquele estabelecimento público. Para além da localização, o lar não oferece segurança aos que nele residem, pois é aberto a qualquer pessoa que circule pela zona porque não está vedado.

Eis que depois de vários roubos, e denunciados à direcção do lar e geral do instituto, um grupo de indivíduos introduziu-se no quarto dois do bloco feminino, onde ameaçaram as duas formandas que se encontravam a dormir, no sentido de entregarem os seus pertences, concretamente os telemóveis. E porque estas resistiram, os larápios munidos de facas tentaram violar sexualmente, segundo narram fontes próximas das vítimas e afectos àquele lar.

Em consequência deste assalto e tentativa de violação sexual, uma das vítimas contraiu ferimentos ligeiros na mão esquerda e na manhã em que ocorreu o acto, foi levada ao hospital para tratamentos.

Segundo informações em nosso poder, a direcção do lar do Instituto Industrial e Comercial de Nampula forçou as vítimas a não denunciar o ocorrido, sob garantia de que o assunto seria canalizado ao director do instituto e depois encontrar-se formas de contornar sem despertar a atenção do público, tanto é que a equipa do Ikweli teve dificuldades de aceder às informações através da direcção do lar.

No recinto do domicílio escolar do Instituto Industrial e Comercial de Nampula, o Ikweli soube que há sensivelmente um mês que o guarda não trabalha, facto que propicia a vandalização e roubo. Ademais, para se proteger das intenções dos larápios, os alunos, sobretudo as mulheres, escondem os seus pertences importantes, no caso de telemóveis, debaixo das camas parte.

Informações em nosso poder indicam que o lar em alusão acolhe apenas duas formandas e 19 formandos.

E para apurar a verdade, dirigimo-nos ao lar e em contacto com o director do internato, este escusou-se a se pronunciar, tendo-nos encaminhado ao director do Instituto Industrial e Comercial, Manuel Naife. Entretanto, na tentativa de colher a versão do director do instituto, este não se encontrava no seu gabinete e quando o contactámos telefonicamente não atendeu a ligação.

Enquanto isso, a verdade é que por causa da vandalização e roubos frequentes, os alunos abandonam o lar, pois não oferece condições de segurança para quem ali reside. (Esmeraldo Boquisse)

 

A difícil relação de Vahanle com o asfalto faz-lhe recorrer poeira da montanha para tapar buracos

Nampula (IKWELI) – Desde que ascendeu a direcção máxima da autarquia de Nampula, pela Renamo, Paulo Vahanle tem se mostrado difícil de lidar com questões de asfalto, tanto é que as duas tentativas de construir estradas asfaltadas deram em grande atrapalhada.

Parte da rua de Marrere e a da segunda faixa da avenida Eduardo Mondlane são exemplo disso, não se esquecendo que parte significante das intervenções da edilidade nos buracos, que consumem o asfalto do centro da cidade, foram, quase sempre, com base em material inapropriado (areia). Alias, num passado recente Vahanle adquiriu quantidade de asfalto que se presumiam estar fora do prazo.

Feito isso, nos dias que correm o executivo da autarquia de Nampula está, há sensivelmente duas semanas, a trabalhar no tapamento de buracos nas ruas e avenidas da urbe com recurso a areia de pedreira, ou seja, pó de pedra, extraída em algures do raio municipal. O facto não agrada alguns munícipes que exigem uso de material apropriado para tornar consistente e duradouras as estradas da urbe.

Para a apreciação dos munícipes, o trabalho da edilidade simplesmente serve para “fazer o boi dormir”, pois não oferece condições de durabilidade, para além de que o material usado é próprio para levantar poeira, a exemplo de estradas terra batidas.

Esta acção ocorre em plena época chuvosa, o que contraria as intenções da própria edilidade que em Março último garantiu a manutenção das vias de acesso no centro urbano e nas periferias, só depois do fim do período de chuva, de modo a evitar interrupções e flexibilizar os trabalhos do pessoal.

“Esse trabalho que estão a fazer não nos agrada. O município devia era destruir as vias em estado crítico e voltar a reabilitar colocando alcatrão de qualidade. Talvez assim esqueceríamos por muito tempo a febre de buracos nas estradas da cidade”, apreciou o automobilista Osmar Castro, entrevistado ao longo da Avenida 25 de Setembro, onde se verifica a colocação de pó da montanha para tapar buracos.

Dos pontos onde se verifica o tapamento o destaque vai para as avenidas Paulo Samuel Kankhomba, 25 de Setembro e a FPLM, e a Rua dos Continuadores passando pelo edifício onde funciona o gabinete do governador de Nampula. Por isso, os cidadãos fazem uma apreciação negativa, pois a edilidade ainda não se predispôs para solucionar o problema da transitabilidade condicionada na chamada capital do Norte.

“Esse não é um trabalho de qualidade, pois o material que estão a utilizar não é apropriado. Logo, esse trabalho é mais para inglês ver, quando a chuva cair tudo será redundado ao fracasso porque só é areia que colocam”, referiu Cheomar António, outro munícipe.

Este interlocutor, para além de criticar, sugere ao executivo do município a encontrar formas claras e próprias para aliviar o sofrimento da população, no contexto do elevado estado de degradação das vias de acesso na cidade e nos bairros suburbanos. Enfim, “o conselho deve usar o material próprio, não recorrer a essa areia da montanha que não resolve nada. É só chover um dia que voltaremos a transitar sobre os buracos”, comentou.

Na mesma abordagem do citadino Cheomar António, a automobilista Jéssica da Fonseca disse ser inapropriado o material que está a ser utilizado, por isso recomenda ao Paulo Vahanle e o seu executivo, a aliviar o sofrimento dos transeuntes. Aliás, no entender desta cidadã, o município tem técnicos capazes de identificar material apropriado para a manutenção das estradas.

Ademais, “o tapamento de buracos na cidade de Nampula é uma pedra no sapato. O nosso município que é responsável pela situação parece estar de braços cruzados, como quem diz que estamos no fim do mandato. O uso da areia da montanha para fechar buracos é uma vergonha e não passa de uma intenção de tapar a vista dos munícipes”, advertiu Agostinho Lopes para quem aponta a existência de recursos próprios para a execução das actividades do género.

Enquanto isso, a edilidade mantém-se calada. Quando contactada pelo Ikweli, através do director do gabinete de comunicação e imagem, nos foi orientado a contactar o vereador de Manutenção e Obras, Izidine Muhidine, que simplesmente ignorou de forma arrogante a nossa equipa de reportagem que o contactou. (Esmeraldo Boquisse)

Negócio de falsificação de cartas de condução volta a assombrar Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos quatro indivíduos de idade compreendida entre 24 e 34 anos de idade estão detidos pelas autoridades policiais da província de Nampula, indiciados na prática do crime de falsificação de documentos, a destacar cartas de condução, certificados de escolas públicas, alvarás e bilhete de identidade.

Esta prática não é nova em Nampula. No passado já, também, levou cidadãos aos calabouços e sempre as vítimas justificaram que recorriam àquele meio pela demora que observa nos serviços públicos de obtenção de carta de condução.

Um dos indiciados, apontado como cabecilha do grupo, afirma ser técnico profissional em construção civil e que o equipamento informático recuperado na sua residência o pertence. No entanto, recusa a prática do crime e diz conhecer alguém que se prontifica em facilitar a emissão de documentos como carta de condução, no INATRO, delegação de Nampula.

De acordo com informações avançadas pelos outros integrantes do grupo, por sinal mediadores dos clientes que procuravam obter as cartas, e que se encontram também detidos, o auto-afirmado técnico profissional em construção civil fazia se passar de funcionário do INATRO, a fim de lograr os seus intentos, razão pela qual as vítimas caíram facilmente na armadilha.

“De princípio foi por causa de fabricação de carta de condução. Alguém negociou para obter carta de condução e depois sentiu-se insatisfeito, por isso procurou a polícia e apresentou o seu problema. E quando a pessoa que tratou o assunto foi detida, mencionou meu nome, alegando que eu falsifico os documentos. Por isso não reconheço essa prática, o material recuperado pertence a mim e que trabalho na área de construção civil”, recusou o indivíduo.

O indiciado sabe que a sua detenção resultou de uma denúncia, e refuta todas as acusações alegadamente porque o equipamento informático que tem não tem a capacidade de produção de cartas de condução ou documento afins.

Já o outro indivíduo detido, por sinal intermediário, confirma ter levado três pessoas interessadas em obter cartas de condução ao encontro do suposto chefe do grupo para facilitar, isto porque antes este [cabecilha], alegou ser funcionário do INATRO. Para o efeito, os três interessados dois pagaram 7000,00Mt (sete mil meticais), enquanto o outro foi cobrado o valor de 17.500,00Mt (dezassete mil meticais) em Dezembro do ano passado.

Por sua vez, o SERNIC, através da respectiva porta-voz Enina Tsinine esclarece que “o SERNIC recebeu uma denúncia em que um indivíduo teria procurado um autor para que lhe facilitasse o tratamento de carta de condução de forma fácil. Mas no lugar de facilitar o processo no cadastro para o sistema, foi-lhe entregue uma carta de condução que lhe custou um valor e, sentindo que amanhã seria responsabilizado, procurou os nossos serviços e mostrou-nos a carta”.

A porta-voz referiu que o caso vai ser encaminhado às instâncias judiciais para o seu tratamento e possível responsabilização. Contudo, sublinha a existência do quinto integrante do grupo, funcionário do INATRO que facilita o extravio e/ ou falsificação de cartas de condução e o cadastro no sistema para os interessados. (Esmeraldo Boquisse)

Obituário: Morreu Aurélio Machado, edil de Ribáuè

Nampula (IKWELI) – Os munícipes da vila Municipal de Ribáuè, em Nampula, estão de luto, devido a morte neste domingo (9) do seu presidente, Aurélio Machado, no Hospital Central de Nampula (HCN), onde estava em tratamentos na sequência de um acidente do tipo atropelamento que sofreu na semana passada.

Segundo fontes próximas, depois de atropelado, Aurélio Machado contraiu ferimentos graves que o levaram ao estado de coma e não tendo resistido, apesar do rigoroso acompanhamento médico perdeu a vida.

Em Ribáuè, Aurélio Machado, que concorreu nas últimas eleições, pela FRELIMO, era conhecido como homem de trabalho. O destaque foi para a construção de salas de aula no bairro Namirawe. Aliás, só em 2022, o seu executivo fez 44 salas de aula, num investimento de 30 milhões de meticais.

Aurélio Machado, também, tinha aposta na área de vias de acesso, tendo construído, pelo menos, 16 pontes e aquedutos avaliados em cerca de 25 milhões de meticais, num período de três anos de mandato. (Redação)

Menina de 11 anos que vive na rua sofre violação sexual sistemática e recorrente em Nampula

Nampula (IKWELI) – Vulnerável e sem apoio de ninguém, a menor Olga João (nome fictício), de 11 anos, enfrenta uma vida difícil e de arrepiar. A situação que vive, praticando a mendicidade para ter algum pão, é ainda mais gravosa pelo que passa no seu dia-a-dia.

A história desta menor que deambula pelas ruas da cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique foi captada pela nossa equipa de reportagem há dias, e os relatos são deveras tristes.

Conta Olga João ter sofrido violação sexual por três vezes, duas das quais com adultos desconhecidos e uma pelos seus próprios cinco companheiros, com a idade que varia dos 14 aos 20 anos. A última violação sexual foi na noite de quarta-feira, (28 de Março).

Primeiramente quando chegou de Cuamba, com a mãe, anos atrás, segundo contou, a pequena Olga residia no bairro de Natikiri, próximo do mercado do Waresta, mas devido a doença, agravada pelo consumo excessivo de álcool, a mãe perdeu a vida, ficando assim também órfã de mãe, já que o pai faleceu nos anos passados, quando todos viviam no segundo maior centro urbano da província de Niassa.

Perante uma situação de desespero devido a falta de contacto com a família na terra de origem, bem como a falta de acolhimento por vizinhos, os dias começaram a ser mais difíceis e Olga decidiu apostar na mendicidade para a sua sobrevivência. O mercado de Waresta, que fica próximo da zona onde residia com a falecida mãe, foi o primeiro local escolhido. Deste local, Olga tinha tudo para comer ainda que se tratasse de resto de comida nos pequenos bares ou de produtos lançados na lixeira pelos comerciantes.

No mercado Waresta, Olga viveu da venda de restos de cebola, para diversificar a sua alimentação. “Costumo apanhar e selecionar cebolas, batata e outros produtos no mercado do Waresta e revender à menos preço e conseguia ganhar 10,00Mt (dez meticais) ou 20,00Mt (vinte meticais) para comprar pão, bajia e maheu”.

E como era o repouso à noite? questionamos a Olga, pelo que disse era mais difícil, o sono a pegava sobre restos de caixa, em cima de bancas, foi onde a noite solene, de chuva e frio, sob vários riscos era passada por ela. A única esperança eram os guardas de alguns estabelecimentos comerciais que, em caso de grito de socorro, a poderiam ajudar.

Aliás, muitas das vezes, Olga, precisou de pagar guardas dos estabelecimentos comercias do mercado de Waresta, para dormir próximo deles, como forma de se proteger, até que um dia não conseguiu, pois, os habituais 15,00Mt (quinte meticais) ou 20,00Mt não existiam. Foi dormir numa banca errada, eis que “quando estava a dormir próximo de uma mercearia, apareceu um homem, não conheço, que me levou a forҫa para a linha férrea e tirou-me roupa e começou a fazer relações sexuais, naquela noite gritei tanto, mas sem socorro”.

Afinal era a segunda vez que a menina Olga, seria vítima de violação sexual, sendo que a primeira foi com o respetivo padrasto, quando viviam na cidade de Cuamba. “O primeiro caso de relação sexual foi com meu padrasto em Cuamba, entrou no meu quarto e tirou toda a minha roupa e começou a me violar e disse que não podia falar nada para alguém, por isso nunca contei”.

Devido a influência de outros amigos mendigos, Olga encontrou a avenida 25 de Setembro, principalmente junto do take aways, uma nova praça para mendigar. Aqui depende de pessoas de boa-fé e, também de restos, de comida nas lixeiras daqueles estabelecimentos comerciais, mas as dificuldades de passar a noite continuam. É sobre restos de caixas estendidas no pavê que Olga encontra o sono, igualmente sem cobertor, debaixo de chuva, aliás, tem única capulana, a mesma que usa de dia e serve de cobertor ao longo da noite.

A Olga, ainda, lembra que foi mais outra vez violada sexualmente no bairro de Natikiri, concretamente no rio Viera, local onde, nalgumas vezes, faz o banho. Os violadores, os seus amigos, que juntos praticam a mendicidade. “Quando era nova nesta actividade de mendicidade, eram 5 rapazes que considerava amigos, levaram-me para a zona do Viera, próximo do rio Vieira, onde tenho feito o banho, para procurar laranjas nas machambas de pessoas desconhecidas, mas tarde eles obrigaram-me a tirar a roupa e amaram a minha boca e os meus pés para que não pudesse gritar e movimentar”.

Curiosamente, os amigos da Olga, são todos do sexo masculino, e ela explicou o segredo disso: “As vezes não costumo ter nada para comer e aqui não tenho família, por isso os meus amigos são todos rapazes da rua, porque me ajudam quando estou com fome, assim como eu quando as pessoas de bom coração me dão alguma coisa ajudo eles”.

O que torna difícil ainda a vida da Olga, que não tem qualquer documento de identificação, é o facto de não conhecer os familiares, incluindo do seu próprio pai, apenas sabe dizer que sua origem começa em Cuamba. “Não conheço o meu pai, nem a família e minha mãe nunca me disse qual era o nome dele, desde que vivia em Cuamba”, contou, lamentando que nunca teve o direito à educação escolar. “Nunca fui a nenhuma escola porque minha mãe não tinha dinheiro”.

Contudo, a menina Olga tem um sonho, e ao Ikweli disse que “o meu sonho é de voltar ao convívio familiar na cidade de Cuamba e ter a oportunidade de estudar para saber ler e escrever o meu nome e ser feliz como as outras meninas”, disse, na altura mostrando algumas meninas sentadas num do take aways com respetivos pais e encarregados de educação.

Olga e os companheiros

A nossa entrevistada suplica ajuda, porque alega que quando chegar na cidade de Cuamba será capaz de encontrar avó materna, sendo que a última morada foi no bairro­­ Ruace.

Outrossim, as investigações do Ikweli, revelam que no do distrito de Cuamba não existe bairro com nome Ruace, mas na região limítrofe com o distrito de Gurué, na Zambézia existe uma zona chamada Ruace. Porém, a cerca de 12 quilómetros de Cuamba-sede existe uma comunidade conhecida por Rupuasse.

Entretanto…

Segundo a Diretora Provincial do Género, Criança e Acção Social, Albertina Ussene, a cidade Nampula é actualmente o epicentro de maior concentração populacional que pratica a mendicidade, seguindo-se os distritos de Nacala, Meconta concretamente a sede do posto administrativo de Namialo e Malema.

“Ao nível da cidade de Nampula, temos feito levantamento de historial das raparigas que andam por aqui nas ruas e o que se pode notar é que uma boa parte delas sofrem violência e do trabalho infantil”, disse Ussene, prosseguindo que “como sector o que temos estado a fazer são duas acções a primeira é educativa de prevenção e a segunda que é de dar resposta aquilo que são os sinais após a violação acontecer e fazemos a sensibilização junto às comunidades, pais e encarregados de educação e lideranças comunitárias”.

Relativamente as crianças em situação difícil, como órfãos e vulneráveis, a Diretora Provincial do Género, Criança e Acção Social assistiu 32 mil crianças, em serviços básicos, por exemplo “um sítio de acomodação como é o caso da criança abandonada, alimentar e hospital dependendo a situação em que a criança se encontra nós vamos para lá e procuramos garantir no mínimo os três serviços básicos para garantir a sobrevivência. A nossa projeção é fazer um pouco mais do que, a meta que nós fizemos a realização deste ano, pouco mais do que 32 mil crianças em assistência e esperamos igualmente assistir a criança ao nível apoio do monetário para a redução de desnutrição crónica que afeta a nossa província e há dois anos estávamos a assistir as crianças em 4 distritos e este ano pretendemos expandir para mais 11 distrito”.

E sobre as crianças na situação de mendicidade, Albertina Ussene reagiu reconhecendo que “de facto, os mendigos, maiores parte são nosso grupo alvo e recebem assistência social básica e uma questão que preocupa, também, o governo. Temos feito várias ações de sensibilização com cuidadores de idosos, lideranças comunitárias e temos crianças que frequentam as ruas e temos feito acções de sensibilização com os pais e encarregados de educação a e reter as crianças na escola e nas suas casas, porque lês são expostos a vários riscos como violação sexual, roubos e outros tipos de violência”.

O silêncio das crianças da rua perante as sistemáticas violações

De acordo com a chefe do Gabinete de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência Doméstica em Nampula, Adelina Matos, o silêncio das crianças, sobretudo da rua, em situações de violação sexual constitui grande preocupação.

“Sabemos que têm crianças da rua sendo violadas sexualmente, para o gabinete de atendimento a família e menores vítimas de violência doméstica, não temos registo devido a falta de denúncia por parte das vítimas”, disse, por isso “nas nossas campanhas de sensibilização temos apelado a população inclusive as meninas das ruas, no sentido de abandonar os locais de risco, apesar que os principais autores da violação sexual são desconhecidos e familiares”. (Nelsa Momade)