Jaime Neto pede aos muçulmanos maior compaixão para com as crianças desfavorecidas

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Nampula (IKWELI) – O Secretário do Estado na província de Nampula, Jaime Neto, pediu aos praticantes da religião islâmicas, por via do Conselho de Álimos de Nampula, uma maior empatia e compaixão para com as crianças vulneráveis naquele ponto do país.

Na manhã desta quarta-feira (19), o Conselho de Álimos de Nampula foi recebido em audiência por ocasião do fim do Ramadão pelo Secretário de Estado.

O encontro que aconteceu nos momentos finais do sacrifício dos 30 dias Jejum para os muçulmanos, serviu, também, para a apresentação entre Jaime Neto e os representantes dos crentes da religião muçulmana, os quais o governo considera grande potencial no trabalho e contributo para a minimização dos problemas de Moçambique, em particular os que a província de Nampula enfrenta.

Para o Secretario do Estado na Província, Jaime Neto, as crianças em estado de vulnerabilidade, assim como os na situação de mendicidade, devem ser agenda principal para os muçulmanos. “Queremos encorajar o Conselho dos Álimos de Nampula, assim como as outras sensibilidades da religião muçulmana a continuarem a trabalhar. Temos muitas crianças na rua que eu penso que é importante olharmos como tiramos essas crianças da mendicidade”, apelou Neto.

O governante disse que “temos acompanhado alguns programas onde dão o mínimo àqueles que sofrem, também continuarem a dar por todo lugar da província de Nampula. As crianças não estão só aqui na cidade de Nampula, nos distritos há muitas crianças que estão a sofrer. Acompanhei há dias que estavam a distribuir comida, roupas e isso é muito bom”.

Este dirigente não deixou de fora o assunto do terrorismo que está a destruir vidas em Cabo Delegado. Neste ponto, elogiou o Conselho de Álimos pelo trabalho de divulgação de informações sobre as intenções dos terroristas. “Eu achava que aqueles terroristas eram muçulmanos, mas fiquei a saber com vocês que a religião Islâmica não cria guerra ou mesmo não anda com catanas para ferir ou matar alguém, eu só posso dizer que aqueles não são muçulmanos”.

Para o presidente do Conselho de Álimos de Nampula, Sheik Essimela Abudo, o encontro mantém as relações mais fortificadas entre o governo e a religião muçulmana, garantindo que as suas agremiações irão continuar a trabalhar, com mais foco olhando para as crianças em estado de vulnerabilidade a nível da província, conforme evocado pelo Secretário de Estado na província de Nampula.

“O secretário de Estado é novo aqui na nossa província e nós tivemos este espaço para nos conhecermos melhor, como tem sido de hábito com todos novos dirigentes que chegam cá em Nampula. Nós trabalhamos lado-a-lado com o governo, assim como também com os representantes das comunidades, por isso que essa foi a motivação que nos levou a chagarmos neste local”.

O sheik não deixou de fora a inquietação dos muçulmanos, que é a questão do terrorismo em Cabo Delegado, porque “na medida em aqueles malfeitores atacam, estão a sujar o nosso bom nome”, frisou a fonte. (Hermínio Raja)

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