Início Site Página 481

Frelimo diz que acusação da Renamo é boato porque já sente cheiro de derrota

Nampula (IKWELI) – O partido Renamo acusou esta segunda-feira (24) ao partido Frelimo de estar a interferir no recenseamento eleitoral na província de Nampula, maior círculo eleitoral do país, com particular destaque na capital provincial.

Segundo o porta-voz provincial da Renamo, Ussufo Ulane, a perdiz recolheu das mãos dos brigadistas listas de membros daquele partido no poder e declarações de bairro falsificadas que serviriam para priorizar a inscrição de eleitores da Frelimo provenientes de distritos não municipalizados, em detrimento dos cidadãos locais com outra ou sem qualquer filiação partidária que esperam horas a fio para se recensear, mas não conseguem devido ao que chamou de “simulação de avaria de máquinas”.

Ussufo Ulane acusou a Frelimo durante uma conferência, sustentando as suas palavras com um documento contendo timbre do batuque e maçaroca, onde para o efeito afirmou que “as brigadas recebem listas provenientes dos partidos políticos, listas entregues por policiais, listas entregues por secretários dos bairros, listas essas que são usadas para fazer o recenseamento e que depois destas listas terminarem de ser usadas há simulação de avaria de máquinas”.

Aquele porta-voz da Renamo, referiu ainda que a Frelimo, pretende com isso garantir que o recenseamento continue a ser como foi desde o primeiro dia, um recenseamento selectivo e “recensear os membros da Frelimo devidamente reconhecidos para depois as máquinas avariarem e os membros da Renamo e outros partidos não poderão se recensear”, o que para eles, este método vai facilitar a sua vitória.

O partido Frelimo reagiu a acusação através do seu oficial de comunicação, Isaac Abdulrazaque Jamal, o qual referiu que as acusações são boatos para manchar o registo de cidadãos para este acto democrático.

“Infelizmente, a Renamo faz isso com o pressuposto de criar uma aparição política, uma vez que não tem conteúdo para poder apresentar. Tudo quanto alegam infelizmente não é possível, não é possível que com base na lista, com base em BI as pessoas façam o registo uma vez que o registo é presencial e biométrico o que pressupõe a presença física do indivíduo que está a ser registado”, disse Jamal.

Jamal afirma que as acusações da Renamo são um acto para terem aparecimento políticos. “Os brigadistas são funcionários exclusivamente da CNE é normal que no final do processo de recenseamento eleitoral estejam a organizar documentos, é que por via disso e com as enormes desconfianças, a Renamo cria todo esse aparato e mal dizeres para denigrir e desvalorizar às instituições do Estado que estão a tutelar e a organizar de forma correcta todo este processo de recenseamento que irá culminar com a grande festa em que o cidadão irá exercer o seu direito de voto”.

Para Isaac Jamal, a Renamo já está a sentir o cheiro da derrota, sobretudo na cidade de Nampula, no dia 11 de Outubro próximo.

Questionamos ao porta-voz do partido Frelimo sobre a avaliação do recenseamento eleitoral que desde o seu arranque vem sendo marcado por avarias de máquinas e falta de domínio dos brigadistas e ele disse que “é normal qua haja falta de domínio técnico das pessoas contratadas é isto é decorrente do facto do recenseamento estar na fase inicial. Vão ver que nas próximas semanas haverá maior capacidade e rapidez dos técnicos no domínio das máquinas”.

Contudo, ele concluiu que os aspectos que estão a ser vistos no início do processo são muito bons para que sejam reportados ao STAE e ao CNE para que eles possam corrigir a medida em que vão acontecendo. (Adina Sualehe)

Governo dos E.U.A. presta ajuda às vítimas do ciclone Freddy em Moçambique

Maputo (IKWELI) – O Vice-Comandante do Comando dos E.U.A. para a África (USAFRICOM) para o Envolvimento Civil-Militar, Embaixador Andrew Young, visitou Moçambique nos dias 18-19 de Abril. Enquanto esteve em Maputo, o Embaixador Young, que lidera os esforços da AFRICOM para unir a defesa, a diplomacia e o desenvolvimento para aumentar a estabilidade no continente, encontrou-se com a Ministra dos Negócios Estrangeiros, outros interlocutores do governo, e líderes da Embaixada dos E.U.A. em Maputo.

“Estou aqui como parte do nosso esforço a longo prazo para renovar a nossa relação e interesse comuns para acomodar a paz e a segurança, e para apoiar o envolvimento entre a população e os civis que enfrentam o extremismo violento. O nosso envolvimento na esfera económica destina-se a ajudar a promover o crescimento, a estabilidade e a segurança da nossa parceria”, declarou o Embaixador Young numa conferência de imprensa após a sua reunião com a Ministra dos Negócios Estrangeiros Verónica Macamo.

O Embaixador Andrew Young assumiu funções como Vice-Comandante para o Envolvimento Civil-Militar, Comando dos E.U.A. para a África, em Julho de 2020. Passou quase 30 anos no serviço diplomático em quatro continentes, incluindo como Embaixador dos E.U.A. no Burquina Faso (2016-2020). Também serviu como Chefe-Adjunto de Missão e Encarregado de Negócios na Embaixada dos E.U.A. em Bamako, Mali (2013-2016), e teve missões na Coreia, França, Nova Zelândia, Índia e Washington. (Redação)

Moçambique: Salário mínimo na agricultura incrementado em 11,5 por cento

Maputo (IKWELI) – O salário mínimo para o corrente ano de 2023 nos sectores da agricultura, pecuária, caça e silvicultura será incrementado em 11, 5 por cento a partir do mês de Abril corrente, passando dos actuais 5200 meticais para 5800 meticais.

Os valores foram aprovados pelo Conselho de Ministros, nesta terça-feira (25), depois de terem sido acordados em consenso, na semana passada, pela Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), que integra o Executivo, empregadores e trabalhadores.

Nos últimos três anos o sector agrícola tem vindo a beneficiar de salários considerados de consistentes, para além de estarem a ser acompanhados pelo crescimento da produção no sector, induzido pelo Programa SUSTENTA, segundo um analista económico.

Refira-se que a agricultura em Moçambique contribuiu com 25 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB), e vem tendo igualmente uma contribuição crescente nas exportações, reduzindo-se dessa forma o défice na balança comercial agrícola. (Redação)

Fiscais da Renamo agridem brigadistas em Nampula

Nampula (IKWELI) – Dois brigadistas afectos a um dos postos de recenseamento eleitoral no bairro de Natikiri, na cidade de Nampula, foram fisicamente agredidos no passado sábado (22) pelos fiscais do partido Renamo, segunda maior força política nacional por suspeita de prática de ilícito eleitoral.

Segundo apuramos, tudo começou quando os referidos brigadistas, cujos nomes não apuramos, encontravam-se no posto de recenseamento por volta das 19 horas do passado sábado, um período que está fora do horário estabelecido por lei eleitoral vigente em Moçambique que estabelece que o processo de recenseamento decorre das 8 às 16 horas, facto que suscitou fortes suspeitas de que os mesmos estariam a conduzir uma acção fraudulenta.

Inconformados com a situação, e segundo contam as vítimas e as autoridades policiais, os fiscais da Renamo avançaram com a agressão, para depois conduzi-los à esquadra. No domingo passado, segundo informações em nossa posse, não houve recenseamento no referido posto.

“Trabalhamos das 8 até 16 horas, fechamos a brigada e selamos o mobile. Como neste bairro existe um membro familiar que perdeu seus parentes, saímos e fomos consolar, eu e a minha colega. O consolo foi lá para 17:30 para 18:00. O regresso do consolo para casa, os homens da Renamo nos abarbataram alegando que nós estávamos a fazer o processo de recenseamento eleitoral nocturno. Nós questionamos se tinham prova concreta e eles disseram que estavam a suspeitar. Dali chamaram os amigos deles da Renamo e começaram a nos espancar até quase no posto policial de Natikiri”, contou Edgar Mário, brigadista.

“Tivemos conhecimento a partir de uma denúncia de que dois indivíduos teriam sido suspeitos de cometer um ilícito eleitoral na zona de Natikiri. No entanto, após alguns fiscais desse processo de recenseamento terem se apercebido ou suspeito da ocorrência desse tipo de suposto ilícito, os mesmos começaram com agressão física contra esses indivíduos, causando alguns ferimentos contra eles e, de seguida, fizeram chegar às subunidades policiais”, começou por dizer Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula.

“Neste momento, em conexão com este caso decorrem dois processos – crimes, sendo um do suposto ilícito eleitoral, contra os indivíduos que foram agredidos, e um outro processo contra esses fiscais que teriam, a partir de uma suspeita sem muito fundamento, agredido. Estes dois processos vão decorrer em simultâneo e após ser encaminhado ao Ministério Público, aguardar pelo desfecho”, acrescentou Nacute.

Aliado a esta situação de Natikiri, a Renamo em Nampula chamou a imprensa nesta segunda-feira para denunciar as irregularidades cometidas no processo de recenseamento para as eleições municipais que terão lugar no território moçambicano em 11 de Outubro do ano em curso.

“As brigadas recebem listas provenientes dos partidos políticos, listas entregues por policiais, listas entregues por secretários dos bairros, listas essas que são usadas para fazer o recenseamento e que depois destas listas terminar, com os respectivos documentos, há simulação de avaria de máquinas”, disse Ossufo Ulane, porta-voz da RENAMO em Nampula, exibindo as alegadas listas com timbre do partido Frelimo.

“Nós estamos tristes por saber que é um plano orquestrado, mas também estamos felizes porque entendemos que eles estão preocupados porque nunca viram o nível de fiscalização no processo de recenseamento. Entraram tranquilos a pensarem que estava tudo bem, ainda não tinham conhecimento do plano de fiscalização que nós havíamos de fazer”, prosseguiu Ossufo Ulane.

“Já há uma outra situação, os brigadistas trabalham no horário normal estabelecido, das 8h as 16, simulam saída à casa e voltam, até 19 horas estão ainda no posto de recenseamento que ainda queremos perceber o que é. A título de exemplo, nós capturamos brigadistas da EPC Acordos de Lusaka, em Murrapaniua e levamo-los a esquadra para nos fazerem perceber o que fazem as 19 horas no posto de recenseamento, depois de terem simulado que foram ao seu aposento. Esta questão preocupa porque nós entendemos que essa situação é feita para acautelar a introdução das listas no mobile, e é por isso que no dia seguinte há simulação da avaria de máquinas. Estão todos sentados simulando que as máquinas estão avariadas, e nós descobrimos isso e estamos aqui a denunciar”, argumentou o porta-voz da perdiz, referindo-se do caso que levou a acusação dos militantes daquela agremiação política de terem protagonizado agressão contra os brigadistas.

Para Ossufo Ulane, “isto tudo quer-se garantir que o recenseamento continue a ser como foi desde o primeiro dia, um recenseamento selectivo. Na óptica deles é de recensear membros do partido Frelimo, devidamente reconhecidos e que eles acham que são, sim, membros do partido Frelimo, para depois de um tempo as máquinas avariarem para sempre, e aqueles vistos como membros da Renamo e outros partidos da oposição, não poderão se recensear, e para eles este método vai facilitar a vitória, por isso gritaram anteriormente que vão levar todos os municípios”.

Ossufo falou, também, de supostas cobranças ilícitas promovidas por brigadistas aos cidadãos que procuram recensear-se. A fonte fez referência da EPC de Mutomote, bairro de Namutequeliua como um dos pontos onde há tal prática. Igualmente, referiu-se de senhas estranhas ao processo que tem sido exibida por alguns cidadãos nas filas, suspeitando que sejam seus principais concorrentes que estejam por detrás do negócio. (Constantino Henriques)

Mano Mané galardoado nos EUA

Quelimane (IKWELI) – O autarca da cidade de Quelimane, capital da província central da Zambézia, Manuel de Araújo, foi galardoado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América (EUA), reconhecido o seu papel de orientação ao desenvolvimento da circunscrição que dirige.

Penn Institute for Urban Research (Penn IUR) anunciou a 21 de Abril corrente, os vencedores do Prêmio de Liderança Urbana Lawrence C. Nussdorf de 2023, que reconhece os líderes que estão orientando as cidades em direção a um desenvolvimento sustentável e equitativo.

Para o presente ano, quatro líderes urbanos pioneiros de todo o mundo foram honrados, nomeadamente Steve Adler, Ex-Perfeito de Austin; Manuel A. Alculete Lopes de Araújo, Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane em Moçambique; Eleni (Lenio) Myrivili, da Global Chief Heat Officer, UN Habitat & Arsht-Rock, e Chief Heat Officer, Atenas, Grécia; e Sheela Patel, Diretora Fundadora da Sociedade para a Promoção dos Centros de Recursos de Área (SPARC). A cerimónia da galardoação teve lugar a margem do 18º Fórum Anual de Liderança Urbana, intitulado Accelerating Urban Climate Soluções para Todos da PENN IUR.

Manuel de Araújo preside o conselho autárquico da cidade de Quelimane desde o ano de 2011, e tem se destacado na procura de soluções para a urbe, através de parcerias sustentáveis, aproveitando-se da sua experiência na sociedade civil, no ramo acadêmico, negócios e política, incluindo o seu envolvimento na defesa de questões ligadas à mobilidade ativa e clima.

Mano Mané, como é carinhosamente tratado em Quelimane, também, desempenha um papel fundamental dentro de instituições como United Cities e Local Governos (CGLU), bem como ICLEI-Governos Locais para a Sustentabilidade, onde é membro do Global Executive Committee e Global Co-Chair Para Resiliência. Em 2019, Araújo foi eleito Vice-Presidente do Conselho Nacional Do Congresso da Associação de Autarcas de Moçambique (ANAMM). Ele também serve como um Membro do Comitê Executivo do Parlamento Global de Prefeitos e um Membro Executivo do Pacto de Prefeitos para a África Subsariana. (Redação)

“Igualdade de Gênero é a única forma de garantir prosperidade”, defende a Alta Comissária do Canadá em Moçambique, Sara Nicholls

Maputo (IKWELI) – A igualdade de Gênero, que visa melhorar o emponderamento da Mulher e da Rapariga, e promover a igualdade, é crucial para Mocambique garantir a prosperidade, defende a Alta Comissária do Canadá acredita no país, Sara Nicholls.

A diplomata que falava, recentemente na cidade de Maputo, durante a cerimónia de lançamento do Relatório Anual sobre Género em 2022, na Universidade Pedagógica, organizado pela organização não-governamental moçambicana H2N, apontou que a representação total de mulheres na mídia é apenas de 8%, uma realidade que, segundo ela, deve mudar.

Nicholls disse que a igualdade do género tem sido uma componente fundamental da assistência internacional do Canadá em todo o mundo nas últimas décadas. “Desde 2017, com a adopção de uma política de assistência internacional femenista, o Canadá mudou todas as facetas do seu trabalho, pois acreditamos que o emponderamento das mulheres contribui para um mundo próspero para todos”, avançou Sara Nicholls.

Entretanto, Sheynise Shadia Muzé, representante organização H2N, afirmou que “comparando com o ano de 2021, este ano apenas 28% dos colaboradores que estavam nos 60 órgãos que nós avaliamos eram mulheres, podemos perceber um pequeno aumento comparado com o ano passado, nós tínhamos 27% de mulheres nas redações, mas ainda é um número muito pequeno tendo a discrepância entre o número de colaboradores masculinos e femininos dentro da redação”.

Sheynise Muzé avança, ainda, que se mulheres estão em menoria na redação, também , estarão em menoria na posição de liderança dessas redações.

Esta fonte diz que “foram avaliados nove (9) jornais, identificando um total de 4.965 artigos, dos quais apenas 133 artigos era sobre assunto relacionado à mulheres maioritariamente ligados a saúde e 139 artigos sobre o gênero, o que mostra que o total de artigos que foi avaliado apenas 5% falavam das questões relacionadas à mulheres”. (Antónia Mazive)

Governador de Nampula defende que Organizações da Sociedade Civil contribuem no processo de desenvolvimento

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Manuel Rodrigues, entende que as organizações da Sociedade Civil jogam um importante papel no processo de desenvolvimento daquela província e não só, pelo que se torna imprescindível que o governo possa acarinhá-las.

Recentemente, recorde-se, o Secretário – geral do partido Frelimo, Roque Silva, condenou de forma veemente as organizações da sociedade civil, porque segundo ele, a maioria dessas agremiações confunde-se com actores políticos e que, em certa medida, não tem contribuído o processo de desenvolvimento do país, mas sim desestabilizá-lo.

Confrontando pela imprensa em Nampula sobre o papel das organizações da sociedade civil naquela considerada a mais populosa província de Moçambique, Manuel Rodrigues disse reconhecer a importância da sociedade civil naquela circunscrição geográfica.

“Naturalmente, a sociedade civil, como sabem, é um parceiro para o processo de desenvolvimento. Eles desempenham um papel importante naquilo que é o despertar da consciência, alargar os espaços de participação do cidadão no processo de desenvolvimento, tanto por via de discussão dos programas de desenvolvimento, quanto por via de apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento da nossa província de Nampula, no caso específico”, começou por se posicionar Manuel Rodrigues.

“Nós estamos satisfeitos com a nossa sociedade civil na província de Nampula, ela tem estado a participar activamente no processo de desenvolvimento da nossa província de Nampula, portanto, o governo acarinha e vai continuar a trabalhar com a sociedade civil. Aliás, nós como governo temos tido fóruns específicos de discussão de assuntos de desenvolvimento da nossa província, tanto no âmbito social, económico, mesmo democrático, com a nossa sociedade civil na província de Nampula, por isso nós estamos satisfeitos e vamos continuar a trabalhar, naturalmente, com a nossa sociedade civil da província de Nampula, porque ela, sim, tem estado a contribuir de forma notável no processo de desenvolvimento”, reiterou o governador.

Manuel Rodrigues frisou, também, a necessidade do bom exercício da liberdade de expressão, por parte da própria sociedade civil. “Alguns de nós entendemos mal a questão de liberdade de expressão, entendemos mal a questão de liberdade de opinião com a obstrução, com agitação, também com até a perca de respeito com o seu semelhante, que é o cidadão aqui na província, por isso tudo faremos como governo para, primeiro, encorajar todo aquele que é da sociedade civil participe activamente no processo de desenvolvimento social, desenvolvimento económico, também o desenvolvimento político da nossa província de Nampula, porque esta província conta com todos os actores, não só aqueles que estão no governo, como também aqueles que estão no sector privado. Aqui sim, a sociedade civil é chamada e é uma das áreas privilegiadas da nossa acção governativa, por isso todos nós somos úteis”, disse a fonte. (Constantino Henriques)

Celso Correia defende a mudança de Paradigma nos financiamentos do Banco Mundial

Washington (IKWELI) – O Ministro moçambicano da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, defendeu em Washington, durante a Reunião de Primavera do Banco Mundial, o alargamento do período dos Programas, por um período mínimo de 7anos, por forma a induzir a mudança almejada.

Realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião de Primavera do Banco Mundial, tendo no dia 13, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, sido o orador principal no painel com tema sobre “Construção de Sistemas Alimentares Resilientes”.

Neste painel, Celso Correia abordou os pilares para a Resiliência dos Sistemas Alimentares, tendo destacado que a Paz, resiliência aos efeitos das alterações climatéricas e o crescimento económico são os elementos-chave para se alcançar o objectivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, Fome Zero.

Enfatizou, igualmente, que face aos desafios do mundo actual, “é fundamental a Mudança de Paradigma, mais especificamente no financiamento e implementação de programas por um período significativo – cerca de 7 anos – para induzir a mudança efectiva e real”.

Disse ainda que face às Mudanças Climáticas, “é necessário produzir e adaptar as tecnologias, às condições agroecológicas do país e as condições socioeconômicas dos produtores”, tendo salientado, que “a transferência de tecnologia para os produtores, é um elemento central da actuação do Governo de Moçambique, estando para o efeito a ser negociado um pacote financeiro de 75 Milhões de Dólares Americanos para o investimento na investigação agraria e Inovação”. (Redação)

Município de Nampula admite não ser viável utilização de areia de montanha para o tapamento de buracos

Nampula (IKWELI) – O Conselho Autárquico da cidade de Nampula, liderado pelo edil Paulo Vahanle, admite não ser viável o uso de areia da montanha, ou seja, pó de pedra, para o tapamento de buracos nas estradas do centro urbano. Todavia, afirma ser via alternativa para reduzir o nível de degradação das estradas que caracteriza ciclicamente a chamada capital do Norte.

Há sensivelmente um mês que o executivo municipal usa areia de montanha para tapar os buracos nas estradas do centro urbano, facto que é contestado pelos munícipes que entendem não ser apropriado e viável o material, pois não garante a consistência, tal como se pode ler na edição 1166 do Ikweli publicado no dia 12 de Abril corrente.

Portanto, nesta quarta-feira (19), em uma entrevista concedida à Rádio Moçambique, no programa Janela do Repórter, o Conselho Autárquico da cidade de Nampula entendeu não ser viável o uso de pó de pedra, mas que foi uma das alternativas encontradas pela edilidade para reduzir o nível de degradação das ruas e avenidas no centro urbano, enquanto se aguarda o fim da época chuvosa para intervenção de vulto e com o material apropriado.

“Na verdade, estamos a fazer uma redução de base com o material que é o pó de pedra, mas à posterior este material tem de sair para compor a base original da estrada. Este é só um recurso para que tenhamos o mínimo de transitabilidade em alguns pontos em que a situação é caótica e ainda se encontram alagáveis muitas zonas na cidade”, explanou Yazido Muhidine, Vereador de Manutenção e Obras no município de Nampula.

Na sua abordagem, Muhidine reconheceu ainda o problema de transitabilidade no centro urbano, bem como nas vias de acesso dos diferentes bairros suburbanos do raio municipal, facto causado pela queda de chuvas que se registam neste ponto do país, mas, segundo o vereador, o executivo municipal encontra dificuldades em fazer a manutenção das vias em tempo record devido as chuvas. Outrossim, “tem o material todo já preparado para que assim que tiver cessado a época chuvosa realizar-se a manutenção das vias na cidade assim como nos bairros”, acrescentou o vereador. (Esmeraldo Boquisse)

Portugueses querem construir um centro de formação profissional na Ilha de Moçambique

Nampula (IKWELI) – O governo português diz que já tem um plano na manga para a construção de um centro de formação profissional em várias áreas no distrito da Ilha de Moçambique, na zona insolar da província de Nampula, como forma de contribuir para a profissionalização de jovens para responder ao mercado de emprego.

Esta boa nova foi dada a conhecer à imprensa por Miguel Fontes, Secretário do Estado de Trabalho do governo português, pouco depois de um encontro com o Secretário de Estado na Província de Nampula, Jaime Neto.

Miguel Fontes disse que a visita à Nampula é mesmo no sentido de ir a Ilha de Moçambique para se inteirar com a população daquele distrito no sentido de se chegar a uma conclusão, para a implantação do projecto. “Temos o conhecimento do projeto no papel, agora no terreno temos que verificar a modelação junto com às autoridades moçambicanas, discutirmos a melhor forma de Portugal no quadro da sua política de cooperação, de como se pode associar a este projecto”, explicou a fonte.

Para esta fonte, a infra-estrutura irá ajudar vários jovens, ao nível de capacitação em domínios técnicos de emprego, assim como na formação de formadores profissionais, sendo que essas são às áreas que motivam o governo português a trazer este projeto ao país, concretamente na Ilha de Moçambique.

Sem a divulgar os custos e muito menos a data marcada para o arranque do projeto, o Secretário de Estado de Trabalho de Portugal, garantiu “o projecto está sendo tratado com muita urgência, no sentido que o mesmo tenha um andamento muito rápido na sua constituição”. (Hermínio Raja)