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Pais e encarregados de educação reivindicam disparidade na fixação de preços para a aquisição de fichas de estudo em Nampula

  • “Ninguém está obrigado a comprar. Os que não querem e não tem dinheiro deixem para os que tem”, Rafael Pedagógico, director pedagógico da EPC 7 de Abril.

Nampula (IKWELI) – Volvidos os primeiros sete dias do segundo mês da decretação, por prorrogação, do estado de emergência nacional, face ao novo coronavírus, a covid-19, pais e encarregados de educação na cidade de Nampula, no norte do país, queixam-se da inconsistência monetária no processo de aquisição de fichas de estudos nas escolas públicas para os seus educandos.

A metodologia de elaboração e reprodução de fichas, que guiam a continuidade do ensino e aprendizagem de forma remota, está criando espaço para medidas arbitrárias por parte das direcções de instituições do ensino público.

Segundo apurou o Ikweli, os pais e encarregados de educação queixam-se do facto de os preços aplicados pelas escolas para a aquisição das referidas fichas estarem a mudar constantemente.

Em alguns casos, contaram as nossas fontes, as escolas cobram valores que variam de 50,00Mt (cinquenta meticais) a 100,00Mt (cem meticais), e quando o valor oscila os pais e encarregados de educação não são actualizados, vendo-se surpresos quando se dirigem as escolas para adquirirem o material.

“Dinheiro para comprar comida não tenho”, afirma a senhora Inês, mãe de 7 filhos frequentando os ensinos primário e secundário na cidade de Nampula, para depois questionar “como vou conseguir 100,00Mt para comprar ficha de exercícios?”, por isso “as crianças acabam ficando sem matéria”.

No portão principal da Escola Primária e Completa (EPC) 25 de Junho, no centro do mais importante centro urbano do norte de Moçambique, encontramos, sem ideias, o senhor Afonso, cujos três filhos frequentam o estabelecimento em referência.

“Vim comprar fichas de aulas, mas como tinha 100,00Mt apenas consegui as fichas dos meus filhos que estão a fazer a 5ª classe, outras fichas não consegui comprar porque o meu dinheiro não chegou”, disse esta nossa fonte, lamentando a situação que está tornando, o já magro, orçamento familiar cada vez mais apertado.

Alguns pais e encarregados de educação, definitivamente, decidiram por abandonar este procedimento, e os seus filhos estão a “curtir” mais umas férias lectivas, tudo por conta da indisponibilidade financeira.

A dona Alima é avó de cinco petizes, todos frequentando o ensino primário, e por falta de condições financeiras decidiu por não se preocupar com a aquisição de fichas de aulas e exercícios, afirmando que “dentro não tem nem farinha de milho, vou levar 50,00Mt para comprar aulas? Essas crianças vão conseguir estudar a sentir fome?”.

As direcções das instituições de ensino público confirmam a venda das fichas de aulas e de exercícios, mas negam que estejam a praticar os preços referenciados pelos pais e encarregados de educação.

“A copiadora precisa de papel, de toners e energia. Isso não é a escola que paga, eles devem conseguir suas receitas”, disse ao Ikweli o director pedagógico da EPC 7 de Abril, Alexandre Rafael, para quem “ninguém está obrigado em comprar. Os que não querem e não tem dinheiro deixem para os que tem”.

“Nós, como direcção, não estamos a vender nenhum exercício, o que nós fazemos é guiar os professores na elaboração de aulas e exercícios de cada classe e deixamos na fotocopiadora, e quem quiser ter as aulas vai para lá e pede um exemplar. Claro que deve pagar, porque a copiadora não pertence a escola, ela deve ter benefícios. Agora, se ele está agir de má-fé e acaba cobrando os encarregados de educação um preço mais elevado aí, nós não nos responsabilizamos”, precisou o director da Escola Secundária de Napipine, Francisco Ambasse.

Entretanto, o Ikweli tentou, sem sucesso, colher a posição dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia da cidade de Nampula, devido a indisponibilidade dos responsáveis. (Elisabeth José)

Calou-se a figura que “criou a igreja das palhotas”

“Dom Manuel Vieira Pinto combateu o bom combate da fé”

  • Considera o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure.

 

Nampula (IKWELI) – Perdeu a vida, na noite do passado dia 30 de Abril do corrente ano de 2020, na casa Sacerdotal da Diocese de Porto, o primeiro Arcebispo de Nampula, Dom Manuel Vieira Pinto, vítima de doença, e nesta parcela de Moçambique, as diversas figuras recordam-no como um verdadeiro combatente da fé.

Ao meio dia do sábado, 2 de Maio de 2020, na Sê Catedral de Nampula, foi realizada uma missa pela Páscoa do clérigo, que se tornou notável pelo seu papel na expansão da igreja católica em Nampula, bem como na introdução de reformas que tornaram a igreja cada vez mais assumida pelos nativos, incluindo a construção de centros e missões para formação de catequistas, anciãos e outras figuras importantes para a vida da congregação, em plena guerra civil e da luta de libertação nacional.

“Todas as leituras escolhidas por esta santa missa, em sufrágio de Dom Manuel, fala-nos da vitória de Deus sobre a morte, o maior inimigo da humanidade de todos os tempos e é nossa fé”, introduziu-se o Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, durante a missa da Páscoa de Dom Manuel Vieira Pinto, prosseguindo que “uma vitória de Deus sobre esse grande inimigo que nos reunimos neste momento, nesta igreja catedral desafiando, de certo modo, o teimoso coronavírus que parece apostado a dizimar a humanidade. A liturgia da igreja propôs-nos ao longo de toda esta semana que hoje termina, a leitura continua do discurso de Jesus sobre o pão da vida que encontramos no 6º capítulo do evangelho, segundo São João, o discípulo bem-amado do senhor. Este evangelho que acabamos de escutar, com todo respeito religioso nesta santa missa. Jesus nos disse que ele é o pão descido do céu e que quem comer deste pão, ainda que tenha morrido, ressuscitará e viverá eternamente, é digna de toda nossa fé este grande mistério. Jesus é o pão que dá a vida eterna porque ele é o enviado do pai, o autor da vida”.

“Amado povo de Deus, como não nos consolaríamos nós hoje com estas palavras, ao celebrarmos a Páscoa de Dom Manuel que durante cerca de um século da sua peregrinação na terra sempre se alimentou do pão do céu, Jesus Cristo, sim. Se hoje, humanamente estamos tristes, choramos a morte do nosso muito querido Arcebispo emérito Dom Manuel, conforta-nos a promessa da imortalidade e assim, desfeita a nossa morada na terra, adquiriremos no céu uma habitação eterna. Dom Manuel sempre proclamou a sua fé na ressurreição dos mortos, a fé da igreja, a nossa fé. Por isso, neste momento, enquanto nós choramos e imploramos a misericórdia de Deus nobre Dom Manuel cá na terra vejo-o lá no céu”, referiu Dom Saure durante a homilia.

Num outro desenvolvimento, a fonte avançou que “ao consolarmo-nos com aquelas suas enriquecidas palavras de paz solícito que ele dizia muitas vezes às suas filhas da paz e misericórdia não sejais crianças quando ao modo de julgar e agir que o tempo da idade adulta já chegou. Creio que sejam estas palavras que Dom Manuel diz ainda hoje a todos nós lá do céu. Arquidiocese de Nampula, minhas filhas da paz e misericórdia que o tempo da idade adulta já chegou”.

Igualmente, Dom Saure reconheceu que “o tempo da idade adulta já chegou na verdade mas, Dom Manuel não nos deixou órfãos, porque ele nos deixou essa família de Deus que o visionário de Nampula, como chamou o padre José Luzia na sua obra sobre o primeiro arcebispo metropolitano de Nampula, grande amigo do povo moçambicano se torne intercessor de Nampula e de Moçambique inteiro onde seus direitos irmãos e filhos na fé continuam a ser massacrados e humilhados que sempre feriu o seu coração de pastor e, certamente, continua ferido lá no céu”.

“Nós acreditamos que Dom Manuel combateu o bom combate da fé, terminou a corrida, permaneceu fiel. A partir de agora, ele mereceu a coroação do senhor, justo juiz entrega aqueles que anseiam pela sua vinda como nos ensina o apóstolo são Paulo”, prosseguiu o nosso interlocutor, para depois concluir que “lembramo-nos que durante a guerra civil em Moçambique, quando recebia a notícia da morte da população, Dom Manuel perguntava visivelmente entristecido, quem matou os meus filhos? Sim, para Dom Manuel, todos eram seus filhos e irmãos na fé, independentemente da sua obediência religiosa. Dom Manuel Vieira Pinto tem, também, a alegria de ver, lá do céu, a prosperidade das suas filhas da nossa Senhora da paz e da misericórdia, assim seja”.

 

Dom Manuel foi um grande homem

Quem, também, reconheceu as qualidades do Arcebispo emérito de Nampula, é o actual governador, Manuel Rodrigues que assistiu a missa da pascoa do clérigo.

“Dom Manuel Vieira Pinto foi, na verdade, um grande homem que sempre esteve connosco, foi na verdade o arcebispo do povo, porque desde os primeiros tempos de luta de libertação nacional ele sempre esteve ao lado do povo, sempre agregou para que todos nós vivêssemos em paz, melhorássemos as nossas condições de vida”, reconheceu o governante.

“O arcebispo, Dom Manuel Vieira Pito, nós recordamos com muitas saudades as suas obras que só podemos mencionar alguma aqui. Ali no centro social de Namicopo, quando ele pintou com as cores da nossa bandeira nacional como símbolo e indicação clara do seu patriotismo, do amor a nossa terra e do seu povo. Igualmente o arcebispo, Dom Manuel Vieira Pinto foi um grande homem, nós sabemos que ele foi efectivamente exposto a nossa pátria, Moçambique, porque estava apoiar o povo moçambicano, estava apoiar a família moçambicana, naqueles tempos. Igualmente nós, nos recordamos, e estamos cientes que o nosso arcebispo que partiu entre nós foi o homem de paz, de amor. O homem de Paz porque temos uma obra de referência e editada por si Arcebispo Dom Vieira Pinto, obra que é denominada Coragem pela Paz, é uma obra que até os dias que correm ela nos inspira, nos alimenta e nos dá um caminho para que continuemos a seguir os desafios actuais da nossa província de Nampula, do nosso país, e porque não, de toda a humanidade, uma dos quais, esta que vivemos hoje que é a doença que, infelizmente, está a terminar com vidas de muitos nossos irmãos ao nível mundial e, nós aqui em Moçambique estamos a passar momentos de restrição de usufruto daquilo que são nossos direitos constitucionais”.

Por fim, Manuel Rodrigues pediu ao povo de Nampula para lembrar e fazer o bom uso dos ensinamentos do malogrado porque “ele foi o homem do povo, veio do povo, viveu do povo nampulense e não só, como também de todo mundo, por isso peço para que continuemos a rezar, rezar para que a sua obra continue a vibrar e continue a iluminar-nos no nosso dia-a-dia para que a nossa província de Nampula continue a trilhar na paz, para que a nossa província de Nampula a vencer os desafios que tem na actualidade e para que todo o país, e que Deus livre-nos desta doença que é a pandemia de coronavírus”. (Aunício da Silva e Constantino Henriques)

Trabalhador morre durante manutenção de grua na obra do Banco de Moçambique em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um trabalhador da empresa de construção civil ACC Engenharia Construções encontrou a morte na manhã de hoje, quarta-feira (29), quando se encontrava a fazer manutenção de uma grua montada no recinto onde está em construção um edifício do Banco de Moçambique (BM), na cidade de Nampula, no norte do país.

Há mais de dois anos que as obras da delegação do BM em Nampula encontram-se embargadas, em resultado de uma disputa judicial pelo espaço entre o banco emissor e um empresário da praça.

Na companhia de um colega de nacionalidade portuguesa, que contraiu ferimentos ligeiros, a vítima entrou na área de comando do equipamento, e por baixo o mesmo cedeu, o que precipitou a queda mortal do mesmo.

“Quando eles entraram dentro da máquina, a tampa de baixo cedeu e o moçambicano caiu e não sobreviveu”, disse ao Ikweli o ajudante da obra Quezam, que assistiu o trágico fim do seu colega.

Esta fonte conta que o operário português não encontrou a morte, pois segurou-se num dos ferros da grua.

A Inspecção do Trabalho em Nampula dirigiu-se ao local, e segundo disse a senhora Olga Nasone, a entidade está a fazer levantamentos sobre o incidente, e “neste momento estamos a nos inteirar se a construtora estava segurada ou não. A responsabilização cabe ao tribunal”.

Esta fonte lamenta o facto de a empresa não ter comunicado o incidente a Inspecção do Trabalho. “Por exemplo, este acidente a construtora não nos comunicou. Recebemos a denúncia através de um jornalista e viemos aqui”.

Esta atitude, segundo a inspectora Olga, é recorrente nas empresas de construção civil, as quais nunca reportam a entidade casos do género. (Texto: Celestino Manuel, Foto: Hermínio Raja)

CDD preocupado com a deterioração da situação de direitos humanos em Cabo Delgado

Nampula (IKWELI) – O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), uma organização não-governamental moçambicana, em parceria com outras organizações internacionais, incluindo a Amnistia Internacional, em carta aberta dirigida ao Presidente da República, manifesta a sua preocupação com a deterioração da situação dos direitos humanos em Cabo Delgado, no norte do país, e exige a protecção dos cidadãos.

Na carta, na posse do Ikweli, a organização mostra preocupação ainda com os “raides” que têm sido levados a cabo pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) nos distritos em conflito.

“Em Março de 2020 foi relatado que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estavam a efectuar “raides” contra residentes dos nove distritos afectados no norte de Moçambique, mandando parar e interrogando pessoas, sujeitando-as a revistas arbitrárias e prendendo todas as pessoas cujos dispositivos electrónicos contivessem mensagens em áudio ou informação relacionada com os ataques no Whatsapp, Facebook ou Twitter. Funcionários de organizações não-governamentais e jornalistas têm sido os alvos preferenciais destas acções”, escreve o CDD na sua carta, entendo que “estes raides, assim como as frequentes restrições impostas aos jornalistas que tentam divulgar a situação na região, corroboram a conclusão de que estão em curso esforços deliberados para limitar o acesso à informação sobre a dimensão da crise em Cabo Delgado”.

Nesta carta, a organização, liderada pelo Professor Adriano Nuvunga e seus parceiros, faz referência ao desaparecimento do jornalista da Rádio Comunitária de Palma, Ibraimo Mbaruco, e a agressão a que o jornalista Hizidine Achá, na cidade de Pemba, foi alvo.

Também, o CDD fala dos ataques a população do bairro Paquitequete protagonizado pelas FDS. “As forças de segurança impuseram um recolher obrigatório não declarado, e portanto injustificado, entre as 19h00 e as 05h00, em Pemba, afirmando que os residentes de Paquitequete escondem “rebeldes”, permitindo-lhes infiltrar grupos de deslocados internos que têm fugido de ataques nas áreas vizinhas de Mocímboa da Praia, Macomia, Quissanga, Quirimbas e Ilha do Ibo”, aponta a carta, cujo conteúdo temos vindo a citar.

“Existe uma crise em Moçambique que está aumentar cada vez mais de sofisticação”, reconhece o CDD, para depois situar que “desde que a violência estalou, em 2017, foram mortas mais de 900 pessoas e centenas de milhares foram deslocadas. A crise humanitária foi exacerbada pelos efeitos persistentes do ciclone Kenneth e agora pelos desafios lançados pela pandemia global da covid-19” e denunciar que “a resposta às ameaças dos rebeldes tem sido manchada por alegações de abusos de violações dos direitos humanos, nomeadamente execuções extrajudiciais, prisão arbitrária e negação de acesso à informação sobre o que está a acontecer em Cabo Delgado”.

A organização exige que “as autoridades moçambicanas para que se abstenham de assediar e intimidar as pessoas e as OSC [Organizações da Sociedade Civil], nomeadamente os funcionários das organizações não-governamentais e os jornalistas”, bem como instala “as autoridades a lançar uma investigação imediata, completa, imparcial e eficaz às alegações de violações e abusos de direitos humanos cometidos pelas forças de segurança e a apresentar à justiça todos os suspeitos da sua autoria”.

A outra recomendação do CDD é no sentido de se esclarecer o paradeiro do jornalista Ibraimo Mbaruco. (Aunício da Silva)

Para comprar produtos no Waresta só com máscara

Nampula (IKWELI) – A medida da exigência do uso de máscaras em espaços de aglomeração populacional começa a ter contornos positivos na cidade de Nampula, e do mercado grossista do Waresta a informação que colhemos é de que os próprios comerciantes não vendem produtos para os clientes que não cumprem com este requisito.

Segundo apurou o Ikweli, para fazer face a prevenção do novo coronavírus, os vendedores do maior mercado grossista do norte do país, temendo o perigo da contaminação, decidiram por serem eles os actores da sensibilização para o cumprimento da medida.

Foi na manha de ontem, segunda-feira (27), que o cumprimento da medida tornou-se obrigatório, e no terreno, o Ikweli notou que houve casos de clientes que foram dispensado e não lhes foi permitido adquirir produtos por não usarem máscaras.

Esta atitude conjunta, tornou-se conversa de esquina e do “chapa-100” na mais importante autarquia do norte de Moçambique, e mesmo os cobradores de transportes semi-colectivos de pessoas desencorajavam passageiros que não tinham máscaras para não irem ao mercado do Waresta, pois a viagem seria em vão e não adquiririam nenhum produto.

Para ter acesso ao mercado, os utentes passam por uma linha de corda montada pelos comerciantes, a qual só se atravessa com máscara cobrindo a boca e o nariz.

“Quem não tem máscara, não entra aqui”, dizia o senhor João Lourenço, um dos comerciantes que estive na fiscalização na manha de ontem, afirmando que “estamos a fortificar as medidas de prevenção para o concelho autárquico não fechar esse mercado, porque se fechar não teremos como alimentar as nossas famílias”.

Aos insistentes, Lourenço advertia que “não há desculpa, quem não tem máscara nem um pano para se tapar não entra aqui no mercado. Não queremos correr o risco de encerrarem o mercado como foi com a feira dominical”.

Ainda que no meio de divergências, muitos dos utentes daquele mercado estão de acordo com a medida, defendendo que a mesma oferece segurança e contribui na prevenção da pandemia.

“A ideia é boa, e vejo que muitos clientes estão a cumprir. Eu, pessoalmente, vim sem máscara, tentei entrar e não foi possível, daí que decide por comprar a minha máscara a 15,00Mt (quinze meticais)”, disse o jovem Celso Raimundo.

“De dois em dois dias, eu venho comprar meus produtos para vender na minha banca, lá na zona, e vejo que está sendo obrigatório o uso de máscaras. Para mim é uma alegria porque estarei confiante que não será fácil contrair o coronavírus”, comentou a senhora Laura João.

Os munícipes renitentes mostraram o seu desagrado com a medida, e acabaram regressando as suas origens sem ter feito as compras. “Estou a voltar sem comprar nada, porque não acho justo estarem a obrigar as pessoas a comprar máscaras. Eu não tenho dinheiro para essas brincadeiras”, disse o senhor Mário, visivelmente agastado.

Este grupo de munícipes defende que as pessoas devem estares livres de escolher o uso de máscaras ou não.

“Não podem nos obrigar a usar máscaras”, disse o munícipe Jorge Marcelo, para reconhecer que “essa doença já está aqui em Moçambique”. (Elisabeth José)

Cumprimento do estado de emergência: Polícia em Nampula caça vendedores e consumidores de bebidas tradicionais

Nampula (IKWELI) – A menos de 48h para o fim do período decretado pelo Presidente da República (PR) para o estado de emergência, face a prevenção do novo coronavírus, a covid-19, a Polícia da República de Moçambique (PRM) intensifica a sua actuação na cidade de Nampula para a efectivação das medidas.

As acções policiais, segundo apurou o Ikweli chegam a constituir uma violação de direitos humanos.

Cidadãos indefesos e que se fazem a rua a procura de recursos para a sua sobrevivência têm sido atacados por agentes policiais, incluindo vendedores e consumidores de bebidas tradicionais. Muitas famílias vivem de transacções que tem lugar no meio informal, ao que vêm-se obrigadas a saírem a rua todos os dias e/ou então a praticar as suas actividades de venda de pequenos produtos.

Nas unidades residenciais do bairro de Namutequeliua, como é o caso de Mutomote e Expansão, a polícia não tem tido reservas em castigar vendedores e consumidores de bebidas tradicionais.

O senhor Juma dedica-se a venda de bebidas tradicionais na sua residência, no bairro de Namutequeliua, e a última vez que se viu obrigado a ter de cumprir com as medidas do estado de emergência foi porque a polícia o surpreendeu, pouco depois das 21h, a promover aglomerados de pessoas para o consumo, o que lhes valeu espancamento brutal por parte dos homens da lei e ordem.

Esta fonte conta que não foi recolhido para a 4ª Esquadra, porque subornou os agentes da corporação com 300,00Mt (trezentos meticais).

A senhora Cremilda e os seus clientes, também, no mesmo bairro de Namutequeliua, não escaparam da PRM. Encontrados a vender e a consumirem Kabanga, respectivamente, foram espancados e obrigados a pagar valores monetários em troca de prisão.

“Vinham aqui na minha casa dois polícias com intenção de levar a minha kabanga para a Esquadra. Aqui estava cheio de consumidores que não haviam pago, e era noite. Negociei com eles e dei duzentos e cinquenta meticais para restituir-me a liberdade, mas deixaram recomendações para eu parar de vender kabanga, para evitar aglomerações de pessoas, devido a orientação do Presidente da República”, disse a senhora Cremilda.

Através do seu porta-voz em Nampula, Zacarias Nacute, o comando provincial da PRM refuta as acusações de cobranças ilícitas de dinheiro a cidadãos, alegadamente, protagonizadas pelos seus membros.

Ainda assim, a fonte garantiu que a corporação vai averiguar estas acusações, no sentido de garantir que, estando a acontecer, não volte a acontecer. (Redacção)

Agentes da PRM semeiam terror em Mutauanha

Nampula (IKWELI) – Um grupo de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) está sendo acusado de semear terror na zona de Nthotha, no bairro de Mutauanha, violentando os residentes locais com recurso a armas e chambocos.

Na segunda-feira da semana passada (20), um grupo de cidadãos residentes na referida zona foi vítima de violência física e moral, levada a cabo por alguns membros da PRM em Nampula, afectos naquela circunscrição geográfica moçambicana.

De acordo com as nossas fontes, por sinal as próprios vítimas, que falaram exclusivamente ao Ikweli, o incidente aconteceu por volta das 18horas em que um grupo de “patrulha” constituído por três agentes policiais avançou com acções de agressão física aos cidadãos que cruzassem pelo caminho sem, no entanto, avançar as reais motivações.

Uma das vítimas da acção humilhante do referido grupo dos policiais é a dona Jacinta Sabonete. Ela, contou-nos que eram por volta das 17horas e 30 minutos quando regressava do seu posto de trabalho, na zona dos bombeiros, em que cruzou com o mesmo grupo dos polícias e que foi obrigada a parar e não safou com a fúria dos homens da lei e ordem.

De acordo com a fonte, para além de levar quatro chambocos perdeu 500.00MT (quinhentos meticais) que trazia do seu posto de sobrevivência.

“É verdade. Eu vinha do meu posto de trabalho, lá sai quando eram 16horas, então por volta das 17h30 encontrei no caminho, mesmo na minha zona esse grupo de polícias. Então, quando cheguei no local eu passei e não cumprimentei, de seguida fui chamada pelos polícias para voltar. Quando voltei, passou um certo senhor que se identificou como pedreiro e que saia do seu serviço, também foi mandado parar e disseram-lhe para se deitar e lhe bateram quatro vezes com aquele chamboco eu a ver”, narrou a dona Jacinta Sabonete.

Ela conta, também, que depois da primeira vítima, “passou um moço que usava uma camisa branca, também, foi perguntado aonde é que estava a sair e ele perguntou se ainda existe algum sítio que bate actualmente. A polícia considerou a resposta do jovem como desafiadora, também foi batido várias vezes até lhe indicarem para seguir um outro caminho que não lhe levava a sua residência, depois dali o jovem disse muito obrigado e foi”.

A dona Jacinta recorda que quando chegou no local encontrou quatro homens e uma mulher que, também, foram obrigados pela polícia a permanecer no local. “Eu apenas me mandavam ficar parada, é quando apareceu um velhote, também, mandaram-lhe parar e lhe bateram seriamente, também o velhote disse obrigado lamentando”, depois daquele episódio “eles disseram-me para eu fazer ginástica. Portanto, eu lhes disse que não sabia fazer ginástica, insistiram-me alegando que eu havia estudado na escola. Depois dali mandaram-se deitar e deram-me cinco chambocos, depois eu lhes disse muito obrigado”.

“No mesmo local perdi meu dinheiro 500.00MT que estava no sutiã. Depois fui em casa e comuniquei ao meu marido e a família sobre o que tinha acontecido comigo”, disse.

Jacinta Sabonete garantiu-nos que conhece, pela cara, os tais polícias que praticaram o acto. Alias, ela disse que um dos polícias é mais conhecido na zona como senhor “Naphuto” termo em emakhuwa para referir um inchaço permanente na testa do policial. “No dia seguinte fui no posto policial e encontrei um polícia e lhe mostrei a minha insatisfação com o que haviam me feito no dia anterior, porque eu tenho passado até no mesmo posto quando venho do serviço, por volta das 18h30 mas nunca aquilo aconteceu”, referiu lamentando pelo facto de naquela zona residencial “o patrulhamento é feito só nas tardes, mas nas noites em que os gatunos circulam a polícia não desempenha o seu papel”. A exigência da dona Jacinta é que as entidades de direito façam o seguimento do caso para se apurar a veracidade. “Sei que assim que falei para este jornal pode ser motivo de perseguição dos mesmos polícias até me matarem, porque aqueles senhores não são bons policias, apenas querem dinheiro da população, mas peço que a justiça seja feita. Esse senhor Naphuto é quem mais pratica este tipo de acções negativas”.

Outra vítima das acções da polícia na zona de Nthotha que falou ao Ikweli é o senhor Gamito António. Esta fonte conta que o tempo que foi interpelado pelo referido grupo dos policiais vinha do mercado, onde tinha ido comprar pão para satisfazer os desejos da filha que havia rejeitado o arroz que seria o jantar daquela segunda-feira de humilhação. No local, para além de levar quatro chambocos, a vítima conta que a polícia pisou e esmagou o pão.

“Éramos quatro pessoas, eu comprei pão e meus amigos compraram cana. Então pelo caminho, perto de um riacho encontramos os polícias. Eles cumprimentaram aos colegas que estavam a frente, como eu estava um pouco atrás não respondi porque não tinha percebido o que haviam falado. Dali disseram-me para me deitar para levar chamboco, sem saber os porquês é quando disseram que primeiro devia levar o chamboco depois as motivações. Tinha que cumprir, pelo que me deitei e levei cinco chambocos e aquele pão que havia comprado a polícia pisou”, disse Gamito, para quem “estamos sem saber o que está acontecer neste bairro, porque o patrulhamento, em condições normais devia começar, pelo menos a partir das 19horas. Era um senhor chamado chefe camisa, mais um senhor que tem uma borbulha grande na cara dele, são policias que bem conhecemos”.

A semelhança da dona Jacinta, Gamito António também exige a justiça porque “nós sofremos muito aqui. 17h30 Não é normal, a polícia devia actuar desta forma pelo menos a partir das 18h30 ou 19hora, agora 17h30 tem mulheres que vão no mercado, pessoas que regressam do serviço, por isso não devia ser essas horas. Será que é por causa dessa situação de coronavírus?”, perguntou Gamito António.

O Ikweli tentou colher uma posição do comando provincial da PRM, mas sem sucesso. Dércio Samuel, do Departamento de Relações Públicas no comando provincial, disse que não sabia do assunto e que o repórter devia levar as pessoas para a polícia a fim de provar o sucedido. (Redacção)

Autarca de Nacala-Porto ignora medidas de prevenção da covid-19

Nacala-Porto (IKWELI) – O presidente do Concelho Autárquico de Nacala-Porto, Raul Novinte, tem estado a ignorar o distanciamento social, como medida de prevenção da propagação do novo coronavírus, promovendo reuniões com acima de dez participantes e sem observação da distância mínima de mais de um metro, uma prática que se regista desde que iniciou o estado de emergência nacional decretado pelo Presidente da República.

Em várias ocasiões, Novinte tem estado a desrespeitar as medidas de prevenção da Covid-19. Por exemplo, no início do estado de emergência, o autarca reuniu com 41 secretários dos bairros, dois chefes dos postos administrativos, dois vereadores e outro pessoal de apoio do gabinete do presidente da autarquia.

Edil de Nacala reunido com líderes comunitários e quadros da edilidade

O encontro teve como objectivo partilhar as informações acerca da doença aos líderes comunitários, no sentido de procederem a educação cívico-sanitária a população das respectivas áreas de jurisdição.

Apesar do objectivo ser de grande importância, porém houve a violação da alínea d, do artigo 3, da lei nº 1/2020, de 31 de Março, que ratifica o Decreto Presidencial nº 11/2020, de 30 de Março que decreta o estado de emergência. Esta alínea estabelece que é “proibida a realização de eventos públicos e privados, como cultos religiosos, actividades culturais, recreativas, desportivas, políticas, associativas, turísticas e de qualquer outra índole, exceptuando questões inadiáveis do Estado ou sociais, como funerais, devendo em todos os casos ser adoptadas as medidas de prevenção, emanadas pelo Ministério da Saúde”.

Nessa perspectiva, o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos acabou determinando que as reuniões não devem exceder o número máximo de 10 pessoas, que é para evitar a propagação da doença do novo coronavírus.

Nesta segunda-feira, no acto de lançamento das obras de compactação e asfaltagem de estradas locais, a autarquia sob liderança de Raul Novinte voltou a congregar mais de 100 pessoas entre técnicos da edilidade e membros da Renamo, partido que venceu as últimas eleições autárquicas.

O Ikweli notou que os presentes no evento não usavam máscaras e não evitaram o distanciamento social, sendo que estiveram vulneráveis a contaminação do novo coronavírus. Trata-se de um comportamento que à luz da lei constitui crime de desobediência, punido com as penas correspondentes. (Redacção)

Contra a covid-19: CDD aponta a depreciação do Metical e a “eclosão de bolsas de fome” como exemplos de fracasso de medidas de política económica

Maputo (IKWELI) – O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), uma organização não-governamental moçambicana, aponta para a depreciação do metical e a “eclosão de bolsas de fome”, como sendo exemplos do fracasso da implementação das primeiras medidas de política económica contra a covid-19 no país.

Quando introduziu uma linha de financiamento em moeda estrangeira para os bancos comerciais autorizados, no valor de 500 milhões de dólares americanos, por um período de nove meses, a partir 23 de Março de 2020, o Banco de Moçambique (BM) esperava “reduzir a oscilação da taxa de câmbio e, por essa via, promover a estabilidade do preço dos bens e serviços (inflação baixa e estável) no território nacional, que é o principal objectivo do BM”.

Em uma publicação datada de 26 de Abril corrente, o CDD mostra que “infelizmente, passados 30 dias desde a implementação de tais medidas de política monetária, o BM falhou completamente no alcance dos objectivos preconizados, confirmando deste modo a razoabilidade das preocupações que o CDD apresentou em relação à grande probabilidade de insucesso destas medidas na suavização dos efeitos económicos da pandemia da covid-191.Quando o BM disponibilizou os 500 milhões de dólares, no dia 23 de Março, a taxa de câmbio de referência do BM indicava que cada unidade de dólar americano custava 67 meticais”.

No entanto, prossegue a publicação, “e contrariamente ao esperado, o metical começou a depreciar, a uma taxa média diária de 0.1%, estando cada dólar actualmente cotado em 68.12 meticais. Este valor, que representa uma depreciação de 9% em relação à taxa de câmbio média do ano passado (62,5 meticais), levou a agência norte americana Fitch Ratings a considerar o metical como uma das moedas mais “vulneráveis” à pandemia de covid-19, a nível mundial. Dois dos efeitos económicos indesejáveis e resultantes desta evolução negativa do valor metical em relação ao dólar americano são: o agravamento da insustentabilidade da dívida pública pelo encarecimento do serviço de dívida; e o encarecimento das importações de produtos e serviços. Este esforço financeiro adicional provocado pela depreciação do metical em relação ao dólar americano enfraquece a capacidade do país para enfrentar a crise económica causada pela covid-19, que obrigou ao distanciamento social e à paralisação total ou parcial de muitas actividades económicas. Por exemplo, o Ministério do Trabalho e Segurança Social anunciou, em início de Abril, que pelo menos 187 empresas encerraram as suas actividades devido às dificuldades de tesouraria para pagar salários aos trabalhadores e para cumprir com as suas obrigações financeiras com a banca e outros fornecedores. Indica a mesma nota que esta situação afectou o emprego de pelo menos 6.400 trabalhadores”.

A organização liderada pelo Professor Adriano Nuvunga aponta que “o maior fracasso de política económica tem sido observado do lado real da economia. Ao contrário do que se observava nos primeiros dias de vigência do Estado de Emergência, em que havia uma subida galopante e por vezes especulativa de preços devido, sobretudo, ao excesso de procura em relação à oferta de produtos alimentares e de prevenção contra o coronavírus, hoje vivemos uma situação completamente contrária, em que os vendedores dos principais mercados grossistas e retalhistas são obrigados a baixar os preços dos seus produtos porque a procura baixou. Porém, esses vendedores queixam-se que mesmo com esta revisão em baixa dos preços, a pro-cura pelos seus produtos contínua muito fraca. A explicação para este fenómeno é simples. As restrições de actividades económicas resultantes das medidas de distanciamento social decretadas pelo Presidente da República e implementadas pelo Governo, para contenção da propagação do coronavírus, sem nenhum pacote de ajuda financeira, levou a uma redução significativa do poder de compra dos moçambicanos, sobretudo daqueles cuja fonte de rendimento provém do sector informal. Portanto, as pessoas não têm dinheiro para comprar estes produtos que são essenciais para a sua sobrevivência.

Isto faz-nos pensar na triste possibilidade de uma iminente “explosão” de bolsa de fome no país”.

Todavia, o CDD volta a sugerir “a criação de uma espécie de programa “bolsa família” para aumentar o poder de compra das famílias mais pobres de forma que estas possam suportar as medidas restritivas resultantes da declaração do Estado de Emergência, bem como a proposta de “dinheiro de helicóptero”, como uma medida complementar ao programa “bolsa família” para evitar fome durante o período de confinamento doméstico”.

“Infelizmente, mesmo tendo saldo de mais-valias provenientes da indústria extractiva que transitaram do ano passado, tendo algumas empresas públicas lucrativas como a EMOSE, a HCB e EMH, tendo um banco de desenvolvimento financeiramente capaz e que nos últimos anos distribui lucros ao Estado, o Governo teima em não dar dinheiro às famílias moçambicanas que começam a passar fome e preferem improvisar medidas de intervenção económica como a “política económica das máscaras e a isenção de

taxas de importação de bens de necessidades básica enquanto faz um compasso de espera pela ajuda financeira internacional para pôr em prática o seu plano de combate aos efeitos sócio -económicos da pandemia da covid -19”, conclui a organização no seu documento. (Redacção)

Governo de Ribáuè distribui material de higienização aos moto-taxistas e transportadores semi-colectivos de passageiros

Nampula (IKWELI) – O Administrador do distrito de Ribáuè, na  província de Nampula, Emanuel Impissa, está empenhado na sensibilização das comunidades sobre as medidas de prevenção do novo coronavírus, a covid-19, e com efeito, na última sexta-feira (24) procedeu a distribuição de materiais de higienização aos operadores de táxi de mota e de transportes semi-colectivos de pessoas e bens.

Na vila sede, Impissa distribuiu máscaras de pano, sabão e baldes para aquele grupo de trabalhadores, afirmando que com aquele material distribuído espera-se que sejam desinfectados condutores e passageiros que utilizam as principais paragens do distrito.

Os postos administrativos de Ribáuè Sede e Cunle foram os primeiros a se beneficiarem da iniciativa, a qual, numa primeira fase, pelo menos, abrangeu mais de 100 operadores de táxi de mota.

A priorização dos transportadores, neste processo de distribuição de materiais de higienização, de acordo com o administrador do distrito de Ribáuè, deve-se “a vulnerabilidade dos taxistas de moto e dos condutores de semi-colectivos que se põe na rua para ganhar o seu pão e sustentar a família, e sentimos que esse ganha-pão deve ser seguro de modo a proteger a eles, os passageiros, as famílias e a comunidade no geral”.

Impissa fez saber que nos próximos tempos o seu executivo enviará um número considerável de alfaiates para a Texmoque, uma firma de produção de capulanas, actualmente engajada no fabrico de máscaras com base na capulana, para uma troca de experiências e posterior réplica das iniciativas naquele distrito.

Num outro desenvolvimento, o governante avaliou, positivamente, o cumprimento, naquele distrito, do estado de emergência, decretado pelo Presidente da República, mas mesmo assim “apelamos a vigilância e em caso de termos cidadãos vindos de locais com o problema da covid-19 que nos avisem para fazermos o rastreio. O nosso apelo é para que a população fique em casa e sigamos as recomendações emanadas no decreto presidencial”. (Redacção)