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Nampula: Trabalhadora de sexo denuncia cliente que tentou lhe ludibriar com uma nota falsa de mil meticais

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 19 de idade encontra-se sob custódia policial, na cidade de Nampula, por ter pago serviços sexuais a uma trabalhadora de sexo com recurso a uma nota de metical falsa.

Este detido faz parte de um grupo de três pessoas, os quais faziam circular notas falsas na cidade de Nampula, tendo como principais alvos agentes de serviços financeiros electrónicos.

Da história disponibilizada pela Polícia da República de Moçambique (PRM), a referida trabalhadora de sexo foi ludibriada no mais popular prostibulo do norte de Moçambique, Axinene, na periferia da cidade de Nampula.

Após ser bem servido, o indiciado que tinha sido cobrado 500,00Mt (quinhentos meticais), fez o pagamento com uma nota falsa de 1.000,00Mt (mil meticais).

Depois que a senhora se apercebeu que se tratava de uma nota falsa, alertou as autoridades policiais, que viriam a recolher o indivíduo.

Segundo Zacarias Nacute, Porta-voz da PRM no comando provincial de Nampula, esta acção criminal de falsificação de notas tem ganhado espaço nos últimos tempos, facto que preocupa as autoridades policiais.

“Estamos diante de dois casos criminais, dos quais um individuo na companhia dos seus dois comparsas teriam tentado depositar um valor de 2.000,00Mt (dois mil meticais) num agente M-pesa, e antes que a transição tenha sido concluída, o agente apercebeu-se que tratava-se de notas falsas. O segundo caso é de dois cidadãos que teriam recebido estas notas e um deles aventurou-se indo envolver-se com uma vendedeira de sexo, que depois de satisfazer as suas necessidades deu a mesma uma nota de 1.000,00Mt (Mil maticais)”, explicou Nacute.

Com a chegada do caso, a corporação intentou uma operação que culminou com a retirada de, pelo menos, 7.200,00Mt (sete mil e duzentos meticais) nas ruas. (Hermínio Raja)

Sporting de Nampula e Desportivo de Nacala já estão na poule

Nampula (IKWELI) – As equipas do Sporting de Nampula e do Desportivo de Nacala garantiram oficialmente na última quarta-feira (05) a sua presença na poule regional norte de apuramento ao campeonato nacional, Moçambola do próximo ano, pois os dois venceram os jogos decisivos que tiveram para carimbar o passaporte.

Em Namutequeliua, por exemplo, o Sporting de Nampula não deu tréguas a Associação Desportiva de Mucata da cidade de Angoche e venceu pelos expressivos 6 a 0 (seis a zero). Com este resultado, o Sporting de Nampula continua líder da competição, agora com 20 pontos e a uma jornada do fim.

O Desportivo de Nacala, por seu turno, recebeu e venceu a equipa da Associação Desportiva de Mugovolas por 5 a 1 (cinco bolas a uma), jogo disputado no campo da Bela Vista em Nacala. O resultado remete ao Desportivo de Nacala ao segundo lugar com 19 pontos, uma pontuação que não poderá ser alcançada pelos seus adversários anteriores.

A respeito do jogo entre Desportivo de Nacala e Associação Desportiva de Mugovolas, a equipa do distrito de Mugovolas durante o seu percurso a Nacala a viatura que a transportava saiu o pneu traseiro na zona de Carapira, distrito de Monapo, situação que fez com que chegasse atrasado no local do jogo e, sem descanso e os habituais exercícios alongamentos, tivesse que iniciar o jogo.

A competição encerra neste sábado com jogos entre Desportivo de Nacala e Sporting de Nampula, partida a ter lugar em Nacala, Liga Desportiva da Ilha a receber a Associação Desportiva de Mugovolas, e o derbe angocheano, entre Benfica e Associação Desportiva Mucata. (Constantino Henriques)

Detido um dos agentes de trânsito mais temido da cidade de Nampula por prática de corrupção

Nampula (IKWELI) – O Gabinete Provincial de Combate a Corrupção de Nampula (GPCCN) ordenou a detenção, no princípio da tarde desta quinta-feira, em flagrante delito de um dos agentes da Polícia de Trânsito mais temido da cidade de Nampula.

Popularmente conhecido por “Napota”, em alusão as botas que usa durante a sua actuação que fazia de forma singular conduzido uma motorizada da Polícia da República de Moçambique, o referido agente era um verdadeiro “carrasco” para muitos condutores do maior centro urbano do norte do país, sobretudo os motoristas dos transportes semi-colectivos de passageiros (chapa-100), incluindo jovens curtidores.

O porta-voz do GPCCN, José Wilson Sopa, explicou ao Ikweli que o agente foi detido após emitir uma multa a um cidadão que no momento da sua interpelação conduzia falando ao telefone.

“Ele interpelou um automobilista que conduzindo, ao mesmo tempo falava ao telefone. Tendo sido interpelado, o agente regulador de trânsito passou uma multa de dois mil meticais. O automobilista pediu desculpa e disse que não tinha esse valor, então o agente regulador de trânsito reteve a carta de condução e disse a ele [o condutor] para ir procurar metade do valor, para poder recuperar a carta de condução”, explica o Dr. Sopa, prosseguindo que “foi [o cidadão] a procura do valor e ao mesmo tempo avisou ao gabinete. E o gabinete foi lá posicionar-se no local onde o agente estava a trabalhar e, o automobilista quando foi entregar o valor, então os agentes do gabinete prenderam o agente da Polícia na altura em que este recebia o valor do automobilista”.

“O crime que está em causa obriga que o processo seja instruído e depois, havendo matéria vai ser remetido ao tribunal para o julgamento. Enquanto isso, o detido permanece em prisão preventiva”, concluiu José Wilson Sopa. (Redação)

Reconstituído o assassinato de Mahamudo Amurane, mas sem novidades

Nampula (IKWELI) – A 6ª secção do Tribunal Judicial da província de Nampula esteve na manhã desta quinta-feira (06) na residencial particular do então autarca de Nampula, Mahamudo Amurane, local onde foi barbaramente assassinado à tiro, no princípio da noite do dia 4 de Outubro de 2017, para a reconstituição do crime, como parte do pedido do Ministério Público.

Lembre-se, no passado dia 22 de Junho do ano em curso, decorreu mais uma sessão de julgamento do processo querela, número 12/2019, sobre o assassinato bárbaro de Mahamudo Amurane, então presidente do Conselho Municipal de Nampula, onde são constituídos arguido dois indivíduos, nomeadamente Saíde Ali Abdala, antigo vereador do sector de promoção económica, bem como Zainal Abdul Satar, um agente económico e empreiteiro da residência particular de Amurane, ambos acusados pelo Ministério Público de terem tirado a vida do malogrado, uma vez que a data e hora do facto estiveram juntos.  (veja a nossa edição 970).

O referido julgamento teve que ser suspenso porque a juíza do processo entendeu que era necessária a produção de mais elementos que provem a acusação e a posição da defesa, no próprio local da tragédia.

Durante a reconstituição do crime, como parte da produção de mais provas, Saíde Ali Abdala voltou a afirmar que na altura do incidente, ele e o presidente estiveram juntos e que de repente viu um certo homem a ir junto deles e que de repente tirou a pistola e disparou contra presidente, por três vezes. Explicou, também, que após os disparos ele caiu por susto, sem ter prestado socorro ao seu amigo, um dos pontos que pesam nas acusações do Ministério público. Aliás, Saíde Ali voltou a dizer que os disparos foram feitos de frente, contrariando os exames balísticos que determinam que os mesmos foram feitos de trás e numa curta distância.

Já Zainal Abdul Satar, voltou a explicar ao Tribunal de que no tempo dos disparos, ele encontrava-se em direcção a parte traseira da casa particular do malogrado, e teria deixado o presidente e Saíde Abdul Remane juntos, mas que instantes depois ouviu o som dos disparos e gritos. No regresso, Satar voltou a narrar que encontrou o presidente caído e sozinho e que decidiu por socorrer ao Hospital Central de Nampula.

Estiveram presentes no local da produção de prova, a juíza do processo, Cristina Salia, Cristóvão Mulieca, procurador no processo, técnicos de saúde, os advogados dos dois réus, para além dos próprios acusados e técnicos do Tribunal Judicial da Província de Nampula. A actividade durou aproximadamente 12 minutos e, o julgamento retoma no próximo dia 17 de Outubro corrente. (Texto: Constantino Henriques *Fotos: Hermínio Raja),

Memba: Escolas continuam encerradas em Chipene e Lúrio depois dos ataques terroristas

Nampula (IKWELI) – O sector da educação do distrito de Memba, na província de Nampula, debate-se com a problemática do regresso dos alunos nas escolas, entre primárias e secundárias, bem como os respectivos professores, devido ao medo instalado no seio da população depois dos ataques terroristas ocorridos nos postos administrativos de Chipene e Lúrio, ainda no corrente ano.

No universo de 144 escolas existentes no distrito de Memba, apenas 100 retomaram as actividades depois da suspensão das aulas devido aos ataques que fizeram 1197 (mil e cento e noventa e sete) famílias deslocadas, o que corresponde a 6224 (seis mil, duzentas e vinte e quatro) cidadãos, a destacar crianças em idade escolar, segundo indicam os dados tornados públicos pelas autoridades governamentais locais.

Entretanto, apesar da reabertura de 100 escolas, o Ikweli sabe que ainda é deficitária a presença dos alunos e professores, ao considerar que parte destes deslocou-se para fora do distrito, no caso de Nacala, Nacala-à-Velha e o posto administrativo de Alua, distrito de Eráti, onde está parte significativa das vítimas do terrorismo, em Nampula.

“Pelo menos até na semana passada entrou lá o administrador do distrito dizendo que devia-se retomar as actividades a partir desta semana”, disse ao Ikweli uma fonte do sector da educação em Memba, para quem, apesar do regresso das famílias que se regista depois dos ataques no posto administrativo de Chipene, por exemplo, os alunos continuam ausentes nas escolas, pois apenas os adultos é que voltam às suas casas deixando para trás as crianças nos locais seguros.

A ser assim, “isso dificulta como é que se pode avançar com os trabalhos, porque a natureza do nosso trabalho é com os alunos. Se deixam as crianças nos locais de refúgio só voltam os pais e simplesmente para raspar a sua mandioca, torna-se difícil. Recebemos a ordem, sim, de que devíamos começar com as actividades, entraram nas escolas, mas mesmo assim estamos sem efeito por motivos desse cenário aí”, precisou.

Ao Ikweli, a fonte disse que o cenário se regista em grande escala nos dois postos administrativos Chipene e Lúrio, por sinal vulneráveis aos ataques. “Nessas outras escolas não houve ataque, mas o medo que paira no seio da população é maior”, realçou.

A título ilustrativo, e de forma generalizada, o distrito de Memba contava até aos finais do primeiro semestre do presente ano com 72.044 (setenta e dois mil, quarenta e quatro) alunos, número que depois dos ataques e até ao fecho desta edição reduziu para 42.927 (quarenta e dois mil, novecentos e vinte e sete).

O mesmo sucede com o corpo docente que, até ao momento, regressaram ao posto de trabalho 517 (quinhentos e dezassete) professores, no total de 795 (setecentas e noventa e cinco) afectos ao distrito de Memba, por sinal limítrofe com a província mais afectada pelo terrorismo no norte do país, Cabo Delgado.

Enquanto isso…

As Organizações da Sociedade Civil, por via da Plataforma Provincial de Nampula, reuniram nesta quinta-feira (29) com o governo, este último órgão representado pelo Instituto Nacional de Redução e Gestão do Risco de Desastre (I.N.G.D), a fim de discutir ideias e desenhar estratégias e/ou planos de acção de assistência às famílias deslocadas, tendo em consideração a sua vulnerabilidade.

Foi neste fórum que Timóteo Manuel, em representação do I.N.G.D, em Nampula, anunciou o plano de assistência aos deslocados, a destacar o apoio em géneros alimentícios e abrigo, que inicia nesta sexta-feira, dia 30 de Setembro, uma acção coordenada pelo I.N.G.D e as agências de resposta humanitária, nomeadamente, Programa Mundial da Alimentação (PMA), Organização Internacional para Migrantes e Refugiados (OIM) e a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Mas antes, sublinhou que parte das famílias deslocadas estão a regressar às suas zonas de origem em Eráti e Memba.

Igualmente, “está em curso o aprimoramento das listas dos deslocados para passos subsequentes, porque os números estão em constante actualização. É importante para nós, que nos unamos e dirijamos os esforços sobre aquilo que são os recursos que mobilizamos ao grupo de trabalho constituído, coordenado pelo PMA, que é para evitar a duplicação dos esforços. Portanto, eu tenho recurso, dirijo-me à equipe e vou fazer parte de todo o processo e aí evita a dispersão”, exortou aos líderes das diversas organizações da sociedade civil, Timóteo Manuel, presentes na reunião.

Outrossim, o representante deu a conhecer, na ocasião que no distrito de Eráti 3.672 (três mil, seiscentas e setenta e duas) famílias, correspondente a 18.772 (dezoito mil, setecentas e setenta e duas) pessoas, estão deslocadas devido aos ataques terroristas que assolaram a região no mês de Setembro em curso, das quais 15.169 (quinze mil, cento e sessenta e nove) pessoas estão no posto administrativo de Namapa, sede do distrito. (Esmeraldo Boquisse)

Cantora de Namicopo lidera quadrilha de roubo de motorizadas em Nampula

Nampula (IKWELI) – O assalto e roubo de motorizadas na cidade de Nampula tomou uma abordagem menos conhecida e descartada por alguns operadores de táxi moto, por sinal vítimas, onde mulheres jovens estão na dianteira, ou seja, lideram os grupos de malfeitores, naquele ponto do país.

O que acontece, segundo apuramos, o modus operands das quadrilhas consiste no envolvimento de mulheres, na sua maioria jovens, que se fazem passar por clientes dos serviços de moto táxi. Na incursão, as protagonistas pedem aos operadores para lhes levar a um certo ponto nas periferias, onde ao chegar assaltam-nos e apropriam-se dos bens. Aliás, há casos em que os taxistas são mortos quando tentam resistir.

Mas para o sucesso das operações, estas mulheres são auxiliadas pelos homens que integram o grupo e que ficam a aguardar pelos taxistas que levam as suas parceiras para o ponto combinado. Tomamos conhecimento ainda que parte dos grupos de assaltantes são liderados por mulheres.

A exemplo disso, é a neutralização e apresentação, na manhã desta terça-feira (27), pela Polícia da República de Moçambique (P.R.M), de duas mulheres residentes no bairro de Namicopo, das quais uma cantora, indiciadas na prática de crime de assalto e roubo de motorizadas na cidade capital provincial de Nampula.

Segundo a Polícia, as indiciadas já nos calabouços da corporação, aproximavam-se dos moto-taxistas e pediam que lhes levasse a um certo ponto. Entretanto, chegados no local, outros integrantes do gangue ameaçavam e agrediam fisicamente os operadores, para depois retirarem as motorizadas.

As indiciadas que assumem o crime descrevem, em poucos detalhes, como tudo acontece. Além disso, embora mostrarem arrependimento, segundo as suas palavras, foram movidas pela falta de dinheiro e a única alternativa foi juntar-se aos seus comparsas rumo ao assalto.

“Para eu chegar aqui na polícia é porque agredia moto-taxistas”, disse uma das detidas, para depois esclarecer que “fui mandado para ir buscar taxista de mota e levá-lo para um sítio, ao encontro do outro jovem para depois lhe agredir. Eu estava com a minha amiga e nós fazemos parte de um grupo do bairro de Namicopo, aqui em Nampula”.

Ao nosso repórter, a indiciada de 23 anos de idade que disse ser cantora e residente numa das unidades comunais de Namicopo, conta que desde que se juntou ao grupo de meliantes já assaltou dois taxistas de moto e apropriou-se de igual número de motorizadas e que ganhou nestas incursões 5.500,00Mt (cinco mil e quinhentos meticais) como recompensa.

“Nós não usamos catanas nem nada. Eu comecei a fazer isso quando me separei do meu marido e foi a convite forçada por uns jovens do bairro, porque antes ameaçaram-nos de violar sexualmente e depois matar”, acrescentou outra indiciada por sinal líder dos assaltantes de motorizadas ora detidos em número de cinco nas celas da 1ª esquadra da P.R.M em Nampula.

A insegurança dos moto-taxistas

Sobre o assunto, o Ikweli passeou nas artérias onde estão os operadores, a fim de colher a sua sensibilidade, onde tomou conhecimento que estes perderam o sossego. Há medo no seio dos operadores, tanto é que duvidam de qualquer pessoa que solicita os seus serviços. Contudo, não têm alternativas de como escapar disso, pois é pela actividade de táxi moto que alimentam os seus filhos e suprimem as suas necessidades.

No entroncamento entre a estrada de Marrere e a N1, em Mutauanha, o taxista Osvaldo António ressente-se do perigo que corre, ao considerar os possíveis destinos dos clientes que se fazem naquele local, no caso do bairro de Marrere, posto administrativo de Muatala sede, bairro do Lourenço, entre outras zonas que ficam nas periferias da urbe.

“Aqui nós não estamos seguros. Em cada mês temos colegas nossos que são ameaçados, arrancados suas motorizadas e outros ainda são mortos quando tentam resistir. Aparecem pessoas aqui que não se imagina a sua real intenção e convidam-nos para lhes levar a sítios diferentes e de poucos movimentos. É normal ao fim do dia vir uma mulher te pedir para lhe levar a Marrere, mas antes de chegar já pede para mudar o destino para a zona da Pedreira, porém, se você tiver má sorte arrancam-te a mota pelo caminho”, referiu Anastácio Mário, outro taxista que opera no cruzamento de Marrere.

Na praça da sipal, no entroncamento entre a Avenida do Trabalho e a rua da Unidade, encontramos o taxista Rafique Mussa que disse ter escapado em Agosto último, uma tentativa de roubo na zona residencial da Barragem, onde a protagonista da acção foi uma mulher que se fez passar de cliente, mas que antes havia montado uma rede no seu destino para o assaltarem.

“Por pouco eu perdia minha mota lá na Barragem. Apareceu uma senhora que me pediu para lhe levar à casa da sua prima que fica na zona da Barragem, mas não conhecia o local por ser a primeira vez a se deslocar para aquele bairro. Entretanto, em plena caminhada efectuava ligações dando as nossas coordenadas, por isso comecei a desconfiar, uma vez que antes disse que não conhecia a zona”, começou a contar a sua história.

A fonte prossegue que “quando passamos da Escola Secundária da Barragem ela pediu para eu reduzir a marcha porque queria comunicar, de repente vejo dois homens a saírem numa machamba indo em nossa direcção e a mulher a descer e pegar o volante antes de eu parar, foi daí que entendi o esquema e graças a Deus, consegui acelerar, deixei cair a senhora e coloquei-me em fuga”, contou sem gravar a entrevista, Rafique Mussa que exerce a actividade de táxi mota na conhecida passagem de nível da sipal. (Esmeraldo Boquisse)

As escolas secundárias de Nampula, Nampaco e Napipine são as com mais alunos que consumem drogas

Nampula (IKWELI) – A directora do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate a Drogas (GPPCD), em Nampula, Isabel Sanfins, diz-se preocupada com o nível de consumo de drogas por parte de alunos, e destaca as escolas secundárias de Nampula, Nampaco e Napipine como os locais onde mais se consume.

Para reverter este cenário, a fonte defende a necessidade de intervenções frequentes nestes estabelecimentos, não somente do ponto de vista de responsabilização criminal, como também na sensibilização para o abandono da prática.

“Olho com muita preocupação, porque as escolas não podem constituir um centro de drogas, devem servir de exemplo para todos os alunos que lá estão a formar-se, por isso que temos tido uma interação frequente com a direcção das escolas secundárias”, disse Isabel Sanfins, que afirma que este cenário observa-se em quase todas as escolas secundárias da província”, por isso “temos estado a realizar palestras de sensibilização e campanha de reflexão com os alunos e à direção das escolas”.

“Nós temos núcleos antidrogas”, comenta Sanfins, explicados que os mesmos são constituídos “por alunos das próprias escolas que vem sensibilizando os seus colegas. Estamos a pensar criar um núcleo secreto de vigilância em todas as escolas e já estamos na interação”.

Em relação as escolas com maior número de casos de consumo de drogas, a directora do GPPCD assegura que “há um plano para além de essas campanhas de sensibilização e palestras que viemos realizando. Nós queremos que as direcção das escolas prestem mais atenção e controlem os alunos que para não entrem nas escolas com bebidas nas sacolas e que haja mais vigilâncias”. (Nelsa Momade)

Chefe de quarteirão viola uma menor no Muahivire Expansão

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 47 anos de idade, residente no bairro de Muahivire-Expansão, nos arredores da cidade de Nampula, está a contas com a Polícia da República de Moçambique (P.R.M), indiciado de violar sexualmente uma menor de oito anos de idade.

Trata-se do chefe do quarteirão de uma das unidades comunais do bairro de Muahivire-Expansão, que na noite do dia 10 de Setembro corrente levou uma menor de 8 anos de idade, por sinal sua prima [filha da sua sobrinha], para dentro da sua residência, a fim de protegê-la porque estava a ser violentada pelos seus pais. Enquanto isso, segundo tomamos conhecimento, a menor estava sendo procurada pelos pais, uma vez que havia abandonado a casa.

Em entrevista, o indiciado conta que a criança era vítima de violência doméstica pelos seus pais, alegadamente porque urina na cama quando dorme e gazeta as aulas na escola, razão pela qual fugiu de casa para se livrar da violência.

Aliás, em torno do caso, tomamos conhecimento que havia pretensão de se lavrar dois processos, sendo um de violação sexual e o outro de violência contra menores, onde seriam responsabilizados os encarregados da menor.

“Eu fui à reunião dos dadores no Hospital Central de Nampula e, à saída da reunião, fui à casa quando eram 17 horas. Quando cheguei, encontrei a filha da minha sobrinha que foi batida pelo próprio tio, sentada no meu muro da varanda. Depois eu sentei e conversei com ela, quando me apercebi da história, chamei a mãe e disse para levar a criança de volta à casa, foi quando ela [a mãe da menor] recusou”, contou o indiciado, segundo o qual a menor também recusou voltar à casa por medo de ser novamente agredida pelo respectivo tio.

O suposto chefe do quarteirão violador sexual prossegue que, depois de orientar a sobrinha para levar a criança e recusar-se, optou por levar a menor à sua segunda casa, mas antes, alertou aos vizinhos a indicarem a mãe ou qualquer pessoa que procurasse por ela para se dirigir ao local onde estaria. Dito e feito, “levei a criança para lá e como só tem uma cama e um lençol lá dentro, eu estendi o lençol, envolvi a criança lá e eu fui dormir. Passados 30 minutos vejo minha esposa a vir com a mãe da criança porque estavam a procura dela. Quando chegaram levaram a criança e foram embora”, contou.

Entretanto, passadas duas semanas, o indiciado disse ser surpreendido por um grupo de pessoas nas imediações da sua residência, sob alegação que teria violado sexualmente a menor, no dia em que este levou a menor para dentro. E mais, horas depois o indivíduo recebeu uma equipa de agentes da polícia para responder o caso nas autoridades policiais.

“Eu não violei essa criança. Já fui torturado para poder explicar, mas eu digo que não violei. Antes pedi a mãe para levar a criança e a criança estava a recusar voltar, porque estava a ser batida pelo tio por causa de não ir à escola e mijar na cama”, respondeu o indiciado quando questionado pelo Ikweli, a quando da sua apresentação à Imprensa, na 1ª esquadra da P.R.M em Nampula.

Já a PRM em Nampula, através do respectivo porta-voz, Zacarias Nacute, explica as mesmas circunstâncias em que o chefe do quarteirão é indiciado por violação sexual ao que, “nos dias seguintes a mãe da menor foi se apercebendo que ela [a suposta vítima] vinha sofrendo de algumas dores. Depois da revista que a mãe fez à sua filha acabou verificando que esta continha ferimentos na zona dos órgãos genitais”, referiu Zacarias Nacute.

Seguidamente, de acordo com o porta-voz, após as constatações a mãe da menor encaminhou o caso à esquadra policial mais próxima e depois ao centro de saúde, onde fizeram os exames médicos e constatou-se que “de facto houve penetração e que a menor foi violada sexualmente”, facto que levou o indivíduo a parar nos calabouços da Polícia enquanto aguarda-se pelo encaminhamento do seu processo para as outras instâncias de administração da justiça.

Na mesma ocasião, a P.R.M apresentou sete indivíduos, dos quais um é acusado de porte ilegal de arma de pressão de ar do tipo pistola, cinco por assalto a motorizadas aos taxistas na cidade de Nampula, onde fazem parte duas mulheres jovens apontadas como cabecilhas da quadrilha. Enquanto isso, outro indivíduo foi detido por venda de talhões alheios.

No caso do indivíduo na posse de arma, a Polícia esclarece que o detido usava a arma para fins de defesa na via pública, uma vez que era vítima de agressões físicas por um grupo de meliantes que actua na zona do Muahivire. (Esmeraldo Boquisse)

Nampula: Menor de 8 anos “viola” bebé de 8 meses

Nampula (IKWELI) – Um menor de oito (8) anos de idade é apontado de ter violado uma outra menor de 8 meses de vida no bairro de Murrapaniua, nos arredores da cidade de Nampula.

Este insólito, segundo apurou o Ikweli ocorreu na noite da última sexta-feira (23), e no momento do incesto a mãe da vítima encontrava-se fora de casa, estando no local onde prática as suas actividades comerciais.

O mesmo violador menor, segundo conta a mãe da vítima, terá levado a menor para sua casa, entendendo que são vizinhos, tendo antes furtado um valor estimado em 200,00Mt (duzentos meticais) que se encontrava no local onde dormia a menor violada.

Consumado o acto, o violador devolveu a sua vítima, a qual contorcia-se de fortes dores e chorava sem parar.

Nesta circunstância, perguntado o que teria feito com a criança, o violador negou ter praticado qualquer acto que a machucasse, mas a mãe da menor teria detetado sangue nos órgãos genitais da mesma, o que fez com que se dirigisse a uma unidade sanitária.

Foi a tia da vítima que foi denunciar o caso, primeiramente junta das autoridades comunitárias locais, e mais tarde seguiram para uma subunidade policial.

Por outro lado, a mãe da vítima diz estar a sofrer ameaças por parte da sua vizinha, mãe do menor violador, alegando que por não ser o primeiro caso de violação sexual de menor na sua família não devia dar queixa a actual caso.

Este caso, segundo estatísticas oficiais, é o primeiro do género que envolve partes menores que ocorre na cidade de Nampula. (Dilma Coelho)

Jovens do cruzamento de Naguema sobrevivem da venda de espetos

Nampula (IKWELI) – Os jovens da localidade de Naguema, no posto administrativo sede do distrito de Mossuril, província de Nampula, no norte de Moçambique, recorrem a venda de espetos de galinha, popularmente conhecida por “galinha macua”, como forma de superar os impactos negativos causados pelo desemprego, cujos níveis continuam a preocupar até as próprias autoridades governamentais.

Um jovem que se identificou como Joanito Mahando, de 25 anos de idade e chefe de uma família, é exemplo de tantos outros que superam as dificuldades da vida vendendo o espeto de galinha. Ao Ikweli ele contou que está há quatro anos a desenvolver aquela actividade.

“Já fiz a minha 12ª classe, mas está difícil a gente ter emprego aqui em Naguema, talvez vocês de lá na cidade têm facilidades de muitas coisas. Aqui muitas pessoas terminam os estudos, mas não conseguem trabalhar. Por isso, cada um faz aquilo que pensa para, pelo menos, ter alguma coisa para lá em casa”, refere Joanito Mahando.

Os principais clientes de espeto em Naguema são os próprios nativos, bem como os passageiros, quando os transportadores param no local.  Aliás, Joanito Mahando disse ser grato pelo resultado do seu trabalho, mas reiterou que o seu desejo é mesmo um dia conseguir formar-se como professor, quiçá conseguir emprego.

“As pessoas tem comprado sim, apesar de algum tempo termos poucos clientes, mas é normal. Normalmente as pessoas que estão de viagem quando chegam aqui gostam de comprar espeto, mesmo as pessoas daqui de Naguema compram, outras pessoas para servir de petisco e outras até compram para servir de caril. Normalmente cada galinha costumamos comprar 150,00MT a 200,00MT, até pode chegar 300,00 MT, mas o nosso dinheiro costuma sair”, referiu o nosso interlocutor.

“Epah, a gente consegue esse pouco para comer, não é igual com aqueles que preferem roubar dizendo que não querem sofrer. Só ficamos mal quando chega um tempo em que é difícil acertar as galinhas, mas não paramos, temos ido comprar aquele frango vulgar. Por exemplo, está a aproximar o tempo em que as galinhas macuas morrem muito e aí é muito difícil ir nas comunidades e conseguir galinha para comprar”, refere Amisse Juma, um outro jovem vendedor de espeto.

Para além da venda de espetos, alguns jovens de Naguema promovem a prática de horticultura para alimentar o mercado local. Aliás, na sequência disso, em pleno mês de Setembro os produtos de origem hortícola, com destaque para tomate, repolho e quiabo, estão em abundância no famoso mercado de Naguema, em Mossuril. (Constantino Henriques)