Namicopo: Curandeiro viola sexualmente criança de 12 anos que procurava pelos seus serviços

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo praticante da medicina tradicional, com sede no bairro de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, encontra-se sob custódia policial, vendo o sol aos quadradinhos nas celas da 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), indiciado de ter violado sexualmente uma menor de 12 anos de idade que procurava pelos seus serviços.

Segundo apurou o Ikweli, o acto teve palco no mês de fevereiro do corrente ano e a menor padecia de uma doença que não encontrava solução na medicina convencional.

O indiciado nega as acusações e conta que foi tramado por um grupo de jovens. “Fui chamado por uma família em Namicopo e porque eu tenho trabalhado muito por causa do tratamento da medicina tradicional e ganho dinheiro por isso, então quando fui na casa da senhora que me acusa de violar a filha viu-me com o dinheiro que tinha nos bolsos e queria aproveitar do mesmo”, explica o curandeiro.

Esta fonte prosseguiu referindo que “na casa daquela senhora havia muitos rapazes, jovens, estes ajudaram com que eu fosse preso porque tinham a intenção de apoderarem-se do valor de 10.000,00Mt (dez mil meticais) que estava comigo. O meu trabalho é simples, curar através da medicina tradicional, ainda mais, fui agredido fisicamente pela população”.

Por seu turno, a mãe da vítima mostra-se inquieta e exige aos órgãos de administração da justiça o cumprimento da lei.

Nilza Chaúque, porta-voz da PRM em Nampula, revelou que o acto ocorreu na ausência da encarregada de educação da menor e o jovem curandeiro aproveitou-se da ocasião para lograr os seus intentos.

“Na área de jurisdição da 3ª Esquadra foi detido um cidadão por crime de actos sexuais com menores e ainda este indivíduo é curandeiro que teria sido solicitado para um trabalho em uma residência, este, obrigou a menor a manter relações sexuais, dai que a vizinhança apercebendo desta prática teria agredido este curandeiro e foi encaminhado ao Hospital Central no sentido de receber cuidados médicos, mas neste momento encontra-se detido e sob nossa custódia”, esclarece Chaúque.

Entretanto, o Presidente Provincial da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO), em Nampula, Evaristo Gonçalves, entende que há muitos jovens em Nampula que se revestem de médicos tradicionais para lograr os seus intentos.

Para o caso de violação ocorrido no bairro de Namicopo, Evaristo disse que desconhece o acusado. “Desconheço este médico tradicional e preocupa-nos pelo facto de ter perpetrado a violência, então as regras de um praticante da medicina tradicional é de seguir a lei, como estabelece o Boletim da República, e quando viola é punível, lembrando que em 2019, igualmente, foi registado um caso de violência sexual envolvendo um curandeiro no bairro de Namicopo e este era membro da AMETRAMO, dai que este foi responsabilizado pelo acto cometido porque a violência é um crime”. (Nelsa Momade)

Murrupula: Órgãos de administração da justiça apontadas de acobertar professor que violou sexualmente criança de 14 anos de idade

Nampula (IKWELI) – A família de uma menor de 14 anos de idade, violada sexualmente por um professor no distrito de Murrupula, na província de Nampula, acusam os órgãos de administração da justiça de estarem a acobertar o protagonista deste acto macabro.

A vítima é aluna da 9ª classe na escola secundária de Murrupula, sendo que o professor, que lecciona numa escola primária local violou-a no dia 9 de novembro de 2023.

A mãe da menor relata, com preocupação, que o indivíduo ainda tentou subornar a família com o valor de 120.000,00Mt (cento e vinte mil meticais) para que o caso não fosse levado a barra da justiça, mas estas instituições nada fazem para a responsabilização do malfeitor.

“Quando descobri que a minha filha foi violada sexualmente por um professor, recorri ao comando distrital da Polícia de República de Moçambique (PMR) de Murrupula  para meter a queixa e depois fui ao hospital e lá confirmou-se que  houve penetração, neste momento tenho toda a documentação que também  comprova”, refere a mãe da vítima, prosseguindo que “quando, novamente, regressei ao comando distrital, a chefe [agente] que fez o atendimento do caso pediu para que pudesse perdoar o caso de violação, porque a família e o praticante da violência fariam o pagamento no valor de cento e vinte mil meticais’”.

Segundo narra esta mãe, “este caso de violação sexual é do conhecimento do governo local e outras entidades legais, mas quando não quis receber o valor em causa para garantir a liberdade do professor envolvido nesta prática ilícita que afecta psicologicamente a minha filha, três dias depois do acto sexual fui solicitada, mais uma vez, por  uma agente  da PRM e mais depois dirigi-me a procuradoria local, mas estes órgãos de justiça mostraram-se indiferentes e já  não concordam com as provas e disseram que devia fazer novamente os exames  de que a menor foi realmente violada”.

A mãe da vítima anotou ainda que “o procurador ameaçou prender-me e paralisar o seguimento do caso”, sem explicar o motivo de tal comportamento, por isso desabafa que “o que me espanta mais é o facto de ser a mesma autoridade da justiça que exige que a população denuncie os casos de violência e em contrapartida são os mesmos que cometem a injustiça. Desde o dia 09 de Novembro de 2023 que ocorreu o caso de violação da minha filha, até hoje não existe qualquer desfecho, mesmo com as exposições que fiz a estas entidades”.

A administradora do distrito de Murrupula, Regina Paulino, disse ter tomado conhecimento deste caso, por intermédio de uma exposição que deu entrada no seu gabinete de trabalho.

“O assunto está em seguimento e nos órgãos da justiça, daí que aguardamos a solução do problema”, disse a governante, assegurando a necessidade de se estancar este tipo de mal, assim como punir exemplarmente os praticantes. “Este professor deve responder pelo mal cometido e como governo estamos contra estas práticas nocivas e para que não tenha contornos maiores, trabalhamos com a lei 19/2019, e continuamos a trabalhar com as comunidades de forma a sensibilizar sobre os vários males no que diz respeito a violência sexual, física, uniões prematuras e mais”.

Quem, também, falou em torno deste assunto é a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Nilza Chaúque, a qual garante que a agente da corporação que atendeu o caso no comando distrital de Murrupula não recebeu nenhum valor monetário para  aconselhar a família a aceitar uma resolução extrajudicial.

“Todos os procedimentos foram seguidos ao pé da letra e entregues ao Ministério Público para a responsabilização criminal do indiciado”, disse Chaúque, avançando que “para além deste caso de violação, a polícia até este momento ainda não registou outros casos naquele distrito e queremos aproveitar esta ocasião para desencorajar a população residente naquela circunscrição geográfica a pautar  pelos actos criminais”.

O Dr. Valdemiro Muaculele, porta-voz da Procuradoria da República na província de Nampula, afirmou que face a situação decorre a reconstrução e recolha de prova com vista a fazer o relatório final para resolução do problema. (Nelsa Momade)

Nampula: Guarda viola criança que é cunhada do seu patrão

Menor de 15 anos foi violado sexualmente pelo tio em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 22 anos de idade, por sinal guarda nocturno de uma residência no bairro de Marrere Expansão, nos arredores da cidade de Nampula, é acusado de violar sexualmente a cunhada do seu patrão, uma criança de 14 anos de idade.

O acto ocorreu na noite do dia 18 de novembro corrente, e a vítima encontrava-se a dormir num alpendre no local dos factos.

Ao Ikweli, o indivíduo assumiu a prática do acto criminal, e aponta o azar como sendo um dos motivos que orientou a prática do sexual contra a cunhada do seu próprio patrão e diz estar arrependido.

“Estou aqui porque violei a cunhada do meu boss, isso aconteceu na altura em que na casa do meu patrão tinha uma festa, então aquelas horas das 22 horas me mandaram levar colchão para guardar no alpendre e mandei ela foi dormir na mesma cama, eram duas depois eu dormi com uma menina de 14 anos, sou eu que tirei roupa a força para fazer o que eu queria fazer, por isso que estou aqui na cadeia”, contou.

Enina Tsinine porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Nampula, afirmou que há um trabalho junto ao Ministério Público no sentido de responsabilizar exemplarmente o cidadão. “O acto ocorreu no dia 18 no bairro de Marrere, num sábado onde o indivíduo se aproveitou da distração do seu patronato e teria forçado uma rapariga de 14 anos de idade que estava a descansar num alpendre para violar sexualmente, o autor tem 22 anos de idade”. (Malito João)

Monapo: Funcionário da EDM viola sexualmente quatro crianças numa só noite

Nampula (IKWELI) – Um cidadão de 35 anos de idade está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), na vila de Monapo, sede do distrito com o mesmo nome, indiciado de ter violado sexualmente quatro menores de 13 anos de idade.

Segundo o Ikweli apurou, o incidente ocorreu no passado domingo (16) e, tudo começou quando o indiciado de 35 anos, natural de Nacala, e funcionário da Electricidade de Moçambique (EDM) afecto a área de Monapo, cuja identidade omitimos por presunção de inocência, convidou as quatro meninas para um convívio.

Inicialmente, segundo contaram-nos as nossas fontes, o convívio foi numa estância hoteleira ao nível da vila de Monapo, onde o visado comprou bebidas alcoólicas às meninas para além de outros doces. Mais tarde, levou-as para Carapira, uma zona que dista poucos quilómetros da vila-sede, onde passou toda noite daquele domingo e que terá se consumado o acto sexual.

Foi um domingo de terror para os pais e encarregados de educação daquelas meninas, dado que desconheciam o paradeiro das filhas, e que só no dia seguinte é que tomaram conhecimento do ocorrido.

Neste momento de angústia, alguns pais e encarregados ouvidos pelo Ikweli exigem que a justiça seja integralmente feita contra o infractor, como forma de desencorajar tal prática criminosa.

“É verdade, eu tenho uma filha, ela vive comigo, mas sumiu de casa por volta das 18 horas. Então, quando cheguei em casa perguntei onde ela estava, mas ninguém sabia responder. Preocupados dormimos, e por volta das 7 horas do dia seguinte estava passar outro pai que, também, estava à procura da sua filha, dali a situação começou a preocupar-nos ainda mais”, conta um pai de uma das vítimas que pediu o anonimato.

“Às 9 horas fomos remeter o caso a polícia, depois fomos informados que elas foram compradas cervejas e bolachas por esse indivíduo. Depois as meninas foram levadas para os exames médicos e confirmaram que houve relações. Por exemplo a minha filha foi constatada que tinha espermatozoide recente”, contou preocupado o pai que citamos anteriormente, o qual insta as autoridades a pautarem pela justiça adequada no caso.

Nelsa Camilo, tia de uma das vítimas, também, lamentou o comportamento do suposto violador, e pede a justiça que seja directamente proporcional ao tipo de crime cometido. “Nenhuma mãe merece viver situação igual. Então, a justiça tem que ser feita de modo que outros homens não venham a seguir o mesmo caminho. É uma situação triste, ele coagiu a meninas, usou vias mais baratas para se aproveitar delas, porque sabia que se se metesse com mulheres adultas lhe sairia caro. As penas devem ser exemplares para ele”, referiu a fonte, pedindo a outros homens a não tomarem atitude adjacente a do jovem que neste momento está nas celas da PRM. (Constantino Henriques)

Indivíduo viola até engravidar a cunhada de 15 anos de idade

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 37 anos de idade violou sexualmente, até engravidar, uma menor de 15 anos de idade, por sinal sua cunhada, no bairro de Muahivire na cidade de Nampula, no extremo norte de Moçambique.

A relação entre os dois, que culminou na gravidez, agora com dois meses, começou no mês de Outubro de 2022, mas as autoridades policiais só tiveram conhecimento na passada terça-feira (03 de Janeiro), graças às denúncias dos familiares da menor.

A menina em causa é natural do distrito de Memba, e encontra-se a residir na cidade de Nampula desde o ano de 2019 na casa da prima, mulher do “trepador”. Segundo conta a própria vítima, por sinal aluna da 6ª classe na escola primária completa de Maparra, o cunhado torna-se no primeiro homem a manter relações íntimas com ela. Fez saber, também, que com o cunhado a relação aconteceu por três dias suficientes para gerar a gravidez.

Segundo apuramos, o acto entre os dois era praticado na calada da noite na mesma casa, sendo que o violador esperava a esposa dormir para protagonizar o assalto ao quarto da pequena. Questionada sobre as razões de não informar de tudo que estava a acontecer, alegou que tinha medo do cunhado porque teria proferido sérias ameaças caso contasse o sucedido.

O indiciado, por sinal vendedor informal na cidade de Nampula, é confesso na prática daquele tipo de crime previsto e punível pela lei. “Estou aqui porque violei uma menor de 15 anos, é minha cunhada, vivia comigo”, começou por afirmar o referido violador que tem, também, a mulher está grávida, acrescentando que “eu quando fosse ter com ela não negava, e já fizemos por três vezes”.

Trata-se do primeiro caso de violação sexual a menores registado pelas autoridades policiais de Nampula neste ano de 2023, mas no ano passado a corporação teve o registo de cerca de 250 casos, contra 300 em 2021.

“Já foi lavrada a respectiva peça de expediente que segue os seus trâmites legais com vista a responsabilização criminal deste indivíduo. Queremos através dos órgãos de comunicação social, apelar que qualquer pessoa que tenha conhecimento de um caso semelhante que denuncie a polícia ou qualquer subunidade para proteger a integridade das crianças. Qualquer caso de abuso de crianças não tem espaço de negociação e os infractores devem ser responsabilizados criminalmente”, exortou Dércio Samuel, chefe do Departamento de Relações Públicas, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula. (Constantino Henriques)

Nampula: Menor de 8 anos “viola” bebé de 8 meses

Pessoas foram condenadas em Nampula por desobediencia

Nampula (IKWELI) – Um menor de oito (8) anos de idade é apontado de ter violado uma outra menor de 8 meses de vida no bairro de Murrapaniua, nos arredores da cidade de Nampula.

Este insólito, segundo apurou o Ikweli ocorreu na noite da última sexta-feira (23), e no momento do incesto a mãe da vítima encontrava-se fora de casa, estando no local onde prática as suas actividades comerciais.

O mesmo violador menor, segundo conta a mãe da vítima, terá levado a menor para sua casa, entendendo que são vizinhos, tendo antes furtado um valor estimado em 200,00Mt (duzentos meticais) que se encontrava no local onde dormia a menor violada.

Consumado o acto, o violador devolveu a sua vítima, a qual contorcia-se de fortes dores e chorava sem parar.

Nesta circunstância, perguntado o que teria feito com a criança, o violador negou ter praticado qualquer acto que a machucasse, mas a mãe da menor teria detetado sangue nos órgãos genitais da mesma, o que fez com que se dirigisse a uma unidade sanitária.

Foi a tia da vítima que foi denunciar o caso, primeiramente junta das autoridades comunitárias locais, e mais tarde seguiram para uma subunidade policial.

Por outro lado, a mãe da vítima diz estar a sofrer ameaças por parte da sua vizinha, mãe do menor violador, alegando que por não ser o primeiro caso de violação sexual de menor na sua família não devia dar queixa a actual caso.

Este caso, segundo estatísticas oficiais, é o primeiro do género que envolve partes menores que ocorre na cidade de Nampula. (Dilma Coelho)

Violadores sexuais de menores pegam 20 anos de prisão em Nampula

Nampula (IKWELI) – A 6ª Secção do Tribunal Judicial da província de Nampula, no norte de Moçambique, condenou dois cidadãos a 20 anos de prisão efectiva por ter sido provada a sua autoria moral e material na violação sexual de duas menores nos distritos de Monapo e Nacala.

Os crimes tiveram palco no ano passado, e os violadores eram pessoas próximas as vítimas, segundo consta da acusação que levou a condenação dos indivíduos de 32 anos de idade.

No caso registado no distrito de Monapo, o condenado é um indivíduo que violou a sua enteada de 4 anos, alegando que teria lhe confundido com a mãe.

Segundo o tribunal, tudo deu-se quando pelas 21horas do dia 20 de Dezembro de 2020, o réu dirigiu-se a casa onde vivia a menor com o intuito de conversar com a sua mãe, uma vez que estavam há alguns dias separados, mas como o réu se encontrava embriagado foi pedido pela mãe da vítima para voltar no dia seguinte e ele insistiu tendo dormido na varanda da referida casa.

Enquanto dormia na varanda, o réu se apercebeu que a mãe e avó da menor tinham saído, por isso aproveitou da ausência delas para violar sexualmente a criança.

No momento do crime, o réu foi encontrado pela mãe que com ajuda de vizinhos conduziram-no a polícia, enquanto a menor foi levada ao centro de saúde onde se confirmou a violação.

Para além do exame médico, o réu confessou o crime e afirmou que teria a confundido com a mãe da menor, neste caso, a mulher com quem já teve uma união marital.

Enquanto isso, o caso registado em Nacala Porto, envolveu um cidadão que, também, ano passado violou uma menor de 10 anos de idade, e amaçou de morte caso ela conta-se.

Consta que a vítima e o violador tinham uma relação de proximidade, e na altura ela tratava-lhe por tio, por terem sido vizinhos.

Segundo o tribunal, no dia dos factos, o réu estando na casa de um amigo viu a vítima a passar, vindo da casa de uma amiga onde estava a brincar, e o réu pediu-lhe que fossem ao poço para ajudar a carretar água e a menor aceitou, mas pelo caminho o réu desviou-a para uma casa abandonada onde a obrigou a manter relações de cúpula completa com ele.

Depois do acto sexual, o réu abandou a vítima que clamava por ajuda e em choros. Socorrida por um tio, a menor foi levada ao hospital onde se confirmou a violação sexual.

Entretanto, durante as secções de julgamento, o Ministério Público, em Nampula, pediu a condenação exemplar dos réus, por se trata de crimes graves e do qual é necessário desencorajar na sociedade.

Diante dos dois casos e com os factos provados, a juíza 6ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da província de Nampula, Cristina Salia, decidiu por condenar os dois réus a 20 anos de prisão, penas que visam desencorajar que pessoas pratiquem estes crimes, com graves impactos na vida das menores.

A província de Nampula tem registado, nos últimos dias, vários casos de violação sexual de menores. Só em Fevereiro foram atendidas oito vítimas.

A responsável pelo Banco de Socorro no Hospital Central de Nampula (HCN), Dalva Khosa, que partilhou os números não refere se isso representa aumento ou redução, mas afirma que violência sexual é preocupante e lamenta o facto de ainda haver famílias que protegem violadores apesar do mal que isso representa para a sociedade. (Redação)

Mossuril: Idoso que violou sexualmente enteada e neta menores enfrenta a justiça

Nampula (IKWELI) – A 6ª Secção do Tribunal Judicial da província de Nampula, no norte de Moçambique, julgou na última sexta-feira (12) o caso de um pai que há dois anos violou sexualmente a filha e a neta, ambas menores de idade, no povoado de Thokoma, no Posto Administrativo de Lunga, distrito de Mossuril.

Trata-se de P. Assane, de 50 anos de idade, que em 2019 terá mantido relações sexuais, primeiro com a sua enteada actualmente com 15 anos de idade e que na altura dos factos tinha 13 anos. Seguidamente o indiciado manteve relações íntimas com a neta, actualmente com 10 anos de idade.

Pressupõe-se que as duas menores constituíam “pão de cada dia” do velhote, mas foi Rapia Mussa, por sinal sua esposa que, pela primeira vez, terá lhe encontrado em flagrante numa manhã de um belo dia do mês de Abril de 2019, no seu próprio quarto junto com a filha H, ambos sem roupa.

“Ele deixou-me na machamba e disse que iria a praia, mas quando voltei para casa encontrei meu marido sem roupa no quarto com a filha”, contou a dona Rapia em declaração ao Tribunal.

“Aquilo espantou-me, não sei dizer com exatidão se é que o acto foi consumado ou não, na verdade quando cheguei o sexo dele estava mole, não controlem se a esteira estava molhada ou não, porque fiquei sem força, e logo de seguida sai para fora e comuniquei a vizinhança sobre o que acabava de ver”, continuou aquela mãe, em resposta às questões persistentes da Juíza do processo.

Para a segunda vítima, a neta S que na altura tinha 8 anos de idade, o indiciado terá lhe convidado para um alegado passeio à praia, mas acabou desviando o destino para uma mata onde consumou-se o acto sexual.

“Quando chegamos na mata, ele estendeu a minha capulana e começou a doer-me aqui em baixo e depois deixou-me molhada”, contou a menor, que acrescenta tratar-se da primeira vez que o avô optava por aquele comportamento impiedoso.

Depois do incidente, P. Assane avisou a neta para que o que acabava de acontecer não fosse contada a ninguém, muito menos a sua avó, visto que se assim acontecesse, iria tirar a vida. Entretanto, a notícia espalhou-se no bairro porque a pequena não viu razões de esconder às amigas sobre o que tinha acontecido e, por sua vez, elas fizeram chegar a informação aos pais que trataram de denunciar.

Ministério Público exige pena máxima ao réu

O Ministério Público, representado pelo Procurador Cristóvão Mulieca, exige uma condenação exemplar e pesada ao réu porque, segundo argumentou, estão preenchidos todos os requisitos para o efeito. Aliás, no entender do procurador, a condenação de P. Assane nos moldes que sugeriu é no sentido de desencorajar tais práticas nas comunidades.

“Ele foi flagrado com a mãe quando estava completamente nu com uma criança e dentro de um quarto. Portanto, não precisa de ir numa escola para poder fazer qualquer tipo de ginástica para saber o que aquela pequena teria passado”, referiu Cristóvão Mulieca.

“Não vai naquilo que o réu aqui nalgum momento mesmo que não tenha dito e nós pensarmos que ela quis. A idade que as duas pequenas têm, a vontade delas não é relevante. Era de ver o réu aqui presente obstar que tais factos ocorressem, mas pelo contrário ele mesmo que incentivou ou que provou com que ocorresse os factos e vimos que não há dúvidas de que o réu deixou sequelas que vão durar toda a vida daquelas pequenas”, continuou o procurador.

“Com isso, nós instância do Ministério Público, nós como donos da acção penal, vimos que estão preenchidos todos os requisitos para que o réu seja responsabilizado com penas exemplares e pesadas porque, afinal de contas, ele praticava esses factos de forma continuada. Portanto, essa continuação criminosa, portanto, deve servir para uma agravante para a pena máxima para o réu”, rematou Cristóvão Mulieca.

“A defesa se posiciona em como deve-se observar todo dispositivo que milita para este réu”, precisou em poucas palavras, Júlio Ernesto Ripiha, advogado do réu.

“Não tenho algo a dizer, somente tenho de agradecer a Deus”, posicionou-se o réu quando dado a palavra para se defender pela última vez. A sentença, segundo garantias da juíza, será lida no próximo dia 22 do mês em curso. (Constantino Henriques)

Jovem de 21 anos detido por violar adolescente de 16 anos em Namutequeliua

Nampula (IKWELI) – Um jovem de 21 anos de idade encontra-se detido, numa das celas da 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Nampula, indiciado de ter violado sexualmente uma menor de 16 anos, no bairro de Namutequeliua.

O caso ocorreu no sábado passado, e segundo Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas, no Comando Provincial PRM, em Nampula, “a polícia tomou conhecimento deste caso através da denúncia da mãe da menor, que terá notado sangue nas vestimentas da menor e depois de questionada as causas a mesma relatou o cenário da violação forçada por um jovem”.

Diante da denúncia, Samuel disse que a corporação, da área de jurisdição da 4ª Esquadra, fez diligências que culminou com a neutralização do jovem, enquanto a família da menor seguia, com uma guia da unidade policial, a um estabelecimento hospitalar para exames médicos.

Feitos os exames, de acordo com Dércio Samuel, os resultados apontaram para uma violação sexual, daí que “foi lavrada a respectiva peça de expediente e encaminhada ao Ministério Público para que ele seja responsabilizado criminalmente pelo acto cometido”.

Entretanto, M. Cesar, o suposto violador, foi confesso e desmentiu que tal acto fosse forçado, tal como fez entender a Polícia da República de Moçambique, na pessoa do responsável das Relações Públicas no comando provincial de Nampula. Contudo, o jovem diz estar arrependido no cometimento do crime.

Tanto a mãe da menor, assim como a violada, na presença da imprensa e do suposto estuprador, visivelmente aborrecidas, pediram que a justiça seja, efectivamente, feita contra o violador, como forma de desencorajar o recrudescimento de actos desta natureza.

Este é mais um caso que engrossam as estatísticas relativamente aos casos de violações sexuais, na cidade e província de Nampula. E para reduzir esta problemática, as autoridades policiais continuam a exortar a denúncia, por parte da população, de casos desta natureza para a responsabilização dos autores como forma de desencorajar tais práticas.

“Nós temos levado a cabo reuniões polícia-comunidade, a nível dos bairros, uma vez que no meio da comunidade que estes casos ocorrem. Pedimos as lideranças do bairro parta que sempre que tiverem conhecimento a denunciarem a uma subunidade policial a denunciarem estes casos que é para a responsabilização dos autores”, disse, para quem “no caso do abuso sexual, não há espaço para negociação” com os criminosos. (Sitoi Lutxeque, Fotos: Hermínio Raja)

Professor abusa sexualmente adolescente e tio viola sobrinha de 6 anos em Nampula

abuso sexual em Nampula contra menor

Nampula (IKWELI) – Um professor que exerce as suas funções na cidade da Ilha de Moçambique, no norte do país, é indiciado de ter abusado sexualmente a uma menor de 14 anos de idade no bairro de Napipine, na capital provincial de Nampula.

A menor em causa, ajudava a sua mãe no atendimento ao público na venda de bebidas alcoólicas na casa da família. Foi neste local que o violador levou a vítima para a casa de banho, local onde consumou o acto na última terça-feira (28).

A menor conta que “no primeiro dia quando ele [o professor] veio disse que queria namorar comigo, e eu neguei porque ele é um senhor grande.  Naquele dia, meu pai encontrou ele no quintal, zangou e lhe disse para não voltar”, para depois avançar que “no dia seguinte, ele voltou a me insistir. Levou-me para a casa de banho e disse que não iria me deixar sem fazer sexo comigo. Tirou-me a roupa e começou a me violar, sem parar. Eu não queria, ele me agrediu e insistiu-me, depois disse para eu não falar nada porque iria me fazer mal”.

A mãe da menor disse ter notado um movimento estranho quando o professor não parava de frequentar a sua casa em horas impróprias, alegadamente, porque vinha comprar e consumir bebidas alcoólicas.

“Naquele dia, eu estava doente e minha filha estava a ajudar-me a vender cervejas no quintal da nossa casa. O meu marido já tinha proibido a entrada daquele senhor aqui no quintal, foi aí que preferiu entrar de noite e levou a minha filha para fazer sexo. Eu ouvi gritos, e quando sai o professor fugiu”, disse a mãe da vítima, acrescentando que “a seguir eu não vi a minha filha bem, por isso lhe levei para o hospital”.

Segundo uma fonte policial, o autor já foi recolhido para as celas da corporação, aguardando pela tramitação do processo, a fim da sua responsabilização.

 

Mais duas menores violadas em Mutauanha

Já no bairro de Mutauanha, nos arredores da mesma cidade de Nampula, duas menores de cinco (5) e seis (6) anos, respectivamente, também, foram violadas sexualmente por um indivíduo de 18 anos de idade.

Este hediondo crime ocorreu na tarde do último domingo (26), quando os pais das vítimas tinham se ausentado para participar em cerimónias fúnebres. E para a guarda e segurança das duas crianças, os progenitores confiaram no violador.

O predador é tio (irmão da mãe) de uma das vítimas, a menor de 6 anos de idade, e vive na mesma casa.

Depois de chegar a sua casa, a senhora notou algo estranho na sua filha, sobretudo porque não parava de chorar e andava de forma anormal. Quando a questionou, ficou a saber que tinha sido violada sexualmente, incluindo a sua amiga de cinco anos, pelo tio.

Entretanto, após tomar conhecimento do assunto, a mãe da menor contou ao seu marido que, despreocupado, não tomou atenção do caso e nem denunciou as autoridades policiais, mesmo depois de notar sequelas na sua filha.

Da outra família, da menor de cinco anos, o Ikwelirecebeu a denúncia. “Eu saí de casa na manhã de domingo e deixei a minha filha a brincar com as amigas na casa vizinha onde foi violada. Quando regressei, e porque já era noite, não prestei atenção na minha filha. Só que às 19:00 horas da segunda-feira notei que ela chorava tanto e um pouco de sangue saía nos seus órgãos genitais, o que me deixou preocupada, e quando a perguntei ela revelou que um jovem manteve relações sexuais com ela”, disse uma das parentes da segunda vítima.

Ela prosseguiu que “quando fui me aperceber da situação a pessoa que violou a minha filha não me respondia nada, ainda por cima, o tio dele que, também, a filha foi violada desprezou a minha preocupação, motivo pelo qual me fez chamar o meu irmão e juntos fomos ao posto policial de Muthita para dar a queixa. De lá fomos orientados a ir ao hospital onde as análises deram a conhecer que ela foi violada”.

Outro membro da família disse ao Ikwelique os encarregados de educação do acusado tentaram, sem sucesso, negociar com a sua família para que o caso não fosse apresentado à polícia, temendo a sua responsabilização.

Um dos parentes do violador, também, confirmou a ocorrência ao Ikweli, afirmando que “eu, pessoalmente, confirmei através de consultas médicas que as duas crianças foram violadas sexualmente. Antes, quando perguntei ao meu primo, ele recusou ter violado as menores, mas mais tarde assumiu revelando que de certeza praticou o acto”.

O comando provincial da PRM em Nampula, através do chefe do Departamento de Relações Públicas, Dércio Samuel, confirmou a detenção do criminoso violador de menores. (Elisabeth José e Esmeraldo Boquisse)