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Considera o SP de Nampula: Função Pública está a ser abastecida por indivíduos incompetentes

Nampula (IKWELI) – O Secretario Permanente (SP) da Província de Nampula, no norte de Moçambique, Eduardo Macário, defendeu, na última segunda-feira dia (2), que a função pública, está a ser abastecida por indivíduos sem qualidade, competências, iniciativas e sem criatividade por conta da corrupção que se verifica nos estabelecimentos de ensino e de formação.

Como consequência destas fragilidades, de acordo com Macário, o desempenho dos funcionários e agentes públicos tende a regredir. “Servimos mal ao nosso público. A condição de vida da população, ao invés de aumentar começa a decrescer, porque as pessoas que estão lá não têm capacidade para responder a demanda da população e isto é mau”, reconhece o dirigente.

A fonte reconhece que o estado tem, por obrigação, prover melhores serviços ao cidadão para um desenvolvimento inclusivo e melhor, mas é difícil alcançar esta atribuição porque a função pública “está recheada de indivíduos incapazes por conta da corrupção que usaram para entrar no aparelho do estado, e, naturalmente, essa pessoa não vai conseguir atingir a satisfação da população”.

O SP da província mais populosa do país defende ainda que é urgente que todos os intervenientes reflictam com maior profundeza sobre o problema da corrupção em Moçambique, no geral, e na província de Nampula, em particular.

As consequências da prática da corrupção tendem a perigar, também a qualidade de vida dos cidadãos, incluindo a segurança pública e rodoviárias, e citou o exemplo de muitos condutores que não passam por escolas de condução, mas que tem licenças, por isso, há a ocorrência de acidentes de viação fatais e de forma recorrente. “Muitos dos automobilistas não passam nas escolas de condução para aprender os sinais de trânsito e como consequência são os acidentes que assistimos dia pois dia”, disse Macário.

O nosso interlocutor referiu que o governo não vai desistir da luta que tem vindo a empreender no combate a corrupção, por isso tem vindo a investir na capacitação de funcionários e agentes do estado com vista a reverter o cenário e para bem servir ao cidadão pacato.

Na passada segunda-feira (2), Eduardo Macário procedeu ao lançamento da semana internacional de luta contra a corrupção, momento que ele aproveitou para fazer estas declarações preocupantes, mas não novidades.

Por seu turno, o Dr. Freddy Jamal, porta-voz do Gabinete Provincial de Combate a Corrupção de Nampula (GPCC), fez-se saber que de entre Janeiro a Novembro do corrente ano, pelo menos 260 processos foram autuados pela instituição adstrita a Procuradoria-Geral da República.

Esta fonte mostrou preocupação face a morosidade no julgamento dos casos que têm sido submetidos ao tribunal.

Ao nível da jurisdição do GPCC, segundo Jamal, a província de Nampula é a que mais casos de corrupção regista, seguido das províncias de Cabo Delgado e Zambézia, respectivamente, sendo que nos sectores da saúde e educação é onde mais o fenómeno passeia a sua classe.

Igualmente, o Dr. Freddy Jamal mostrou preocupação face a não instauração de processos disciplinares contra os funcionários e/ou agentes do estado que são acusados criminalmente em processos de corrupção. “Esse gestor não pode ser transferir para um outro local ou outra área porque vai continuar a promover a mesma prática”, precisou a fonte. (Celestino Manuel)

Querem silenciar Freddy Jamal

  • O porta-voz do Gabinete Provincial de Combate a Corrupção (GPCC) de Nampula, Dr. Freddy Jamal, tem vindo a ser vítima de ameaças de morte por indivíduos desconhecidos.

Nampula (IKWELI) – O porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC) de Nampula, Dr. Freddy Jamal, tem vindo a ser alvo de ameaças de morte desde o passado dia 1 de Dezembro corrente, por parte de um grupo de indivíduos desconhecidos.

Jamal tem se destacado por ser um quadro que tem se mostrado implacável na instrução e acusação de processos sobre corrupção na mais populosa província do país.

“Tomamos conhecimento no passado dia 1 de Dezembro, por fontes seguras, que um grupo de indivíduos pretende pôr termo a vida do nosso associado e colega Freddy Jamal, magistrado do Ministério Público colocado no Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Nampula, porque alegadamente se tem mostrado vertical na condução de casos de corrupção que ocorrem em diversas esferas daquela província”, refere um comunicado da Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público (AMMMP) enviado a nossa redacção.

A mesma nota refere que “qualquer forma de ameaça, sobretudo à integridade física e a vida de um magistrado do Ministério Público, como forma de inviabilizar a realização do Direito e da Justiça constitui uma grave afronta não somente aos fundamentos do Estado de Direito como também aos relativos à existência do próprio estado o que exige das autoridades competentes o apuramento dos factos e a identificação e punição exemplar dos envolvidos”.

O Ministério Público por via dos respectivos Procuradores a diversos níveis representa o Estado, pelo que qualquer tentativa que impeça ao Estado por via dos seus representantes, de prosseguir com o seu munus resvalará na captura do próprio estado, assim “como associação profissional que congrega Procuradores da República vimos pela presente expressar o nosso veemente repúdio face ao desiderato desse grupo cuja finalidade é de igualmente semear o pânico e o terror no seio dos demais magistrados, condicionando deste modo a sua relevante actuação de defesa do Estado de Direito Democrático”.

“Ao mesmo tempo gostaríamos de esclarecer que a actuação do Ministério Público é impessoal, una e indivisível, e que a ameaça a um dos seus magistrados atinge a todos integrantes da classe”, lê-se ainda no mesmo documento, cujo conteúdo temos vindo a citar.

Por fim, em face da gravidade do facto de que se trata, “a AMMMP clama a todos os seus membros a se manterem unidos em torno dos ideais que norteiam a magistratura e que não se deixem abalar por nenhum tipo de ameaça, relembrando que somente duas espécies de pessoas temem a actuação do Ministério Público: os ignorantes, porque o conhecem, e os bandidos, porque o conhecem muito bem”. (Aunício da Silva)

No acesso à terra: Mulheres continuam sendo as mais desfavorecidas

Nampula (IKWELI) – O acesso à terras pelas mulheres em Moçambique constitui ainda um grande desafio, sobretudo nas comunidades rurais, onde as condições e o conhecimento legal são ainda deficitários.

Mas, também, não é somente das zonas rurais onde chegam histórias arrepiantes, nos centros urbanos, sobretudo nas zonas de expansão de novos bairros residenciais, mulheres têm sido vítimas de malfeitores que se fazem passar por detentores de talhões, mas que ao fim acabam burlando as potenciais compradoras.

No concelho autárquico de Nampula, no norte do país, uma história interessante chega-nos da unidade residencial de Elipse, no bairro Muahivire, onde uma jovem de 35 anos de idade queixa-se de ter sido burlada por um indivíduo que a vendeu um terreno que não é da sua pertença.

A vítima contou ao Ikweli que o autor desta epopeia, fez-se passar por proprietários de várias porções de terra, devidamente, delimitadas pelas autoridades autárquicas, quando na verdade nem se quer morador da zona era.

O negócio começou a ser engendrado no bairro de Mutauanha, também nos arredores do concelho autárquico de Nampula, na varanda de uma residência onde o indivíduo fazia-se passar como sendo proprietário da mesma.

Ao todo, a jovem, cuja identidade omitimos a seu pedido, devia desembolsar 50.000,00Mt (cinquenta mil meticais), e no primeiro acto foi obrigada a pagar, como garantia, 50% do valor, ou seja, 25.000,00Mt (vinte e cinco mil meticais). O remanescente seria liquidado no mês de Janeiro do próximo ano de 2020.

Recebido o valor, o burlador, recomendou a potencial compradora para que voltasse três dias depois para receber a garantia documental da sua compra, já iniciada. Na data combinada, a vítima voltou ao local, e para a sua surpresa e desgosto ficou a saber que o tal indivíduo não é proprietário da casa em referência e os seus contactos telefónicos já não chamam. Os donos da casa, também, não o conhecem.

Uma semana depois, a jovem foi ao seu suposto futuro talhão, ao que foi surpreendida pelos verdadeiros proprietários do espaço, quando esta tentava erguer uma protecção no local.

“Conheci o indivíduo quando eu regressava do mercado em um certo dia, e ele disse-me que tinha um talhão a venda por 50.000,00Mtr”, conta-nos a vítima, para depois prosseguir que “ele disse que o talhão estava na zona de Elipse e que aceitava pagamento em prestações. Eu dei-lhe 25.000,00Mt”.

Num outro desenvolvimento, esta nossa fonte refere que “eu não contei para ninguém da minha família que estava adquirindo um talhão. Eu queria fazer surpresa para o meu marido quando fosse levar os documentos do talhão já em meu nome”.

Os verdadeiros donos do talhão disseram ao Ikweli que não conhecem o indivíduo e que nunca lhes passou pela cabeça vender o seu espaço.

Este não é o primeiro caso em que mulheres são burladas no processo de acesso legal à terra.

Recentemente, a 5ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Nampula dirimiu um caso em que um jovem fazendo-se passar por funcionário do concelho autárquico de Nampula burlou uma senhora, alegando que dispunha de talhões a venda e a preços acessíveis. (Elisabeth José)

Mais de dois milhões de moçambicanos vivem com o HIV: Raparigas dos 15 aos 18 anos constituem grande parte

Nampula (IKWELI) – Assinalou-se no passado domingo, 1 de Dezembro, o dia mundial de combate ao HIV/Sida e os dados tornados públicos em relação a Moçambique face a esta doença não são nada animadores.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, na sua intervenção a propósito, que, pelo menos, pouco mais de dois milhões de moçambicanos vivem com o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla inglesa) e que destes a maioria são raparigas da idade compreendida entre os 15 e os 18 anos de idade.

Este número cresceu, sobremaneira, no período que vai de Dezembro de 2014 a Junho do corrente ano de 2019, o número de beneficiários do tratamento anti-retroviral (TARV) passou de mais de seiscentos mil para pouco mais de um milhão.

As cerimónias centrais do dia mundial de combate ao HIV/Sida tiveram lugar na cidade de Nampula, sob orientação de Filipe Nyusi, o qual anunciou que quanto a óbitos pela endemia, registou-se uma redução de 20% entre 2014 a 2019.

A redução de óbitos, segundo o estadista, deve-se aos esforços empreendidos pelo seu governo, o qual, através do Ministério da Saúde (MISAU) tem vindo a promover práticas e acessos a medicamentos de forma menos sacrificante para os pacientes. Uma dessas medidas compreende o recebimento de medicamento anti-retroviral trimestralmente.

Nyusi precisou ainda que no início do corrente quinquénio, os serviços de TARV estavam disponíveis apenas em 753 unidades sanitárias, ou seja, em 52%, mas actualmente, os mesmos estão disponíveis em 1.538 unidades sanitárias, o que representa o universo de 93%. Esta expansão dos serviços ditou o aumento significativo de pessoas com acesso ao TARV.

A fonte apontou ainda que é desafio do seu governo, sobretudo com os seus planos de governação, contribuir para a erradicação da doença até 2030, e as acções conjuntas com os parceiros de cooperação estão a surtir efeitos desejados.

O Plano estratégico de combate ao HIV/SIDA do período 2016 e 2020, consagra a meta estratégica global “90, 90, 90”, ou seja, segundo Nyusi, “o primeiro 90 significa 90% de pessoas vivendo com HIV sejam diagnosticadas através da expansão de serviços de aconselhamento e testagem, o segundo 90 refere que 90% das pessoas diagnosticadas recebam o tratamento anti-retroviral e o terceiro 90, significa que 90% das pessoas recebendo o tratamento anti-retroviral tenham níveis não detectáveis do vírus no sangue e que não possam transmitir as outras pessoas”.

Ainda com todos estes resultados positivos, Filipe Nyusi não escondeu a sua preocupação em relação a transmissão do vírus da mãe para o filho durante a gravidez e/ou parto. No ano passado, essa forma de transmissão fixou-se em 15%.

A consciencialização e a convivência pacífica e solidária entre pessoas vivendo com HIV e as não vivendo, ainda constituem um desafio e o Presidente da República disse que, também, está preocupado com a discriminação dos seropositivos, facto que concorre para que as vítimas percam a sua auto-estima, perigando assim o esforço da sua recuperação.

A discriminação ainda contribui para que menos pessoas procurem pela testagem voluntária, com o receio de serem desamparadas quando positivamente detectadas com a doença.

Para reverter este cenário, Nyusi defende o envolvimento das confissões religiosas porque “as comunidades ouvem as confissões religiosas e os líderes comunitários”.

Já no quadro da qualidade de saúde dos funcionários e agentes do estado, o PR informou que pelo menos 13% vivem com o vírus da Sida.

Na província de Nampula, a mais populosa do país, 221.295 pessoas vivem com o HIV, destes 57% são mulheres e a percentagem de pacientes em tratamento anti-retroviral é de 48%.

O 1 de Dezembro de 2019, dia mundial de combate ao HIV/SIDA, em Moçambique, foi assinalado sob lema “comunidades fazem a diferença na resposta nacional ao HIV/SIDA”. (Celestino Manuel)

Ocorrido no comício do candidato da Frelimo em Nampula: PRM sem datas para a divulgação do relatório do inquérito da tragédia

Nampula (IKWELI) – O dia 11 de Setembro fica na memória do povo moçambicano no geral, e o de Nampula em particular, por piores motivos da história das eleições no país.

Se na mesma data, nos Estados Unidos da América, assinalava-se mais uma passagem de um dos piores ataques terroristas de que há na memória mundial, na cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, pouco mais de uma dezena de pessoas que assistiram a um pedido de voto que estava sendo formulado aos eleitores por Filipe Nyusi, candidato presidencial da Frelimo para as sextas eleições presidenciais, perdia a vida asfixiadas quando tentavam abandonar o interior do estado 25 de Junho, no bairro de Carrupeia.

Esta tragédia não amainou a euforia da Frelimo na caça ao voto. No dia seguinte, 12 de Setembro, Nyusi continuou a propagandear o seu manifesto eleitoral por outros distritos do maior círculo eleitoral, enquanto isso, algumas figuras eram sacrificadas.

O primeiro a ser rolado foi o comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Joaquim Sive, na data dos factos. Na mesma noite da ocorrência foi suspenso por ordens de Basílio Monteiro, o ministro do Interior que na mesma altura encontrava-se na Zambézia a pedir votos para o seu presidente, Filipe Nyusi, e o seu partido, a Frelimo.

Ainda no dia 12 de Setembro, quadros seniores do Comando-Geral da PRM, orientaram uma conferência de imprensa, onde anunciaram a constituição de uma equipa de inquérito, a qual, em 15 dias tinha a obrigação de apresentar os resultados, ou seja, as causas do incidentes e os seus culpados.

No dia 11 de Setembro, fontes do Ikweli no local confirmaram que a guarda presidencial do Nyusi foi quem impediu para que as pessoas não saíssem do interior do estádio, ao não autorizarem a abertura de uma parte do único portão que dá acesso aquele espaço desportivo.

Para fechar a vacatura sancionatória do comandante Sive, o vice-comandante geral da PRM, Timóteo Bernardo, esteve, na última sexta-feira (29 de Novembro) na cidade de Nampula para orientar a cerimónia de tomada de posse do novo comandante provincial, no caso Moisés Gueve.

Como não deixaria de ser, perguntamos ao número dois da PRM sobre os resultados do inquérito, ao que respondeu que a equipa que tinha 15 dias ainda não conseguiu produzir um relatório preciso e definitivo para esclarecer as famílias das 10 vítimas mortais e das mais de uma centena de feridos, dentre ligeiros e graves.

Bernardo avançou que os trabalhos estão na recta final, mas as festas do natal e do fim de ano poderão concorrem para que o relatório não seja apresentado. Mas as famílias continuam sofrendo, enquanto os dirigentes precisam de uma boa ceia para anunciar uma informação que, ainda que não reduza a dor dos que perderam os seus ente queridos, pelo menos terão a noção do que, verdadeiramente, aconteceu.

Quanto ao novo comandante provincial, Moisés Gueve, espera-se uma maior e melhor actuação no combate a criminalidade, prática que tem deixado muitas famílias de Nampula em situação de alerta máxima, numa situação em que os modus operandis dos malfeitores tendem a sofisticar-se.

Joaquim Sive, homem de fácil trato, disse no momento de adeus que sai com o sentimento de missão cumprida, ainda que interrompida. “É um sentimento de gratidão que levo comigo”. (Aunício da Silva e Celestino Manuel)

Juiz “exige” que “presos políticos” de Gaza paguem perto de um milhão de meticais em 5 dias

Maputo (Ikweli) – Os dezoito jovens membros do partido Nova Democracia (ND) detidos no dia 15 de Outubro passado por apenas pretenderem fiscalizar actos eleitorais como delegados e mandatários políticos foi-lhes imposto o pagamento de valores exorbitantes para gozaram da liberdade que lhes foi retirada sem cometerem nenhum tipo legal de crime.

Citada por vários órgãos de comunicação social na capital moçambicana, Maputo, Quitéria Guirengane, mandatária nacional do ND, disse que o juiz do tribunal judicial do distrito de Chókwè fixou uma caução de 40.000,00Mt (quarenta mil meticais) para cada um dos dezoito jovens, perfazendo um total de 720.000,00Mt (setecentos e vinte mil meticais), a qual deve ser paga no prazo de cinco dias.

Esta fonte referi que o partido de que é membro fundador não dispõe de fundos para suprir a esta exigência, e que a maioria dos jovens são apenas estudantes que nem se quer tem alguma remuneração e, pertencem a famílias humildes.

Ainda assim, Guirengane garante que tudo está sendo feito para que este valor seja conseguido e que os jovens voltem a sua vida normal.

Os dezoito militantes do ND ficaram presos perto de quarenta dias sem uma acusação formal, incluindo que não tinham direito de receber visitas e os seus advogados mantinham contactos restringidos, facto que viola os seus direitos. (Ikweli)

Mário Albino apela a reposição da justiça nas eleições de 15 de Outubro

Nampula (IKWELI) – O presidente do partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino, apela a sociedade civil, as confissões religiosas, a comunidade internacional, incluindo a todos os moçambicanos e demais intervenientes e amantes da paz para que, todos juntos, exijam dos órgãos de gestão eleitoral uma explicação sobre as irregularidades registadas nas eleições de 15 de Outubro passado.

Este político que tem crescido surpreendentemente entende que haja um pacto entre os partidos políticos com representação na Assembleia da República, para que outras e novas formações políticas não conquistem assentos na Casa do Povo.

“Querem acabar com a democracia multipartidária para construir uma tri-partidária, ou querem instalar uma colonização entre africanos?”, questiona o candidato presidencial menos votado nas sextas eleições gerais em Moçambique.

Albino defende que é urgente a intervenção de todos aqueles que directa ou indirectamente apoiam e defendem princípios da democracia multipartidária no sentido de repor-se a justiça das últimas eleições havidas em Moçambique.

A fonte defende, também, a destituição dos órgãos de gestão eleitoral, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições, Comissões Provinciais e Distritais e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) a todos os níveis, no sentido de se conceber um novo modelo da sua composição para que não ofereça privilégios aos partidos com representação na Assembleia da República. (Celestino Manuel)

Funcionários públicos já podem falar gratuitamente na Vodacom

Maputo (IKWELI) – A Vodacom, no âmbito da sua missão de facilitar a comunicação no país, lançou recentemente um serviço inovador denominado “Funcionário Público”, que visa melhorar a comodidade e facilitar a comunicação entre a massa laboral do Governo.

Trata-se de uma oferta que permite aos funcionários de empresas públicas moçambicanas falar com os seus colegas de qualquer instituição, de forma gratuita, desde que tenham também aderido a esta oferta.

O serviço oferecido pela Vodacom Business é o primeiro do género no mercado das telecomunicações, permitindo chamadas gratuitas entre as instituições do sector público e os respectivos trabalhadores, além do acesso a dados móveis.

“Sempre procuramos pensar no que podemos acrescentar valor no sector das comunicações em Moçambique. A nossa ideia sempre foi reflectir sobre o que não existe ainda e o que podemos fazer para sermos diferentes no mercado, trazendo maior fluidez nas comunicações, no caso concreto, no seio dos funcionários públicos”, destacou José Correia Mendes,  Director Executivo da Vodacom Business, a importância deste serviço.

Para aderir a esta oferta o funcionário público deve dirigir se a uma Loja Vodacom, apresentar uma carta que comprove a sua função, não precisa de apresentar extracto bancário ou assinar um contrato e pode ainda pagar a sua subscrição via M-pesa, transferência bancária ou numa Loja Vodacom.

Esta oferta permitirá aos funcionários públicos quebrar as barreiras de comunicação que enfrentam entre as diferentes repartições do sector. (Redacção e Agências)

Nampula vai ter Estação de Tratamento de Águas Residuais

Nampula (IKWELI) – No âmbito da elaboração do ante-projecto da postura municipal de Saneamento e Drenagem, o concelho autárquico de Nampula, maior e mais importante centro urbano do norte do país, prevê a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

As águas residuais têm constituído um problema para os moradores locais, as quais, muitas vezes, contribuem para a ocorrência de erosão, o que periga a vida dos citadinos.

Recentemente, uma equipa multi-sectorial visitou o local onde será erguida a infra-estrutura, no bairro de Muahivire Expansão, a qual deverá contribuir no melhoramento do sistema de saneamento e drenagem da autarquia, e quiçá melhorar a qualidade de vida dos moradores locais.

Ao todo, a ETAR vai ocupar uma extensão de oito hectares, envolvendo as unidades residenciais de Chinaia, Siquia e Namiteca e o projecto será conduzido pela Empresa Municipalizada de Saneamento de Nampula (EMUSANA) e a Direcção de Água e Saneamento do Meio (DIMAE).

Ainda neste contexto, quadros da autarquia beneficiaram de uma capacitação promovida pela Autoridade Reguladora de Água, no âmbito do esforço da instituição para a familiarização de aspectos ligados a dados de regulação do sector.

Segundo apurou o Ikweli, “a ideia é dotar aos técnicos em matérias de operacionalização do quadro regulatório e contribuir na obtenção de conhecimentos detalhados dos serviços e das infra-estruturas, apoiar o preenchimento dos dados a constar no quadro regulatório e ainda contribuir para que a entidade gestora consiga identificar as principais lacunas relativas a recolha e tratamento de dados necessários a regulação dos serviços de saneamento e desenvolver um plano de acção com actividades conducentes a melhoria do reporte de informação ao regulador”. (Aunício da Silva)

ABB selecciona jovens de Nampula para a sua academia de futebol

Nampula (IKWELI) – Três atletas de futebol onze de Nampula vão a partir de Janeiro do próximo ano, 2020, integrar a academia da Associação Black Bulls (ABB) sedeada na capital moçambicana, Maputo, em resultado da campanha promovida pela agremiação na caça de talentos naquela província nortenha.

Entre os dias 25 e 26 do corrente mês de Novembro, a ABB promoveu um torneio no estádio 25 de Junho, na cidade de Nampula, e testou perto de 200 atletas da idade compreendida entre os 15 aos 19 anos.

Parte dos atletas que participaram do torneio promovido pela ABB

Esta competição ditou a pré-selecção de 16 atletas, dos quais apenas 3 tiveram a sorte de serem seleccionados e começarem a sonhar com uma boa formação, e quiçá a militarem num clube de sucesso.

Trata-se dos atletas Edgar Justino Muleva e Eduardo Narcísio, ambos do clube Ferroviário de Nampula, e Carlos Miguel, atleta sem clube.

Para a selecção destes talentos, Hélder Duarte, coordenador de formação da ABB, disse ao Ikweli que tomou-se como base fundamental, para a avaliação, as qualidades técnicas, tácticos, psicológicos e físicos.

Duarte disse ao nosso jornal que a província de Nampula possui muito talento, faltando, porém, a cultua táctica que normalmente é trabalho das academias. “Encontrei jogadores com bastante capacidade técnica, agora falta-lhes um pouco da cultura táctica que é um geral. Esse é o nosso trabalho que fizemos na academia, que é apresentar-lhes o jogo de outra forma. Temos excelentes condições a nível de trabalho com relva sintética. A nossa ideia de jogo e os métodos de treino são completamente diferentes dos que desenvolvem aqui, por isso automaticamente nós queremos dar valências que eles não tinham, aproveitar o que eles têm e dar-lhe mais valências para torna-los em jogadores mais completos”, disse a fonte, para depois esclarecer que “este projecto da ABB é para identificar jogadores nas províncias que achamos que têm boa qualidade e depois convida-los a irem para a nossa academia no Maputo, e a partir dai potenciarmos e apresenta-los ao mundo, através de torneios internacionais e fazer com que as selecções nacionais tenham uma base muito grande dos jogadores da ABB”.

Por outro lado, a mesma fonte referiu que “a nossa vinda cá em Nampula prende-se com os mesmos propósitos que é de seleccionarmos os melhores, para depois potenciarmos num contexto diferente. Acreditamos que eles vão ter muitos sucessos. No ano passado deixamos muitos atletas, que são a nossa bandeira, em Portugal. A nossa ideia é mesmo essa, escolhermos os melhores, potencia-los e apresenta-los ao mundo”.

Visivelmente satisfeito, Eduardo Narcísio, um dos apurados disse que fazer parte da Academia da ABB constitui uma oportunidade para alcançar o seu sonho, que passa por representar um dos melhores e maior clube de futebol do mundo, o Real Madrid.

Para tal, Eduardo Narcísio, de 15 anos de idade e médio esquerdo e que desenvolve suas habilidades inspirando-se no internacional argentino, Leonel Messi, disse que tudo fará na Academia da ABB para convencer aos técnicos com vista a conquistar o seu lugar.

“Me sinto muito feliz e estou muito confiante mas não vou ficar sossegado enquanto não conseguir o meu lugar e futuramente quero jogar fora de Moçambique que também seria melhor”, concluiu o jovem atleta. (Constantino Henriques)